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Gasolina a partir do ar

19 Fevereiro, 2008

If two scientists at Los Alamos National Laboratory are correct, people will still be driving gasoline-powered cars 50 years from now, churning out heat-trapping carbon dioxide into the atmosphere — and yet that carbon dioxide will not contribute to global warming. (New York Times)

14 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    19 Fevereiro, 2008 23:35

    Reciclar a atmosfera. Pois claro.
    Se for possível extrair da atmosfera o fumo do tabaco, até se podiam fazer cigarros mais baratos, só com fumo, sem tabaco.

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  2. cão tribuinte's avatar
    cão tribuinte permalink
    19 Fevereiro, 2008 23:50

    tudo o que tem carbono pode entrar em combustão.
    esta republiqueta nacional-socialista do afundanço anda em marcha atrás excepto no delirio governamental. depois de ouvir o comicio de 2ª feira na sic (transit gloria mundi)fiquei com a sensaçáo de que estava na “stultifera navis” de Brant pintada por Bosch (Louvre)

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  3. Desconhecida's avatar
    doomer permalink
    19 Fevereiro, 2008 23:56

    Do mesmo artigo,
    “There is, however, a major caveat that explains why no one has built a carbon-dioxide-to-gasoline factory: it requires a great deal of energy.” ; “Even with those improvements, providing the energy to produce gasoline on a commercial scale — say, 750,000 gallons a day — would require a dedicated power plant, preferably a nuclear one, the scientists say.”

    Portanto precisam da energia de uma central nuclear para produzir 750,000 galões de gasolina por dia através da captura do CO2 e posterior reconversão em gasolina. o consumo nos EUA hoje, é cerca de 390,000,000 de galões por dia, ou seja, se daqui a 50 anos o consumo de gasolina fosse igual ao de hoje seriam necessárias 520 centrais nucleares só para o consumo diário de gasolina. Se calhar mais valia ter carros eléctricos e ligá-los a essas centrais… E as centrais nucleares também necessitam energia para ser construídas, a mineração de combustíveis nucleares consome energia. Não me parece.

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  4. Desconhecida's avatar
    20 Fevereiro, 2008 00:27

    “They tried to make me go to rehab, but I said no, no, no…”

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  5. LPedroMachado's avatar
    20 Fevereiro, 2008 04:07

    O que o Doomer disse é explicado em mais detalhe aqui:
    http://climateprogress.org/2008/02/19/turning-co2-into-gasoline-a-new-way-to-waste-energy

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  6. Desconhecida's avatar
    20 Fevereiro, 2008 08:54

    “tudo o que tem carbono pode entrar em combustão.”

    O Cão Tribuinte é que anda a delirar. Se fosse assim então mais valia usar o CO2 directamente como combustível.

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  7. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    20 Fevereiro, 2008 09:39

    Mais uma invenção de um motor perpétuo da segunda espécie. De nada vale andar a ensinar termodinâmica a um povo de atrasados. Não aprendem.

    Carlos Loureiro: aprenda física e convença-se de uma vez por todas que a entropia aumenta sempre e que os motores perpétudos de segunda espécie não existem.

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  8. Desconhecida's avatar
    20 Fevereiro, 2008 10:32

    O Luís Lavoura é que deveria ir aprender uns conceitos básicos de economia: se a produção de gasolina à custa de energia nuclear compensar económicamente, a opção será viável.

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  9. LPedroMachado's avatar
    20 Fevereiro, 2008 10:50

    Porque é que é um motor perpétuo?

    O problema está precisamente na viabilidade económica.

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  10. Fado Alexandrino's avatar
    20 Fevereiro, 2008 11:18

    Porque é que não traduz?
    Já bem basta passarem as declarações de qualquer espanhol, a falar castelhano ou basco ou andaluz ou outra coisa qualquer, sem tradução nas televisões.
    Por enquanto isto ainda é (talvez) Portugal

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  11. Desconhecida's avatar
    doomer permalink
    20 Fevereiro, 2008 14:45

    Isso de ser económicamente viável também tem que se lhe diga.
    Os painéis foto-voltáicos foram inventados há cerca de 50 anos, já me esqueci do número de vezes que iam ser economicamente viáveis. Quando o petróleo estiver a 40$ é viável, mas depois só passa a ser viável quando atingir os 50$, no entanto, 50 anos depois e com o petróleo a 100$ a fracção global de electricidade produzida por painéis foto-voltaicos é menos de 1% e em grande parte devido a subsídios massivos.
    O pessoal do económicamente viável assume que os preços do petróleo vão subir, mas magicamente os custos de determinado projecto, permanecem constantes. A verdade é que à medida que o petróleo (energia) sobe de preço, os custos associados a quase todos os projectos também sobe, nunca atingindo o break-even (ou pelo menos o que se projectava).
    Há aqui uma de Lei dos Horizontes Recessivos em funcionamento e que tem de ser tomada em conta.

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  12. MJP's avatar
    MJP permalink
    20 Fevereiro, 2008 23:09

    Tudo depende do que se está disposto a pagar.
    Se para produzir gasolina se vai gastar mais energia do que a que ela nos dispensa, isso terá custos. É viavel fisicamente mas mesmo termodinamicamente é um absurdo, para já não falar do preço a pagar.
    Não se pode confundir uma experiência com algum interesse teórico com uma possibilidade técnica.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Fevereiro, 2008 12:00

    O processo pretende ser neutro do ponto de vista da quantidade de CO2 existente na atmosfera, uma vez que se traduziria por uma reciclagem deste gás.

    Mas qualquer processo que permita a um sistema regressar ao estado inicial, envolve um dispêndio de energia. Essa energia não pode ser retirada do próprio processo, senão este amortece e pára. É por isso que não existe o movimento perpétuo, neste caso de segunda espécie, como já disse aqui o leitor Luis Lavoura, invocando, e bem, o 2º Princípio da Termodinâmica e o aumento da entropia, que é outra maneira de dizer a mesma coisa.

    Tem de haver uma fonte de energia externa para manter um processo cíclico. E, para atender às intenções dos promotores, teria de ser uma energia “limpa”, que não libertasse CO2 para a atmosfera.

    A energia actualmente consumida nos transportes, em que se recorrem em força a motores de combustão interna, é de origem fóssil. Usando um combustível obtido a partir de CO2 reciclado, estaríamos a transferir para a energia de manutenção do processo de reciclagem o gigantesco consumo verificado no sector dos transportes.

    Poderia ser uma central nuclear a produzir a energia eléctrica necessária ao processo, mas muito rapidamente seríamos confrontados com o problema do esgotamento da fonte. Este problema, aliás, também se coloca no caso de querermos usar as centrais nucleares para produzir a energia eléctrica necessária à electrólise da água para dela retirar o hidrogénio que venha a alimentar as chamadas “fuel cells”. Mas enfim…

    Assim, perante a necessidade de quantidades colossais de energia, seria imperioso recorrer a uma fonte externa “inesgotável”. E de “borla”. Apenas o Sol verifica essas condições.

    Mas se vamos produzir essas quantidades colossais de energia eléctrica a partir do Sol, podemos dispensar as centrais que queimam combustíveis fósseis para produzir electricidade. E também não vale a pena usar motores de combustão para a locomoção automóvel. Usamos motores eléctricos. Até aqui é fácil. A parte difícil é que precisamos de um acumulador, de fácil recarga e com autonomia pelo menos idêntica à que já temos com um depósito de gasolina.

    Lá vamos cair no problema fundamental da energia a utilizar pelo Homem, que é o armazenamento. Uma vez resolvido, torna-se desnecessário qualquer processo de reciclagem artificial do CO2. Ao fim e ao cabo este projecto não passa de uma brincadeira, talvez para estimular o debate. Nesse sentido, tem alguma utilidade.

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  14. Licinio Nunes's avatar
    Licinio Nunes permalink
    9 Janeiro, 2010 15:03

    Este post não é uma blasfémia. É apenas o exercício do sagrado direito à imbecilidade.

    As pessoas que publicaram este post e que o comentaram, perceber tanto destes assuntos como eu percebo de agricultura hidropónica (se calhar ainda menos, porque eu pelo menos sei que quer dizer “agricultura em água, sem solo”).

    Vamos só ver o exemplo portugûes: para um consumo eléctrico BASE de 3 000 MW.hora, o equivalente em litros de gasolina seria de 6 169 670 /dia (façam as continhas para galões americanos), ou seja, cerca de 77 120 875 Km/dia, para um consumo médio de 8 lts/100 Km.

    Façam as continhas àquelas “520 centrais nucleares” e talvez consigam perceber a magnitude da vossa própria ignorância!!!!

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