O que fazer?
22 Fevereiro, 2008
Não, não é com o “couvert”, mas sim com o Kosovo (já agora, como é que os Kosovares encararão esta problemática do “couvert”?)…..
José Sócrates afirmou que a posição portuguesa sobre o Kosovo será conhecida “muito brevemente”, depois de terminadas as consultas com o Presidente da República e com o Parlamento.
Entre o bloco EUA-Inglaterra-França-Alemanha, por um lado e, por outro, a posição firme de Espanha, para que lado caírá a diplomacia portuguesa?
15 comentários
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Who are the girl’s best friends? Os Americanos, claro!
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Também temos os amigos russos para além dos americanos. E com quem temos negócios. É um problema daqueles bicudos na diplomacia portuguesa. Num se pode agradar a todos. O presidente da républica já disse que pensava que podia ser um precedente perigoso, caíndo para os lados da posiçao espanhola. Vamos esperar para ver o que sai das mentes luminosas para sair do embróglio.
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O assunto parece estar a tentar resolver-se a tiro, no local.
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http://www.petitiononline.com/par1rad/petition.html
Esta petição parte da vontade de um conjunto de jovens na Maia e pretende reunir um conjunto de assinaturas para que seja feito um parque adequado à prática de desportos radicais na cidade da Maia.
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O Jorge Coelho já decidiu?
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E o que aconteceria se já houvesse só um Ministro dos Negócios Estrangeiros para toda a UE? Ia-se por maioria de votos para decidir se Kosovo era um país ou não?
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Como diria o “ilustre Zé Maria”,haveria alguma conveniência em “ter umas basezinhas” (de História,entre outras…). O VPV diria antes ” um mòdico”.
Mas, chamem-lhe o que lhe chamarem,esses conhecimentozinhos brilham pela ausência nas cabeçorras iluminadas dessa corja embrutecida que nos conduz para uma calamidade anunciada…
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O objectivo de uma federação Ibérica a longo prazo como forma de melhor defender os interesses de Portugal e Espanha dentro da UE parece estar a ser subterraneamente perseguido nos dois lados da fronteira.
Se Portugal se colocar ao lado da Espanha na questão do reconhecimento do Kosovo, esta teoria sairá reforçada.
Resta saber se para Portugal não seria mais vantajoso ter, no lugar de uma poderosa Espanha, vários estados mais ou menos equivalentes em área, demografia e PIB a partilhar o espaço da península.
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É preciso portugalizar a Espanha.
Sócrates para Moncloa, JÁ!
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Sobre a posição portuguesa, não tenho nenhuma dúvida: fará o que Bruxelas mandar. Não é o temos estado a fazer, até hoje ?
Mas para Portugal, para a Europa e para o Mundo o melhor era não reconhcer um “estado” que nasceu dentro de outro Estado. E logo nos Balcans!
Para já era absolutamente necessário retirar de lá as nossas tropas. Elas foram enviadas em missão da ONU, que não reconheceu, nem pode reconhcer o Kosovo. Oficialmente estão destacadas na Sérvia. Não têm que ir morrer no Kosovo contra a Sérvia.
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AMI, diga-se uma coisa: você é mesmo “Iberista”?
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Ora, cai para o bloco e, fechando a embaixada de belgrado, retira tamém os militares de Petrovica, lá que é, se não ainda os gajos levam, até, no totiço.
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Isabel Coutinho,
«AMI, diga-se uma coisa: você é mesmo “Iberista”?»
Se ser “Iberista” é defender a união política de Portugal com Espanha então não, não sou “Iberista”.
Na minha humilde opinião, Portugal numa tal união sairia a perder em vários sentidos:
-Não tenho dúvida que na União Europeia um estado-membro como a hipotética Ibéria teria um grande peso e influência mas não tenho ilusões que esse estatuto e capacidade seria utilizado para defender os interesses de Madrid. Os interesses portugueses só seriam defendidos se coincidissem com os espanhóis.
-Ainda que oficialmente as línguas portuguesa e castelhana viessem a ter o mesmo estatuto dentro da federação ibérica, na prática o português iria subordinar-se ao castelhano dentro e fora de fronteiras. Devido ao peso da Ibéria na UE, o castelhano ganharia um peso significativo na Europa à nossa custa como língua de trabalho, ao lado do Inglês, Francês e Alemão.
-A nível económico as vantagens seriam passageiras. Ambos os países já partilham o mesmo espaço de livre-comércio e estão sujeitos às mesmas regras da UE. Veriamos um crescimento inicial do investimento espanhol em Portugal e vice-versa mas isso estabilizaria pouco depois. Não me parece que este crescimento incial valha a perda de independência e estatuto internacional.
-Portugal aos poucos seria sujeito às mesmas pressões de «castelhanização» que, por exemplo, a Galiza sempre sofreu.
-Como contribuintes, teriamos que sustentar mais uma camada de governabilização e burocracia e veriamos decisões importantes para o nosso futuro, especialmente as relativas à relação da Ibéria com a UE serem tomadas mais longe de nós.
-Em 2039 (ou 2043 para alguns) Portugal irá celebrar 900 anos de existência e 840 anos de independência. Qualquer união com Espanha seria politicamente instável em tempos de crise.
Concluindo: apesar de aceitar que uma Ibéria pudesse ser mais forte a nível internacional, Portugal e os portugueses sairiam a perder. Aliás, não existe nada neste momento que impeça os dois países de concertarem posições sempre que isso seja visto como favorável.
Não vejo como uma união política com Espanha possa ser do interesse de Portugal.
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Isabel Coutinho , tem toda a razão quanto à posição portuguesa : “Beggars can`t be choosers”…
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Ufa! AMI. obrigada !
Tirou-me um peso de cima 🙂
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