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O meu elogio (possível) de certas monarquias

28 Fevereiro, 2008
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O príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão do trono da Inglaterra, passou os últimos dois meses e meio combatendo na linha de frente na luta no Afeganistão, informou nesta quinta-feira, 28, o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Harry, de 23 anos, está lutando na província de Helmand, no sul afegão, onde está a maior parte dos 7.800 soldados britânicos enviados ao país.

44 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    28 Fevereiro, 2008 19:05

    Enfim, foi visitar um campo de papoilas.

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  2. Desconhecida's avatar
    balde-de-cal permalink
    28 Fevereiro, 2008 19:26

    nesta republiqueta socialista bdo largo dos ratos a guerra é para ver quem come mais e melhor.
    oquerido lider é o flautista de Hamlin

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  3. Desconhecida's avatar
    CEE permalink
    28 Fevereiro, 2008 19:46

    não vejo qual a razão para semelhante elogio. a menos que ele seja extensível a todos os militares que combatem na linha da frente. tratando-se de um membro da casa real, não faz mais que a sua obrigação. ou será que a realeza só existe para viver no fausto e aparecer na imprensa cor-de-rosa nem sempre na sua melhor pose?

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  4. CN's avatar
    28 Fevereiro, 2008 20:45

    Pelo menos está no terreno. Maccain lançava bombas de Napalm do alto para salvar os Vietnamitas de si mesmo. Não que a causa de levar a democracia (e presume-se, o direito da mulher ao aborto pago pelo Ocidente libertador) a tribos que vivem milenarmente em desertos inóspitos valha alguma coisa.

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  5. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    28 Fevereiro, 2008 20:55

    É uma realeza num sítio surreal.

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  6. revoltado's avatar
    revoltado permalink
    28 Fevereiro, 2008 21:17

    O Dom Duarte também lutou, em Angola.

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  7. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    28 Fevereiro, 2008 21:41

    Meu caro amigo;

    Um Príncipe, desde o dia em que nasce até ao dia da sua morte, tem a obrigação estar disponível para SERVIR o seu País. Se são pedidos sacrifícios à Pátria, um membro da Família Real só pode dar o exemplo. O Príncipe deve representar em sua pessoa, a vivência secular da comunidade: o seu SACRIFICIO, a sua DOR, a sua ABNEGAÇÃO, as suas ESPERANÇAS, a sua CONTINUIDADE e, sobretudo, a sua ALMA!

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  8. dimartin's avatar
    dimartin permalink
    28 Fevereiro, 2008 21:53

    É juventude, desejo de aventura e lá, talvez, o cumprimento de uma aposta com a serigaita mellanie do Soho!

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  9. sintomatic's avatar
    sintomatic permalink
    28 Fevereiro, 2008 21:56

    E não menos admiração merece o talibã qualquer, maltrapilho, nem menos heroicidade que quando lutava pela terra e o seu povo contra o agressor soviético, não parece?!

    Mas nestas coisas do mundo um homem muda de visão e lentes as vezes que lhe apetece!…

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  10. samanel's avatar
    samanel permalink
    28 Fevereiro, 2008 21:59

    O Dom Duarte também lutou, em Angola.

    E o Bush, lá no rancho dele. Zé Socrates não lutou porque andava a preparar-se pra nós, enquanto estudou prò curso.

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  11. frei de jesus's avatar
    frei de jesus permalink
    28 Fevereiro, 2008 22:58

    Ó amigo António Lemos Soares, pois sim, pois sim, e outrosins.
    Mas isto aqui, logo por azar, cheira-me muito a teatralidade tirada com um pauzinho do cú.
    O que aliás não tem mal nenhum desde que o «piqueno» não se magoe. O General-em-Chefe ficou indignado porque se soube da presença do Príncipe na linha da frente «através da imprensa australiana». Bien-sûr.

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  12. Piscoiso's avatar
    28 Fevereiro, 2008 23:08

    Já se sabe o que o príncipe Harry foi fazer ao Afeganistão.
    Vede

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  13. Oberon's avatar
    Oberon permalink
    28 Fevereiro, 2008 23:12

    Bem se o Blasfémias quiser ter o exclusivo a história foi assim:
    – ele foi enviado no início de Janeiro, depois do Exército Britânico fazer um pacto de não divulgação com os media UK e algumas cadeias noticiosas internacionais.
    – depois veio este site norte-americano (http://www.drudgereport.com/) divulgar a história há alguns dias e hoje tivemos aqui em Inglaterra todos os noticiários da hora de jantar a abrir com a história e uma reportagem do enviado especial da BBC a falar com o Príncipe num vasta planície deserta do Afeganistão (não, não havia papoilas há vista.
    – a esta hora o Príncipe já chegou ou está a caminho de casa onde amanhã vai ser entrevistado no Praça da Alegria local e interpretar o hit “We do bad things do bad people”

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  14. Desconfiado de tudo e de todos's avatar
    28 Fevereiro, 2008 23:18

    O Príncipe Harry e a Monarquia Inglesa quiseram mostrar o que são: – cidadãos com igualdade de deveres como os demais compatriotas. O que o acontecimento quer só dizer é que se ele quisesse não iria (alguém duvida?), mas não fugiu às obrigações como o fizeram desertando antes e mandando os outros agora, os detentores do Poder nas Republiquetas como a nossa.
    Quanto aos Talibans,também alguém duvida que se algum não quisesse lá estar,já lá não estava… nem cá e nem no caminho.

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  15. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    29 Fevereiro, 2008 00:32

    nem isso merece «elogio».

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  16. a_me's avatar
    a_me permalink
    29 Fevereiro, 2008 00:41

    Nem isso merece elogio,
    sa fisgue o Harry prince.

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  17. Bit's avatar
    Bit permalink
    29 Fevereiro, 2008 01:20

    Ó Sintomatic você não sabe nada de história, e deturpa-a. No tempo dos soviéticos não eram os talibans que os combatiam mas sim os muajhedines que eram apoiados pelos americanos. Os talibans foram “fabricados” pelos serviços secretos do Paquistão para ocuparam o país no pós guerra com os russos.De qualquer maneira compreendo o seu raciocinio e o seu ponto de vista.Cumprimentos.

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  18. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    29 Fevereiro, 2008 02:12

    Eu gostava era de saber quantos soldados terão sido “mobilizados” para o defender!

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  19. Desconhecida's avatar
    Pedro Sousa permalink
    29 Fevereiro, 2008 03:39

    Bit, o interessante é que os SS do Paquistão foram fabricados pela CIA. Quer provas?

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  20. Luis Lavoura's avatar
    Luis Lavoura permalink
    29 Fevereiro, 2008 07:28

    Elogio???!!!

    Entao o homem esta la a fazer figura de parvo, combatendo selvagens numa terra que nao e a dele, e Voce CAA, ainda o elogia?

    Francamente CAA. Tinha-o em melhor conta.

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  21. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    29 Fevereiro, 2008 08:39

    Luis Lavoura Diz:
    “Entao o homem esta la a fazer figura de parvo, combatendo selvagens numa terra que nao e a dele, e Voce CAA, ainda o elogia?”

    Claro que não se deve elogiar. So mereceria distinção se tivesse marchado para a boémia de Paris ou fazer rádio para Argel. Aí sim! Ninguém o calaria e ganharia de imediato o cognome de “o anti-fassista” com as devidas comendas e reformas agregadas.

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  22. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    29 Fevereiro, 2008 08:51

    E ainda pior do que ele foram os avós com aquela birra de não arredarem pé de Londres durante os bombardeamentos não sendo eles pedreiros ou serventes que pudessem ajudar a reparar umas paredes e dando assim mais trabalho a quem os tinha de acompanhar. tsk! tsk! tsk!

    It runs in the family! 😐

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  23. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    29 Fevereiro, 2008 09:46

    Frei de Jesus:

    Já deve ter percebido que defendo a Monarquia. Para mim – acredita nisto, como em tudo, quem quiser acreditar – um membro de uma Família Real, mais do que direitos, o que tem são obrigações. Infelizmente nos últimos anos, muitos dos elementos mais novos das Famílias Reais europeias tiveram comportamentos que considero muito perniciosos para a instituição Monárquica.
    Desta vez, o Príncipe Harry o que faz é cumprir o seu Dever.

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  24. caramelo's avatar
    caramelo permalink
    29 Fevereiro, 2008 11:05

    Lemos Soares, não o percebo (também não percebo o post, aliás). O principe não fez mais do que fazem milhões de rapazes por todo o mundo. Não vale a pena tanta pompa e circunstãncia com o “sacrifício” e “Dever” e mais não sei quê, que mais parece uma sinfonia do Elgar. Verdadeiro sacrifício seria ter nascido pobre, como a maior parte.

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  25. caramelo's avatar
    caramelo permalink
    29 Fevereiro, 2008 11:10

    E já agora, alguém sinceramente acredita que o principe não tem uma protecção especial, diferenciada em relação aos comuns dos magalas, no terreno de combate? Só sendo muito ingénuo. Os serviços secretos ingleses deixam essa matéria do sentido de Dever e Sacrifício para os serviços de propaganda e protocolo do Estado.

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  26. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    29 Fevereiro, 2008 13:10

    Caramelo;

    “Não vale a pena tanta pompa e circunstãncia com o “sacrifício” e “Dever” e mais não sei quê, que mais parece uma sinfonia do Elgar. Verdadeiro sacrifício seria ter nascido pobre, como a maior parte”.

    Concordo, em parte, com o que diz. A questão aqui é, no entanto, outra. Numa Monarquia, o aspecto essencial é, a meu ver, uma palavra: Serviço. Os Príncipes europeus são, quer se queira quer não, detentores do que se pode chamar um “Privilégio”. Só que, como sabe, esse “Privilégio” – entendido como lei pessoal – implica um conjunto imenso de obrigações para com a comunidade. Escrevi acima que o Príncipe Harry o que está a fazer é, tão só, a cumprir o seu dever de Serviço para com a comunidade que representa.
    Concordo com a ideia de que sacrificio é ser pobre. Adorava que no meu País – Portugal! – cada vez houvesse menos pobres. Acredito que todos os membros da sociedade política tem o direito a ter, como refere São Tomás de Aquino no seguimento de Aristóteles, uma “vida boa”. Infelizmente, tenho a sensação que o português médio se encontra cada vez mais necessitado.
    Talvez uma boa maneira de começar a viver melhor fosse restaurar (eu prefiro dizer reinstaurar) a Monarquia! Porquê? Repare nos países europeus e do mundo que são Monarquias: há, tenho a certeza, muito menos pobres do que em Repúblicas como a nossa. Basta, para não dar mais exemplos, pensar na vizinha Espanha.

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  27. caramelo's avatar
    caramelo permalink
    29 Fevereiro, 2008 14:07

    Lemos Soares, o que o principe Harry está a fazer é cumprir o serviço militar, em circunstâncias até, tenho a certeza, melhores do que os outros. E sem o privilégio de ver o seu serviço militar elevado à categoria de Dever e Serviço Real, ou coisa do género. O principe é um priveligiado desde nascença, e as suas obrigações e preocupações serão sempre menores do que as que terão a maior parte dos seus subditos.
    E não é o regime que faz um país mais rico do que outro. Posso dar-lhe exemplos de monarquias que tratam mal os seus súbditos, e de repúblicas que tratam bem os seus cidadãos. Não é por aí, como sabe. Olhe, podemos ir a Espanha, sim, como sugere, e compará-la com a Finlândia, por exemplo.

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  28. salamao's avatar
    salamao permalink
    29 Fevereiro, 2008 14:20

    Cosa en serio os digo,
    gentes, que se perdió un
    mártir y un herói de los
    mayores, cada dia que el
    mortero, una e-bomb, no
    dió con el prince Harry…

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  29. Piscoiso's avatar
    29 Fevereiro, 2008 14:35

    Ele já mmatou alguém ?

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  30. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    29 Fevereiro, 2008 14:53

    Caramelo;

    Como antes referi, considero que numa Monarquia existe um “Privilégio” -consentido democraticamente pela comunidade – para com os membros da Família Real. O que procurei explicar é que esse “Privilégio” não implica apenas direitos específicos mas, também e sobretudo, um conjunto de obrigações específicas. Se fizer bem as contas, perceberá que são muito mais as obrigações do que os direitos. Desde logo, a imparcialidade necessária ao serviço do Estado bem como a limitação quanto à liberdade individual do Rei.
    A meu ver, uma das grandes vantagens da Monarquia é o facto do Chefe de Estado não ser eleito. Os Reis podem ser, com mais facilidade, ou melhor, com naturalidade, isentos na representação do País. Coisa diferente é o governo! Aí, não tenho dúvidas de que, apesar de todas dificuldades, a Democracia é mesmo o melhor caminho a seguir.
    É verdade que pode dar exemplos de Repúblicas que tratam bem os seus cidadãos. Aliás, se houver novamente Monarquia em Portugal, só será admissível se for de cidadãos, escolhida em liberdade pelos mesmos cidadãos, através de plebiscito nacional! Gostava muito que fizesse o favor de me indicar exemplos de Monarquias Europeias que “tratam mal” os seus “súbditos”, como refere.
    A Finlândia é, sem dúvida, um bom exemplo de República rica. Há, como sabe, inúmeros exemplos de Repúblicas pobres. Faço-lhe uma pergunta: conhece algum país que tenha optado – coisa que em muitas Repúblicas não se pode sequer fazer é optar!- por viver em Monarquia Constitucional, que não seja rico? Ou pelo menos, conhece alguma Monarquia Europeia que não seja mais rica do que nós?

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  31. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    29 Fevereiro, 2008 15:14

    Euroliberal;

    É você que me vai fazer ser republicano! Imagine que, por um tremendo azar da História, o herdeiro do Trono de Portugal fosse mesmo você! Eu passava-me, nesse momento, à República!

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  32. caramelo's avatar
    caramelo permalink
    29 Fevereiro, 2008 15:26

    Se conheço alguma monarquia europeia que não seja mais rica do que nós? Lemos Soares, quase todos os paises da Europa são mais ricos do que nós, monarquias e republicas incluido. Já era assim quando eramos nós uma monarquia. Não me constam que os que nos visitavam ficassem encantados com o nosso progresso… E eu não disse que as monarquias europeias tratam mal os seus subditos. A Europa em geral, monarquias ou republicas, trata bem os seus subditos. Uma melhor do que outras. Olhe, a França, a Finlândia, a Alemanha e a Suiça, republicanas, tratam melhor os seus cidadãos do que a monarquica Espanha. Não me parece, repito, que o segredo esteja no facto de ser ser república ou monarquia. Bom governo é bom governo, seja em monarquia ou em república. Um país não é melhor governado por o chefe de governo ou de estado não ser eleito ou não pertencer a um partido. A existência de partidos, aliás, é mesmo uma das maiores conquistas das sociedades democráticas.
    Não me parece é muito certo que alguém já nasça predestinado a ser governante, ou chefe de estado ou representante de um país. Esse é o meu ponto. E não me parece sobretudo muito certo que se veja o cumprimento do serviço militar por qualquer cidadão, principe ou plebeu, como qualquer coisa de transcendente.

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  33. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    29 Fevereiro, 2008 16:29

    Caramelo;

    O meu amigo disse: “Posso dar-lhe exemplos de monarquias que tratam mal os seus súbditos, e de repúblicas que tratam bem os seus cidadãos. Não é por aí, como sabe. Olhe, podemos ir a Espanha, sim, como sugere, e compará-la com a Finlândia, por exemplo”.

    Espero pois, exemplos de Monarquias Europeias (é com essas que nos podemos comparar!) que “tratam mal” os seus cidadãos.

    Disse também: “A Europa em geral, monarquias ou republicas, trata bem os seus subditos. Uma melhor do que outras. Olhe, a França, a Finlândia, a Alemanha e a Suiça, republicanas, tratam melhor os seus cidadãos do que a monarquica Espanha. Não me parece, repito, que o segredo esteja no facto de ser ser república ou monarquia. Bom governo é bom governo, seja em monarquia ou em república. Um país não é melhor governado por o chefe de governo ou de estado não ser eleito ou não pertencer a um partido. A existência de partidos, aliás, é mesmo uma das maiores conquistas das sociedades democráticas”.

    Concordo com a primeira parte deste seu comentário. Já não concordo com a segunda. Na verdade, o segredo da boa governação não está efectivamente apenas na forma de regíme político adoptado. Mas, o que é inegável é que, em Monarquia Constitucional, a estabilidade política é melhor garantida. Volto a citar o caso da Espanha: em 1975, o país vizinho estava a par de Portugal em variados indicadores. O que aconteceu desde essa data? Portugal fez , ou tentou fazer, uma “Revolução”; a Espanha fez uma “Transição”. Portugal teve, sem contar com Spínola e Costa Gomes, 4 Chefes de Estado; a Espanha teve 1. Portugal teve, só desde a Constituição de 1976, 17 governos; a Espanha teve 4….!
    Não existe em Monarquia “predestinação” alguma. Isso é coisa do Calvinismo e, neste caso, não estamos a discutir religião. O que existe sim, é uma tradição histórica de continuidade do País, independente das opções políticas de cada um dos seus cidadãos. Em Portugal isso foi desde sempre muito claro. Se não contarmos com o periodo absolutista que vai de 1698 a 1822, sempre os Reis de Portugal foram aclamados em Cortes! O que era esta aclamação senão uma confirmação da comunidade, do nome do “candidato” a Rei?

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  34. caramelo's avatar
    caramelo permalink
    29 Fevereiro, 2008 16:46

    “Espero pois, exemplos de Monarquias Europeias (é com essas que nos podemos comparar!) que “tratam mal” os seus cidadãos.”

    Lemos Soares, mas eu acabei de lhe diser que não acho que as monarquias europeias tratem mal os seus cidadãos. Eu nesse caso falava de outras monarquias noutras latitudes. A minha tese é de o simples facto de ser monarquia que é garantia de nada.

    Quanto à Espanha…. Sim senhor, evoluiu mais do que Portugal. Mas, mais uma vez, posso apresentar-lhe mais do que um exemplo de republicas que estão melhor do que a Espanha. Provavelmente, os espanhóis gostariam de ter uma republica à alemã, à francesa, ou à finlandesa… ou uma monarquia à norueguesa, talvez.

    As cortes? As cortes eram meia dúzia de “representantes” das várias classes sociais. A esmagadora maioria da população, a tal “comunidade”, não era tida nem achada nesse assunto. Governavam a sua casa e a sua leira e era um pau.

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  35. caramelo's avatar
    caramelo permalink
    29 Fevereiro, 2008 16:53

    Mas reparo agora que dá como exemplo das vantagens da monarquia a sua estabilidade politica. Eu lembro-lhe que nós próprios vivemos em tempos um periodo muito longo de estabilidade politica, muito mais do que a Espanha juancarlista. Comparado com essa nossa estabilidade, em Espanha tem-se estado numa roda viva alucinante ;). Enfim, acho que há coisas mais importantes do que a estabilidade politica.
    Ainda quanto ao puto Harry, o gajo até parece um bom moço, não é nada contra ele. Mas não façam dele um herói. Provavelmente ele próprio não quererá isso, em respeito pelos seus camaradas.

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  36. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    29 Fevereiro, 2008 17:17

    Carmelo;

    “As cortes? As cortes eram meia dúzia de “representantes” das várias classes sociais. A esmagadora maioria da população, a tal “comunidade”, não era tida nem achada nesse assunto. Governavam a sua casa e a sua leira e era um pau.

    É evidente que as Cortes Tradicionais não eram Parlamentos como os actuais. Temos que entender que, falar em Cortes, é falar de muitos séculos de História de Portugal.
    Agora, há-de concordar que, desde que os concelhos do Reino lá se fizeram expressamente representar em 1254, a comunidade era mesmo “tida e achada” nas principais matérias da governação. Poder-lhe-ia dar inúmeros exemplos do que digo: desde matéria de impostos, até questões de “guerra e paz”, passando por outras questões relevantes, tudo as nossas Cortes discutiram e votaram. Por vezes, como é o caso de 1385 em Coimbra, até chegaram ao ponto de eleger Rei!
    O Rei de Portugal coordenava os vários interesses em causa e decidia com imparcialidade e Justiça. O Rei de Portugal era, nem mais nem menos, do que o coordenador de centenas de pequenas e livres “Repúblicas” que eram os Municipios!
    Foi este sistema que, como ensinava Agostinho da Silva, nos fez dobrar o Cabo da Boa Esperança. Foi este, talvez, o único sistema político verdadeiramente português que Portugal teve em quase 900 anos.

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  37. J. Antunes's avatar
    J. Antunes permalink
    29 Fevereiro, 2008 20:45

    Sou monárquico.
    Agora,
    1º Num mundo em que toda a gente foge ás responsabilidades é bom saber que um Príncipe da Grã-Bretanha não as ignora. Nas duas guerras mundiais morreram vários membros da Casa Real Inglesa, um deles filho do Rei Jorge V. Vários outros parentes próximos morreram também. A Inglaterra não é uma coisa a fingir como “isto”. Convira que a todos percebessemos que há países a sério, em que as palavras têm um conteúdo preciso.
    2º À república portuguesa aconteceu o pior que podia ter acontecido: foi proclamada. Deu 16 anos de barafunda, 50 de ditadura e está a apodrecer enquanto empobrecemos.

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  38. giros's avatar
    giros permalink
    1 Março, 2008 00:35

    Fodidos, ó Harry, que tamém por cá ainda temos gente atrasadinha da silva, escrava, a sonhar com monarquias.

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  39. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    1 Março, 2008 11:49

    Giros: “Fodidos, ó Harry, que tamém por cá ainda temos gente atrasadinha da silva, escrava, a sonhar com monarquias;

    Com comentários mal educados, como o seu, nunca a expressão “gente atrasadinha da silva” que utiliza, ganhou maior dimensão. Você conhecesse mesmo muito bem!

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  40. lagos's avatar
    lagos permalink
    1 Março, 2008 13:10

    Você conhece-se, também. E até pode conhecer-se. Sim, mas é um atraso a idade média, agora. Que não cabia chamar-se a governar, hoje, um D. João VI, mesmo o D. Afonso Henriques, que à distância muito se respeita.

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  41. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    1 Março, 2008 14:39

    Sr. Lagos;

    Tem toda razão quando refere que cada um conhece-se a si próprio. O sr.”Giros” nada entende do que está a falar e por isso passa ao insulto! Na verdade, assumir uma posição favorável à Monarquia, numa República, significa conhecer, minimamente, do que se está falar. Coisa que, muitas vezes, não acontece com quem defende a República em Portugal. Nunca seria favorável a um qualquer “regresso ao passado” como refere; defendo sim, como sempre afirmei, um “regresso ao futuro”.
    Se pensar bem, os Países europeus que vivem em Monarquia, não estão, como diz, a viver na “Idade Média”. São Países muito desenvolvidos, democráticos e evoluídos que, mesmo assim, respeitam e honram o seu passado colectivo.

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  42. lagos's avatar
    lagos permalink
    1 Março, 2008 14:58

    Tá certo, A Soares, desculpe-me o atrevemimento.

    Mas se o nosso Sócrates fosse rei, e mais rei absoluto, como ora é ministro, já lhe imaginou o abuso e o sinistro?!

    Mas é louvável o seu gosto. Em jovem miúdo, eu também me imaginava rodeado de princesas e fadas boas.

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  43. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares. permalink
    1 Março, 2008 16:01

    Sr. Lagos;

    Não foi atrevimento nenhum o seu. O Sr. o que fez foi emitir uma opinião: como é óbvio, não concordo com ela mas tem todo o direito a tê-la e a defendê-la. Se aqui alguém teve algum atrevimento, como diz, foi o Sr.”Giros”. No caso dele, é o o triste atrevimento: da falta de educação e da ignorância lastimosa sobre o que se está discutir!

    Escreve o Sr. Lagos: “Mas é louvável o seu gosto. Em jovem miúdo, eu também me imaginava rodeado de princesas e fadas boas”.

    Agradeço-lhe o “elogio”… E vou dizer-lhe com o que sonhava em miúdo. Sonhava que o meu País seria rico; sonhava que na minha Pátria não haveria desigualdades sociais humilhantes; sonhava que Portugal respeitaria sempre o Estado de Direito Democrático; sonhava que o meu País seria respeitado por todos as outras nações do mundo; sonhava que um dia, os políticos seriam exemplos de honestidade pessoal e intelectual; sonhava que o soberano Povo Português iria um dia, decidir em Democracia, se preferia viver em Monarquia ou em República…!

    Pode parecer-lhe estranho, mas… Ainda hoje sonho com isso!

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  44. Desconhecida's avatar
    André Verneuil permalink
    2 Março, 2008 12:10

    O blog do picoiso é de uma pirosice confrangedoura, ou então é alguém a brincar com o indivíduo.

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