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A «avaliação experimental» já estava prevista desde o início

11 Março, 2008

«O ministro da Presidência afirmou hoje que a esmagadora maioria dos professores só será avaliada no ano lectivo de 2008/2009, sendo no presente ano escolar apenas avaliados sete mil num total de 143 mil docentes.» (Lusa)

23 comentários leave one →
  1. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    11 Março, 2008 12:54

    Não se trata, no entanto, de uma “avaliação experimental”, dado que terá consequências em termos da (não-)promoção desses 7.000 docentes.

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  2. José Pinto Barbosa Ferreira da Silva's avatar
    11 Março, 2008 13:04

    porreiro , pá .

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  3. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    11 Março, 2008 13:04

    sim, mas como sistema será experimentado este ano para aplicação em massa no próximo.

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  4. rxcorreia's avatar
    rxcorreia permalink
    11 Março, 2008 13:13

    Então a experimentação deste ano é apenas formal? Estamos a partir do princípio que para o ano é para avançar, n’importe quoi? Faz-me pensar nos estudos de impacto ambiental…

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  5. Desconhecida's avatar
    Vitor permalink
    11 Março, 2008 13:22

    Sinto-me cobaia

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  6. Desconhecida's avatar
    José permalink
    11 Março, 2008 13:38

    Somos todos cobaias deste governo de diletantes.

    A mulher do António Costa, ex-ministro, co-responsável pela política do actual governo, também se sente cobaia…

    O mais interessante é que provavelmente, neste governo, não há um único campo de actuação em que as coisas não se passem assim. ´Deve ser esse, aliás, o segredo melhor guardado deste Executivo: a ignorância atroz das soluções para os problemas com que depararam e com aqueles que criaram.

    Por isso, fica amplamente explicada a verba astronómica no Orçamento de Estado, para estudos e pareceres: mais de 180 milhões de euros.
    Este governo, com esse dinheiro pretende pura e simplesmente, mostrar que sabe o que anda a fazer, à custa de ideias alheias, algumas sem eira nem beira, mas que permitem fazer um mínimo de boa figura.

    Tomem o caso do Sócrates, himself. Que é que um gajo como ele percebe, de certos assuntos, quase todos os que trasncendem a mera politiquice?

    Nada de nada. Ideias dispersas, avulsas, baseadas em palpites que vai ouvindo aqui e ali.

    Um dos palpiteiros mais importantes, é o Vital Moreira. Está tudo dito.

    Volto a repetir: estamos fodidos.

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  7. orabolas's avatar
    orabolas permalink
    11 Março, 2008 13:38

    2008/2009? Ano de eleições? Uhmmmmmm… só vendo…

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  8. tt's avatar
    11 Março, 2008 13:43

    Como sou uma das sete mil cobaias, apelo aqui à ajudinha da horda de experts que por aqui pulula:

    O que deve fazer alguém que:

    Tem mais tempo de serviço do que o seu próprio avaliador;
    Tem maior qualificação académica;
    Neste momento, desconhece em absoluto os critérios segundo os quais vai ser avaliada rectroactivamente;
    Não teve, até ao momento, qualquer solicitação para apresentar a definição dos seus objectivos profissionais;
    E…
    Desenvolve trabalho académico sobre medição de desempenho.

    Fico, então a aguardar as vossas sábias sugestões.

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  9. Desconhecida's avatar
    José permalink
    11 Março, 2008 13:44

    Vital Moreira, ele próprio, um diletante em grau elevado. Percebe de Direito Constitucional em modo de sebenta. E sobre a regulação administrativa do vinho do Porto ( tese de doutoramento). E com esse acervo intelectual, vai dando palpites sobre o Estado e a sua organização como se fosse o guru máximo desta coisa pública.
    O grande lastro que ainda vai largando, como todos podem ler, vai buscá-lo ao marxismo-leninismo.
    E é com isto que nos vamos governando, com estas luminárias que adiantam ideias sobre a modernização administrativa e colocal no síto de governo pessoas próximas para as concretizar.
    Vai dar barraca. Claro .

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  10. tt's avatar
    11 Março, 2008 13:45

    Tomem lá a virgulazita que falta ali em cima.
    “,”

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  11. Desconhecida's avatar
    Filipe permalink
    11 Março, 2008 13:47

    Esta é uma terça-feira atipica. Nem um comentário ao Prós e Contras de ontem. 🙂

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  12. Desconhecida's avatar
    José permalink
    11 Março, 2008 14:03

    O Prós foi por causa da República e dos Reis.

    Sobre os reis, de cada vez que vejo o Henrique de Bragança, passa-me logo a vontade de monarquia.
    O meu avô, no entanto, era um monárquico indefectível. E músico também. De banda filarmónica.

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  13. Desconhecida's avatar
    11 Março, 2008 14:26

    Claro que isto estava tudo previsto. O Gabriel, eu e todos os outros é que somos tontos. Já se sabia que era tudo experimental, que não era para valer. Ainda bem. Ufffff.

    Temos a maioria garantida para 2009. O Valter assegurará que a avaliação será feita efectivamente em 2010. Quando a maioria estiver no bolso.

    Qual aeroporto da Ota, ….perdão de Alcochete! Ou da Portela, se qujiserem.

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  14. Gabriel Silva's avatar
    11 Março, 2008 14:27

    Tt,

    1. Tem mais tempo de serviço do que o seu próprio avaliador;
    indiferente. Muito comum em todas as profissões. «Tempo de serviço», ou a falta dele, não é sinónimo de qualidade, de competência nem pode servir de indicador de desempenho.

    2. Tem maior qualificação académica;
    indiferente, muito comum em muitas profissões. «Qualificação académica», ou a sua falta, não é sinónimo de capacidade pedagógica ou garante de obtenção de objectivos;

    3. Neste momento, desconhece em absoluto os critérios segundo os quais vai ser avaliada rectroactivamente;
    Numa pesquisa rápida encontrei o Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, que deve dar uma ajuda.
    Nota: as avaliações são por definição sempre «retroactivas»….

    4. Não teve, até ao momento, qualquer solicitação para apresentar a definição dos seus objectivos profissionais;
    Desconheço o modelo de avaliação do ME, mas normalmente, em qualquer sistema de avaliação, os objectivos são fixados pela direcção e não pelo avaliado.

    E…
    5. Desenvolve trabalho académico sobre medição de desempenho.
    Os trabalhos académicos, são muitas vezes isso mesmo, «académicos», no sentido vulgar de «teóricos» e desfazados da realidade.

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  15. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    11 Março, 2008 14:31

    Como se vê foi só uma zanga de comadres interessadas em manter o sistema tal como está. O Ensino? que é que isso interessa…

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  16. Desconhecida's avatar
    Mialgia de Esforço permalink
    11 Março, 2008 14:45

    “Desconheço o modelo de avaliação do ME, mas normalmente, em qualquer sistema de avaliação, os objectivos são fixados pela direcção e não pelo avaliado”.

    Gabriel,

    Deve ter lido essa num manual, não? Para isso, era preciso que a direcção soubesse em detalhe as tarefas do avaliado. Está a ver isso acontecer cá na terra?

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  17. Desconhecida's avatar
    11 Março, 2008 14:52

    A atestar pela relação amistosa do Engenheiro José Sócrates com o Reitor Arouca, só se pode concluir, que o PM conhece muito bem o ensino.

    Quanto à Prof. Maria de Lourdes parece que dava aulas. Como parece que o Prof. Vital já não se lembra do que isso é.

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  18. bipennis's avatar
    bipennis permalink
    11 Março, 2008 16:36

    a luminária se pudesse comprava o passado para aparecer na fonte luminosa

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  19. tt's avatar
    11 Março, 2008 18:22

    Caro Gabriel,

    Começo pelo seu ponto 4., uma vez que todos os restantes decorrem desse. Na verdade, verifica-se que desconhece o sistema de avaliação do ME. E desconhece mais coisas, como por exemplo a legislação que refere.

    4 – … normalmente, em qualquer sistema de avaliação, os objectivos são fixados pela direcção e não pelo avaliado.
    Rebato-o com a Lei que diz ter consultado, lembrando-o que o ano lectivo teve início a meio do mês de Setembro:
    “Artigo 9.º
    Objectivos individuais
    1 — Os objectivos individuais são fixados, por
    acordo entre o avaliado e os avaliadores, através da
    apresentação de uma proposta do avaliado no início
    do período em avaliação, redigida de forma clara e
    rigorosa, de modo a aferir o contributo do docente para
    a concretização dos objectivos constantes da alínea a)
    do artigo anterior”

    5 – Diz bem, quando afirma que os Os trabalhos académicos, são muitas vezes isso mesmo, «académicos», no sentido vulgar de «teóricos» e desfazados da realidade. Acontece que, como já referi aqui, algures num comentário de outro post, pedi licença sem vencimento na minha escola privada e mudei-me para a escola estatal para que a minha realidade fosse o menos desfazada possível. Para tal, até reduzi o meu salário a menos de metade, veja bem…

    1 – Tem mais tempo de serviço do que o seu próprio avaliador;
    indiferente. Muito comum em todas as profissões. «Tempo de serviço», ou a falta dele, não é sinónimo de qualidade, de competência nem pode servir de indicador de desempenho.

    O que afirma pode até ser verdade, e é-o no plano teórico, mas acontece que os nossos avaliadores não atingiram a função nem por mérito nem por competência, mas apenas por antiguidade. Razão pela qual, neste caso, o tempo de serviço tem que relevar.

    2 – Tem maior qualificação académica;
    indiferente, muito comum em muitas profissões. «Qualificação académica», ou a sua falta, não é sinónimo de capacidade pedagógica ou garante de obtenção de objectivos

    Um estabelecimento de ensino não é uma fábrica. Depreciar-se a qualificação académica é afirmar a inutilidade da escola.

    3 – Neste momento, desconhece em absoluto os critérios segundo os quais vai ser avaliada retroactivamente;
    Numa pesquisa rápida encontrei o Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, que deve dar uma ajuda.
    Nota: as avaliações são por definição sempre «retroactivas»….

    Obrigada por me ter lembrado o c a mais em “retroactivamente”.
    É verdade que a avaliação final se refere a um determinado período anterior. Acontece que é da mais elementar justiça que o avaliado conheça desde início os critérios específicos segundo os quais vai ser avaliado e intervenha na definição dos mesmos.
    Ora, estando eu a ser avaliada desde Setembro de 2007 e não conhecendo, ainda, os critérios e respectivas grelhas que farão a minha nota final, é razoável que me indigne, ou não?

    Como conclusão, sempre lhe digo que quem deve ler o ECD e o Decreto Regulamentar 2/2008 com atenção antes de opinar é o Gabriel.

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  20. Fafe's avatar
    11 Março, 2008 19:23

    Boa malha!

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  21. JLS's avatar
    11 Março, 2008 22:36

    «Não se trata, no entanto, de uma “avaliação experimental”, dado que terá consequências em termos da (não-)promoção desses 7.000 docentes.»

    Pois, o programa CITIUS em fase experimental nalguns tribunais (algo semelhante ao que já existe nos TAF, aplicado aos restantes tribunais); o novo “cartão de identidade” que está à algum tempo em fase experimental; etc, etc; tudo isto é inútil. Não tem qualquer valor futuro! Nem poderia ter! Que escândalo! A fascista da ministra…! Querer que uma fase experimental já fosse a sério… que parva que ela é.

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  22. JLS's avatar
    11 Março, 2008 23:27

    De facto, Gabriel, quanto ao ponto 4. Os objectivos são definidos por acordo. Quanto ao ponto 5, as reclamações devem ter como alvo o ECD (que rege o concurso para professor titular) e não para o regime de avaliação (aliás, pense-se, em abstracto, quem é que deverá avaliar? Não é insensato atribuir essa competência – em abstracto, sublinho – aos professores titulares).

    Mas a verdade é que as escolas estão a empatar. A prova disso é que há escolas que não tiveram problema algum em iniciar estes procedimentos, definir os instrumentos, etc, etc. É uma evidência que existe um engonhanço generalizado, uma espécie de greve silenciosa, como forma de protesto.

    Mas Tt, se a escola ainda nem definiu o que tem obrigatoriamente de definir (artigo 6º e 8º), é normal que você não tenha os instrumentos para realizar a proposta referida no artigo 9º.

    Nas disposições transitórias vem isso bem esclarecido:

    «Artigo 34.º
    Prazos
    1 — Nos primeiros 20 dias úteis após a entrada em vigor do presente decreto regulamentar são, em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada, aprovados os instrumentos de registo e os indicadores de medida a que se referem os artigos 6.º e 8.º
    2 — Nos 10 dias úteis seguintes ao prazo referido no número anterior são estabelecidos os objectivos individuais dos avaliados relativos ao período de avaliação correspondente aos anos escolares de 2007 a 2009.»

    Tendo em conta que a avaliação é um direito do avaliado, você poderá reagir contra esta inércia de modo a não vir a ser, eventualmente, prejudicado/a em relação a outros que tenham sido avaliados.

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  23. tt's avatar
    12 Março, 2008 00:36

    Caro JLS,

    Agradeço o seu conselho, mas devo dizer-lhe que não tenciono mexer uma palha por este modelo de avaliação. Fazem-me confusão todos os modelos de avaliação excessivamente burocráticos que não tenham em conta a opinião dos clientes do serviço. É mau, muito mau, este modelo. Palpita-me que vai entupir tribunais e dar que fazer a advogados.

    Olhe, eu eté já desafiei o LGR para ser meu advogado… 🙂

    A propósito, dei uma vista de olhos no seu blogue e fiquei incomodada. Então, o JLS vai linkar um louco que é o Ribeiro Ferreira e um humorista que é o LGR, este último um bom amigo e por isso com umas atenuantes!? Podia linkar , sei lá, o Vital Moreira, ou assim. Sempre referia um professor fantástico e não absentista. Eu, por exemplo, tive Direito Administrativo com ele e só o vi uma vez, mas, claro, o senhor nunca mandou assistente, eu é que tenho um problemazito de visão…
    Está a ver, é o meu mau feitio e o adiantado da hora. E os seus links, claro.

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