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A subida do preço do petróleo causa sempre grande apreensão, inclusive entre aqueles que defendem que o Estado deve impor pela força da lei energias renováveis economicamente inviáveis. Quando chega a hora da verdade o medo de uma crise económica é muito maior que o medo do aquecimento global. Existem pessoas que acreditam que a subida do preço do petróleo é preocupante, apesar de estimular o desenvolvimento sustentável das energias renováveis, mas a imposição artificial de energias renováveis não é preocupante, apesar de ter exactamente os mesmos efeitos económicos que a subida do petróleo. É neste mundo esquizofrénico que vive grande parte dos movimentos ecologistas. A utopia de um mundo sem petróleo só parece atraente durante os períodos de prosperidade. Basta uma crisesita para toda a gente suspirar pelo petróleo a 20 dólares.

“apesar de estimular o desenvolvimento sustentável das energias renováveis, mas a imposição artificial de energias renováveis não é preocupante, apesar de ter exactamente os mesmos efeitos económicos que a subida do petróleo.”
Não tem – o aumento do preço do petróleo reperesenta uma redistribuição de rendimento dos consumidores para os produtores; já as politicas de “imposição” de energia renováveis representam, eventualmente, uma redistribuição de rendimento dos produtores para os consumidores.
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««Não tem – o aumento do preço do petróleo reperesenta uma redistribuição de rendimento dos consumidores para os produtores; já as politicas de “imposição” de energia renováveis representam, eventualmente, uma redistribuição de rendimento dos produtores para os consumidores.»»
Como é que os subsídios às renováveis constituem uma redistribuição de rendimento dos produtores para os consumidores? Quem recebe o subsídio são os produtores. Quem o paga são os consumidores/contribuintes.
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Mais tarde ou mais cedo as energias renováveis vão-se impor. Que mais não seja porque o petróleo não durará para sempre.
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Os movimentos ecologistas estao preocupados com o preço do petróleo?!!!!!!
Quais?
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“Como é que os subsídios às renováveis constituem uma redistribuição de rendimento dos produtores para os consumidores?”
Expressei-me mal: onde se lê “produtores” e “consumidores” deve “produtores de petróleo” e “consumidores de petróleo”
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Não tenho a certeza de ter percebido bem o post. O João Miranbda diz que há movimentos ecologistas preocupados com o presente aumento do preço do petróleo? Admite então que há movimentos ecologistas com bom senso? É não há contradição nenhuma entre ser ecologista e ser contra crises subitas do mercado mundial que conduzam à inflação e à recessão. As alternativas energéticas são para serem aplicadas gradualmente e de forma sustentada. Poucos defendem o contrário. A não ser os ecologistas radicais que até preferiam que o petróleo fosse para os quinhentos dólares o barril. Mas malucos há em todo o lado.
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««É não há contradição nenhuma entre ser ecologista e ser contra crises subitas do mercado mundial que conduzam à inflação e à recessão.»»
Para começar, não vejo onde está a crise súbita. Não há nada de súbito no auemnto do preço do petróleo. Em segundo lugar, quando se defende subsídios em massa às energias renováveis e o subsídio em massa a modos de vida ditos ecológico o que se está a defender é a recessão.
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««As alternativas energéticas são para serem aplicadas gradualmente e de forma sustentada. »»
Nesse caso, o melhor é deixar o mercado funcionar. Cortar nos subsídios às renováveis e deixar o mercado adaptar-se à subida do preço do petróleo.
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Mas epá… eu lembro-me de aqui há uns tempos haver aqui malta a gozar com o Rosa do Cachimbo por este ter dito que o preço do oil ia chegar às 80 verdinhas… O post de cima consegue estar mais ridículo. Os meus parabéns.
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Quanto maior o preço do petroleo, mais se investe na procura do petroleo.
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Um post que começa por uma afirmação duvidosa que coloca em causa toda a restante argumentação.
…o Estado impôe pela força da lei energias renováveis economicamente inviáveis…
O Estado não impõe; escolhe aquilo que pensa ser melhor para a economia do país. E neste caso não está sozinho. O restantes países europeus seguem no mesmo rumo (a Espanha tem um parque eólico várias vezes superior ao nosso, a Austrália investe milhões na energia solar….). Parece que só o JM acredita ser o petróleo inesgotável e que o preço do crude um belo dia começará a baixar.
“Energias economicamente inviáveis….” quanto mais sobe o crude mais viáveis se tornam. Em breve deixará de se questionar esse ponto. Neste ponto o insuspeito António Mexia, presidente da EDP, tem feito um trabalho excelente, na diversificação das energias escolhidas e os resultados da empresa não deixam dúvidas.
a imposição artificial de energias renováveis não é preocupante, apesar de ter exactamente os mesmos efeitos económicos que a subida do petróleo…
Outra afirmação polémica, afirmada de modo peremptório.
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A subida do petróleo coloca acima de tudo duas questões:
– do ponto de vista estratégico, e pensando a longo prazo, não é preocupante a falta de diversificação de fontes energéticas acrescida ao facto de as existentes se situarem em locais do mundo de extrema turbulência política (e até climática)?
– no curto prazo, não faz sentido uma racionalização do consumo?
Estes factores, considerados numa perspectiva puramente racional, teriam uma resposta positiva (qualquer empresa conhece os riscos de depender em demasia de um único fornecedor de uma matéria prima essencial e de difícil substituição). No entanto, o facto de associações ambientalistas defenderem posições coincidentes com esta perspectiva racional, embora por motivos diferentes (aquecimento global), faz com que os “critícos do aquecimento global” esqueçam toda a racionalidade e se concentrem no ataque às associações ambientalistas.
Qual o papel do Estado na procura de respostas a estas questões? Para JM, nenhum. O próprio mercado se encarregará, mais cedo ou mais tarde, de encontrar as respostas adequadas. Poderá é acontecer, tal como no caso da crise do sub-prime, que as respostas encontradas pelo mercado venham tarde e de uma forma extremamente dolorosa.
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Bem, João Miranda, eu também acho que de facto essa coisa dos “subsídios em massa” a modos de vida ecológico é coisa daninha e provoca recessão. Acho mesmo que pode provocar fome generalizada e guerra, para além de recessão. Não concordo que o governo português, por exemplo, destine cinco biliões e oitocentos milhões de euros para financiar modos de vida ecológicos, como pretendem as organizações ecológicas, esse bando de malucos perigosos. Querem que este país se afunde de vez, querem?! Estou do seu lado, João Miranda. Este mundo está cheio de anormais, de facto.
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A questão da subida do preço do petróleo não é nova. Há muito que se previa um forte crecimento do consumo (China, Índia, …), que se conhecia o facto de existir um cartel que controla grande parte da produção de petróleo (OPEP), que se sabia da vulnerabilidade do preço a actástrofes naturais (golfo do México), guerras civis (Nigéria), proto-ditadores (Venezuela) ou questões de geo-política (Rússia, Médio Oriente).
No entanto, como os preços continuavam baixos, porventura não incorporando estas preocupações de médio e longo prazo, os americanos (p. ex.) continuaram a apostar em carros de elevado consumo, em transporte rodoviário, … Finalmente o mercado parece enviar agora os sinais que irão inverter as opções dos consumidores. Só que enquanto quando um consumidor está descontente com um telemóvel basta-lhe comprar outro, há determinadas opções que são tomadas a médio e longo prazo e que não podem ser “desfeitas” de um momento para o outro. Assim, por muito que o preço do petróleo suba nos próximos anos nada resta aos consumidores americanos senão pagar uma vez que dificilmente poderão mudar o seu parque automóvel ou apostar em infra-estrutiras ferroviárias (p. ex.).
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As energias renováveis sugeridas pelos ecologistas não são economicamente inviáveis. A energia solar, eólica e hidrica são mais baratas que os 100 usd que custa um barril de petroleo. Apenas a energia das ondas é mais cara. Por enquanto.
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««O Estado não impõe; escolhe aquilo que pensa ser melhor para a economia do país. »»
Ou seja, impõe.
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««“Energias economicamente inviáveis….” quanto mais sobe o crude mais viáveis se tornam. Em breve deixará de se questionar esse ponto.»»
Pois, mas os contratos em vigor continuarão em vigor e a enegia continuará a se subsidiada mesmo que não seja necessário.
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««A energia solar, eólica e hidrica são mais baratas que os 100 usd que custa um barril de petroleo. »»
Nesse caso porque é que os consumidores insistem em consumir energias fósseis?
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“Nesse caso porque é que os consumidores insistem em consumir energias fósseis?”
Porque e que um cao lambe o focinho quando lhe esfregam o mesmo com manteiga?
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Se houver subsídios à renováveis, sai-nos do bolso. Se não tivermos alternativas energéticas, ficamos sujeitos ao preço do petróleo e está a sair-nos do bolso.
Qual é a diferença entre os dois casos?! No primeiro até ganhamos alguma independência energética!
Se os combustíveis fósseis ainda valem o que valem é porque não tem havido intere$$e em desenvolver soluções alternativas (p.ex. veículos eléctricos).
PS: não sei se estaremos a falar do mesmo, pois eu refiro-me às eólicas; já o combustível “verde” é uma grande tanga que causa mais problemas do que aqueles que pretende resolver.
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