Aguirre é esperança *
Esperanza Aguirre, presidente da Comunidade de Madrid e dirigente do PP espanhol, resumiu o sentir de muita direita europeia num brado que ameaça tornar-se em bandeira eleitoral interna: “No me conformo”.
É a reacção à derrota eleitoral frente a Zapatero, que venceu mais por habilidade política do que com boa governação. Como Aguirre fez notar, Zapatero, sempre que lhe convinha, inventava um tema dito fracturante: aborto, casamento gay, disciplina de Religião não obrigatória nas escolas públicas. Mariano Rajoy nunca resistiu à pressão dos radicais do seu partido e do Episcopado espanhol – que intervém freneticamente no palco político – e foi arrastado para uma imagem ultraconservadora, afastando o eleitorado jovem e feminino.
Aguirre quer renovar as ideias de uma direita que só pode ser “moderna e liberal”. Também por cá convém ficarmos atentos.

Como diria o jcd “burri! ignoranti” (os eleitores espanhóis, é claro)
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Se ela não se conforma com a liderança desastrada do PP, saia do PP. É a atitude mais coerente. Forme um partido com as ideias dela, em vez de andar atrás do Rajoy e do Episcopado.
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Luís Lavoura,
Essa também seria uma forma de se conformar.
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Zapatero, sempre que lhe convinha, inventava um tema dito fracturante: aborto, casamento gay, disciplina de Religião não obrigatória nas escolas públicas.
O Zapatero ganhou por issas conceçoes tao só?
O CAA portista convicto só aplica as estrategias esportivas quando lhe convém.
Em política quando os seus perdem, é incapaz de chegar a reconhecer que os oponentes xogaram bom partido e foram muito talvez melhores!
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«O Zapatero ganhou por issas conceçoes tao só?»
Não só mas também.
Encurralou Rajoy, acantonou-o, deu-lhe uma imagem negativa, pia, seguidista, sem ideias próprias, sem conseguir reatar os laços com a modernidade. Foi muito inteligente, Zapatero, ao perceber os tiques pavlonianos de certa direita musguenta.
Ouvi o segundo debate entre Zp e Rajoy (onde este último foi desbaratado ao contrário do que tinha sucedido no 1º) numa residência universitária em Espanha rodeado de duas dezenas de estudantes universitários na casa dos 20 anos. Sempre que Rajoy falava surgiam exclamações de escárnio. Fixei esta: “los obispos te dicem todo”.
Veja as percentagens de votantes no PP entre os jovens e as mulheres. Depois compare-as com os homens em geral, os maiores de 35 anos e os idosos. Assim, percebe-se a derrota. Rajoy aumentou 400.000 votos mas não em todos os sectores. Essa foi a inteligêncio dos socialistas.
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então quer-se uma direita “moderna e liberal” e apoia-se o berlusconi? Juro que por esta não estava a espera
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«então quer-se uma direita “moderna e liberal” e apoia-se o berlusconi?»
Eu não apoiei o Berlusconi que considero uma personagem ridícula. Mas foi, novamente, a escolha democrática dos italianos.
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Pois, CAA, O Berlusconi foi “a escolha democrática dos italianos”. Ponto final. A eleição do Zapatero, por outro lado, foi uma coisa muuuito relativa e fruto de embustes ao eleitorado.
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Não sei se o Berlusconi é tão ridículo como isso. O que ele é, é um espertalhão que sabe explorar a força que a comicidade (lembrar Tótó, De Filipo, Gassman, Magnini, etc. incluindo até um tal Don Rosário Poidimane) tem na idiossincrasia italiana.
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Caramelo
«Pois, CAA, O Berlusconi foi “a escolha democrática dos italianos”. Ponto final. A eleição do Zapatero, por outro lado, foi uma coisa muuuito relativa e fruto de embustes ao eleitorado.»
Eu não disse isso.
Ambos são escolhas democráticas dos seus respectivos povos. E, já agora, ambas devido a muita habilidade dos próprios e erros dos adversários. Só apontei alguns dos de Rajoy. Citando Esperanza…
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“Rajoy aumentou 400.000 votos mas não em todos os sectores.”
Então Rajoy aumentou a votação apesar dos temas fracturantes. Mais uns meses e ganhava.
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CAA
O Rajoy não resistiu na campanha e também não resistiria sendo governo. A Espanha seria governada pela ICAR.
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Porreiro , pá .
Os espanhois é que são burros e não dão sinais de melhorar.
Tadinhos.
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