Saltar para o conteúdo

É só uma menina *

20 Abril, 2008
by

Nuyud Ali vive no Iémen e tem oito anos. Os pais escutaram a tradição e casaram-na com um homem de trinta. A lei exige 15 anos mas ninguém a segue.
Nuyud cansou-se de a forçarem a ser mulher à custa de pancada e violações. Implorou aos pais que a livrassem de tanto mal – “se queres ir a tribunal vai sozinha”, responderam-lhe. Ela foi. Pediu à Justiça que lhe desse o divórcio. Mas, claro, há obstáculos legais: é necessário o consentimento do marido. Este afirma que não o dará porque a quer castigar, ainda mais.
Supõe-se que 52,1% das meninas e 6,7% dos rapazes iemenitas sejam obrigados a casar-se antes da idade legal. Por cá, existem teses progressistas que julgam essas práticas ao mesmo nível do nosso Direito. Uma rapariguinha de oito anos, solitária, a pedir para ser menina outra vez é capaz de ajudar alguns a perceber por que é que o multiculturalismo é tão perigoso.

Correio da Manhã, 17.IV.2008

96 comentários leave one →
  1. CAA's avatar
    20 Abril, 2008 00:08

    Já depois de ter escrito este texto um tribunal iemnita dissolveu o casamento da menina (o seu nome difere consoante o jornal) e condenou os pais da criança a uma multa. Mais pormenores:
    http://www.ideal.es/granada/20080416/sociedad/hacia-queria-20080416.html

    http://www.larazon.com.ar/notas/2008/04/15/01651545.html

    http://www.abc.es/20080415/internacional-africa/nina-yemeni-ocho-anos_200804150257.html

    Gostar

  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 00:30

    Se esse fosse só um problema do multiculturalismo.

    Gostar

  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 00:31

    Infelizmente na sociedade ocidental é só tragédias e doentes sexuais por todo o lado.

    Gostar

  4. fernanda câncio's avatar
    20 Abril, 2008 00:31

    caro caa, isso não tem rigorosamente nada a ver com ‘multiculturalismo’.

    Gostar

  5. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 00:36

    Tem toda a razão,caro CAA,o multiculturalismo é perigoso,principalmente porque há uns imbecis, aqui no Ocidente, que não percebem que a primeira obrigação que temos é defender o nosso conceito de vida,com todas as virtudes e todos os defeitos.E se há alguem que deve questionar os defeitos somos nós,os que cá nascemos e cá vivemos.

    Sugiro-lhe que coloque aqui o discurso do PM Australiano sobre o assunto!

    Todos podem viver na Austrália desde que sejam Australianos! Nem mais!

    Gostar

  6. Miguel Madeira's avatar
    20 Abril, 2008 00:42

    “a primeira obrigação que temos é defender o nosso conceito de vida,com todas as virtudes e todos os defeitos”

    Eu só defendo as virtudes do meu (não “nosso”) conceito de vida, não os defeitos

    “.E se há alguem que deve questionar os defeitos somos nós,os que cá nascemos e cá vivemos.”

    Por essa ordem de ideias, o CAA não poderia criticar os casamentos arranjados no Iemen.

    Gostar

  7. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 00:43

    Fernanda Câncio:

    É exactamente aquilo que tem a ver com multiculturalismo.No outro dia no Parque das Nações vi uma pobre mulher de burka!Num lindo dia de sol,com a besta do marido vestido de branco a apanhar o sol que nega á mãe dos filhos.

    Tenho quatro irmãs,aflige-me que alguem pense que elas são “pessoas menos”!

    Gostar

  8. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 00:46

    o CAA não quer viver no Iemen,alem disso,os direitos das crianças são universais!E um deles é crescer e poder escolher marido.

    Gostar

  9. Miguel Madeira's avatar
    20 Abril, 2008 01:18

    “o CAA não quer viver no Iemen”

    O que me parece irrelevante para a questão: o argumento do Luis Moreira era “se há alguem que deve questionar os defeitos somos nós,os que cá nascemos e cá vivemos”; não fez referencia ao querer viver cá ou não. Assim, de acordo com a lógica do Luis Moreira, um individuo que viva numa dada sociedade não deve criticar os defeitos de outra sociedade.

    Talvez o Luis Moreira quisesse dizer “só dois tipos de pessoas podem criticar os defeitos de uma sociedade: os que lá nasceram e viveram, ou os que não nasceram, não vivem e não querem lá viver” (aí, o facto de o CAA não querer viver no Iemen já seria relevante) – mas não foi isso que o LM escreveu

    Gostar

  10. Miguel Madeira's avatar
    20 Abril, 2008 01:23

    “É exactamente aquilo que tem a ver com multiculturalismo.”

    A verdade é que (tal como “capitalismo”) “multiculturalismo” significa coisas diferentes (por vezes quase opostas) para pessoas diferentes.

    Algo que escrevia há uns tempos:

    http://ventosueste.blogspot.com/2005/12/multiculturalismo-relativismo.html

    Para começar, o que é o “multiculturalismo”? Nem eu sei bem, mas creio que podemos dar-lhe, pelo menos, 3 sentidos possíveis: A-achar que é desejável que haja várias tradições culturais dentro de uma sociedade; B-achar que devemos estar abertos a outras culturas, sem nos deixarmos levar pelos nossos preconceitos de origem; ou C-achar que não há valores universais, independentemente da “cultura” (em rigor, só este ultimo sentido pode ser chamado de “relativismo cultural”).

    Ora, é perfeitamente possível subscrever alguns destes sentidos sem subscrever outros. P.ex, os sentidos B e C, filosoficamente, são quase opostos: um é de base racionalista/iluminista (o individuo deve-se “libertar” da tradição), o outro é exactamente o oposto (nós não passamos de escravos da nossa tradição particular).

    Também é perfeitamente possível defender a coexistência de varias culturas e acreditar em valores universais: uma pessoa pode ser a favor do multiculturalismo-A exactamente por achar que, havendo várias tradições em paralelo, os individuos serão menos influenciados pela “sua” tradição particular e, assim, mais facilmente descobrirão os “valores universais”. O inverso é também possível: a “Nouvelle Droite” francesa é contra o multiculturalismo-A exactamente porque acha que a “mistura” destrói as especificidades nacionais, ou seja, é radicalmente anti-universalista; e que dizer da teoria do “Choque de civilizações”, totalmente anti-multiculturalista, mas, se formos ver bem, “relativista” até à medula dos ossos (afinal, a base dessa teoria é que as várias civilizações são radicalmente diferentes e, portanto, incompativeis)?

    Gostar

  11. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    20 Abril, 2008 01:37

    Sempre que vou para a estranja, a minha tia Clotilde diz-me o ditado “na terra onde viveres, faz como vires fazer”… e leva uma laranja.

    Gostar

  12. Tonibler's avatar
    20 Abril, 2008 02:30

    O que é o cú tem a ver com as calças? Este blog é só para gente com visão a preto e branco? É que assim nem dá gozo estar a discutir …

    Gostar

  13. Desconhecida's avatar
    Rodrigo permalink
    20 Abril, 2008 03:56

    Olha, isso é muito forte na cultura deles, não acho que seja da nossa conta ficar julgando isso. Também sou contra esse casamento tão antecipado, mas essa é a nossa cultura, não à deles.

    Gostar

  14. A.N.(A.)'s avatar
    20 Abril, 2008 06:37

    Como explicarão isto os nossos multiculturalistas? Abjecto.
    Cumprimentos.

    Breves notas do Coordenador da A.N.(A.) no fim da reunião preparatória de 19 de Abril.

    Gostar

  15. PR's avatar
    20 Abril, 2008 07:34

    Ainda bem que alguem volta à carga.
    Abjecto.
    Fiz um link.

    Gostar

  16. Desconhecida's avatar
    balde-de-cal permalink
    20 Abril, 2008 08:15

    esta sociedade e todas as do mundo muçulmano são medievais, retrógradas, machistas. um amigo comia uma muçulmana nno Magreb. como ela aparecia de burka ele nunca sabia se era o pai ou o noivo. em Paris na cité elas tinham pena de só terem 3 buracos disponíveis

    Gostar

  17. Desconhecida's avatar
    simply permalink
    20 Abril, 2008 09:06

    “Os pais escutaram a tradição”

    Também os barranquenhos.
    Também Jorge Sampaio. E mais gente, até ao Governo de Sócrates.

    Gostar

  18. Desconhecida's avatar
    ferro permalink
    20 Abril, 2008 09:16

    “Sofisma em Filosofia é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às suas próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentado-a sob esquemas que parecem seguir as regras da lógica.”

    Gostar

  19. Desconhecida's avatar
    ferro permalink
    20 Abril, 2008 09:17

    a conclusão inadmissivel e absurda é: “Uma rapariguinha de oito anos, solitária, a pedir para ser menina outra vez é capaz de ajudar alguns a perceber por que é que o multiculturalismo é tão perigoso.”

    Gostar

  20. tina's avatar
    20 Abril, 2008 09:22

    “Olha, isso é muito forte na cultura deles, não acho que seja da nossa conta ficar julgando isso. ”

    Não tem nada a ver com cultura. É simplesmente o abuso dos fracos pelo fortes. A lei do mais forte impera nesses países ao nível mais básico e brutal. É uma questão de direitos humanos. Mas como sempre, já era de esperar que alguém fosse dizer que era só uma questão de cultura.

    Gostar

  21. all-fenos's avatar
    all-fenos permalink
    20 Abril, 2008 09:38

    Pois é, nunca é da “conta” de ninguém julgar a “cultura” dos outros.
    Por outro lado chamar á nossa cultura e modus vivendi os piores nomes, combate~la á bomba é admissivel e até justificada.
    E dizer que o multiculturalismo não tem nada a ver com isto é uma forma de cinismo, pois não faltam os que defendem que estas formas de “cultura” sejam aceites e toleradas onde elas existem e mesmo nas sociedades que levam seculos de combate a este tipo de opressão e discriminação.
    Vejam-se os movimentos e a tolerancia com que se aceita que certos grupos relegiosos propõem a aplicação destas “tradições” em Inglaterra e na França apenas como exemplo.

    Gostar

  22. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 09:45

    “por que é que o multiculturalismo é tão perigoso”

    ora é assim. O “multiculturalismo” é tao perigoso, mas muito mais perigoso foi aquilo que levou ao extermínio de judeus sem ninguém se importar,incluindo muitas meninas de 8 anos.

    Gostar

  23. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 09:51

    “por que é que o multiculturalismo é tão perigoso”

    Nao gosto deste tipo de histórias, porque nao se passa assim em todo o lado, nem todos seguem essa tradiçao horrível e estas histórias generalizam e incitam ao ódio. Por acaso até parece que a justiça aí funcionou.
    Fazem o mesmo nos países muçulmanos. Por aqui é só violadores e maníacos sexuais, dizem eles, que corrompem a juventude perdida.

    Gostar

  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 10:32

    sons do multiculturalismo:

    MacDonald’s voice

    Gostar

  25. Desconhecida's avatar
    muitas mais meninas permalink
    20 Abril, 2008 10:39

    É só uma menina.

    Mas muitas mais a Norte clamam por justiça, impotentes como os pais delas.

    http://resistir.info/iraque/acusacao_18abr08.html

    Gostar

  26. tina's avatar
    20 Abril, 2008 11:10

    “É só uma menina.”

    O post de CAA pode realmente parecer exagerado num contexto de multiculturalismo mas depois quando se lêem bocas e comparações destas, passar a fazer todo o sentido.

    Gostar

  27. kruzeskanhoto's avatar
    20 Abril, 2008 11:11

    Concordo com alguns que, dotados de um espirito aberto ao multiculturalismo, aqui defendem o “modus vivendi” das sociedades islâmicas. Nomeadamente por saber que, em nome de alguma coerência, estarão de acordo, ou no minimo aceitarão compreensivamente, a maneira como essas sociedades tratam os homossexuais.

    Gostar

  28. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    20 Abril, 2008 11:11

    Agora veja o CAA este caso arrepiante:
    O Matias que vive no Cacém, tem uma filhinha de seis tenros aninhos, sobre a qual exerceu a violência de a inscrever sócia do seu (dele) clube, o Sport Lisboa e Benfica.
    Uma coisa destas, “é capaz de ajudar alguns a perceber por que é que o multiculturalismo é tão perigoso.”

    Gostar

  29. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 12:02

    Isso é tudo muito bonito mas se você lá na terra deles andar de mão dada com a sua mulher vai dentro!

    Nem sequer discuto este tipo de questões.Para mim do que se trata é que devemos e temos que defender os nossos valores e o nosso conceito de vida.

    Aqui fala-se português.Quem vier para cá viver não pode impor a sua língua.Tão simples como isto.

    O resto são teorias de quem beneficia das liberdades e do nível de vida que não existem na maioria dos países.

    Gostar

  30. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    20 Abril, 2008 12:56

    Miguel Madeira Diz: ” creio que podemos dar-lhe, pelo menos, 3 sentidos possíveis:
    A-achar que é desejável que haja várias tradições culturais dentro de uma sociedade;
    B-achar que devemos estar abertos a outras culturas, sem nos deixarmos levar pelos nossos preconceitos de origem;
    C-achar que não há valores universais, independentemente da “cultura” (em rigor, só este ultimo sentido pode ser chamado de “relativismo cultural”). ”

    1) Curiosamente, penso que A e B são iguais

    Pus a itálico o final de B) , para se perceber que são iguais. Se retirarmos o final a B, notará que são iguais, pois fica :

    A) achar desejável que haja várias tradições culturais dentro de uma sociedade;
    B) achar que devemos estar abertos a outras culturas (dentro de uma sociedade]

    2) Curiosamente, também penso que C e a parte final de B são iguais.

    Se colocar o final de B como hipótese, verificará que é igual a C)
    C – não há valores universais, independentemente da “cultura”
    B final – Não nos deixarmos levar pelos nossos preconceitos de origem

    Gostar

  31. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    20 Abril, 2008 13:44

    E sobre o Obikwelu, esse português tão português que até foi, como tantos, trabalhar para Espanha, ninguém diz nada?

    Gostar

  32. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    20 Abril, 2008 13:46

    E o Deco e outros tantos “portugueses”?
    Parece-me que só as putas brasileiras encontram dificuldades para se nacionalizarem. Para desportistas é Portugal quem está de perna aberta.

    Gostar

  33. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 13:47

    Os (as) que se manifestam (e bem) contra a violência doméstica são os (as) mesmos que toleram que uma mulher muçulmana seja obrigada a usar burka!

    A violência do alcoolismo é igual á violência religiosa e por isso é um crime face á lei do país.Atenta contra a liberdade e os direitos das pessoas!

    E todos somos iguais perante a lei! Os que cá vivem,sejam ou não aqui nascidos.

    nunca pensei ver no meu país, uma pobre mulher escondida por uma burka,com vergonha de ser mulher!

    Onde estão os defensores dos direitos das mulheres?

    Gostar

  34. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    20 Abril, 2008 13:49

    Não tem a ver com o tema mas deviamos pensar nisto…..( A semelhança é que também me gera revolta)

    é linchar este gajos, num pais a sério já estariam a jogar a sueca de xadrez:
    o Valentim,
    A Fátima,
    o Ferreira Torres
    e talvez o Isaltino.

    o Vale e Azevdeo faz as honras da casa,

    Gostar

  35. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    20 Abril, 2008 13:50

    Luís Moreira
    “nunca pensei ver no meu país, uma pobre mulher escondida por uma burka,com vergonha de ser mulher!”

    Umas usam burka e outras toneladas de maquilhagem 🙂

    Gostar

  36. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 13:57

    “nunca pensei ver no meu país, uma pobre mulher escondida por uma burka,com vergonha de ser mulher”

    coisa horrosa! Já se fosse para passear no deserto com aquele ventania, só mesmo burka para evitar andar a comer areia e ficar com a pele resequida e nem ágfua ter para me livrar do raio da areia. Agora ser obrigado a andar de burka, é mesmo horrível.

    Gostar

  37. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 14:32

    Mas no Parque das Nações não há areia.Há sol,acolhedor,e benfazejo.Quanto ás toneladas de cremes você nem acredita como é bom ajudá-las a tirar aquilo.Um banho a dois é uma maravilha.

    Mas olhe que lá no deserto é proíbido.

    Gostar

  38. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    20 Abril, 2008 14:34

    Luís
    Concordo com essa do banho mas apenas porque tenho de tirar os óculos para o tomar e depois vejo tudo desfocado 🙂

    Gostar

  39. Miguel Madeira's avatar
    20 Abril, 2008 14:35

    “1) Curiosamente, penso que A e B são iguais”

    Não, não são – pode haver defensores de A) que defendam que cada grupo deve viver fechado na sua cultura e não se deixar “contaminar” pela cultura do bairro vizinho.

    “Curiosamente, também penso que C e a parte final de B são iguais.”

    E eu acho que C e a parte final de B são quase exactamente o oposto:

    A questão é “nós devemos pensar por nós próprios, ou seguir as normas em que por acaso fomos ensinados?”; a parte final de B é que devemos pensar por nós; pelo contrário, a posição C é de que não existe uma verdade independente da tradição, logo não faz sentido o pensamento individual.

    Gostar

  40. Desconhecida's avatar
    ferro permalink
    20 Abril, 2008 14:38

    oh nao, o joao miranda de esquerda

    Gostar

  41. Desconhecida's avatar
    mais meninas permalink
    20 Abril, 2008 14:40

    “nunca pensei ver no meu país, uma pobre mulher escondida por uma burka,com vergonha de ser mulher”

    Já ver homens que roubam bancos e até carjeckingam de cara destapada é qualquer coisa, digno de uns descendentes de A Henriques e M da Fonte.

    Gostar

  42. Desconhecida's avatar
    relatibo permalink
    20 Abril, 2008 14:50

    Porém, os maiores horrores podem coexistir sob os nossos olhos, cúmplices de inocentes… Bentinho XVI

    Bem o diz, ele, o mocetão intrépido e escuteiro do 3º Reich, além de oficial das SS, ele, o embaixador submisso e lambe-botas do Busha invasor e torturador do Iraque.

    Pois que assim tendes, filhos, por pastor, um cúmplice e colaborador determinado das maiores atrocidades de dois séculos. E olha que não vai à Palestina, ao Iraque, onde Cristo e as crianças sofrem, todos dias, além dos velhos e das mulheres e jovens. Para mais, co sorrisinho mais hipócrita do raio.

    E ainda me fam aí de ferreiras torres, cónegos melos e luises filipes bieiras…

    Gostar

  43. Miguel Madeira's avatar
    20 Abril, 2008 14:51

    “Isso é tudo muito bonito mas se você lá na terra deles andar de mão dada com a sua mulher vai dentro!”

    E o que é que isso têm a ver com a questão???

    “Nem sequer discuto este tipo de questões.Para mim do que se trata é que devemos e temos que defender os nossos valores e o nosso conceito de vida.”

    Lá vem você com os “nossos” – eu só defendo os MEUS valores e o MEU conceito de vida.

    E não percebo como o LM pode ser contra o “multiculturalismo” e depois vir com essa conversa de “nossos valores” – a partir do momento em que começamos a pensar em termos de “culturas” em vez de individuos (em que fala em “nossos valores” de certeza pensa assim), o multiculturalismo é a conclusão lógica.

    E, de qualquer forma, parece-me que o LM é a favor da proibição da burka em Portugal e da proibição dos casais andarem de mão dada nos países muçulmanos. Isso acaba por ser uma espécie de multiculturalismo em ponto grande.

    Gostar

  44. Desconhecida's avatar
    relatibo permalink
    20 Abril, 2008 14:51

    E ainda me falam aí desses anões de nada.

    Gostar

  45. estúpidos's avatar
    estúpidos permalink
    20 Abril, 2008 14:55

    Há aqui muitos comentadores a precisar de que lhes enfiem uma mangueira pelo cú acima.

    Gostar

  46. estúpidos's avatar
    estúpidos permalink
    20 Abril, 2008 14:58

    O Relatibo e o Pêndulo, nomeadamente. É mesmo disso que estão a precisar, estúpidos.

    Gostar

  47. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    20 Abril, 2008 15:03

    Estou a ver algum sexismo na discussão. Não são apenas as mulheres que em certas culturas são obrigadas a usar certos “fardamentos”.
    Que dizer então daqueles machos, em certas tribos africanas, obrigados desde pequenos a vestirem o pirilau com um cone de não sei quê, que até penduram à cintura para não cair?
    Um gajo destes no Parque das Nações ia logo preso e aproveitado para publicidade a boxers DIM.

    Gostar

  48. Zé Bonito's avatar
    20 Abril, 2008 15:04

    Este post nada tem que ver com o multiculturalismo. No entanto, depois de ler tanto especialista no assunto que por aqui anda, só uma coisa fica por responder: como pensam impor esses ditos “valores universais” ao mundo? Faz-se uma lei ou será antes pela força das armas? É que há muito pobre que é mal agradecido…

    Gostar

  49. Desconhecida's avatar
    ferro permalink
    20 Abril, 2008 15:14

    isso merecia bombardeamentos em cima… valores ocidentais style!

    Gostar

  50. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    20 Abril, 2008 15:17

    46 estúpidos Diz:
    20 Abril, 2008 às 2:58 pm

    O Relatibo e o Pêndulo, nomeadamente. É mesmo disso que estão a precisar, estúpidos.

    Em si teve efeito positivo? Não sei como você era antes mas se isto é uma versão melhorada após o “tratamento” nem quero imaginar como seria antes. 🙂

    Gostar

  51. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 15:22

    O ponto MM, é que eu defendo que quem vive numa determinada terra, tem que se subordinar aos costumes e ás leis desse lugar.

    Como ser humano, não entendo o que leva uma pessoa a esconder-se atraz duma burka,mas é por isso mesmo,que em caso algum íria viver para um país muçulmano.

    Acolher bem toda as pessoas, desde que estejam dispostos a viver segundo as regras do lugar, tão apetecível, que as levou a escolhe-lo.Não a torná-lo no país, tão mau, que as levou a deixá-lo.

    Leiam o discurso do PM Australiano.Na Australia há leis,regulamentos e costumes.Toda a gente é bem vinda, desde que vivam segundo esses principios que foram escolhidos pelo povo do país.

    Nada há mais democrático e liberal .

    PS:O nosso país é um forte produtor de vinho.Isso explica que o bêbado bata na mulher e nos filhos?E que os muçulmanos que não bebem alcool(? ) arranquem as vinhas no Douro e no Alentejo?

    Gostar

  52. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 15:34

    Eu não quero impor nada.Gosto dos valores Ocidentais e não gosto dos valores muçulmanos.E quero que os muçulmanos que cá vivem respeitem os nossos valores.Lá em casa podem fazer o que quiserem desde que não sejam bombas!

    O 46 estúpidos ,por exemplo,é habitué no tratamento que propõe e gosta.Mas é lá em casa.Não tenho nada com isso,desde que ele perceba que o resto do pessoal,tem um conceito diferente de prazer,de acordo com os costumes,a educação e a força relativa da verga.

    É só!Diria mesmo que é simplex!

    Gostar

  53. Desconhecida's avatar
    a.verneuil permalink
    20 Abril, 2008 15:52

    É pá deixem-se de racismos, nós na extrema esquerda somos perdidos por esses islamistas, os seus usos e costumes são para respeitar, sim senhor, às vezes são um bocado brutos para as mulheres e depois? É lá com eles, não temos nada com isso. As nossas até andam de porshe, penteam-se e vestem a rigor.
    Não gostam deles porque o petróleo está a subir não é? Andem a pé. Não gostam deles porque eles põem bombas não é? Não saiam de casa. Invejam-nos por disporem de oásis quando atravessam o deserto. Leiam as notícias da Lusa e virem-se para a tv1. O oásis está lá. Vocês já estão a caminhar no deserto.

    Gostar

  54. maloud's avatar
    maloud permalink
    20 Abril, 2008 16:00

    Julgo que o CAA nunca colocará o discurso de ex-primeiro ministro australiano. Além de ser xenófobo, faz a apologia dos símbolos religiosos criatãos, é claro, nos espaços públicos.

    Gostar

  55. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 16:02

    O petróleo a subir? Boa notícia,vai fazer acelerar a investigação de combustíveis alternativos e a reduzir os 300 000 carros que entram todos os dias na minha cidade.

    Está enganado.Eu gosto das pessoas não gosto é do estilo de vida deles.

    E quero que eles respeitem as pessoas e o estilo de vida dos países que os acolheram.

    É só! Não inventem!

    Gostar

  56. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 16:07

    Xenofobo o discursos do PM australiano?Nem pensar!Do mais democrático e liberal que possa ser.Todos são benvindos ! Mas há uma língua que é o inglês.É essa que se fala não outra.E assim por diante.

    Não briquem, porque há muito menino que só se guia por um ódio visceral aos valores Ocidentais!

    Gostar

  57. Desconhecida's avatar
    a.verneuil permalink
    20 Abril, 2008 16:20

    Falando sério, digamos uma vez por todas que o complexo de culpa de há muito perturba muitas cabecinhas. Se gostam tanto deles vão ter com eles, o médio oriente é ali mesmo, não confessem que são agnósticos e muito menos ateus que eles vos cortam o pescocinho.

    Gostar

  58. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    20 Abril, 2008 16:22

    “1) Curiosamente, penso que A e B são iguais”
    Miguel Madeira Diz: ” Não, não são – pode haver defensores de A) que defendam que … ”

    Caro MM. Pode haver muita coisa, mas A e B são iguais, naquilo que disse de inicio :
    A-achar que é desejável que haja várias tradições culturais dentro de uma sociedade;
    B-achar que devemos estar abertos a outras culturas dentro de uma sociedade
    sem nos deixarmos levar pelos nossos preconceitos de origem;

    Mas AGORA, que diferenciou A de B, convém reparar que não se percebe, curiosamente, porque “A- é desejável que haja tradições culturais dentro de uma sociedade”, se depois estão “fechadas no seus bairros”.

    Ou seja, estão “in” mas “out” .

    Gostar

  59. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 16:45

    É isso!Uma coisa tão simples que se torna tão complicada com filosofias que nada têm a ver com a substância.Eu tenho o direito de defender os meus valores,o meu modo de vida,o estado de direito em que acredito.Exijo que quem venha para cá -que eu respeitarei sempre como um ser humano- respeite os valores e os costumes da terra que o acolheu.Não gosta vai embora!Põe bombas e mata pessoas vai para a prisão.

    E note-se que este tratamento, já ele não encontra na sua terra!

    Gostar

  60. tina's avatar
    20 Abril, 2008 17:24

    que eu respeitarei sempre como um ser humano-

    Gostar

  61. tina's avatar
    20 Abril, 2008 17:28

    “que eu respeitarei sempre como um ser humano-”

    Luís, como é que pode respeitar civilizações que tratam outros como inferiores? Lá porque os costumes bárbaros estão oficializados, faz disso cultura? Os ocidentais que parecem respeitar essa “cultura” são os primeiros a condenar quando aqui alguém interfere com as minorias. Politicamente correctos da treta.

    Gostar

  62. MIa's avatar
    20 Abril, 2008 18:20

    Pelo contrário, a tendência quando coexistem “várias tradições em paralelo” é a de valorizar mais a própria tradição particular e as especificidades nacionais. No entanto acredito que só descobrimos os “valores universais”, se permitirmos a coexistência – Porque sejamos sinceros, também temos muito que aprender.

    A questão é saber qual a cultura que deve estabelecer os limites dessa coexistência, porque ao faze-lo estaremos a estabelecer uma cultura de referência que logo poderá considerar-se “superior” às demais.

    Naturalmente a cultura de referência deverá sempre ser a do país onde se encontram no entanto não concordo com o Piscoiso quando diz “Sempre que vou para a estranja, a minha tia Clotilde diz-me o ditado “na terra onde viveres, faz como vires fazer”… e leva uma laranja.” O mesmo seria dizer a um português “SE for ao imén pode violar criancinhas”.

    Para além desse limite existe outro, imposto pelos valores universais da Humanidade.

    Ora,em qualquer hierarquia de valores, o direito à vida e a integridade fisica estão em primeiro ao contrário de muitos outros direitos também das mulheres e das crianças que estarão ainda, infelizmente, desvalorizados pela Humanidade.Mais, não existe nenhuma religião no mundo que não entenda que a vida e a integridade fisica são direitos inerente à própria condição humana a concretização dos mesmos é que vária.

    Por exemplo nos E.U.A. “não podes matar mas podes a) se o fizeres em legitima defesa, b) se estiveres a executar a pena de morte, c) se estiveres a defender os interesses do teu país (note-se que disse “interesses” não valores porque essa história de estarem a defender os valores ocidentais versus valores islamicos cheira mal deste início e todos nós sabemos disso).Outro exemplo, Iraque:”não podes matar mas podes a) se o fizeres em legitima defesa, b) se estiveres a executar a pena de morte, c) se estiveres a defender os interesses do teu país (note-se que disse “interesses” não valores porque essa história de estarem a defender os valores islamicos e a sua religião é só um bom pretexto para a prossecução dos seus verdadeiros interesses e todos nós sabemos disso).Agora imaginemos que os EUA realmente estavam a defender os valores Ocidentais e a impedir que esses fanaticos religiosos violassem crianças de 8 anos e que o Iraque realmente estava preocupado com as 12 virgens no paraíso e a impedir que os infieis contaminassem o mundo com a promiscuidade e ao semi-ateísmo ocidental onde pedofilos (por vezes até padres católicos) violam criancinhas…venha o diabo e escolha!

    O problema é de termos telhados de vidro é não sermos exemplo para ninguém nem termos moral para impormos o nosso telhado ao vizinho.

    Agora voltando à questão em concreto e resumindo: 1- Cada um é livre de exercer a sua cultura com um duplo limite,
    1º) desde que esta não colida com os valores fundamentais do país em que se encontra
    2º e desde que não colida com os superiores valores universais da humanidade.

    Assim, o pai de Nuyud Ali não pode vir para Portugal e casar a filha de 8 com o de 30, o português não pode ir até ao Iémen com esses intentos e mais, tem o dever enquanto ser humano de fazer ouvir os valores de Nuyud Ali. Deverá na medida do possível abster-se de intervir fora do seu país pois, dada a natureza do ser humano, o seu acto poderá (compreensívelmente) ser entendido como algo em prol do seu interesse mas terá o dever de intervir quando inexistam outras formas de proteger a humanidade.

    Depois temos é que definir Universalemnte quando é que está em causa a humanidade: quando temos uma só pessoa indefesa em perigo (como no caso da Nuyud) ou quando são 100, 1000, 1000000 – conforme aquilo que na altura impressione as nossas consciências e adquira relevância internacional.

    Já no caso da burka:
    1º O uso de roupa de conotação religiosa não colide com nenhum direito fundamental de Portugal (Veja-se que a cruz de simbolismo cristão tem uma conatação muito pior para as outras religiões para as quais signfica tortura. No entanto, não proibem o seu uso).
    2º Não colide com nenhum direito Universal. Não mata nem agride fisica ou psicológicamente ninguém. A mulher que a usa não tem vergonha de ser mulher. Tem é vergonha de sair à rua sem ela e está no seu direito usa-la. (Para além do mais que elas andam tapadas para que não sejam cobiçadas e quiça violadas.
    …O que ironicamente acaba por acontecer na nossa civilização apesar do nosso direito à maquiagem e à mini saia…

    .nunca pensei ver no meu país, uma pobre mulher escondida por uma burka,com vergonha de ser mulher

    Gostar

  63. CAA's avatar
    20 Abril, 2008 18:24

    Maloud,

    «Julgo que o CAA nunca colocará o discurso de ex-primeiro ministro australiano. Além de ser xenófobo, faz a apologia dos símbolos religiosos criatãos, é claro, nos espaços públicos.»

    Tem razão. Mas não só por isso. E nunca por questões de preferência de sobrenatural.
    É que a nossa perspectiva de ‘direitos humanos’ e ‘dignidade humana’ é própria. Não é exclusiva – mas há outros espaços civilizacionais que não a perfilham e até que a contestam.

    Gostar

  64. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 18:25

    Tina

    O ponto não é esse.É de livre vontade que vêm para cá.E vêm para bem ou para mal.Se vêm para bem serão acolhidos num Estado de direito,com todos os direitos e deveres.Se vêm para mal serão acolhidos com todos os direitos e deveres.

    Isto, que parece um jogo de sombras, não é mais que a diferença que eles não encontram na terra deles.Se vêm para bem acolhem as leis e os costumes locais.Se vêm para mal respondem perante a Lei.

    É inaceitável que com a conversa dos coitadinhos,essas pessoas que nos querem mal, só beneficiem dos direitos e não respondam pelos deveres.

    Este é o ponto!

    E quanto a quem trata quem como inferior,tenho dúvidas.Muitas!

    Quem os trata como inferiores, são por exemplo, as famílias ricas da terra deles que nadam num mar de hipocrisia e cleptomania!

    Gostar

  65. CAA's avatar
    20 Abril, 2008 18:31

    Cara fernanda câncio,

    «… isso não tem rigorosamente nada a ver com ‘multiculturalismo’»

    Mas tem. Não com o conceito, conforme está traçado nos escritos mais ou menos ‘boa-venturados’. Mas sim com os resultados.
    Na Holanda, na França e na Alemanha, algumas das lógicas que nele se baseiam concretizam-se numa interpretação peculiar e num alheamento de alguns dos nossos maiores adquiridos civilizacionais – a tolerância religiosa, a laicidade do espaço público, o princípio da igualdade, designadamente os direitos e a posição social das mulheres.

    Gostar

  66. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 18:40

    MLa

    Leia com cuidado o que escreveu e vai ver como é perigoso este sentimento do coitadinho.Não há mulher nenhuma que goste de andar de burka.Andam por razões civilizacionais e de registo da sua condição de mulher.Os cavaleiros da idade média tambem colocavam o cinto de castidade ás mulheres.Elas não gostavam,tanto que, até pelo que se sabe,muitos deles tinham filhos parecidos com o bobo da corte.

    Mas, continuo no ponto.Aqui há leis,costumes, tradições.Quem vem para cá não pode esperar que nos convertamos ao modo de vida deles.

    É só!

    Gostar

  67. MIa's avatar
    20 Abril, 2008 18:53

    Luis,
    E quando é que são coitadinhos, quando nós achamos que são? Quem lhe disse que elas não gostam? Em França muitas manifestaram-se a favor do seu uso.
    Elas não me obrigam a usar Burka e eu não vejo porque eu eide obriga-las a prescindir disso.

    Já teria uma opnião diversa no que toca por exemplo às mutilações genitais porque nesse caso teriamos um confronto entre a liberdade religiosa e a integridade fisica e esta ultima é prevalecente.Por isso, mesmo que a mulher queira, tal não é admitido em Portugal.

    Gostar

  68. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 19:14

    A burka é contra todos os direitos consagrados na constituição portuguesa.

    Todos têm direito á sua individualidade,á igualdade de tratamento,a não ser proscrito por razões religiosas,políticas ou sociais.

    Uma pobre mulher que se esconde por traz de uma burka, não está a ser discriminada por razões religiosas e civilizacionais,por a considerarem um objecto sensual?

    A libertação da mulher,no espaço Ocidental, é um dos avanços civilizacionais mais importantes dos últimos 30 anos e agora, vamos admitir que hajam mulheres que sejam vistas como um mero objecto de prazer!Por parte dos maridos delas,não por quem olha para elas!

    E se uma mulher de uma tribo de África andasse nua no Parque das Nações, seria autorizada?

    Há 30 anos as mulheres portuguesas,vestiam de preto e andavam com a cabeça coberta.

    E uma questão mais prosaica.E se aquela burka esconde um criminoso que vai matar ou que já matou?

    Gostar

  69. Piscoiso's avatar
    20 Abril, 2008 19:35

    “Sempre que vou para a estranja, a minha tia Clotilde diz-me o ditado “na terra onde viveres, faz como vires fazer”… e leva uma laranja.” O mesmo seria dizer a um português “SE for ao imén pode violar criancinhas”.

    Alto lá com o charuto.
    Suponho que turista é obrigado a violar criancinhas no Iémen. E se me obrigassem a isso, o que duvido, preferia vir-me embora.
    A adaptação aos costumes locais, para um mínimo de integração no meio, pode ser feita sem interferência nesses costumes, mas sem neles ter uma participação activa, quando contrários aos meus valores culturais.
    Ao visitar uma tribo de antropófagos, não implica ir mudar de dieta, ainda que haja o risco de vir a fazer parte da dieta deles.

    Gostar

  70. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    20 Abril, 2008 20:07

    As palavras tomam o valor que lhes foi dado pelos política e pelo discurso nos media, neste caso pela esquerda e extrema. A palavra Multiculturalismo foi usado como arma de arremesso(no limite chamando fascista ou racista a quem não concordasse) para defender não haver limites na tolerância de qualquer costume não Ocidental no Ocidente, não esquecendo que para essas mesmas pessoas ao mesmo tempo qualquer costume Ocidental fora do Ocidente seria imperialismo. Agora trata de arrepiar caminho e o multiculturalismo afinal já tem vários graus, quando há uns anos atrás quem defendesse limites nunca poderia ser considerado multiculti…tarde de mais.

    Gostar

  71. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 20:12

    “Há 30 anos as mulheres portuguesas,vestiam de preto e andavam com a cabeça coberta.”

    Também os homens mas usavam chapéu ou boinas
    E há 50 anos as mulheres ficavam em casa enquanto os homens tinham que emigrar para alimentar a prole

    Gostar

  72. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 20:19

    Antropófagos…

    Ou não vai, ou…

    Sim,não vai para lá com a conversa que só come mulheres!

    Pois, há limites que nunca deixaremos que sejam ultrapassados,até por razões demográficas.Daqui a uns anos, a fecundidade da mulher muçulmana vai encher de crianças as nossas escolas.

    Todas de burka?

    Gostar

  73. Mia's avatar
    20 Abril, 2008 20:41

    Luís,
    A burka´, a partir do memento que é utilizada por vontade da própria, não é contra a nenhum direito consagrado na constituição portuguesa.Muito pelo contrário, é expressão desse direito à individualidade. Uns querem andar de preto com pentagramas, outros querem andar de véu e cruzes, outros querem andar carecas vestidos de laranja e descalços, outros querem andar com tatuagens, outros querem andar de fato. Cada um anda como quer pelos mais diversos motivos e desde que ande porque quer ninguém tem nada a ver com isso. Se o fazem em virtude de crenças religiosas isso é lá com eles agora proibir o uso da burka simplesmente porque a religião deles obriga é uma manifestação de intolerancia religiosa e um atentado à individualidade.
    Poderá então contra argumentar dizendo” mas a religião deles só obriga as mulheres a usar burka” e portanto atenta contra o P. Igualdade mas logo verá que também a religião católica tem normas que conferem um tratamento diverso ao homem e à mulher. Ou a existência de padres deveria ser proíbida por atentar contra o P.da Igualdade e da Liberdade sexual dos individuos? (se virmos bem, é uma profissão que obriga à abstinência e que portanto regula um direito que à partida é individual e indisponível). Um padre com batina estará a ser discriminado por razões religiosas e civilizacionais? (note-se que se ele não cumprir o preceito é “despedido”, proscrito por razões religiosas e sociais.

    Quanto à libertação da mulher,no espaço Ocidental, é uma das maiores hipocrisias da nossa civilização. As mulheres de hoje para que não sejam vistas como um mero objecto de prazer tem de fazer o que as sua avós faziam mais o dobro do que um homem faz sem, é claro, deixarem de ser um objecto de prazer pois nesse caso serão umas meras feministas assexuadas (mas essa discussão não vem aqui a propósito). A mulher islamica pode não ter uma profissão liberal mas tem direito à assistência por desempenhar o trabalho de mãe e esposa. Tanto assim é que se o marido morrer o cunhado, podendo, tem a obrigação de se casar com ela. Não em virtude de uma promiscuidade qualquer mas porque entendem que não pode tomar conta da casa e se auto suster. Ora, a mulher ocidental tem de ganhar o suficiente para (nas melhores hipoteses) contratar uma empregada, a qual passará mais tempo com os filhos do que ela própria e ainda assim quando chega a casa fazer coisas que o homem não sente “impulsionado” (pela educação e pela nossa civilização) a fazer. E se for muito boa no trabalho convem andar quase de Burka porque se for sensual dirão que “subiu na horizontal”. Tanto assim é que numa discussão entre pares em graus académicos os homens param de falar para ouvir outro homem mas não cedem a palavra com a mesma disponibilidade a uma mulher.

    Gostar

  74. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 21:21

    Ou seja, querem usar e voltar a usar burka. E o Luís a perder tempo com isto com seu cavalheirismo macho

    Gostar

  75. A. Rocha's avatar
    A. Rocha permalink
    20 Abril, 2008 21:27

    Tratam as crianças como gado. Estão a cumprir as ordens do profeta de Satanás (as raparigas terem as primeiras regras em casa do marido) e a negar a liberdade fundamental do ser humano a desenvolver-se, tornar-se adulto e orientar a sua vida com auto-determinação. Todos os que aqui aprovam, comparam, toleram e desculpam não passam de uns vermes peçonhentos. Não é verdade que de forma geral no Islão a mulher viúva seja desposada pelo irmão do marido: antes pelo contrário. Ficam fechadas em casa e não podem sequer sair à rua para prover o sustento dos seus filhos. São enxovalhadas e sujeitas amiúde a violação colectiva passando o resto da vida num autêntico inferno. O uso da Burka e a cobertura do corpo começa em tenra idade quando a criança de facto está numa dependência completa e sujeita a coações de toda a natureza. Aliás quem contra este ditame se insurge é sujeito a ameaças e sevícias sem fim mesmo no ocidente (vários casos na Holanda). A cobertura total do corpo é aliás prejudicial à saúde e portanto atenta desde logo contra um direito fundamental.

    Gostar

  76. Mia's avatar
    20 Abril, 2008 21:30

    Piscoiso Diz:
    “… para um mínimo de integração no meio, pode ser feita sem interferência nesses costumes, mas sem neles ter uma participação activa, quando contrários aos meus valores culturais”.
    Entendo que em determinadas matérias a participação passiva é criminosa. Nós, os que temos consciência do ilicíto que é forçar uma menina a ter relações e não fazemos nada porque politicamente não convém ou porque economicamente é impossível, que compramos objectos fabricados por países que oprimem e assasinam o proprio povo porque nos convém, temos uma obrigação de facere algo.

    Assim,ao visitar uma tribo de antropófagos, não tenho de ir mudar de dieta, ainda que haja o risco de vir a fazer parte da dieta deles mas tenho o dever de impedir que comam alguém que não ser comido.

    Gostar

  77. Mia's avatar
    20 Abril, 2008 21:40

    A. Rocha,

    Acho que ao invés de estarem tão empenhados em erradicar o uso da Burka deviam estar empenhados em tratar dos tarados ocidentais. Quando tivermos uma solução melhor que a deles já podemos pregar. Enquanto não poder andar de mini saia sózinha às tantas da manhã como qualquer homem o faz de calções não existe igualdade. Até lá a mulher tem de se proteger e dizer que não o tem de fazer porque o direito existe na teoria é hipocrisia. pelos menos os Arabes reconhecem que tem tarados.

    Gostar

  78. tina's avatar
    20 Abril, 2008 22:26

    “Se o fazem em virtude de crenças religiosas isso é lá com eles agora proibir o uso da burka simplesmente porque a religião deles obriga é uma manifestação de intolerancia religiosa e um atentado à individualidade.”

    Tal como há uns anos atrás, aquelas mulheres num cantão da Suiça que escolheram não votar em eleições. Se a vontade delas é serem tratadas como imbecis, então essa vontade deve ser respeitada.

    Gostar

  79. tina's avatar
    20 Abril, 2008 22:33

    “Acho que ao invés de estarem tão empenhados em erradicar o uso da Burka deviam estar empenhados em tratar dos tarados ocidentais.”

    Pois, é muito mais importante isso do que mostrar às mulheres do mundo islâmico que elas não são propriedade do homem e que, já agora, não precisam levantar a porcaria de um véu cada vez que levam o garfo à boca.

    Gostar

  80. tina's avatar
    20 Abril, 2008 22:38

    “Enquanto não poder andar de mini saia sózinha às tantas da manhã como qualquer homem o faz de calções não existe igualdade.”

    Pois, por um lado, aceita-se que a mulher islâmica se cubra toda para não despertar a cobiça de outros homens que não o marido. Por outro, espera-se que a mulher ocidental ande de mini-saia à meia-noite e que os rufias a deixem em paz. Que mais?

    Gostar

  81. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Abril, 2008 23:51

    E porque não andar nua às três da manhã e chamar de tarados ao malvado libido dos homens ?

    Gostar

  82. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Abril, 2008 23:51

    Voltando ao ponto.

    Quem é acolhido numa terra que não é a sua, deve estar preparado para viver segundo as leis,as regras e as tradições dessa terra que o acolhe.

    Para terminar.Numa sessão pública tive 90% das pessoas (todas informadas e politizadas) contra mim, porque eu chamei terrorista a quem anda anos a preparar assassinatos de pessoas inocentes.

    Disseram-me que era o preço da liberdade!Cuidado,há um monstro que se alimenta destas ingenuidades e destes ódios caseiros!

    Gostar

  83. Desconhecida's avatar
    Red B . permalink
    21 Abril, 2008 00:34

    “Acho que ao invés de estarem tão empenhados em erradicar o uso da Burka deviam estar empenhados em tratar dos tarados ocidentais.”

    E erradicar taradas ocidentais que quais distritos Red Light em Amsterdam ou Hamburg e cá também nos alternes usam o corpo para explorar os homens a seu belo prazer tirando o pouco sustento que muitos tem e utilizando as fraquezas masculinas perante o sexo dito fraco que afinal é forte mas usa outras armas ?

    Gostar

  84. CAA's avatar
    21 Abril, 2008 01:56

    Mia,

    «Quanto à libertação da mulher,no espaço Ocidental, é uma das maiores hipocrisias da nossa civilização. As mulheres de hoje para que não sejam vistas como um mero objecto de prazer tem de fazer o que as sua avós faziam mais o dobro do que um homem faz sem, é claro, deixarem de ser um objecto de prazer pois nesse caso serão umas meras feministas assexuadas…»

    Julgo que a presença de mulheres na política, ultimamente, tem desmentido essa imagem. Na França, na Espanha mesmo em Itália.

    Gostar

  85. Desconhecida's avatar
    a.verneuil permalink
    21 Abril, 2008 10:39

    Proponho que, apartir de agora, os benfiquistas e os sportinguistas usem burka quando saem de casa. É preferível.

    Gostar

  86. MIa's avatar
    21 Abril, 2008 11:11

    5/3 (acho que só os benfiquistas a preferem)

    Gostar

  87. Desconhecida's avatar
    permalink
    21 Abril, 2008 12:39

    O multiculturalismo segundo o PM australiano:

    “Discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana

    Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Australia, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas.

    Aparentemente, o Primeiro Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação. Citação:

    .’ OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar ! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.’

    .’A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.’

    .’A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!’

    .’A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.’

    .’Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.

    .’ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA’. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana, : ‘O DIREITO de PARTIR.’ ‘Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.”

    Gostar

  88. Desconhecida's avatar
    pipi sarnento permalink
    21 Abril, 2008 12:47

    ó Mia, vá com esses discursos para aquelas mulheres que são queimadas vivas pelos familiares em nome da honra masculina, só porque ousaram olhar para um homem que passa na rua….se pudessem inverter o papel consigo garanto-lhe que lhe passavam esses tiques multiculturalistas hipócritas! é sempre fácil comentar de longe as barbáries- sabemos que não nos caem em cima, não é? opiniões como a sua enojam-me, a sério- acha que alguém gosta de viver em escravidão e sob terror? claro que o medo as leva abaixar a cabeça e a aceitarem o inaceitável- a sobrevivência tem destas coisas…

    Gostar

  89. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    21 Abril, 2008 12:52

    CAA,

    Não vejo em que medida é que o caso que relata é uma consequência do multiculturalismo. Pelo contrário, a inter-acção de culturas, que só se faz com o respeito pela cultura dos outros (na medida em que esta ainda for respeitável, o que não é o caso destes “casamentos”) é, provavelmente, a única esperança para por um fim neste tipo de situações. Se queremos que os outros absorvam alguns dos nossos valores essenciais temos que começar por mostrar algum respeito pela cultura desses outros (não confundível com compactuar com crimes praticados contra crianças, ainda que em nome da tradução).

    Em relação à conversa da burka, aqui comentada, obviamente que em portugal uma mulher deve poder vestir-se da forma que quiser – até de burka em pleno Parque das Nações. Também não me parece muito correcto presumir que todas as mulheres que usam burka ou véus o fazem contra a sua vontade. Eu, pessoalmente, já conheci algumas que o fazem porque querem. Um bom exemplo dessa situação é o caso do Egipto que nos últimos 30 anos sofreu aquilo que nós ocidentais podemos chamar de um grave retrocesso nessa matéria.

    Gostar

  90. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    21 Abril, 2008 13:18

    “A mulher islamica pode não ter uma profissão liberal mas tem direito à assistência por desempenhar o trabalho de mãe e esposa. Tanto assim é que se o marido morrer o cunhado, podendo, tem a obrigação de se casar com ela. Não em virtude de uma promiscuidade qualquer mas porque entendem que não pode tomar conta da casa e se auto suster.”

    Mia,

    Parece-me que seria mais lúcido colocar a coisa na perspectiva certa. A mulher, caso o marido morra, é obrigada a casar-se com o cunhado. Assim já não parece um sistema tão generoso, pois não?

    Gostar

  91. Zé's avatar
    permalink
    21 Abril, 2008 15:41

    mas têm certeza que era uma burka?
    e como é que essa senhora entraria em algum estabelecimento comercial?
    ou num banco?

    de todas as maneiras, as senhoras e raparigas que usam uma burka na europa enquadram-se na minha opinião em um dos seguintes grupos:

    – raparigas e mulheres que nunca viveram (férias não conta) num país onde a sharia é lei.
    – raparigas e mulheres recém convertidas.
    – mulheres que temem os maridos.

    E o resto são pardais.

    Gostar

  92. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    21 Abril, 2008 15:59

    Caro Zé,

    O fundamentalismo islamico não é um exclusivo dos homens e não falta quem jure que está a ganhar terreno entre as mulheres.
    Acredito que a maioria dessas mulheres siga as tradições por receio da exclusão por parte das suas comunidades – não tanto com medo dos maridos, no caso das que vivem na europa – mas existem outras mulheres que seguem as tradições porque querem e concordam com elas.

    Gostar

  93. Desconhecida's avatar
    in fact permalink
    21 Abril, 2008 16:33

    A tina e o bush tratam os outros (islâmicos, nomeadamente, e por geral pobres) como inferiores.

    Assim o papa bento, co seu sorrisinho servil prós mais fortes.

    E olha se ele vai ò Afganistão ò Iraqui…

    Ele e demais hipocritas.

    Gostar

  94. Desconhecida's avatar
    ieri e alke permalink
    21 Abril, 2008 17:12

    Ao menos no ocidente tem o que querem : prostitutas a explorar homens e a venderem seus corpos. Homens vossos filhos e compatriotas são 90% dos sem abrigo. Familia para ajudar já poucos tem é raro mas dizem mal dos que tem. Filhos proibidos aos pais homens se os pais se divorciam e a culpa seja da mulher. Cerca de 10 % dos filhos não são dos pais
    Mas julgam que alguem se quer casar aí ??? Foram descolonizados- hoje são colonizados e são cobardes como dizia o Franco. Nenhum muculmano quer saber disso

    Tratem dos vossos assuntos que são bem graves e homens que deviam usar burka por vergonha

    Gostar

  95. CAA's avatar
    21 Abril, 2008 18:01

    Lololinhazinha,

    «Não vejo em que medida é que o caso que relata é uma consequência do multiculturalismo.»

    Nem eu o disse.
    Só afirmei que essa lógica pode ser um perigo grave.Porque parte de pressupostos errados:

    – a igualação da cultura jurídica ocidental (romano-germânica e anglo-saxónica) com a de todos os outros lados (já ouvi ‘peritos’ a dizer que tínhamos muito a aprender no dto da família com umas tribos da amazónia e na divisão de terras agrícolas com uns povos a sul da Guiné);

    – o colocar em plano secundário alguns dos adquiridos mais formidáveis da Modernidade: a ciência, os direitos humanos, a condição da mulher, a dignidade da pessoa e a liberdade;

    – a compreensão por práticas tradicionais aberrantes dizendo-as produto legítimo de uma cultura ao mesmo nível das outras quer no vestuário, as mais ligeiras, quer na excisão ou situações análogas à que narro;

    – a pura incomprensão de algumas culturas religiosas pela higienização do espaço público através da laicidade.

    E mais, mais, mais…

    Gostar

  96. Mia's avatar
    22 Abril, 2008 19:02

    pipi sarnento disse
    “ó Mia, vá com esses discursos para aquelas mulheres que são queimadas vivas pelos familiares em nome da honra masculina, só porque ousaram olhar para um homem que passa na rua….”

    Pipi, como já tinha dito mais acima:
    1- Cada um é livre de exercer a sua cultura com um duplo limite,
    1º) desde que esta não colida com os valores fundamentais do país em que se encontra
    2º e desde que não colida com os superiores valores universais da humanidade.
    (…) e em qualquer hierarquia de valores, o direito à vida e a integridade fisica estão em primeiro.
    Motivo pelo qual não vejo nada de mal no uso da burka mas já o vejo no caso da Nuyud e no que toca por exemplo às mutilações genitais , e no exemplo que deu. Quando mulheres são queimadas temos um confronto entre o direito à liberdade religiosa e o dto à vida e este ultimo, na “hierarquia” dos valores humanos é prevalecente. Tanto o a assim é que entendo que também nesse caso a comunidade internacional deve intervir sob pena de ser cumplice num crime contra a humanidade. E este sim era um bom motivo para faze-lo. O problema é que a maior parte das intervenções não têm subjacente motivos tão nobres e alimentam a intolerância (inclusive em pontos mais pacificos como a burka) com outros propósitos.

    Quando diz:

    “se pudessem inverter o papel consigo garanto-lhe que lhe passavam esses tiques multiculturalistas hipócritas! é sempre fácil comentar de longe as barbáries- sabemos que não nos caem em cima, não é?”

    Demonstra que não conhece nenhuma pessoa islamica, mulher árabe ou palestiniano. Porque se conhecesse (apesar de não poder falar por todos) talvez soubesse como eu que os que os enoja é a nossa prepotência no que toca a valores. Até porque aos seus olhos somos uma civilização em decadência movida apenas pelo dinheiro e pelo desejo sem nenhum limite moral ou religioso. Eles podem não ter actualizado as suas normas muito semelhantes à do nosso velho testamento mas pelo menos na terra deles falar de Deus não é motivo de vergonha nem atestado de ignorância no entanto eles são presseguidos por serem movidos por valores religiosos e por não invejarem a nossa droga, contrabando, prostituição e planos de reforma, entre outras coisas. Posso dizer-lhe que eles apenas cobiçam a coca-cola, coisa que bebem com fartura uma vez que, ao contrario de nós, o divertimento não implica um concurso de níveis de alcoolémia.

    Porém posso dizer-lhe com toda a sinceridade que “opiniões como a sua” não me enojam. Percebo o medo que o leva a confundir o todo pela parte, ele é elimentado pela generalização das situações e pelo sentimento de impotência face aquelas em que deviamos realmente intervir, porque acabamos por não fazer nada e a dormir sossegados. O dia seguinte abastecemos o carro com o petróleo desses “malvados” e lá vamos para o trabalho. É realmente nojento mas ” a sobrevivência tem destas coisas…”.

    Gostar

Indigne-se aqui.