Labregos somos todos *
Neste jornal narrou-se um conflito entre alunos e professores numa escola dos arredores de Lisboa. Os docentes estão a tentar aplicar a ‘doutrina Margarida Moreira’ – ou seja, processar este mundo e o outro – a propósito de umas conversas na internet, no espaço Hi5, em que eram criticados pelos alunos. Vários processos disciplinares foram abertos.
Uma menina teria apelidado a professora de ‘labrega’ e a visada ameaçou ir para tribunal. A mãe julga exagerada essa reacção e esclarece: “Para mim ‘labrega’ é uma pessoa do Norte”.
Quem sou eu para negar o monopólio dessa condição a ‘Norte’ (conceito vago que consistirá numa espécie de mapa cor-de-rosa entre Vila Franca de Xira e Helsínquia)? Se, pelos vistos, já faz parte do senso comum a ‘Sul’!
Embora a senhora nunca venha a percebê-lo foi ela a autora da ofensa mais rude – a afronta da mãe explica a da sua filha.

A mãe também pôs isso na internet ?
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é galego
http://www.sindicatolabrego.com/
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foi assim — afinal
22 Abril 2008 | por Fernanda Câncio
acabo de descobrir, por zita seabra no prós & contras da rtp, que luís filipe menezes se demitiu por causa de um ataque à vida privada… dele.
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Confesso que a notícia do CM me chocou pelas mesmas razões, e sou ‘sulista’. Mas como sou igualmente docente, já me habituei à boçalidade destes ‘progenitores’. Até já possuo uma grelha mental automática para antever o ‘estilo’ dos pais de alguns alunos.
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dicionário de calão, edição do circulo de leitores – lisboa, 1985
labrego: indivíduo cretino, grosseiro, provinciano…
há morcões (em toda a parte) que têm de aumentar a cultura geral… B-)
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Ainda que seja óbvio pelo estilo de escrita, convém recordar que o original nick “Piscoiso” é sempre acompanhado de um avatar com foto, ou um link para o blogue.
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A gatunagem anda à solta. Como se já não bastasse o carjacking, agora o que está a dar é o nickjacking…
Oh da guarda, agarra que é ladrão!
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Atenção,anda aí um gajo com um nick igual ao meu,às vezes acompanhado de avatar com foto,a querer fazer~se passar por mim.
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“Ainda que seja óbvio pelo estilo de escrita”
Qual estilo de escrita? Acefalo?
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“querias socialismo? toma!” diria Columbano
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Há professoras muito sensíveis a críticas. A directora da escola disse-me que umas professoras ficaram extremamente zangadas com o que algumas alunas escreveram sobre elas numa ficha de avaliação, descobriram quem eram as alunas através da letra e fizeram uma grande cena. Vê-se que são pessoas completamente desactualizadas e que há muito já deviam ter sido avaliadas por terceiros para não andarem com o rei na barriga.
Chamar labrego a pessoas é a coisa mais natural do mundo e a mãe desta aluna teve de inventar qualquer desculpa. O CAA ao ofender-se tanto com tão pouca coisa mostra como é facciosamente do norte e não consegue elevar-se acima disso.
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Doutrina Margarida Moreira ! AHAHAHAHAH!
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Labregos “cosmopolitas”…eheheheh…
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A Tina tocou no ponto. O CAA enfiou a carapuça.
Mas uma pequena nota acerca das ofensas dos pais explicarem as dos filhos: Os seus pais CAA, orgulham-se de si?
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entre um labrego galego e um saloio moçárabe, prefiro o labrego. é mais honesto
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Pela reacção do anónimo cobarde, confirma-se que de facto há labregos no norte que, além de serem estreitos de vistas, são também muito malcriados.
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Oh Tina! Não seja tão labrega. O Anónimo estava apenas a tentar ser moderno.
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“Labrego” significa “agricultor”, ou “homem do campo”, pelo que apenas só pode ser tomado como insulto, se insultuosa for a conotação que emissor e receptor lhe derem.
A este respeito, consultem o acórdão do Tribunal da Relação do Porto que absolveu o JN no caso que Rui Rio lhe moveu por aquele jornal lhe ter chamado de “energúmeno”…
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labrego | adj. e s. m.
labrego
adj. e s. m.,
homem rústico;
camponês;
aldeão;
indivíduo malcriado, grosseiro;
arado, que tem um varredouro entre as duas aivecas, para limpar da terra as raízes.
(http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx)
Convém ler até ao fim…
Vá chamar labrego a um “agricultor”, ou “homem do campo” e depois venha cá contar o que se passou!
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Ao que parece, a mãe da menina tinha toda a razão.
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Labregos, labregos, labregos, labregos, labregos, labregos….
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Mas quê?!
Homens do norte, homens do norte, homens do norte… ?
ou
Homens do campos, homens do campos, homens do campos… ?
ou
Homens malcriados, homens malcriados, homens malcriados…?
ou
Arados, arados, arados… ?
(estou confuso…)
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Será que vao fazer queixa ao Ministério Público por terem sido chamados de labregos?
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Responsabilidade por conversas no Hi5! Bonito!
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labrego: arado, que tem um varredouro entre as duas aivecas, para limpar da terra as raízes.
Dicionário Priberam
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labrego é aldeão rude. dizem que a etimologia é o latim laborare que em português devia ser trabalhar. para o autor da noticia e maioria dos portugueses “trabalhar é bom para o preto”
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Ai que essa professora está a precisar de umas lições sobre a liberdade de expressão…
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“da ofensa mais rude – a afronta da mãe”
Ó CAA, eu sou do Norte, mas não vejo a mínima ofensa nessa definição e até achei muita graça.
Escritos como o seu só dão razão à senhora.
Estão quando se chama “provinciano” a alguém, acha que deveria haver um levantamento de todos os não lisboetas?
Quando se chama “saloio” a alguém as pessoas da “região saloia” deviam achar-se ofendidas?
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xão muito labregos lá em xima, falam axim e trocam os bês pelos bês, mas onde já xe biu isto, minha noxa xenhora!…
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http://www.labrego.net
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Então o Filipe Bieira é do Norte?
e, porbentura, essa mãe da criança?
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E então a gente do Norte é
mais maricana que a do Sul?
A mim parecia-me ao contrário.
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Gosto muito de óvir as Tinas de L’sboa a imitarem o verdadêro galaico-portucalense. É um verdadêro desafiu. Um nã: trelze!* :->
* a frase acima foi escrita em português saloio; doutro modo não entenderiam.
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Desde pequenino que sempre ouvi a gente cá do norte tratarem-se por labregos sem contudo serem por isso malcriados, nas terras do meu avô um labrego era um empregado da lavoura e os labradores os senhores das terras, outro termo utilizado para a mesma profição era jornaleiro e este não vendia jornais mas trabalhava para o patrão nas fainas agricolas.
Se contudo hoje em dia tem também um sentido prejurativo com certeza não foi o primeiro significado da palavra e se o dicionário assim a identifica penso que estará incorrecto e cuido que carece de uma revisão não apenas desta mas de muitas outras palavras esquecidas que ainda se falam cá no norte.
No caso do suposto insulto da mãe da aluna eu confesso que não fiquei magoado, pois na sua inocencia apenas demonstrou a sua ignorância quanto à definição da palavra em qualquer um dos âmbitos. Por outro lado pode-se considerar que por parte da filha ouve sim conotação depreciativa e com malvadeza pelo que cuido ser lamentavel. Mas que não se exagere nas reações! por amor da santa!
Quanto aos demais insultuosos comentários, nada ajudam as relações entre o Norte e o resto das demais regiões do país. Portugal não é só uma cultura, uma maneira de falar, um dialecto nem tão pouco uma só lingua, são estas diferenças que fazem o portugal culturalmente rico e com digna história. É necessário remediar caminho ou um dia ainda andaremos mesmo todos de costas voltadas neste portugal que é de todos.
Sem mais Oh kappas
Bem hajam
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