A maioria das pessoas passa pelo quadro e o cerebro nem é activado para olhar pois parte do principio que o que está ali é mais um mural ou um quadro publicitário a qualquer coisa. Nao consegue sequer ver.
Se o quadro nao está no lugar certo e está num lugar onde é costume estar algo
que as pessoas nao querem ver, a pessoa nem olha.
Ou então não há realmente nada para ver a menos que o quadro seja colocado num espaço que “diz” que aquilo vale a pena ser visto e tem um significado por detrás.
Quantos daqueles 107 “viewers” não terão parado apenas para tentar perceber o que era suposto estar representado, da mesma forma que paramos para olhar com mais atenção qualquer coisa (numa montra, numa paragem de autocarro, numa T-shirt que alguém tem vestida, num guarda-chuva, num autocolante, …) que se destaca do que está à sua volta e não percebemos o que é à primeira vista?
E quantos dos 107 esqueceram o quadro logo a seguir, sem que essa “experiência” (de ver o quadro) tenha despertado qualquer tipo de reflexão?
Recordo-me de uma cena num filme na qual dois casais estão a admirar um quadro num museu e um dos homens discorre longamente sobre o que o quadro lhe desperta, descrevendo o que vê enquanto os outros três se mantêem em silêncio.
Afastam-se os 4, muda o ângulo da câmara e podemos ver o quadro: uma enorme tela completamente branca.
Questiono-me ocasionalmente sobre se é mesmo arte aquilo que a esmagadora maioria das pessoas só vê como arte se alguém lhe disser que é.
Há quem chame filisteus a quem não sabe “apreciar” arte. Fui ver no dicionário o significado dessa palavra e fico na dúvida se os filisteus não serão precisamente os entrevistados para a experiência Tuymans.
«Há quem chame filisteus a quem não sabe “apreciar” arte. Fui ver no dicionário o significado dessa palavra e fico na dúvida se os filisteus não serão precisamente os entrevistados para a experiência Tuymans.»
BE, 11.5%; PCP,10.8%. A esquerda em grande. Caso único na europa (UE). Sondagem, marktest. diário digital.
GostarGostar
A maioria das pessoas passa pelo quadro e o cerebro nem é activado para olhar pois parte do principio que o que está ali é mais um mural ou um quadro publicitário a qualquer coisa. Nao consegue sequer ver.
Se o quadro nao está no lugar certo e está num lugar onde é costume estar algo
que as pessoas nao querem ver, a pessoa nem olha.
GostarGostar
Ou então não há realmente nada para ver a menos que o quadro seja colocado num espaço que “diz” que aquilo vale a pena ser visto e tem um significado por detrás.
Quantos daqueles 107 “viewers” não terão parado apenas para tentar perceber o que era suposto estar representado, da mesma forma que paramos para olhar com mais atenção qualquer coisa (numa montra, numa paragem de autocarro, numa T-shirt que alguém tem vestida, num guarda-chuva, num autocolante, …) que se destaca do que está à sua volta e não percebemos o que é à primeira vista?
E quantos dos 107 esqueceram o quadro logo a seguir, sem que essa “experiência” (de ver o quadro) tenha despertado qualquer tipo de reflexão?
Recordo-me de uma cena num filme na qual dois casais estão a admirar um quadro num museu e um dos homens discorre longamente sobre o que o quadro lhe desperta, descrevendo o que vê enquanto os outros três se mantêem em silêncio.
Afastam-se os 4, muda o ângulo da câmara e podemos ver o quadro: uma enorme tela completamente branca.
Questiono-me ocasionalmente sobre se é mesmo arte aquilo que a esmagadora maioria das pessoas só vê como arte se alguém lhe disser que é.
Há quem chame filisteus a quem não sabe “apreciar” arte. Fui ver no dicionário o significado dessa palavra e fico na dúvida se os filisteus não serão precisamente os entrevistados para a experiência Tuymans.
GostarGostar
Nota: o smiley visível no comentário acima é suposto ser um parentesis a fechar.
GostarGostar
Joaquim Amado Lopes,
«Há quem chame filisteus a quem não sabe “apreciar” arte. Fui ver no dicionário o significado dessa palavra e fico na dúvida se os filisteus não serão precisamente os entrevistados para a experiência Tuymans.»
Grande frase.
GostarGostar
Nem parece minha, pois não? Vou tentar não repetir. ;-]
GostarGostar