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Jovens na política III

27 Abril, 2008

Algumas marcas deixadas pelos jovens na política portuguesa:

– as escolas do crime
– a geração rasca
– Associações de Estudantes controladas por partidos políticos
– Associações de Estudantes subsidiadas pelo Estado
– os sindicatos de voto dentro dos partidos
– a entrada do Bloco de Esquerda para o Parlamento (conseguida através da equivalência entre o charro e a liberdade)
– a luta contra as propinas e Bolonha e o consequente atraso do ensino superior português.
– medidas para proteger os jovens da realidade como os subsídios à habitação
– os Verde Eufémios
– os políticos que são políticos profissionais desde pequeninos
– as chamadas “políticas de juventude” que mais não são do que um instrumento de cacicagem

15 comentários leave one →
  1. CAA's avatar
    27 Abril, 2008 17:10

    O que vale é que esse estado formal de juventude tem carácter transitório…

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  2. JLS's avatar
    27 Abril, 2008 17:12

    Deve-se ter enganado muito João Miranda… Deve estar a querer dizer “jovens *DA* política” e não “jovens na política”… Porque se é mesmo esta última que quer dizer, nem merece comentários.

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  3. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    27 Abril, 2008 17:29

    “O que vale é que esse estado formal de juventude tem carácter transitório…”

    Olhe que não, olhe que não!… Há muita gente que fica doentiamente apegado ao futebol (e a outros vicios deletérios) durante toda a vida.

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  4. Piscoiso's avatar
    27 Abril, 2008 17:31

    Os jovens da política são uma minoria.
    Tal como os adultos.

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  5. JLS's avatar
    27 Abril, 2008 18:01

    Sim, é verdade Piscoiso. Mas leia bem a listagem de características que o João Miranda aqui faz… e certamente chegará à conclusão de que ele se está a referir a esses jovens “da” política.
    Porque se está a falar de jovens na política… é o mesmo que vir para aqui a escrever que um adulto, só porque é adulto, é igual ao Alberto João Jardim ou ao Ferreira Torres.
    Mas é evidente que isso não é verdade. A maior parte dos adultos percebe isso e ao contrário do que o João Miranda (e também daquilo do que Cavaco parece pensar), os jovens também o percebem. O alegado desinteresse dos jovens na política advém muito daí. Preconceitos como este: «Os jovens são um alvo fácil da cacicagem, por terem tempo livre, por serem tabulas rasas, por terem dificuldade em detectarem maquiavelismo político por detrás das “Grandes Causas”» apenas demonstra a mesma falta de visão e total desconhecimento da realidade. Os jovens não caiem nos logros. Não mais do que os adultos. E como os adultos, também se distanciam da política porque esta é o que é. Não é um problema dos jovens. É um problema transversal à sociedade. É um problema da política e não dos jovens ou dos adultos. Claro que o Cavaco vive há décadas numa bolha e é aconselhado por gente que também aí vive… Há até políticos que já perceberam essa mesma deficiência e tentam reaparições bronzeadas e de dentes branqueados. Mas as pessoas, quer adultas, quer jovens, não são idiotas. Cada vez menos o são… E cada vez mais vão lá para fora, para fugir a estas idiotices.

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  6. josé manuel faria's avatar
    27 Abril, 2008 18:22

    ” os políticos que são políticos profissionais desde pequeninos”,

    Nuno Melo e João Almeida do CDS. O último tem uma boa característica, é do Belenenses.

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  7. Desconhecida's avatar
    a.verneuil permalink
    27 Abril, 2008 18:46

    O jovens dividem-se em três grupos:
    – os filhos e afilhados daquele grupo de empresas que todos conhecemos, fortes em monopolismo, cartelismo, offshores, risco mínimo, lucro máximo. É só arranjar um canudo e ir na onda.
    – os que têm mérito e golpe de vista, cheiram a corrupção, topam a choldra, regeitam os dados viciados do jogo em que estariam condenados a perder, enchem-se de coragem e partem.
    – a esmagadora maioria, os manhosos, os chicos fininhos e outros nem tanto na cola do charro e do snif, da bagunça vão tirando proveito, há sempre uma arma à mão, um carro para o jack, outro para ajuda a arrumar, uma velhota desprevenida.
    O problema dos primeiros é que no tempo dos padrinhos era mais fácil dispor dos incautos, o ar respirava-se melhor e andava-se mais à vontade na rua. Também não se pode ter tudo, não é?
    No Rio de Janeiro é mais complicado e não deixa de ser um sítio lindo para se viver. Naqueles momentos em que a cobardia assalta bebe-se um copo, liga-se para a tv1 ou sintoniza-se a antena 1 e fica-se logo mais descansado, pronto para a brincadeira.

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Abril, 2008 19:48

    A Universidade Católica também faz parte das ditas escolas, ou quem assim diz é só má-língua ?

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  9. Nuno Góis's avatar
    27 Abril, 2008 20:16

    Desculpe, mas trata-se de um post um pouco disparatado e que em muito desrespeita os jovens ao pegar pequenos e maus exemplos pelo todo.
    Olhe se eu com os meu trinta anos fizesse um exercício parecido com a geração dos meus pais, a geração dos grandes revolucionários e o que eles fizeram com os seus filhos e com o país?

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  10. Vitor Oliveira's avatar
    veto11 permalink
    27 Abril, 2008 21:22

    Jardim…

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  11. Miguel Madeira's avatar
    27 Abril, 2008 21:49

    O JM esqueceu-se das maiorias absolutas de Cavaco Silva.

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  12. travinca's avatar
    travinca permalink
    27 Abril, 2008 22:42

    A esquerda é que fuma charros. A direita snifa coca, aquilo que o Miranda gosta

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  13. Desconhecida's avatar
    Miguel permalink
    28 Abril, 2008 16:48

    Enquanto jovem e estudante, devo dizer que concordo em geral com este post, até porque presenciei e continuo a presenciar algumas das coisas aqui enunciadas. No entanto, ainda noutro dia lia um estudo (já não faço ideia onde) que dizia que actualmente, em geral, os jovens eram mais empenhados e com mais objectivos profissionais do que numa geração anterior, imediatamente após o 25 de Abril em que os ideias de liberdade levavam por diversos devaneios nos estudantes. Ora, eu não sei até que ponto é que este estudo reflecte a realidade, e nem sequer estava cá no 25 de Abril para poder comparar a geração anterior com a minha, mas face ao comentário irónico do CAA, pergunto-me até que ponto é que de facto a situação é, digamos, mais grave do que era na geração anterior (porque grave tenho que concordar que é, independentemente de estar melhor ou pior). Eu não defendo nem que é mais grave ou menos grave, porque não tenho elementos que me possam fazer perceber isso, gostava era de saber a opinião do João Miranda e/ou o CAA face a isto.

    Cumprimentos

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  14. Rose Marques's avatar
    26 Março, 2009 08:29

    Tive conhecimento da existência de João Miranda através dos meios de comunicação social.
    Felicito JOÃO MIRANDA, por ter consciência da sua posição neste vasto Universo, e através da sua eloquência, é capaz de transmitir verdades que muitos teimam em esconder.
    A capacidade de mudança reside na nossa força de vontade, e na forma de como aplicamos as boas ideias.
    Contudo é deveras preocupante o rumo de Portugal, não só devido ás dividas externas, mas também devido ás graves despesas na construção de grandiosas infrastruturas e alargamento das centrais petroquímicas.
    Sou nova e apenas estou a concluir o 11º ano, mas é necessário que denotemos o espirito critico bem como o exercicio racional da razão.
    Força João, e não deixes jamais que o silêncio dos outros te repreenda as tuas palavras.

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