Jovens na política III
27 Abril, 2008
Algumas marcas deixadas pelos jovens na política portuguesa:
– as escolas do crime
– a geração rasca
– Associações de Estudantes controladas por partidos políticos
– Associações de Estudantes subsidiadas pelo Estado
– os sindicatos de voto dentro dos partidos
– a entrada do Bloco de Esquerda para o Parlamento (conseguida através da equivalência entre o charro e a liberdade)
– a luta contra as propinas e Bolonha e o consequente atraso do ensino superior português.
– medidas para proteger os jovens da realidade como os subsídios à habitação
– os Verde Eufémios
– os políticos que são políticos profissionais desde pequeninos
– as chamadas “políticas de juventude” que mais não são do que um instrumento de cacicagem

O que vale é que esse estado formal de juventude tem carácter transitório…
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Deve-se ter enganado muito João Miranda… Deve estar a querer dizer “jovens *DA* política” e não “jovens na política”… Porque se é mesmo esta última que quer dizer, nem merece comentários.
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“O que vale é que esse estado formal de juventude tem carácter transitório…”
Olhe que não, olhe que não!… Há muita gente que fica doentiamente apegado ao futebol (e a outros vicios deletérios) durante toda a vida.
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Os jovens da política são uma minoria.
Tal como os adultos.
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Sim, é verdade Piscoiso. Mas leia bem a listagem de características que o João Miranda aqui faz… e certamente chegará à conclusão de que ele se está a referir a esses jovens “da” política.
Porque se está a falar de jovens na política… é o mesmo que vir para aqui a escrever que um adulto, só porque é adulto, é igual ao Alberto João Jardim ou ao Ferreira Torres.
Mas é evidente que isso não é verdade. A maior parte dos adultos percebe isso e ao contrário do que o João Miranda (e também daquilo do que Cavaco parece pensar), os jovens também o percebem. O alegado desinteresse dos jovens na política advém muito daí. Preconceitos como este: «Os jovens são um alvo fácil da cacicagem, por terem tempo livre, por serem tabulas rasas, por terem dificuldade em detectarem maquiavelismo político por detrás das “Grandes Causas”» apenas demonstra a mesma falta de visão e total desconhecimento da realidade. Os jovens não caiem nos logros. Não mais do que os adultos. E como os adultos, também se distanciam da política porque esta é o que é. Não é um problema dos jovens. É um problema transversal à sociedade. É um problema da política e não dos jovens ou dos adultos. Claro que o Cavaco vive há décadas numa bolha e é aconselhado por gente que também aí vive… Há até políticos que já perceberam essa mesma deficiência e tentam reaparições bronzeadas e de dentes branqueados. Mas as pessoas, quer adultas, quer jovens, não são idiotas. Cada vez menos o são… E cada vez mais vão lá para fora, para fugir a estas idiotices.
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” os políticos que são políticos profissionais desde pequeninos”,
Nuno Melo e João Almeida do CDS. O último tem uma boa característica, é do Belenenses.
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O jovens dividem-se em três grupos:
– os filhos e afilhados daquele grupo de empresas que todos conhecemos, fortes em monopolismo, cartelismo, offshores, risco mínimo, lucro máximo. É só arranjar um canudo e ir na onda.
– os que têm mérito e golpe de vista, cheiram a corrupção, topam a choldra, regeitam os dados viciados do jogo em que estariam condenados a perder, enchem-se de coragem e partem.
– a esmagadora maioria, os manhosos, os chicos fininhos e outros nem tanto na cola do charro e do snif, da bagunça vão tirando proveito, há sempre uma arma à mão, um carro para o jack, outro para ajuda a arrumar, uma velhota desprevenida.
O problema dos primeiros é que no tempo dos padrinhos era mais fácil dispor dos incautos, o ar respirava-se melhor e andava-se mais à vontade na rua. Também não se pode ter tudo, não é?
No Rio de Janeiro é mais complicado e não deixa de ser um sítio lindo para se viver. Naqueles momentos em que a cobardia assalta bebe-se um copo, liga-se para a tv1 ou sintoniza-se a antena 1 e fica-se logo mais descansado, pronto para a brincadeira.
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A Universidade Católica também faz parte das ditas escolas, ou quem assim diz é só má-língua ?
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Desculpe, mas trata-se de um post um pouco disparatado e que em muito desrespeita os jovens ao pegar pequenos e maus exemplos pelo todo.
Olhe se eu com os meu trinta anos fizesse um exercício parecido com a geração dos meus pais, a geração dos grandes revolucionários e o que eles fizeram com os seus filhos e com o país?
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O JM esqueceu-se das maiorias absolutas de Cavaco Silva.
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A esquerda é que fuma charros. A direita snifa coca, aquilo que o Miranda gosta
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Enquanto jovem e estudante, devo dizer que concordo em geral com este post, até porque presenciei e continuo a presenciar algumas das coisas aqui enunciadas. No entanto, ainda noutro dia lia um estudo (já não faço ideia onde) que dizia que actualmente, em geral, os jovens eram mais empenhados e com mais objectivos profissionais do que numa geração anterior, imediatamente após o 25 de Abril em que os ideias de liberdade levavam por diversos devaneios nos estudantes. Ora, eu não sei até que ponto é que este estudo reflecte a realidade, e nem sequer estava cá no 25 de Abril para poder comparar a geração anterior com a minha, mas face ao comentário irónico do CAA, pergunto-me até que ponto é que de facto a situação é, digamos, mais grave do que era na geração anterior (porque grave tenho que concordar que é, independentemente de estar melhor ou pior). Eu não defendo nem que é mais grave ou menos grave, porque não tenho elementos que me possam fazer perceber isso, gostava era de saber a opinião do João Miranda e/ou o CAA face a isto.
Cumprimentos
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Tive conhecimento da existência de João Miranda através dos meios de comunicação social.
Felicito JOÃO MIRANDA, por ter consciência da sua posição neste vasto Universo, e através da sua eloquência, é capaz de transmitir verdades que muitos teimam em esconder.
A capacidade de mudança reside na nossa força de vontade, e na forma de como aplicamos as boas ideias.
Contudo é deveras preocupante o rumo de Portugal, não só devido ás dividas externas, mas também devido ás graves despesas na construção de grandiosas infrastruturas e alargamento das centrais petroquímicas.
Sou nova e apenas estou a concluir o 11º ano, mas é necessário que denotemos o espirito critico bem como o exercicio racional da razão.
Força João, e não deixes jamais que o silêncio dos outros te repreenda as tuas palavras.
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