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Cavaco e Alberto João.

28 Abril, 2008

Nos últimos dias, após o discurso de Cavaco Silva na Assembleia da República, na sessão comemorativa do 25 de Abril, as críticas à intervenção do PR têm-se sucedido, sobretudo, relacionando o seu discurso (o da falta de interesse dos jovens pela política) com a ausência de referências, pelo mesmo Cavaco Silva e nessa mesma intervenção parlamentar, às tropelias de Alberto João…. Em particular, àquelas com que Alberto João marcou a visita do mesmo Cavaco Silva à Madeira.

Ora, não percebo o que é que uma coisa tem a ver com a outra! Não só é, no mínimo, “incómodo”, o PR  criticar ou apoiar quem ocupa um cargo institucional, com legitimidade democrática directa (eleitoral), como, pessoalmente, até acho que personagens como Alberto João – dado o folclore e caracter excessivo das suas intervenções públicas – até dão um certo colorido, digamos que…”fraccionante”, à vida política nacional!

Concordando, ou não, dificilmente alguém fica indiferente a Alberto João. O que, em princípio, significará que, pelo menos, mais alguma atenção (os jovens e não só) deverão prestar ao fenómeno (aos epifenómenos) políticos indígenas….. 

PS- (Actualizado) Em resumo, Jardim é um bom instrumento de marketing na perspectiva do discurso de Cavaco Silva, ou seja, considerando a necessidade de se suscitar o interesse (dos jovens ou menos jovens) pela política! A ninguém é indiferente…(“politicamente incorrecto”, provocando “vergonha”, admiração pela “obra que fez na Madeira”, pelos gastos suportados pelo Continente, etc., etc.)

17 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Abril, 2008 12:11

    Eu nao fico indiferente a ALberto Joao Jardim. Fico com vergonha do meu país.

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  2. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    28 Abril, 2008 12:12

    Caro PMF,

    Isso de ser «incomodo» o PR criticar ou apoiar quem tem legitimidade democrática é algo de absolutamente novo. Estar-se-ia mesmo perante uma mudança radical do sistema constitucional….

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Abril, 2008 12:27

    Epifenómeno político é a entrevista do público a Cunha Vaz
    Ver os videos e ele a falar é qualquer coisa de aberrante.

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  4. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    28 Abril, 2008 12:29

    Então, se é assim, os vulgares eleitores também não podem criticar nem apoiar os que foram eleitos para cargos institucionais.
    É mesmo?

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  5. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    28 Abril, 2008 12:34

    O PMF acha que o único “contributo”, digamos assim, do AJJ para a politica nacional é o seu “colorido” “fraccionante”, o que diz bem do paternalismo e complacência com que o AJJ é visto no País. O homem é “politicamente incorrecto” e pronto. Os que o criticam são simplesmente uns chatos. O resto do post, não percebo. De facto, se o presidente não pode criticar quem é eleito para um cargo institucional, pode criticar quem? O seu padeiro? O seu secretário particular?

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Abril, 2008 12:40

    O PR está assim proibido de fazer qualquer critica ao governo. Bom, entao está bem.
    Elimine-se o cargo de PR.

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  7. rouxinoldebernardim's avatar
    28 Abril, 2008 13:25

    jardim é mesmo assim!

    Cavaco tem o dever de reserva!

    A resposta, sublime, está no meu blogue no post «em louvor do meu café!»

    É de caixao à cova!!!

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  8. Piscoiso's avatar
    28 Abril, 2008 13:28

    O sr. Silva parece ainda não ter percebido que um eventual desinteresse dos jovens pela política, é por verem políticos como o Alberto João.

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  9. PMF's avatar
    28 Abril, 2008 14:02

    – “Então, se é assim, os vulgares eleitores também não podem criticar nem apoiar os que foram eleitos para cargos institucionais”. (Pi-Erre)… Uma coisa é o PR, enquanto PR, outra somos nós, “vulgares eleitores”! Além de que uma coisa é “incómodo”, outro é dever ou obrigação.

    – “O PR está assim proibido de fazer qualquer critica ao governo. Bom, entao está bem” – (Anónimo)….Mas se ele (PR) não critica (ou, não tem criticado) o Governo nacional, de José Sócrates, ía agora criticar um governo regional?!….

    – ” (…) se o presidente não pode criticar quem é eleito para um cargo institucional, pode criticar quem? O seu padeiro? O seu secretário particular”? (Caramelo)….uma coisa é poder, outra é fazê-lo, ou entender (ou não entender) que o deve fazer! Uma coisa é “incómodo”, outro é dever ou obrigação….há alguma obrigação constitucional, enquanto PR, de o fazer? Já o fez? Já criticou o Governo nacional?
    Apenas tem vetado alguns actos legislativos, mas sem insistência absoluta (vg. Lei da responsabilidade Civil do Estado)….

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Abril, 2008 14:14

    “Mas se ele (PR) não critica (ou, não tem criticado) o Governo nacional, de José Sócrates, ía agora criticar um governo regional?!….”

    Para mim, se nao critica é porque concorda ou entao porque considera que nao é assunto da sua competencia. E ao governo regional, ele fez mais. Elogiou. Se pode elogiar, também pode criticar o que está errado e que o afectou diretamente.

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  11. Desconhecida's avatar
    28 Abril, 2008 14:45

    “Para mim, se nao critica é porque concorda”

    Salazar morreu há 40 anos, mas deixou muitos “filhotes”. Pois se não, “se não és por mim, és contra mim!”.

    ———————————–

    Se as pessoas têm vergonha do seu país por causa de AJJ, têm todo o direito. Os que elegeram AJJ para os sucessivos cargos fizeram-no de livre vontade.

    Se alguns portugueses sentem que “sustentam” a Madeira, devem procurar através de, por exemplo um a “petition online”, conseguir a separação da Madeira.

    Mas um facto é indesmentível: o PIB per capita em 2007 versus o PIB per capita de 1974 da Madeira, representa a maior conquista de Abril. O Alentejo ou Trás-Os-Montes, ou sequer Lisboa, não cresceram tanto.

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Abril, 2008 14:54

    Entao se a Madeira contasse com o rendimento dos ricaços da Madeira é que era um pib do caneco. Muitos pobres mas um pib maravilhoso.

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  13. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    28 Abril, 2008 15:28

    “uma coisa é poder, outra é fazê-lo, ou entender (ou não entender) que o deve fazer!”
    É óbvio, caro PMF, não é preciso dizê-lo. O que eu digo é que estamos mesmo muito mal quando o PR se sente incomodado a criticar quando o destinatário é alguém eleito. Mas é você que presume que ele se deve sentir incomodado; espero que ele tenha outro sentido das suas funções. Ao contrário do que o PMF diz, não é “no mínimo incómodo” o PR criticar quem é eleito. É que isso faz precisamente parte das suas funções… sendo ele o garante do normal funcionamento das instituições democráticas, é sua obrigação fazê-lo, quando acha que deve. O seu papel não é meramente protocolar.

    Quanto ao suposto papel “pedagógico” do comportamento “politicamente incorrecto”, eu acho que o risco é a malta começar a ver aquilo como normal em democracia. Digam os nossos pedagofos da sua justiça, mas não me parece que a banalização da asneira seja coisa boa para a educação da malta, seja em que campo for. Digo eu.

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  14. Desconhecida's avatar
    28 Abril, 2008 17:00

    Se interiorizarmos que o Jardim é de esquerda todos esses preconceitos desaparecerão.
    É tudo uma questão filosófica.

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  15. jofer's avatar
    jofer permalink
    28 Abril, 2008 18:22

    Cavaco tem o dever de reserva!

    Vamos ver até onde chega o dever de reserva de Cavaco…

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  16. jofer's avatar
    jofer permalink
    28 Abril, 2008 18:24

    Os que elegeram AJJ para os sucessivos cargos fizeram-no de livre vontade.

    Será? E o medo? E pressão psicológica? Uma coisa é certa; não votaram com uma pistola apontada à cabeça.

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  17. Aquilino's avatar
    Aquilino permalink
    28 Abril, 2008 22:41

    O que tem graça é que alguns “cubanos” gostam deste folclore. Coitados, são masoquistas. E depois vão chorar porque lhes tiraram o hospital.Olha se o fazem na Madeira?!
    Por isso acham que o Sr. Silva fez bem em não afrontar o Jardineiro. Mas acharam bem o que ele disse aos açoreanos.
    Bem feito!

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