Cavaco e Alberto João.
Nos últimos dias, após o discurso de Cavaco Silva na Assembleia da República, na sessão comemorativa do 25 de Abril, as críticas à intervenção do PR têm-se sucedido, sobretudo, relacionando o seu discurso (o da falta de interesse dos jovens pela política) com a ausência de referências, pelo mesmo Cavaco Silva e nessa mesma intervenção parlamentar, às tropelias de Alberto João…. Em particular, àquelas com que Alberto João marcou a visita do mesmo Cavaco Silva à Madeira.
Ora, não percebo o que é que uma coisa tem a ver com a outra! Não só é, no mínimo, “incómodo”, o PR criticar ou apoiar quem ocupa um cargo institucional, com legitimidade democrática directa (eleitoral), como, pessoalmente, até acho que personagens como Alberto João – dado o folclore e caracter excessivo das suas intervenções públicas – até dão um certo colorido, digamos que…”fraccionante”, à vida política nacional!
Concordando, ou não, dificilmente alguém fica indiferente a Alberto João. O que, em princípio, significará que, pelo menos, mais alguma atenção (os jovens e não só) deverão prestar ao fenómeno (aos epifenómenos) políticos indígenas…..
PS- (Actualizado) Em resumo, Jardim é um bom instrumento de marketing na perspectiva do discurso de Cavaco Silva, ou seja, considerando a necessidade de se suscitar o interesse (dos jovens ou menos jovens) pela política! A ninguém é indiferente…(“politicamente incorrecto”, provocando “vergonha”, admiração pela “obra que fez na Madeira”, pelos gastos suportados pelo Continente, etc., etc.)

Eu nao fico indiferente a ALberto Joao Jardim. Fico com vergonha do meu país.
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Caro PMF,
Isso de ser «incomodo» o PR criticar ou apoiar quem tem legitimidade democrática é algo de absolutamente novo. Estar-se-ia mesmo perante uma mudança radical do sistema constitucional….
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Epifenómeno político é a entrevista do público a Cunha Vaz
Ver os videos e ele a falar é qualquer coisa de aberrante.
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Então, se é assim, os vulgares eleitores também não podem criticar nem apoiar os que foram eleitos para cargos institucionais.
É mesmo?
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O PMF acha que o único “contributo”, digamos assim, do AJJ para a politica nacional é o seu “colorido” “fraccionante”, o que diz bem do paternalismo e complacência com que o AJJ é visto no País. O homem é “politicamente incorrecto” e pronto. Os que o criticam são simplesmente uns chatos. O resto do post, não percebo. De facto, se o presidente não pode criticar quem é eleito para um cargo institucional, pode criticar quem? O seu padeiro? O seu secretário particular?
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O PR está assim proibido de fazer qualquer critica ao governo. Bom, entao está bem.
Elimine-se o cargo de PR.
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jardim é mesmo assim!
Cavaco tem o dever de reserva!
A resposta, sublime, está no meu blogue no post «em louvor do meu café!»
É de caixao à cova!!!
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O sr. Silva parece ainda não ter percebido que um eventual desinteresse dos jovens pela política, é por verem políticos como o Alberto João.
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– “Então, se é assim, os vulgares eleitores também não podem criticar nem apoiar os que foram eleitos para cargos institucionais”. (Pi-Erre)… Uma coisa é o PR, enquanto PR, outra somos nós, “vulgares eleitores”! Além de que uma coisa é “incómodo”, outro é dever ou obrigação.
– “O PR está assim proibido de fazer qualquer critica ao governo. Bom, entao está bem” – (Anónimo)….Mas se ele (PR) não critica (ou, não tem criticado) o Governo nacional, de José Sócrates, ía agora criticar um governo regional?!….
– ” (…) se o presidente não pode criticar quem é eleito para um cargo institucional, pode criticar quem? O seu padeiro? O seu secretário particular”? (Caramelo)….uma coisa é poder, outra é fazê-lo, ou entender (ou não entender) que o deve fazer! Uma coisa é “incómodo”, outro é dever ou obrigação….há alguma obrigação constitucional, enquanto PR, de o fazer? Já o fez? Já criticou o Governo nacional?
Apenas tem vetado alguns actos legislativos, mas sem insistência absoluta (vg. Lei da responsabilidade Civil do Estado)….
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“Mas se ele (PR) não critica (ou, não tem criticado) o Governo nacional, de José Sócrates, ía agora criticar um governo regional?!….”
Para mim, se nao critica é porque concorda ou entao porque considera que nao é assunto da sua competencia. E ao governo regional, ele fez mais. Elogiou. Se pode elogiar, também pode criticar o que está errado e que o afectou diretamente.
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“Para mim, se nao critica é porque concorda”
Salazar morreu há 40 anos, mas deixou muitos “filhotes”. Pois se não, “se não és por mim, és contra mim!”.
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Se as pessoas têm vergonha do seu país por causa de AJJ, têm todo o direito. Os que elegeram AJJ para os sucessivos cargos fizeram-no de livre vontade.
Se alguns portugueses sentem que “sustentam” a Madeira, devem procurar através de, por exemplo um a “petition online”, conseguir a separação da Madeira.
Mas um facto é indesmentível: o PIB per capita em 2007 versus o PIB per capita de 1974 da Madeira, representa a maior conquista de Abril. O Alentejo ou Trás-Os-Montes, ou sequer Lisboa, não cresceram tanto.
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Entao se a Madeira contasse com o rendimento dos ricaços da Madeira é que era um pib do caneco. Muitos pobres mas um pib maravilhoso.
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“uma coisa é poder, outra é fazê-lo, ou entender (ou não entender) que o deve fazer!”
É óbvio, caro PMF, não é preciso dizê-lo. O que eu digo é que estamos mesmo muito mal quando o PR se sente incomodado a criticar quando o destinatário é alguém eleito. Mas é você que presume que ele se deve sentir incomodado; espero que ele tenha outro sentido das suas funções. Ao contrário do que o PMF diz, não é “no mínimo incómodo” o PR criticar quem é eleito. É que isso faz precisamente parte das suas funções… sendo ele o garante do normal funcionamento das instituições democráticas, é sua obrigação fazê-lo, quando acha que deve. O seu papel não é meramente protocolar.
Quanto ao suposto papel “pedagógico” do comportamento “politicamente incorrecto”, eu acho que o risco é a malta começar a ver aquilo como normal em democracia. Digam os nossos pedagofos da sua justiça, mas não me parece que a banalização da asneira seja coisa boa para a educação da malta, seja em que campo for. Digo eu.
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Se interiorizarmos que o Jardim é de esquerda todos esses preconceitos desaparecerão.
É tudo uma questão filosófica.
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Cavaco tem o dever de reserva!
Vamos ver até onde chega o dever de reserva de Cavaco…
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Os que elegeram AJJ para os sucessivos cargos fizeram-no de livre vontade.
Será? E o medo? E pressão psicológica? Uma coisa é certa; não votaram com uma pistola apontada à cabeça.
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O que tem graça é que alguns “cubanos” gostam deste folclore. Coitados, são masoquistas. E depois vão chorar porque lhes tiraram o hospital.Olha se o fazem na Madeira?!
Por isso acham que o Sr. Silva fez bem em não afrontar o Jardineiro. Mas acharam bem o que ele disse aos açoreanos.
Bem feito!
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