Não faz nem sai de cima
30 Abril, 2008
Ana Jorge preocupada com acompanhamento de idosos após operação em Cuba
A ministra da Saúde, Ana Jorge, manifestou hoje preocupação com a forma como estão a ser acompanhados os idosos que são operados aos olhos em Cuba e desafiou as autarquias que os levam a propor semelhante intervenção no sector social português.
Ana Matos Pires: Quatro
18 comentários
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João Miranda, percebi mal, ou está a criticar o Estado por não fazer? Anda hoje com heresias, ou quê? É que a Ministra saiu mesmo de cima. Não faz mesmo nada. O ídosos vão para outro pais. Não percebeu isso? E não é isso que os liberais pretendem? Há consultórios privados com todos os equipamentos necessários por aí no mercado, caramba!
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««João Miranda, percebi mal,»»
Como é habitualmente, percebeu mal.
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A oftalmologia em Portugal é uma vergonha. A ordem dos médicos é uma vergonha. Para operar a uma catarata levam uma fortuna. Ganham dinheiro à custa da cegueira e da fila de espera dos doentes.
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E ainda existe uma fundaçao privada para investigar.. investigar, quando deixam pessoas cegas por cataratas.
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“ou cuba ou eu”
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Entretanto, há mais de uma dúzia de Misericórdias aptas para este tipo de intervenção cirúrgica.
Mas nem o Ministério nem as Autarquias “vêem” isso.
Têm mesmo que ir a Cuba…
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Há mais de uma dúzia de Misericórdias que se calhar levam mais caro que mandar os doentes passear até Havana. Mais vale ir passear que até é divertido.
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Bolas. Podiam ficar em Varadero a expensas do Governo/PS .Há camionetas para Cuba ? Como é que os velhotes vinham votar ? votavam lá ? Passavam em Lisboa para a campanha do Costa ?
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Belas autarquias. Isso é que é amor ao passeio…
pelo preço da viagem (só) quantos não serão aqueles que conseguirão realizar a mesma intervenção, a título particular?
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João Miranda, já tinha dito que percebi mal. Está a fazer o eco?;) Agradecia é que explicasse.
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Pelos vistos o SS vai rebentar é por causa dos pagamentos ao pessoal médico e de enfermagem.Nada de produtividade exageradas para não prejudicar o privado e toca de ir a muitas conferências, etc.
Agora isso junto ás vagas no quadros espalhadas pelo país para “generais médicos” em qualquer esquina dum qualquer “serviço” e vejam quem é que tem que pagar esta maravilha toda
PS
Até os ilegais têm direito á saúde…
Importamos doenças raras para tratamento que somos bons corações e depois BUM! a coisa rebenta…
Os médicos são a única classe que nunca ninguém “apalpou”…
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A acreditar naquilo que ouvi e li:
1 – 150.000 pessoas invisuais que uma operação pode curar.
2 – 800 médicos oftalmologistas, 600 que sabem operar às cataratas, mais de metade desses está no sector privado.
3 – 2 anos, no mínimo, lista de espera para uma consulta.
4 – 4 vezes menos é o custo de uma intervenção às cataratas por um médico espanhol que as faz num quarto de hora.
5 – O António Champalimaud não devia gostar muito dos portugueses porque doou muitos milhões para curar a cegueira … na Ìndia.
…
enésima razão – É uma vergonha que o Cavaco, para proteger o baronato da medicina quando foi primeiro, tenha impedido uma ou duas gerações de jovens portugueses de seguiram a sua vocação médica, deixando o caminho livre aos medicoretalhistas.
Assim, muita procura, poucos médicos, o mercado a funcionar em Cuba.
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Ó Ideiafixa, o problema é do Cavaco?
Mais ninguém foi 1º ministro “neste país”?
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Ideiafixa a Fundação Champallimaud está na India a desenvolver estágios de jovens portugueses na área de oftalmologia.
Quanto ás filas de espera nesta e nas outras especialidades nunca acabarão, enquanto houver esta promiscuidade entre médicos no público e no privado.
Quanto menos operações fizerem no público mais fazem na privada.
Oa médicos são os mesmos,percebem?
Ó sr. Dr. eu estou muito malzinho.Só o posso operar daqui a 3 meses,mas lá fora (eufemismo para privada) pode ser já para a semana!Tem 300 contos?
Acho muito bem que venham para cá médicos estrangeiros que queiram trabalhar e que se façam bons passeios a Cuba!
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A Aninhas está triste por eles serem ceguinhos. Podia acompanhá-los a Cuba e ficar lá no varadero acompanhada do pisco. Para sempre.
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Ideiafix:
“A acreditar naquilo que ouvi e li:”
1 – 150.000 pessoas invisuais que uma operação pode curar.
Nem há 150.000 em lista de espera quanto mais invisuais. Hoje opera-se cataratas em pessoas com 80% de visão pois os resultados da cirurgia são excelentes. Só uma infima minoria têm acuidadeves visuais muito baixas. E esses são os que durante anos deixaram arrastasr a situação porque não queriam ir ao médico. Regra geral uma catarata demora anos a evoluir.
2 – 800 médicos oftalmologistas, 600 que sabem operar às cataratas, mais de metade desses está no sector privado.
E a tendência é que cada vez mais os oftalmologistas saiam do público para o privado. Como diria o João Miranda é o mercado a funcionar.
“3 – 2 anos, no mínimo, lista de espera para uma consulta.”
Certo
“4 – 4 vezes menos é o custo de uma intervenção às cataratas por um médico espanhol que as faz num quarto de hora.”
Errado. Cirurgias num quarto de hora todos fazem. 4 x menos é que nem pensar.
“5 – O António Champalimaud não devia gostar muito dos portugueses porque doou muitos milhões para curar a cegueira … na Ìndia.”
Também apoia e bem a Oftalmologia portuguesa.
…
“Assim, muita procura, poucos médicos, o mercado a funcionar em Cuba.”. Não é bem o mercado, é mais a feira da ladra. Com que técnica se opera em Cuba? Que lentes se colocam por lá?. Em Portugal as lentes intraoculares implantadas durante a cirurgia têm (em mais de 95% dos casos) origem nos USA. São as lentes de melhor qualidade. Custam entre 150 e 500€. Essas lentes não existem em Cuba devido ao embargo. Clro que há lentes made in India por cinco euros. Serão dessas que implantam em Cuba?
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Pois é!!! mas no hospital do barreiro o oftalmologista espanhol que operou mais de 200 em uma semana cobrou em média menos de 600 euros ao hospital por cada cirugia mas o seu “custo” para as contas do proprio hospital foi de 900 euros.
Até para o hospital é negocio.
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Meu caro ordralfabeletix!
Obrigado pelos esclarecimentos vindos de quem, parece, percebe da matéria.
1 – 150.000 em lista de espera – admito que seja muita gente e que tenha havido erro de quem noticiou ou de eu que captou; no entanto, mesmo que seja 10% desse número(15.000 pessoas) continua a ser muita gente num país europeu.
2 – Concordo que seja natural que os oftalmologistas vão para o privado, onde podem ganhar mais, só não admito que vão para o público angariar clientes, como bem referiu no seu post o Luís Moreira.
3 – …
4 – Se não é quatro vezes menos, como o meu amigo refere, seria bom que nos dissesse qual a diferença; 3 vezes menos é uma hipótese a considerar?
5 – Se a Fundação Champalimaud apoia ou não a oftalmologia portuguesa é um assunto que só diz respeito à própria fundação; o que eu digo é que se apoia não se nota muito – gostava de saber em que moldes. Pelo contrário, já vi várias reportagens da Dr.a Leonor Beleza, que respeito, na Índia, a falar sobre “o país que tem mais cegos no mundo”; nunca a vi ou ouvi a falar sobre o problema da cegueira em Portugal que deve afectar, supunhamos, 15.000 cidadãos.
6 – Não sei que tipo de lentes é que se implantam em Cuba. O que sei é que os invisuais, entre não terem nenhuma lente implantada e estarem quase cegos, e terem uma lente cubana que os deixa ver devem preferir a lente cubana, não acha?
… enésima razão – No entanto, meu amigo, o problema resume-se ao que o comentador já referido disse: “quantas menos operações fizerem no público mais fazem nas privadas” e como a maioria da população não tem dinheiro para as privadas vai ter de cegar lentamente?
Ou então formem-se mais médicos oftalmologistas para assim o mercado funcionar dentro dos parâmetros do mercado incentivando a concorrência entre os serviços prestados pelos próprios médicos; qualidade, quantidade e preço.
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