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Não faz nem sai de cima

30 Abril, 2008

Ana Jorge preocupada com acompanhamento de idosos após operação em Cuba

A ministra da Saúde, Ana Jorge, manifestou hoje preocupação com a forma como estão a ser acompanhados os idosos que são operados aos olhos em Cuba e desafiou as autarquias que os levam a propor semelhante intervenção no sector social português.

Ana Matos Pires: Quatro

18 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    30 Abril, 2008 15:43

    João Miranda, percebi mal, ou está a criticar o Estado por não fazer? Anda hoje com heresias, ou quê? É que a Ministra saiu mesmo de cima. Não faz mesmo nada. O ídosos vão para outro pais. Não percebeu isso? E não é isso que os liberais pretendem? Há consultórios privados com todos os equipamentos necessários por aí no mercado, caramba!

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  2. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    30 Abril, 2008 15:45

    ««João Miranda, percebi mal,»»

    Como é habitualmente, percebeu mal.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 15:45

    A oftalmologia em Portugal é uma vergonha. A ordem dos médicos é uma vergonha. Para operar a uma catarata levam uma fortuna. Ganham dinheiro à custa da cegueira e da fila de espera dos doentes.

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 15:47

    E ainda existe uma fundaçao privada para investigar.. investigar, quando deixam pessoas cegas por cataratas.

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  5. Desconhecida's avatar
    balde-de-cal permalink
    30 Abril, 2008 15:59

    “ou cuba ou eu”

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  6. o sátiro's avatar
    30 Abril, 2008 16:08

    Entretanto, há mais de uma dúzia de Misericórdias aptas para este tipo de intervenção cirúrgica.
    Mas nem o Ministério nem as Autarquias “vêem” isso.
    Têm mesmo que ir a Cuba…

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 16:13

    Há mais de uma dúzia de Misericórdias que se calhar levam mais caro que mandar os doentes passear até Havana. Mais vale ir passear que até é divertido.

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  8. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    30 Abril, 2008 16:22

    Bolas. Podiam ficar em Varadero a expensas do Governo/PS .Há camionetas para Cuba ? Como é que os velhotes vinham votar ? votavam lá ? Passavam em Lisboa para a campanha do Costa ?

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  9. Desconhecida's avatar
    30 Abril, 2008 16:25

    Belas autarquias. Isso é que é amor ao passeio…
    pelo preço da viagem (só) quantos não serão aqueles que conseguirão realizar a mesma intervenção, a título particular?

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  10. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    30 Abril, 2008 17:00

    João Miranda, já tinha dito que percebi mal. Está a fazer o eco?;) Agradecia é que explicasse.

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 17:26

    Pelos vistos o SS vai rebentar é por causa dos pagamentos ao pessoal médico e de enfermagem.Nada de produtividade exageradas para não prejudicar o privado e toca de ir a muitas conferências, etc.
    Agora isso junto ás vagas no quadros espalhadas pelo país para “generais médicos” em qualquer esquina dum qualquer “serviço” e vejam quem é que tem que pagar esta maravilha toda
    PS
    Até os ilegais têm direito á saúde…
    Importamos doenças raras para tratamento que somos bons corações e depois BUM! a coisa rebenta…
    Os médicos são a única classe que nunca ninguém “apalpou”…

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  12. ideiafixa's avatar
    ideiafixa permalink
    30 Abril, 2008 17:46

    A acreditar naquilo que ouvi e li:
    1 – 150.000 pessoas invisuais que uma operação pode curar.
    2 – 800 médicos oftalmologistas, 600 que sabem operar às cataratas, mais de metade desses está no sector privado.
    3 – 2 anos, no mínimo, lista de espera para uma consulta.
    4 – 4 vezes menos é o custo de uma intervenção às cataratas por um médico espanhol que as faz num quarto de hora.
    5 – O António Champalimaud não devia gostar muito dos portugueses porque doou muitos milhões para curar a cegueira … na Ìndia.

    enésima razão – É uma vergonha que o Cavaco, para proteger o baronato da medicina quando foi primeiro, tenha impedido uma ou duas gerações de jovens portugueses de seguiram a sua vocação médica, deixando o caminho livre aos medicoretalhistas.
    Assim, muita procura, poucos médicos, o mercado a funcionar em Cuba.

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  13. Justiça de Fafe's avatar
    Justiça de Fafe permalink
    30 Abril, 2008 18:12

    Ó Ideiafixa, o problema é do Cavaco?
    Mais ninguém foi 1º ministro “neste país”?

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  14. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    30 Abril, 2008 19:01

    Ideiafixa a Fundação Champallimaud está na India a desenvolver estágios de jovens portugueses na área de oftalmologia.

    Quanto ás filas de espera nesta e nas outras especialidades nunca acabarão, enquanto houver esta promiscuidade entre médicos no público e no privado.

    Quanto menos operações fizerem no público mais fazem na privada.

    Oa médicos são os mesmos,percebem?

    Ó sr. Dr. eu estou muito malzinho.Só o posso operar daqui a 3 meses,mas lá fora (eufemismo para privada) pode ser já para a semana!Tem 300 contos?

    Acho muito bem que venham para cá médicos estrangeiros que queiram trabalhar e que se façam bons passeios a Cuba!

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  15. Desconhecida's avatar
    a.verneuil permalink
    30 Abril, 2008 22:22

    A Aninhas está triste por eles serem ceguinhos. Podia acompanhá-los a Cuba e ficar lá no varadero acompanhada do pisco. Para sempre.

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  16. ordralfabeletix's avatar
    ordralfabeletix permalink
    1 Maio, 2008 05:25

    Ideiafix:
    “A acreditar naquilo que ouvi e li:”
    1 – 150.000 pessoas invisuais que uma operação pode curar.
    Nem há 150.000 em lista de espera quanto mais invisuais. Hoje opera-se cataratas em pessoas com 80% de visão pois os resultados da cirurgia são excelentes. Só uma infima minoria têm acuidadeves visuais muito baixas. E esses são os que durante anos deixaram arrastasr a situação porque não queriam ir ao médico. Regra geral uma catarata demora anos a evoluir.
    2 – 800 médicos oftalmologistas, 600 que sabem operar às cataratas, mais de metade desses está no sector privado.
    E a tendência é que cada vez mais os oftalmologistas saiam do público para o privado. Como diria o João Miranda é o mercado a funcionar.
    “3 – 2 anos, no mínimo, lista de espera para uma consulta.”
    Certo
    “4 – 4 vezes menos é o custo de uma intervenção às cataratas por um médico espanhol que as faz num quarto de hora.”
    Errado. Cirurgias num quarto de hora todos fazem. 4 x menos é que nem pensar.
    “5 – O António Champalimaud não devia gostar muito dos portugueses porque doou muitos milhões para curar a cegueira … na Ìndia.”
    Também apoia e bem a Oftalmologia portuguesa.

    “Assim, muita procura, poucos médicos, o mercado a funcionar em Cuba.”. Não é bem o mercado, é mais a feira da ladra. Com que técnica se opera em Cuba? Que lentes se colocam por lá?. Em Portugal as lentes intraoculares implantadas durante a cirurgia têm (em mais de 95% dos casos) origem nos USA. São as lentes de melhor qualidade. Custam entre 150 e 500€. Essas lentes não existem em Cuba devido ao embargo. Clro que há lentes made in India por cinco euros. Serão dessas que implantam em Cuba?

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  17. all-fenos's avatar
    all-fenos permalink
    1 Maio, 2008 09:30

    Pois é!!! mas no hospital do barreiro o oftalmologista espanhol que operou mais de 200 em uma semana cobrou em média menos de 600 euros ao hospital por cada cirugia mas o seu “custo” para as contas do proprio hospital foi de 900 euros.
    Até para o hospital é negocio.

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  18. ideiafixa's avatar
    ideiafixa permalink
    1 Maio, 2008 14:34

    Meu caro ordralfabeletix!
    Obrigado pelos esclarecimentos vindos de quem, parece, percebe da matéria.

    1 – 150.000 em lista de espera – admito que seja muita gente e que tenha havido erro de quem noticiou ou de eu que captou; no entanto, mesmo que seja 10% desse número(15.000 pessoas) continua a ser muita gente num país europeu.
    2 – Concordo que seja natural que os oftalmologistas vão para o privado, onde podem ganhar mais, só não admito que vão para o público angariar clientes, como bem referiu no seu post o Luís Moreira.
    3 – …
    4 – Se não é quatro vezes menos, como o meu amigo refere, seria bom que nos dissesse qual a diferença; 3 vezes menos é uma hipótese a considerar?
    5 – Se a Fundação Champalimaud apoia ou não a oftalmologia portuguesa é um assunto que só diz respeito à própria fundação; o que eu digo é que se apoia não se nota muito – gostava de saber em que moldes. Pelo contrário, já vi várias reportagens da Dr.a Leonor Beleza, que respeito, na Índia, a falar sobre “o país que tem mais cegos no mundo”; nunca a vi ou ouvi a falar sobre o problema da cegueira em Portugal que deve afectar, supunhamos, 15.000 cidadãos.
    6 – Não sei que tipo de lentes é que se implantam em Cuba. O que sei é que os invisuais, entre não terem nenhuma lente implantada e estarem quase cegos, e terem uma lente cubana que os deixa ver devem preferir a lente cubana, não acha?
    … enésima razão – No entanto, meu amigo, o problema resume-se ao que o comentador já referido disse: “quantas menos operações fizerem no público mais fazem nas privadas” e como a maioria da população não tem dinheiro para as privadas vai ter de cegar lentamente?
    Ou então formem-se mais médicos oftalmologistas para assim o mercado funcionar dentro dos parâmetros do mercado incentivando a concorrência entre os serviços prestados pelos próprios médicos; qualidade, quantidade e preço.

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