Ainda bem *
Baltasar Pinto era director nacional adjunto da Judiciária. Após a nomeação de Almeida Rodrigues para chefiar a PJ, demitiu-se. Nada tem contra o novo director de quem diz ser amigo. Só que, alega, como é magistrado não admite ficar “na dependência hierárquica de um elemento policial”. E esclarece: “Se eu ficasse, seria mal visto pelos meus colegas do Ministério Público”. Parece que não é o único: outros magistrados que desempenham funções dirigentes na PJ também estarão de saída.
Esta atitude merece dois comentários:
(i) o princípio da igualdade ainda tem um longo caminho a percorrer num País que permanece infestado de um anacrónico espírito de casta;
(ii) ainda bem que aqueles que se julgam superiores estão a sair da PJ – numa instituição que se preze nunca devem mandar os que pensam ser demasiado ilustres para nela terem de obedecer.

Muito bom.
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Os magistrados,ou melhor,a ideia que têm de si próprios, roça o rídiculo.
Mas, como é que estes seres superiores,se humilham ao ponto de se constituirem em sindicato,para defenderem o aumento de salário,é para mim um verdadeiro mistério.
São magistrados a todo o tempo menos no fim do mês!
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Começo a fiacar preocupada com estes senhores…
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A “justiça” em portugal é ridicula , bate no fundo sucessivamente !
Os culpados são os sucessivos governos que por incompetencia ou porque lhes convem , nada têm feito para a por a funcionar .
Isto não retira a quota parte de responsabilidade dos juizes que encasulados na rua propria redoma , não se dignam sequer descer ao povoado e colocar-se na pele dos cidadãos , para poderem então entender porquê o “tempo” destes não é o seu e porquê a dignidade destes tambem não é menor do que a sua.
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Apoiado! Bem dito, é isso mesmo!
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Não concordo em absoluto com o que aqui é dito – troquem as profissões e coloquem alguém menos qualificado numa qualquer empresa ou serviço público e pensem em como os subalternos – mais qualificados – se irão sentir. Ah pois…
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http://www.youtube.com/watch?v=CXJdsR9Yfc
E para ver
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“troquem as profissões e coloquem alguém menos qualificado numa qualquer empresa ou serviço público e pensem em como os subalternos”
Mais qualificado do que um policia de investigaçao para dirigir policias de investigaçao? Nao existe. É mais qualificado que um magistrado para o cargo.
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Parece que é mesmo o único. É bom que se diga, porque sendo a verdade, deve ser dita, para que o exemplo triste de Baltazar Pinto, seja isolado e demarcado. Para ver se o indivíduo percebe realmente o que significa ser magistrado e ser polícia.
D
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De qualquer modo não estou a ver muito bem o que o princípio da igualdade ( igualdade?!! Então isso não é uma ideia de esquerda?!), tem a ver com o assunto.
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A igualdade é o fundo de todo o pensamento liberal. Para mim, quem escreveu as melhores páginas acerca desse princípio foi Tocqueville.
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Ora… o sr. Magistrado podia lá ficar na dependência de um sr. Polícia, ainda por cima numa instituição de polícias?
Pura snobeira … Que revela, também, alguma ignorância e falta de abertura ao mundo que muda… Só más revelações nestas posições “castas”!
Este mundo já não é o que era… Pois não. E destas “aberturas” eu gosto.
Se estão incomodados, os srs Magistrados têm bom remédio: desincomodam-se! E a melhor maneira de o fazerem é realizarem muito bem o seu trabalho, imporem-se por isso e não por palimpsestos tipo familiares!
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.
O auto de Mofina Mendes. Guerras de alecrim e manjerona.
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os burros numca gostam de ficar por baixo dos jumentos
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“ter um canudo ao estilo de Sócrates que dá para tudo”
quem disse esta frase tao bonita?
a pessoa que diz ser uma pessoa credível e séria do psd
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.. entao os outros é que sao os populistas?!
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Então, qual é a razão para crer que um magistrado é mais qualificado do que um policial? Há sistema de castas, mas será que é um problema endémico? Não acredito. Crónico pode ser, mas, tem de haver solução. A procurá-la!
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Coitadinhos dos juizes que se julgavam imunes à massificação . Pois é , a sociedade de massas toca a todos , desde nédicos a jornalistas passando por professores. Agora as elites são outras : marceneiros , electricistas , canalizadores , padeiros e tal ..ou seja profissões raras , rarissimas , e vitais.
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É o Karma , é. A vingança do trabalhador manual sobre o intelectual é divinal. é , é.
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Cuidado que aí vem o Sr. Dr.
OOHHH Sr Doutor!!!
Excelência!
Passe, passe Sr. Dr.
Bom dia Excelentíssimo.
Os magistrados agora saem da universidade para a judiciária??
E recebem arma?
Não havia por aí uns montes de pastas para desbastar?
Deviam ouvi-los quando a policia os manda parar…
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“A igualdade é o fundo de todo o pensamento liberal.”
Mas é muito lá para o fundo!…
É mais ou menos assim: Num mundo liberal todos os vencedores são iguais (na vitória) e todos os derrotados são iguais (na derrota).
Portanto há muita igualdade, já que só há dois tipos. Nada dessas classes intermédias protegidas pelo Estado, como acontece nessas desgraçadas sociedades socialistas.
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Da propaganda à dura e triste realidade. Ou como o Pinócrates continua a preferir usar a mentira como arma política do que a verdade nua e crua.
“Indústria está a exportar média-baixa tecnologia
Indústria ainda não saiu da idade dos metais básicos
As exportações portuguesas de alta tecnologia industrial estão a perder gás desde 2004. A tomar posições, no comércio internacional – para a União Europeia e resto do mundo -, estão as vendas de produtos industriais entre a média-baixa tecnologia (como a construção naval ou metalurgia de base) e a média-alta tecnologia (produtos farmacêuticos ou aparelhos de TV e rádio).
Há quatro anos, cerca de 12% dos produtos industriais vendidos ao exterior eram de alta tecnologia. No final de 2007, o peso da sofisticação caiu 0,7 pontos percentuais, uma descida de 6,6% no total do comércio industrial, estando ao nível do princípio da década. E há indícios de deterioração nas exportações das indústrias de ponta. É que, em Janeiro último, o peso industrial neste tipo de vendas ao estrangeiro continuava a descer.
Portugal está a perfilar-se como exportador industrial de “média-baixa qualidade”. Entre 2004 e final de 2007, o peso da média tecnologia industrial vendida ao exterior cresceu 9,7% e representa agora 54,6% das exportações de produtos industriais.
Mas existem dados que confirmam que a expansão da média tecnologia é à custa do segmento mais baixo. Por exemplo, para o período considerado (2004 a 2007), o peso das exportações de produtos que envolvem tecnologia média-baixa cresceram 32%, enquanto a gama média-alta expandiu-se apenas 2,3%. Ou seja, o tecido industrial português ainda não saiu da idade dos metais básicos, da construção naval, dos plásticos ou da refinaria de petróleos.
A modernização da indústria exportadora está a passo de tartaruga e, em alguns casos, até existe um retrocesso. No princípio da década, as exportações de máquinas e aparelhos eléctricos representavam 12,7% do total das exportações nacionais de mercadorias. Agora, de acordo com dados do INE, são apenas 12,2% do total. O peso das vendas de automóveis – que inclui a produção da AutoEuropa – caiu 14,1%.
Mudança
Apesar destes números, Portugal está a subir patamares de sofisticação no mercado externo, o que confirma que o tecido industrial está em transformação. Em 2001, a baixa tecnologia era comum a 44,6% das exportações industriais. Já em 2007, representava 35,6%, um recuo de 20,2%. Isto foi conseguido à custa de destruição do tradicional sector exportador.
Assim, em 2002, os dados do INE indicam que 16,5% das exportações de mercadorias eram vendas de vestuário e calçado (o peso entre os produtos industriais era de 26,3%). Cinco anos depois, representavam apenas 10,4% das vendas e pesam apenas 15,5% dos produtos industriais. Outro exemplo: no princípio da presente década, as peles e os têxteis “ocupavam” 7,7% das exportações de bens; hoje significam só 4,8%.”
http://dn.sapo.pt/2008/05/11/economia/industria_esta_a_exportar_mediabaixa.html
Pinócrates: o verdadeiro artista. O Vale Azevedo saiu de cena mas deixou cá um seu discipulo.
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Amanha o DN desmente essa noticia
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A briu a epoca da noticia falsa desmentida no dia seguinte no reino do jornalismo de cristal
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Paroles …
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“As convicções são mais inimigas da verdade que as mentiras” – Nietzsche.
Bom texto, dr. Amorim.
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A propósito da nomeação do novo director da PJ (Judite)veio à estampa um artigo no Correio da Manhã de hoje com o título “Espírito de Casta”, muito interessante, que advoga a nomeacão feita pelo Ministro da tutela e faz, entre outras afirmações, a seguinte:-“Não há nada mais petrigoso para a independência do poder judicial do que os magistrados ansiando pela graça de uma nomeação pelo poder político”.
É curioso notar que fiz um comentário idêntico (posso admitir que fosse um pouco mais abrasivo para os Juízes)no site do SOL que simplesmente foi cortado. Daí a minha modesta intervenção neste momento, porque, sinceramente, já tenho algum medo de fazer comentários sobre o que se passa no nosso País.
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