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Roteiro para a mocidade

15 Maio, 2008

Cavaco resolveu criar um facto político, a suposta «falta de interesse na política» por parte dos «jovens». Independentemente de se saber se isso é verdade ou não (o estudo não concluiu bem isso), ou se isso é negativo ou positivo, Cavaco teve uma ideia muito original: reunir-se com os responsáveis directos por tal «situaçao», as estruturas juvenis partidárias. De acordo com a conclusão que Cavaco tirou do estudo, tais estruturas tem sido ineficazes na sua acção, pouco mobilizadoras e os «jovens» não se interessam nem um pouco pelas mesmas.
No final da magna reunião, concluiu estar «confiante quanto ao futuro do sistema democrático. Os jovens darão o seu contributo para a melhoria da qualidade da democracia.“. Pronto, estamos salvos.
E o que «pediram» os jovenzinhos? Que institucionalizasse tais encontros, que as autarquias estabelecessem «”planos estratégicos” visando “estimular o interesse dos jovens pela política“. E a necessidade de “formação cívica” escolar desde o início da formação escolar». Penso mesmo que deveriam ter em vista a criação de uma organização juvenil de cariz politico tutelada pelo Estado. A bem da nação. Sózinhas são incapazes, como o demonstraram até agora, e como pelos vistos se propõem continuar para futuro. O Estado não se pode alhear do actual fracasso das juventudes partidárias. Há que intervir, há que mobilizar as autarquias, a escola, as associações juvenis….e formatar todos quantos ainda estão fora do sistema da «mão estendida». O país não espera outra coisa dos seus actuais e futuros dirigentes.

16 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    15 Maio, 2008 13:55

    E com farda, pois claro. O bivaque é que está fora de moda. Talvez um lenço atado na cabeça, além de um piercing obrigatório no nariz e uma tatuagem do euro no braço esquerdo.

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  2. C. Medina Ribeiro's avatar
    15 Maio, 2008 14:04

    Jotas

    Por João Paulo Guerra («DE»)

    A mocidade portuguesa dos partidos rejeita que esteja “alheada” da política. E não está. As “jotas” estão na política para o mais pequenino e o pior.

    REJEITANDO o que o chefe de Estado disse no passado dia 25 de Abril sobre o alheamento da juventude em geral quanto à política, o líder da JS diz mesmo que “não há nenhum drama à volta desta geração”. O jovem socialista provou duas coisas com esta sentença: que não está “alheado” da política no pior sentido da palavra mas que é alheio à juventude do seu país e do seu tempo. Porque uma coisa é a carreira política e o emprego certo dos “jotas”, melhores e mais garantidos quanto mais canina for a fidelidade à linha do partido, outra coisa são os dramas de uma juventude a braços com uma crise profundíssima de desemprego, sem saídas profissionais.

    Se os partidos encarnam o que há de pior na democracia – a formatação do pensamento, o condicionamento da liberdade, o espírito de corpo obediente a uma cabeça pensante, o carreirismo, o clientelismo – as juventudes dos partidos são tudo isso em mais pequenino e mesquinho. Era preferível quando as “jotas” eram a mão-de-obra dos partidos para colar cartazes. Sempre faziam alguma militância política. Agora limitam-se a fazer o curso prático de como subir na vida pensando pela cabeça do chefe, de como singrar no aparelho dizendo que sim, apresentando serviço e denunciando os suspeitos de heresia.

    Aliás, o alheamento dos jovens em relação à política será mesmo proporcional ao papel exclusivo dos “jotas” na política, no pior sentido. Os “jotas” dos partidos constituem a excepção à vida difícil da juventude em geral e ainda por cima é em função deles que se marcam os temas para a agenda da juventude.

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  3. Desconhecida's avatar
    Criançola permalink
    15 Maio, 2008 14:18

    Já o outro o dizia: – deixar vir a mim as criancinhas…

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Maio, 2008 14:20

    A autarquias já o fazem: “o melhor é fazeres a inscrição no partido. é mais fácil.” O jovens já sabem, o presidente é que não.

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  5. Desconhecida's avatar
    Mialgia de Esforço permalink
    15 Maio, 2008 14:38

    Gabriel,

    Curti bué esta posta!

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  6. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    15 Maio, 2008 14:42

    Realmente é ridículo. Vamos institucionalizar o cacique político?
    Pôr as jotas à entrada das escolas a convencer a malta a inscrever-se nos partidos? Tipo escuteiros…
    É preciso ter uma visão muito deturpada da sociedade portuguesa e do grau de descrédito da classe política para pensar que são as jotas que vão fazer com que os mais novos se interessem pela política. E já agora…será que o desinteresse por parte das pessoas numa classe desacreditada e aldrabona é forçosamente mau? Não será antes um sinal de inteligência?

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  7. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Maio, 2008 14:59

    Da propaganda à realidade.

    Compare-se o que diziam estes pacóvios que nos desgovernam com a realidade nua e crua dos números.

    Mas estou firmemente convencido de que Portugal está preparado – hoje melhor do que há 3 anos atrás – para enfrentar as incertezas suscitadas, tendo nomeadamente em conta as reformas estruturais implementadas no nosso país nos últimos anos e que, indiscutivelmente, tornaram Portugal mais capaz e preparado para resistir e reagir a situações de instabilidade internacional.

    Refiro-me, em particular, à reforma estrutural que permitiu colocar as nossas finanças públicas em ordem, com ganhos inequívocos para a nossa credibilidade externa, para o espírito de confiança dos agentes económicos e para a manutenção de um ambiente de estabilidade interna.

    Foi também esta reforma das finanças públicas que permitiu tornar mais sólida a capacidade da nossa economia reagir a situações adversas e, apesar de vulnerável a choques exógenos (como economia aberta que é), revelar-se resistente, reactiva e capaz de minimizar os seus efeitos.

    E porque essa foi uma reforma sustentada, será duradoura, e com base nela devemos acreditar na capacidade dos agentes económicos – empresários e trabalhadores – prosseguirem no sentido da modernização e da maior competitividade das nossas empresas, de modo a que o tecido económico empresarial mantenha a dinâmica de recuperação de crescimento que já conseguimos nos últimos 3 anos.

    Mas temos também outro factor favorável à confiança na nossa capacidade de superar esta turbulência financeira. Refiro-me ao quadro institucional de regulação e de supervisão que Portugal dispõe, e que é dotado dos meios legais e operacionais necessários a responder a situações como a actual. As melhores palavras para definir a situação portuguesa são as do Fundo Monetário Internacional (FMI), que define o sistema financeiro português como sendo sólido, bem gerido e competitivo e considera a supervisão financeira activa, profissional e bem organizada, com um elevado grau de cumprimento dos standards internacionais nos 3 subsectores.

    Ministro da Despesa Pública, Peixeiro de Santos, em sessão de propaganda a que já nos habituamos, in http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MF/Comunicacao/Intervencoes/20080311_MEF_Int_Crise_Subprime.htm

    INTERNEM-NO!

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  8. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Maio, 2008 15:04

    O mesmo Peixeiro dos Santos, que goza de uma imagem de competência imerecida, mas que é um azelha completo e xoninhas, dizia das previsões do FMI:

    “O ministro das Finanças afirmou hoje considerar que as previsões de crescimento do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal em 2008 “afiguram-se demasiado pessimistas quanto aos efeitos que a evolução dos mercados financeiros poderá ter na actividade económica”, não sendo o Governo da mesma opinião.”

    In http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/1110021.html

    Este matraquilho ainda vai ficar associado à pior desgovernação financeira internacionl, após a entrada de um país na Zona Euro.

    Reparem que este matraquilho esteve associado à tragédia 95/99. E, tal como então, quando for corrido pelos portugueses do poder, vai deixar o país completamente esfrangalhado.

    INTERNEM-NO!

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  9. Desconhecida's avatar
    balde-de-cal permalink
    15 Maio, 2008 15:09

    novas oportunidades: marginal ou diáspora

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  10. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Maio, 2008 15:12

    Este ministro da despesa pública, um dos piores ministros da despesa pública, desde os tempos da Maria Caxuxa, andou meses e meses a alimentar ilusões. Parecia que Portugal vivia num Oásis, alimentado pelo Adiantado Mental, Pinócrates.

    Este ministro é tão nabo, tão nabo, que até faz doer as pedras da calçada, tamanha é a sua incompetência. (O CAA um dia vai ter que compreender que ser do Porto não é sinónimo de incompetência. Como prova provada, temos este matraquilho, que além de ter sido dos piores líderes da CMVM – que fechou os olhos a muitas golpadas, a começar no BCP, é um completo irresponsável.) É tão nabo, este ministro, que foi o único ministro que se recusou a baixar as previsões do crescimento económico, por causa de dados “quantitativos”.

    “Apesar de pessimismo do FMI

    Governo não vê razões para alterar previsões económicas

    José Sócrates diz que confia mais em Constâncio

    O Governo português não vê razões para rever as suas previsões para o crescimento da economia nacional. A garantia foi dada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, à saída do debate quinzenal na Assembleia da República, que esta sexta-feira foi sobre a Energia.”

    Pinócrates, vendendo ilusões, sob os conselhos do seu matraquilho, ministro da despesa pública.

    Mas o pior vai ser a execução orçamental de 2008 e 2009. Tudo pró galheiro.

    Vai ser um fartote rir com este homem, que diz que é rigoroso, sério e responsável.

    INTERNEM-NO!

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  11. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Maio, 2008 15:13

    Faltou referir a fonte de onde foram retiradas as declarações irresponsáveis do nosso, ainda, Primeiro-Ministro.

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=939003&div_id=1730

    Pelo sucedido, mil desculpas aos blasfemos.

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  12. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    15 Maio, 2008 15:20

    O Estado Novo não durou 40 anos por mero acaso. O Estatismo Paternalista é algo cultural e profundo quer na Esquerda quer na Direita.

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  13. Luís Bonifácio's avatar
    15 Maio, 2008 18:45

    Sempre se pode voltar a colocar no curriculum do secundário a Cadeira “Organização Política da Nação”, talvez reformulada como Organização Política da Europa, usando o acrónimo OPE, para assim não destoar com as cadeiras EVT, PAS, TIC, Area Projecto, etc e tal.

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  14. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    15 Maio, 2008 21:00

    Lá vamos, cantando e rindo…

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  15. o sátiro's avatar
    15 Maio, 2008 21:58

    O Comentário de CMR diz acertadamente tudo!
    Claro que o PR deve ter uma postura institucional; sabendo-se por ex os milhares de jovens q nem estão recenseados, era sua obrigação alertar para isso.
    Obviamente, os jotas recenseados, inscritos e “dinâmicos” acabam por se safar melhor do que os outros.

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  16. me's avatar
    16 Maio, 2008 21:07

    o cavaco é uma cavacaldura!

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