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Um político não tem que ir a todas

15 Maio, 2008

Passos Coelho preocupado com subida de combustíveis

Um político não tem que ir a todas as bolas que lhe atiram. Passos Coelho só tem a perder por se misturar com todos os populistas que vão desde o CDS ao BE e que querem baixar o preço dos combustíveis à força. O preço dos combustíveis é um facto da economia. Os preços sinalizam escassez. A economia portuguesa tem que se adaptar à escassez. Paliativos que desincentivam a adaptação só agravam o problema. Servem para negar o problema em vez de o resolver. Adaptar-se neste caso implica: reduzir viagens, mudar de casa, viajar menos, usar carros que consomem menos e sistemas de transporte mais eficientes. Os preços devem ser definidos pelo mercado de forma a que os agentes lhes respondam adaptando-se. Se Passos Coelho quer liderar tem que olhar para o problema de uma perspectiva adaptativa e não de uma perspectiva de negação da realidade.

28 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    15 Maio, 2008 11:34

    “Adaptar-se neste caso implica: reduzir viagens, mudar de casa, viajar menos…” mudar de Partido !

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  2. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Maio, 2008 11:34

    Se a carga fiscal fosse menor, teria menos impacto a subida do preço dos combustíveis.

    Mas Passos Coelho parece que falou também na cartelização. O que tem toda a razão.

    O problema é que a janela de oportunidade para fazer choques fiscais foi-se. Agora, baixas de impostos terão que ser PRIMEIRO sustentada com quedas na despesa pública corrente. Não há volta a dar-lhe. Até porque, mais cedo do que se pensa, seremos expulsos da Zona €uro.

    Preparem-se para o pior. “Eles” não irão perdoar. 😉

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  3. jcd's avatar
    15 Maio, 2008 11:36

    O que PPC podia era exigir uma menor carga fiscal sobre os combustíveis.

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Maio, 2008 11:40

    As pessoas deviam era fazer greve e andar de bicicleta.

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  5. português's avatar
    15 Maio, 2008 11:40

    Ou não. Um político deve ver quais são os problemas que afectam os cidadãos. Viajens as pessoas já não fazem, trocar de carro ou casa não podem porque não têm dinheiro.

    E a inflacção que o aumento dos combustiveis causa na economia? Aumentando os custos dos transportes TUDO aumenta.

    É bonito dar sentenças económico-altruistas, sem ter em conta o impacto que essas medidas infligem ao cidadão comum. É por isso que cada vez mais desprezo economistas.
    Um pouco de sensibilidade por favor.

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  6. Tino de rãs's avatar
    15 Maio, 2008 11:50

    “Adaptar-se neste caso implica: reduzir viagens, mudar de casa, viajar menos, usar carros que consomem menos e sistemas de transporte mais eficientes”

    Que fácil que é “falar”..

    Vai fazer tudo isto?

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  7. Desconhecida's avatar
    Nuspirit permalink
    15 Maio, 2008 11:52

    O João Miranda de estratégia politica percebe pouco. Se PPC fizesse o que JM diz nem 10% dos votos teria!! PPC tem quue ir a quase todas. JM não é um eleitor modelo. Bem pelo contrário. Por isso, PPC andará mais perto do sucesso se fizer o contrário do que JM sugere.

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  8. Desconhecida's avatar
    Nuspirit permalink
    15 Maio, 2008 11:54

    “Adaptar-se neste caso implica: reduzir viagens, mudar de casa, viajar menos, usar carros que consomem menos e sistemas de transporte mais eficientes. ”

    Quer dizer agora que o Homem domina o Mundo completamente, temos que baixar o nosso standard de qualidade de vida!!? Ir de cavalo para burro é um contra-senso, caro João Miranda!

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  9. Nuno Albuquerque's avatar
    Nuno Albuquerque permalink
    15 Maio, 2008 11:55

    Certo.
    Mas o que significam então as disparidades de aumentos em Portugal com a média europeia referidas há dias por um administrador da PARTEX? Gasolina em Portgal com aumentos de 61% contra 31% da média europeia e gasóleo com aumentos em Portugal de 100% contra 51% da média europeia. São falsos? Se não, o que significam?
    Se como diz, e bem, que os aumentos devem ditar uma adaptação do consumidor e, em consequência, uma redução do consumo, esta deveria ditar, a prazo, uma redução no preço, ou não? Mas a verdade é que todos os indicadores conhecidos referem uma diminuição significativa na procura de combustíveis e um aumento da utilização de trasnsportes públicos, mas do lado da oferta a tendência continua crescente. Como se explica tudo isto?

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  10. Desconhecida's avatar
    Fred permalink
    15 Maio, 2008 11:57

    Alguém me explica porque é que a gasolina e gasóleo são mais caros em Portugal do que em Espanha? Tendo em conta que vivemos num Mercado Comum, certo?

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  11. Desconhecida's avatar
    Nuspirit permalink
    15 Maio, 2008 12:00

    “O preço dos combustíveis é um facto da economia. Os preços sinalizam escassez.”

    Eu sei que JMiranda não é economista por isso tem desculpa. Mas como é um tipo inteligente se lhe der uma pista é suficiente paara chegar lá: Quando há CARTEL os preços não são um facto inelutável na economia.

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  12. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    15 Maio, 2008 12:13

    “Adaptar-se neste caso implica: reduzir viagens, mudar de casa, viajar menos, usar carros que consomem menos e sistemas de transporte mais eficientes. ”

    Claro! O João Miranda é genial. E eu acrescento: arranjar empregos mais bem pagos, dar um ou dois dos filhos para adopção, criar galinhas na varanda, ir para engatar nas horas livres para o Parque Eduardo VII, ou o Intendente, etc.

    Nusprit, como diria o JM, o cartel é um facto da economia; o crime é um facto da sociedade, a demagogia e a ignorância são factos da mentalidade humana, etc. Adaptem-se, porra! Cambada de inúteis…

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  13. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    15 Maio, 2008 12:14

    “O preço dos combustíveis é um facto da economia.”

    Especulação é coisa que não existe. Não é um facto da economia. Por isso, não há nada a fazer!…

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  14. Rui Carlos Gonçalves's avatar
    15 Maio, 2008 12:23

    Tendo em conta que 3 empresas controlam a quase totalidade do negócio da distribuição dos combustíveis, é de desconfiar que estes aumentos não se devam apenas à escassez de petróleo.

    Além do mais, estarei enganado ou para abrir um postos de abastecimento, é preciso autorizações do estado? Isto é, há limites há concorrência?

    E a mim os aumentos nem me afectam muito, pois habitualmente uso transportes públicos.

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  15. sm's avatar
    15 Maio, 2008 12:40

    Sim os lucros, não o custo, das gasolineiras disparam acima dos 60% e está tudo bem. De facto é o mercado. Mas a ganância e ausência de uma noção de proporção e humanismo vai dar para o tortp!

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  16. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Maio, 2008 12:40

    Só é pena que o preço suba com os aumentos do preço do petróleo e não desça com a redução!

    É o mercado JM a funcionar!

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  17. jcd's avatar
    15 Maio, 2008 13:01

    “Alguém me explica porque é que a gasolina e gasóleo são mais caros em Portugal do que em Espanha?”

    Já ouviu falar em impostos?

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  18. Desconhecida's avatar
    doomer permalink
    15 Maio, 2008 13:15

    Bom post.

    A culpa dos preços altos dos combustiveis é sempre dos outros, é sempre alguém que está a fazer marosca, até porque, como todos sabemos, há quantidades infinitas de petróleo na Arabia Saudita. As pessoas que dizem estas asneiras esquecem-se que elas próprias, os consumidores de gasolina, são os maiores responsáveis pelo preço.

    Quanto aos impostos, o facto de termos impostos historicamente altos sobre a gasolina, comparado com os EUA, levaram a que a nossa frota automóvel seja bem mais eficiente e tenhamos um consumo per capita de cerca de metade dos EUA. Se há impostos que produziram resultados positivos, este é um deles.

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  19. Desconhecida's avatar
    15 Maio, 2008 13:43

    O aumento dos combustíveis não me preocupa. Eu só ando de comboio, de veleiro e a pé.
    Os carteis de petrolíferas não me incomodam.

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  20. Desconhecida's avatar
    ferro permalink
    15 Maio, 2008 13:47

    eheh esta é boa, tudo é uma fatalidade, até os lucros escandalosos das petrolíferas

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  21. Francisco's avatar
    Francisco permalink
    15 Maio, 2008 13:53

    No caso dos combustíveis, admito que possa haver jogadas de preços momentâneas, mas para isso há resposta. O verdadeiro problema, porém, é outro: a escassez mundial da maioria dos bens está a chegar. Claro que é politicmanete incorrecto falar em “apertar o sinto”; na sociedade consumista/ hedonista em que nos lançaram ninguém quer ouvir falar disso, nem esse discurso dá votos. Mas o Mundo rege-se por outras leis que estão fora do controlo do Homem, de modo que é de prever o desenvolvimento de uma espécie de “darwinismo” que libertará uma violência mundial difícil de controlar. Que é o chamado “terrorismo” se não um primeiro sintoma disso mesmo?

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  22. jofer's avatar
    jofer permalink
    15 Maio, 2008 14:56

    anti-comuna Diz:
    15 Maio, 2008 às 11:34 am

    Se a carga fiscal fosse menor, teria menos impacto a subida do preço dos combustíveis.

    Se os impostos sobre combustíveis baixarem, o consumidor tem alguma garantia que o preço dos combustíveis baixe?
    Há algum tempo o IVA sobre os ginásios baixou de 21% para 5%. Os consumidores foram beneficiados? A diferença reverteu para os bolsos dos empresários do ramo.O mesmo poderá acontecer com as gasolineiras caso o imposto sobre combustíveis baixe.
    Quando Carlos Tavares, antigo ministro da Economia no Governo de Durão Barroso afirmou que a liberalização dos combustíveis faria com que estes baixassem, deixando de haver preços estabelecidos por regulamentos governamentais. Funcionaria a livre concorrência.
    O resultado está à vista. Deixou de ser o estado a ditar os preços para estes passarem a ser ditados pelas grandes petrolíferas, havendo suspeitas de cartelização.
    É a vida como diria o António.

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  23. Leitor atento's avatar
    15 Maio, 2008 15:31

    Mas o que é que estavam à espera de um canddiato que representa o liberalismo wikipedia, colado à pressa e com cuspo?
    É o mesmo que diz que se tem de apostar em medidas de apoio ao crescimento económico por contraponto à obsessão do défice – não há frase menos liberal que esta (qualquer política liberal tem de ter como pressuposto o controle da despesa do estado, logo do défice).
    Se a falta de consistência pagasse imposto, o PPC estava todo carimbado.
    Esta frase faz-me lembrar a extraordinária medida do Pina Moura quando era Ministro das Finanças – o petróelo subiu de 18 para 21 dólares (isso sorriam) e ele não deixoua gasolina subir – pôs o orçamento, ou seja, toda a gente, mesmo a que anda a pé, a pagar esta subida de preços (que hoje em dia aliás nos faz sorrir).
    Se o PPC fôr eleito preparem-se para mais umas propostas e medidas contra a racionalidade económica mais básica. O que é que se pode esperar de quem, tendo cerca de 45 anos, faz política há 30 anos (segundo a sua própria biografia oficial)?
    Então agora com o apoio declarado do Menezes (o facto de o PPC ter buiscado este apoio, ele que dizia do menezes o que o Maomé não diz do toucinho, é a vitória do cinismo e tacticismo sobre a esperança). Aquilo é que vai ser liberalismo….

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  24. Desconhecida's avatar
    Disse-disse permalink
    15 Maio, 2008 18:11

    Pelo raciocínio do Mr.Doomer… há que impor (também) impostos mais altos nos produtos alimentares porque, passaremos a comer menos e estaremos, assim, a ajudar a controlar a insuficiência alimentar que já se vem notando no Globo… e mais, defecaremos menos e, também por aí, estaremos a minorar a poluição ambiental… o que me leva a “raciocinar” (também) que, ficando por vezes calados, ajudaríamos ainda mais.
    Mal estaremos nós se somente conseguirmos a eficácia, na base de penalizações fiscais…
    Valha-nos Deus, o que por aqui se nos é dado “digerir”…

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  25. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Maio, 2008 18:49

    Disse-Disse , não há uma história qualquer de um homem e um burro a quem o homem foi dando menos de comer à espera de diminuir os custos do trabalho do burro e quando o coitado do burro já se estava a adaptar ao que o homem queria , uma cenourita ou isso por dia , vai e cai pro lado?

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  26. Desconhecida's avatar
    doomer permalink
    15 Maio, 2008 20:47

    Disse-Disse,
    Estava a falar de combustiveis e não de alimentos e com factos que pode verificar.
    Impostos mais altos geraram uma frota automovel 1/3 mais eficiente e um consumo per capita muito menor na Europa.
    Quer tirar os impostos dos combustiveis, tire. Mas isso não vai alterar a tendência geral de subida dos preços do petroleo a longo prazo. Mas depois não venham chular mais impostos indirectos para manter a pesada estrutura rodoviária, cobrir os custos de saude dos acidentes e tudo o que andar de cu tremido acarreta.

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  27. inopportunu's avatar
    inopportunu permalink
    15 Maio, 2008 21:41

    Em Portugal há um problema para além do mercado e da subida do petróleo. Chama-se Estado, quer via impostos, quer via Galp. E é importante falar nisso. Patético é um ministro mandar abrir um inquérito sobre o assunto. Agora um candidato a lider da oposição parece-me perfeitamente lógico.

    Economía/Empresas.- Repsol responsabiliza a Galp del encarecimiento de la gasolina en Portugal

    LISBOA, 15 (De la corresponsal de EUROPA PRESS, Patricia Ferro).- Repsol YPF ha responsabilizado a Galp de los continuos incrementos de precios de los carburantes en Portugal, al controlar las dos únicas refinerías del país.

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    Diccionario de Economía y Finanzas
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    Europa Press
    15/05/2008 (12:35h.)

    El consejero delegado de Repsol en Portugal, Antonio Calçada de Sá, en declaraciones a “Diario Económico” recogidas por Europa Press, afirma que la dependencia que las petroleras que operan en Portugal tienen del parque de refino de Galp dificulta la capacidad de maniobra de la competencia, que no puede ofrecer precios más competitivos.

    Los combustibles en Portugal subieron hoy por décima tercera vez este año, situándose el precio del litro de gasóleo en 1,369 euros y el de la gasolina de 95 en 1,479 euros.

    Este aumento ha provocado una ola de protestas contra el Gobierno por no bajar los impuestos, y contra la mayor petrolera nacional, Galp, que se escuda argumentado los elevados precios del crudo en el mercado internacional.

    En opinión del responsable de Repsol, el hecho de que Galp controle toda el proceso de refino en Portugal y la mayor parte del almacenaje impide la competitividad de los precios de la gasolina y el gasóleo en el país.

    “A medio plazo, la solución tendrá que implicar una mayor apertura logística, más inversión privada en el almacenamiento, lo que permitirá, a partir de ahí, desarrollar algún mercado, que actualmente es casi inexistente”, afirmó Calçada de Sá.

    El directivo puso como ejemplo España, en donde Repsol controla cinco de las nueve refinerías, mientras que en Portugal Galp controla dos de dos. Además, explicó que en España el sistema de almacenamiento es muy amplio a lo largo de toda la costa española, lo que permite recibir combustible del exterior y colocarlo en el mercado a precios atractivos.

    El 80% del mercado portugués está en manos de tres compañías, Galp, Repsol y BP. En este mercado, Repsol sólo importa el 15% del combustible que consume en el país.

    El otro motivo, argumentado por el administrador de Repsol para explicar las diferencias de precios entre los dos países ibéricos, es la carga fiscal, mucho más elevada en Portugal.

    El problema del desequilibrio de los precios se siente especialmente en las zonas transfronterizas, en donde el volumen de ventas de Repsol Portugal bajó entre un 25% y un 30% a favor de España.

    En opinión de Calçada de Sá, esta situación “no tiene ninguna lógica” y hay dos perdedores claros: los empresarios del sector y el Estado luso, que pierde ingresos fiscales a favor del Estado español.

    Actualmente el gasóleo en España se puede encontrar a 18 céntimos de euro más barato que en Portugal, y la gasolina 95 vale 32 céntimos menos.

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  28. rouxinol's avatar
    19 Maio, 2008 17:33

    “Os preços sinalizam escassez”

    Isto nem sequer é ideológico, é simplesmente falso.

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