João Miranda:
Sem prejuízo de concordar com tudo o que diz, penso que a recente polémica dos preços dos combustíveis tem mais a ver com a aparente cartelização do sector e da combinação de preços do que com o funcionamento do mercado. Como sabe, a existência de um cartel é contrária à existência de um mercado de livre concorrência.
o aumento do preço dos combustíveis tem mais implicações para os Portugueses que o caricatural desenho de JM. Como se sabe não se transportam os bens de bicicleta, não se pesca a remos e por aí.. os custos não serão reflectidos apenas no transporte pessoal mas em tudo o que nos rodeia com (mais) uma diminuição do poder de compra numa altura já de si complicada. Claro que embirrar com as bicicletas é mais político, e tamos aqui para embirrar não é?
O que vale é que, quando se acabar de vez o petróleo, sempre podemos voltar às máquinas a vapor. Trata-se de uma tecnologia já com provas dadas e independente dos árabes e do Chavez, ora pois!…
O João aponta bem a discrepância entre o que se diz e o que acontece na realidade. Normalmente são os utópicos de esquerda que se queixam muito de uma coisa e depois fazem precisamente ao contrário. Este é só mais um dos exemplos da sua hipocrisia.
O que eles se deviam queixar agora era do governo, tal como Passos Coelho fez, que se está a proveitar da subida dos combustíveis para arrecadar receitas inesperadas de IVA. Nós já pagamos um preço por litro de gasolina e um IVA mais altos do que países mais ricos do que nós e por isso devemos sentir ainda mais a subida de combustíveis. Estes lucros do Estado à custa da miséria do povo é que se podem considerar verdadeiramente obscenos!…
O MM,o Ferro e o Pi erre desmontam a lógica assassina do JM.Tudo se reduz ao confortozinho,segundo o JM.Claro que o preço alto vai levar a mais investimento nas alternativas, mas as pessoas (existem,são umas chatas) entretanto, têm que trabalhar e viver e para isso vão pagar mais,ter uma vida mais dificil!
Que interessa isso se daqui a 50 anos o mercado,funcionando livremente,resolver o problema?
“o aumento do preço dos combustíveis tem mais implicações para os Portugueses que o caricatural desenho de JM. Como se sabe não se transportam os bens de bicicleta, não se pesca a remos e por aí.. os custos não serão reflectidos apenas no transporte pessoal mas em tudo o que nos rodeia com (mais) uma diminuição do poder de compra numa altura já de si complicada.”
Hmm… como é que o Estado paga baixa o preço sem reduzir os impostos petrolíferos? assumindo que os gastos do Estado não emagrecem – Coisa em que certamente este Governo não demonstrou interesse nenhum – O Estado irá buscar esses recursos aos bolsos dos portugueses de outra qualquer maneira, outro imposto, taxa, etc.
já me estou a ver a comprar uma bike ao JM, para fazer o IC19 todos os dias!
especulação JM, especulação! O desgraçado do Mercado – essa instituição que é o rosto do liberalismo económico – está cada vez mais doente mas os nossos liberais continuam a assobiar para o ar!
“…petróleo é um bem escasso…”, mas isso não foi descoberto agora(crescimento galopante do preço do petróleo), tal facto! Porque não se desenvolveram alternativas ao petróleo quando este estava barato para assim minorar (não estaríamos tão dependentes daquele)os efeitos que estamos a viver actualmente(crescimento galopante do preço do petróleo)?
“…o interesse dos partidos políticos pelas energias alternativas é puramente retórico.” O interesse tem nome, Imposto Sobre os Preços Petrolíferos.
“…se adaptarem ao petróleo cada vez mais caro” é verdade que o preço do barril tem aumentado mas não se esqueça que o euro tem se valorizado face ao dólar o que amortece esse aumento, o que levanta indícios de cartelização no sector face aos aumentos constantes.
Como sabe o aumento do preço do petróleo afecta todos os sectores de actividade e, com isso, encarece a vida de uma forma significativa das pessoas que vivem em Portugal.
“assumindo que os gastos do Estado não emagrecem – Coisa em que certamente este Governo não demonstrou interesse nenhum – O Estado irá buscar esses recursos aos bolsos dos portugueses de outra qualquer maneira, outro imposto, taxa, etc.”
Mas Lucklucky os impostos como o IVA são proporcionais ao preço. Isso quer dizer que quanto maior for o preço, maior são as receitas. Se baixarem o imposto quando o preço sobe, não perdem nada, deixam é de arrecadar mais lucros.
Já repararam que o preço dos combustíveis ditos “premium” se tem mantido surpreendentemente estável? A diferença cifra-se hoje em 3, 4 cêntimos (pelo que vi na Repsol hoje). Por este andar, vão ficar mais baratos lá para o Verão. É aproveitar…
Esta malta aqui dos comentários acredita mesmo que o governo pode controlar o preço do petróleo?
Por mim podem tirar os impostos todos sobre os combustiveis, não é nada que o preço do petróleo não anule num par de anos (ou menos). Leiam isto, NUNCA MAIS VAI HAVER PETRÓLEO BARATO, a produto não é infinito e os poços de maior dimensão, de melhor qualidade e de fácil extração já foram queimados, entretanto os BRIC’s têm uma sede insaciável, vamos ter que competir com eles pelo que resta, logo, procura maior + produção estagnada/declínio/pior qualidade/maiores custos = preços crescentes.
As alternativas infelizmente não são escaláveis à dimensão do petróleo e sobrevivem à custa de subsídios, ironicamente, um dos maiores subsídios às alternativas é exatamente o petróleo barato a que estávamos habituados. Quem não se lembra quando o petróleo estava a 20$/b, dizerem que a energia solar ou o hidrogénio se tornariam competitivas com o petróleo a 60$? Está a 125$ e as alternativas ainda continuam lá ao longe, num horizonte recessivo.
O preço do petróleo passa por osmose a toda a economia, com o petróleo mais caro tudo se torna mais caro de produzir, alimentos, combustiveis, quinquilharia e, surpresa, painéis solares e turbinas eólicas (que produzem eletricidade e não combustiveis liquidos).
O erro de pensar que o petróleo mais caro vai fazer florir uma plétora de renováveis está bem expresso nesta frase do Bjorn Lomborg:
«At $40 a barrel (less than one-third above the current world price), shale oil can supply oil for the next 250 years at current consumption, and in total, there is enough shale oil to cover our total energy consumption for the next 5,000 years.» – Bjorn Lomborg, The Skeptical Environmentalist 2001.
Este é o tipo de pensamento mágico optimista que tem de ser evitado se não queremos ter más surpresas.
Finalmente o JM começa a admitir que o peak oil afinal vai ter algumas implicações. É que aqui hà uns tempos era um “não evento” corriqueiro que o mercado resolveria num piscar de olhos, chegou a comparar o pico petrolifero com o pico de discos em vinil. eheheh.
Completamente de acordo. E fico-me por aqui.
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“O português urbano e sofisticado…
Ora deixa cá desfolhar o catálogo, p’ra ver se encontro aqui algum.
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João Miranda:
Sem prejuízo de concordar com tudo o que diz, penso que a recente polémica dos preços dos combustíveis tem mais a ver com a aparente cartelização do sector e da combinação de preços do que com o funcionamento do mercado. Como sabe, a existência de um cartel é contrária à existência de um mercado de livre concorrência.
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o aumento do preço dos combustíveis tem mais implicações para os Portugueses que o caricatural desenho de JM. Como se sabe não se transportam os bens de bicicleta, não se pesca a remos e por aí.. os custos não serão reflectidos apenas no transporte pessoal mas em tudo o que nos rodeia com (mais) uma diminuição do poder de compra numa altura já de si complicada. Claro que embirrar com as bicicletas é mais político, e tamos aqui para embirrar não é?
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O que vale é que, quando se acabar de vez o petróleo, sempre podemos voltar às máquinas a vapor. Trata-se de uma tecnologia já com provas dadas e independente dos árabes e do Chavez, ora pois!…
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O João aponta bem a discrepância entre o que se diz e o que acontece na realidade. Normalmente são os utópicos de esquerda que se queixam muito de uma coisa e depois fazem precisamente ao contrário. Este é só mais um dos exemplos da sua hipocrisia.
O que eles se deviam queixar agora era do governo, tal como Passos Coelho fez, que se está a proveitar da subida dos combustíveis para arrecadar receitas inesperadas de IVA. Nós já pagamos um preço por litro de gasolina e um IVA mais altos do que países mais ricos do que nós e por isso devemos sentir ainda mais a subida de combustíveis. Estes lucros do Estado à custa da miséria do povo é que se podem considerar verdadeiramente obscenos!…
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O MM,o Ferro e o Pi erre desmontam a lógica assassina do JM.Tudo se reduz ao confortozinho,segundo o JM.Claro que o preço alto vai levar a mais investimento nas alternativas, mas as pessoas (existem,são umas chatas) entretanto, têm que trabalhar e viver e para isso vão pagar mais,ter uma vida mais dificil!
Que interessa isso se daqui a 50 anos o mercado,funcionando livremente,resolver o problema?
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o lixo humano da politica portuguesa nunca se interessou por resolver o problema das energias alternativas e hoje “tamos fudidos”
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“o aumento do preço dos combustíveis tem mais implicações para os Portugueses que o caricatural desenho de JM. Como se sabe não se transportam os bens de bicicleta, não se pesca a remos e por aí.. os custos não serão reflectidos apenas no transporte pessoal mas em tudo o que nos rodeia com (mais) uma diminuição do poder de compra numa altura já de si complicada.”
Hmm… como é que o Estado paga baixa o preço sem reduzir os impostos petrolíferos? assumindo que os gastos do Estado não emagrecem – Coisa em que certamente este Governo não demonstrou interesse nenhum – O Estado irá buscar esses recursos aos bolsos dos portugueses de outra qualquer maneira, outro imposto, taxa, etc.
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já me estou a ver a comprar uma bike ao JM, para fazer o IC19 todos os dias!
especulação JM, especulação! O desgraçado do Mercado – essa instituição que é o rosto do liberalismo económico – está cada vez mais doente mas os nossos liberais continuam a assobiar para o ar!
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“…petróleo é um bem escasso…”, mas isso não foi descoberto agora(crescimento galopante do preço do petróleo), tal facto! Porque não se desenvolveram alternativas ao petróleo quando este estava barato para assim minorar (não estaríamos tão dependentes daquele)os efeitos que estamos a viver actualmente(crescimento galopante do preço do petróleo)?
“…o interesse dos partidos políticos pelas energias alternativas é puramente retórico.” O interesse tem nome, Imposto Sobre os Preços Petrolíferos.
“…se adaptarem ao petróleo cada vez mais caro” é verdade que o preço do barril tem aumentado mas não se esqueça que o euro tem se valorizado face ao dólar o que amortece esse aumento, o que levanta indícios de cartelização no sector face aos aumentos constantes.
Como sabe o aumento do preço do petróleo afecta todos os sectores de actividade e, com isso, encarece a vida de uma forma significativa das pessoas que vivem em Portugal.
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Das “renováveis”
http://fiel-inimigo.blogspot.com/2008/05/2-24.html
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“assumindo que os gastos do Estado não emagrecem – Coisa em que certamente este Governo não demonstrou interesse nenhum – O Estado irá buscar esses recursos aos bolsos dos portugueses de outra qualquer maneira, outro imposto, taxa, etc.”
Mas Lucklucky os impostos como o IVA são proporcionais ao preço. Isso quer dizer que quanto maior for o preço, maior são as receitas. Se baixarem o imposto quando o preço sobe, não perdem nada, deixam é de arrecadar mais lucros.
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lucky luke: desliberalizando os preços dos combustíveis que ao contrário do que defendiam provocou uma cartelização dos preços.
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Já repararam que o preço dos combustíveis ditos “premium” se tem mantido surpreendentemente estável? A diferença cifra-se hoje em 3, 4 cêntimos (pelo que vi na Repsol hoje). Por este andar, vão ficar mais baratos lá para o Verão. É aproveitar…
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Esta malta aqui dos comentários acredita mesmo que o governo pode controlar o preço do petróleo?
Por mim podem tirar os impostos todos sobre os combustiveis, não é nada que o preço do petróleo não anule num par de anos (ou menos). Leiam isto, NUNCA MAIS VAI HAVER PETRÓLEO BARATO, a produto não é infinito e os poços de maior dimensão, de melhor qualidade e de fácil extração já foram queimados, entretanto os BRIC’s têm uma sede insaciável, vamos ter que competir com eles pelo que resta, logo, procura maior + produção estagnada/declínio/pior qualidade/maiores custos = preços crescentes.
As alternativas infelizmente não são escaláveis à dimensão do petróleo e sobrevivem à custa de subsídios, ironicamente, um dos maiores subsídios às alternativas é exatamente o petróleo barato a que estávamos habituados. Quem não se lembra quando o petróleo estava a 20$/b, dizerem que a energia solar ou o hidrogénio se tornariam competitivas com o petróleo a 60$? Está a 125$ e as alternativas ainda continuam lá ao longe, num horizonte recessivo.
O preço do petróleo passa por osmose a toda a economia, com o petróleo mais caro tudo se torna mais caro de produzir, alimentos, combustiveis, quinquilharia e, surpresa, painéis solares e turbinas eólicas (que produzem eletricidade e não combustiveis liquidos).
O erro de pensar que o petróleo mais caro vai fazer florir uma plétora de renováveis está bem expresso nesta frase do Bjorn Lomborg:
«At $40 a barrel (less than one-third above the current world price), shale oil can supply oil for the next 250 years at current consumption, and in total, there is enough shale oil to cover our total energy consumption for the next 5,000 years.» – Bjorn Lomborg, The Skeptical Environmentalist 2001.
Este é o tipo de pensamento mágico optimista que tem de ser evitado se não queremos ter más surpresas.
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Finalmente o JM começa a admitir que o peak oil afinal vai ter algumas implicações. É que aqui hà uns tempos era um “não evento” corriqueiro que o mercado resolveria num piscar de olhos, chegou a comparar o pico petrolifero com o pico de discos em vinil. eheheh.
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o peak oil veio acompanhado do peak profit da galp que como se sabe alcançou cifras nunca antes imaginadas
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ja me olvidava que isto do peak oil era considerado mais uma fantasia calamitosa da esquerda.. bem apontado doomer
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