Saltar para o conteúdo

Ministro de baixa

20 Maio, 2008

Costumava ser da praxe um ministro nunca entrar de baixa. Fazia parte da dignidade de um ministro demitir-se sempre que os seus problemas pessoais de saúde começavam a afectar o desempenho do cargo. Parece que já não é bem assim. O ministro que deixa os seus problemas médicos interferir com a boa governação começa a ser a norma.

78 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Maio, 2008 12:35

    Um Longo Caminho de Ajustamento para Percorrer – Portugal, os próximos anos serão vividos com um elevado sofrimento social, económico e até político

    A semana passada foi a vez dos portugueses assentarem os pés na terra e passarem a encarar o seu futuro com mais realismo, com os dados divulgados pelo INE sobre o nosso raquítico crescimento. A semana passada caiu a máscara oficial: Portugal está a caminho de uma longa depressão. E as ilusões criadas por um poder político impreparado para falar a verdade ao país terão mais más consequências que boas. Além disso a realidade não se muda por decreto ou com falso optimismo.

    Portugal no primeiro trimestre de 2008 cresceu apenas 0,9% em termos homólogos, ao passo que no resto da Europa o crescimento médio foi de 2,2%. Além desta divergência estrondosa o que gera mais perpelixidade é que o crescimento económico europeu continuou a set forte como no trimestre anterior, em especial na Alemanha e França; ao passo que em Portugal o PIB caiu mesmo face ao trimestre anterior. Ou seja, pese embora o mau ambiente gerado pela desaceleração espanhola, na verdade Portugal deixou de crescer mais por deficiências endógenas que devido à conjuntura externa.

    Mas as más notícias não se ficaram por aqui. Outras notícias saídas nos últimos dias são preocupantes, duas em especial, que foram saudadas pelo poder político como boas. Mas que de boas nada tem. Uma delas foi que o Investimento Directo Estrangeiro se afundou, e em menos de dois aos, Portugal destruiu quase qualquer capacidade para atrair investimento externo. Hoje o IDE é residual e assenta sobretudo em aproveitamento produtivo de factores naturais, leia-se, recursos naturais. O investimento estrangeiro posiciona-se na extracção de minérios, como a recente reabertura das Minas de Aljustrel; e no aproveitamento da madeira, com a abertura de um fábrica da IKEA, que ao mesmo tempo obteve importantes condições financeiras do Estado português para se estabelecer comercialmente em Portugal.

    A outra má notícia é que Portugal tem cada vez mais mão-de-obra qualificada e barata. E apesar da abundância de mão-de-obra barata e qualificada, Portugal não consegue atrair bom investimento estrangeiro. Demonstrando que a aposta na educação e formação profissional de nada vale ao tecido produtivo se não forem reunidas muitas outras condições atractivas para o investimento do exterior. Não deverá ser por acaso que o governo decidiu voltar ao modelo anterior de desenvolvimento com a aposta nas obras públicas, para gerar algum crescimento económico. Segundo alguns números divulgados, o governo prepara-se para lançar obras faraónicas no valor de 12% do seu PIB. O que é demonstrativo da falência da aposta na qualificação e formação dos seus trabalhadores e do famigerado Choque Tecnológico. A política de betão está de volta, com os naturais custos inerentes a serem transferidos para os próximos 20 anos, o que aliados ao passado, tornará Portugal numa espécie de Mezzogiorno Ibérico.

    Mas as verdadeiras más notícias foram vendidas ao país como boas notícias. A primeira delas é a criação de empregos no primeiro trimestre de 2008 comparativamente com 2007. Segundo o INE, o número de empregados cresceu 1,1%, face ao ano anterior. E aqui parecendo que este maior número de activos empregados é bom para o país, não o é. Não o é tendo em conta que a economia portuguesa apenas cresceu 0,9% face ao ano anterior. Ou seja, Portugal conheceu uma queda na sua produtividade. Ou dito de outro modo, precisou de mais activos para gerar menos riqueza relativa. O que na prática quer dizer que são empregos sem futuro e apenas temporários. Porque a produtividade está de novo a cair em Portugal, mostrando que a economia portuguesa já não consegue aguentar as forças económicas em presença, como maiores taxas de juro, maiores preços das matérias-primas, em especial as energéticas, etc. Na verdade, com a divulgação deste mau crescimento económico a par deste aumento de activos empregados, poderemos antever, com elevado grau de certeza, que a economia portuguesa prepara-se para viver um depressão económica dura, longa e bastante sofrida.

    A outra notícia bastante preocupante mas que confirma o clima depressivo em Portugal são os dados da inflação relativos ao mês de Abril que se saldou pelos 2,5%, em termos homólogos. E estes dados, vendidos ao país como bons resultados económicos escondem uma realidade por trás bastante dura e preocupante: a economia portuguesa está a viver sob um clima depressivo profundo e deflacionista. E está se tivermos em conta que o cada vez maior preço das matérias-primas está a pressionar o tecido produtivo de uma forma trágica. Desde o petróleo aos alimentos, a generalidade destes produtos têm subido de preço a ritmos cada vez mais elevados e no entanto o tecido produtivo não consegue transferir este enorme aumento de custos para o consumidor. Mostrando que Portugal vive sob força depressivas enormes, devido à fraca procura. As margens do tecido produtivo deverão estar a comprimir-se de um modo bastante preocupante, sendo de prever uma nova onda de falências das nossas empresas nos próximos trimestres.

    As forças depressivas são poderosas em Portugal e tanto o são que as vendas a retalho estão em queda. Assim como, por exemplo, as vendas de gasolina. Ou seja, a procura interna está a viver mais um colapso, sendo de destacar tanto a queda no consumo privado como no investimento. E estas forças depressivas, derivadas de uma fraqueza na procura, estão a asfixiar ainda mais o tecido produtivo na medida que a sensibilidade ao preço por parte dos consumidores é cada vez maior, como se prova pela queda relativa da inflação portuguesa face ao exterior.

    Todas estas notícias nos dão um profundo sinal de alarme. IDE em queda, procura interna em queda, quedas na produtividade, retorno à famosa política de betão como modelo de desenvolvimento, quedas no nível de vida dos activos mais qualificados e choques económicos para amortizar, deverão gerar uma profunda depressão económica e social, que deverá ser mais longa, dura e sofrida do que seria desejável.

    Portugal não consegue produzir mais e melhor. Mas está endividado, tem um Estado que parasita todo o tecido produtivo e profundamente ineficiente. Para mais, Portugal tem um elevado défice externo que a prazo terá que ser corrigido, pois se a sua produtividade não sobe, também terá que ter uma queda no seu nível de rendimentos. De molde a que se ajuste à sua fraca produtividade, que ainda por cima está agora em queda, com crescimentos negativos.

    Além de produzir cada vez pior e ineficientemente, com o uso de cada vez mais activos para produzir menos, Portugal tem um Estado que consome todos os recursos que pode. Porque o Estado não conseguiu conter a sua gula por recursos e os seus gastos já absorveram quase todos os ganhos que obteve pelo maior aumento da carga fiscal de que há memória. A par de Portugal, só a Espanha teve um aumento da pressão fiscal equiparável, em toda a Europa, segundo um Instituto de estudos económicos espanhol. Isto é, o Estado consome cada vez mais recursos e produz cada vez menos, mostrando que também vive uma queda assustadora na sua própria produtividade. Desta forma asfixia cada vez mais o já fraco e débil tecido produtivo.

    Os próximos anos serão dolorosos para os portugueses, em especial os mais fracos e desfavorecidos. O número de falências irá aumentar, o desemprego irá crescer, os salários reais cairem cada vez mais e o ajustamento estrutural inevitável será longo e prolongado. E quer se use os Custos Unitários de Trabalho, que se use a Produtividade como medidas para estabelecer tendências futuras para o nosso comportamento económico, ambos nos dizem que Portugal só tem dois caminhos: ou Portugal aumenta a sua produtividade para que esta sustente o actual nível de vida; ou o seu nível de vida terá que descer para se ajustar á sua capacidade de criação de riqueza.

    Infelizmente Portugal não consegue elevar a sua produtividade. Pelo contrário, esta encontra-se em queda. Logo, o nível de vida médio dos portugueses irá cair. Será um processo longo, duro e bastante causador de sofrimento social. É inevitável. É o realismo económico sob as vestes do pessimismo económico. É o afundar completo de Portugal.

    Gostar

  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Maio, 2008 12:38

    E nem de férias iam. Estar ausente 6 semanas ia ser mesmo motivo de demissao… isto só visto.

    Gostar

  3. Piscoiso's avatar
    20 Maio, 2008 12:39

    el permiso de maternidad” não é uma baixa por doença.
    Nem consta que Carme Chacón tenha problemas de saúde.
    Apenas se pretende evitar um parto no ministério.

    Gostar

  4. mariana's avatar
    mariana permalink
    20 Maio, 2008 12:59

    pela mesma lógica, uma mulher que trabalhe numa fábrica e engravide tem que ir para a rua para não empatar a vida ao patrão…não?

    Gostar

  5. Miguel's avatar
    Miguel permalink
    20 Maio, 2008 13:10

    Mariana,
    Ser ministro não é bem o mesmo que ter um contrato de trabalho. O ministro é nomeado e destituído livremente pelo PM, não há necessidade de justa causa (embora em Portugal não fosse dificil prová-lo).
    Isto é apenas a falta de sentido de estado pós moderna…Estamos a cavalgar para a barbárie e nem nos damos conta.

    Gostar

  6. Alvaro's avatar
    20 Maio, 2008 13:13

    Andam ministr@s neste (des) governo que por mim internava-@s compulsivamente. E n é só o Sousa c a sua historieta da passa no avião…

    Gostar

  7. Alvaro's avatar
    20 Maio, 2008 13:16

    1 – anti-comuna

    pûs um excerto do seu comentário, que é mais um artigo, no meu blog. Cumprimentos.

    http://criticademusica.blogspot.com/

    Gostar

  8. Alvaro's avatar
    20 Maio, 2008 13:20

    3 – Claro!

    só discutir-se isto aqui demonstra a anormalidade de alguns portugues@s. Queriam o quê? que ela n pudesse ser ministra porque engravida? Ou que por engravidar n se deveria ter metido na política? Q se auto-castrasse tornando-se infértil? É inacreditável.

    Portugal é, personifica cada vez mais, a idade das trevas! Pior? Há e sabemos onde e quem… e sabemos que é politicamente incorreto e arriscado apontar-lhes o dedo. Eles lapidam as mulheres que falam com a pessoa errada, e cortam as mãos aos homens que roubam. E aos que escrevem coisas inconvenientes tb…

    Gostar

  9. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 13:40

    Não deixa de ser um pouco incrível. E se Espanha entrasse em guerra agora, arranjava-se outro ministro à pressa?

    Gostar

  10. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Maio, 2008 13:41

    Caro Alvaro, esteja à vontade, desde que seja incluido o autor e o local onde foi publicado inicialmente, não me importo que os meus fracos artigos sejam utilizados pelos bloguers. É para isso que cá estou. 😉

    Gostar

  11. Cam's avatar
    Cam permalink
    20 Maio, 2008 14:02

    Dantes criavam-se ministerios da igualdade social para estas ministras decorativas.

    Gostar

  12. Piscoiso's avatar
    20 Maio, 2008 14:06

    A Tina pode crer que não é por causa das mulheres/militares, que dos EUA vão perder a guerra no Iraque.

    Gostar

  13. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    20 Maio, 2008 14:07

    Avaliar se um/a ministro/a pode ou não ausentar-se das suas funções, por razões de saúde ou, no caso, de maternidade, é uma avaliação política. Pelo próprio e por quem depende, o pm.
    Avaliação sobre se a sua ausência poderá interferir, diminuir ou de alguma forma afectar a capacidade politica e decisória do ministério e do governo no seu todo.
    É um bom sinal entender-se que a ausencia de um ministro não afecta o normal funcionamento das instituições.

    Gostar

  14. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    20 Maio, 2008 14:13

    Tina, eu acho que esta é uma boa oportunidade para invadirmos a Espanha, o que acha? ;)… Agora a sério, ó Tina, não se deixe enganar. As mulheres ministras engravidam e os homens ministros ficam por vezes de baixa quando estão doentes, e isso não significa que devam pedir a demissão. A história está cheia de excelentes governantes temporariamente incapacitados para exercer as suas funções. A doença da ministra é temporária, Tina, não se preocupe que aquilo passa, garanto-lhe que passa.
    Mas o que é que deu nesta malta, para de repente se preocupar tanto com a gravidez de uma ministra estrangeira? A Tina, por exemplo, qual é o seu problema?

    Gostar

  15. Desconhecida's avatar
    20 Maio, 2008 14:13

    A continuar assim não sei onde é que a Espanha irá parar.

    Espero que não seja ao triste nível de Portugal onde não se nota se os ministros trabalham doentes ou se são mesmo assim.

    Gostar

  16. Zé da Póvoa's avatar
    20 Maio, 2008 14:19

    Pois, só que também não era hábito haver mulheres à frente dos ministérios e muito menos ministérios da Defesa. É a vida, como dizia o outro. E as coisas mudam muito rapidamente. Ai de quem não acompanhar!

    Gostar

  17. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 14:42

    Temporária, de quantos meses? Ás vezes é requerido repouso até ao fim da gravidez. É óbvio que o papel da ministra á apenas apenas decorativo senão a senhora já tinha sido substituída. Imagine-se se fosse primeira ministra e tivesse de tirar 3 meses de baixa!…

    Gostar

  18. Desconhecida's avatar
    Zé do Vale permalink
    20 Maio, 2008 14:43

    e o k é k isso tem a ver connosco?

    ela é ministra do governo português??

    Gostar

  19. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    20 Maio, 2008 14:52

    Tina, é óbvio que esta questão da ministra espanhola grávida te preocupa. Estás a imaginar os marroquinos a entrarem por Espanha adentro e depois vais comprar caramelos a badajoz e ficas sem saber como se pede a coisa lá na lingua deles, não é? Mas eu explico-te: o risco de isso acontecer é mínimo, a sério! Mesmo que a ministra tenha de ficar de licença até ao fim da gravidez, o governo espanhol tem mecanismos de salvaguarda em matéria de defesa que tornam essas coisas muito difíceis; e a máquina admnistrativa da defesa, entretanto, não sairá prejudicada pelo facto de a ministra ficar em casa alguns meses. Aquilo tem secretários gerais, directores, uma porrada de funcionários a dar de comer aos soldados e a meter gasolina nos aviões.
    E não, três meses de baixa, não é razão para demissão, seja de um ministro, seja de um chefe de governo.
    Estás mais descansada?

    Gostar

  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Maio, 2008 14:53

    No fim da gravidez está a ministra.

    “É óbvio que o papel da ministra á apenas apenas decorativo senão a senhora já tinha sido substituída.”

    Tinha vergonha de dizer uma barbaridade destas. É preciso ser mesmo duma ignorancia total. Xiça! My God

    Gostar

  21. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    20 Maio, 2008 14:53

    A Tina tem razão. Mulheres na politica é uma enorme estupidez.

    Gostar

  22. Sofia Ventura's avatar
    20 Maio, 2008 14:54

    «problemas pessoais de saúde»

    A Ministra está com problemas de saúde?
    Isso não pode ser bom para o bébé!

    Gostar

  23. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Maio, 2008 14:55

    A Tina está a falar da ministra que provavelmente irá substituir Zapatero à frente do psoe. Papel decorativo é uma coisa muito estranha com aquela carreira.

    Gostar

  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Maio, 2008 14:57

    Quer dizer, nem já está sequer no final da gravidez. É que o bébé chorao já nasceu.

    Gostar

  25. Sofia Ventura's avatar
    20 Maio, 2008 14:57

    «É óbvio que o papel da ministra á apenas apenas decorativo senão a senhora já tinha sido substituída.»

    Faz sentido! Nomeia-se uma mulher grávida de 6 ou 7 meses, porque se sabe que daí a 3 ou 4 se a faz substituir.
    Tenho certeza que há aqui um pensamento estratégico tão, mas tão, insinuoso que, de repente, não o estou a alcançar.

    Gostar

  26. jpt's avatar
    jpt permalink
    20 Maio, 2008 15:04

    Que estupidez de post! Peço desculpa, mas nem me digno a argumentar porquê. É dum sexismo tão básico e atrasado-mental que não há pachorra! E é esta gente basicamente mentecapta que comenta nos nossos jornais??? Vómito…

    Gostar

  27. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 15:28

    E depois também vai ser giro quando ela tirar folga para ir às festas da criança na escola, ou ter de ficar com ele porque está doente.

    Gostar

  28. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 15:31

    Nunca se devia ter eleito uma mulher grávida para ministra. Qualquer mulher ministra, presidente, etc., deveria esperar para sair do cargo para ter filhos. Há cargos que simplesmente não se coadunam com o papel de mãe.

    Gostar

  29. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    20 Maio, 2008 15:33

    A Tina é uma fiel díscipula de Pedro Arroja. Parabéns.

    Gostar

  30. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 15:41

    Nem pensar nisso. Eu fui sempre profissional e quando tive filhos criei a minha própria consultadoria para poder continuar a exercer em part-time. Há maneiras e maneiras de fazer as coisas. Uma coisa é certa, não se pode ter ou ser tudo na vida ao mesmo tempo.

    Gostar

  31. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 15:42

    Este post é machista.
    As coisas devem ser convenientemente adjectivadas porque o pior tipo de machismo é aquele que é encapotado.
    Também são tremendamente machistas os comentários do género “onde é que a espanha vai parar” e “onde é que isto já se viu”. Os comentários que insistem em chamar decorativa a quem é apontada como provável sucessora de Zapatero não são machistas, são ignorantes.

    Gostar

  32. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 15:44

    “Estamos a cavalgar para a barbárie e nem nos damos conta.”

    Miguel,

    Bárbaro é o seu pensamento.

    Gostar

  33. Sofia Ventura's avatar
    20 Maio, 2008 15:46

    Não.
    O Pedro Arroja é mais perigoso porque consegue reunir dois neurónios dentro da caixa craneana.

    O Tina, o que é que se lhe pode dizer? Olhe, não faça como a Manuela Moura Guedes. Não se exponha.

    Gostar

  34. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 15:49

    Nem a Isabel, a católica – que teve quatro ou cinco filhos, nunca se tendo demitido do seu cargo de monarca absolouta – teve que aturar mentes tão retrógadas.

    Gostar

  35. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    20 Maio, 2008 15:54

    “E depois também vai ser giro quando ela tirar folga para ir às festas da criança na escola, ou ter de ficar com ele porque está doente.”

    Tina, você está a gozar com o pagode, ou quê? Ó alma de deus, o pai também pode tirar folga para ir à festa da criança na escola, ou para ficar em casa a tratar do filho doente! Muitos pais fazem isso, ó você lá no sítio onde vive, nunca se deu conta disso? E que tal defender que uma mulher só pode trabalhar depois da menopausa, para não prejudicar a sociedade com as suas crises de humor do periodo menstrual?

    É que nem sequer dá vontade de brincar consigo, de tão ridiculo que isso tudo é!

    E a Helena Matos caladita, em solidariedade orgânica, suponho eu.

    Tina, eu acho que você não existe. A Tina é um heterónimo do Pedro Arroja

    Gostar

  36. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 15:55

    Isto é o mesmo tipo de gente que considera que as mulheres não podem ter cargos de poder ou direcção, públicos ou privados, pelo facto de poderem engravidar. Quando ouço este tipo de coisas por parte de taxistas não me incomoda muito porque limito-me a rotular a ignorância a e condescender desta. Conversa deste género vinda de pessoas que têm condições intelectuais para ultrapassar os seus próprios preconceitos é absolutamente inaceitável.

    Gostar

  37. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 15:58

    Na idade das trevas em que ainda estão algumas pessoas os pais não têm obrigações, não vão às festas nem ficam em casa com os filhos doentes. AS mulheres podem ser caixas nos supermercados, mas não podem ter cargos de direcção. Apesar de ser mais fácil continuar a exercer um cargo de direcção deitada na cama, com licença de parto, do que continuar a exercer as funções de caixa de supermercado.
    Eu acho que era bom que alguns senhores começassem a conformar-se com a nova realidade. Até porque nem sequer têm outra alternativa…

    Gostar

  38. Desconhecida's avatar
    maria permalink
    20 Maio, 2008 16:19

    Não acredito que a Tina seja mesmo uma mulher. É demasiado triste para ser verdade!!!

    Gostar

  39. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 16:33

    “Fazia parte da dignidade de um ministro demitir-se sempre que os seus problemas pessoais de saúde começavam a afectar o desempenho do cargo.”
    Dignidade? Qual dignidade? Até a alma é uma coisa relativamente recente nas mulheres, quanto mais a dignidade.
    Post MACHISTA. É preciso dizê-lo com todas as letrinhas.

    Gostar

  40. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    20 Maio, 2008 16:53

    “Post MACHISTA.” Ui, lolozinha, no que foste meter… não se diz machista, diz-se “politicamente incorrecto”. Assim é que é correcto.

    Gostar

  41. JLS's avatar
    20 Maio, 2008 16:58

    O João Miranda saiu cá um liberal…

    Gostar

  42. Alvaro's avatar
    20 Maio, 2008 17:06

    Este post é absolutamente anormal. Demonstra uma preocupação com o país do lado que eles nunca terão com este aqui, e eu compreendo-os muito bem: um país cuja “intelegencia” escreve “posts” e manda “bocas” como as que aqui aparecem, só merece que se faça de conta que não existe.

    Gostar

  43. Alvaro's avatar
    20 Maio, 2008 17:08

    Já agora uma coisinha:

    Ministra de baixa

    (não ministro…)

    Gostar

  44. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    20 Maio, 2008 17:17

    “Ministra de baixa

    (não ministro…)”

    Obviamente, o JM deve achar que não faz qualquer sentido a conjugação no feminino.

    Gostar

  45. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    20 Maio, 2008 18:20

    Segundo ouvi dizer, os homens também já podem engravidar. Sendo assim, a senhora ministra bem podia deixar essa nobre função para o marido, penso eu de que.

    Gostar

  46. Luís's avatar
    20 Maio, 2008 18:52

    Isto é de um machismo repugnante. Repugnante.

    Gostar

  47. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 20:40

    A coisa mais importante para os filhos é a mãe. Para um filho a mãe é insubstituível, para a nação qualquer outra mulher capaz serviria.

    Gostar

  48. tina's avatar
    tina permalink
    20 Maio, 2008 20:52

    A ministra comportou-se egotisticamente quando aceitou um cargo que sabia pôr completamente em causa o seu papel de mãe. Não são amas, nem pais que substituem a mãe. Se ela tiver sentimentos, vai sofrer muito cada vez que tiver que deixar o filho com os outros. E será coisa que ela terá de fazer mais do que é normal, viagens, etc. Normalmente as mulheres abrandam o passo por causa dos filhos. Ela acelerou, pensando na sua carreira, no filho é que não pensou. E um dia vai se arrepender de não ter estado com aquele que mais, e quando mais precisava dela e de ter entregue tudo àqueles que lhes tanto fazia ser ela como qualquer outra.

    Gostar

  49. dazulpintado's avatar
    dazulpintado permalink
    20 Maio, 2008 20:53

    -Bom dia Srª Ministra
    -Bom dia Sr. General.Não se importa de me ajudar aqui com o saco das fraldas? Tenho que ir preparar mamada.
    -A mamada Srª Ministra?
    -Sim homem , qual é a admiração?
    -É que não me sinto preparado, a instituição militar sempre foi muito retrógada , e austera…É melhor não, Srª ministra,alguém pode ver-me com o saco na mão, e não fica bem a um militar com a minha patente.
    -Está despedido! Vou promover a Lololinhazinha a Generala e acabar com a raça dos machistas repugantes no exército . Tire já esses galões e ponha estes pon-pons presos com este veludo cor de rosa , seu machista repugnante.
    -Pronto Srºa Ministra, eu acedo ao que me pede, mas não diga nada ao Alvaro nem ao Luis, aquelas invejosas, ainda ainda me iam denunciar á patroa e isso sim, seria uma batalha sem quartel.

    Gostar

  50. Desconhecida's avatar
    20 Maio, 2008 21:03

    Isto até dá dó!

    Gostar

  51. o sátiro's avatar
    20 Maio, 2008 21:50

    Zapatero substitui uma mulher por um Homem?
    Feminismo em baixa?
    Arrependido?
    E as bombas da ETA não preocupam Zapatero e Rubalcaba?

    Gostar

  52. Desconhecida's avatar
    Zenóbio permalink
    21 Maio, 2008 10:35

    Santa ignorância, João Miranda. Gravidez não é doença, tanto quanto sei. Agora a misoginia já lhe embote o raciocínio?

    Gostar

  53. FuckItAll's avatar
    21 Maio, 2008 12:37

    A falta de assunto é uma coisa muito bonita. Realmente uma licença de parto é um drama para a democracia espanhola. É por estas e outras que nós parecemos, por contraste de vizinhança, uma caricatura de país.

    E Tina, a maioria das mulheres sempre trabalhou, em todos os tempos e lugares, e ninguém deixou de ter filhos por isso, percebe?

    Gostar

  54. FuckItAll's avatar
    21 Maio, 2008 12:52

    Já agora, gente preocupada com a vida dos outros, é assim que a questão vai ser gerida:
    http://www.elmundo.es/elmundo/2008/05/19/espana/1211223935.html

    Gostar

  55. rosa-que-fuma's avatar
    rosa-que-fuma permalink
    21 Maio, 2008 13:38

    é tão bonito. Dignidade (soberania?) ainda é estar acima da lei. (a imagem d)O ministro |deve| dar mais que o que a lei lhe obriga para ser digno. Transcender, o comum mortal. (curiosamente, renegar ao corpo).

    Tipo se o ministro da saúde fosse o melhor dos médicos, o da economia o melhor dos economistas, por aí fora, numa idílica democracia representativa. Não são, são os melhores dos partidos, sem relação com a “classe” (as da saude e educação e igualdade ou quê, são as melhores mulheres dos partidos. dizer decorativo é palerma, o tom degenerado e incompetente precede-as sem genero, e apenas se acumula outro pre-conceito)

    Dizia a lolo, a alma é recente…

    Gostar

  56. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    21 Maio, 2008 14:20

    Tina, não me consta que a ministra da defesa espanhola tenha alguma objecção à forma como a Tina educa os seus filhos. Não percebo porque há-de a Tina opinar sobre a educação dos filhos da ministra. Digo eu.

    Gostar

  57. tina's avatar
    tina permalink
    21 Maio, 2008 15:12

    “E Tina, a maioria das mulheres sempre trabalhou, em todos os tempos e lugares, e ninguém deixou de ter filhos por isso, percebe?”

    Claro que não, os filhos é que deixaram de ter mães. Uns mais do que os outros.

    Gostar

  58. FuckItAll's avatar
    21 Maio, 2008 15:21

    Se eu tivesse tempo, ofendia-me em nome da maioria das mães de todos os tempos e lugares. E a sua declaração seria muito conservadora, se não fosse apenas demonstradora de uma triste ignorância.

    Gostar

  59. FuckItAll's avatar
    21 Maio, 2008 15:41

    …mas sempre lhe venho dizer que, além de ainda não ter visto a minha filha queixar-se, eu própria, os meus irmãos e a imensa maioria das pessoas com que me dou não nos sentimos especialmente orfãos. A qualidade maternal não se mede pelo estado de desocupação da mãe.

    Gostar

  60. tina's avatar
    tina permalink
    21 Maio, 2008 17:18

    “ofendia-me em nome da maioria das mães de todos os tempos e lugares”

    E acho que tem toda a razão em ofender-se mas isso não torna menos verdadeiro aquilo que eu disse. Os filhos habituam-se a tudo e nunca se hão-de queixar. Precisariam de um termo de comparação o qual, como é evidente, não têm.

    Gostar

  61. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    21 Maio, 2008 17:32

    Para mim è indefirente que a mulher estja gravida ao não!
    O que não è a eitavel, que se entregue a chefia de um exercito,
    com milhares de homemns e mulhers, em situações de responsabili
    dade militar, a uma fedelha, onde no seu curriculum, não consta nada que tenha a ver com a função militar (curriculum publicado no el mundo) só para um idiota de um presidente dizer que respeita as cotas.Com esta teoria, olhem para o grupo parlamentar dos socialistas e veja-se a pessima qualidade das suas componentes!

    Gostar

  62. FuckItAll's avatar
    21 Maio, 2008 19:50

    A frase “a minha filha ainda não se queixou” era irónica (e aliás, a minha filha esteve quase todo o tempo comigo até pouco antes de fazer 3 anos). O ponto não é esse. O bem-estar e felicidade das crianças não tem nada que ver com o tipo de actividade profissional que a mãe ou o pai têm ou não. Francamente, se precisa de acreditar que todos os outros estão errados para se sentir justificada nas suas opções/opiniões, é consigo. Felizmente, o resto de nós continuaremos as nossas vidinhas, com as respectivas (e a meu ver desejáveis) variações. Repito-lhe apenas o que já disse: isso de mães em casa e dedicadas a cuidar dos filhos é uma situação muito circunscrita no tempo, zonas geográficas e classes sociais, em que muito poucas pessoas vivem/viveram. A maternidade humana é uma experiência um bocadinho mais variada – e resistente – do que isso.

    Gostar

  63. Cátia's avatar
    Cátia permalink
    21 Maio, 2008 19:57

    Isto é mesmo “posta de pescada” de quem não tem nada de útil para fazer ou sobre o qual escrever.

    Tina:

    Até fazer prova em contrário, não vou considerar que se trata nem de uma mulher, nem de um homem em sentido amplo, mas sim de um homem em sentido restrito, ou seja, um homem profundamente machista.

    Se tiver discernimento suficiente compreenderá, como é comum, nunca ouvi uma mulher afirmar nem algumas das obscenidades que escreveu, quanto mais a sua totalidade.

    Deixo algumas notas.

    Se a Espanha entrasse em guerra agora, não faltaria gente para dar conta da defesa do país. Ao contrário do que uma pessoa menos informada possa pensar o papel de um ministro é deveras limitado, dependendo o mesmo de uma meríado de pessoas que com ele colaboram.

    E, como é óbvio, quando um ministro ausenta-se, ele é substítuido temporariamente, assim como acontece com o Primeiro-Ministro, o Presidente da República (que se ausenta diversas vezes devido a viagens no âmbito das funções), entre outros. Como era de esperar, afinal, os homens até agora não têm a possibiidade de engravidar mas também estão sujeitos a doenças e outros problemas que os poderão deixar impedidos de desempenhar funções temporariamente.

    Em Portugal, quando o Primeiro-Ministro se ausenta de funções, é substituido pelo Vice-Primeiro-Ministro ou o não havendo, é substítuido pelo ministro que o PM indicar ao Presidente da República, ou na falta de indicação o substituto é designado pelo PR.

    Em Portugal, cada ministro na sua ausência é substituído pelo Secretário de Estado que o PM indicar ou na falta de indicação, pelo membro do Governo que o PM designar.

    Em Portugal, o PR é substituido, em caso de impedimento temporário, pelo Presidente da Assembleia da República ou, no impedimento deste, pelo seu substituto.

    Como pode verificar, Portugal pode bem ter uma Primeira-Ministra, ministras e/ou sras. Presidentes da República, que caso se ausentem por parto ou qualquer licença, substitutos não faltarão. O mesmo certamente também com Espanha, de acordo com a sua legislação.

    Ás vezes é requerido repouso até ao fim da gravidez. Assim como às vezes os homens sofrem de doenças que os metem meses num hospital, como a tuberculose, por exmeplo.

    Quem disse que ela vai tirar sempre folga para ir às festas da criança na escola ou ter de ficar com ele porque está doente?

    Sabe, as crianças não têm apenas mãe, cada criança tem também um pai. Se os dois elementos do casal dividirem o tempo e esforços empregues com a criança ambos vão beneficiar, asism como ambas as entidades patronais.

    Sabe, há profissionais cujas funções são precisamente de cuidar das crianças por tempo determinado. Criação de postos de trabalho, que eu saiba isso é bom.

    Se todas as mulheres esperassem sair de cargos para terem filhos, as taxas de natalidade estariam pela «hora da morte» (já estiveram mais longe disso).

    Todos os cargos se coadunam com o papel de mãe. Importa é ter os meios necessários para tal, porque isso implica que a criança passe menos tempo com a mãe e logo, alternativas.

    Uma coisa é certa, não se pode ficar à espera de que as oportunidades para ter aquilo que é necessário para se sentir bem na vida estejam à nossa espera eternamente.

    Caso não tenha reparado, o período de tempo ideal para ter filhos (idades) em termos fisiológicos coincide mais ou menos com o período de tempo (idades) que é valorizado pelo mercado de trabalho. É portanto inevitável que uma mulher tenha de conciliar as tarefas ao mesmo tempo.

    A coisa mais importante para os filhos é a família, assim o é há muito tempo e espera-se que assim continue a ser. Se há pais portugueses que não são importantes para os filhos é porque são os estão perto de ser «pais ausentes».

    Aqui ninguém disse que a mãe é insubstituível. Uma mulher com um papel activo no mercado de trabalho não tem necessariamente de ser substituida, é uma questão de gestão do tempo e é uma questão de coordenação com outros intervenientes (entre eles o pai da criança, que não é menos insubstituível).

    Assim como uma mãe é insubstituível para o seu filho (a), também uma mulher pode ser insubstituível para a nação. Nenhum ser humano é igual a outro ser humano, cada ser humano é insubstituível em si mesmo. E são as dotações de um individuo, tanto as herdadas, como as adquiridas que o fazem desmarcar-se dos outros no mercado de trabalho e consequentemente também no trabalho pela nação. Não é qualquer individuo que substitui outro.

    O que deveria estar aqui em discusão são as dotações da sra. ministra da defesa espanhola. Mas até agora não vi comentários a debaterem se ela reune as características necessárias à posição que ocupa. Só li comentários a debater o sexo dela.

    A ministra comportou-se como uma mulher do seu século (séc. XXI) quando aceitou um cargo. Se pôs em causa o seu papel de mãe ou não só o tempo o dirá. Até agora não há informação suficiente para o apurar.

    Um pai não substitui uma mãe, assim como uma mãe não substitui um pai.

    Se é mãe como diz, a sra. deve ser uma «mãe-cola». A atender ao que disse, «Se ela tiver sentimentos, vai sofrer muito cada vez que tiver que deixar o filho com os outros.» O que é que uma mãe faz quando deixa os filhos na escola? Resposta: deixa os filhos com os outros.

    A ministra terá de fazer viagens, assim como os jornalistas têm de fazer viagens, assim como actualmente muitos empresários também têm de fazer viagens assim como diversos empregados de empresas. Chama-se «globalização».

    E como deveria saber todas as mulheres nessas posições que exigem viagens assim como todas as posições/ profissões exigem tempo. E as mulehres não podem simplesmente abrandar o passo por causa dos filhos.

    A mulher trabalhadora ou empresária tem de tentar arranjar uma eficiente organização do seu tempo. O mercado laboral não se compadece de mulheres que passam o tempo todo em casa a cuidar dos filhos.

    Nada indica que ela tenha pensado apenas na sua carreira, não há informação que permita explicar o porquê de ela ali estar naquele governo como ministra.

    Além disso, hoje em dia criar e educar uma criança implica razoáveis somas monetárias e ao aceitar aquele cargo ela cria a possibilidade de garantir todos os meios necessários. Ao pensar na sua carreira poderá estar a pensar num rendimento não só no curto prazo mas também no longo prazo.

    Ela até se pode arrepender de não ter estado com o filho mais tempo mas também se poderia vir a arrepender de ter perdido aquela oportunidade de ocupar um cargo ao qual geralmente não é fácil chegar.

    Gostar

  64. Desconhecida's avatar
    tina permalink
    21 Maio, 2008 22:54

    “A maternidade humana é uma experiência um bocadinho mais variada – e resistente – do que isso.”

    Muitas maes nao tem alternativa ou optam por nao trabalhar. Seja. Nao se queiram e’ convencer que estao a ser boas maes. Estao a ser so’ na medida possivel. Mas basta perguntar a qualquer pediatra que dira’ que o bebe’ deve ficar em casa ate’ aos 2-3 anos. Basta ver como os bebes na creche tomam antibitoticos atras de antibioticos por estarem serem doentes, para perceber que e’ uma violencia estar a expo-lo tao cedo as outras criancas. Basta ver como nos ATLs nao tem nenhuma atencao especial e sao tratados como apenas outro elemento no grupo. E como as criancas chegam atrasadas a casa e ainda tem que fazer os trabalhos de casa. Etc, etc.

    Gostar

  65. Desconhecida's avatar
    tina permalink
    21 Maio, 2008 23:05

    “Além disso, hoje em dia criar e educar uma criança implica razoáveis somas monetárias e ao aceitar aquele cargo ela cria a possibilidade de garantir todos os meios necessários.”

    Compreendo isso perfeitamente. E como nao ha alternativa as pessoas querem convencer-se que e’ a mesma coisa um filho ser criado por estranhos ou pela mae. E’ totalmente absurdo e e’ esse o ponto que eu quero fazer.

    Gostar

  66. Desconhecida's avatar
    tina permalink
    21 Maio, 2008 23:10

    leia-se “optam por trabalhar” em vez de “por nao trabalhar”.

    Gostar

  67. FuckItAll's avatar
    22 Maio, 2008 00:13

    Eu por acaso estive em casa até aos quatro – com avós, no contexto duma família grande, onde estava “exposta a outras crianças”(??? acha que as crianças devem crescer em casulos?), muitas crianças da família próxima ou menos próxima, e era apenas outro elemento desse grupo. Para mim, chama-se socialização. Tinha uma relação muito intensa com os meus pais, que não era de todo diminuída por eles terem a vida deles, trabalho incluído. Mais uma vez, vai desculpar-me, mas não pode apagar e desvalorizar as experiências doutras pessoas e famílias como modo de valorizar as suas escolhas. Assuma-as e seja feliz com elas, mas sem insultar o resto de nós.

    Gostar

  68. FuckItAll's avatar
    22 Maio, 2008 00:19

    …mas se quer falar da “entrega a estranhos”, o meu irmão (muito) mais novo foi para a creche com 3 meses (no mesmo dia em que eu entrei para a universidade). Sempre adorou a escola e sempre foi o menino da família toda. Tem agora 21 anos, é de longe o mais equilibrado e calmo de toda a irmandade, com relações mais fáceis com toda a família. Saudável, muito bom aluno, com namorada e amigos novos e antigos. Enfim, um chato.

    Essa necessidade de pensar que há receitas fixas (as nossas, claro) para as coisas correrem bem ou sequer para terem resultados do mais convencional…

    Gostar

  69. random facts- rosa's avatar
    random facts- rosa permalink
    22 Maio, 2008 02:36

    portugal tem uma alta taxa de empregabilidade fem a tempo inteiro, mas está na média de desigualdade de salários masc/fem (full time=part time)

    a inseminação artificial é proibida fora de estabelecimentos especializados em portugal. dá prisão até 3 anos
    Para contornar este processo as pessoas dizem que não se lembram com quem dormiram (quando são forçadas a responder pela paternidade mediante o registo da criança)

    As jovens neonazis reclamam a não empregabilidade pela maternidade (sorry, mas a tina até pode ser mulher)

    (já agora, preocupados com a competencia, onde é que andaram quando o portas era ministro por cá?)

    Gostar

  70. tina's avatar
    tina permalink
    22 Maio, 2008 09:43

    “Essa necessidade de pensar que há receitas fixas (as nossas, claro) para as coisas correrem bem ou sequer para terem resultados do mais convencional…”

    Pois claro que nao, uns ate poem os filhos em colegios internos, outros ate acham que umas tareias de vez em quando ate fazem bem…

    Gostar

  71. tina's avatar
    tina permalink
    22 Maio, 2008 09:56

    Pois claro que nao, uns ate poem os filhos em colegios internos, outros ate acham que umas tareias de vez em quando ate fazem bem…

    continuando

    e nao e’ por isso que essa criancas tem comportamento desjustados em sociedade. O que podemos dizer certamente e’ que nao foram tao felizes como os outros. E para o resto da vida terao comportamentos de ressentimento que tentarao mais ou menos esconder. A receita infalivel para a felicidade de uma crianca e’ amor, amor, amor. E quanto mais tempo estiver rodeada daqueles que a amam, mais feliz ela sera. Nas creches e nos ATLs as criancas nao recebem nenhum amor.

    Gostar

  72. FuckItAll's avatar
    22 Maio, 2008 13:39

    Tina, mais uma (última) vez: fale por si, quando fala em infelicidade. O amor não se mede pela desocupação.

    Gostar

  73. FuckItAll's avatar
    22 Maio, 2008 13:41

    E agora reparo que passou de insultar as mães e pais para insultar os profissionais de cuidados infantis. Haja pachorra.

    Gostar

  74. tina's avatar
    tina permalink
    22 Maio, 2008 14:09

    Se acha que os profissionais de cuidados infantis dão amor às criancas, então os seus standards são completamente diferentes dos meus e assim se explica a nossa diferença de posições.

    Gostar

  75. tina's avatar
    tina permalink
    22 Maio, 2008 14:29

    E o que faz mais impressão é que os adultos acham muito normal largar os filhos em créches, que sáo salas com 8-10 bébés com um a chorar o tempo inteiro, e enquanto a ama trata de um os outros andam por lá a gatinhar com um olhar perdido, e muitas vezes não têm jardim e as crianças mais velhinhas limitam-se a brincar num espaço nas traseiras que dá para outros edifícios, e depois quando crescem vão para os ATLs onde as educadoras estão sempre aos gritos para se fazerem ouvir pelas crianças barulhentas que estão sempre também elas aos gritos… E’ tudo um horror para lá de descricão mas dá muito jeito aos pais e as crianças não se podem defender.

    Gostar

  76. random facts- rosa's avatar
    random facts- rosa permalink
    22 Maio, 2008 16:47

    ei, se ainda aqui estiver alguém, podemos começar a falar de dar de mamar no parlamento
    www parliament.uk/commons/lib/research/notes/snpc-00508.pdf

    Gostar

  77. Jonas's avatar
    23 Maio, 2008 10:49

    Espanta-me que a Tina, na sua reclusão monástica de educação da sua cria, tenha reunido uma experiência tão vasta de creches, jardins escola e ATLs… e espanta-me ainda mais no seu discurso parecer que a sua cria possa ser de concepção divina, cadê o pai? Já nem vou em loucuras de querer entregar a ‘pobre criança’ a ‘estranhos’ seja o que for, mas ainda está por explicar qual a incapacidade inata de um pai na educação/cuidado de uma criança. Não tem mamas, é certo, mas também há que diga que isso é nojento…

    Gostar

  78. Teresinha's avatar
    24 Maio, 2008 22:56

    Este anti-comuna, fala tão bem! estou pasmada!

    Gostar

Indigne-se aqui.