Baixar o ISP não é baixar os impostos …
26 Maio, 2008
40 comentários
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Baixar o ISP não é baixar os impostos … excepto se a correspondente despesa for cortada. Se a despesa não for cortada, e nós sabemos que não será cortada, a redução do ISP terá que ser compensada pelo aumento de outro imposto qualquer, agora, ou no futuro. O efeito líquido da baixa do ISP é nulo.
a classe “mérdica” portuguesa vai ter que cada vez mais recorrer aos transportes publico.vai ter de recorrer a alimentos mais baratos, a prescindir de mulher a dias e a vestir-se e calçar-se no chinês. ainda mal reparou que este nacional-socialismo a proletarizou. adeus luxos burgueses para os portugueses.
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Caro JM,
Mais ou menos. Não se esqueça que o Estado arrecada mais com o IVA com os combustíveis altos.
Mas o problema, como escrevi num comentário no Insurgente, não é o ISP ser alto ou baixo. É ser muito diferente de Espanha, o que causa uma distorção no mercado. É óbvio que o ideal é não existir imposto, mas a existir, deveria ter em conta a fiscalidade dos nossos vizinhos.
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««Mais ou menos. Não se esqueça que o Estado arrecada mais com o IVA com os combustíveis altos.»»
Já refutei essa tese várias vezes. E quanto é que perde nos outros sectores por efeito de transferência do consumo para o sector dos combustíveis?
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««É ser muito diferente de Espanha, o que causa uma distorção no mercado. É óbvio que o ideal é não existir imposto, mas a existir, deveria ter em conta a fiscalidade dos nossos vizinhos.»»
Para se colocar o preço dos combustíveis ao mesmo preço de Espanha, quanto é que o Estado portuguê tem que baixar em ISP? E como é que se compensa essa receita?
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Um senhor analista da RTP/Estado Socialista, um tal de Vitorino, disse há minutos no Tempo de Antena que o ISP baixou de 63% para 58% (mais ou menos estes valores), e portanto o imposto baixou. Só se esqueceu foi de dizer que 58% de 1,5 Euros é superior a 63% de 90 cêntimos. É esta a discussão emanada do Rato, ao nível da ratazana.
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nao se tem de compensar na receita. deve é haver pressao para baixar a despesa. as transferencias de consumo nao dizem respeito ao governo.
uma questao:
porque é que o ISP apareceu, em primeiro lugar?
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“Para se colocar o preço dos combustíveis ao mesmo preço de Espanha, quanto é que o Estado portuguê tem que baixar em ISP? E como é que se compensa essa receita?”
Mas João Miranda, o que por exemplo, ainda agora no prós e contras Nogueira Leite defendeu, é que atingimos um ponto em que um imposto mais baixo poderá significar maior receita.
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««Mas João Miranda, o que por exemplo, ainda agora no prós e contras Nogueira Leite defendeu, é que atingimos um ponto em que um imposto mais baixo poderá significar maior receita.»»
Isso é treta. O imposto não subiu, o que subiu foi o preço. O consumo está a baixar porque o preço sobe. Isso não pode ser compensado pela redução do imposto. No gasóleo, para baixar o preço em cerca de 15% (o que daria uma recuperação da procura de no máximo uns 5%) seria necessário baixar o ISP em 50%. Se o consumo sobe uns 5% e a receita por litro desce uns 50%, é fazer as contas …
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mas porque carga de agua devemos defender a manutençao das receitas publicas por penalizaçao do consumo dum produto tao especifico como os combustiveis?
porque nao se cria um imposto sobre o chocolate? ou sobre os jogos de playstation?
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««mas porque carga de agua devemos defender a manutençao das receitas publicas por penalizaçao do consumo dum produto tao especifico como os combustiveis?»»
É irrelevante se defende ou não a manutenção de receitas públicas. Se há despesa, essa despesa será paga.
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“No gasóleo, para baixar o preço em cerca de 15% (o que daria uma recuperação da procura de no máximo uns 5%) seria necessário baixar o ISP em 50%. Se o consumo sobe uns 5% e a receita por litro desce uns 50%, é fazer as contas …”
Mas se o preço elevado dos combustiveis está a afectar a actividade económica num todo, é ou não possível supor que a baixa do preço do petróleo possa ter um efeito positivo sobre a restante economia e por essa via sobre a receita fiscal que não a do ISP?
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Como dizia Colbert, ministro das Finanças de Luís XIV, “a arte de cobrar impostos consiste em depenar o ganso de tal maneira que se obtenha o máximo possível de penas com o mínimo possível de queixas”…
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Caro JM,
Zero? Ou acha que o nossos amigos espanhois devolvem parte do imposto deles? A transferência é válida numa economia fechada. A partir do momento é que é possível adquirer bens externos à economia (nacional, neste caso), não há transferência nenhuma. Há desaparecimento.
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“Já refutei essa tese várias vezes. E quanto é que perde nos outros sectores por efeito de transferência do consumo para o sector dos combustíveis?”
E eu também já expliquei que não é assim tão linear quanto o João diz e que o estado deve fazer muitos lucros à conta do IVA dos combustíveis. Comigo faz de certeza, calculo que fará com metade da população que ainda vai aguentando estes aumentos e recorre às poupanças. O problema é a outra metade que está em dificuldades sérias e que terá de se sacrificar noutras coisas. Não é justo que pessoas se sacrifiquem enquanto o Estado faz lucros à custa delas.
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««Comigo faz de certeza, calculo que fará com metade da população que ainda vai aguentando estes aumentos e recorre às poupanças. »»
Boa. Recorre à poupaça, antecipa impostos, logo pagará menos impostos no futuro. Vai dar ao mesmo.
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««Zero? Ou acha que o nossos amigos espanhois devolvem parte do imposto deles?»»
Vocês imaginam que existem milhões de portugueses com carro a viver no interior, certo?
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“JoãoMiranda Diz:
27 Maio, 2008 às 10:14 am
Vocês imaginam que existem milhões de portugueses com carro a viver no interior, certo?”
mesmo que o grosso da população viva no literal… já fez as contas a quantos milhões de carros existem? cobrem cerca de 70% dos abitantes portugueses com mais de 18 anos… penso que é massa critica para que se ultrapasse o habitual estado de bovinidade dos portugueses quando somos roubados por um estado pesado fruto de 30 anos de políticas socializantes…
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Por outro lado, se a receita de ISP aumentar, nenhum imposto vai ser reduzido…
Logo, pelo sim pelo não, baixar o ISP é garantir que os impostos não aumentam.
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Caro JM,
Não existem milhões de portugueses no interior. Mas existem BASTANTES na parte norte do Litoral (Viana a Valença), no algarve, nas beiras (Viseu e afins) que representam, ainda assim, um valor significativo. Se a isso adicionar todas as transportadoras que façam transporte internacional (que já não abastecem cá), é capaz de ficar surpreendido!
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««Não existem milhões de portugueses no interior. Mas existem BASTANTES na parte norte do Litoral (Viana a Valença), no algarve, nas beiras (Viseu e afins) que representam, ainda assim, um valor significativo. Se a isso adicionar todas as transportadoras que façam transporte internacional (que já não abastecem cá), é capaz de ficar surpreendido!»»
Faço-lhe uma pergunta simples: qual teria que ser a redução do ISP do gasóleo para que o preço do gasóleo em Portugal ficasse igual ao de Espanha.
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E como é que se compensa essa receita?
Esse é o sofisma dos adeptos da manutenção (e aumento) dos impostos.
Não se compensa a receita. Reduz-se a Despesa … e há muito por onde reduzir!
A afirmação que o governo ao perder uma receita criará outra para compensar, não passa de um argumento falacioso. Isso acontece em partidos “xuxalistas”, porque o eleitorado consente como um facto consumado e inevitável.
Essa teoria da impossibilidade do abaixamento de impostos, cai pela base quando se tenta aplicar os mesmos argumentos no momento dos aumentos.
O ISP afecta os automobilistas e não é justo que os restantes contribuintes (sem carro) paguem o abaixamento.
Mais um sofisma… Quando o ISP foi criado (e posteriormente aumentado) também os restantes contribuintes foram beneficiados com isso.
Por outro lado, se o governo concluir que o abaixamento do ISP não é conveniente, poderá baixar (e deverá…) o IVA para os 19% (ou até 16%!) e todos ficarão beneficiados.
Seria também conveniente que o governo informasse o país, do destino das receitas do ISP. Será verdade que o único beneficiado é a empresa Estradas de Portugal, e por isso tanto empenho em não tocar nessa receita ?
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JM,
Você insiste.
Eu pergunto-lhe, se Você não tiver dinheiro para comprar um Ferrari, vai comprá-lo?
É que baixar impostos pode forçar o Estado a baixar despesa….já que Bruxelas não permite aumentar o déficit.
Depois, o Ministro dos Santos, parece que disse que as receitas de ISP estão a baixar. Ou seja, o efeito poupança e Espanha pode vir a ser…..pior a emenda que o soneto!
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“O ISP afecta os automobilistas e não é justo que os restantes contribuintes (sem carro) paguem o abaixamento”.
Como é que podem ser os não-automobilistas a pagar o ISP?
Os que compram gasolina é que estão a financiar os não-automobilistas.
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“qual teria que ser a redução do ISP do gasóleo para que o preço do gasóleo em Portugal ficasse igual ao de Espanha.”
No gasóleo a diferença é pequena, bastava diminuir 8 centimos o ISP. Na gasolina é que seria necessário reduzir 20 centimos. Ou seja, tinha que se reduzir 60% o ISP!! As gerações futuras que paguem o nosso défice.
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“Baixar o ISP não é baixar os impostos” ERRADO, baixar o ISP é baixar os impostos!!!!
“O efeito líquido da baixa do ISP é nulo” ERRADO, pode não ter efeitos totais mas marginais terá sempre.
Um dos papéis que cabe ao estado é regular a economia. Se baixarem o ISP, mesmo que no futuro aumentem um outro imposto, seria uma boa medida pelo menos para agora. Os consumidores seriam aliviados, e acredita mesmo que seja por pouco tempo é melhor que nada.
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No futuro o combustível será tão abundante como o ar que respiramos. Os nossos netos decerto que nos perdoarão se empurrarmos as nossas dívidas para esses tempos. Não há nada pior que termos que baixar o nosso standard. Depois de nos habituarmos a dormir num colchão ter que regressar à esteira é castigo demasiado pesado!
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Pelo sim, pelo não, já estou a treinar para fazer face às contingências que pelos vistos são inevitáveis. Todos os dias de semana altero um hábito burguês rotineiro. Num dia faço jejum completo, noutro durmo no chão, noutro ainda só ando de bicicleta, e há outro, o que me custa mais, que chego a trabalhar 7 horas num dia.
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««Um dos papéis que cabe ao estado é regular a economia. Se baixarem o ISP, mesmo que no futuro aumentem um outro imposto, seria uma boa medida pelo menos para agora.»»
Pelo menos para agora, que se lixe o futuro. Se o petróleo continua a subir pretende continuar a baixar o ISP? Quem sabe subsidiar a gasolina?
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««É que baixar impostos pode forçar o Estado a baixar despesa….já que Bruxelas não permite aumentar o déficit.»»
Curioso. Bruxelas não impediu que o défice tenha estado vários anos acima dos 3%.
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O que o João está a dizer então é que não vale a pena baixar um imposto separadamente porque o que as pessoas pouparem nesse imposto, vão gastá-lo noutro. Seja IVA ou IRS. Por exemplo, se baixarem o IRS em 2% as pessoas imediatamente vão comprar bens nesse valor aumentando assim as receitas de IVA do estado. Se por outro lado elas decidirem guardar na caderneta de poupanças, o estado então vai cobrar-lhes impostos proporcionalmente. Isso quer dizer que não vale nunca a pena as pessoas queixarem-se sobre os impostos. Muito interessante, aprende-se todos os dias.
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O ISP deverá baixar porque estruturalmente os impostos sobre os combustíveis são demasiado elevados.
Se não existe um corte correspondente na despesa critique-se isso e não a baixa do imposto.
E já agora, impostos altos são essencialmente uma causa ou uma consequência de uma economia pouco competitiva!?
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««Se não existe um corte correspondente na despesa critique-se isso e não a baixa do imposto.»»
O que é relevante para a discussão é que se não existir um corte na despesa, um corte no ISP não leva a um corte nos impostos.
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Sarkozy, que apresentou a sugestão durante uma entrevista à emissora de rádio RTL, defendeu que o IVA não deveria acompanhar a subida do preço do petróleo a partir de um determinado limite, mas que se trata de uma decisão que tem que ser tomada de «forma unânime» a nível europeu.
O presidente da ANAREC referiu que embora a sugestão de limite do IVA a nível europeu seja um «passo positivo» é ainda necessário um limite do ISP.
«Concordo com esta postura do presidente francês mas era bom que o ISP fosse igualmente limitado», referiu Augusto Cybrom.
O presidente francês estimou que o petróleo dentro de «50 ou 60 anos se esgotará» levando à necessidade de recorrer à energia nuclear, o investimento em energias renováveis e à poupança de energia.
LINK
Tantas “cabeças” (e até um Presidente de direita) que não alinham nas ideias obstrusivas de JM. Devem ser “nabos” ou estarem desactualizados …
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“Pelo menos para agora, que se lixe o futuro. Se o petróleo continua a subir pretende continuar a baixar o ISP? Quem sabe subsidiar a gasolina?”
Olhando de uma forma objectiva para tudo isso, se os preços continuam a subir, só quem terá dinheiro poderá comprar o seu combustível… Irão sofrer os consumidores singulares e colectivos e até o próprio estado.
Voçê como comentador que é, que dá a sua opinião sobre tudo e mais alguma coisa devia sabe que comentar e criticar é muito fácil. Já que tem tantas e boas sugestões sobre o problema dos combustíveis caros porque não escreve aos nossos ministros? Com certeza que o querem ouvir…
Só lhe digo que a Economia não sendo uma ciência exacta todos os problemas para os quais tenta arranjar explicação não se resolvem de forma linear e neste caso (preços elevados do petróleo) acontece o mesmo.
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“O que é relevante para a discussão é que se não existir um corte na despesa, um corte no ISP não leva a um corte nos impostos.”
Mas mesmo que a soma seja nula são coisas bem diferentes.
Desde logo porque não se pode ignorar o volume de receitas num qualquer orçamento.É uma frase feita mas tbm certeira.”quanto mais se tem mais se gasta”.
Se é para alguém(o estado) andar aí a viver à minha( contribuintes) custa ao menos que não ande com os bolsos cheios.
Mesmo que no final das contas quem pague a divida desse tipo seja eu; ele terá sempre maior dificuldade em arranjar liquidez(noutros locais) para aquilo que diz ser as suas necessidades.
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“Sarkozy, que apresentou a sugestão durante uma entrevista à emissora de rádio RTL, defendeu que o IVA não deveria acompanhar a subida do preço do petróleo a partir de um determinado limite, mas que se trata de uma decisão que tem que ser tomada de «forma unânime» a nível europeu.”
Sarkozy não percebe que não adianta baixar o IVA na gasolina porque o que as pessoas pouparem aqui vão gastar noutro lado e pagar IVA à mesma, ou mesmo que poupem, acabam depois por pagar mais em IRS. É mesmo burro o homem.
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Cara Tina,
Não concordo consigo. Em qualquer período o sujeito económico escolhe entre Consumo e Poupança.
Diminuir o IVA seria bom para os Consumidores pois a carga fiscal sobre esse produto específico seria menor e não implica que os consumidores irão a correr gastar o que sobrou noutros produtos. Podem e devem isso sim, poupar e consumir em períodos futuros onde a sua utilidade marginal seja ainda menor (=elevada utilidade total) do que a actual.
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Oh Tina, essa teoria faz lembrar o chefe da fábrica de cortumes lá no norte… Na presença de qualquer trabalhador reivindicativo de um pequeno aumento, sempre lhe trocava as voltas com a tirada:
“homem, deixe lá estar assim as coisas, você não vê que quanto mais ganha mais gasta ? ! “
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Carlos Diz:
” o chefe da fábrica de cortumes lá no norte… Na presença de qualquer trabalhador reivindicativo de um pequeno aumento, sempre lhe trocava as voltas com a tirada:
“homem, deixe lá estar assim as coisas, você não vê que quanto mais ganha mais gasta ? ! “ ”
Curiosamente é mesmo assim. Esse é o velho espírito que se veio a transformar no “novo” neo-liberalismo português. E mesmo no Norte.
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Agora, com um ar mais presunçoso e professoral, dizem ” Quanto menos ganharem, melhor para vocês porque menos gastam”.
Ou seja, já nem os ordenados querem manter, mas sim, pagar ainda menos do que já pagavam.
Dizem que ganhar ainda menos é bom e o melhor para as pessoas . Tudo com gráficos e bem-falantes.
Óbvio que grande parte dessas firmas, agora já nem existe, e nem sabem porquê .
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