Pescadores impedem liberdade comercial e de circulação
1 Junho, 2008
Armadores e pescadores vão manter piquetes para evitar venda de pescado espanhol
Armadores e pescadores da região Norte decidiram hoje, em plenário, mobilizar piquetes para travar a eventual entrada de pescado espanhol nas lotas de Matosinhos, Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
Depois do anúncio público do crime, aguardam-se as medidas adequadas do Ministério Público e da PSP.
Aguarda-se igualmente a identificação e o anúncio dos processos crime contra os vândalos que ontem actuaram na lota de Matosinhos.
113 comentários
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Muito bem, JM.
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As lutas e o desespero daqueles que protestam contra as injustiças têm por vezes que ter atenuantes.
A não ser assim nunca um golpe de Estado se faria ou uma revolução.
Se esta luta acontecesse no tempo de Ceaucescu tinha atenuantes e era bem-vinda.
Sim, é verdade, Sócrates é muito diferente.
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Era altura de os pescadores receberem é mais dinheiro pelo peixe. Nao precisavam de subsidios para o gasoleo. Deviam estar em luta é contra quem lhes compra o peixe.
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>guarda-se igualmente a identificação e o anúncio dos processos crime contra os vândalos que ontem actuaram na lota de Matosinhos.<
VANDALOS!!?!?!? a quem escolheu essa palavra pra este caso, devia nascer-lhe um pinheiro no CÚ!!!
A não ser assim nunca um golpe de Estado se faria ou uma revolução.
AS ARMAS!!! AS ARMAS!!!
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Golpes de estado e revoluçoes em países com democracia, só se forem feitos pelos ditadores. Tipo golpe militar para impor ditaduras.
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Parábola Ultra Liberal;
Tenho 3 ou 4 filhos e a 4.ª classe. Sou pescador e, apesar de todos os dias, arriscar a minha vida no mar, não ganho para comer!…
Entretanto, morro com os meus filhos à fome! Não interessa! Deve deixar-se funcionar o mercado!
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6.
Minudências
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A proposta para os pescadores ficarem a gerir a docapesca, parece bem. Ainda nem entendi porque continuam em greve.
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Se vocês soubessem o que é a vida de pescador falavam mais baixinho. Podem passar 15 dias sem ir ao mar , por exemplo , porque o mar não deixa , e não ganham um tusto nesses dias. Querem que guardem defeso , um ou dois meses ,mas não têm subsidio de desemprego. Trabalham em condições miseráveis e arriscam a vida todos dias. O desespero faz com que se recorra a medidas desesperadas , é só isso.
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Concordo com o MF. Quanto maior a arrogância do governo ou da opinião publicada em geral, mais simpatia terei por actos que, em condições normais, seriam, de facto, dignos de censura.
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mas agora, qualquer um a quem lhe corre mal o negócio tem o direito de ir arruinar o dos outros, é isso 10 e 11?
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««Concordo com o MF. Quanto maior a arrogância do governo ou da opinião publicada em geral, mais simpatia terei por actos que, em condições normais, seriam, de facto, dignos de censura.»»
José Barros,
Ninguém está impedido de ter simpatia por actividades criminosas. Mas não deixam de ser criminosas por isso.
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Acerca deste e de outros assuntos com ele relacionados, sugere-se a leitura do «Retrato da Semana», de António Barreto, hoje intitulado «A Europa não é o que era» – [aqui]
.
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Não foi Mário Soares,considerado o pai da Democracia que afirmou o direito á indignação?
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calma! calma !
não vejo tanta pressa contra os vândalos da galp nem contra os caracóis da autoridade da concorrência!
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-Por favor não encarreguem das averiguações os mesmos agentes encarregados dum semelhante acto de bardinagem ocorrido em Silves, lembram-se duns fanáticos eco-terroristas auto-denominados verde-eufémios? Por coincidência o ministro é o mesmo, na altura também prometeu acção, calculo que lá para 2050 consigam notificar os causadores dos prejuízos, intimando-os a prestarem declarações para inquérito em 2060. Para quando tolerância zero para com piquetes de greve? Se o direito á greve está consagrado na legislação, o direito ao trabalho, embora constitucionalmente consagrado é o quê? Um direito menor?
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Vê-se bem que o JM não sabe o que é trabalho de alto risco, ausência de horários e remuneração miserável. O que elevou estes homens a fazerem o que fizeram é um sintoma do que antes era larvar e agora declarado – Desespero. Um homem sem comer para os filhos faz qualquer coisa. Pena que a indigência mental de alguns bloguistas não liberte a capacidade para ver o problema das pescas.
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Quem ganha com este procedimento? As grandes superfícies. É o mercado, não há volta a dar …
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É o mal dos intelectuais que nunca saem à rua e falam de igual para igual com o senhor que vende tremoços , Zenóbio. E é o mal de quem tem uma ideia fixa na cabeça e não olha para o lado a ver se está correcta.
Não se pode defender nada a 100% , pois tudo tem prós e contras. E o joão anda apaixonado pelo liberalismo e toda a gente sabe que a paixão é cega. Um dia talvez o aprenda a amar e isso significa que lhe vai ver os defeitos.
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apaixonado pelo liberalismo ? eu diria pelo reaccionarismo!
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“Se vocês soubessem o que é a vida de pescador falavam mais baixinho.”
Acredito que possa ser muito má mf. Mas por ser má têm o direito de destruir o que é dos outros?
Têm o direito de impedir outros de trabalhar?
Então se eu tiver problemas de trabalho posso impedir os pescadores de irem ao mar ou destruir-lhes os barcos porque a minha vida é má?
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MF,
Acho que percebo o JM. Falta de empatia, pouca capacidade de entender o sofrimento dos outros, desdém pelos fracos, traquinice serôdia, e uma dose tripla de auto-complacência. Antes da ideologia devemos ser humanos; o liberalismo não é desculpa para tudo.
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Nos últimos 200 anos há em Portugal uma “revolução” (em média) a cada 40 anos: O 25 de Abril foi há 34 anos………. Está na hora de o país parar por 15 dias (pelo menos)…….
Depois logo se vê. Haveria muito boa gente que se iria assustar…. e outros acordar…… e outros fugir……. etc…….
Quem sabe está aqui o segredo para a “Europa” de novo acordar!!!!!!!
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Sobre a oportunidade duma revolução, tb acho que chegamos a um beco sem saída. Porque votamos? Qual o resultado do voto? Porque nos resignamos à unicidade Made in Bruxelas? O capitalismo é inevitável? Que futuro para os nossos filhos? Algumas boas perguntas para quem não julga o “ungido do senhor” em matéria politica.
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Não é isso , anónimo. É a falta de visão dos trabalhadores da mesma área , neste caso ,os pescadores , que ainda não compreenderam que se a economia é global , eles têm de construir formas de luta globais.
É feio os espanhois quererem vender peixe em Portugal quando os pescadores portugueses estão em luta. Nem parece coisa de um país que teve as únicas experiências anarquistas bem sucedidas. Os tipos do capital unem-se e os palerminhas que produzem dividem-se?
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http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1330811&idCanal=62
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era bom que JM se certificasse que esta gente que se manifesta (link acima) tenha os respectivos “processos crime contra os vândalos …
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O mal do JM é ser um social-democrata disfarçado… gostava que se fizesse como no tempo do cavaco e os protestos fossem corridos À bastonada… não concordo com a pustura dos pescadores mas entendo-a… já no caso dos vândalos do “verde eufémia” não entendo e estranho a demora do estado em trazer os criminosos à justiça….
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Este JM é o expoente máximo da direita em Portugal: Atrasada, Caceteira e Arrogante. Melhor não seria de esperar, se Portugal é a cauda da Europa, a sua direita deverá estar no mesmo lugar entre as direitas da Europa. Infelizmente os arquétipos que guiam o JM e companhia são os mesmos desde D. João V. Parabéns à Corja! Não esqueçam é que um dia o paredão chegará para todos.
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José Barros,
Ninguém está impedido de ter simpatia por actividades criminosas. Mas não deixam de ser criminosas por isso. – JM
Obrigado pelo esclarecimento.
Mas estou mais preocupado com o potencial de revolta social que a situação de pobreza de 2 milhões de portugueses inevitavelmente contém no futuro próximo.
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««não concordo com a pustura dos pescadores mas entendo-a… já no caso dos vândalos do “verde eufémia” não entendo e estranho a demora do estado em trazer os criminosos à justiça….»»
Ou seja, os crimes dividem-se entre aqueles que se compreendem e aqueles que não se compreendem. Os que se compreendem nem sequer precisam de ir a julgamento. Para que é que precisamos de juízes, certo?
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Por exemplo , pegando no antónio barreto e ao mesmo tempo na vontade de revolução. A quem interessou o desmatelamento das forças armadas e da soberania nacional? A quem interessou um sistema educativo que não ensina a pensar? A quem interessou dar a ideia de que apesar de qualquer governo não poder governar fora do mercado global , o pode fazer? A quem interessou facilitar o o endividamento das famílias?
A quem interessou a mudança de valores da poupança para o consumo?
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««Mas estou mais preocupado com o potencial de revolta social que a situação de pobreza de 2 milhões de portugueses inevitavelmente contém no futuro próximo.»»
José Barros,
E por causa das suas preocupações devemos, claro, suspender o Estado de Ditreito e permitir o crime. ok. Belo argumento.
Já agora, como é que podem existir 2 milhões de pobres em Portugal apesar de tantos mecanismos de combate à pobreza?
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Os pobres são pobres por castigo divino ou por opção, como arenga o JM?
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Oh joão , a lei preve umas tais de atenuantes que fazem com que se a gente mata o marido nos dias antes de vir o periodo isso seja tomado em consideração . Não queira ser mais papista que o Papa. Ai , a paixão… faz de nós palermas.
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Quando era miudo estava na praia em Afife em Viana e estavam uns 10 miudos ao meu lado a divertirem-se, reparei que nenhum aventurava-se para dentro da água, ficando só na rebentação das ondas e perguntei-lhes porque não iam dar um mergulho ao que eles responderam que não sabiam nadar,
depois de conversa animada percebi que eram filhos de pescadores e perguntei-lhes se não era estranho a caricata situação ao qual eles responderam com um encolher de ombros e riso.
Tem que haver uma reforma no sector das pescas e esta não pode passar por mais subsidios, vejam a Galiza e a Pescanova.
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NÃO SE ESQUEÇA DA AZAE POR CAUSA DOS VANDALOS DAS CAIXAS DE MADEIRA.
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Não entendo. Os pescadores estão impedidos de concorrer com os armazenistas na vendo do seu pescado?
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E pronto , João Miranda , a pobreza interessa ao capital. Quantas tias estão empregadas no combate à pobreza? Conte-as , que eu não tenho paciência. Qual é o montante de impostos que dizem ser aplicados no combate à pobreza e qual é o montante que vai para o salário dos que a “combatem”?.
Eu não gosto do estado desde o dia que percebi que o estado tem dono. Também não gosto de quem usufrui de rendimentos sem produzir ou ter produzido , limitando-se a explorar a falta de capacidade reinvidicativa dos que produzem. E só defendo os que produzem , não defendo os que curtem 6 meses de subsidio de desemprego.
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Estão , estão , de azulpintado. os pescadores só podem vender o peixe na lota.
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Os argumentos de Sábado dos donos do piquete: O peixe já não estava em condições de venda ao público.
Os comerciantes não venderam na Sx Feira para tentar ganhar mais uns tostões no Sábado.
Éra peixe Espanhol que veio do aeroporto de Santander.
Em resumo, nenhum argumento que tivesse a ver realmente com “a sua luta”, carregados de má fé, e que por isso não podem colher a minha simpatia.
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mf Diz:
2 Junho, 2008 às 12:03 am
Estão , estão , de azulpintado. os pescadores só podem vender o peixe na lota.
Mas não estão impedidos de o comprar em lota para comercializar? Estão?
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É pá , vá falar com quem tem uma pedra ( mesa , que pode atingir valores que nem imagina , e mais defendidas que as farmácias)no mercado do peixe que a peixeira explica-lhe muito melhor do que eu. Informem-se e depois mandem postas de pescada.
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Dazulpintado,
As lotas e a capacidade de alguém se tornar comprador de peixe obedecem a uma lei não escrita. Pressões várias que “desincentivam” os novatos: acidentes, guerra de preços, violência pouco discreta. As lotas são controladas por famílias.
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Quem viu o JM aplaudir os crimes do BCP…
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Alguns dos comentários levam-me a pedir que alguém esclareça duas dúvidas que me atormentam:
1. O que impede os pescadores de procurarem outro tipo de trabalho?
2. O que impede os pescadores de, em face do aumento dos custos de produção e como se faz noutros sectores, venderem mais caro o produto do seu trabalho?
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Luis Moreira,
Deixe o mercado trabalhar…aquilo no BCP, para o JM, foram pecadilhos. Grave, grave foi a sorte dos carapaus e das pescadinhas em Matosinhos.
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Está visto… Este é o sítio das atenuantes, uma coisa parecida com um país em que se suspende o estado de direito porque não se “compreende” mas onde se “entende”, apesar de isso significar a desgraça de outros. Um sítio de faz de conta à beira de se adormecer durante uns meses com a merda do europeu que aí vem. Até a Galp percebeu que os habitantes deste sítio só servem como burros de carga para um autocarro com duas dúzias de inúteis que andam atrás de uma bola. Esses não têm salários escandalosos, só os gestores é que servem de saco de boxe para as vossas frustações. Não, esses diz que alimentam os sonhos de não sei quem e mais não sei o quê…
Falta de categoria dos espanhóis? Quando os “colegas” espanhóis estão nisso da luta, os portugueses suspendem as suas vendas em Espanha? Ou o argumento só se usa quando nos convém? Nem levam nas trombas nem nada quando tentam furar os “justos” protestos espanhóis…
“A quem interessou um sistema educativo que não ensina a pensar?” – Quem esvaziou a cabeça dos papás que se estão a cagar para a descendência, mais interessados n’A Outra da TVI e que nem sequer controlam uma criança aos berros num supermercado?
“A quem interessou facilitar o endividamento das famílias?” – Parece que quem se endividou foi obrigado… Pelos vistos nada aprenderam com a geração anterior, que realmente o que fazia todos os dias era endividar-se. Todos eles nos pariram, todos eles nos criaram, com quantos empréstimos?
“A quem interessou a mudança de valores da poupança para o consumo?” – Parece que estamos a falar de autómatos sem vontade, manipulados por gente sem escrúpulos com caninos hiper-desenvolvidos. Responsabilidade individual, escolhas próprias, não? Mas quem obriga quem a consumir, principalmente a consumir com dinheiro que não tem nem sabe se vai ter? Parece a história da anorexia, obrigar os produtores de roupa a fazer roupa maior que determinado tamanho porque existem umas papalvas que pensam que o peso ideal se atinge quando ficam a duas dimensões.
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Pode não ter percebido o que eu disse, mas vender peixe no mercado implica n cenas , equivalente ao mercado de medicamentos. Se você aamnhã decidir pescar e vender peixe não pense que é fácil. Tem de comprar um lugar na praça, mas estes lugares estão limitados.
Fiquei perplexa quando percebi que : meu home é marinheiro , pesca , mas eu não posso vender o peixe que ele pesca a quem o quer pelo preço que eu quero. Tem tudo de passar por um sistema de lota e lugares limitados de venda.
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Joaquim Amado Lopes
Saberá o que é o chamamento do mar? A alma de pescador? É qualquer coisa de genético, de inevitável e heróico. Como explicar que ganhem tão mal e arrisquem tanto?
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É para o Joaquim Amado Lopes poder comprar e comer peixe !
Já agora que trabalho?Juntar-se aos desempregados? Vender mais caro a estes “sustentados”? Ou vender á meia dúzia de “ricos e empreendedores”? Os primeiros vivem da segurança social, não têm cheta.Os segundos são uns quantos.Pergunte ao JM que ele explica-lhe !
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José Barros,
E por causa das suas preocupações devemos, claro, suspender o Estado de Ditreito e permitir o crime. ok. Belo argumento. – JM
“Non sequitur”.
Já agora, como é que podem existir 2 milhões de pobres em Portugal apesar de tantos mecanismos de combate à pobreza? – JM
Quando muito, o que eu partilho é uma preocupação com a pobreza, não o discurso, nem a receita de “mais Estado”. Pelo contrário, se defendo a privatização do sistema de ensino, combato os programas de obras públicas, a realização de “eventos” como a Expo, proponho o fim da RTP e das “golden shares”, a diminuição de impostos, etc, etc..é porque acredito num programa político mais Liberal. Em grande parte, porque penso que o país geraria mais produtividade e riqueza e que as mesmas ajudariam, ainda que não no curto prazo, a reduzir a pobreza. Aliás, quando vejo a Manuela Ferreira Leite a criticar a fraude dos certificados de aforro ou economistas a defenderem o aumento da dívida pública para pagar os fornecedores do Estado tenho imensos problemas em perceber como é que isto não é liberal…mas enfim…
Com os liberais, como o JM, só não partilho o desprezo que têm pelos “problemas sociais”, desprezo esse que se limita a dar razão a quem, na esquerda, costuma caricaturizar os liberais como uns yuppiezitos arrogantes que chegaram à opinião pública em Portugal com uns 20 anos de atraso (pelo menos, desde Reagan). Infelizmente, este tipo de posts dá razão a quem partilha essa opinião.
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O JM descobriu que o mercado tem pessoas,que não é só a oferta e a procura!
Já lhes chama criminosos,isto apesar de a gente (cá, os que ainda têm esperança de JM encontrar o caminho) o avisar há imenso tempo!
E agora JM? Homens ao mar?
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««Quando muito, o que eu partilho é uma preocupação com a pobreza, »»
Para alem de partilhar a preocupação com a pobreza, o José Barros partilha com a esquerda:
1. uma tolerância para com actos criminosos de protesto
2. a linguagem e a repetição de lugares comuns como “revolta social” e “2 milhões de pobres”
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««Com os liberais, como o JM, só não partilho o desprezo que têm pelos “problemas sociais”, desprezo esse que se limita a dar razão a quem, na esquerda, costuma caricaturizar os liberais como uns yuppiezitos arrogantes que chegaram à opinião pública em Portugal com uns 20 anos de atraso (pelo menos, desde Reagan). Infelizmente, este tipo de posts dá razão a quem partilha essa opinião.»»
Ou seja, chamar a atenção para o óbvio, isto é, que houve um acto criminoso, é desprezar quem tem “problemas sociais”?
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Um lugar comum a pedido.
“Do rio que tudo arrasta,
diz-se que é violento.
Mas não se dizem violentas,
as margens que o oprimem.”
– Bertolt Brecht –
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Respondo-lhe a tudo “Diz”. As elites , das quais vos são fãs , têm toda a culpa . Não se pode exigir a quem não pensa e não foi ensinado a pensar a resistir à publicidade , sobretudo quando ela foi pensada para fazer a cabeça dos pobres de espirito. Era obrigação das tais elites precave-las em relação a almoços grátis. Meter-lhes medo dos bancos , jamais passar a mensagem de que são “anigos”. Dizer-lhes agora que a melhor solução para os seus problemas ( e nossos) é depositar o sonho de habitação própria sem poupança anterior nos braços de quem a fomentou. Fiquem com as casas!!afinal a gente só pagou uma renda ( não foi essa a principal mensagem do endividamento?). Fornicavam , e de que maneira , os exploradores , com milhares de casas destinadas agora a arrendamento e sujeitas a um mercado concorrencial .
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Zenóbio,
Está-me a dizer que são pescadores porque querem? Então queixam-se de quê?
Luis Moreira,
Está-me a dizer que são pescadores porque não sabem fazer mais nada? Então têm razões de queixa contra quem, além deles próprios?
(esclarecimento: não tenho nada contra os pescadores e se a minha resposta parece intolerante é porque estou farto de respostas vácuas de sentido e cheias de clichés e do “politicamente correcto” que só faz ficar mal quem é suposto pretenderem defender, neste caso os pescadores)
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Não percam mais tempo,hoje!temos de continuar.O JM ainda não percebeu que há pessoas no mercado.Depois havemos de lhe explicar que as pessoas se movem por sentimentos,afectos…
E agora JM, homens ao mar?Agora que o mercado estava a funcionar? Agora que tudo ía bem,com os custos a serem incorporados no preço?
E os agricultores, levantam-se de norte a sul do país, como fagulha ao vento!
E agora JM,agora que os custos estavam a ser incorporados no preço,que fazer a esses ignaros que nada percebem da Lei da oferta e da procura?
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Joaquim Amado Barros,
São pescadores porque “quiseram” há 15, 20, 30 anos. Agora, não tem saída profissional, não sabem fazer mais nada. Vivem num mundo que não conta com eles, e que deles se aproveita. Queixam-se de não serem remunerados de acordo com a riqueza que geram. Queixam-se de iniquidade da politicas europeias e da distorção que os subsídios espanhóis provocam no mercado. Queixam-se da passividade do governo, e especialmente deste ministro cheio de ademanes (sabia que depois da abertura do mar do Açores, em três anos os espanhóis, mercê da inoperância da marinha portuguesa, limparam os stocks de peixe?).
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à maltinha pequeno , pequeno mesmo ,burguesa, que acha que todos deviam ser doutores alheados da sujidade da produção de ninharias como peixe e carne , um conselho : devenham vegetarianos e carrradas de problemas , como a cena dos cereais -muitos são para a alimentação da carne que querem consumir-deixariam de ter razão de ser.
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JAL
Você acha mesmo que ser pescador ou deixar de o ser depende da vontade única de alguem?Famílias com o seu barco,a mulher na praça,mais a sogra e a nora.Ao mar vão pais e filhos por gerações.Não há uma única família que não tenha lá deixado um ente querido.Não é uma pessoa.São famílias!
Quem acredita que é possível falar na economia do mar, como se tratasse de um qualquer mercado onde se mete a massa,não para se fazer a vida de gerações,mas para se sacar o máximo possível no mais curto espaço de tempo!
Pessoas,sentimentos,afectos…
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José Barros “mais simpatia terei por actos que, em condições normais, seriam, de facto, dignos de censura.»»
JMiranda “Ninguém está impedido de ter simpatia por actividades criminosas. Mas não deixam de ser criminosas por isso.”
O que José Barros deu a entender, parece-me, é que em condições normais seriam chamadas de actividades dignas de censura ou criminosas.
Para o José Barros morrer a fome é um crime e antes isto dos pescadores que andar a matar gente.
Para o JMiranda, bem que podem morrer a fome ou passar fome, porque Lei é Lei e o Mercado é sagrado.
Ora, escolho o José Barros.
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JoaoMiranda Diz:
««Ou seja, chamar a atenção para o óbvio, isto é, que houve um acto criminoso, é desprezar quem tem “problemas sociais”?»»
JMiranda, porque é que os Pescadores estão a fazer isso ? Diga lá à gente, que ainda parece que eles estão a fazer isso porque são malucos e lhes apetece apenas porque sim.
Palavras chave – preço do petróleo ; cartel do preço nos mercados ; outros que nem sei
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Eu tenho família em Aveiro e na Gafanha.Passei muitas noites a ouvir os barcos a falar para terra.As tempestades,as mulheres a levantarem-se,noite alta,para ouvirem a notícia que mais temiam.Os gritos dos mestres,os silêncios!
Esta malta, do mercado a todo o custo, devia passar uma noite num barco destes! Talvez percebessem, de vez, que há pessoas.(não me tornem a chamar Koreano ou Cubano que eu desatino)
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eh , pá , Luis Moreira ,, jamais pensei que alguém tivesse de explicar a pessoas que navegam na net que ele há pessoas que reproduzem o que conhecem dado nunca terem oportunidade de irem mais além e também nunca pensei ver aqui menosprezar aqueles que conseguem aquilo que adoramos consumir. Robalinho ao sal? maravilha! Mas tem de haver quem o pesque. Acho que está na altura de fundar um doutoramento em pesca para que essa profissão tenha o reconhicememto que merece. Peixe pescado por doutores? olála!!!Até ficamos mais inteligentes.
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Mas, se os pescadores estão a “morrer à fome”, porque carga d’água é que não comeram o peixe, em vez de o destruírem?
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JM,
Não esqueça que os pescadores foram conduzidos a esta situação devido às ordens que Bruxelas nos enviu no passado. Não esqueça que eles são sobrecarregados com impostos. Não esqueça que o nosso mar territorial está a ser roubado junto da nossa soberania. Não esqueça que o livre comércio funciona em teoria, mas na prática as nações não podem abandonar uma certa medida de autarquia sem perder soberania, e que o mundo que o ultraliberalismo está a construir é um mundo ordenado por burocratas que não respondem a ninguém.
O liberalismo que o senhor defende é a ideologia que o próprio Marx, neste ponto com razão, definiu como revolucionária. Se realmente estudasses ao invés de pregar as mesmas ideias há anos, verias que és um idiota útil do comunismo, do internacionalismo.
E se tiveres um pingo de honra vais te desculpar por ter chamado aqueles valorosos portugueses de vândalos. Ainda bem que gente como eles ainda existe, pois quando forem todos uns bananas como tú, estaremos todos fodidos.
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A tolerância com a destruição de riqueza vai destruir o País. Os idiotas(não há outra palavra) que não compreendem que estes casos destroem a pesca. Alguém vai começar uma empresa no sector da pesca com estes pescadores e este Estado? Que nem a sua primodial função de segurança cumpre? Os idiotas pensam que alguém vai investir na pesca com coisas destas? Uma grande parte de quem aqui escreve não tem sequer um mínimo de noção do ambiente e confiança que é preciso para haver investimento. É sempre mais fácil não pensar…
A propósito Presidente da Republica existe ou é só um cargo decorativo e caro por alguém que nem entende a função primordial do Estado?
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Muito bem, caro João Miranda. É absolutamente espantoso que se coloquem em causa os direitos de todos em nome da contestação de alguns. Parece que entre os que trazem Abril na guelra, há muitos que ainda não perceberam a verdadeira dimensão da liberdade em democracia.
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faz-me lembrar steinbeck. A falta de empatia pelo ser humano(em comparação ao dinheiro e mercado por ex) vai levar a muitas mais revoltas. E muitos mais pedidos de “ordem” e “trabalho”. Sempre a mesma historia de sempre.
Mas como é possível que haja pessoas que se indignem com a destruição de uns cabazes de peixe tenham apoiado uma guerra com milhares e milhares de mortes.
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Só 2 para aquecer o “vandalismo”, “criminoso” e tal:
.
In France, common people are protesting in the streets. The fishermen continue to block ports and oil depots, while their counterparts in Spain and Italy signaled they would join the protest. Hundreds of truck drivers converged on London Tuesday, jamming a major road and forcing police to divert motorists. Protests are happening Portugal, Germany, Eastern Europe, South Eastern Asia and in Africa. Gasoline price tops $10 in Europe. It has rises more than 100% in the last eighteen months devastating the lives of world’s middle class. In India the communists are staging country wide protests trying to halt Government’s decision to move gasoline to free market economy. Indian and Chinese Government are about to give subsidizing crude oil derivatives used in transpiration. The world can plunge into energy riots similar to food riots. Governments across the globe are under deep pressure to cut the taxes that make up much of the price of fuel. That will induce severe budget deficits across the globe and create recession . SOBREVIVERÁ A UNIAO EUROPEIA e o EURO ??
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Asian governments are trying to avoid relying on international institutions like the International Monetary Fund, which forced them to adopt harsh economic policies in return for bailouts during the financial crisis a decade ago. The pooling of foreign reserves may help prevent a repeat of the region’s financial turmoil.
Contributions from Japan, China and South Korea will total 80 percent of the pool, while the 10-member Association of Southeast Asian Nations will make up the rest, according to the statement.
Finance ministers from 13 Asian nations agreed to create a pool at least $80 billion in foreign- exchange reserves to be tapped by nations in case they need to protect currencies
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Os que destruiram o peixe nem devem ser pescadores. Devem ser pescadores de secretária.
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ó Hugo, o peixe já estava morto.
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Hugo.
verdade….. Sudão(guerra e fome)..Birmania(ditatura e fome)..Coreia do Norte (Paz e fome), Somalia(guerra fome e guerra), Eritreia, Etiópia, Angola (fome e fome) e muitos outros por demais esquecidos e silenciados com a lembrança dirigida a apenas uma.
Como é possível?…
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Subscrevo por inteiro.
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JM “Ou seja, os crimes dividem-se entre aqueles que se compreendem e aqueles que não se compreendem. Os que se compreendem nem sequer precisam de ir a julgamento. Para que é que precisamos de juízes, certo?”
Não foi isso que eu disse… não pode haver dois pesos e duas medidas, nem eu disse que não deviam ser alvo de qualquer forma de procedimento criminal… mas se há excepção para os “verde eufémia” em que até vimos o ministro da agricultura a reduzir para mais de metade o prejuizo do desgraçado do agricultor para o crime não ser público e branquear assim a falta de actuação da GNR, acho que os pescadores têm no mínimo o mesmo direito a tratamento igual de não actuação polícia… não falo do justo ressarcimento dos donos do peixe destruido ou impedidos de o comercializar.
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O que é a destruição de uma tonelada de peixe comparada com a roubalheira generalizada no BCP? Só uma questão de “agenda” fará esta parecer algo realmente relevante.
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É relevante é ver pescadores a desprezarem o peixe. Nao sao pescadores. Sao outra coisa qualquer.
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Se calhar os pescadores ainda ganhavam mais dinheiro se revendessem o gasoleo que compram para os barcos do que a vender peixe.
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A destruição do peixe resulta apenas de um ajuste do mercado protagonizado por um dos agentes desse mesmo mercado: os pescadores.
Normalmente, são os comerciantes das lotas que dominam esse mesmo mercado, cartelizando-se para manter os preços de compra baixos e os de venda altos.
Agora, os pescadores/agentes do mercado estão a agir para alterar o equilíbrio de forças, e abrir as lotas a quem quiser nelas comprar.
Só os socialistas, bloquistas e comunistas é que defenderiam a intervenção do Estado nesta situação.
Deixem o mercado actuar!
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Sou arquitecta de profissão, se fizer greve, não faço projectos…mas não posso impedir o empreiteiro, carpinteiros, pedreiro, mestre-de-obras e o dono de obra de fazerem os seus trabalhos e ganharem por isso. Se alguém alterar o meu projecto resta-me recorrer às instâncias legais e tentar responsabilizar quem o fez. Mas não posso pegar num martelo e destruir o trabalho de outros.
Se o motorista da carris fizer greve, a consequência é que toda a população da sua área será prejudicada. É provável que cheguem tarde ao trabalho, ou que nem vão. Mas ele não pode impedir as pessoas de irem trabalhar…é simples!!!
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É pá esqueci-me desta:
É que são os pescadores que compram o risco da saída para o mar, e vendem a certeza do peixe fresco na lota.
O facto de eles destruírem peixe não fresco demonstra como o mercado é intrinsecamente bom: continuam a assumir sozinhos o risco!
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Anicas
Eu não defendo a violência seja em que situação for.Mas, o que aqui trás estas opiniões todas, é o facto de que os sentimentos e reacções das pessoas, são um elemento fundamental nos mercados,ao arrepio do que diz o JM.
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Os armadores é que deviam pagar melhor aos pescadores que arriscam a vida, deviam vender o peixe mais caro na lota e os revendedores lucrarem menos.
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Pedro Morgado
O verdadeiro espírito democrático só é posto em causa com a violência física, não com a violência da ganância,das operações furacão e quejandos,aí tem tudo outro “style” e o espírito democrático está assegurado!
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Aos desconhecedores, ingénuos e aos cínicos recomendo que leiam o editorial do Público de hoje. Explica muito daquilo que a ignorância e a má-fé e o ruído, não têm deixado entender sobre o assunto pescas. Aprendam antes de botar faladura, seus liberaloides vira-latas.
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atenção pescadores!
o que os inimigos querem é que vocês percam a cabeça,lutem com muderação,façam apelos de solidareadade a todos os que do vosso trabalho se sustentam.tudo o que sustenta do peixe,juntem-se á luto dos pescadores.sou vendedor de peixe fresco a retalho e estou com os pescadores.
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Grande bagunça!
Esta “gloriosa” luta não faz sentido nenhum. Como sempre são alguns a manipular, neste caso até estão todos ao molhe: pescadores, armadores, intermediários, sindicatos e gangs.
Quem diz a que preço é que quer que o peixe seja loteado é o pescador. Depois disso ele é tão comprador como qualquer outra pessoa autorizada.
Se o preço não lhe convém porque está baixo ele tem todo o direito de dar o “chui” e ficar com o peixe. A contagem é feita em ordem decrescente.
Façam cooperativas de venda e distribuição e caguem nos sindicatos e nos intermediários e vão ver se não resta muito dinheiro! Qual preço dos combustíveis, qual caraças!?
Os pescadores estão a navegar em águas erradas e não têm gente séria e culta ao leme. O resto é fogo preso a precisar de uma boa mangueirada!
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Anónimo das 1:32
”
Quem diz a que preço é que quer que o peixe seja loteado é o pescador. Depois disso ele é tão comprador como qualquer outra pessoa autorizada”
Não fale daquilo que não sabe. Só pode dar chui quem tem chave para se ligar ao sistema, quem tem “pedra”. Vá tentar entar na “família”, e depois conte como foi.
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E uma cooperativa não pode ter chave? Querem ver?
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Quem produz não pode vender o que produz, querem ver? O mercado tem donos? Mas que ganda “família”!?
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E acha que não existem outras “condicionantes”, quiçá mais musculadas, que têm impedido que o sistema seja mais aberto? Porque raios perderão tanto dinheiro os pescadores? Alguém inventou a roda e não os informou? Repare que as lotas não são uma bolsa!
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Se não são uma bolsa então são o quê?
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Estou normalmente de acordo com o JM, mas neste assunto…
Acho que eles (os pescadores) são os mais prejudicados, TAMBÉM NÃO CONCORDO com a violência ou fechar mercados.
Pena é não ver ninguém manifestar-se contra o facto que o mercado da pesca não é livre nem liberal.
Não podemos estar contra, só porque sim, ou porque são sempre os mesmos, ou só porque são quem são.
Os pescadores estão numa actividade atados de pés e mãos, como se estivessem a trabalhar na antiga Rússia a vender o peixe na lota aos americanos.
Nada de justo, nada de liberal, nada de livre, nada de mercado, nada de nada, esta é que é a causa que inicia tudo.
Quando se analisa factos sociais ou políticos como se fosse futebol, só porque sim, porque é o nosso clube, perdemos a capacidade de distanciamento e a imparcialidade e fazemos muitas vezes aquela figura de vermos as faltas da outra equipa e nunca as da nossa.
Abraço.
Gato
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“Quem produz não pode vender o que produz, querem ver?”
Não podem não! Imagine que eu sou pescador (podia ser, vivo em Peniche). Pesco 100 kg de Robalo. Sei que há um comprador (restaurante) fora da lota, que me paga mais 40% que o preço previsível de venda em lota. Acha que posso fazer um ajuste com aquele que me dá melhor oferta? Errado! Não posso. Tenho que levar o peixe à lota, e esperar que os que sempre ganhem, façam o preço que mais lhe convém. Isto chama-se cambão, e tem o Estado como cúmplice.
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Ninguém falou em “fora de lota” nem outras ilegalidades.
O peixe que está no mar não é dos pescadores é do País. E só é de alguém quando for loteado e pagar taxas. E aí compra quem pode e estiver autorizado, seja pescador ou não!
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Pense: porque será que há tão poucos compradores se o lucro é tanto? Será por alergia ao peixe, falta de vocação, ou porque o sistema é mafioso?
Olhe que não compra quem quer!
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a compra em lota devia ser aberta a todos e não só aos galifões,
porque a burocracia é grande e a mafia ainda maior,resumindo quem tiver dinheiro para comprar deveria ser permitido fosse ele manel ou jaquim.e o porquê de nas segundas vendas ou seja grossistas (galifões) não á preços afixados.e o porquê das grandes superficies venderem o peixe sem qualidade sem ser fiscalizado pela azae,e impróprio para consumo.
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Não são tão poucos os compradores como isso. A esmagadora maioria deles são “funcionários” que ganham à % e dão “chui” ao serviço de grandes empresas intermediárias. Têm um mecanismo complexo e eficaz de informação que lhes permite (em tempo real) saber o que se passa em quase todos os mercados e principais portos da Europa. Quem não tiver unhas não toca viola! O que determina o sucesso é a informação (em tempo real, ou quase, às vezes por um pequeno atraso na comunicação já se “comprou mal”. Não aparecem muitos mais compradores porque o negócio exige minuciosa informação de dia e de noite (a cada hora que passa). Se faz mau tempo ou bom tempo, quem saiu para o mar em tal porto e não saiu, é determinante para o “chui”.
É disto que se trata e não de “máfias” que impeçam alguém querer ser comprador.
Um negociante de peixe ou grossista é tanto mais galifão quanto melhor e mais eficaz for a sua rede de informações e a sua capacidade de distribuição e sobretudo aguentar créditos.
Uma cooperativa de pescadores teria toda a legitimidade para ir a jogo (e fazer jogo limpo) usufruindo dos bons momentos dos mercados e retirando quotas importantes dos lucros para os seus associados os pescadores.
Mas o grande problema é que o pessoal não está para chatices.
Bom mesmo é partir tudo e pedir subsídios!
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Não são tão poucos os compradores como isso. A esmagadora maioria deles são “funcionários” que ganham à % e dão “chui” ao serviço de grandes empresas intermediárias. Têm um mecanismo complexo e eficaz de informação que lhes permite (em tempo real) saber o que se passa em quase todos os mercados e principais portos da Europa. Quem não tiver unhas não toca viola! O que determina o sucesso é a informação (em tempo real, ou quase, às vezes por um pequeno atraso na comunicação já se “comprou mal”. Não aparecem muitos mais compradores porque o negócio exige minuciosa informação de dia e de noite (a cada hora que passa). Se faz mau tempo ou bom tempo, quem saiu para o mar em tal porto e não saiu, é determinante para o “chui”.
É disto que se trata e não de “máfias” que impeçam alguém querer ser comprador.
Um negociante de peixe ou grossista é tanto mais galifão quanto melhor e mais eficaz for a sua rede de informações e a sua capacidade de distribuição e sobretudo aguentar créditos.
Uma cooperativa de pescadores teria toda a legitimidade para ir a jogo (e fazer jogo limpo) usufruindo dos bons momentos dos mercados e retirando quotas importantes dos lucros para os seus associados os pescadores.
Mas o grande problema é que o pessoal não está para chatices.
Bom mesmo é partir tudo e pedir subsídios!
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Os pescadores têm que vender o peixe na Lota. Aqui , na Espanha, nos EEUU e na China!
É a lei do comércio por grosso, aplicável ao peixe, às batatas, aos nabos e melões
Mas ninguém pode impedir os pescadores de se organizarem em sociedades cooperativas de comércio de pescado ou de batatas e nabos.
O que se passa é que é mais prático ser pescador em mini barcos, sem qq condições, alguns mesmo a gasolina(!) e largarem o peixe na Lota, sem mais preocupações. Foram eles, os pescadores, que abandonaram o produto do seu trabalho nas mãos dos especuladores.
Não se querem organizar, nem que o Ministro lhes empreste 40M de euros!
Com essa verba qq um podia fazer uma cooperativa, alugar as câmaras do Estado, nas Lotas do Minho ao Algarve, e comprar o peixe todo. Vendê-lo depois às grandes superfícies e exportá-lo. E ganhar muito dinheiro com isso.
Ou pensam, alguns deste comentadores, que os comerciantes de peixe da Galiza não são sociedades participadas em partes iguais por armadores, pescadores e comerciantes?
Não se pode é ser analfabeto e saber organizar a vida!
Abram esses olhos !!
MFerrer
http://homem-ao-mar.blogspot.com
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Ora aqui está uma pequena parcela de mais uns especuladores á tuga que berra com os especuladores do pitroil.
(defenido no comentário anterior pelo MFerrer)
E se fossem só esses….
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O PREC entra-nos em casa com cheiro a sardinha.
O “poder popular”, versão peixeiral dos verdes eufémicos, atribui-se o direito de decidir quem entra e não entra, quem vende e não vende, quem trabalha e não trabalha.
Do direito à greve, passa-se rapidamente para a negação das liberdades básicas dos outros cidadãos.
Grupos de estúpidos, que alguém convenceu que estão na posse da força da razão, não hesitam em usar a razão da força.
O que querem?
Querem mama. Querem que os outros cidadãos lhes paguem a gasolina.
“Nós somos gente pacífica”, garantia um dos revolucionários do carapau.
“Parece que apedrejaram um camião…”, quer saber o jornalista.
E, sem transição, o caramelo, esboça um riso alvar e diz que sim, sabe como é, fez-nos frente e tivemos que usar outras medidas.
Ali, de cara chapada, impune, em frente às câmaras.
Tal como os que vandalizaram a lota de Matosinhos, em directo e ao vivo.
A polícia?
Ninguém sabe, mas toda a gente suspeita que tem ordens para não agir.
Como no caso do milheiral eufémico, provavelmente como tributo à esquerdice cultural da maioria do poder que nos governa.
No PREC também era assim. A polícia não aparecia, aparecer era “fascista”, a autoridade era “fascista”, o estado de direito é “fascista”.
Em Portugal, Europa, ano de 2008, o estado de direito claudica frente a meia dúzia de imbecis que não hesitam em usar a violência contra outros cidadãos e de repente estamos no Zimbabwe, com grupos de milicianos a passar revista aos carros particulares, sob a ameaça da força.
Só neste país de brandos costumes isto pode acontecer sem que ninguém se passe dos carretos e enfie um tiro no bucho de um destes idiotas da sardinha
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que liberdade deste senhor,os pescadores são violentos contra os outros cidadãos e este democrata dava logo um tiro no bucho,que cowboi,pessa para cagar e saia.
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Nem mais JC! O pior é que o pessoal do contra (que somos nós)não têm o direito a passar-se dos carretos. Temos é que dar para o peditório da fome dos pobres pescadores que berram que nem cabras. Deviam era prender o governo e partir as lotas todas, encerrar as fronteiras à livre circulação do carapau e a garantia de um subsídio de gasóleo de 100% e mais um “subsídio de vida difícil” igual a 3 salários mínimos. Só de pensar até me vêm as lágrimas aos olhos de tanto justa que é esta luta. Força homens do mar, sois o que resta da longa história humana de caça recolecção e do PREC!
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Tenho uma ideia para partilhar convosco. E que tal uma greve do pessoal ao peixe fresco quando ele aparecer ? Aí uns 15 dias ? Ahn?
Era um fartote de riso e talvez aprndessem a lição e as regras da chantagem. Porque até a dita tem regras!
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PEIXE FRESCO, NÃO OBRIGADO !
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que boa ideia…compramos só lombinhos de pescada pescanova e para as crianças douradinhos da iglo…tudo p’ros espanhois na mesma …lol
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É exactamente essa a diferença. Os espanhois têm Pescas Novas, nós temos bandos de pescadores semi-analfabetos à espera de subsídios dos contribuites.
Ainda bem que percebeu!
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MFerrer,
São os pescadores semi-analfabetos que subsidiam com os seus magros rendimentos, a acumulação de riqueza que permite a alguns serem burros com diploma.
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