Estado social para ricos
Luis Rainha, sempre muito perspicaz, diz que afinal nem todos os 50% do PIB que o Estado consome servem para ajudar os pobres ou têm funções sociais (Luis Rainha diz isto como se de um mérito do Estado Social se tratasse). Fiquei muito surpreendido e peço desculpa pela incorrecção. Meu Deus, será que nada daquilo serve para o que é suposto servir?
Mais interessante, Luis Rainha despreza as funções sociais da educação e da saúde públicas. Então privatize-se.
Parece que lá fora se gasta ainda mais em funções sociais (esta baseia-se na ideia ingénua de que por alguma razão mágica, países com nível de desenvolvimento diferentes podem e devem ter a mesma estrutura de despesas). Há portanto um problema que se agrava. Os 50% por cento do PIB não chegam mesmo. Precisamos de 70% ou 80%.

O Luís Rainha não diz nada disso, caro João Miranda. Eu explico-te. Thomas Malthus muito popular no início do século XIX afirmava claramente que o Estado devia limitar-se a proteger os mais ricos, recusando quaisquer direitos aos pobres. O único conselho que lhes dá é que não se reproduzam. A verdade é que a distribuição da riqueza efectuada pelo Estado deixa muito a desejar. O que se pede é que não dê tanto aos ricos. É só isso.
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««A verdade é que a distribuição da riqueza efectuada pelo Estado deixa muito a desejar. »»
Juro que não me tinha apercebido disso. Só novidades.
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“Juro que não me tinha apercebido disso. Só novidades.”
Eu também estranhei muito que o JMiranda ainda não se tenha dado conta que assim é!! Só à luz desse desconhecimento é que se pode entender o seu texto.
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Estaremos a falar de despesa com a propriedade pública, de despesa com o serviço público, ou de tudo ao mesmo tempo? Ainda por cima comparado com outros países?
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Países com nível de desenvolvimento diferentes não devem ter a mesma estrutura de despesas?
Ou seja, os países menos desenvolvidos em vez de 1/3 deverão ter apenas 1/4 do PIB com os gastos com a Segurança Social? Mas a Grécia tão desenvolvida como nós tem 1/3!!
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Não li o “escrito” do Luis Rainha.
Mas, para abreviar, sugiro:
1. Aumento do ISP em mais 25% (imposto tão ao gosto do JM).
2. Aumento do IVA para 25%.
3. Aumento do IRC (das emmpresas, essas fontes de Kapitalismo), para 50%.
4. A Banca a pagar IRC no valor de 60%.
Ou seja, os impostos têm que se adaptar às “necessidades” de gastos do Estado.
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Caro J,
Vejo que consegue discutir um assunto comigo durante uma semana sem ser capaz de perceber as posições que eu defendo.
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http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MF/Comunicacao/Intervencoes/20080528_MEF_Int_IVA.htm
Apresentação da proposta que reduz a taxa normal do IVA de 21 para 20%
2008-05-28
“Intervenção do Ministro de Estado e das Finanças no debate parlamentar sobre a Proposta de Lei que reduz a taxa normal do IVA de 21 para 20% ”
(…)
“Aos que afirmam que esta diminuição do IVA é insuficiente e que propõem novas descidas nos impostos, convido a que completem as suas propostas:
Que despesa pública adicional deve ser cortada? As despesas sociais?
Os salários dos funcionários públicos?
Ou, ao invés, descíamos o IVA e criávamos outro imposto?”
(…)
…
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=335575&visual=26&tema=4
2008-03-26
“José Sócrates estima que um por cento de IVA corresponda a um valor entre 450 e 500 milhões de euros ao ano.
A redução da taxa máxima do IVA deverá ter um efeito negativo na receita do Estado entre 225 e 250 milhões de euros em 2008.”
…
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=1C97AAD6-51F8-47D4-96AF-FCBC1610FDD8&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011
02 Junho 2008
“Despesa pública ilegal ultrapassa os 800 milhões”
“O Tribunal de Contas (TC) detectou despesa pública ilegal de mais de 800 milhões de euros nos diversos níveis de administração – central, regional e local – ao longo de 2007, segundo o relatório de actividades divulgado esta segunda-feira.”
…
D’oh!… 🙂
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Aquilo vai servindo.
Os encarregados da governação vão tendo das melhores máquinas a gasóleo e gasolina.
Os outros empregados da política também se safam à grande.
E sobra um pouco, após a fartazana, que lá dará prà educação e má saúde que temos.
Sem falar nos elefantes brancos dos primeiros ministros portugueses.
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Caro JM,
Na actual miséria que é o “panorama” intelectual e informativo português, os Blasfemos têm toda a minha admiração.
Se às vezes sou ácido, é porque vale a pena combater com quem é possível combater. Com os outros, que vivem anestesiados, como diz e bem, o Dr. Medina Carreira, nem vale a pena a gente argumentar….”file, erase”.
Obrigado, pelo V. contributo para um Portugal….apesar de tudo, com algum futuro.
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Caro J,
O meu ponto era que eu não defendo que os impostos se devem adaptar às necessidades do Estado. Defendo que no actual estado de coisas, a despesa nunca desce, logo os impostos só na aparência é que poderão descer. Segue-se que a prioridade política deve ser encontrar formas de forçar o Estado a baixar os impostos. A história recente tem mostrado que pedir baixas de impostos não faz baixar a despesa.
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“ideia ingénua”? Mas que ideia? Trata-se apenas da constatação de dois factos: gastamos abaixo da media e estamos a meio da tabela em gastos sociais na UE.
“Luis Rainha diz isto como se de um mérito do Estado Social se tratasse” Não, mais uma vez, trata-se simplesmente de um facto da vida. Que o João prefere ignorar, ao escrever que «Os “novos pobres” precisam de novos mecanismos de combate à pobreza porque os que custam todos os anos metade do PIB não chegam». Errado. Pura e simplesmente, o combate à pobreza não consome 50% do nosso PIB.
E, já agora, onde é que encontrou a peregrina ideia de que «Luis Rainha despreza as funções sociais da educação e da saúde públicas»? O formol no seu laboratório deve andar marado.
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««Pura e simplesmente, o combate à pobreza não consome 50% do nosso PIB.»»
Volto a repetir que o Luis Rainha é extremamente perspicaz.
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Vamos-nos entender.
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Para Portugal se safar do empobrecimento continuo, para “salvar” os que já atiraram para a Pobreza, sacam mais Impostos á que era classe média mais Impostos que ontem, agora e depois são os novos pobres;
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cada vez mais POBREZA até desabarem as grandes fortunas (está perto, nem os grandes projectos publicos pensados safarão).
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Fair TAX:
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IVA = 14% (competitivo e sugador de Espanha como já foi, e não o contrario)
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TAXA OBRIGATÓRIA ANEXA AO IVA = 4% (imposto automático e liquidatório todos os Impostos sobre os Rendimentos – IRC e IRS etc – e Propriedade -IMI etc; outro metodo de tributar todos os Impostos
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A Fair Tax em Portugal. É preciso avançarmos e acabar com a treta que anda para aí do Menu para os Portugeses: Sopa legumes “á Deficit”, sardinhas assadas “á PIB”, bifanas grelhadas “á pobretanas”, baba de camelo “á centrão” e tinto da “herdade suina chico-esperta”.
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Não é um projecto a médio prazo, ou a 3 anos, ou a 1 ano. Portugal competitivo e zona economica especial.
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É já. Já devia ter sido há 8 anos. Barroso e seguintes falharam. Hoje concerteza Portugal e os Portugueses estavam sem práticamente problemas nenhuns.
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http://www.fairtax.org/site/PageServer
http://en.wikipedia.org/wiki/Fair_Tax_Act
http://www.fairtaxcalculator.org/
http://www.fairtax.net/
http://fairtaxreform.blogspot.com/
http://www.fairtaxstuff.com/
http://c2.com/cgi/wiki?FairTax
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É perspicaz porque naqueles 50% estão tambem,e principalmente,todos os subsidios,vencimentos,comissões,honorários aos “poucos empreendedores e ricos” que o JM tanto ama.
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Eu sei que 50% é um número redondo, mais fácil de decorar, mas o problema é que este não corresponde à realidade.
A carga fiscal em Portugal é 37% do PIB, ou seja, muito abaixo do que JM tem vindo a afirmar.
Mostrar uma tese usando argumentos falsos é como construir um castelo de areia, mais cedo ou mais tarde acaba por se desmoronar.
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“Segue-se que a prioridade política deve ser encontrar formas de forçar o Estado a baixar os impostos.”
Mas é isso precisamente que estamos a fazer quando protestamos contra o aumento dos combustíveis e pedimos redução do imposto!… O protesto é uma forma de pressionar o governo. Que outras formas sugere o João?
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Tou a ver que o que é preciso para agradar certos meandros da blogoesfera é que os 10% de ricos por artes “sociais” se transformem em pobres, até porque um rico jamais poderá ser uma pessoa de interesses aceitáveis.
O que é necessário é toda uma classe de pseudo-pobres, daqueles que vivem nos condomínios privados de luxo, a falar do irmão e amigo que vive na rua… demagogia é mais que muita.
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««A carga fiscal em Portugal é 37% do PIB, ou seja, muito abaixo do que JM tem vindo a afirmar.»»
Esqueceu-se que o orçamento de estado é cerca de 47% do PIB.
À carga fiscal tem que somar as contribuições para a segurança socia e o défice.
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««Mas é isso precisamente que estamos a fazer quando protestamos contra o aumento dos combustíveis e pedimos redução do imposto!…»»
Tem resultado lindamente. O que é que impede o governo de aumentar o défice ou mudar os escalões do IRS ou ajustar mais uma taxa?
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Já começa a ser demais…
Mas o João Miranda esforça-se por ser assim ou é algo que lhe vem naturalmente?
Eu até acredito que, no fundo, no fundo, o rapaz não tem má fé.
Está é completamente deslocado da realidade. E deve pensar que é tão bom, tão prevenido, com uma optima carteira de investimentos, que nunca irá perder aquilo que até agora conseguiu.
Já agora, com tanta cagança, gostava de saber onde tirou a licenciatura e onde desenvolve actualmente a actividade. Será que fomos nós todos que pagámos ao JM o seu cursito? Será que somos nós que pagamos o ordenado deste senhor? E ainda dignificamos este senhor com respostas às postas?
Enfim.
De resto, meu caro amigo, o país precisa de facto de reduzir a despesa. Mas ao invés de andar sempre num permanente beija-cú aos “empreseiros” deste país o JM devia, no melhor espírito científico, pronunciar-se sobre a racionalidade dos “investimentos públicos” que se avizinham, como aeroportos, tgv’s, portos de lisboa, e afins. E já agora comente a constante subsidiaçao aos grandes grupos, facilidades fiscais e leis encomendadas…
Pois, mas enquanto “os pobres” são uma massa humana sem rosto, que nem sequer conhece a cara do JM nem lê os disparates que escreve no DN, “os ricos” já são capazes de o conhecer. E não se morde a mão que um dia ainda nos pode vir a alimentar, certo?
Muita gente chama Liberalismo ao “Fazer pela vidinha e os outros que se fodam”.
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“Tem resultado lindamente. O que é que impede o governo de aumentar o défice ou mudar os escalões do IRS ou ajustar mais uma taxa?”
O medo de que as pessoas não votem nele outra vez. Desde que o governo sinta o descontentamento do povo numa determinada direcção, tentará agir nessa área.
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“Já agora, com tanta cagança, gostava de saber onde tirou a licenciatura e onde desenvolve actualmente a actividade”
Poix s…tanta merda e no entanto e mais um filhinho a viver na aba do estado…cospe na sopa que come….
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