Ainda resta Serralves
Serralves encheu-se de gente de todas as idades, preferências e estilos. Todos os anos é assim: Serralves entra em festa e muitos milhares de pessoas acorrem ao Museu de Arte Contemporânea do Porto, inegavelmente o melhor do País.
E não só – no resto do Mundo poucas instituições deste tipo conseguem ter uma capacidade de atracção tão abrangente como Serralves. Este sucesso não resulta de favores públicos e obscenos como o que o Governo fez a Joe Berardo no CCB: a sua explicação reside num modelo de gestão e numa equipa. E há um nome que tem de ser destacado: João Fernandes.
Num momento tão triste em que a região do Porto está a perder tanto da sua razão distinta de ser, Serralves continua a ser o símbolo da diferença que queremos manter.

Segundo as autoridades oficiais, isto é um equívoco:
“Museu de Arte Contemporânea do Porto”
O único que existe em Portugal está no CCB. Mai nada!
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e continua ele, coitado, agora mistura bola com Arte, e que mais sairá!
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do site da fundação:
“A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional, que tem como missão sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente, através do Museu de Arte Contemporânea como centro pluridisciplinar, do Parque como património natural vocacionado para a educação e animação ambientais e do Auditório como centro de reflexão e debate sobre a sociedade contemporânea.”
“Museu de Arte Contemporânea do Porto” – foi invenção sua nao foi?
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O Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves fica na cidade do Porto.
Perguntem ao Siza Vieira.
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O quê???
O Pinto da Costa também já emporcalhou Serralves?
O Rui Rio proibiu a entrada?
Não???
Então porque é que o CAA recomenda tanto?
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in Diciopédia
Fundação de Serralves
“Fundação de Serralves é uma instituição privada de utilidade pública, criada em 1989, e está situada na cidade do Porto, numa propriedade adquirida pelo Estado em 1986.”…! eh lá..
João Fernandes, entrevistado por Helena Teixeira da Silva, Farpas, JN.
“Incomoda-o que Serralves seja recorrentemente apontado como exemplo da vitalidade da cultura no Porto, servindo para encobrir a real ausência de vida cultural na cidade?”
“Serralves “não encobre” a “ausência” de vida cultural na cidade. Trata-se de um projecto que tem corrido bem, mas que não é tudo na cidade do Porto. Todos teríamos a ganhar se a vida cultural da cidade não fosse feita apenas de alguns oásis no deserto…”
Um elemento da natureza que se preocupe com Serralves predizia o que lá se passou no fim de semana, não escrevia arcaísmos destes.. vá até Saragoça com bandeirinhas do porto..
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Até nisto tem que mostrar a sua bimbalhice e a sua luta contra Lisboa. Que tara. Um bom psiquiatra para esta gente.
Cresçam e apareçam. Ainda têm que comer muitas tripas para chegarem aos calcanhares de Lisboa e dos seus museus e instituições culturais.
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Mr. CAA,
POr mais do que quatro ou cinco vezes, eu tenho opinado também no Blasfémias que a Fundação e o Museu de Serralves é um extraordinário exemplo de empreendedorismo quando há talento, vontade, discernimento e…emancipação.
Ou seja, é uma notável MARCA que os defensores da Regionalização devem “pegar” como “bandeira”, como “diferença” (que V. refere e bem), em vez de constantemente “carpirem” mágoas, traições, despotismos, indiferenças, e ostracismos — que os há, mas combatam-nos doutro modo, senão….”espantam a caça”, leia-se, possíveis novos apoiantes da Regionalização.
Tenho igualmente escrito que há outros magníficos exemplos no Porto e no Norte ! Mas Serralves é especial, muito juatamente projectado a nível internacional.
Serralves, o Parque, a Fundação, o Museu, são o orgulho de qualquer pessoa, portuense ou não.
Pinho, Odete Patrício, João Fernandes, Cristina Grande, e toda uma dinâmica equipa de assessores e de colaboradores, dão de facto um exemplo permanente a outras instituições.
E não nos esqueçamos dos patrocinadores e dos fundadores !
O “caso” Berardo e o “seu” Museu no CCB é outra “estória”. Uma apatetada cedência do governo (Cavaco anisou…) que manieta o CCB durante 10 anos.
(Mais há a dizer, faca para outra ocasião).
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Anti-Comuna
O MUseu de Serralves é um Museu de Arte Contemporânea, do Porto.
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Confrade
e Biba !
Qualquer pessoa culta pode gostar também de futebol. Qual o “pecado” ?
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Mr. Eduardo Correia,
V. é o mentor do MMS – Movimento Mérito e Sociedade ?
Qual a irregularidade de o Estado ter comparticipado na compra da propriedade que deu origem à inatacável Fundação e ao modelar Museu ?
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Dies Illa,
Lisboa não tem neste momento nemhum espaço expositivo dedicado à arte contemporânea que se compare quotidianamente a Serralves.
Ninguém é “bimbo” por enaltecer Serralves.
V. é que parece deslocado da realidade…
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Errata, comentário 8, parágrafo 6,
“Cavaco avisou”.
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Na verdade o que distingue Serralves de outros museus do género, mais do que os conteúdos é o espaço que ocupa.
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Mas que mania. Serralves é um belo museu. Mas esta coisa de desatarem a dizer que sao os emlhores do mundo tipo pj que é a melhor policia do mundo, que nao ercebem subsídios.. pois, ta´bem. É irritante e desnecessário.
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Dies Illa, não sei por onde circula na ridícula capital do ex império perneta, mas se abrir bem os olhos verificará o embuste de uma cidade com mais de metade de prédios em ruína em que o terceiro mundo se expande todos os dias e a maior parte das pessoas mal ganham para pagar as dívidas. Até no meio da prostituição e dos proxenetas de que lisboa tem fama se sabe que só o material mais rasca ainda permanece e a droga falsificada. Os turistas desprevenidos gostam quando a vêm por cima nos seus pullmans, mas nas lojas e restaurantes são enganados nos trocos e as carteiras mostram tendência a voar.
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O Porto devia todo assim, como Serralves e seu jardim. Mas substituiram o verde por betao.
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Serralves continua a ser o símbolo da diferença que queremos manter.
Este CAA é um pândego.
Mas para que é que ele quer ser diferente?
Não lhe bastará simplesmente ser bom, ter um museu bom, ter um público entusiasmado.
Quando vier a Lisboa desloque-se ao Centro de Arte Moderna da Gulbenkian e ao Museu do Chiado.
São pequeninos, mas são bons.
E não são diferentes, complementam-se.
Não post nada sobre desporto ou arte.
Porque assim quando se fizer a regionalização em 2097 e o Porto ficar integrado na Galiza os seus bisnetos não conseguem ser, nem ministros dos desportos nem da cultura por causa do passado.
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Diz o fado alexandrino que: (…) “e o Porto ficar integrado na Galiza”
Tomara. Era uma excelente solução quer para nós, quer parta os Galegos. De resto, em certas áreas de actividade, essa integração existe já, de facto. Basta ver os movimentos transfronteiriços (Valença – Tui; Porto – Vigo) que todos os dias se fazem e, em especial, os engarrafamentos na A 28 e à entrada de Espanha, às segundas-feiras…..
Pessoalmente, até por razões profissionais, estou regularmente na Galiza. Como eu, muitos portugueses…..desde os que trabalham na construção civil, até aos que trabalham nas Universidades (Vigo e S.Tiago Compostela).
Além disso, há sociologicamente uma identidade muito grande, que se sente de imediato, entre os Galegos e os Portugueses (em rigor, os nortenhos: Trás-os-montes, Minho e Porto).
Por isso, essa integração seria muito bem vinda! Sendo certo que, de facto, ela está a dar-se, muito porque o resto do país (leia-se, o desiquilíbrio e as assimetrias que o país tem e continua a cultivar), nos empurram para lá. E, por mim, vou satisfeito!
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Só que, realmente, Serralves é cada vez mais uma bandeira da região. Tal como a Casa da Música e as caves de vnho do porto. De resto, realmente, resta pouco…..
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Caro PMF, vá um qualquer país africano e pergunte a alguém na rua sobre o que ela sabe do Porto.
Muito provavelmente só o relaciona com o futebol. Se conhece o vinho do Porto, dificilmente o terá alguma vez cheirado.
De Serralves ou da Casa da Música, dificilmente terá ouvido falar.
E quem diz país africano, diz do oriente ou sul-americano.
Mas enfim, como Pacheco Pereira não gosta de futebol, não é bandeira.
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qualquer semelhança entre Serralves e o museu Joe é “pura e mera coincidência”. não incorpora megalómanos
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Fado Alexandrino,
As programações e actividades do Museu de Serralves são muito melhores do que as do CAM da Gulbenkian e do Museu do Chiado.
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Ó homem, o projecto Serralves acabou! já t esqueceste do famoso discurso do pinócrates na inauguração da colecção berardo: “até hoje o circuito da arte contemporanea europeia acabava em Madrid, agora começa em Lisboa.” Isto não é uma gafe é a estratégia daquela gente. Não atinge a sofisticação do futebol porque não precisam, aquele trio do Pinho, Odete e João Fernandes foram encostados à parede sem abrir a boca. são gente muito “culta” para protestarem perante as migalhas que o pinocrates lhes dá. Serralves está tesa, obediente e claro, gerida por um verdadeiro saco de gatos prestes a revelar-se. Pergunta-lhes como está o famoso polo 2 de serralves ou mede o grau de satisfação daquela gente competentíssima que nos bastidores tanto contribuiu para o sucesso daquela casa para ficares com uma ideia do desnorte e incompetência que por ali vai.
wait and see…
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As programações e actividades do Museu de Serralves são muito melhores do que as do CAM da Gulbenkian e do Museu do Chiado.
Sim, também acho.
Na última temporada a diferença foi para cima de trezentos e vinte e dois quilos.
Não sei se sabe que não se pode comparar nem nestes termos nem nos seus.
O CAM e o Museu do Chiado são museus não têm eventos.
Não têm parque para pôr lá as marionetas aos saltos e os bombos a tocar nem a Tété a declamar.
Têm quadros e muito bons por sinal.
Eventos pode aqui encontrá-los noutros lados.
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Mancha Negra,
Essa frase de Sócrates foi um lapso, uma gaffe, dada a excitação do momento.
Pinho, Odete e Fernandes não foram nada “encostados à parede”. São cultas e não mendigam migalhas para a Fundação.
O polo 2 há-de fazer-se.
V. é que está desinformado e possivelmente não se importaria que o projecto global de Serralves falisse…
Fado Alexandrino,
O CAM não tem eventos ? Homessa ! São, isso sim, menos e não tão criteriosamente programados…
O CAM está num impasse. Também é verdade que o edifício não é muito operacional para mega-programações/exposições.
O CAM não tem um bom anfiteatro ? Não tem magnífico jardim ? Programem-nos devidamente !…
V. conhece a colecção de arte contemporânea de Serralves ? Sabe o que tem como acervo ?
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Há eventos artísticos que não podem ser restringidos a quatro paredes.
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O CAM não tem um bom anfiteatro ? Não tem magnífico jardim ?
Não, o senhor está a confundir os jardins da Gulbenkian que é dona dos anfiteatros (o do ar livre está magnífico) do Museu e do edifício sede.
Não conheço Serralves e tenho muita pena.
Não gosto é nada destas comparações, não me interessa quem é melhor, interessa-me é que todos sejam bons.
Não sou nenhum parolo como o CAA que vê classificações em tudo.
Só falta dizer que Serralves tem melhor defesa.
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Serralves entra em festa e muitos milhares de pessoas acorrem ao Museu de Arte Contemporânea do Porto, inegavelmente o melhor do País.
Como assim? Pela localização, privilegiadíssima? De acordo.
Quanto a arte contemporânea, Berardo tem feito mais pela sua divulgação do que toda a rede de museus junta. Mai nada.
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MJRB:
um lapso do socrates?????
alguma vez aquela criatura comete um lapso daquele quilate??? ahahahahah
o homem sabe muito bem o que faz e o que diz. tem os poderes para instrumentalizar serralves conforme os seus interesses, afinal é ele que passa o cheque mais gordo… .
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Mancha Negra,
Este ou outro governo não têm poderes para “instrumentalizar” Serralves.
A Fundação e o Museu têm tudo para um futuro progressivo e cada vez mais autónomo do poder político — governamental ou autárquico.
O Museu de Serralves já faz parte dos grandes E DESEJADOS espaços expositivos a nível internacional.
V. desconhece a orgânica de Serralves.
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Mr. António Branco Almeida,
Serralves tem feito muitíssimo mais pela divulgação da arte contemporânea do que Berardo !
V. confunde uma colecção com a programação dum museu.
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Mancha Negra,
Concluindo: V. ficaria satisfeito se este ou outro governo prejudicassem Serralves !?
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Caro CAA:
“…Este sucesso não resulta de favores públicos e obscenos como o que o Governo fez a Joe Berardo no CCB:…”
Caso você não saiba, pode sempre informar-se e deixar de ser mais um a espalhar esta falácia.
O que é um facto é que o SUBSÍDIO que o estado anualmente despeja em Serralves ultrapassa o somatório dos orçamentos de TODOS os MUSEUS da rede nacinal de Museus (que inclui Arte Antiga, Soares dos Reis, etc. etc. etc.)
Serralves pode e deve ser estudao como exemplo sim, mas muito mais de marketing do que de arte.
Informe-se e venha aqui informar (em vez de desinformar)
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Eu,
Serralves não é um exemplo na formação de públicos ?
V. conhece a programação anual, e não me refiro unicamente ao Museu ?
Claro, que há muito e bom marketing ! Ainda bem: fixa, cativa e forma públicos. Caso notório, também as excursões praticamente diárias de estudantes do ensino secundário (e não só), idos do Sul, do Centro e do Norte.
Por favor… “mais marketing do que arte”, como V. escreve ? Consulte o site do Museu e esclareça-se.
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Fado Alexandrino Diz:
10 Junho, 2008 às 9:21 am
“Serralves continua a ser o símbolo da diferença que queremos manter.”
A diferença de Serralves passa pelo seu esforço de não dependência dos fundos públicos. Serralves vive em primeiro lugar de mecenato e de atracção de público. Tanto um como o outro só aparecem com boas colecções, bons eventos, enfim: gestão profissional e orientada para o “consumidor”, mas sempre numa perspectiva de qualidade (essencial para o mecenato).
Seeralves é o único museu em Portugal com subsídios estatais a representar menos de 50% das receitas. Não é perfeito mas é um oasis em Portugal. É um princípio.
E essa é, efectivamente, uma marca histórica do Porto (que por vezes se perde): o esforço continuado para não depender do Estado.
E, efectivamente, o mesmo não se pode dizer do CCB, nem de qualquer outro museu em Portugal. Fui a museus que o número de visitantes diário era inferior ao número de trabalhadores (meia dúzia). E não falo de museus no interior…
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Eu Diz:
10 Junho, 2008 às 9:46 pm
Lembro-me de ter visto a informação dos subsídios aos museus e claramente essa não foi a conclusão a que cheguei.
Mas suponho que vossa exa., que trouxe aqui a questão, saberá providenciar-nos os números para sustentar as suas acusações.
Quanto ao resto, ou não sabe o que é marketing, ou não sabe o que é arte. Curiosamente, as exposições mais vistas em Portugal foram em Serralves, e com autores mundialmente reconhecidos. Talvez seja mais marketing + arte.
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