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Dá o que não é teu

11 Junho, 2008

Lista de privilégios que o governo se prepara para conceder aos camionistas:

1. Indexação do frete ao preço do gasóleo com efeitos rectroactivos (não se percebe muito bem como é que o governo vai interferir em contratos privados. O risco da subida dos combustíveis passa para o cliente, o qual passará a exigir, em troca, descontos nos fretes)

2. Redução do imposto de camionagem (o resto da população que pague o défice)

3. Obrigatoriedade dos clientes das transportadoras de pagarem a 30 dias (mais uma interferência na livre contratação cujo único efeito será obrigar as transportadoras a fazer descontos)

4. As transportadoras passam ter que pagar IVA só quando os clientes pagarem (os restantes agentes económicos terão que pagar IVA nos prazos mesmo que o cliente não pague)

5. Descontos de 30% nas portagens (a serem pagos pelas concessionárias das auto-estradas, as quais não deixarão de exigir contrapartidas económicas e/ou políticas)

6. Incentivo ao abate e renovação de frotas (incentivos pagos pelos contribuintes com o objectivo de fazer baixar a oferta de transportes e de fazer subir os preços — a autoridade da concorrência que saiba disto)

7. Ajudas de custo isentas de segurança social (o resto da população que pague a segurança social)

29 comentários leave one →
  1. jcd's avatar
    11 Junho, 2008 11:27

    “Indexação do frete ao preço do gasóleo com efeitos rectroactivos.”

    Isto é das coisas mais cretinas que já ouvi. Era só o que faltava, uma emoresa receber agora uma factura adicional sobre contratos já concluídos. Para os que estão em vigor, como é óbvio, também são inaceitáveis quaisquer alterações. Para a frente, o mercado é livre.

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  2. Sousa e Silva's avatar
    11 Junho, 2008 11:34

    “da o que não é teu”

    Pergunto

    O desgoverno do PSD, o que fez enquanto la andou?

    Querem, uma lista do patrimonio, DADO E OFERECIDO.

    Ainda fomos a tempo de não doar, ofertar o patrimonio aonde esta os serviços publicos e depois passarmos e inquilinos, no tempo de Ferreira Leite e Baigao Feliz, (e são eles economistas)

    Uma desgraça

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  3. Desconhecida's avatar
    11 Junho, 2008 11:42

    Isto é um “plano” identico aquelas casinhas da Beira Alta, lá para a Guarda!

    Tem alguma consciência do que é a prática habitual dos negócios quem propõe o ponto 1 e ponto 3?

    Vão dizer à SONAE ou à Jerónimo Martins que têm que pagar a 30 dias!

    “Engenheiros” de pacotilha!

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  4. josé manuel faria's avatar
    11 Junho, 2008 11:45

    O Sindicato patronal tem muito poder. O Sindicato operário come e cala. PS cada vez mais vira à direita. Sempre com os poderosos.

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  5. Dói muito? Isso passa's avatar
    Dói muito? Isso passa permalink
    11 Junho, 2008 11:50

    Eu boicotava este acordo. Este governo. Este país.

    Ou então começava a taxar os camionistas que não andam. Obrigatoriedade de circular para quem tem camião. Pelos vistos é constitucional.

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  6. Joaquim's avatar
    Joaquim permalink
    11 Junho, 2008 11:55

    Caro João Miranda,

    Com esta política o Governo vai apenas deitar lenha para a fogueira das reivindicações. Na ausência de uma estratégia impera o tacticismo.

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  7. MFerrer's avatar
    11 Junho, 2008 11:59

    João Miranda,
    Colocar uma lista de exigências dos arruaceiros e dizer que ela é da autoria do governo, não é sério!
    Como quase nada é sério no seu conteúdo:
    Pagamentos rectroactivos para contratos já realizados e pagos?
    Pagamento a 30 dias? Fora as grandes empresas e Estado, está bem de ver.
    Alterar o código do IVA? Assim de pé para a mão? Isso só se pode fazer por acordo com a UE e em casos excepcionais.
    Mais a segurança Social e as portagens. Mais parece uma lista de reivindicações do PP e do PSD…
    Tenha lá paciência.
    MFerrer

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  8. António de Almeida's avatar
    11 Junho, 2008 12:01

    -Depois dos pescadores, os camionistas, a seguir virão os agricultores, taxistas, os transportes colectivos já andam subsidiados. Parecem-me subsídios a mais e trabalho a menos, o problema nem é apenas português, a U.E. criou um monstro, daqui a uns tempos o modelo económico-social inevitavelmente ficará falido, até por não existir mais disponibilidade dos restantes contribuintes para verem os seus impostos aumentados a fim de manter este proteccionismo.

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  9. Desconhecida's avatar
    illuzionatti permalink
    11 Junho, 2008 12:17

    PAXXX eh LETRA!!!

    “o problema nem é apenas português, a U.E. criou um monstro,”

    ITS ALIVE!!! ITS ALIVE!!!
    😛

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  10. Desconhecida's avatar
    11 Junho, 2008 12:18

    Pois é isto é tudo uma grande confusão.

    Intão andamos nós a pagar ao governo e ele não nos proteje destes malandros?

    Já sei!!!!

    É o mercado a funcionar.

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  11. Piscoiso's avatar
    11 Junho, 2008 12:23

    Lista de privilégios que o governo se prepara para conceder …”

    Há algum tempo que andava desconfiado que o João Miranda faz parte do governo.

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  12. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    11 Junho, 2008 12:36

    Isto é uma notícia (uma lista de privilégios) verdadeira, ou uma invenção qualquer do JM?

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  13. Desconhecida's avatar
    Cãocio permalink
    11 Junho, 2008 13:36

    Estes vão a reboque: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331976&idCanal=57

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  14. C. Medina Ribeiro's avatar
    11 Junho, 2008 13:37

    «Dá o que não é teu» – A frase ficou famosa na boca de Álvaro Pais, pois foi um dos três (*) famosos conselhos que deu ao Mestre de Avis para subir ao poder (e nele se manter).

    (*) – «Perdoa a quem não te ofendeu» e «Promete o que não podes cumprir» foram, salvo erro, os outros dois..

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  15. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    11 Junho, 2008 14:43

    Muito pouco JM!

    Podem e devem pedir:

    Pensões de reforma por invalidez e continuarem a trabalhar e a receber vencimentos.

    Indemnizações de milhões em acumulação com pensões da mesma entidade.

    Obterem empréstimos de milhões garantidos pelas acções que compram em bolsa.Se correr bem ganham as mais valias se correr mal transferem para uma off shore.

    Obterem empréstimos para comprar terrenos REN e RAN, transformá-los em urbanos e terem tratamento PIN.

    Receberem subsídios a fundo perdido para formação,inovação,investimentos e não terem que apresentar resultados!

    Receberem medalhas no dia da raça!

    Se recebessem metade dos subsídios que os empreendedores e ricos (sem os quais Portugal cai na pobresa segundo a douta opinião de JM )os camionistas
    continuavam a ficar muito baratinhos!

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  16. Desconhecida's avatar
    Loureiro N. permalink
    11 Junho, 2008 15:02

    Pois é!!! Tantos anos a desinvestir no comboio e rede ferroviária que agora toma lá e embrulha Zé Povinho!!!!

    Esta não é a 1º vez que os camiões param o país e seguramente que não será a última…E está mais que provado que são o único sector que o consegue fazer.

    PS: Se o Cavaco ainda fosse 1ºMin. descarregava em cima destes senhores uma bela carga policial…

    PS2: A anexação a Espanha cada vez tá mais próxima!!!

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  17. Desconhecida's avatar
    11 Junho, 2008 15:27

    Se a Galp, em vez de gerar dois milhões de Euros de lucro por dia, der metade deste dinheiro ao Estado, assegura-se tudo isso e ainda mais. E se os impostos sobre o combustível baixarem certamente que o Estado perde menos do que os mil e duzentos milhões de Euros que foram para Espanha em 2006, à conta da política fiscal socretina.

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  18. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    11 Junho, 2008 15:47

    Mais regras especiais para grupos especiais. É mesmo disso que o País precisa. Outras Corporações vão-se pôr na fila.

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  19. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    11 Junho, 2008 19:38

    Tanta parvoice em bloco!

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  20. MFerrer's avatar
    11 Junho, 2008 20:01

    Estes jovens que tão depressa pedem menos Estado e menos Impostos e, depois, imploram que a Galp ( Empresa Privada) devolva ao Estado uma parte substancial dos lucros que obtém, só pode ser para rirmos!
    Afinal, mais Estado a reber o que não é dele e a distribuir por quem não precisa?
    Mas isso era o que tínhamos em todos os governos anteriores. Só este reduziu o papel do Estado, encerrou Institutos, escolas, maternidades, e reduziu em 40.000 o número de funcionários públicos.
    Vá, tirem este governo e ponham lá os outros do costume e não venham dizer depois que têm que emigrar!
    MFerrer
    http://homem-ao-mar.blogspot.com

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  21. RV's avatar
    11 Junho, 2008 20:38

    “Indexação do frete ao preço do gasóleo”

    Mas…. o Estado é que define quanto se paga pelos transportes?????

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  22. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    11 Junho, 2008 21:19

    1) Um dos objectivos mais do que justo foi conseguido.
    2) É o mínimo. Se já há tantos impostos, lá cederam em baixar o menos importante de todos.
    3) e 4) Um objectivo que todas as empresas do país desejam mas que pelos vistos é preciso protestar para conseguir algo de tão elementar
    5) Má decisão. Isso é um subsidio, baixar o ISP profisional não seria. Este passou porque deve ser para beneficiar também a Brisa.
    6) Abate é uma coisa, renovação é outra.Não conheço a matéria para ter opinião, ao contrário do JM que tem opinião para tudo.
    7) Má decisão, não concordo

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  23. Martins Rodrigues's avatar
    Martins Rodrigues permalink
    11 Junho, 2008 23:36

    A questão do abate e renovação de frotas é simples de explicar e ganha ainda maior relevância com as novas taxas “ambientais” que a UE pretende criar para o sector. Em Portugal muitas empresas trabalham exclusivamente com camiões com vinte anos. Tal implica: maiores consumos de combustível, maiores problemas mecânicos, mais despesas, e, claro está, mais impostos a pagar futuramente devido às elevadas emissões de Co2. E aquelas transportadoras que pretendem renovar a sua frota, utilizam quase sempre material usado, com cinco a dez anos, ou seja, acaba por ser um tiro no pé, pois se acaba por representar muitas vezes um bom compromisso qualidade-preço, não está obviamente preparado para o fundamentalismo ecológico que aí vem.

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  24. Martins Rodrigues's avatar
    Martins Rodrigues permalink
    11 Junho, 2008 23:43

    Quanto à obrigatoriedade de pagar as facturas em 30 dias: muitas empresas foram obrigadas a reestrutar-se (leia-se despedimentos), existindo até casos de falência, não por sua culpa, mas pela má-fé daqueles a quem prestam serviços. Diria que é um caso crónico no sector dos transportes. Num sector em que o orçamento é gerido ao milímetro, sujeito aos preços variáveis dos combustíveis e a todo um manancial de imprevistos sempre tendentes a aumentar as despesas das empresas (normalmente resultantes de avarias ou desgaste de material, o que se acentua quando este já tem o peso dos anos: peças caríssimas, pneus, etc), esta parece-me uma medida sensata. Ou será que o João Miranda quando faz as suas compras da semana paga passados 150 dias ?

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  25. De Puta Madre's avatar
    12 Junho, 2008 02:21

    ANALISIS DE MASA Y PODER DE ELIAS CANETTI

    Vale a pena espreitar…

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  26. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    12 Junho, 2008 08:19

    ««Num sector em que o orçamento é gerido ao milímetro, sujeito aos preços variáveis dos combustíveis e a todo um manancial de imprevistos sempre tendentes a aumentar as despesas das empresas (normalmente resultantes de avarias ou desgaste de material, o que se acentua quando este já tem o peso dos anos: peças caríssimas, pneus, etc), esta parece-me uma medida sensata.»»

    Porque é que considera sensata uma interferência na livre contratação? Acha mesmo que se os clientes forem obrigados a pagar mais cedo vão pagar o mesmo?

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  27. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    12 Junho, 2008 08:21

    ««Em Portugal muitas empresas trabalham exclusivamente com camiões com vinte anos.»»

    Isso é um sinal de que muitas delas são inviáveis. O facto de precisarem de subsídios para a renovação de frota é outro sinal de que são inviáveis.

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  28. CR's avatar
    12 Junho, 2008 13:14

    Tudo muito engraçado, mas entretanto quem é que é o mais rico deste jardim à beira mar plantado. E como foi possivel neste último ano crescer tanto. Amizades, caras concerteza.
    Não desfoquem.

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