Era só o que faltava *
João Proença, o dirigente nacional do PS que às vezes também é sindicalista, avançou com a ideia peregrina de uma taxa para todos os trabalhadores não-sindicalizados alegando que estes “beneficiam das negociações colectivas”.
As centrais sindicais estão com problemas financeiros dada a acentuada diminuição do número de sindicalizados. Logo, de supetão, surgem os tiques colectivistas de sempre: à força, querem obrigar toda a gente a pagar a manutenção dos privilégios dos profissionais do péssimo sindicalismo que temos.
Dizem que será só um valor simbólico: 65% da quota. De ‘simbólico’ apenas constato o violento pontapé na liberdade dos trabalhadores. Só uma sentença judicial de última instância me forçará a cumprir este novo ‘imposto’.

Tem toda a razão.
O que era preciso era que o novo acordo apenas se aplicasse aos trabalhadores sindicalizados.
Mas isto é muito dificil de fazer e se calhar até inconstitucional.
Não quer dar um parecer (de borla) sobre esta ideia?
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Se o Senhor Proença, em vez de se sentar à 2ª, 4ª e 6ª, com o Sr. Sócrates e com Sr. Salgado, e às 3ª e 5ª, com o Sr. Arménio e com o Sr. da Silva, defendesse realmente os seus Sindicalizados, tinha mais inscritos.
Bordalo Pinheiro é que viu bem, estes Senhores Proenças! Toma!!!
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Essa, do sr. Proença, é extraordinária !
sobretudo vinda duma central sindical como a UGT…
E há por aí um novel partido, MMS-Movimento Mérito e Sociedade, que propõe a interdição ao direito ao voto, a quem não tiver a 4ª classe….
Sai cada um da toca…
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Seria mais sensato, como sugeriu o Tiago Barbosa Ribeiro, propôr que os não sindicalizados não fossem contemplados com o resultado das negociações sindicais. Seria mais liberal.
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MJRB,
De facto, é das coisas mais extraordinárias que tenho ouvido nos últimos tempos. “Sindicalizado” à força. Eu acho que estes senhores dos sindicatos com o passar do tempo e a invenção do telemóvel esqueceram-se do que é um sindicato. Se não têm clientes, fechem a porta.
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Tarzan,
Quer dizer: uns (os trabalhadores sindicalizados ou os que poderão vir a ser) são mais filhos do que outros… É assim que começa o “esquema”…
Miss Lololinhazinha,
Proposta vinda duma UGT que teve aquele sintomático processo em tribunal cujo resultado foi nada !… Nada aconteceu, ninguém foi penalizado e o dinheiro…evaporou-se ! O dinheiro para a formação profissional…esfumou-se !
Fantásticos, estes “caval(h)eiros”….
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E usando o mesmo argumento sempre que um sindicato conseguir o que um trabalhador não sindicalizado conseguiu primeiro, esse sindicato deve pagar a esse trabalhador as cotas do número de trabalhadores beneficiados.
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Concordo com a medida. Só os sindicalizados devem ter os aumentos conseguidos. Que isto de ter sindicatos custa dinheiro, e os outros só dão graxa e depois também comem.
Ora fiquem a ganhar menos e ver se gostam. Sou sindicalizada a muitos anos e metade das minhas colegas femeninas são mais fracas que os homens, tem medo da sombra, mas depois ficam com aumentos que eu e os meus colegas conseguimos.
São despedidas vêm para a rua todas histéricas mas os patroes na suiça com as gajas.
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A proposta da UGT é de que seja possivel acordos entre os sindicatos e o patronato estipulando que os não-sindicalizados tenham que pagar essa percentagem.
sinceramente, não percebo muito bem as objecções dos liberais a isso: se vocês defendem o direito da entidade patronal impor as condições que quiser aos trabalhadores (e depois estes aceitam ou procuram trabalho noutro sitio), como é que podem ser contra a entidade patronal fazer um acordo com um sindicato obrigando os não-sindicalizados a pagarem (e depois estes aceitam ou procuram trabalho noutro sitio).
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Não há surpresa. Como se vê hoje nas estradas deste país já há grevistas à força. Porque não sindicalizados à força também? Tudo com a complacência das autoridades(?). É um fartar vilanagem!
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Caro Miguel
(ressalvando que aqui não existe o «nós» ou o «vocês», cada um é como é…)
«….defendem o direito da entidade patronal impor as condições que quiser aos trabalhadores»
num mercado aberto, não existe «impor as condições que quiser», é um jogo de oferta/procura, geralmente negociando-se de parte a parte.
«como é que podem ser contra a entidade patronal fazer um acordo com um sindicato obrigando os não-sindicalizados a pagarem»
por principio, sou contra que quem não é envolvido numa negociação, seja por ela directamente afectado na relação laboral que negociou a dois. Se ainda para mais tiver de pagar por isso, convenhamos que seria o cúmulo…..
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O João Proença não foi muito inteligente.Assim espanta a caça .
Afinal fazia como a EDP que põe uma catrefrada de taxas que ninguém sabe para quê .No sitio onde trabalho já apanhei taxas de audio-visual em semaforos .Juro e posso provar.
O João Proença falava lá com o camarada da EDP e o camarada integrava esta taxa sindical nas tarifas da electricidade … ninguem reparava.
Ou na EPAL , e SMAS dos vários municipios, já agora … voçês todos, sabem lá que taxas estão a pagar .
Ou o camarada Vara numa qualquer comissão de contas bancárias na CGD .Ou na GALP .Ou na PT uma taxa qualquer de direitos de passagem … á reforma.
Uma maravilha o saque socialista.
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“por principio, sou contra que quem não é envolvido numa negociação, seja por ela directamente afectado na relação laboral que negociou a dois.”
Vamos por outra questão: o Gabriel Silva aceitava que uma empresa e um sindicato fizessem um acordo em que a empresa se comprometesse a só contratar sindicalizados?
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acho que sim
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“acho que sim”
Então, também não deverá ter objecções a um acordo entre uma empresa e um sindicato em que a empresa se comprometesse a só contratar trabalhadores que, sindicalizados ou não, descontem para o sindicato (é verdade que aqui há a situação dos que já estavam a trabalhar na empresa antes do contrato ser assinado, o que deita por terra a minha analogia)
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«Então, também não deverá ter objecções a um acordo entre uma empresa e um sindicato em que a empresa se comprometesse a só contratar trabalhadores que, sindicalizados ou não, descontem para o sindicato»
calro que tenho, a minha objecção é nesse «sindicalizados ou não». No caso de não sindicalizados, não vejo porque deveriam ser obrigados a respeitar clausulas e condições laborais que não negociaram.
p.s. vou interromper um bocadinho, o jogo está 1-1……falamos depois.
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há uns palermoides aqui que se dizem sindicalizados!! São uns tristes eu pintava a minha cara de preto!!! Pois são uns trouxas que andam a alimentar os sindicatos para estes por sua vez fazerem o que o PS e PCP quer!!!Eles querem lá saber de direitos dos trabalhadores!! não viram o que aconteceu com os professores os 100.000 não eram sindicalizados..mas mesmo assim os sindicatos “venderam-nos” por tostões! Aliás falem aos profs de sindicatos que eles adoram-nos!
Eu só pago se obrigada e depois de recorrer para todos os tribunais incluido o dos direitos humanos!!! Pois tenho o direito de não quere ser sindicalizada!!!
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Se os acordos são assinados entre os sindicatos e as empresas, estas, as empresas, também deviam poder cobrar uma taxa aos não-sindicalizados pelo trabalho que tiveram a negociar um acordo que, afinal, vai beneficiar todos. Ou estou a ver mal?
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E que tal os sindicatos devolverem as quotas aos sindicalizados quando não conseguirem *tudo* o que afirmarem ser o mínimo aceitável? P.e., quando pedirem um aumento de 5% e não conseguirem mais de 4,5%.
E que tal os sindicatos indemnizarem os não-sindicalizados quando negociarem determinadas condições com o patronato, “sabotando” a possibilidade de os não-sindicalizados conseguirem condições melhores do que essas?
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Era o que faltava! Já não basta eu não concordar com a maioria das acções sindicais que por cá se fazem ainda teria que contribuir para elas.
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«calro que tenho, a minha objecção é nesse «sindicalizados ou não». No caso de não sindicalizados, não vejo porque deveriam ser obrigados a respeitar clausulas e condições laborais que não negociaram.»
Mas se se está disposto a aceitar um acordo entre a Panificadora da Esquina, Lda. e o Sindicato da Panificação
dizendo, entre outras coisas, “A Panificadora da Esquina só contrata trabalhadores inscritos no Sindicato da Panificação”, como é que se pode ser contra (“contra” em termos legais, quero dizer) um dizendo “A Panificadora da Esquina só contrata trabalhadores que paguem quotas aos Sindicato da Panificação, mesmo que não se inscrevam”? Afinal, o segundo acordo até é menos restritivo que o primeiro (mas reconheço que a situação dos trabalhadores que já trabalham na Panificadora da Esquina antes do acordo ser assinado complica o caso).
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Caro Miguel,
A hipótese de um acordo em que não fosse necessário ser sindicalizado para ser ser contratado, mas que obrigatoriamente seria abrangido pelas clausulas contratuais, tendo o trabalhador de pagar uma qualquer contribuição ao sindicato, para além de parecer extorção, (pagamento por serviços não prestados), seria também uma forma de dupla fragilização do trabalhador: face ao empregador
(por lhe ser retirada a liberdade negocial, não lhe sendo possível negociar condições diferenciadas face ao estabelecido no contrato com o sindicato) e face ao sindicato (por não ser sindicalizado não teria influencia nas condições negociadas).
Dá-me a ideia que seriam retiradas liberdades essenciais ao trabalhador sem qualquer justificação e se criaria um corpo social de autenticos zombies, á mercê das vontades de duas entidades nas quais a sua vontade e interesses nunca seriam tidos em conta. Seria um «trabalha e cala-te»……
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será mesmo só do sr Proença esta pressa de voltar ao 24 de Abril, ou será de todos os camaradas politicos que não querem sair de “lá”, jamais?!
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Humm. Eu acho que a medida faz todo o sentido. A questão é QUEM recebe o dinheiro.
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