Segurança dos OGM
Escreve Ana Gomes:
Com as recentes declarações das Comissárias da Agricultura (a traçar um errado paralelo entre os elevados preços da comida e as restrições europeias contra os OGMs) e da Saúde (querendo legalizar ‘só um bocadinho’ a contaminação dos alimentos importados), calha bem relembrar os perigos que os OGMs colocam não só à saúde mas também à agricultura e, logo, à segurança alimentar.
É o que faz a revista americana Vanity Fair neste artigo sobre os métodos da multinacional Monsanto.
O artigo explica como, entre outros detalhes pérfidos, as sementes ‘estéreis’ deixam os agricultores à mercê dos preços determinados pelas multinacionais, uma vez que certas sementes geneticamente modificadas não podem ser replantadas.
Mas então a segurança dos alimentos geneticamente modificados seria maior se as sementes não fossem estéreis? Sempre pensei que o facto de as sementes serem estéreis contribuía para impedir a reprodução descontrolada dos OGM. Se Ana Gomes defende “tolerância zero nos rótulos alimentares” então também tem que ser a favor de mecanismos como as sementes estéreis que contribuem para que os agricultores possam dar garantias sobre o seu tipo de produção.
E, já agora, se os agricultores ficam à merçê dos preços determinados pelas multinacionais, o que é que os impede de recorrerem às sementes tradicionais?

Eu não percebo nada de agricultura, muito menos de sementes geneticamente manipuladas, mas essa história de patentes de sementes e garantias de produção com a introdução desta ou daquela semente, cheira a esturro. Cheira a cartel e a especulação. E pior que um regime ultra comunista.
Faz lembrar um bocado a velha história dos virus e dos anti-virus…
Bafo’s
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basta ser politico profissional para saber tudo sobre tudo. depois dos aviões com cio, agora dá lições sobre genética. que saiba as espécies sofrem mutações só a imbecilidade humana é imutável
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Mas este pessoal está senil ou quê?
Já há 40 anos atrás, quando eu era miúdo e convivia com a agricultura mais de perto, os agricultores utilizavam as sementes de milho híbrido nas sementeiras, cujas sementes já eram estéreis, e eles não deixavam nem deixaram de as utilizar, e que eu saiba até hoje, pois dão produções bem mais elevadas, e não deu nenhuma caganeira a ninguém, muito menos aos agricultores, e que eu saiba nunca se queixaram dos preços especulativos dessas sementes.
Esta senhora é mesmo do além.
Deve ler as mesmas fontes fidedignas que nos atapulham os olhos com o efeito de estufa, quando na nature de 13 deste mês vem escrito que afinal exitia uma parte do cilco do CO2 que está agora a ser escrutinada, nos 35% de desertos e zonas áridas do planeta que absorvem bateladas dele. Querem estes imbecís vender-nos “verdades (in)convenientes” para as suas carteiras.
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Excelente post.
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A segurança dos alimentos geneticamente modificados não seria maior se as sementes não fossem estéreis. Mas também não seria menor. O ponto é que as sementes estéreis ameaçam a biodiversidade e destroem os meios de vida de milhões de pessoas que dependem das sementes colhidas.
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“certas sementes geneticamente modificadas não podem ser replantadas”
Mas as outras podem.
É só escolher entre umas e outras. Nada mais fácil.
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Ana Gomes faz parte daquela “inteligentzia” nacional/ europeia que delira com tudo o que é USA.
O mesmo se passa com Guantanamo: há uma prisão cubana lá com presos políticos que nunca mereceu uma palavrinha sequer desta malta “progressista”: e depois dão vivas ao 25 Abril!!!
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A Ana Gomes deixa-me transgénico…
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Pessoalmente também gosto de saber o que como e sou a favor da rotulagem explícita.
Mas falando nos EUA, lá não só não é obrigatório declarar os ingredientes transgénicos,
como é absolutamente proibido rotular um produto como livre de transgénicos.
Foi a única forma que encontraram para obrigar o consumidor a aceitá-los.
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“O ponto é que as sementes estéreis ameaçam a biodiversidade”
Como assim??
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Julgo que o perigo para a biodiversidade, é que se os agricultores
abandonarem as espécies tradicionais para plantar preferencialmente as
variedades transgénicas (mais vantajosas por uma ou outra razão),
reduzem-se o número de espécies cultivadas,podendo levar algumas a desaparecer.
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Ana Gomes mete mais uma vez a pata na poça…
ainda me lembro das cruzinhas que ela meteu no site, coitada.
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Disseram-me que o PS está desejoso de se ver livre dela.
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A recusa cega de Ana Gomes a tudo o que é OGM é claramente ridícula e desprovida de senso.
No entanto, vale a pena investigar o que é e o que tem feito a Monsanto. E ficar assustado…
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Quero lá saber de híbrido e di-híbridos. Ando a comprar maçãs nacionais muito tradicionais que não valem um tostão. Sabem mal, e têm mau aspecto. Depois há umas cujo nome é bem pouco apelativo Pink Lady, têm um aspecto radioactivo mas sabem sempre bem. SEMPRE. Suculentas e tudo. Venham os OGM, e ponham também a pêra rocha a ser sempre saborosa.
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É uma facto referido por 7anaz (3). As sementes híbridas são usadas há muito e não apenas nos cereais, mas também nos legumes. É provável que a maioria do tomate, pimento, melão, etc. que se come provenha de sementes híbridas. Tanto quanto me lembro (pois numa outra encarnação sabia qualquer coisa do assunto), as plantas provenientes de sementes híbridas não são estéreis. Julgo que o problema é que, por exemplo no tomate, a semente não reproduz a planta híbrida, mas aquelas que lhe deram a origem e que não têm interesse económico (julgo que é assim). Ninguém na agricultura de hoje pensa em retornar aos tempos em que os lavradores aproveitavam as sementes que provinham da suas culturas. A semente é comprada num mercado até bastante concorrencial e com grande inovação, pelo menos era assim na minha outra encarnação.
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Ena uma cooperativa agricola…
Se eu vos trouxer uma vaca… tiram -lhe o leite?
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