Gostaria de ter escrito isto
Manuel António Pina, no JN (bolds meus):
Um dos argumentos (parafraseando o taoísta, como não sei o seu nome chamo-lhe argumento) contra a submissão a referendo do Tratado de Lisboa, brandido por luminárias como Vital Moreira, é que ele é complexo de mais para o povo o perceber.
A maioria dos 27 optou, assim, pela ratificação parlamentar. Toda a gente se recorda ainda do complexo debate cívico que a ratificação suscitou no nosso Parlamento, onde têm poiso 230 sobredotados capazes de, ao contrário do povo, perceber perfeitamente complexidades. E não é que os irlandeses estragaram tudo, votando “não” quando deveriam ter votado “sim”? “Contrariado” com isso, Cavaco Silva sugeriu ao Governo irlandês que encontre “uma solução”. Só faltou acrescentar, como nas soluções para emagrecer, “pergunte-me como”. Sarkozy, por sua vez, quer que o referendo seja repetido até dar “sim”. E Berlusconi que as ratificações prossigam e se mande bugiar os irlandeses. Para alguns, a democracia é assunto complexo de mais para ser deixado ao povo. O ideal era uma democracia sem povo. O povo, quando vota (o democrata Mugabe que o diga), só atrapalha.

Já pensei num pequeno exercício para o serão: Seria pegar na lista dos deputados à AR e marcar com uma cruzinha os que terão lido o Tratado de Lisboa. Depois, dentro desse grupo, marcar com uma segunda cruzinha os que além de terem lido o Tratado o hajam compreendido. Finalmente, assinalar com uma terceira cruzinha os que “compreenderam” o dito Tratado sem nunca o terem lido. Esses é que a sabem toda!
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E a Manuela Azeda o Leite, o que dirá sobre o assunto?
Eu cá, tenho uma sugestão. E se aplicassem uma “taxa de não adesão” aos irlandeses? Quaquer coisa como um IVD/NA?
(Imposto sobre o Valor Diminuido pela Não Adesão)
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A solução economicista é comprar os irlandeses por um preço justo.
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Pois eu acho que se devia acabar com a AR, governo, camaras, etc e substituir esse aparelho burocratico todo por referendos e consultas populares …A democracia (sic) ao povo Ja!
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no socialismo o contribuinte existe apenas para pagar impostos. quem sabe o que deve fazer é o estado.para manter a ordem existem forças de segurança, comissários politicos e bufos. ditadura só a do proletariado
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Gostaria de ter chamado luminária a quem tem outra opiniao? é brilhante. É escrever bem, é um bom exemplo de escrita.
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Mas se há quem beba cerveja, e da boa, são os irlandeses…
O bloody Irish é um gajo fodido que se caga na europa e não admite que o incomodem com gays, paneleiros, abortos e merdas desse género.
Como disse, o bloody Irish é um gajo fodido.
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É tão cansativo andar há uma semana a levar lições de democracia deste blogue !!!
A nossa Constituição foi aprovada por referendo? E alguma das subsequentes revisões? E a taxa do IRS? E a entrega de Macau?
E porque é que o voto de um número de cidadãos irlandeses menor do que o número de habitantes da Amadora vale mais do que a aprovação do Parlamento Português? e dos outros 26 Parlamentos democraticamente eleitos?
E já agora, é claro que acho que o Tratado de Lisboa é complexo demais para “o povo”. É por essas e por outras que alguns espíritos iluminados no séc.XVIII inventaram a democracia representativa.
Se querem referendos, então façam-nos claros e com consequências, do tipo: “União Europeia: Dentro ou Fora”.
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http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/1135689.html
Já leram esta notícia?
“Fazem-se discursos lindíssimos sobre lugares para as mulheres, mas entende-se que devem agir como os homens, que estão na política 24 horas sobre 24 horas a pensar sobre política”, argumenta. Para Ferreira Leite existem “formas diferentes de fazer política” entre homens e mulheres”
Como é possível?! Mais vale estar calada, se começa a falar´… entao os homens pensam 24h em 24 h na política e as mulheres nao?!!!
Vai ser PM em part-time? Se lhe apetecer pensar na politica pensa se nao lhe apetecer nao pensa porque é mulher e por isso nao tem de pensar quando é preciso?
… bahhh! acho que ela nao quer mesmo ser primeira ministro. Escolham é outra ou outro.
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Para os que acham que a democracia representativa resolve tudo e que ela existe em Portugal, digam-me: qual é o vosso representante na Assembleia da República? Esse eleito defende efectivamente os interesses do círculo que o elegeu? Quais eram as suas posições em relação à forma de aprovação do Tratado Europeu? E em relação aos impostos? E à educação, saúde, justiça? E que iniciativas promoveu para melhorar as condições de vida dos seus eleitores?
E porque é que o voto de um número de cidadãos irlandeses menor do que o número de habitantes da Amadora vale mais do que a aprovação do Parlamento Português? e dos outros 26 Parlamentos democraticamente eleitos?
Talvez porque o próprio Tratado declara que o mesmo deve ser ratificado por TODOS, seja por via parlamentar ou referendária. A Irlanda não pode ser culpada por ter feito um referendo. Houvessem mais a fazê-lo e haveria muitos mais do que a Amadora a votar NÃO.
E já agora, é claro que acho que o Tratado de Lisboa é complexo demais para “o povo”
Parece estar implícito que os deputados são um grupo exclusivo, do qual só fazem parte uns poucos seres de inteligência superior. Costumo ver os debates no Parlamento, e pela amostra parecem pertencer de pleno direito ao “povo”.
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Não foram os mesmos espíritos iluminados que na democracia representativa previam para casos específicos os referendos?
Ou apagam a “iluminação” quando lhes convem e usam visão nocturna para poder ler o que eles próprios escrevem?
E se a “representatividade” mudar diametralmente de orientação politica como é? apaga-se os actos da anterior?
Quer uma apostinha em como os dgnissimos representativos na sua imensa maioria não leu sequer o tratado? e se o ler não o entenderá também?
Cançativo para um legitimo eleito (na tal representatividade) tentar entender as duvidas dos outros nunca o deveria ser. No momento em que o começa a ser ele a ignorar o voto que o lá colocou como representante, ou seja deixou de ser representativo.
E foi nesta dicotomia de representantes que nunca puseram nada a referendo (os mesmos da democracia representativa iluminada) e que agora passam a bola aos representados.
Assim como assim eu cometi o erro em o eleger mas uma vez feito isso assumo as consequencia para o resto da minha vida.
Parece-me mais como prisão perpétua em que me dão a hipotese de mudar de cadei periodicamente.
Ora bolas.
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desculpem alguns erros de digitação….
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CUIDADO!
A brigada socretina, vendo o chão a fugir-lhes dos pés, já andam assanhados contra a Ferreira Leite.
Tenham calma. As assessorias vão acabar mas há sempre um tachito nas empresas públicas, municipais e até nas privadas que gostam de se misturar com o poder político. 😉
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Exelente…bem escrito ,muito profundo.
Abraço
http://www.retratomarginal.blogspot.com
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“gostaria de ter escrito isto”? desta vez, reconheço pouca ambição ao LR…
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Há na genialidade dos deputados um detalhe que me impressiona : o dos grupos de risco.
Por exemplo já reparam que eles tendem a votar em grupos?
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A democracia é uma chatice… votam os velhos… e os novos. Votam os feios… e os bonitos. Votam os baixos… e os altos. Votam os gordos… e os magros. Votam os homens… e as mulheres. Votam os burros… e os inteligentes. Votam os ignorantes… e os sábios. Votam os que não querem… e os que querem. Votam em branco… e em preto. E até os políticos votam… Haja paciência.
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LR,
esse link é para as crónicas do MAP e portanto só funcionou ontem. O link permanente para essa crónica é este:
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=958792&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
Corrija-o, para memória futura… 🙂
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“Quando o povo não serve, muda-se o povo” — Brecht
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Que isco porá o LR no anzol, que só pesca lixo?
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Reacções rebuscadas, no geral, se não vazias.
Pot mim, tomava a mais prática e directa do Berlusconi e passava-se à fase seguinte, se é que existe, pois estou inclinado a pensar que os cinzentos de Estrasburgo e Bruxelas e o raio só têm uma fito na vida, baralhar e entreter, enquanto se pavoneiam uns cos outros, sa f… a ganhá-lo muito bem.
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Gostaria o LR e gostaria eu.
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“Para alguns, a democracia é assunto complexo de mais para ser deixado ao povo. O ideal era uma democracia sem povo”. Nós com o eduquês, os exames pantomina, a lusa, a sic, as sondagens de encomenda e a maior parte dos jornais já estamos a ensaiar o procedimento. Está a correr muito bem.
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LPedro Machado (18.),
Obrigado pelo reparo. Já corrigi.
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