A ficção dos congressos
Os congressos partidários servem e serviram sempre apenas e tão só para eleger os órgãos dirigentes. Pretende-se apresentá-los como importantes fóruns de discussão política e ideológica, fundamentando-se tal com os quilos de moções que em cada conclave são apresentadas. Garante os 5 minutos de glória ao militante desconhecido que as apresenta perante menos de 1/3 do auditório, bocejante ou em amena cavaqueira. No dia seguinte ninguém se lembra delas, nem nunca se implementaram quaisquer das propostas aprovadas. E ainda bem, pois seria difícil executar algo e o seu contrário.
Na tarde de sábado enche-se o auditório para ouvir os “notáveis”. Esporadicamente aparece um bom discurso político – até agora, apenas o de PPC e o de Rui Rio – ou as tiradas emotivas e inflamadas em que PSL não tem rival. Entretanto, as listas (o que de facto interessa) e respectivos apoios vão sendo cozinhados nos corredores, sempre fervilhantes de pequenos grupos reunidos em círculo à volta do cacique local.
Mas opções políticas, decisões estratégicas relevantes, é coisa que não se antevê possível com este modelo. Convenções temáticas seriam uma alternativa para se discutir política. Mas tenho fortes dúvidas quanto à adesão que despertariam nos militantes.

Digam lá ao CAA para escrever um artigo destes no CM e veremos se dura lá muito tempo.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=C872E345-9B1B-4F45-9BC2-BDB1BAF10616&channelid=00000217-0000-0000-0000-000000000217
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O Santana Lopes já falou?
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