O discurso de MFL II
Manuela Ferreira Leite defendeu hoje que:
– as obras públicas que Sócrates promete fazer comprometem o futuro porque têm baixo retorno
– a classe media e as PMEs estão sobrecarregadas com impostos
– deve-se reduzir o investimento público para ajudar os pobres
Pergunto:
– Para que é que servem actualmente os serviços públicos de segurança social, o salário mínimo, o rendimento mínimo etc?
– Ajudar os pobres tem um retorno maior que o investimento público? Não tem tido. Apesar de tudo, fazer auto-estradas tem tido mais retorno económico do que o rendimento mínimo.
– Manuela Ferreira Leite pretende baixar os impostos para libertar a classe média e as PME? Onde vai cortar?
– Tendo em conta que Manuela Ferreira Leite já disse que Alcochete é para fazer e que os compromissos públicos do Estado são para cumprir (leia-se TGV), de que investimentos públicos é que Manuela Ferreira Leite estava a falar?

2009 poderá ser o ano de glória para MFL.
Com alguma sorte ela talvez venha a ser convidada por Sócrates para integrar o novo governo pós-eleições como Ministra dos Mais Desfavorecidos.
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Ministra da Igualdade.
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Tens bom remédio, Miranda.
Para o próximo, inscreves-te como Militante, candidatas-te a congressista e vais lá dizer isto.
Que tal?
Ainda sais de lá prelezidente …
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Se MFL realmente estivesse disposta a salvar o país, diria simplesmente que com ela, não haveria mama durante largos anos. Obras faraónicas, nem uma. Nem aeroporto, nem TGV, nem mais auto-estradas feitas pelo Estado. Das duas uma. Ou é rentável, e façam-nos os privados, ou não é e também não interessam ao Estado.
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“- Ajudar os pobres tem um retorno maior que o investimento público?”
Nem tudo é economia, JM.
Parece-me tão óbvio que vou optar por ler este post como uma provocação. Não o acredito tão bronco!
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A ideia é diminuir o investimento público em Mil milhões/ano e entregá-los directamente aos pobres(500 mil). Ou seja, aumentar a renda de cada pobres 2000€/ano. Bem bom. Quer dizer, passamos a ter menos rotundas, fontanários, jardins, túneis,etc, mas os pobres vão consumir mais. Devem é ser obrigados a consumir produtos portugueses!!
O balanço será claramente positivo.
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Mas esperavam alguma novidade da MFL? ainda há crentes? ela não passa de mais do mesmo… já prometeu um choque fiscal e a seguir aumentou os impostos, para além de ter criado PEC’s e colctas mínimas… a sr.ª não presta…
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“Apesar de tudo, fazer auto-estradas tem tido mais retorno económico do que o rendimento mínimo.”
Como é que sabe?
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Sofia,
O João Miranda de bronco não tem nada. Apenas desconhece as emoções!
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O melhor discurso foi o do congressista AJJ.
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Estive todo o fim-de-semana à espera do discurso do blasfemo LR e népia! Porque será que não discursou?
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Parece que o TGV, Lisboa – Badajoz, tem um pequeno problema, que é o facto de não ter continuidade até Madrid (pelo que o Governo zapatero vem agora dizer).
Ou seja, se deixarem o Sócrates cometer mais uma anormalidade, ficaremos a 1 h 30 m dos bons caramelos!
Depois, apanha-se a N5, de carro alugado, até Madrid.
Boa!
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quanto mais pobres morrerem de fome menos sobrecarregada fica a segurança social.
os pobres que paguem a crise da classe média e dos ricos
“se merda valesse dinheiro, pobre nascia sem cu”
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“- Ajudar os pobres tem um retorno maior que o investimento público? Não tem tido. Apesar de tudo, fazer auto-estradas tem tido mais retorno económico do que o rendimento mínimo.”
Não é verdade. Aliás, esta tua afirmação é bastante socialista. Ajudar os pobres tem um alto retorno económico pela simples razão que não podes assumir que as pessoas vão morrer de fome sem dar luta. Ajudar os pobres é o menor dos custos de viver em sociedade livre, a partir daqui é gastar em segurança até ao ponto em que, quer os custos com forças de segurança quer os custos da insegurança, tornam inviável o crescimento económico.
Pelo contrário, fazer autoestradas não tem tido retorno económico, bem pelo contrário. Teve quando não existiam. Mas, em cada autoestrada que fazes, o impacto económico vai diminuindo porque o território não é infinito, até ao ponto em que um autoestrada só tem um enorme custo de oportunidade económico por estares a direccionar recursos públicos para algo que não precisas.
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Para gerar real retorno era substituir os medicamentos comparticipados por veneno, em vez de o gastar em postas de blog.
Uma injecção atrás da orelha de todos os que tiverem mais de quarenta anos e não apresentem provas de que contribuem para o PIB acima de determinado valor, isso sim, seria um boa proposta de governo.
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Lá chegaremos, lá chegaremos a essa injecçãozinha…
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Mr. João Miranda,
As pessoas desfavorecidas, as que estão a pagar desvarios, a classe média e média baixa, os reformados, os pobres, são mais importantes do que certas obras-de-regime. Foi icto que MFLeite indiciou.
Apesar de não ter concordado com MFL enquanto ministra da educação e das finanças, estou convicto de que é muito mais humanista do que Sócrates — se é que este o é…
E o PPD é-o também se comparado com o PS no poder.
E Rui Rio tocou noutro problema fundamental que tolhe a sociedade portuguesa: a justiça, ou se quisermos, certa maneira de fazer justiça.
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O maior problema é não haver dinheiro para pagar o investimento público. Assim, podem criar-se muitos empregos temporários mas quem acabará por pagar a conta no fim? Se temos de nos sacrificar então mais vale baixar impostos para tentar promover a economia. Senão for assim, haverá sempre pretexto para não baixar impostos já que haverá sempre despesas a cobrir. De toda a maneira, e como o João bem pergunta, que obras estará MFL a referir-se?
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««As pessoas desfavorecidas, as que estão a pagar desvarios, a classe média e média baixa, os reformados, os pobres, são mais importantes do que certas obras-de-regime. Foi icto que MFLeite indiciou.»»
Palavras. Ainda por cima inconsistentes.
««estou convicto de que é muito mais humanista do que Sócrates »»
Aposto que tirou essa conclusão do que ela disse. E o que se conclui do que ela fez no passado?
««E Rui Rio tocou noutro problema fundamental que tolhe a sociedade portuguesa: a justiça, ou se quisermos, certa maneira de fazer justiça.»»
Sim mas como é que se reforma a justiça? Isso ele não explicou.
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Para mim falar de partido Socialista ou de partido social democrata é a mesma coisa.Quando João Miranda diz que as auto-estradas trazem um retorno do investimento, eu pergunto:como se irão as mesmas auto- financiar daqui a uma ou duas décadas se o petróleo estiver a 250 ou 300 dólares o barril! É que nessa altura teremos que usar outros meios de transporte, pode ser o burro ou a bicicleta .E aí as auto- estradas não servem de nada .Também penso que o estado social quero dizer, os subsídios de desemprego , os rendimentos mínimos etc. etc , também podem estar em risco a não que a classe politica tome medidas que vão tirar previlegios a uma série de lobies que se instalaram em Portugal !
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JMiranda “- Ajudar os pobres tem um retorno maior que o investimento público?”
Sofia Ventura Diz: “Nem tudo é economia, JM. Parece-me tão óbvio que vou optar por ler este post como uma provocação. Não o acredito tão bronco!”
Curiosamente, nada tenho a acrescentar a este comentário de Sofia.
A não ser esta constação , pensando nas perguntas que JMiranda faz.
O investimento público, se não serve para ajudar os pobres, só pode servir para ajudar os ricos.
Ou, curiosamente, serem um fim em si mesmo.
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“Ou, curiosamente, serem um fim em si mesmo”
Queria dizer, “serem os investimentos públicos um fim em si mesmo. “
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“Quando João Miranda diz que as auto-estradas trazem um retorno do investimento,”
Essa é para rir.
Dos mesmos que tanto criticam o guterrar das SCUTS e tantas do genero.
Além de que as estradas só servem para fortacelecer os impérios, não para criar riqueza. Como curiosamente, se sabe desde o Império Romano.
“Todos os caminhos vão dar a Roma”, diz-se desde Viriato, e parece que ainda ninguém compreendeu, curiosamente.
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“Além de que as estradas só servem para fortacelecer os impérios, não para criar riqueza.”
Que ridículo. Os acessos são mais fáceis, promovem imediatamente o desenvolvimento de qualquer região. Basta ver o exemplo da A8, os condomínios de golfe que lá proliferam atraindo investimento estrangeiro.
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