Afinal….
As notícias alarmantes sobre a realidade futebolística eram manifestamente exageradas. Quais salários em atraso? Quais dívidas ao fisco? Quais falências e bancarrota?
Não apenas o Boavista, mas aparentemente todos os clubes da 1ª e 2ª Liga jrónicamente chamada de «Profissional» entregaram o dossier financeiro para inscrição nas competições. E não faltará nenhum requisito, dos quais destaco: Certidões de não-dívida à Segurança Social e à Administração Fiscal, Declaração da SAD de que nada deve aos jogadores e equipa técnica, orçamento para a época 2008/2009 onde constem, entre outros a obrigatoriedade de as receitas ordinárias cobrirem as despesas ordinárias, a obrigação da massa salarial com jogadores e equipa técnica não ultrapassarem 70% das despesas ordinárias, os mais diversos quadros com indicadores económicos, nomeadamente autonomia financeira: capital próprio/activo líquido; liquidez geral: activo circulante/passivo curto prazo, etc., etc., etc.
Dívidas? Quais dívidas? É tudo gente séria.

Mr. Gabriel Silva,
como eu escrevi num outro comentário sobre o post caso SLBenfica-Alcides, neste futebol português nenhum clube será despromovido por incumprimentos fiscais, ordenados por pagar, parcas verbas garantidas na Liga para efectuar o campenato etc, etc.
A sagacidade e a conivência entre dirigentes de (muitos) clubes e a FPF e a Liga, impera.
Entretanto, os portugueses assistem a tudo isto com passividade e maravilhamento, desde que neste período do ano, a chamada pré-época, o seu clube contrate um “craque”… E os dirigentes prometam vitórias, estabilidade, títulos.
Etc.
Etc.
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Significativo mesmo, é o facto deste post não estar a provocar comentários. O actual treinador do Porto disse há uns anos que em Portugal havia muitos adeptos de clubes e poucos de futebol.Sinceramente, não sei se é um fenómeno especificamente português, mas, de facto, pouco se reflecte sobre essas novas empresas (porque de empresas se trata) que são os clubes-SAD. Tudo é aceite, desde que o nosso clube (SAD) não seja prejudicado. Isso criou condições para que o futebol se transformasse na “área de negócio” mais dificil de controlar, logo mais favorável a todas as ilegalidades possíveis e imaginárias.
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Que melhor exemplo para as teses de Pedro Arroja… palavras só palavras, não passa nada.
.
ccz
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…Quando ministros, secretários de estado, chefes de gabinete, familiares de dirigentes da FPF e da Liga, autarcas, notários, polícias, juízes (e não só) frequentam certos camarotes presidenciais…
…Quando e porque Portugal-de-Guterres/Sócrates realiza um Euro…
…Quando Laurentino afirmou ontem que imediatamente ápós o término deste Euro vai falar com os espanhóis para que os dois países realizem o Mundial’2018…
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Eu nem me sinto com autoridade alguma para falar destes casos fiscais, porque o meu SLBenfica ao tempo de Vale e Azevedo (que, tudo indica –a justiça portuguese e inglesa são fantásticas…– jamais voltará a Lisboa nos próximos anos), e com o perdão fiscal de MFLeite se livrou de problemas…
Problemas “resolvidos” e que nunca penalizariam o Clube, bem entendido.
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…E a casa de banho no antigo Estádio das Antas penhorada pelo meu vizinho Catroga, também foi um momento fantástico, que levou a manifestação e discurso de força no Governo Civil…
…E tantos outros casos “esquecidos”…
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Há fotocópias/minutas desses documentos todos, que circulam de clube em clube.
Só têm de mudar os nomes.
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E ainda há uns iluminados que querem aplicar a “receita” do futebol ao resto da economia, para sairmos de todos os problemas que afligem a nossa sociedade.
Pensado bem, se calhar é o que tem estado a ser feito. E o povo gosta…
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“Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.”
Para os que não conheciam a expressão ela significa que nada mudou, que a merda continua, que a justiça é uma fraude, que os poderosos se protegem mútua e reciprocamente, que este país, por culpa dos que nele mandam, parece o esgoto de um hospital de doentes em fase terminal.
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E o governo não vai fazer obras faraónicas sem dinheiro?
A engenharia financeira é a mesma!(já ninguem se leva a sério!)
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