A Falácia Omnipresente
Quase sempre que o ministro Manuel Pinho fala, sente-se no ar a presença da falácia. Ela está lá quando o ministro discursa sobre comboios, quando defende investimentos exorbitantes, quando constrói a fábula do controlo das contas públicas, quando justifica a crise, quando cobre de névoa os aumentos dos custos da energia. A falácia é tão omnipresente que já se tornou um passatempo encontrá-la sempre que o Pinho aparece.
Hoje estava a desfolhar o Público quando o vi no cantinho duma fotografia. “Temos passatempo”, pensei logo. “Espero que este seja dos difíceis”. Azar meu, era dos fáceis.
A resolução estava preto no branco nas gordas da notícia. Com efeito, estamos, uma vez mais, perante uma variante simples da falácia dos privados, uma das preferidas do ministro. “Casino de Lisboa paga na íntegra novo Museu dos Coches”, lê-se no título. Claro que não é assim. O Casino não paga nada nem escolhe o que quer pagar. Simplesmente, entrega os montantes constantes do contrato de concessão ao estado e é o estado que escolhe onde quer aplicar o dinheiro. Neste caso, o Turismo, tutelado pelo próprio ministro. Pinho prefere proclamar que o Casino de Lisboa paga o Museu dos Coches. Como quem diz: “Contribuintes, mais uma vez estejam descansados, não são vocês que pagam, são os ricos.”
A verdade é que podiam ter escolhido, por exemplo, reduzir o orçamento do Turismo em 31,5 milhões de euros e baixar o IRS no mesmo montante, o custo estimado para a obra, antes de derrapagens. Mas deste tipo de soluções, nunca, nunca se lembram. Como é óbvio, são os contribuintes que estão a pagar o Museu dos Coches. Como sempre.

E depois? Pelo mensos sabe-se de onde vem o dinheiro e para onde vai.
O museu dos coches já é coisa projectada há décadas. Ia ficar adiado ad eternum?
Pelo menos o dinheiro do casino para o turismo é para o turismo. Agora espera-se que nao derrapem no orçamento a construir o raio do museu… e espero que o dinheiro nao chegue para trasnformar o picadeiro em picadeiro… salao de tortura de cavalos.
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.. mas parabéns pelo poste. O vosso blog consegue sempre o bota-abaixo de todos os eventos e decisoes que acontecem dia a dia. É fixe. Por isso se chamam blasfémias. Incapazes de dizer bem. Só blasfemam a torto e à esquerda.
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MPinho é um utilitário elo de ligações.
Logo, com desconexadas declarações.
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Andam a “perseguir” os ricos através da operação furacão e andam contentes por recuperarem 60 milhões.Só duma penada “dão” 400 milhões em Moçambique.
Qual deve ser a moral desta história?
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Manuel Pinho é, desde o primeiro momento, o cromo principal deste governo. É impossível levar a sério qualquer sua afirmação. Já nem merece o trabalho de descobrir as suas falácias…
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“tolices no país das maravilhas”
letras de sambas
“você abusou”
“meu Deus mas para que tanto dinheiro,
dinheiro só pra gastar”
PQP
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Falácia é este poste.
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Com um “Jarro” destes como é possível alguém ter sequer a coragem de levantar um dedo contra MFL?
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Ontem foi pior. As palavras do ministro da agricultura sobre a necessidade de disponibilização da terra foram algo que está entre o discurso de Lula da Silva e o do chefe do Zimbabwe.
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Anónimo 9,
Boa !
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Grande post JCD!
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Já repararam que desde que o Pinho visitou o Continente está muito mais solto. Fez-lhe bem o contacto com o consumidor. Já articula 2-3 frases seguidas e parece que a qualquer momento pode vir a sair uma pequena ideia daquela cabecinha. Ainda não sai. Por enquanto.
Se o dinheiro vem do Casino via Turismo, é melhor não agitar muito as águas com aquela maçada da Operação Furacão/Corrente-De-Ar. E o projecto do novo museu é do Bak, o mesmo arquitecto que projectou o Pavilhão Tuga da Expo 2008.
Desconhecia que o actual museu é para ir abaixo e o novo irá ser construído noutro local. Quem irá ser o novo vizinho do PR? Um hotel? A estação do TGV? Um posto de abastecimento do carro eléctrico?
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Mialgia De Esforço,
No actual edifício do Museu dos Coches será instalado um museu de cera com as figuras dos assinantes do Tratado de Lisboa. O PM britânico será representado com passo acelerado a entrar no museu.
PS – Dentro de 2-3 semanas vêm aí más novas para o seu FCP.
E fiquei muito atento ao que VLoureiro ontem disse: “É uma guerra Norte-Sul” ou Sul-Norte.
Eu tenho avisado que “isto” não vai acabar bem. Excepto se entretanto alguém revelar verdades e confessar mentiras e conluios.
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MJRB,
Um museu de cera com os subscritores do Tratado? Boa escolha, sim senhor. Como é de cera tem sempre a possibilidade de derreter mais depressa.
Não me surpreende. O caldinho já andava a ser preparado há muito tempo e houve gente que já investiu muito e tem que ter algum retorno. Sinceramente, tudo isto já mete nojo. E ainda por cima a 2ª jornada da Liga ainda vai tornar tudo mais quente…
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Mais uma caixa de comentários de ressabiados que aproveitam para dizer mal de Manuel Pinho. Isto é que é um local produtivo.
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“Só blasfemam a torto e à esquerda”.
Engraçado, o Pinho que se senta no Espírito Santo, agora é de “Esquerda”, seja lá o que isso fôr.
Mas, JCD, o Pinho não tem culpa de estar no lugar que está! Quem o mantém, é que tem culpa!
Já agora, que relação terá este “mecenato” do Casino de Lisboa e o facto de não ter sido objecto da “Operação Furacão”, ao contrário dos Casinos da Póvoa e do Estoril, embora sejam todos da Sociedade Estoril Sol?
Coincidências. Meras coincidências.
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Somos muito felizes,não pagamos nada! Não será altura de baixar os impostos?
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“E fiquei muito atento ao que VLoureiro ontem disse: “É uma guerra Norte-Sul” ou Sul-Norte”.
Já agora, o Paços de Ferreira é do Norte ou do Sul?
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Que escândalo, a malta aperceber-se da serradura que o ministrozeco de aldeia tentar atirar para os nossos olhos.
Ele devia aperceber-se que não pode convencer toda a gente usando os mesmos argumentos com que fala com as gentes da aldeia dele.
E já agora devia respeitar as leis de trânsito e as tabágicas.
Manuel Pinho é o perfeito exemplo de ministro-estado-novo.
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J,
Quem colocou a hipótese dessa “guerra” foi VLoureiro e não eu, o que jamais farei !
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Como todos muito bem sabemos, os Prémios Pulitzer são doze e os laureados, um por categoria, são escolhidos entre os representantes mais qualificados dos ramos seguintes da actividade intelectual: serviços à causa pública; reportagem; correspondência jornalística com o poder; artigo de fundo; desenho humorístico; fotografia; romance; teatro; história; biografia; poesia; música.
Com este excelente texto, Jcd, é um sério candidato ao prémio, neste último item.
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Se o Manuel Pinho valesse alguma coisa acha que o Espírito Santo o tinha deixado saír?
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JP Ribeiro,
Alguns excelentes economistas saíram do ESanto. Por diversos motivos.
(Não é o caso presente).
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Mais dia menos dia, o Pinho volta à casa de partida. É só esperar para ver.
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Nunca esquecer que a Falácia é a fêmea do Felattio e, bem lá no fundo, o que eles querem é abocanhar tudo! O Tiago é que tem razão, lá com a sua mania do esgalha…pessegueiro.
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“Manuel Pinho fala, sente-se no ar a presença da falácia”
Curioso, sinto o mesmo, mas com TODOS os ministros.
É verdade que em alguns a dita falácia é tão mal aplicada que deixa de ser falácia, é só aldrabice grosseira.
Quanto ao PM não sei, porque deixei de o ouvir há muito, muito tempo.
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Não sei se a culpa é do Ministro ou do jornalista que escolheu resumir a notícia dessa maneira. E da maneira como está escrita, pode-se dizer que é uma grande mentira!…
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Mas o Pinho è ministro? a culpa não è do desgraçado, quem o escolheu e mais uns tantos, que tem saido pelo pé, è que não percebe nada do caso!
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