Apresentação de livro – Gestão empresarial dos serviços públicos.
No dia 11 de Julho de 2008, pelas 18 horas, será apresentada a obra “Gestão empresarial dos serviços públicos: uma aplicação ao sector da Saúde”, da autoria de Guilhermina Rego (Editora Vida Económica). A apresentação terá lugar na Fundação Cupertino de Miranda, Porto.
Da conclusão da obra: “Em síntese, não apenas o estatuto jurídico das unidades hospitalares, mas também as suas manifestações de preocupação em matéria de qualidade parecem reflectir-se no seu nível de eficiência. O que evidencia e reforça a complexidade deste sector, não podendo existir uma interpretação ligeira das medidas de política de saúde, nem uma análise isolada do seu impacto. Isto é, qualquer reforma estrutural no sector da saúde exige uma apreciação cautelosa de toda a envolvente e de todos os cenários que possam daí decorrer. Os efeitos de uma reforma estrutural infundada são por vezes irreversíveis e silenciam os princípios de justiça, de solidariedade e de equidade. Ou seja, os valores nucleares de uma sociedade democrática e plural.”


digestão por parte dos ricos
congestão para os pobres
auto-gestão para o desgoverno do “polvo unido”
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“Gestão estatal dos recursos que fazem falta à população”. Exemplo:
Era uma vez uma pequena cidade que estava a morrer. A tradicional indústria que dava emprego não resistiu á concorrência internacional e as falências sucederam-se , os desempregados aumentavam todos os dias.
Essa cidade estava a 10 minutos das praias , a uma hora de Lisboa e a 6 de Madrid ; tem logo ao lado 2 vilas conhecidas internacionalmente , uma histórica , a outra piscatória. . Até tinha uns tantos campos de golfe bem pertinho.
E tinha umas termas , as únicas propriedade do Estado , e as únicas que não vêm no mapa turístico de termas , de tão mal aproveitadas. Havia pelo menos 4 grupos hoteleiros interessados ( 3 estrangeiros e um nacional) nuns belíssimos edifícios estatais ao abandono , enquadrados num também belissimo parque , para abrirem um Hotel Spa termal . Mas não obtinham resposta.
E o povo desesperava , ao ver que a cidade se podia revitalizar mas o Estado não deixava. Não queria concessionar a privados , queria uma fundação públicoprivada , para assegurar uns lugarzitos e uns trocos aos do costume. E toda a cidade já percebia.
E definhava , pois a situação durava há anos. Tantos quantos o termalismo estava na moda. Já diziam , a gozar , que “quando for moda ir de férias para Marte , a situação das termas se resolve.”
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Não percebo: gestão empresarial e serviços publicos, são em si uma contradição…
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orabolas Diz:
” Não percebo: gestão empresarial e serviços publicos, são em si uma contradição… ”
Não percebe e tem toda a razão em não perceber. Pois e de facto uma contradição.
Curiosamente, parte do texto aqui apresentado, parece um exemlo de “eduquês” e não será por acaso. Só faltará a linguaguem dos “afectos” para que tudo fique mais impreciso , e curiosamente, incapaz de ser gerido.
Há uma grande confusão em Portugal sobre o “serviço público”.
Este, deve ser gerido eficazmente, sim. Mas sem espirito empresarial como muito bem diz o(a) “Orabolas”.
Daí, a curto/médio prazo, o mais provavél é ele entrar em colapso – não por ser MAL GERIDO, MAS POR SER GERIDO COMO EMPRESAS.
Curiosamente, muitas vozes se levantarão contra estas linhas.
Mas essas vozes, serão as mesmas que são contra os maiores expoentes em Portugal dos Serviços Públicos geridos como empresas . A saber, a ASAE (que é gerida como uma autentica empresa) e as multas (logo chamadas de caça as multas).
Mas que havemos de fazer ? Os neo-liberais adoram estas teorias, e nem se lembram delas quando querem um pastelinho de bacalhau especial e este não existe, curiosamente, devido às ideias deles(as) – gerir serviços públicos como empresas.
Não faltará, e teremos os Tribunais a terem que ter lucro.
As prisões privatizadas. E para isso, as penas terão que ser maiores pois assim dará mais lucro aos acionistas. Algunas deles, legisladores.
E assim vai o neo – liberalismo de vento em popa. De contradição em contradição.
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Eu percebo. Não há nenhuma contradição. Trata-se apenas de não haver perdas e maximização de recursos e beneficios , que não têm de estar associados a lucro monetário. Apenas a poupança de recursos. De impostos.
E ninguém liga ao meu problema? Estou falando de propriedades do ministério da Saúde. Hospital Termal público, o único que não dá lucro , podendo dar , bastava a concessão de uma torneirinha de água e de uns edificios ao abandono. O resto , que é o que já usa , ficava inteirinho para ele.
Mas , a hipótese de lucro privado com exclusão de lugares públicos na administração( e perda óbvia de futura mama pros politicos) põe-os doidos.
E a nós , pessoas cujo rendimento depende do andamento da economia e não de um tacho , perceber que a vontade de lucro pessoal por parte dos donos do Estado nos impede de recuperar trabalho , desespera-nos.
Estou a pedir a pedir socorro.
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