JM poderia ter associado isso á vontade “nacionalizadora” da pobreza mundial que nos escolhe para construir um império impoluto e sem exploração de “esquerda” claro…
Uma perda de tempo a ler aquilo tudo, uma lenga-lenga repetitiva que se sintetiza numa frase: “Os mecanismos de combate à pobreza são eles próprios mecanismos de empobrecimento.”
Como não apresenta alternativas, vai uma proposta com aproveitamento a frase citada:
“Os mecanismos de combate à riqueza são eles próprios mecanismos de enriquecimento.”
A acção missionária destes laicos não tem limites.O mundo aos seus ombros e através deles do indígenas depenados até terem que fugir deste paraíso á beira mar plantado mas para sociólogos, politólogos, psicólogos e claro juristas… todos eles bem pagos para cuidar dessa tarefa messiânica do novo império…
Dica para canos serrados desesperados:
A zona Cascais-Sintra com aquelas casitas no meio dos pinhais mas com muita riqueza lá dentro, que a malta desconfia dos bancos tem massa para burro.Serão certamente lá bem vindos porque é onde moram aqueles que nos comandam e são vossos amigos até mais não poderem.E que exigem tratamento humanista mesmo para os mais empedernidos criminosos.Pelo que esperam?Se agarrados contem desde já com a benção e perdão de tão boas pessoas…
mais do costume, isto já é pregação. Assenta unicamente na crença positivista da pobreza como geradora de oportunidades. Não para os pobres obviamente.
Este é o artigo mais brilhante que o João escreveu até agora. Tudo muito verdadeiro e gostei especialmente de “Quem tem as suas necessidades económicas básicas satisfeitas, não precisa de estabelecer relações económicas responsáveis com os seus pares nem precisa de desenvolver uma actividade económica permanente” e de “Os mecanismos de combate à pobreza tornam-se assim em mecanismos de perpetuação da pobreza…” Alguns de nós sabem por experiência própria como, em circunstàncias difíceis, temos que ser nós próprios a desenvolver outras actividades. E, pelo contrário, como um ambiente protegido só contribui para a indolência e o retrocesso.
Por cada pobre que merece segurança social, há nove que são preguiçosos. Por exemplo, fila na segurança social. Um casal de adolescentes ciganos, um bébé no carrinho, ela grávida, ele a fumar. Querem saber porque é que lhes foi retirado o fundo de inserção social. Ou então, a porteira que se mata a trabalhar. O marido passa o dia em casa sem fazer nada. Quando se pergunta porque desistiu daquele curso oferecido pelo estado para restauração de mobília, ele responde que “não gostava”. Aliás, ele só se inscreveu naquele curso que era para continuar a receber fundo de desemprego. Coitadinhos, tenho tanta pena destes pobres.
Não vale a pena negar: o assistencialismo é indubitavelmente causador de diversas disfunções. Mas o neoliberalismo, a la João Miranda, é causador de muitas mais. Vou escrever um texto em contraponto a este artigo de JM. Volto já.
Os indicadores mais recentes sobre a pobreza em Portugal alertaram-nos para o quão difícil se está a revelar a sua erradicação. Não admira, por isso, que haja quem se interrogue por que é que ainda existe pobreza? Se já são inúmeros os mecanismos existentes de combate à pobreza, porque é que a pobreza persiste? Face a esta realidade os nossos neoliberais questionam se não terá chegado a altura de abandonar de vez esses mecanismos de combate à pobreza. É que são eles próprios mecanismos de empobrecimento da sociedade, asseveram-nos.
Na admira que assim pensem. Pois o fundamento ideológico do neoliberaismo reside justamente em considerar o indivíduo como factor único e determinante no desenvolvimento das sociedades. Quer dizer, o ser social não existe. Por isso, erguem o individualismo ao seu mais elevado expoente, e desconsideram a solidariedade, fraternidade, generosidade, tolerância e benevolência. Desta forma, as relações sociais resumem-se às relações de mercado. Tudo o resto são manifestações de indolência, parasitismo e comodismo. A sociedade é o cenário da competição e da concorrência. Portanto, se aceitamos a existência de vencedores, naturalmente devemos também concluir que deve haver perdedores. Estes, por sua vez, devem ser atendidos não pelo Estado, que estimula o parasitismo e a irresponsabilidade, mas pela caridade feita por associações e instituições privadas, que suavizam a vida dos infortunados.
No fundo é uma sociedade sem rosto humano aquela que advogam. Na perspectiva neoliberal, os pobres são culpados pela pobreza. Se a maioria dos indivíduos é responsável por um destino não muito gratificante é porque não souberam reconhecer as vantagens que oferecem o mérito e o esforço individuais através dos quais se triunfa na vida. É preciso competir, e uma sociedade moderna é aquela na qual só os melhores triunfam. Mas a verdade é que a resposta neoliberal é simplista e enganadora: promete mais mercado quando, na realidade, é na própria configuração do mercado que se encontram as raízes da exclusão e da desigualdade. É nesse mercado que a exclusão e a desigualdade se reproduzem e se ampliam. Na verdade, o neoliberalismo nada nos diz acerca de como actuar contra as causas estruturais da pobreza. Bem pelo contrário, intensifica-as : fomenta e amplia as desigualdades sociais, com o crescimento a ocorrer apenas para as minorias de mais altos rendimentos.
Em suma: o neoliberalismo representa um retrocesso Social e Politico e corresponde a um mundo desprovido de valores éticos.
“Este é o artigo mais brilhante que o João escreveu até agora. Tudo muito verdadeiro e gostei especialmente de “Quem tem as suas necessidades económicas básicas satisfeitas, não precisa de estabelecer relações económicas responsáveis com os seus pares nem precisa de desenvolver uma actividade económica permanente””
Tina se tal fosse verdadeiro, alguém verdadeiramente rico, “com as necessidades básicas satisfeitas” não teria qualquer motivação empreendedora não é certo? É apenas mais uma generalização da direita aplicável apenas aos pobres.
Ferro, a diferença está no “precisa” tal como o João emprega, e não motivação. As pessoas motivadas, tanto faz serem ricos como pobres, que terão sempre iniciativa. Os outros, se puderem encostam-se à sombra da banaeira.
«Ferro, a diferença está no “precisa” tal como o João emprega, e não motivação. As pessoas motivadas, tanto faz serem ricos como pobres, que terão sempre iniciativa. Os outros, se puderem encostam-se à sombra da banaeira.»
Iniciativa? A melhor iniciativa possível, hoje em dia, é emigrar.
Nesse caso tina, aponte-me um país sem rendimento minimo, onde da pobreza (extrema neste caso) emerga uma grande capacidade de iniciativa e ciclos que quebrem esta imobilidade. Não basta estar contra.
A alternativa proposta muito sinceramente parece-me ser uma brasileirização da pobreza.
Red Snaper, e o que diz do facto de eu como trabalhadora independente ser obrigada a pagar 155 euros de segurança social todos os meses, faça o o dinheiro que fizer, até posso não fazer nenhum, para que uma família de ciganos receba 1500 euros por mês, tal como outro comentador mencionou noutro post, ou que reformados do exército recebam 2000 euros de pensão? E a mim e aos meus filhos, o dinheiro não faz falta?
“Nesse caso tina, aponte-me um país sem rendimento minimo, onde da pobreza (extrema neste caso) emerga uma grande capacidade de iniciativa e ciclos que quebrem esta imobilidade.”
Os Estados Unidos. São um país de empreendedores e só têm 4% de desemprego. Têm também rendimento mínimo mas muito mais controlado.
“Glasgow East is a hard place to live, and a grotesquely easy place to die. In parts of the constituency, male life expectancy is 54, lower than The Gambia, nearly a decade lower than Bangladesh, and about 24 years below the national average. Move just a few miles to leafy Bearsden and you will live, on average, 30 years longer. Despite this, people here do not and cannot leave. For all Ms Livingston’s lament, her kids are stuck in a ghetto ringed by some of the saddest statistics in Britain. Glasgow East has the highest proportion of voters on incapacity benefit or disability allowance and the fewest qualifications in higher education; nearly half the constituency’s homes are social housing; and, in parts, unemployment has reached 50 per cent.
Money has been spent on the area, including investment in schools and housing, but the visible effect is negligible.”
A parte relevante para perceber como para a Esquerda o assistencialismo são votos :
“Glasgow East is more than just traditional Labour territory: for five decades the party has taken for granted the support of voters here almost as a feudal right.”
todos os países civilizados tem medidas de integração à pobreza e desemprego. Não faz sentido que o 3º mundo seja um exemplo para ninguém em termos sociais ou económicos. Esta questão, do atavismo das classes mais pobres e do direito ao egoísmo social é muito mais antiga que a républica infelizmente. Nunca vi ninguém reclamar dos descontos à seg. social depois de atingir a idade de receber a pensão.
“Nunca vi ninguém reclamar dos descontos à seg. social depois de atingir a idade de receber a pensão.”
Isso é porque o Ferro só conhece pessoas que vivem do salário. E além disso, nos meses em que faço menos dinheiro, porque sou ainda obrigada a pagar quando os pobres nunca pagam?
“todos os países civilizados tem medidas de integração à pobreza e desemprego.”
A diferença é que em Portugal, e na Europa em geral, há pouco controlo sobre quem precisa realmente das ajudas. Existe uma mentalidade politicamente correcta de que “ah, eles são pobres coitados, eu não queria estar na sua posicão” e que acaba por ter as piores consequências como discutido acima. E em Portugal, como o Estado tem pouco dinheiro, vai tirar àqueles que julga serem ricos para dar aos que acha que são pobres. O exemplo que eu dei da segurança social dos trabalhadores independentes é um caso. O outro é das rendas congeladas das quais muita gente de posses acabou por beneficiar. Que controlo teve o Estado sobre estes? Nenhum, há gente muito rica a pagar uma tuta e meia de renda. É a mesma situação com o rendimento de inserção social, há muitos preguiçosos que não fazem nada e recebem, e aqueles que se matam a trabalhar e têm mais de um emprego para poder sobreviver.
deveria dizer: «quando os malandros nunca pagam». Na verdade, esses tipos têm casa paga, escola paga, livros pagos, almoços na escola pagos, têm os hospitais e centros de saúde à disposição, não pagam renda, não pagam luz, não pagam água e ainda recebem o rendimento mínimo.
Se em alternativa fossem trabalhar por 600/700 euros seria evidente que o seu nível de vida cairia e muito. São muito mais ricos a chupar-me a mim e aos outros jovens deste país.
” alguém verdadeiramente rico, “com as necessidades básicas satisfeitas” não teria qualquer motivação empreendedora não é certo”. Ferro :
Porque pensa que o Gates não deixou todo o seu money aos filhos? porque acha que montes de herdeiros de grandes fortunas acabam na mitra?
A segurança social é um preço bastante modesto a pagar pela coesão social e uma das maiores inovações do sec XX em termos de sociedade.
Quem não se acreditar basta ver em que situação o liberalismo económico deixou a europa no ínicio do sec XX.
«A segurança social é um preço bastante modesto a pagar pela coesão social»
Melhor dizendo: A segurança social é uma extorsão a pagar por quem trabalha para que a classe política possa fazer promessas com o dinheiro doutros (dando a aparência que utiliza dinheiro próprio)
A segurança social deveria ser de adesão voluntária (mas obrigatória para os srs políticos socialistas eheheh)
“A segurança social é um preço bastante modesto a pagar pela coesão social”
Isso é mais fácil de dizer para aqueles a quem o dinheiro não custa a ganhar. Como os funcionários públicos que têm empregos garantidos para a vida inteira. Aos outros, aos que custa ganhar a vida e todos os dias são incertos, é muito difícil ver o seu dinheiro ir para quem não merece.
ciganos, comunistas e funcionarios publicos. a santissima trindade do descontentamento de direita. não sendo nenhum deles já me cansa ouvir sempre repetir a lenga lenga de tão ilustres responsáveis pelo mal da sociedade.
Excelente texto. Simples e bem exposto. Os artigos, aliás, tem vindo a melhorar com o tempo. Acho que o JM começa a entrar cada vez mais na lógica da imprensa escrita.
Imagine-se que num país só havia ciganos, comunistas, socialistas e funcionários públicos. De que viveria esse país? Onde iriam buscar o dinheiro para a tal redistribuicão de riqueza que tanto apregoam? Já alguém viu um cigano, ou um comunista, ou um socialista ou um funcionário público a abrir o seu próprio negócio?
sim tina, já vi todos os 4 abrirem negócios. Já agora, não consta que os deputados de direita abdiquem das regalias que auferem no parlamento, ou mesmo que falem sobre elas. Pagas pelo assistencialismo dos nossos bolsos.
já agora se soubesse qual a percentagem da sua contribuição para a segurança social vai para as reformas douradas de empresários caucasianos de direita talvez ficasse surpreendida.
porque não um rendimento minimo descontavel em géneros com um subsidio muito menor?
Ninguém parece estar realmente interessado em discutir o rendimento de inserção ou a pobreza.
Tina, é tão bom poder culpar outros por não estar melhor do que está, não é ?
É nesse seu discurso que os ditadores se alicerçam. Há sempre uns grupos que têm a culpa
Gostei também de saber que a Tina só desconta 155 euros todos os meses, ganhe o que ganhar. Um dos tais trabalhador dependente, que até pode ser um perigoso comunista, desconta 11% do que ganha, a empresa outro tanto, o que perfaz 22%, ou seja, o Estado recebe os seus mesmos 155 euros relativos a um trabalhador dependente se ele ganhar 700 euros. Como a Tina tem os seus filhos em escolas públicas das duas uma, ou o seu ganho médio mensal bruto é inferior a 700 euros e tem toda a razão em queixar-se dos 155 euros que paga ou ganha mais e nesse caso usufrui do que os trabalhadores dependentes e empresas descontam descontam.
Ou é uma pobre ou é tão parasita como os ciganos.
Quanto aos ciganos é só ir a uma feira, como a Tina é pobre (não me passa pela cabeça que o não seja para se ter queixado tanto dos 155 euros) suponho que as frequente, repare nos vendedores, Aqueles mais morenos são ciganos, têm o seu próprio negócio. É o negócio da venda. Compram coisas a empresas que as produzem e vendem-nas.
Já os funcionários públicos abrirem negócios é mais complicado, o dom da ubiquidade não lhes foi distribuído a todos e não conseguem estar a trabalhar e no negócio ao mesmo tempo. Bom, alguns conseguem, infelizmente. São aqueles que são corruptos.
Aliás lanço-lhe um desafio Tina, tenha o seu negócio e entre para a função pública. Você consegue,se critica os outros por o não fazerem é porque consegue. É ubíqua.
Ferro, essas sua ideias são todas muito boas. Mas o estado não está para se preocupar com nada, o que eles não querem é chatices. Por isso nem sequer se preocupam em ver se aqueles a quem dão realmente merecem ou se daqueles a quem tiram o podem fazer. Quanto mais agora põr em prática ideias de trabalho cívico, etc.
Creio que as empresas até descontam mais que 11% por cada empregado. Quem souber que refaça as minhas contas.
O que falta é fiscalização apertada. Não é o facto em si de existirem apoios que é mau.
Aliás a Etiópia, Burkina Faso, Sudão, Angola e quejandos onde não há rendimentos mínimos etc. não são conhecidos por os seus pobres revelarem especiais dotes para enriquecer.
Pois, o Pêndulo sendo funcionário público nunca perceberá como 155 euros pode fazer diferença a uma pessoa de rendimento incerto. Vai de encontro exactamente ao que eu disse sobre aqueles a quem o dinheiro não custa a ganhar, que também não se importam de pagar rendimentos mínimos a quem não merece.
Não disse em lado nenhum que sou funcionário público, ignoro onde foi buscar essa ideia.
Sou trabalhador dependente e já trabalhei vários anos “a recibo verde”. Sei muito bem que mundo é esse do receber 100 e passar recibo de de 50. Sei muito bem que passei a ganhar mais quando passei a “recibo verde” na mesma empresa onde era trabalhador dependente porque ela como deixou de descontar pôde pagar-me mais. E agora que sou novamente trabalhador dependente sei quanto o Estado recebe pelo que eu ganho. E sei também que não tenho filhos e empresa e empregado pagam a escola dos filhos da Tina.
E então, ganham mais ou menos de 700 euros por mês em média ? Ainda não o disse.
tina por essa lógica o seu ressentimento também poderia estar apontado a grandes accionistas, políticos, gestores, especuladores, ou magnatas a quem o “dinheiro não custa a ganhar”. Porquê apenas os funcionários públicos? A resposta revela muito dos interesses que se jogam actualmente.
Ah, e eu não pago também impostos para além da segurança social? Você não sabe do que fala. A sua atitude é exactamente como a do Estado. É com o dinheiro dos outros que se vão armar em moralmente superiores e generosos. Nem sequer têm respeito para ver se o dinheiro é bem empregue. Não admira que seja nos próprios bairros sociais que os próprios habitantes se revoltem contra aqueles que não trabalham. Tal como aconteceu agora na Quinta da Fonte.
“lucky lucky deu no momento de maior agitação social e desigualdades que se conhece. Embocou no comunismo e no fascismo.”
O movimento de agitação social só aconteceu porque a riqueza aumentou extraordináriamente de 1870 a 1913, foi o segundo período da História com mais crescimento (só dos anos 70 até aos 90 do Sec XX é que ultrapassou). As revoluções nunca começam de baixo, começam nas elites. O Comunismo começou nas elites assim como o Fascismo(que aliás veio do Socialismo). Foi a tentativa de liberdade e fim do feudalismo, mais a I Guerra que aproveitou aos bolcheviques para fazerem um golpe contra o Governo Kerensky.
Uns acreditavam que o Titanic era inafundável outros acreditavam que com novas possibilidades burocratas abertas pela tecnologia podiam regular tudo a regra e esquadro, indo até á perfeição racial:eugenismo.
“Aliás a Etiópia, Burkina Faso, Sudão, Angola e quejandos onde não há rendimentos mínimos etc. não são conhecidos por os seus pobres revelarem especiais dotes para enriquecer.”
Pois não, porque não há segurança para enriquecer, para investir e recolher. É precisamente isso que começa a acontecer na Europa com mais de 50% da riqueza a ir para o Estado. Em África tem sido a violência e inexistencia de segurança da propriedade privada, na Europa é o Estado que tira o que bandidos tiram em África, isto quando não é o cleptocrata local. Mas as coisas estão a mudar em África e esta vai dar umas lições aos Europeus.
“O movimento de agitação social só aconteceu porque a riqueza aumentou extraordináriamente de 1870 a 1913”
lucky luke pense criticamente na situação da maioria da população, os operários, e nas disparidades abissais de riqueza e verá neles o terreno fértil das convulsões sociais, não em caprichos das “elites”.
“outros acreditavam que com novas possibilidades burocratas abertas pela tecnologia podiam regular tudo a regra e esquadro, indo até á perfeição racial:eugenismo”
Para ser honesto tem de associar isso ao darwinismo social que emergiu no final do sec XIX.
Taxas contributivas – em geral
Entidade empregadora 23,75%
Trabalhador 11%
Total 34,75%
Se quem paga à Tina não tem de entregar 23,75 ao Estado pode dar esse dinheiro à Tina, no entanto esta continua a pagar os mesmos 155.
Por ano a Tina paga 155X12= 1860 euros
Um trabalhador dependente que desconte o mesmo ganha brutos € 16.900 por ano. A empresa que o emprega paga € 4.015.
lucklucky Diz:
19 Julho, 2008 às 9:45 pm
Pois não, porque não há segurança para enriquecer, para investir e recolher. É precisamente isso que começa a acontecer na Europa com mais de 50% da riqueza a ir para o Estado. Em África tem sido a violência e inexistencia de segurança da propriedade privada, na Europa é o Estado que tira o que bandidos tiram em África, isto quando não é o cleptocrata local. Mas as coisas estão a mudar em África e esta vai dar umas lições aos Europeus.
Ou seja, a opção é entre Estado e um cleptocrata e bandidos. Resulta daí que é melhor viver em países em que o Estado é forte e pode proporcionar a segurança ao investimento privado. Claro que isso custa dinheiro.
tina Diz:
19 Julho, 2008 às 9:02 pm
“Porquê apenas os funcionários públicos?”
Porque eu embico especialmente com funcionários públicos.
Este seu comentário é bastante esclarecedor. É uma pessoa de “embicamentos” . Não gosta de funcionários públicos mas tem os filhos numa escola pública. Palmas para a coerência. Não tinha lido isto antes do meu comentário anterior. Se o tivesse feito não haveria comentário. Não falo com gentinha que se rege por estereotipos e declara que um grupo de 600.000 portugueses, como ela, são gente com quem “embica”.
Mas o Pendulo ainda não percebeu que um trabalhador independente tem de pagar essa quantia seja qual for o dinheiro que faça por mês? Que nuns meses pode não fazer grande diferença mas noutros custa muito? E para muitos o problema é que 155 euros representa realmente uma grande fraccão do que recebem? Por exemplo, se alguém exercer uma actividade que lhe dá apenas 500 euros por mês, ele ainda assim tem de tirar 155 para segurança social? O que aconselha que ele desista da actividade e vá para o fundo de desemprego?
conluio: 1.combinação entre duas ou mais pessoas pela qual acordam enganar ou defraudar outra pessoa ou instituição com vista a obter bens ou serviços.
2. recibos verdes
Leia o meu comentário 47. Olhe, poupo-lhe trabalho e transcrevo:
Sou trabalhador dependente e já trabalhei vários anos “a recibo verde”. Sei muito bem que mundo é esse do receber 100 e passar recibo de de 50. Sei muito bem que passei a ganhar mais quando passei a “recibo verde” na mesma empresa onde era trabalhador dependente porque ela como deixou de descontar pôde pagar-me mais.
A Tina persiste em ignorar que a empresa desconta 23,75. Para os tais 500 euros são 118,75, mais os 55 do trabalhador, são 173.75, mais que 155. Se a empresa a tiver recibo verde pode dar-lhos a si, entendeu ?
Não serei comunista?
Pois Ferro, como a verdade não é agradável, toca de inventar artimanhas, patrões manhosos, e trabalhadores desonestos. Deve ser assim que o Estado também pensa quando aplica medidas duras aos trabalhadores independentes e ao empresariado em geral.
A minha actividade é totalmente independente e não tenho nenhum contrato de trabalho. Nestas circunstâncias, um trabalhador independente, antigamente tinha de pagar no mínimo 90 euros do seu próprio bolso, o que não era assim tão mau. Com a crise da segurança social, o governo aumentou de repente para 142 euros e com as subidas anuais já está em 155 euros. É esse mínimo que o estado exige de nós e é isso que nós pagamos. Já vi outros comentadores aqui no Blasfémias a queixarem-se do mesmo. Vá-se informar melhor.
nao é necessário eu comento por ele, já comprei essa cassete:
.O estado deve retirar-se do ensino que é ideologicamente socialista.
.Os pais tem direito a escolher qual a orientação a dar aos seus filhos, por isso devem haver escolas de todos os tipos e clubes.
.Devem-se fechar universidades porque ha cursos a mais e não há empregos para as suas qualificações, logo desqualifiquemo-nos.
.As universidades devem competir entre si pelos alunos e a investigação financiada pelas empresas, pela industria que temos quem sabe poderemos inventar novas formas de contabilidade criativa na banca.
“São mecanismos que se limitam a transferir riqueza produzida pelos membros mais produtivos da sociedade para os membros menos produtivos.”
O JM está muito verde. Nem vale a pena avançar por este logro adentro. Acha ele que toda a acumulação de riqueza provém da produtividade, negando por isso os princípios básicos do capitalismo. Se eu passar os dias a coçar a micose e de repente herdar a empresa do papá (abocanhando as ditas rendas), para o João Miranda eu passei a ser um membro produtivo da sociedade.
Lembra-se disto? Pois vê como ser um membro produtivo não é razão suficiente para sair da pobreza.
‘Se eu passar os dias a coçar a micose e de repente herdar a empresa do papá… passei a ser um membro produtivo da sociedade.’
Se eu for o Paulo Azevedo ou o Salvador Mello calro que sou um membro (muito) produtivo da sociedade. Claro que tabem havera os meninos que gostam so de esquiar, dos cabrios,da noite e do bodyboard. Mas desses nao reza a historia. E se tiveram a felicidade de ter um pai que foi um menbro produtivo da sociedade, porque havemos de os invejar? Muitos deles acabam a vender a empresa e a casa na Marechal. E os filhos deles passam de banqueiro a bancarios.
Não é apenas o facto de essas ajudas estares a ser dadas sem rei nem roque , é também o contribuinte não saber qual é o montante desperdiçado e de onde vem!
Não redunde a coisa. A crença do João Miranda é a de que quem mais tem é quem mais e melhor produz e a fé não se discute.
Para haver debate teríamos que começar por aqui. O JM devia saber que a produtividade é aquilo que se acrescenta ao produto e não aquilo que se retira dele. Ele acredita que a primeira e a segunda são iguais. Nada a fazer…
Pois… eu sou trabalhador dependente, pago uma catréfiada de impostos, seguro de saúde porque com duas crianças não posso estar dependente de consultas médicas que podem demorar mais de um ano, escola particular porque cada vez mais o ensino público está degradado, empréstimo de carro (felizmente a casa é da família, pelo que posso dizer que sou priveligado) , e sou obrigado a passar uma boa parte do ano longe da família para coseguir aguentar isso… da última vez que estive desempregado não tive direito a subsídio de desemprego porque tinha uma avença (inferior ao subsídio que iria auferir)… acham que sou “pula” por gosto? e depois vejo cavacos, guterres e ferros, chernes e afins mais pintos de sousas a desbaratarem o que ganhei duramente e a sustentar uma camada interminável de párias?
” ferro Diz:
19 Julho, 2008 às 10:47 pm
nao é necessário eu comento por ele, já comprei essa cassete:
.O estado deve retirar-se do ensino que é ideologicamente socialista.
.Os pais tem direito a escolher qual a orientação a dar aos seus filhos, por isso devem haver escolas de todos os tipos e clubes.
.Devem-se fechar universidades porque ha cursos a mais e não há empregos para as suas qualificações, logo desqualifiquemo-nos.
.As universidades devem competir entre si pelos alunos e a investigação financiada pelas empresas, pela industria que temos quem sabe poderemos inventar novas formas de contabilidade criativa na banca.”
Mas tem dúvidas? eu não tenho… basta ver actualmente as univesidades públicas a desviarem dinheiro da investigação para pagarem salários… até hoje já fui conduzido em taxis por mais de 20 licenciados em direito e a minha casa já foi pintada por 3 professores… fora o médico ucraniano que durante quase um ano me deu banho aos cães… e eu, com um bacharelato e uma licenciatura também já tive que ser balconista e não foi há tanto tempo como isso… tente arranjar emprego depois dos 35, com família para sustentar…
Red Snaper, o seu “artigo” manifesta uma ignorância suprema sobre a natureza humana e só é possível num individuo embriagado pela droga do marxismo.
A tendência de todos os totalitarismos, comunismo incluido, é a de não reconhecer a individualidade do ser humano para assim ser mais fácil dominar as massas. E não reconhecer isso foi o que abriu a porta ao Hitler na Alemanha, aos Kim na Coreia e ao notável Pol Pot no Cambodja. O homem social abelha ou formiga, superiormente conduzido e logo escravizado pelas “elites” (os que tem as armas claro).
A maior tragédia do ultimo século tem sido a progressiva intromissão do Estado na esfera da liberdade individual.E a única arma que resta aos homens que querem ser livres é a de não deixar que essas ideias se propaguem.
JP ribeiro, e o que acha que abre caminho “à intromissao do estado na liberdade individual”? Acha que é a igualdade social? A igualdade de oportunidades? A solidariedade social?
Pense um pouco porque é que estamos a viver há 50 anos na europa num dos raros periodos de estabilidade e paz. Como disse antes o liberalismo economico do ínicio do sc XX mergulhou a europa num caos.
Clap… clap…
Não podia estar mais de acordo com o post.
Os distúrbios da Quinta da Fonte e o estudo dos personagens envolvidos, mais nos convence que o assistencialismo estatal perpetua a pobreza e não recupera nem prepara para o mercado de trabalho esses subsídio-dependentes. Apesar de rendas sociais e de acordo com as suas possibilidades, só 3 de 50 famílias ciganas pagam renda. Todos eles “sentem” que o Estado é que lhes deve habitação e sustento. Nunca se viu a mínima vontade desta etnia (e não só…) de aderir ao a estudo e ao trabalho. Proíbem até os filhos de seguir estudos e reivindicam direitos diversos da restante população!
Assistência do Estado só para casos de emegência. Para os restantes, devem começar a tomar conta dos empregos habitualmente ocupados por emigrantes.
O JM tem toda a razao, a Tina também…
Já trabalhei a recibo verde e agora estou na
função publica, procuro executar as minhas funções
com o zelo e esforço que dedicaria se trabalhasse no
privado, mas bem vejo o que se passa ao meu redor e ás
vezes a “máquina” é mesmo impossivel de domesticar!
Só para referência o desconto para a segurança social,
minimo obrigatorio na Galiza, Espanha é de 155 euros (2008)!!
E parece que o salario minimo e nivel de vida lá é bem
mais alto que por cá !!! Não admira que a Tina se queixe,
tem razão !!
Ferro, eu pensava que o que mergulhou a Europa num caos foram os fascismos e os comunismos, ambos filhos do socialismo, mas estou a aprender consigo que foi o liberalismo económico, (que por acaso não mergulhou a América em nenhum caos).
Miguel Lopes, o marxismo é uma droga porque, por exemplo, condiciona a cabeça das pessoas e até as faz citar coisas que não foram escritas. Onde é que eu escrevi que “Só o Estado é que é uma força coactora na vida das pessoas”? ou ainda que “na ausência do Estado a coacção deixa de existir”?
jp ribeiro eu ou um livro de historia estamos sempre ao dispor.
O fascismo e o comunismo emergiram das convulsões e da tremenda desigualdade social. A social democracia permitiu a paz e prosperidade comum à europa num espaço temporal que não sucedia desde o império romano.
Já agora, sabia que o socialismo é filho do liberalismo?
Caro JM, já viu que quando não entra por fundamentalismos libertários, é um prazer ler os seus artigos?
Parabéns pela crítica certeira.
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Ora finalmente um gajo com cojones para escrever o que deve ser dito.
Faço minhas as palavras do comentário 1.
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JM poderia ter associado isso á vontade “nacionalizadora” da pobreza mundial que nos escolhe para construir um império impoluto e sem exploração de “esquerda” claro…
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E os pobres de espírito? Com esses o país ainda gasta mais dinheiro…
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Uma perda de tempo a ler aquilo tudo, uma lenga-lenga repetitiva que se sintetiza numa frase:
“Os mecanismos de combate à pobreza são eles próprios mecanismos de empobrecimento.”
Como não apresenta alternativas, vai uma proposta com aproveitamento a frase citada:
“Os mecanismos de combate à riqueza são eles próprios mecanismos de enriquecimento.”
GostarGostar
A acção missionária destes laicos não tem limites.O mundo aos seus ombros e através deles do indígenas depenados até terem que fugir deste paraíso á beira mar plantado mas para sociólogos, politólogos, psicólogos e claro juristas… todos eles bem pagos para cuidar dessa tarefa messiânica do novo império…
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E nada de tiros.O melhor é deixá-los ir…
Dica para canos serrados desesperados:
A zona Cascais-Sintra com aquelas casitas no meio dos pinhais mas com muita riqueza lá dentro, que a malta desconfia dos bancos tem massa para burro.Serão certamente lá bem vindos porque é onde moram aqueles que nos comandam e são vossos amigos até mais não poderem.E que exigem tratamento humanista mesmo para os mais empedernidos criminosos.Pelo que esperam?Se agarrados contem desde já com a benção e perdão de tão boas pessoas…
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mais do costume, isto já é pregação. Assenta unicamente na crença positivista da pobreza como geradora de oportunidades. Não para os pobres obviamente.
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Este é o artigo mais brilhante que o João escreveu até agora. Tudo muito verdadeiro e gostei especialmente de “Quem tem as suas necessidades económicas básicas satisfeitas, não precisa de estabelecer relações económicas responsáveis com os seus pares nem precisa de desenvolver uma actividade económica permanente” e de “Os mecanismos de combate à pobreza tornam-se assim em mecanismos de perpetuação da pobreza…” Alguns de nós sabem por experiência própria como, em circunstàncias difíceis, temos que ser nós próprios a desenvolver outras actividades. E, pelo contrário, como um ambiente protegido só contribui para a indolência e o retrocesso.
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“Não para os pobres obviamente.” …
Por cada pobre que merece segurança social, há nove que são preguiçosos. Por exemplo, fila na segurança social. Um casal de adolescentes ciganos, um bébé no carrinho, ela grávida, ele a fumar. Querem saber porque é que lhes foi retirado o fundo de inserção social. Ou então, a porteira que se mata a trabalhar. O marido passa o dia em casa sem fazer nada. Quando se pergunta porque desistiu daquele curso oferecido pelo estado para restauração de mobília, ele responde que “não gostava”. Aliás, ele só se inscreveu naquele curso que era para continuar a receber fundo de desemprego. Coitadinhos, tenho tanta pena destes pobres.
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Não vale a pena negar: o assistencialismo é indubitavelmente causador de diversas disfunções. Mas o neoliberalismo, a la João Miranda, é causador de muitas mais. Vou escrever um texto em contraponto a este artigo de JM. Volto já.
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Grande artigo que espero que alcance muitos milhares de leitores.
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Os indicadores mais recentes sobre a pobreza em Portugal alertaram-nos para o quão difícil se está a revelar a sua erradicação. Não admira, por isso, que haja quem se interrogue por que é que ainda existe pobreza? Se já são inúmeros os mecanismos existentes de combate à pobreza, porque é que a pobreza persiste? Face a esta realidade os nossos neoliberais questionam se não terá chegado a altura de abandonar de vez esses mecanismos de combate à pobreza. É que são eles próprios mecanismos de empobrecimento da sociedade, asseveram-nos.
Na admira que assim pensem. Pois o fundamento ideológico do neoliberaismo reside justamente em considerar o indivíduo como factor único e determinante no desenvolvimento das sociedades. Quer dizer, o ser social não existe. Por isso, erguem o individualismo ao seu mais elevado expoente, e desconsideram a solidariedade, fraternidade, generosidade, tolerância e benevolência. Desta forma, as relações sociais resumem-se às relações de mercado. Tudo o resto são manifestações de indolência, parasitismo e comodismo. A sociedade é o cenário da competição e da concorrência. Portanto, se aceitamos a existência de vencedores, naturalmente devemos também concluir que deve haver perdedores. Estes, por sua vez, devem ser atendidos não pelo Estado, que estimula o parasitismo e a irresponsabilidade, mas pela caridade feita por associações e instituições privadas, que suavizam a vida dos infortunados.
No fundo é uma sociedade sem rosto humano aquela que advogam. Na perspectiva neoliberal, os pobres são culpados pela pobreza. Se a maioria dos indivíduos é responsável por um destino não muito gratificante é porque não souberam reconhecer as vantagens que oferecem o mérito e o esforço individuais através dos quais se triunfa na vida. É preciso competir, e uma sociedade moderna é aquela na qual só os melhores triunfam. Mas a verdade é que a resposta neoliberal é simplista e enganadora: promete mais mercado quando, na realidade, é na própria configuração do mercado que se encontram as raízes da exclusão e da desigualdade. É nesse mercado que a exclusão e a desigualdade se reproduzem e se ampliam. Na verdade, o neoliberalismo nada nos diz acerca de como actuar contra as causas estruturais da pobreza. Bem pelo contrário, intensifica-as : fomenta e amplia as desigualdades sociais, com o crescimento a ocorrer apenas para as minorias de mais altos rendimentos.
Em suma: o neoliberalismo representa um retrocesso Social e Politico e corresponde a um mundo desprovido de valores éticos.
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“Este é o artigo mais brilhante que o João escreveu até agora. Tudo muito verdadeiro e gostei especialmente de “Quem tem as suas necessidades económicas básicas satisfeitas, não precisa de estabelecer relações económicas responsáveis com os seus pares nem precisa de desenvolver uma actividade económica permanente””
Tina se tal fosse verdadeiro, alguém verdadeiramente rico, “com as necessidades básicas satisfeitas” não teria qualquer motivação empreendedora não é certo? É apenas mais uma generalização da direita aplicável apenas aos pobres.
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Ferro, a diferença está no “precisa” tal como o João emprega, e não motivação. As pessoas motivadas, tanto faz serem ricos como pobres, que terão sempre iniciativa. Os outros, se puderem encostam-se à sombra da banaeira.
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«Ferro, a diferença está no “precisa” tal como o João emprega, e não motivação. As pessoas motivadas, tanto faz serem ricos como pobres, que terão sempre iniciativa. Os outros, se puderem encostam-se à sombra da banaeira.»
Iniciativa? A melhor iniciativa possível, hoje em dia, é emigrar.
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Nesse caso tina, aponte-me um país sem rendimento minimo, onde da pobreza (extrema neste caso) emerga uma grande capacidade de iniciativa e ciclos que quebrem esta imobilidade. Não basta estar contra.
A alternativa proposta muito sinceramente parece-me ser uma brasileirização da pobreza.
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Red Snaper, e o que diz do facto de eu como trabalhadora independente ser obrigada a pagar 155 euros de segurança social todos os meses, faça o o dinheiro que fizer, até posso não fazer nenhum, para que uma família de ciganos receba 1500 euros por mês, tal como outro comentador mencionou noutro post, ou que reformados do exército recebam 2000 euros de pensão? E a mim e aos meus filhos, o dinheiro não faz falta?
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“Nesse caso tina, aponte-me um país sem rendimento minimo, onde da pobreza (extrema neste caso) emerga uma grande capacidade de iniciativa e ciclos que quebrem esta imobilidade.”
Os Estados Unidos. São um país de empreendedores e só têm 4% de desemprego. Têm também rendimento mínimo mas muito mais controlado.
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“Glasgow East is a hard place to live, and a grotesquely easy place to die. In parts of the constituency, male life expectancy is 54, lower than The Gambia, nearly a decade lower than Bangladesh, and about 24 years below the national average. Move just a few miles to leafy Bearsden and you will live, on average, 30 years longer. Despite this, people here do not and cannot leave. For all Ms Livingston’s lament, her kids are stuck in a ghetto ringed by some of the saddest statistics in Britain. Glasgow East has the highest proportion of voters on incapacity benefit or disability allowance and the fewest qualifications in higher education; nearly half the constituency’s homes are social housing; and, in parts, unemployment has reached 50 per cent.
Money has been spent on the area, including investment in schools and housing, but the visible effect is negligible.”
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/politics/article4318994.ece
A parte relevante para perceber como para a Esquerda o assistencialismo são votos :
“Glasgow East is more than just traditional Labour territory: for five decades the party has taken for granted the support of voters here almost as a feudal right.”
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todos os países civilizados tem medidas de integração à pobreza e desemprego. Não faz sentido que o 3º mundo seja um exemplo para ninguém em termos sociais ou económicos. Esta questão, do atavismo das classes mais pobres e do direito ao egoísmo social é muito mais antiga que a républica infelizmente. Nunca vi ninguém reclamar dos descontos à seg. social depois de atingir a idade de receber a pensão.
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“Nunca vi ninguém reclamar dos descontos à seg. social depois de atingir a idade de receber a pensão.”
Isso é porque o Ferro só conhece pessoas que vivem do salário. E além disso, nos meses em que faço menos dinheiro, porque sou ainda obrigada a pagar quando os pobres nunca pagam?
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“todos os países civilizados tem medidas de integração à pobreza e desemprego.”
A diferença é que em Portugal, e na Europa em geral, há pouco controlo sobre quem precisa realmente das ajudas. Existe uma mentalidade politicamente correcta de que “ah, eles são pobres coitados, eu não queria estar na sua posicão” e que acaba por ter as piores consequências como discutido acima. E em Portugal, como o Estado tem pouco dinheiro, vai tirar àqueles que julga serem ricos para dar aos que acha que são pobres. O exemplo que eu dei da segurança social dos trabalhadores independentes é um caso. O outro é das rendas congeladas das quais muita gente de posses acabou por beneficiar. Que controlo teve o Estado sobre estes? Nenhum, há gente muito rica a pagar uma tuta e meia de renda. É a mesma situação com o rendimento de inserção social, há muitos preguiçosos que não fazem nada e recebem, e aqueles que se matam a trabalhar e têm mais de um emprego para poder sobreviver.
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Diz Tina: «quando os pobres nunca pagam»
deveria dizer: «quando os malandros nunca pagam». Na verdade, esses tipos têm casa paga, escola paga, livros pagos, almoços na escola pagos, têm os hospitais e centros de saúde à disposição, não pagam renda, não pagam luz, não pagam água e ainda recebem o rendimento mínimo.
Se em alternativa fossem trabalhar por 600/700 euros seria evidente que o seu nível de vida cairia e muito. São muito mais ricos a chupar-me a mim e aos outros jovens deste país.
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” alguém verdadeiramente rico, “com as necessidades básicas satisfeitas” não teria qualquer motivação empreendedora não é certo”. Ferro :
Porque pensa que o Gates não deixou todo o seu money aos filhos? porque acha que montes de herdeiros de grandes fortunas acabam na mitra?
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A segurança social é um preço bastante modesto a pagar pela coesão social e uma das maiores inovações do sec XX em termos de sociedade.
Quem não se acreditar basta ver em que situação o liberalismo económico deixou a europa no ínicio do sec XX.
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«A segurança social é um preço bastante modesto a pagar pela coesão social»
Melhor dizendo: A segurança social é uma extorsão a pagar por quem trabalha para que a classe política possa fazer promessas com o dinheiro doutros (dando a aparência que utiliza dinheiro próprio)
A segurança social deveria ser de adesão voluntária (mas obrigatória para os srs políticos socialistas eheheh)
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“A segurança social é um preço bastante modesto a pagar pela coesão social”
Isso é mais fácil de dizer para aqueles a quem o dinheiro não custa a ganhar. Como os funcionários públicos que têm empregos garantidos para a vida inteira. Aos outros, aos que custa ganhar a vida e todos os dias são incertos, é muito difícil ver o seu dinheiro ir para quem não merece.
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ciganos, comunistas e funcionarios publicos. a santissima trindade do descontentamento de direita. não sendo nenhum deles já me cansa ouvir sempre repetir a lenga lenga de tão ilustres responsáveis pelo mal da sociedade.
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esqueceu-se dos socialistas
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E sabe porque é que a direita não gosta deles? Porque só sabem viver à conta dos outros. É o que eles têm todos em comum.
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Excelente texto. Simples e bem exposto. Os artigos, aliás, tem vindo a melhorar com o tempo. Acho que o JM começa a entrar cada vez mais na lógica da imprensa escrita.
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Imagine-se que num país só havia ciganos, comunistas, socialistas e funcionários públicos. De que viveria esse país? Onde iriam buscar o dinheiro para a tal redistribuicão de riqueza que tanto apregoam? Já alguém viu um cigano, ou um comunista, ou um socialista ou um funcionário público a abrir o seu próprio negócio?
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Artigo brilhante e certeiro.
Pena ter sido publicado num jornaleco que ninguém lê.
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sim tina, já vi todos os 4 abrirem negócios. Já agora, não consta que os deputados de direita abdiquem das regalias que auferem no parlamento, ou mesmo que falem sobre elas. Pagas pelo assistencialismo dos nossos bolsos.
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já agora se soubesse qual a percentagem da sua contribuição para a segurança social vai para as reformas douradas de empresários caucasianos de direita talvez ficasse surpreendida.
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declaração dum “júlio” que não era césar
«trabalho com duas mulas no intendente»
portugal local mal frequentado, sobretudo por politicos
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Muito bem, JM.
.
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e porque não a obrigatoriedade da prestação de serviços comunitario pelos beneficiarios do r. minimo? ninguem parece interessado em falar nisso.
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“Quem não se acreditar basta ver em que situação o liberalismo económico deixou a europa no ínicio do sec XX.”
Como deixou? Foi um dos períodos de maior crescimento de riqueza, ainda assim foi marcado por Mercantlismo que é oposto Liberalismo.
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lucky lucky deu no momento de maior agitação social e desigualdades que se conhece. Embocou no comunismo e no fascismo.
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porque não um rendimento minimo descontavel em géneros com um subsidio muito menor?
Ninguém parece estar realmente interessado em discutir o rendimento de inserção ou a pobreza.
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Tina, é tão bom poder culpar outros por não estar melhor do que está, não é ?
É nesse seu discurso que os ditadores se alicerçam. Há sempre uns grupos que têm a culpa
Gostei também de saber que a Tina só desconta 155 euros todos os meses, ganhe o que ganhar. Um dos tais trabalhador dependente, que até pode ser um perigoso comunista, desconta 11% do que ganha, a empresa outro tanto, o que perfaz 22%, ou seja, o Estado recebe os seus mesmos 155 euros relativos a um trabalhador dependente se ele ganhar 700 euros. Como a Tina tem os seus filhos em escolas públicas das duas uma, ou o seu ganho médio mensal bruto é inferior a 700 euros e tem toda a razão em queixar-se dos 155 euros que paga ou ganha mais e nesse caso usufrui do que os trabalhadores dependentes e empresas descontam descontam.
Ou é uma pobre ou é tão parasita como os ciganos.
Quanto aos ciganos é só ir a uma feira, como a Tina é pobre (não me passa pela cabeça que o não seja para se ter queixado tanto dos 155 euros) suponho que as frequente, repare nos vendedores, Aqueles mais morenos são ciganos, têm o seu próprio negócio. É o negócio da venda. Compram coisas a empresas que as produzem e vendem-nas.
Já os funcionários públicos abrirem negócios é mais complicado, o dom da ubiquidade não lhes foi distribuído a todos e não conseguem estar a trabalhar e no negócio ao mesmo tempo. Bom, alguns conseguem, infelizmente. São aqueles que são corruptos.
Aliás lanço-lhe um desafio Tina, tenha o seu negócio e entre para a função pública. Você consegue,se critica os outros por o não fazerem é porque consegue. É ubíqua.
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Ferro, essas sua ideias são todas muito boas. Mas o estado não está para se preocupar com nada, o que eles não querem é chatices. Por isso nem sequer se preocupam em ver se aqueles a quem dão realmente merecem ou se daqueles a quem tiram o podem fazer. Quanto mais agora põr em prática ideias de trabalho cívico, etc.
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Creio que as empresas até descontam mais que 11% por cada empregado. Quem souber que refaça as minhas contas.
O que falta é fiscalização apertada. Não é o facto em si de existirem apoios que é mau.
Aliás a Etiópia, Burkina Faso, Sudão, Angola e quejandos onde não há rendimentos mínimos etc. não são conhecidos por os seus pobres revelarem especiais dotes para enriquecer.
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Pois, o Pêndulo sendo funcionário público nunca perceberá como 155 euros pode fazer diferença a uma pessoa de rendimento incerto. Vai de encontro exactamente ao que eu disse sobre aqueles a quem o dinheiro não custa a ganhar, que também não se importam de pagar rendimentos mínimos a quem não merece.
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Não disse em lado nenhum que sou funcionário público, ignoro onde foi buscar essa ideia.
Sou trabalhador dependente e já trabalhei vários anos “a recibo verde”. Sei muito bem que mundo é esse do receber 100 e passar recibo de de 50. Sei muito bem que passei a ganhar mais quando passei a “recibo verde” na mesma empresa onde era trabalhador dependente porque ela como deixou de descontar pôde pagar-me mais. E agora que sou novamente trabalhador dependente sei quanto o Estado recebe pelo que eu ganho. E sei também que não tenho filhos e empresa e empregado pagam a escola dos filhos da Tina.
E então, ganham mais ou menos de 700 euros por mês em média ? Ainda não o disse.
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tina por essa lógica o seu ressentimento também poderia estar apontado a grandes accionistas, políticos, gestores, especuladores, ou magnatas a quem o “dinheiro não custa a ganhar”. Porquê apenas os funcionários públicos? A resposta revela muito dos interesses que se jogam actualmente.
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Ah, e eu não pago também impostos para além da segurança social? Você não sabe do que fala. A sua atitude é exactamente como a do Estado. É com o dinheiro dos outros que se vão armar em moralmente superiores e generosos. Nem sequer têm respeito para ver se o dinheiro é bem empregue. Não admira que seja nos próprios bairros sociais que os próprios habitantes se revoltem contra aqueles que não trabalham. Tal como aconteceu agora na Quinta da Fonte.
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“Porquê apenas os funcionários públicos?”
Porque eu embico especialmente com funcionários públicos.
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já agora que comparamos realidades, quantos tiroteios como os de loures acontecem por ano nos estados unidos?
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“já agora que comparamos realidades, quantos tiroteios como os de loures acontecem por ano nos estados unidos?”
é proporcional á percentagen de imigrantes. Eles têm muitos mais, por isso terão também mais violência e uma criminalidade maior.
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“lucky lucky deu no momento de maior agitação social e desigualdades que se conhece. Embocou no comunismo e no fascismo.”
O movimento de agitação social só aconteceu porque a riqueza aumentou extraordináriamente de 1870 a 1913, foi o segundo período da História com mais crescimento (só dos anos 70 até aos 90 do Sec XX é que ultrapassou). As revoluções nunca começam de baixo, começam nas elites. O Comunismo começou nas elites assim como o Fascismo(que aliás veio do Socialismo). Foi a tentativa de liberdade e fim do feudalismo, mais a I Guerra que aproveitou aos bolcheviques para fazerem um golpe contra o Governo Kerensky.
Uns acreditavam que o Titanic era inafundável outros acreditavam que com novas possibilidades burocratas abertas pela tecnologia podiam regular tudo a regra e esquadro, indo até á perfeição racial:eugenismo.
“Aliás a Etiópia, Burkina Faso, Sudão, Angola e quejandos onde não há rendimentos mínimos etc. não são conhecidos por os seus pobres revelarem especiais dotes para enriquecer.”
Pois não, porque não há segurança para enriquecer, para investir e recolher. É precisamente isso que começa a acontecer na Europa com mais de 50% da riqueza a ir para o Estado. Em África tem sido a violência e inexistencia de segurança da propriedade privada, na Europa é o Estado que tira o que bandidos tiram em África, isto quando não é o cleptocrata local. Mas as coisas estão a mudar em África e esta vai dar umas lições aos Europeus.
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“já agora que comparamos realidades, quantos tiroteios como os de loures acontecem por ano nos estados unidos?”
“é proporcional á percentagen de imigrantes. Eles têm muitos mais”
será que tem mais do que por exemplo uma alemanha ou uma frança?
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“O movimento de agitação social só aconteceu porque a riqueza aumentou extraordináriamente de 1870 a 1913”
lucky luke pense criticamente na situação da maioria da população, os operários, e nas disparidades abissais de riqueza e verá neles o terreno fértil das convulsões sociais, não em caprichos das “elites”.
“outros acreditavam que com novas possibilidades burocratas abertas pela tecnologia podiam regular tudo a regra e esquadro, indo até á perfeição racial:eugenismo”
Para ser honesto tem de associar isso ao darwinismo social que emergiu no final do sec XIX.
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“as coisas estão a mudar em África e esta vai dar umas lições aos Europeus.”
citações de socrates não vale
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Taxas contributivas – em geral
Entidade empregadora 23,75%
Trabalhador 11%
Total 34,75%
Se quem paga à Tina não tem de entregar 23,75 ao Estado pode dar esse dinheiro à Tina, no entanto esta continua a pagar os mesmos 155.
Por ano a Tina paga 155X12= 1860 euros
Um trabalhador dependente que desconte o mesmo ganha brutos € 16.900 por ano. A empresa que o emprega paga € 4.015.
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lucklucky Diz:
19 Julho, 2008 às 9:45 pm
Pois não, porque não há segurança para enriquecer, para investir e recolher. É precisamente isso que começa a acontecer na Europa com mais de 50% da riqueza a ir para o Estado. Em África tem sido a violência e inexistencia de segurança da propriedade privada, na Europa é o Estado que tira o que bandidos tiram em África, isto quando não é o cleptocrata local. Mas as coisas estão a mudar em África e esta vai dar umas lições aos Europeus.
Ou seja, a opção é entre Estado e um cleptocrata e bandidos. Resulta daí que é melhor viver em países em que o Estado é forte e pode proporcionar a segurança ao investimento privado. Claro que isso custa dinheiro.
tina Diz:
19 Julho, 2008 às 9:02 pm
“Porquê apenas os funcionários públicos?”
Porque eu embico especialmente com funcionários públicos.
Este seu comentário é bastante esclarecedor. É uma pessoa de “embicamentos” . Não gosta de funcionários públicos mas tem os filhos numa escola pública. Palmas para a coerência. Não tinha lido isto antes do meu comentário anterior. Se o tivesse feito não haveria comentário. Não falo com gentinha que se rege por estereotipos e declara que um grupo de 600.000 portugueses, como ela, são gente com quem “embica”.
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Mas o Pendulo ainda não percebeu que um trabalhador independente tem de pagar essa quantia seja qual for o dinheiro que faça por mês? Que nuns meses pode não fazer grande diferença mas noutros custa muito? E para muitos o problema é que 155 euros representa realmente uma grande fraccão do que recebem? Por exemplo, se alguém exercer uma actividade que lhe dá apenas 500 euros por mês, ele ainda assim tem de tirar 155 para segurança social? O que aconselha que ele desista da actividade e vá para o fundo de desemprego?
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Bom retrato do modo como funcionam os países estúpidos.
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Hoje,
sábado,
já não há
como antigamente
bempostas.
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Além de não saber do que fala, o Pendulo não tem nenhum senso de humor. Se não é funcionário público, só pode ser socialista.
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conluio: 1.combinação entre duas ou mais pessoas pela qual acordam enganar ou defraudar outra pessoa ou instituição com vista a obter bens ou serviços.
2. recibos verdes
é uma benesse angelical para patrões e finanças
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Leia o meu comentário 47. Olhe, poupo-lhe trabalho e transcrevo:
Sou trabalhador dependente e já trabalhei vários anos “a recibo verde”. Sei muito bem que mundo é esse do receber 100 e passar recibo de de 50. Sei muito bem que passei a ganhar mais quando passei a “recibo verde” na mesma empresa onde era trabalhador dependente porque ela como deixou de descontar pôde pagar-me mais.
A Tina persiste em ignorar que a empresa desconta 23,75. Para os tais 500 euros são 118,75, mais os 55 do trabalhador, são 173.75, mais que 155. Se a empresa a tiver recibo verde pode dar-lhos a si, entendeu ?
Não serei comunista?
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Ferro, o recibo verde é bom para as finanças das empresas, não do país
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Pois Ferro, como a verdade não é agradável, toca de inventar artimanhas, patrões manhosos, e trabalhadores desonestos. Deve ser assim que o Estado também pensa quando aplica medidas duras aos trabalhadores independentes e ao empresariado em geral.
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é bom para as finanças no sentido em que enquadra muita gente que de outro modo trabalharia sem descontos a pedido do patronato.
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Caro JM
Um bom tema para um post, com uma leitura crítica de quem não vê no estado a solução de todos os problemas…
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1335923&idCanal=58
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A minha actividade é totalmente independente e não tenho nenhum contrato de trabalho. Nestas circunstâncias, um trabalhador independente, antigamente tinha de pagar no mínimo 90 euros do seu próprio bolso, o que não era assim tão mau. Com a crise da segurança social, o governo aumentou de repente para 142 euros e com as subidas anuais já está em 155 euros. É esse mínimo que o estado exige de nós e é isso que nós pagamos. Já vi outros comentadores aqui no Blasfémias a queixarem-se do mesmo. Vá-se informar melhor.
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nao é necessário eu comento por ele, já comprei essa cassete:
.O estado deve retirar-se do ensino que é ideologicamente socialista.
.Os pais tem direito a escolher qual a orientação a dar aos seus filhos, por isso devem haver escolas de todos os tipos e clubes.
.Devem-se fechar universidades porque ha cursos a mais e não há empregos para as suas qualificações, logo desqualifiquemo-nos.
.As universidades devem competir entre si pelos alunos e a investigação financiada pelas empresas, pela industria que temos quem sabe poderemos inventar novas formas de contabilidade criativa na banca.
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vem no “greatest hits” da direita
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os romanos tinham razão “nem se governam nem se deixam governar” vai ser difícil!!!!!!!!!!!!;-)
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“São mecanismos que se limitam a transferir riqueza produzida pelos membros mais produtivos da sociedade para os membros menos produtivos.”
O JM está muito verde. Nem vale a pena avançar por este logro adentro. Acha ele que toda a acumulação de riqueza provém da produtividade, negando por isso os princípios básicos do capitalismo. Se eu passar os dias a coçar a micose e de repente herdar a empresa do papá (abocanhando as ditas rendas), para o João Miranda eu passei a ser um membro produtivo da sociedade.
Lembra-se disto? Pois vê como ser um membro produtivo não é razão suficiente para sair da pobreza.
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Estou preocupado. Sera das ferias ou do calor? Eu, de acordo a 100% com o Joao Miranda.
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‘Se eu passar os dias a coçar a micose e de repente herdar a empresa do papá… passei a ser um membro produtivo da sociedade.’
Se eu for o Paulo Azevedo ou o Salvador Mello calro que sou um membro (muito) produtivo da sociedade. Claro que tabem havera os meninos que gostam so de esquiar, dos cabrios,da noite e do bodyboard. Mas desses nao reza a historia. E se tiveram a felicidade de ter um pai que foi um menbro produtivo da sociedade, porque havemos de os invejar? Muitos deles acabam a vender a empresa e a casa na Marechal. E os filhos deles passam de banqueiro a bancarios.
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Não é apenas o facto de essas ajudas estares a ser dadas sem rei nem roque , é também o contribuinte não saber qual é o montante desperdiçado e de onde vem!
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ordralfabeletix,
Não redunde a coisa. A crença do João Miranda é a de que quem mais tem é quem mais e melhor produz e a fé não se discute.
Para haver debate teríamos que começar por aqui. O JM devia saber que a produtividade é aquilo que se acrescenta ao produto e não aquilo que se retira dele. Ele acredita que a primeira e a segunda são iguais. Nada a fazer…
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Pois… eu sou trabalhador dependente, pago uma catréfiada de impostos, seguro de saúde porque com duas crianças não posso estar dependente de consultas médicas que podem demorar mais de um ano, escola particular porque cada vez mais o ensino público está degradado, empréstimo de carro (felizmente a casa é da família, pelo que posso dizer que sou priveligado) , e sou obrigado a passar uma boa parte do ano longe da família para coseguir aguentar isso… da última vez que estive desempregado não tive direito a subsídio de desemprego porque tinha uma avença (inferior ao subsídio que iria auferir)… acham que sou “pula” por gosto? e depois vejo cavacos, guterres e ferros, chernes e afins mais pintos de sousas a desbaratarem o que ganhei duramente e a sustentar uma camada interminável de párias?
” ferro Diz:
19 Julho, 2008 às 10:47 pm
nao é necessário eu comento por ele, já comprei essa cassete:
.O estado deve retirar-se do ensino que é ideologicamente socialista.
.Os pais tem direito a escolher qual a orientação a dar aos seus filhos, por isso devem haver escolas de todos os tipos e clubes.
.Devem-se fechar universidades porque ha cursos a mais e não há empregos para as suas qualificações, logo desqualifiquemo-nos.
.As universidades devem competir entre si pelos alunos e a investigação financiada pelas empresas, pela industria que temos quem sabe poderemos inventar novas formas de contabilidade criativa na banca.”
Mas tem dúvidas? eu não tenho… basta ver actualmente as univesidades públicas a desviarem dinheiro da investigação para pagarem salários… até hoje já fui conduzido em taxis por mais de 20 licenciados em direito e a minha casa já foi pintada por 3 professores… fora o médico ucraniano que durante quase um ano me deu banho aos cães… e eu, com um bacharelato e uma licenciatura também já tive que ser balconista e não foi há tanto tempo como isso… tente arranjar emprego depois dos 35, com família para sustentar…
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Red Snaper, o seu “artigo” manifesta uma ignorância suprema sobre a natureza humana e só é possível num individuo embriagado pela droga do marxismo.
A tendência de todos os totalitarismos, comunismo incluido, é a de não reconhecer a individualidade do ser humano para assim ser mais fácil dominar as massas. E não reconhecer isso foi o que abriu a porta ao Hitler na Alemanha, aos Kim na Coreia e ao notável Pol Pot no Cambodja. O homem social abelha ou formiga, superiormente conduzido e logo escravizado pelas “elites” (os que tem as armas claro).
A maior tragédia do ultimo século tem sido a progressiva intromissão do Estado na esfera da liberdade individual.E a única arma que resta aos homens que querem ser livres é a de não deixar que essas ideias se propaguem.
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JP ribeiro, e o que acha que abre caminho “à intromissao do estado na liberdade individual”? Acha que é a igualdade social? A igualdade de oportunidades? A solidariedade social?
Pense um pouco porque é que estamos a viver há 50 anos na europa num dos raros periodos de estabilidade e paz. Como disse antes o liberalismo economico do ínicio do sc XX mergulhou a europa num caos.
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Clap… clap…
Não podia estar mais de acordo com o post.
Os distúrbios da Quinta da Fonte e o estudo dos personagens envolvidos, mais nos convence que o assistencialismo estatal perpetua a pobreza e não recupera nem prepara para o mercado de trabalho esses subsídio-dependentes. Apesar de rendas sociais e de acordo com as suas possibilidades, só 3 de 50 famílias ciganas pagam renda. Todos eles “sentem” que o Estado é que lhes deve habitação e sustento. Nunca se viu a mínima vontade desta etnia (e não só…) de aderir ao a estudo e ao trabalho. Proíbem até os filhos de seguir estudos e reivindicam direitos diversos da restante população!
Assistência do Estado só para casos de emegência. Para os restantes, devem começar a tomar conta dos empregos habitualmente ocupados por emigrantes.
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JP Ribeiro,
O que é a droga do marxismo?
Só o Estado é que é uma força coactora na vida das pessoas? Na ausência do Estado, a coação deixa de existir?
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O JM tem toda a razao, a Tina também…
Já trabalhei a recibo verde e agora estou na
função publica, procuro executar as minhas funções
com o zelo e esforço que dedicaria se trabalhasse no
privado, mas bem vejo o que se passa ao meu redor e ás
vezes a “máquina” é mesmo impossivel de domesticar!
Só para referência o desconto para a segurança social,
minimo obrigatorio na Galiza, Espanha é de 155 euros (2008)!!
E parece que o salario minimo e nivel de vida lá é bem
mais alto que por cá !!! Não admira que a Tina se queixe,
tem razão !!
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Ferro, eu pensava que o que mergulhou a Europa num caos foram os fascismos e os comunismos, ambos filhos do socialismo, mas estou a aprender consigo que foi o liberalismo económico, (que por acaso não mergulhou a América em nenhum caos).
Miguel Lopes, o marxismo é uma droga porque, por exemplo, condiciona a cabeça das pessoas e até as faz citar coisas que não foram escritas. Onde é que eu escrevi que “Só o Estado é que é uma força coactora na vida das pessoas”? ou ainda que “na ausência do Estado a coacção deixa de existir”?
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jp ribeiro eu ou um livro de historia estamos sempre ao dispor.
O fascismo e o comunismo emergiram das convulsões e da tremenda desigualdade social. A social democracia permitiu a paz e prosperidade comum à europa num espaço temporal que não sucedia desde o império romano.
Já agora, sabia que o socialismo é filho do liberalismo?
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