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O direito à vista sobre o rio

20 Julho, 2008

João Teixeira Lopes (Público de ontem) tem duas ideias chave sobre o Bairro do Aleixo que explicam muita coisa:

– dar casas quase de borla e de forma vitalícia aos pobres não chega. É preciso auscultá-los, tolerar o tráfico de droga, investir permanentemente nas casas que eles não conservam e colocar técnicos sociais no terreno. Portanto, o problema não é a ideia de oferecer casas para toda a vida a quem não as pode pagar. O problema é que essa ideia não foi implementada correctamente.

– o pobre tem o direito às vistas sobre o rio Douro. Não basta dar-lhes casa, educação, saúde e dinheiro para as necessidades básicas. A vista sobre o rio Douro, isso é que é essencial. A vista sobre o rio e a manutenção das redes de tráfico de droga solidariedade.

37 comentários leave one →
  1. Daniel Oliveira's avatar
    20 Julho, 2008 17:40

    Sem palavras, tal o calibre deste post. Os moradores do bairro do Aleixo, os que nada têm a ver com o táfico de droga, não têm direito ao bom-nome, não é? São só pobres, não é?

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  2. Surfer's avatar
    Surfer permalink
    20 Julho, 2008 18:53

    Sabe-se que as vistas sobre o rio Douro têm um valor de mercado bastante elevado. Ora, se os pobres não têm poder económico para comprar essa regalia, por que raio hão-de usufruir dela? Na impossibilidade de acabar com esses preguiçosos, obviamente que devem ser retirados dessa nobre área com vistas para o rio, para dar lugar a quem pode pagar.

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  3. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    20 Julho, 2008 18:58

    E porque puseram aquela gente ali? Era interessante alguem relatar a história daquele bairro.

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  4. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    20 Julho, 2008 19:00

    Ser pobre não era ter mau nome. Mas desde que os Governos e especialmente a esquerda se colocou a explorar os pobres para ter votos á custa dos contribuintes as coisas mudaram. Especialmente porque essas políticas alimentam-se dos seus insucessos. Basta olhar para a educação.

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 19:04

    Queres dar casa aos chulos que nos teem andado a roubar, não é?

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 19:06

    Queres dar casa aos chulos que nos têm andado a roubar, não é?
    Eles podem pagar com o dinheiro com que têm vindo a abotoar.

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 19:12

    A esquerda tornou-se há muito dona dos “pobres”.Juntam pobres como eu selos.De todos os países, de todas as cores e de várias religiões.Quanto mais pobres houver , rapidamente nacionalizados, maior é o “falhanço” do “neoliberalismo” em resolver o problema e portanto mais votos na esquerda.
    Só que esta conversa da treta já cheira mal aos que se CAGAM no politicamente correcto por estarem a pagar essa merda toda.
    A “coesão” social e nacional foi “derrubada” precisamente pelos amigos dos pobres que ao quererem ser “bons” alastarram a sua acção a TODO O MUNDO e assim não há cu que aguente.
    A malta admite que os gajos roubem, que façam as asneiras e tentem emendar as suas próprias asneiras.Mas penso que está a saltar a tampa aos que pagam.Querem outra coisa querem FODER esses gajos que os meteram na MERDA.
    Que apareça alguém que encabeçe um movimento regenerador e esses gajos vão ver o que lhes acontece se abrirem mais a cloaca…

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  8. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Julho, 2008 19:20

    Estes bairros são uma má ideia.Guetos!Juntam as pessoas com problemas em vez de as misturarem com o resto da sociedade.Aqui da minha janela vejo um desses bairros que até foi pintado de azul para não passar despercebido,no meio do restante casario a branco.

    Tambem é má ideia conceder “ad eternum” os meios para estas pessoas nada fazerem.O trabalho liberta e tira-nos da cabeça tentações nada abonáveis.Mas esta do Rio querer deitar abaixo o bairro porque tem uma boa vista para o rio
    e ali construir um belo condomínio,tambem faz pensar.

    Não se podem exterminar?

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 19:35

    Os que se bateram anos e anos pela despenalização do consumo de droga, que só nos últimos 5 anos duplicou condenando dezenas de milhar de jovens pobres á marginalidade e ao insucesso, os que defendem sempre paninhos quentes para a marginalidade nacional e internacional que explora este paraíso de paneleiros e cobardes,a transmissão hereditária da pobreza porque os meninos na escola não podem ser pressionados nas apredizagens e na disciplina já “colocam” ops pobres ONDE eles sempre viveram com excepção dos estarngeiros claro que têm que ir para junto dos “nossos” pobres donde sairá o homem mulato de que o Sócrates tanto se orgulha..
    Nunca vejo responsabilidade, nem pedir responsabilidade.É sempre DAR MAIS e ROUBAR MAIS a QUEM SEMPRE PAGOU.Cuidem-se…

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  10. Fado Alexandrino's avatar
    20 Julho, 2008 20:24

    Luis Moreira Diz:
    20 Julho, 2008 às 7:20 pm

    O trabalho liberta …Não se podem exterminar?

    Epá, cuidado!

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  11. Fado Alexandrino's avatar
    20 Julho, 2008 20:27

    Já ontem, num comentário tinha citado este ilustre catedrático.
    Como não acho nada bem que falte o contraditório aqui está o artigo completo.

    Existem duas crenças com efeitos social e politicamente mortíferos entre quem trabalha com e nos “bairros sociais”, também ditos “de habitação social”, “perigosos”, ghettos ou “difíceis”: a primeira crença postula que as estruturas espaciais exercem efeitos automáticos nos comportamentos humanos. Tal espaço, tais gentes. Degradação leva à degradação. A outra, de sentido inverso, proclama que o espaço é sempre uma apropriação, logo, uma construção dos “praticantes do espaço”, onde estes projectam percepções, avaliações, sonhos, projectos. Gostaria de propor, entre as duas visões, uma reflexão sobre a diferença que o espaço faz. Para tal, é necessário introduzir mediações entre o espaço (físico, material, arquitectónico) e as práticas e representações que nesse espaço se desenrolam. Modos de vida, estruturas familiares, identidades, modelações culturais, percursos de classe, relação com o mercado de trabalho e com a escola, organização das sociabilidades e dos grupos de pares, mecanismos de hetero e auto-estigmatização, etc. Mas também mediações institucionais: quem está no terreno e com que perfil de actuação (preventivo, caritativo, emancipatório ou punitivo)? Que equipamentos existem e como são preservados e programados? Os destinatários são envolvidos na gestão dos equipamentos e na formulação dos seus programas? Exercem-se competências de mediação sociocultural (colocar as diferenças em interacção, para fazer emergir os conflitos e ser capaz de os apropriar relacionalmente)? Creio que, por isso mesmo, não podemos considerar o espaço como fixo ou algo que é mera construção social ou cognitiva, mas também não podemos considerar o espaço apenas no seu condicionante, no seu determinismo espacial. Penso que devemos, antes, ter em conta o espaço e as suas apropriações, o espaço e as suas representações, o espaço e as suas vivências, e a forma como mutuamente se fecundam.
    Por isso jamais poderemos conceber que uma sociedade de bairro (heterogénea, embora composta por símbolos comummente partilhados) reaja da mesma forma a soluções de engenharia social, como a tabula rasa de Rui Rio, que quer demolir as torres do Aleixo, não porque se preocupe com os pobres mas porque a encosta de Lordelo tem umas ricas vistas e já está quase toda ocupada por condomínios de luxo, com excepção dessa “irredutível aldeia de gauleses” que se tornou símbolo da degradação humana e dos cenários mais violentos de tráfico de droga – precisamente porque se construiu um facto consumado, de decadência tornada irreversível, de desinvestimento, de ausência de instituições e técnicos sociais no terreno, sem processos de auscultação e envolvimento das populações. Expulsas, há décadas, da Ribeira-Barredo, querem-lhes agora tirar a íntima relação com o rio Douro que sempre moldou práticas e imaginários num modo de vida próprio. E disseminá-las pela cidade – a umas quantas pessoas, não a todas, até porque o edil quer punir os traficantes de droga. Receio bem que não sobre muita gente, dada aquela sociedade de bairro, por total falta de alternativas, rodar à volta dessa economia ilícita. De uma assentada purifica-se ainda mais a zona ocidental da cidade e a frente ribeirinha; de outra assentada, divide-se toda essa gente ou por casas recuperadas na Baixa ou por habitação social (percebe-se agora por que Rio tem mantido dezenas de casas vazias nos bairros da cidade), quebrando-se elos de vizinhança e solidariedade. Porque não começar pelo óbvio e humanamente justo: auscultar a população, perceber os diferentes projectos de vida, fazer o levantamento dos possíveis destinos? Quantos não poderiam ali ficar num novo bairro, construído de raiz, à pequena escala, mais entrosado na cidade por vias de comunicação e transporte e com os equipamentos e redes sociais necessários, ainda que ao lado existisse um segmento de casas de luxo? As vistas não são partilháveis? O espaço é apenas para uns quantos? É impossível a “mistura” social? A cidade apartheid é o inexorável futuro? Sociólogo

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  12. Desconhecida's avatar
    ferro permalink
    20 Julho, 2008 20:28

    rotular os moradores do aleixo de traficantes de droga é um comentário que num país a sério terminaria no tribunal.

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  13. Diogo's avatar
    20 Julho, 2008 20:38

    Obviamente que ter «vistas sobre o rio Douro» deverá confinar-se aos ricos. Aos engºs cujos supermercados têm os preços sempre baixos. Porque tem pobres, por esse mundo fora, a encher-lhe a mula, todos os dias.

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  14. portela menos um's avatar
    portela menos um permalink
    20 Julho, 2008 20:46

    (…) Que apareça alguém que encabeçe um movimento regenerador e esses gajos vão ver o que lhes acontece se abrirem mais a cloaca (…)

    alguns posts de JM têm o condão de trazerem à luz do dia … soluções finais!

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  15. A. R's avatar
    A. R permalink
    20 Julho, 2008 21:06

    O subsídio sistemático e vitalício, seja a quem forque pode trabalhar, é uma clara discriminação e causa de exclusão. Os beneficiários nas condições que referi acima são parasitários: só existem para roubar recursos de outros mais pobres e expostos que eles. É discriminação de quem no dia a dia, e nunca pessoas que escrevem artigos bonitos nos jornais de conveniência, luta para obter o seu sustento trabalhando por um curto salário para pagar o empréstimo da casa e educar os filhos. É fonte de exclusão uma vez que o modo de vida (nada fazerem) lhes permite dedicar-se a actividades ilícitas, instruir os filhos na mesma vida e beneficiar ainda de uma enorme complacência e tolerância pelos comentadores de serviço, seja quais forem os actos reprováveis que cometam.
    Defendo os apoios mas defendo também que se apresentem resultados: filhos na escola com aproveitamento, respeito pelos professores, asseio da casa, rejeição de tráfego de droga e posse de armas, etc. Não cumprem … corta-se o subsídio. E depois .. … nada de extraordinário. Vão à vida como muito português que não tem a regalia de ser subsidiado.

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 21:21

    Ó Portela Menos Um

    A malta não se dá conta de como é “fragil” o monstro propagandistico que nos tem afundado.Maioritariamente meras correias de transmissão que orfãos de meia dúzia de doutrinadores sentados no bem bom condicionam milhões.No país do 8 ou do 80 ainda agora vomos o MAI e o seu adjunto no bairro da Kova da Moura a tratar de aumentar o número de “pobres” que Cabo Verde gostosamente para cá vai exportando… e que nós através desses missionários do homem novo vamos pagar por muitos e longos anos…
    Os cobardes que não reagem esperando que a “coisa” melhore que trabalhem e sejam muito empreendedores que vão ter por muitos e longos anos pobreza a combater e sempre com desafios novos que necessitam de muito trabalhinho de sociólogos, psicólogos e muitos animadores culturais…
    A africanização de Portugal e a constituição dum eleitorado de esquerda permanente só com medidas drásticas será alterado…
    O que me deixa espantado é com a aceitação acéfala de tudo o que estes gajos fazem
    Primeiro “dão” as independências sem perguntarem aos povos como é.Depois passam a reverter as atribuições de nacionalidade em massa também sem ninguém fazer perguntas…
    Qual é a destes cavalheiros que nos governam?Onde anda a lógica da batata?
    Portugal com o “prejuízo” mas sem os “lucros”.Tudo feito pelos mesmos gajos depois de Abril…

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  17. Minhoto's avatar
    Minhoto permalink
    20 Julho, 2008 21:24

    Ó Daniel Oliveira o JM têm razão, o Teixeira Lopes está a ser demagógico, o custo economico das “vistas” dá para muita assistência social.
    O caso é sério e deve ser dado ao respeito!

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  18. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    20 Julho, 2008 21:26

    Muita coisa sobre este assunto n’A Baixa do Porto, desde há muito tempo. Continuo sem perceber por que é que Rui Rio quer continuar a ser o senhorio

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 21:26

    E já agora com o beneplácito dos sindicatos que pelos vistos mudaram de associados a defender…Pois que quantos mais houver menos vão receber e é o talnivelamento por baixo.A africanização dos salários… e sem ninguém se atraver a refilar.A propaganda funciona ou não?

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  20. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    20 Julho, 2008 21:34

    com um desgoverno socialista deviam preocupar-se em ter uma vida equilibrada em tempo de crise per omnia saecula saeculorum

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 21:41

    Este ano de 2008 os licenciados do estado reformados forram “arrastados” pelo fisco como devm estar a verificar agora que a factura está a chegar a casa.
    São “ricos” mas ganham menos do que o ordenado mínimo da noruega…
    Mas se julgam que vão ficar por aqui desenganem-se.Estes gajos não fazem contas.Falta dinheiro?Aumentam-se os impostos e todo o mundo acaba no socialismmo de miséria que sempre caracterizou os paises comunistas… quem é que nos salva da merda QUE ESTES GAJOS nos têm andado a fazer?
    Já repararam no custo do sistema político, no dos assesores e lugares de nomeação?Na riqueza da representação popular para lixarem os indígenas?
    Não temos um país são não somos governados por mafias calabresas e sicilianas e ai de quem refile que os apaniguados logo aparecem a justuficar as migalhas que recebm…

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  22. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Julho, 2008 21:51

    Depois destas recentes actividades das “juventudes” em que a paneleiragem foi tema de promessa está quase esgotado o catálogo de “conquistas/ofertas”.
    Desconfio que a pr´xima deve ser as “juventudes” se oporem á queima da droga apreendida que eles tartarão de colocar nos mercados dos bairros problemáticos para a juventude se poder drogar sem causar “desassossego” ás populações…
    As forças policiais deverão evoluir para levar a criminalidade ás prais numa de guias turisticos e nadadores salvadres…

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  23. portela menos um's avatar
    portela menos um permalink
    20 Julho, 2008 22:09

    Anónimo Diz:
    20 Julho, 2008 às 9:21 pm

    Já dei para esse peditório!

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  24. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    20 Julho, 2008 22:24

    OH! Anónimo e se o mal é mesmo desta sociedade e deste sistema económico que leva o pessoal a pensar que pode ter tudo? Há gente a trabalhar (com emprego) que ganha menos que o pessoal dos bairros sociais.Trabalhar para quê? Não são os pobres das barracas que ganham muito são os trabalhadores que ganham pouco.É preciso toda a gente pensar que vale a pena trabalhar se não até os especuladores vão acreditar que merecem o que ganham!

    Admiramos os pópós de luxo,não admiramos o mérito e isto tambem se aplica aos empreendedores cá do burgo.Está tudo virado do avesso!

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  25. Desconhecida's avatar
    mac permalink
    20 Julho, 2008 22:28

    Uma coisa é haver pobres, outra completamente diferente são os subsidio-dependentes. Há pobres que matam-se a trabalhar só para trazer mais meia dúzia de euros para a mesa; há pobres que apesar de terem calotes nos mini-mercados de esquina, quando recebem o ordenado esforçam-se para os pagar, há pobres, que, apesar da sua pobreza, ensinam aos filhos que não se deve roubar, e que devem respeitar os professores e forças de autoridade.
    Os subsidio-dependentes recebem por nada fazer, e todos eles têm idade e força mais que suficiente para trabalhar, além que a maior parte dedica-se a actividades ilicitas e têm altos carros à porta.

    O discurso do Luis Moreira não é politicamente correcto, mas também não tem de o ser. Quando eu vejo entregarem casas novas em folha de um qualquer bairro social recem-inaugurado, também me apetece pegar numa Uzi e começar a fuzilar toda a gente ali, pois eu se quero uma casa nova, tenho de a comprar, pedir um empréstimo ao banco e passar os restantes 30 anos a pagá-la, e toda a gente sabe que as prestações não estão tão baixas quanto isso.
    A este pessoal, que não passam de parasitas, é-lhes tudo dado…

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  26. Dona Aldegundes's avatar
    Dona Aldegundes permalink
    20 Julho, 2008 23:02

    Ai que ricos pobrezinhos, são tão quiduchos!…
    Deviam dar um plasma a cada família.
    E um BMW também.
    Trabalhar é mau.
    Faz calos (Os ciganos não gostam de calos).
    Queima as pestanas.
    Estraga o sossego.
    E a boa vizinhança.
    ‘Tão a ver?

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  27. Minhoto's avatar
    Minhoto permalink
    20 Julho, 2008 23:29

    Ó Dona Aldegundes por acaso a senhora não é tia do Piscoiso?

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  28. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Julho, 2008 03:53

    O POBRE! achei piada. alto sound bite.

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  29. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    21 Julho, 2008 09:34

    Não há “táfico de droga”. Há uma rede comercial que fornece aos consumidores um produto que estes desejam, e que é pago a preços de mercado.

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  30. Bruno Ribeiro's avatar
    21 Julho, 2008 10:39

    Pergunta simples: quantos dos que aqui comentam conhecem o Bairro do Aleixo? E por conhecer não digo ter visto uma reportagem na tv ou lido num jornal a opinião de um qualquer intelectual que fez uma visita de propaganda ao bairro; refiro-me a conhecer as pessoas que lá vivem e compreender o seu modo de vida.

    É que falar do ponto de vista teórico é muito bonito, mas era melhor conhecer e entender as realidades antes de se mandar “postas de pescada” a torto e a direito. Conheço perfeitamente o Aleixo, bem como outros bairros sociais do Porto e arredores (S. João de Deus aka Tarrafal, Cerco do Porto, Falcão, Contumil, Carreiros, Outeiro…) por experiência pessoal e por ter amigos e conhecidos que aí vivem. É verdade, nem todos os habitantes desses bairros sociais são traficantes ou consumidores de droga, não se dedicam ao roubo nem a viver dos subsídios públicos. O problema é que aqueles que vivem desses expedientes têm nos bairros sociais o seu habitat perfeito.

    Vamos lá ver se vocês entendem: a polícia só entra nestes bairros em show-off ou com a “autorização” dos moradores! O sistema de tráfico de droga está muito bem montado e, mesmo aqueles que não traficam, ajudam porque têm a ganhar com isso. Podemos encontrar miúdos que desde os 8 anos servem como sentinelas dos traficantes e que mais tarde começam a traficar tendo a escola como ponto de venda. No Bairro do Aleixo o infantário que existe está protegido por grades mais parecendo uma prisão, mas que neste caso protege aqueles que lá estão dentro do que se passa cá fora. O recreio é depósito de seringas usadas pelos toxicodependentes que usam a torre mais perto como poiso. Em algumas torres não é possível passar do rés-do-chão sem pagar “portagem”. Alguns de vocês nem sequer imaginam o que se passa dentro de algumas casas quer em termos de completa destruição das mesmas (remoção dos tacos para fazer uma fogueira), quer pela falta de condições de algumas famílias (como por ex. 17 pessoas a viverem num T2).

    O maior erro urbanístico na cidade do Porto foi preferir os bairros sociais à recuperação das “ilhas” típicas e onde estas pessoas viviam. A demolição do Bairro do Aleixo é necessária e urgente! Só que não conhece a realidade do bairro pode colocar tal em causa.

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  31. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    21 Julho, 2008 11:21

    O mesmo que escriviu isto (1) também escriviu esto outro (2); e mais com este advertimento: “Só quem não conhece a realidade do bairro pode colocar tal em causa”.
    Nao vai ser que, em ressumidas contas, ele mesmo nao passou mais além de ir ver o filme “Tropa de élite” e de aí as consequencias dos seus analises?

    (1)
    “Pergunta simples: quantos dos que aqui comentam conhecem o Bairro do Aleixo? E por conhecer não digo ter visto uma reportagem na tv ou lido num jornal a opinião de um qualquer intelectual que fez uma visita de propaganda ao bairro; refiro-me a conhecer as pessoas que lá vivem e compreender o seu modo de vida.

    Vamos lá ver se vocês entendem: a polícia só entra nestes bairros em show-off ou com a “autorização” dos moradores!

    (2)
    Que Blogger Gostaria de Ver Nua?

    Não, não é nenhuma estratégia de linkbait da minha parte! Esta é basicamente a questão que a Playboy está a colocar aos seus leitores. A revista masculina tem no ar um inquérito em que pede aos seus leitores para elegerem a blogger mais sexy da web. À vencedora será feito um convite para posar para a revista. Ao todo são 9 as “candidatas” desta iniciativa que, mesmo que rotunde num falhanço em garantir uma capa 2.0 para a revista, tem o condão de aumentar o buzz em torno da marca playboy na blogosfera (não que precise, entenda-se!).

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  32. Bruno Ribeiro's avatar
    21 Julho, 2008 11:53

    Pois parece-me óbvio que fui eu que escrevi as duas coisas. Basta para isso carregar no link que aparece sob o meu nome nos comentários e ir ver o blog. E também já escrevi muitas outras coisas em outro blog, é só ir lê-lo se quiser. Não gosto muito de anonimatos.

    Quanto ao filme “Tropa de Elite” não o vi nem tenho interesse em vê-lo. E como já disse, tendo em conta que conheço na perfeição a realidade dos bairros sociais portuenses porque já neles passei muito tempo e tenho amigos em vários, é verdade: a polícia só lá vai em show-off ou com a “autorização” dos moradores!

    Entretanto, se quiser explicar o que tem a ver eu falar de uma iniciativa da Playboy num blog sobre marketing, com a minha opinião sobre o Bairro do Aleixo, a malta agradece! E já agora, veja lá se assina os comentários que isso de ser anónimo é para fracos e mentirosos.

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  33. Ellcaseiimunitates's avatar
    Ellcaseiimunitates permalink
    21 Julho, 2008 12:17

    É trágico como os mesmos que acham que os problemas da Quinta da Fonte tem apenas origem na “guetização” do mesmo e no caso deste bairro do Porto não achem que o seja.
    Em que ficamos?

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  34. Desconhecida's avatar
    Bafo D'Onça permalink
    21 Julho, 2008 12:42

    Escreve bem o Bruno qunado descreve o Aleixo. Nada a apontar.
    A realidade deste e de outros polos de habitação social é esta e vai piorar.
    A passividade, a cobardia, e o oportunismo político, têm contribuiido para o estado a que isto chegou.
    Se não houvesse tanto facilitismo o país na sua generalidade não estaria tão atrás.
    Que motivação tem um operário de uma fábrica para trabalhar pelo salário mínimo, quando o vizinho do lado vive melhor á custa dos subsidios.
    A habitação social nunca devia ser definitiva. O atestado vitalicio de carenciado que é passado a muita desta gente, demobiliza-os de procurarem outra vida.
    O mais lastimável de tudo isto é que apesar de toda esta carencia, que é fundamentalmemte uma carência espiritual e de educação e civismo só empobrece o país a todos os niveis.
    Além de causar uma incomensuravel despesa permanente ao Estado, não se vislumbra desse “investimento”, nenhuma melhoria significativa para o país.
    Criou-se a ideia que a acção social é dar aos carenciados a qualidade de vida de quem trabalha.
    Ora isso é que não pode ser.
    Ser carenciado é não poder escolher esta ou aquela oferta. É não poder dizer que não quando lhe surge uma oportunidade de trabalho. Ser carenciado é sugeitar-se á caridade, não é ter qualidade de vida.
    Agora quanto ao Aleixo, em concreto…
    A CMP há muito que tenciona demolir o aleixo, e a meu ver bem.
    Por razões já referidas, que vão desde os interesses imobiliários, à real necessidade de intervenção no bairro é francamente uma solução menos má!
    Sou absolutamente contra o modo como está planeado o realojamento destas familias…
    Realojar familias muitas vezes carenciadas pela propria cabeça, sentenciadas á pobreza e ao degredo pelas suas próprias mãos, em zonas históricas, que vão ser pagas pelo contribuinte mais uma vez. Contribuinte este, por sua vez, que nunca teve uma linha de crédito da CMP, ou o apoio necessário à recuperação de um imóvel na baixa do Porto para habitação própria a custos controlados. Não. A este contribuinte, pagante, não lhe foram simplificados caminhos para remodelar um imóvel, trata-lo convenientemente, e que se assim fosse a cidade teria outra vida, teria, mais dinheiro, menos casas devolutas, uma cidade menos degradada.
    Vai agora a autarquia remodelar á conta de todos nós casas em pleno centro histórico que negou a quem as podia pagar para dar de mão beijada ao pobrezinhos, que muito contribuem para a eleição desta corja, e que as vão deixar sempre ao degredo até que outros planos de intervenção municipal venham fazer aquilo que o contribuinte pagante faria á sua conta, obras de conservação e restauro.
    Então se isto não é incompetência é o quê?
    É política.
    Bafo’s
    P.S. Os carenciados terem o direito á vista para o rio é de mestre!
    E carenciados a viver em condominios fechados com piscina e ferrari á porta enquanto os operários pagam 500€ pelo T2 de 90m2 nos arredores. Isso é que era, não!?

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  35. Justiniano's avatar
    Justiniano permalink
    22 Julho, 2008 10:33

    Acho extraordinário e descarado o argumento de Teixeira Lopes”….desinvestimento…” É a mais pura má fé!!! É de quem só pensa em atirar dinheiro para os problemas!!
    Quando os mitos não funcionam, quando os resultados não se verificam é porque tudo, menos as permissas de onde partiu, foi mal executado!!!
    Um dos grandes problemas dos Bairros Sociais do Porto(e de outras cidades)é exactamente o mesmo problema que têm 99% dos Bairros de Lagos, Abuja, Luanda, Kinshasa, Nairobi, Kampala, Douala, Djamena etc…É o atavismo das suas gentes, a falta de interesse esclarecido no seu futuro e no dos seus!!
    A concentração de atávicos, mentecaptos e outros seres semelhantes no mesmo espaço físico provoca sempre o mesmo efeito em qualquer parte do mundo (é uma lei da física)!!
    A sua demonstração já havia sido feita em Chicago, Paris, Londres, Berlim…
    Que fazer quando tais aglomerações de imbecilidade e degradação se tornam demasiado onerosas para a restante comunidade que as sustenta e se constituem como um bloqueio ao livre desenvolvimento ético dos seus beneficiários!!??
    A resposta de Teixeira Lopes será…investir mais, reabilitar, repetir até à exaustão os erros do passado!!
    A resposta que proponho é…demolir e reequacionar e redimensionar os espaços de habitação social e os deveres dos beneficiários de tal direito em legislação que estabeleça especiais obrigações de custódia sobre um património que é da Autarquia ou do Estado e que avive os beneficiários acerca do seu interesse esclarecido e já agora para desgosto e gosto dos Teixeiras Lopes uma equipazinha de funcionários da Camara para manutenção e fiscalizar o bom uso e custódio do imobiliário para que se não acuse a Autarquia de “abandono”!!!

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  36. GLORIOSO SLB's avatar
    22 Julho, 2008 15:12

    Eheheh a coluna do CAA é como as do pessoal do BE: flexível quando lhes convém…

    No caso do CAA, tudo o que tenha a ver com o FCP e com o Porto basta para esquecer toda a sua suposta “liberalidade” confundindo-se com mais um dos 9.999.980 estatistas deste país!

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  37. Justiniano's avatar
    Justiniano permalink
    22 Julho, 2008 16:59

    ferro Diz:
    20 Julho, 2008 às 8:28 pm
    rotular os moradores do aleixo de traficantes de droga é um comentário que num país a sério terminaria no tribunal.

    Daniel Oliveira Diz:
    20 Julho, 2008 às 5:40 pm
    Sem palavras, tal o calibre deste post. Os moradores do bairro do Aleixo, os que nada têm a ver com o táfico de droga, não têm direito ao bom-nome, não é? São só pobres, não é?

    Nunca vi tantas virgens indignadas com o vitupério ostensivo!!
    Extraordinário de quem vem!!
    Do Daniel oliveira é o que se costuma designar por má-fé, ou venire contra factum próprio se o visado fosse o próprio, uma vez que do mesmo o mais comum será ouvir ou ler vitupérios e invectivas desonrosas que têm por objecto determinadas pessoas, usualmente abonadas na sua fazenda ou mesmo titulares de órgãos de soberania!! Mas lá está estes não são merecedores, para o Daniel, da mesma parcimónia na tutela da honra e bom nome!! Honestidade e coerência!!!
    Quanto ao Ferro, não se esqueça desse seu comentário em nome da constancia e da coerencia…Patrocine-os no foro demandando o João Miranda!!

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