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Talvez seja esta a oportunidade…

21 Julho, 2008

para se discutir a possibilidade de os utentes dos centros de saúde escolherem não só o seu médico como também a possibilidade de os recusar.

Médico doente mental evita julgamento por homicídio e volta a dar consultas

37 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Julho, 2008 10:09

    Acredita que ele vai dar consultas?

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  2. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    21 Julho, 2008 10:23

    «No despacho, a procuradora do MP considera que C.V. é inimputável por sofrer de esquizofrenia paranóide. Mas a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) não teve em conta o parecer e o médico regressará ao trabalho a 12 de Agosto [o anúncio está colocado no centro de saúde].»

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  3. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    21 Julho, 2008 10:34

    Os doentes têm sempre o direito de recusar o médico que lhes é atribuído: basta irem a outro médico qualquer, pagando-o do seu bolso.

    Sempre ouvi dizer que “a cavalo dado não se olha o dente”.

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  4. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    21 Julho, 2008 10:42

    Luís Lavoura os contribuintes já pagam o SNS. Logo para não pagarem duas vezes seria adequado que lhes dessem realmente a possibilidade de escolher ou seja reembolsando-os num determinado montante daquilo que pagam nas consultas particulares. Mas não só. É fundamental que nos serviços públicos as pessoas possam de facto escolher o médico tal como a escola pública para os seus filhos sem estarem sujeitas a critérios burocráticos como a residência ou número disto e daquilo.

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  5. Piscoiso's avatar
    21 Julho, 2008 10:48

    A Ordem dos Médicos abriu um inquérito à conduta do profissional, que aguarda uma conclusão, lê-se na notícia.
    Lê-se ainda que o regresso do médico ao serviço só está previsto para 12 de Agosto.
    Tenho aqui uma estatística que avalia em 87% o número de esquizofrénicos paranóides na imprensa.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Julho, 2008 11:15

    É uma noticia para escandalizar. Bora lá a aproveitar enquanto o nome do médico está no papel do centro de saude. Acreditam em tudo.

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  7. ordralfabeletix's avatar
    21 Julho, 2008 11:19

    “a possibilidade de os utentes dos centros de saúde escolherem não só o seu médico como também a possibilidade de os recusar”

    Essa seria a opcao ideal. Todavia o que a realidade mostra e que ainda ha portugueses que nao tem medico de familia. Porque eles existem em numero insuficiente.

    Claro que idealmente o cidadao deveria poder escolher o seu medico no SNS tal qual o faz no privado. Isso originaria que determinados medicos iriam ter muitos mais doentes que outros. Com maiores listas de espera. Como no privado. Os utentes poderiam decidir se esperavam mais por um medico que achavam melhor ou eram logo atendidos por um medico que achavam menos bom.

    Claro que para isso poder ocorrer os medicos teriam que ser pagos a peca. Acontece que agora um medico de familia se vir 20 consultas por dia (440/mes) ganha menos de um euro por consulta. Como poderia um medico mais procurado ser convencido a trabalhar ate as dez da noite a ganhar 1 euro por consulta? Teriamos entao de lhe pagar mais.

    Acontece que o SNS nao tem dinheiro para lhes pagar mais.

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Julho, 2008 11:49

    Os médicos são sempre “irresponsáveis”.Até me admiro que ainda não tenham condecorado o Dinis que era tão amiguinho dos internados na Casa Pia, desinteressadamente claro e que mercê dum cancro “em vias de o mandar para o céu” levou que fosse libertado.Esse milagre tal como ao médico do post até o levou a tornar a dar consultas no CSaúde de Graça em Lisboa…
    Eu acho que deveriam para “integrar” bem todas as “diferenças” fornecer um diploma de médico a cada preto e a cada cigano…

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Julho, 2008 11:53

    anónimo 8: O racismo é mesmo uma coisa doentia. Vá ao médico. Trate-se.

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  10. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    21 Julho, 2008 11:56

    Quem trabalha mais merece ganhar mais. Quem trabalha menos ganha menos

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  11. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    21 Julho, 2008 13:14

    Com abencerragens como a ministra da saúde nunca haverá direito de escolha de um médico ou serviço. O SNS dá resposta a tudo, dizem eles. Claro que, mal têm uma dor de cabaça vão ao neurologista mais reputado, a plebe que se aguente. O SNS tem centros de saúde onde cada consulta (as consultas na maior parte dos centros são o que se sabe e é vulgar aguardar meses por uma) custa mais de 80 euros. Em vez de perguntarem como é possível, informem-se. Há muita gente a mamar desde o porteiro ao telefonista e só os tiram de lá à força. A saúde cá no sítio é paga duas vezes se quizerem um mínimo de segurança. Se os utentes percebessem de verdade o risco que correm no SNS arranjavam advogados competentes e tratavam dos assuntos em Bruxelas ou no Luxemburgo. Não faltam casos, é só abrir os olhos e não são só médicos esquizofrénicos, essses são raros, há ou outros que se estão nas tintas, uma percentagem muito alta que os nossos jornalistas não cuidam de esclarecer. Perguntem aos nossos emigrantes europeus que eles dizem. Não perguntem à Ordem deles que a resposta é conhecida, são os melhores do mundo.

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  12. PFRS's avatar
    21 Julho, 2008 13:16

    “Quem trabalha mais merece ganhar mais. Quem trabalha menos ganha menos”

    Concordo com a afirmação, no geral. Aplicada ao caso específico, não. Neste caso, trabalhar mais não significa trabalhar melhor. Na maior parte das vezes acontece o contrário. A Medicina não pode ser paga “à peça”. Porque subverte e piora o serviço.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Julho, 2008 13:30

    “A Medicina não pode ser paga “à peça”. Porque subverte e piora o serviço.”

    A medicina é paga à peça no sns e em todo o lado. O estado paga aos hospitais conforme as “peças”, o nº de consultas, etc… deve ser por isso que fica tudo demasiado caro.

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  14. PFRS's avatar
    21 Julho, 2008 13:45

    “A medicina é paga à peça no sns e em todo o lado. O estado paga aos hospitais conforme as “peças”, o nº de consultas, etc… deve ser por isso que fica tudo demasiado caro.”

    Acho que estamos a falar de coisas diferentes. Se pensar um pouco penso que chega lá.

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  15. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    21 Julho, 2008 13:48

    O SNS é muito importante e funciona muito bem ( comparando por exemplo com a Justiça).Mas é preciso introduzir o mérito e a responsabilidade pessoal e criminal.A privada é importante porque permite aliviar a pressão no SNS e fazer comparações.

    Mas é preciso que o pessoal trabalhe em exclusividade e ganhe em conformidade!

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  16. Desconhecida's avatar
    21 Julho, 2008 13:54

    Os Médicos sempre foram uma “casta”.

    “Abril” veio para acabar com as Corporações, mas de “Abril” só já resta alguma liberdade de expressão.

    “Abril” só persistirá se a UE se mantiver à tona. Não se convençam os Donos do Regime que o mesmo se aguentará se a UE se afundar, isto é, a Aelemanha se fartar de aguentar uns quantos “penduras”….

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  17. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    21 Julho, 2008 14:11

    Parabéns ao Luís Moreira que nunca teve um familiar a quem marcaram uma consulta para três meses num doente a quem o hospital da área tinha recomendado investigação urgente e morreu de cancro digestivo seis meses depois em incrível sofrimento. Parabéns ao Luís Moreira que ainda não teve um amigo com uma cardiopatia grave visto de borla por um cardiologista amigo com recomendação para fazer exames urgentes. Foram recusados por a “médica de família”, miserável eufemismo inventado para enganar os incautos, não poder “transcrever” esses exames – “ordem superiores”. A idiota nem sequer percebeu que o mais difícil estava feito e considerou que se tratava de transcrever as análises! O mesmo se está a passar em centenas de casos para infelicidade de pessoas que andam a ser enganadas como tendo assistência médica real. A propósito, existe algum tipo de avaliação dos médicos cá no sítio que permita garantir que estão minimamente actualizados para o exercício da sua profissão?
    Parabéns ao Luís Moreira que nunca tem de ir ao seu médico de família passar um atestado médico porque os colegas da privadada não estão proibidos de o fazer. Pena que a URSS tenha sucumbido às investidas dos neocons e outros capitalistas desenfreados. Seria lá local ideal para os Luíses Moreiras. Eles lá sabem quando escrevem que o SNS funciona muito bem.

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  18. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    21 Julho, 2008 14:41

    Hmmm, tanto quanto sei o nosso SNS está bastante bem cotado em termos de qualidade de serviço… Ora deixa cá ver aonde está isso…

    Click to access whr00_en.pdf

    12 ou 13 (dependendo do método) em 191

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  19. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    21 Julho, 2008 14:44

    Eu cá, quando tenho maleitas, vou ao Professor Bambo.
    Ás vezes também consulto o Prof. Karamba.
    Fiquem bem.
    Saudinha!
    Xau Xau!

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  20. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    21 Julho, 2008 14:59

    Todos os dias o SNS faz bem milhares de actos médicos.Não é por aí.Tambem lhe podia dizer que se não tiver carcanhol (o que compra actos médicos e medicamentos)ficará á porta dos privados.

    O SNS é muito cotado em termos internacionais por muito que isso lhe custe.É preciso melhorar? Claro que sim!Mas não é para deitar fora como se tratasse de algo sem valor.Se conhecesse alguma coisa de políticas de saúde saberia que em Portugal há pelo menos 2 Milhões de pessoas que não podem pagar saúde privada e que em termos de qualidade não há nenhuma evidência que a privada seja melhor.

    junte-se aos que têm propostas para melhorar o SNS e a sua articulação com a privada.

    Quanto á U.Soviética há gente,como você,que tem muitas saudades e passa o tempo a falar dela.Eu não tenho saudades nenhumas e nunca tive.

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  21. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    21 Julho, 2008 15:02

    Caro Carlos Duarte, em caso de não ter eparado estamos em 2008.
    Essa artimanha velha das estatísticas vai permitir demonstrar que os nossos alunos são os que obtém melhores performances em matemática, para o próximo ano em português também, já há quem esteja a tratar disso. Se em vez de embandeirar em caducidades arranjasse alguém credível para perguntar a um número estatisticamente significativo de emigrantes sobre o que pensa do seu SNS talvez tirasse conclusões. Não as revelaria decerto.
    Tapar o sol com a peneira por enquanto resulta.

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  22. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    21 Julho, 2008 15:21

    Jupiter

    O que você diz do SNS não é repetido por ninguem,nem mesmo pelos privados que se estão a instalar.Há rácios que estão ao melhor nível mundial.Portugal é reconhecido como tendo dos melhores resultados em termos de mortalidade infantil e em actividades tão complexas como as cirúrgias cardio toráxica e de transplante hepático.Só para lhe dar dois exemplos.Há problemas,claro que sim, mas eu sofri na pele quando era difícil apontar esses males no sítio certo.Não deixe que a ideologia o ponha a falar de coisas que claramente não domina.Dizer,por exemplo, que era necessário que a medicina privada fosse o contraponto a uma medicina fechada em corporações em e interesses instalados.

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  23. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    21 Julho, 2008 15:40

    Caro Jupiter,

    Conheço (não muitos, alguns) estrangeiros a viver em Portugal, nomeadamente Ingleses, que dizem maravilhas do nosso SNS, especialmente os serviços hospitalares. Idem para Alemães.

    O SNS tem problemas (como disse o Luís Lavoura), especialmente no nível básico de acesso, i.e., consultas de clínica geral nos centros de saúde, com alguns centros a estarem completamente a rebentar pelas costuras – o que resulta em prazos incríveis para consultas. A parte de enfermagem, por outro lado, funciona bastante bem.

    Quanto à história das urgências, que são normalmente muito faladas, grande parte deve-se ao incorrecto uso das mesmas pelas utentes, que as “enxameiam” com dores de ouvidos e tosse que, convenhamos, de urgência na grande maiorio dos casos tem pouco.

    De resto e do que sei, a taxa de morbilidade no pós-operatório é bastante baixa, temos o 2º ou 3º melhor serviço MUNDIAL de neonatologia e obstétricia, com um número extremamente baixo de mortes durante / após o parto, um bom serviço cardio-toráxico…

    E tudo isto com um custo mínimo para o utente (é óbvio e eu sei que já pagaram via impostos… mas eu, que vou ao “privado” para muita coisa, não me importo de contribuir, ao contrário das ota’s, tgv’s e afins).

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  24. ordralfabeletix's avatar
    21 Julho, 2008 19:30

    ‘A Medicina não pode ser paga “à peça”. Porque subverte e piora o serviço.’

    No privado funciona assim. O medico ganha por consulta e por cirurgia. E quanto mais qualidade oferece, mais trabalho tem. Oe seja ocorre o inverso do que postula. O trabalhar a peca estimula a trabalhar com qualidade. Porque que precisa de um medico escolhe o que trabalha melhor. E isso faz com que quem trabalha elhor trabelhe mais.

    ‘A propósito, existe algum tipo de avaliação dos médicos cá no sítio que permita garantir que estão minimamente actualizados para o exercício da sua profissão?’

    Um medico depois da licenciatura faz exame de acesso a especialidade, Depois no final do internato faz exame para ter o titulo de especialista. Depois para passar a assistente hospitalar graduado faz novo exame. E finalmente para ser chefe de servico volta a fazer exame. Alem de que em muitas especialidades para iniciar uma nova tecnica tem de fazer cursos (teoricos e de treino cirurgico) para ser certificado para a referida tecnica. Na sua profissao Jupiter quantos exames fez depois da licenciatura?

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  25. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    21 Julho, 2008 20:38

    Pois, o SNS é de facto excelente. Os respectivos utentes é que ainda não se aperceberam disso.

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  26. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    21 Julho, 2008 21:00

    Todos os dias se apercebem disso, milhares e Milhares.Os que entram doentes e saem tratados!

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  27. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    21 Julho, 2008 22:55

    Quem disse que não se praticam actos médicos exemplares no SNS?
    Até na nigéria isso acontece. É pena que os melhores tenham iniciado a debandada, é público e notório, mas ninguém comenta quanto é que a destruturação dos hospitais portugueses mais credenciados vai custar aos doentes. Transplantações, sim senhor mas é esse indicador que faz pender a balança de um SNS? Quem disse que o privado é a solução? Alemães e ingleses satisfeitos com as consultas dos centros de saúde? Alguém lá viu algum ?
    Os famosos concursos hospitalares são, segundo me informam pessoas de lá de dentro, uma grande escandaleira, terá havido casos em que as impugnações paralisaram parte de alguns serviços. É dessa avaliação que o ordral gosta?
    O Luís Moreira não gostou da evocação da URSS, paciência, mas que o SNS cada vez se parece mias parece.

    A falácia acompanha os predadores dos impostos dos portugueses indefesos:
    Tribunal de Contas apura dívida de dois mil milhões
    Falta de informação, falta de rigor, uma metodologia errada, dívidas acima do apurado, endividamento crescente dos hospitais. É o retrato da situação económico-financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS), feita pelo Tribunal de Contas (TC).

    Num relatório sobre o SNS em 2006, o TC aponta falta de transparência às contas da saúde. E sustenta que algumas das melhorias registadas (por exemplo, a diminuição do défice financeiro global do SNS) resultam de mudanças no tratamento dos dados. Ou seja, não são melhorias reais.

    A lista de reparos é extensa. Se os números oficiais apontavam para dívidas do SNS no valor de 1989 milhões de euros, em Dezembro de 2006, o TC diz ter chegado a outro montante – 2214 milhões de euros. Deste total, 84% são dívidas a fornecedores. O relatório acrescenta que o “endividamento mais significativo ocorreu no grupo dos hospitais EPE [Entidades Públicas Empresariais], verificando-se uma tendência crescente em todas as entidades.” No caso dos EPE, o Tribunal conclui que a dívida apurada em 2006 supera em 51,9% o montante do ano anterior. E, também aqui, o TC chega a números diferentes dos oficiais – onde as contas do Ministério encontraram 846 milhões de dívida, o TC encontrou 1047 milhões.
    Os juízes conselheiros referem ainda um “agravamento do prazo médio de pagamento a fornecedores”, que no caso dos hospitais do sector público administrativo passou de 3,7 meses em 2005 para 6,7 meses em 2006.
    O relatório é ainda mais incisivo quanto à falta de informação rigorosa. Reportando-se a 2005, os juízes conselheiros sustentam que os números do saldo financeiro do SNS – que registaram naquele ano uma melhoria de 140% – se devem a uma questão de metodologia. É isto que explica o saldo positivo de 27 milhões de euros – “em vez de um défice de 68 milhões de euros correspondente ao saldo do universo real”. O relatório acrescenta que a metodologia seguida pelo IGIF (Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde) para “tornar o universo dos hospitais comparável” foi também responsável por uma redução de 25% do défice financeiro global do SNS. Como já sucedia em 2005, aponta o TC, a informação económico-financeira do SNS “continua a não dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira” daquela entidade. E a metodologia de consolidação das contas não garante que o “resultado dessa informação seja exacto e integral”.

    Será que com estas contas se pode esperar o benefício dos pobrezinhos ou será melhor dar-lhes gato por lebre enquanto o orçamento aguentar?

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  28. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 08:52

    Caro Jupiter,

    Como lhe disse, eu CONHEÇO pessoas (inglesas e uma alemã) que dizem maravilhas do nosso SNS. E se der uma volta por “sites” de expatriados vai encontrar a mesma coisa.

    Quanto às “transplantações” (suponho que será “transplantes”) e restantes serviços hospitalares, são uma parte muito significativa do SNS. Na minha opinião, são a parte mais importante uma vez que os centros de saúde deveriam ser reduzidos ao estatuto de urgências locais e enfermagem, funcionando o serviço de diagnóstico primário (i.e. médicos de família) à “alemã”, i.e., sendo o utente livre de consultar um qualquer médico, sendo este ressarcido pelo SNS (obviamente, o médico seria livre de aderir ou não ao SNS).

    Quanto às dívidas e por aí fora, não tem absolutamente nada a ver com o desempenho do SNS em termos clínicos.

    Aliás, eu gostaria de saber quais são as suas “soluções” para os problemas do SNS… o que se deveria fazer?

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  29. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    22 Julho, 2008 12:19

    REGULAMENTO ELEITORAL DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE TRANSPLANTAÇÃO

    Caro Carlos Duarte, o termo transplantações usado oficialmente.
    Artigo 1º
    (Periodicidade das Eleições)

    Devem realizar-se de dois em dois anos eleições para os Orgãos Dirigentes da Sociedade Portuguesa de Transplantação. Para o efeito será convocada uma Assembleia Geral eleitoral, que em principio deverá ter lugar aquando da Reunião Cientifica anual da Sociedade.
    Ainda bem que aproximamos os nossos pontos de vista: “os centros de saúde deveriam ser reduzidos ao estatuto de urgências locais e enfermagem, funcionando o serviço de diagnóstico primário (i.e. médicos de família) à “alemã”, i.e., sendo o utente livre de consultar um qualquer médico, sendo este ressarcido pelo SNS (obviamente, o médico seria livre de aderir ou não ao SNS)”.
    Já noutro aspecto estranho não compreender que tudo o que é dívida acaba por afectar o desempenho dos profissionais:
    “Quanto às dívidas e por aí fora, não tem absolutamente nada a ver com o desempenho do SNS em termos clínicos”.
    Quanto às soluções, a seu tempo lhe posso dar algumas dicas, mas o sistema holandês aponta certamente no bom caminho.

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  30. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 14:50

    Caro Jupiter,

    Agradeço a correcção em relação aos termos.

    Quanto ao SNS, o facto de eu achar que a assitência primária poderia ser melhorar não implica que concorde consigo em relação ao estado do SNS, que acho bastante razoável.

    Quanto ao sistema holandês, não percebi. Tirando a não-gratuitidade do SNS lá do sítio a partir um certo valor de rendimentos e poder escolher médico de família, não vejo diferenças. Inclusivé, e segundo o que li, para ir a um especialista ou para pedir exames pagos (mesmo que passados por um especialista) tem de passar obrigatoriamente pelo médico de família de novo (o que é, na minha opinião, uma estupidez). Ou seja, as diferenças nem são muitas.
    ,

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  31. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    22 Julho, 2008 16:33

    Caro Carlos Duarte, pelo seu comentário:
    “Tirando a não-gratuitidade do SNS lá do sítio a partir um certo valor de rendimentos e poder escolher médico de família, não vejo diferenças”, não vamos poder entender-nos. É que você próprio assinala essas diferenças substanciais ao mesmo tempo que as negligencia. Pois é a partir daí que se faz toda a diferença. Se tiver dúvidas vá lá e certifique-se como tudo funciona sobre rodas sem gastos excessivos e com o agrado geral de utentes e profissionais.
    Comece por consultar, http://www.commonwealthfund.org/publications/publications_show.htm?doc_id=362702
    “In the Netherlands a nation of just over 16 million people spends 9.8 percent of its gross domestic product on health care, below the spending levels in Germany, France, and Canada and more than one-third less than the percentage spent in the United States. Even under the constraints of this budget, the Netherlands has implemented a number of health sector reforms that have led to important quality improvements”.
    Pode dizer que o sítio não é a Holanda, terá razão nesse ponto, não há a politização na saúde a começar pelo porteiro, há respeito generalizado por quem sofre, não se brinca com os números e há formação autêntica desde os bancos da escola.
    Esperemos pelo dia em que os olhos dos utentes se abram, pode ter a certeza que cairão em cima do seu SNS processos sobre processos que para além de todas as irregularidades, despesas sumptuárias com as administrações rosa (de que porventura estará a par) e gastos incontroláveis com infecções pós operatórias em série, para lhe dar só um exemplo, tornarão o sistema inviável.

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  32. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 17:17

    Caro Jupiter,

    No link que indicou, a única conclusão que se retira é que o sistema de saúde nos EUA é uma desgraça (que não é novidade nenhuma). Os valores de gastos com os SNS em França são semelhantes que na Holanda, o sistema francês é parecido com o Português e os resultados (em termos da OMS) são melhores que os Holandeses… O SNS Espanhol é consideravelmente mais “barato” que o Holandês e o regime é parecido com o nosso.

    O problema principal do SNS não é tanto com o modelo (apesar de eu o achar melhorável e aparentemente concordamos com parte do método) mas de topo e de base. De topo, com gestões incompetentes e gastos excessivos e de base, com uma cultura de abuso e não de uso do SNS. Mas em termos do serviço prestado, continuo a afirmar que o acho bastante razoável, mesmo comparado com outros países.

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  33. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 17:22

    Quanto aos processos (desculpe, mas só vi o final do seu post agora), eu preferia que começasse por processos em cima dos tipos que vão às urgências com constipações ou que chamam o INEM porque alguém deslocou um braço…

    Quanto às infecções, nós temos níveis de morbilidade pós-operatórias baixas e dentro dos padrões internacionais. Eu tenho muito receio dos processos a médicos / hospitais, salvo em casos de incompetência grosseira, porque acabarão por transformar a medicina numa prática defensiva, com custos excessivos para os riscos, com diagnósticos cautelistas e com o aumento da hipocondrismo geral (que já é elevado por estas bandas).

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  34. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    22 Julho, 2008 17:40

    Carlos Duarte, você afirma que “o sistema francês é parecido com o Português”, confirme junto dos nossos expatriados que lá vivem há muitos anos e ouvirá a resposta certa. Eu penso que você sabe muita coisa, tem dados estatísticos truncados (Quanto às infecções, nós temos níveis de morbilidade pós-operatórias baixas e dentro dos padrões internacionais) até um ex-ministro a quem tiraram o tapete se fartou de alertar para os médicos que raramente lavam as mãos. De facto tenho sido obrigado a frequentar alguns hospitais centrais e raramente vi médicos a lavar as mãos. O Carlos Duarte não quer assumir a realidade.
    Está em boa companhia mais o esquizo que vai continuar no centro de saúde a ver doentes. O problema é que nem todos se deixam enganar:
    “Na grande maioria dos hospitais portugueses, os blocos operatórios funcionam com apenas dois enfermeiros quando o recomendado pelos organismos de saúde de todo o mundo é um número nunca inferior a três: um enfermeiro-anestesista (que acompanha o processo anestésico do doente), um instrumentista (que presta assistência ao médico durante a cirurgia ao nível de instrumentos) e um enfermeiro circulante (que dá apoio aos outros dois elementos da equipa de enfermagem, assegurando ainda a gestão do controlo de infecção em sala). “Três enfermeiros perioperatórios é o ideal para que tudo corra com a maior das seguranças. Um circula, outro instrumenta e outro apoia a anestesia. Nenhum é mais importante que os outros. O grau de responsabilidade é exactamente o mesmo e todos estão lá para garantir a segurança do doente. Porém, a maior parte das vezes estão apenas dois enfermeiros por sala”. Maria José Dias Pinheiro.

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  35. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 18:39

    Caro Jupiter,

    Não falei em lado nenhum em lavagem de mãos. Sei que houveram problemas aqui no S. João que já foram resolvidos por ordem da direcção. Há outras coisas com as quais não concordo e que acho que devem ser remediadas (como por exemplo proibir a saída das pessoas do hospital com as batas de serviço). Agora, garanto-lhe que a higiene numa sala de operações nos hospitais que conheço é boa e de acordo com o exigido.

    Quanto à citação que apresenta, vinda da presidente da Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses, permita-me que desconfie de algum enviesamento. Em relação a ter três enfermeiros na sala, tanto pode dar jeito como pode atrapalhar. Na maior parte dos blocos, quando existem internos de especialidade, eles substituem-se muito bem a enfermeiros (como no caso da anestesia). No entanto, não vejo porque não a existência de mais enfermeiros. Como é óbvio, isso representa uma subida do custo por operação.

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  36. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    23 Julho, 2008 15:49

    Caro Carlos Duarte, está visto, se não se percata, em caso de remodelação ministerial, você vai acabar em secretário de estado da saúde.

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  37. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    23 Julho, 2008 16:28

    Conselho ao cidadão Carlos Duarte: o seu discurso baço e desculpabilizante sobre o tema escorrega no lodo de uma ideologia ultrapassada, está preso a falácias. Esforce-se por se libertar desses curto-circuitos, ao menos na blogosfera, espaço talvez transitório de liberdade. Reconheça ao menos que a opção livre de cada cidadão relativamente aos serviços que procura é um bem inestimável.

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