Em bom português…
18 Agosto, 2008
Vanessa Fernandes entende que há atletas portugueses que desconhecem o significado de viver em desporto de alta competição e lembrou que a «alta competição não é brincadeira nenhuma».
«Não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Muitos não vêm bem a realidade das coisas. Não têm a noção do que isto significa. Se calhar por termos facilidade a mais», explicou em Changqing, na China. (…) «É que há pessoas a quem lhes é igual ficar em 50º ou 20º ou o que quer que seja.»
54 comentários
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Não vêm bem?
Olha, esta foi da TSF e o parrôto do Dasse não se vem com ela.
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É o reflexo do país de onde vêm. Felizmente uns poucos, que se dedicam à coisa de corpo e alma, conseguem elevar-se acima da mediocridade, mas sempre com muito esforço e dedicação (como não pode deixar de ser).
É interessante fazer o paralelo com a educação, p.ex., onde, apesar da mediocridade geral resultante da total falta de responsabilização e do facilitismo reinante, vão havendo pequenos “milagres”.
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Foi azar. Logo numpost que diz ser “em bom português…”
Em bom português, é mais “vai havendo pequenos milagres” do que como ficou aí acima.
E quanto amilagres aí é que reside a questão. Continuamos a acreditar em milagres e que um dia virá um qq salvador da pátria para nos tirar da pobreza.
Errado.
A Sª. de Fátima detesta Jogos, e então os do Olimpo…
MFerrer
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Isto é sintomático da falta de responsabilização no todo social.Já falta pouco para a anarquia total.Penso que por culpa de alguns pensadores anarco-libertários.
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Mais valia estar sossegada.
Era apontada como a maior favorita, tinha ganho centenas de provas, fez uma preparação milionária e depois ficou-se pelo segundo lugar.
Como CAA já várias vezes disse, lembrando Scolari, é apenas o primeiro dos últimos.
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É óbvio que há modalidades que não merecem o apoio que têm tido. E não se fala da obrigatoriedade de conquistar medalhas. Por exemplo, no Judo a representação portuguesa foi digna, apesar do insucesso. Os judocas lutaram, venceram combates, alguns como João Pina choraram as derrotas, e verificamso que estvam à altura de conquistar as medalhas. O mesmo na vela, onde até podemos nem conquistar medalha alguma, mas os nossos velejadores, sem excepção andaram na luta pelos lugares cimeiros. Estes são exemplos de modalidades em que o apoio deve ser reforçado.
Já modalidades como o tiro em que o Presidente se inscreve como treinador só para ir passear a Pequim, devia ser excluida de qualquer representação pelo menos enquanto não excluior o actual Presidente.
Na natação repete-se um problema crónico. Há uma série de atletas que conseguem mínimos olímpicos, mas esses resultados apenas dão para que o melhor dos portugueses obtenha um 20º lugar. Assim, não vale a pena lá ir. Pelo menos, integrados na Prepol, a receberem um subsídio mensal. E no atletismo, onde se espera que cheguem mais duas medalhas por Nelson Évora e Naide Gomes ( e quem sabe uma surpresa na marcha feminina), qual o sentido de deslocar atletas só para “participarem” nos jogos? Tipo prémio “ganhou uma viagem aos jogos”. Se seleccionarmos melhor os atletas a apoiar, poderemos apoiá-los melhor se não desperdiçarmos recursos a apoiar turitletas.
Mas o caso mais escandaloso é o de Sérgio Paulinho. Que durante 4 anos recebeu uma bolsa mensal para se preparar para os Jogos, e acabou por não ir a Pequim. Alegando doença. Curiosamente, a prova de ciclismo em Pequim era a 9 de Agosto e a 10 ele competia pela sua equipa a Astana numa prova em França. (http://diariodigital.sapo.pt/new/news.asp?section_id=123&id_news=344317.Ser)á que o COI não tem legitimidade para exigir que o ciclista devolva todo o dinheiro recebido já que estamos perante um caso de burla?
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“Era apontada como a maior favorita, tinha ganho centenas de provas, fez uma preparação milionária e depois ficou-se pelo segundo lugar.”
Era apontada como favorita juntamente com outras. Sabe o F.A. quantas provas ganhou a Vanessa em que a Snowsill tenha participado? E quantas perdeu com ela? A Vanessa esteve bem e o 2º lugaer é excelente.
Se olha para as competições vê que todos os atletas festejam efusivamente as medalhas conquistados. Eles, bem melhor que o F.A, saberão o significado das mesmas. Por isso é um disparate o que afirma.
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Por isso é um disparate o que afirma.
Meu caro, disparate é não ter tido a humildade de ficar calada ou então ter falado antes de ter a medalhinha aconchegada ao peito.
Quanto aos cv. de uma e outra consulte o site oficial.
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Para o CAA:
Esta manhã. bem cedinho, Gustavo Lima poderá conquistar uma medalha (prata ou bronze) em vela, na classe LASER. O Gustavo Lima é atleta do Clube Naval de Cascais, mas é um assumido portista. Merecedor pois que o CAA quebre a sua regra de não ver os jogos, e acordar um pouquinho mais cedo para espreitar a sua regata.
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«Meu caro, disparate é não ter tido a humildade de ficar calada ou então ter falado antes de ter a medalhinha aconchegada ao peito.»
Estou com o Fado Alexandrino.
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“Quanto aos cv. de uma e outra consulte o site oficial.”
Já os conhecia. Mas posso recordar, para quem não saiba, que nas dezenas de vitorias da Vanessa, de 2006 até hoje, a Vanessa venceu quatro vezes a Snowsill. E perdeu quatro. A Snowsill é três vezes campeã do Mundo e a Vanessa uma. Por isso sugerir que a Vanessa tinha obrigação de ganhar é, repito, um disparate.
Quanto ao ter falado depois da medalhinha, presumo que terá falado, instada a comentar declarações de atletas que assumiram que foram passear aos Jogos em qualquer tipo de ambição quanto mais não fosse de superação pessoal.
Por exemplo não se critica um Edivaldo Monteiro que foi eliminado à primeira nos 400b. mas fez o seu melhor resultado do ano. Agora atletas que fazem marcas escandalosamente abaixo do que já fizeram merecem esses comentários e outros mais cáusticos ainda.Sugerir que há arrogância da Vanessa revela não conhecer a personagem. Simples e humilde, de uma família simples, simplória diria. Como todas as suas declarações têm revelado.
Disparate ainda é desvalorizar uma medalha olímpica. Da Vanessa ou do Gustavo, da Naide ou do Nelson. Leia o que disse o Phelps das medalhas que ganhou em Sydney.
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A RTP1, hoje, logo a seguir ao Telejornal, transmitiu uma boa reportagem, de uma jornalista que não recordo o nome, sobre o ambiente em que Vanessa vive com a família. Tão bem filmado que as pessoas nem ligavam à presença da câmara. Cenas legítimas como a avó a tratar da horta à conversa com a neta Vanessa. Trata-se de uma rapariga simples mas dedicada. Tão simples que diz o que pensa. Se disse essas palavras que lhe atribuem, é porque lhas arrancaram, explorando a sua ausência de diplomacia. Outros ganharão medalhas como diplomatas.
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Os jornalistas deviam como nos filmes americanos da policia avisar os atletas nas entrevistas que possuem o direito d eficar calados e que tudo o que dissreem podem ser usadocontra eles. Houve várias manchetes de “ditos” dos atletas que devem ter sido ditos na maior das inocencias e sem pensar que eram importantes. Deram quase titulos, como aquele que diz “de manha só na caminha” e sao assim destruídos os atletas.
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O Phelps, por exemplo, não manda uma p’rá caixa.
Come, dorme e nada.
Agora, o que está é rodeado de uma organização que o impede de dizer “bacoradas” on the record.
Se alguém à volta da Vanessa impedisse que os jornalistas a entrevistassem sem uma agenda prévia, diziam logo que a culpa era do governo.
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A vedeta Vanessa devia era ficar calada. O papel dela é competir e ainda pode melhorar. Não tem que tecer comentários sobre o profissionalismo dos outros atletas. Aliás, nunca simpatizei com a Vanessa Fernandes. Aquela “simplicidade” cheira-me a populismo…é uma bajuladora que vem sempre dizer o que as pessoas querem ouvir (a bandeira, o hino, uma Scolari look-alike). Mas não é burra nenhuma, com este lambe-botismo tem conseguido uns bons patrocínios. E quanto à Naíde, foi pena. Só falta a Vanessa vir dizer que a Naide não é uma profissional. Esquece-se é que o Triatlo é um desporto sem expressão nenhuma (tipo corridas de caricas) e aqueles que ela classificou como pouco profissionais, praticam desportos que estão muito mais desenvolvidos.
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Suspeito que o ambiente na comitiva deve ser péssimo. A meio da competiçao já a organizaçao desata a deitar culpas para os atletas. Que tristeza de pessoas.
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É preciso não se ter um pingo de seriedade para se criticar alguém por “apenas” ter ganho a prata nuns Jogos Olímpicos.
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A Vanessa podia referir que o seu treinador não é profissional…é amador e professor de educação física…é assim que querem excelência?? Milagre é apareceram medalhadas.
Ainda assim, gostava de ver esta ira do povo dirigida à selecção nacional de futebol quando faz figuras tristes. Os maiores falhados de sempre do desporto nacional.
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É curioso que as modalidades desportivas onde temos mais projecção internacional, são o pontapé na bola e o correr a pé.
Coisas de pobres !
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AAC dixit
“Ainda assim, gostava de ver esta ira do povo dirigida à selecção nacional de futebol quando faz figuras tristes. Os maiores falhados de sempre do desporto nacional.”
O futebol português está consistentemente nos 10 primeiros lugares do ranking da FIFA. Se estivéssemos em 10º lugar nestes Jogos Olímpicos já deveríamos ter, neste momento, pelo menos 19 medalhas.
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Alguns países com mais medalhas que Portugal:
Austrália, 33 – População – 20,6 milhões de habitantes
Holanda, 12 – 16 milhões de habitantes
Cuba, 11 – 11,4 milhões de habitantes
Bielo-Rússia, 11 – 9,6 milhões de habitantes
Cazaquistão, 8 – 15,3 milhões de habitantes
Roménia, 8 – 22,2 milhões de habitantes
Nova Zelândia, 7 – 4,1 milhões de habitantes
Dinamarca, 6 – 5,5 milhões de habitantes
Zimbabwe, 5 – 12,3 milhões de habitantes
Azerbeijão, 5 – 8,1 milhões de habitantes
Noruega, 5 – 4,6 milhões de habitantes
Suiça, 5 – 7,5 milhões de habitantes
República Checa, 5 – 10 milhões de habitantes
Eslovénia, 5 – 2,0 milhões de habitantes
Jamaica, 4 – 2,8 milhões de habitantes
Hungria, 4 – 9,9 milhões de habitantes
Eslováquia, 4 – 5.4 milhões de habitantes
Georgia, 3 – 4.6 milhões de habitantes
Bulgária, 3 – 7,2 milhões de habitantes
Suécia, 3 – 9,0 milhões de habitantes
Áustria, 3 – 8,2 milhões de habitantes
Finlândia, 3 – 5,2 milhões de habitantes
Grécia, 3 – 10,7 milhões de habitantes
Croácia, 2 – 4,4 milhões de habitantes
Quirguistão, 2 – 5,3 milhões de habitantes
Mongólia, 2 – 2,9 milhões de habitantes
Lituânia, 2 – 3,5 milhões de habitantes
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Fado Alexandrino:
Também podemos dizer outra coisa: “o segundo lugar é o primeiro dos que perderam”.
Vanessa Fernandes não tinha ganho tudo: na penúltima prova (para o campeonato do mundo) havia ficado em 10º lugar e na sua última prova tinha desistido.
Esta gente esquece que a Austrália sempre foi a monopolista do Triatlo, que a vencedora, Emma Snowsill de 37 anos (idade mais apropriada para este tipo de provas) já foi, também, campeã do mundo (mais que uma vez), que a Vanessa só tem 22 anos, que a Austrália pôde jogar em equipa e que a entidade privada (Benfica) que lhe paga o vencimento ficou satisfeita com o resultado. O Estado só a ajuda com um subídio por representar Portugal nos JO e ela retribuiu com medalha de prata.
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Vi agora as raparigas do remo Helena e Beatriz a passar às meias finais dos 500’q2 e muitas de outros países nem passaram. E a Teresa Portela do q1 também. E muitas nem aí chegam.
Só querem é medalhas. Gananciosos!
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E o Marcus do ténis de mesa cilindrou o egipcio.
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E Gustavo Lima perdeu a medalha de bronze por um ponto. Que azar. Deve doer.
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O futebol português está consistentemente nos 10 primeiros lugares do ranking da FIFA. Se estivéssemos em 10º lugar nestes Jogos Olímpicos já deveríamos ter, neste momento, pelo menos 19 medalhas.”
Já nem se fala no que deveriamos ter se estivessemos consistentemente nos 10 primeiros lugares no PIB, crescimento económico,,etc.
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O Estado só a ajuda com um subídio por representar Portugal nos JO e ela retribuiu com medalha de prata.
E nem essa ajuda precisa.
Vai doar o prémio, qualquer coisa como vinte e cinco mil euros, a um instituição de caridade.
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Atletas de eleição na Tugalândia quando aparecem são por que o são verdadeiramente de eleição (Carlos Lopes, Agostinho, Vanessa e poucos mais) e não como resultado de uma política desportiva bem planeada e executada com cabecinha.
Um bom exemplo é o do brasileiro que venceu os 50 m livres em natação e que há 4 anos era derrotado pelo Tiago Venâncio. O mesmo Venâncio que foi último na sua série de 200 m e que quase se afogava nos últimos 50 m.
Tudo o resto é o costumeiro folclore tuga. Organiza-se uma excursão até às Olimpíadas com 70 e muitos cromos, mais os chefes de delegação por modalidade, penduras e convidados qb. para fazermos a habitual figura miserável com as desculpas mais absurdas: foram os árbitros (será o sistema?), o estádio tinha muita gente, não estou habituado a isto, quero caminha, etc.
Da Vanessa esperava o 1º ou o 2º lugar. Foi bom para ela e para o governo do Grande Timoneiro. E também para as TV. Só foi pena a RTP não ter enviado o Luís Baila para uma daquelas reportagens inesquecíveis. Estará de férias?
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AAC dixit
“Ainda assim, gostava de ver esta ira do povo dirigida à selecção nacional de futebol quando faz figuras tristes. Os maiores falhados de sempre do desporto nacional.”
Jdc dixit:
“O futebol português está consistentemente nos 10 primeiros lugares do ranking da FIFA. Se estivéssemos em 10º lugar nestes Jogos Olímpicos já deveríamos ter, neste momento, pelo menos 19 medalhas.”
Mas que equivalência…e ganhar Jcd, não é do que se trata? Engraçado, é que nunca vi esta exigência ao Desporto-rei, cuja envolvência (apoios, publicidade, formação, profissionalismo) é incomparável a qualquer modalidade desportiva. É exactamente isso que estou a dizer, se temos rankings tão bons, como aceitar que nunca ganhemos nada? Como nos enchemos de orgulho com atletas que perdem uma final em casa? Como apaparicamos atletas que pouco treinam, que ganham milhões a fazer o que fazem e deitamos abaixo os que verdadeiramente se sacrificam (vá ver o programa semanal de um nadador olímpico…sempre conheci nadadores, a partir de um certo nível quem não fizer bi-diários de pelo menos 1,5 horas, fica para trás), os que abdicam de vida social e que mesmo assim se formam e terminam uma licenciatura e, veja lá, até ganham competições e medalhas?
Rankings tb os tínhamos bons no tiro, no judo, etc…
Então não caimos todos em cima do João Neto e da Telma Monteiro, esquecendo que eles foram CAMPEÕES DA EUROPA há poucos meses em Lisboa? Diga-me um feito da semelhante da Selecção de futebol? Tem dois mundias de juniores, que nem vou comentar pois em juniores já ganhámos muitíssimo em variadíssimas modalidades. Mais, esquecem-se que nem sequer lá fomos fazer as figuras tristes de há 4 anos (Iraque lembram-se?), pois os magos da bola não se qualificaram! Quem são os falhados aqui?
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Com tanto discernimento é certo que a Vanessa Fernandes seja portuguesa?
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Não costumo estar no sofá a torcer ferforosamente pelos atletas olímpicos portugueses. Os JO são tudo menos competição salutar e uma mostra da qualidade de vida dos povos.
Nas décadas 60, 70 e 80, os jogos olímpicos eram a “guerra quante” da guerra fria. Tanto assim é que as provas olímpicas sempre foram ao jeito dos EUA e da ex-URSS. Note-se que existe uma medalha para os 100 m, 200 m, 400 m, 800 m, etc. Depois mais uma para cada uma destas modalidades mas com barreiras (podiam atribuir uma medalha de 5 em 5 metros). Na natação, idem.
Depois há uma medalha para o Volei de praia, mas não há para o futebol de praia (pelo menos a de prata estava garantida). Há medalha para desportos risíveis e não há para o Hóquei em patins.
Sei que os atletas treinaram muito estes 4 anos. Por isso deles só espero que façam o seu melhor e que não tenham posturas como a de Telma Monteiro, João Pina, Marco Fortes, etc. Prefiro um Portugal como é e sem medalhas que uma Cuba, Arménia ou Geórgia com muitas medalhas (países de topo no nº de medalhas, per capita) e também com muita miséria humana.
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“E nem essa ajuda precisa.
Vai doar o prémio, qualquer coisa como vinte e cinco mil euros, a um instituição de caridade.”
Os €25000 serão atribuidos por ter conquistado a medaalha de prata e não por ter ido aos JO.
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Os titulos não são comprados no supermercado como alguem esta habituado,,,palavras de Fernanda e de Fergunson
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O Fado Alexandrino é ignorante: a Austrália correu em equipa, especialmente na prova de ciclismo. A Vanessa não podia fazer o mesmo. Quando se é ignorante, dizem-se muitas ignorâncias.
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Acho a Vanessa uma excelente atleta e julgo que será uma excelente pessoa. Por muita razão que tenha, acho que há locais e alturas mais adequados dos que este para dizer o que ela disse!
Acho que tinha tempo para o dizer, quando se fizesse o rescaldo dos JO!
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“Mas que equivalência…e ganhar Jcd, não é do que se trata?”
E não ganhamos? Vice-campeões da europa, semi-finalistas no campeonato do mundo e nos dois campeonatos da Europa anteriores, liga dos campeões e taça Uefa para o Porto, final da Taça Uefa para o Sporting, é excelente. São medalhas de ouro, prata e bronze.
Ou será que quer comparar uma modalidade em que há 3 ou 4 troféus internacionais de clubes em disputa por ano mais uma grande competição internacional entre países de 2 em 2 anos às centenas de medalhas em disputa nos Jogos Olímpicos?
“Engraçado, é que nunca vi esta exigência ao Desporto-rei, cuja envolvência (apoios, publicidade, formação, profissionalismo) é incomparável a qualquer modalidade desportiva.”
Como? Já se esqueceu que tinhamos que ser campeões da Europa, do Mundo e do Universo? Mas haverá algum desporto em que a exigência de resultados se compare ao futebol?
“É exactamente isso que estou a dizer, se temos rankings tão bons, como aceitar que nunca ganhemos nada? Como nos enchemos de orgulho com atletas que perdem uma final em casa?”
Temos rankings bons porque ganhamos muitas vezes. caso contrário, os rankings eram maus. E uma final perdida, é uma medalha de prata, não é?
Então não caimos todos em cima do João Neto e da Telma Monteiro, esquecendo que eles foram CAMPEÕES DA EUROPA há poucos meses em Lisboa? Diga-me um feito da semelhante da Selecção de futebol?”
Não, não caímos todos em cima deles. Só alguns. E as críticas que tenho ouvido nem sequer se referem à performance dos atletas, mas a algumas declarações menos próprias.
Mas mesmo assim, há 6 categorias no judo? No futebol só há uma. Os campeonatos são anuais. No futebol são de 4 em 4 anos. Há 24 vezes mais hipóteses de ganhar no judo que no futebol.
“Tem dois mundias de juniores, que nem vou comentar pois em juniores já ganhámos muitíssimo em variadíssimas modalidades. Mais, esquecem-se que nem sequer lá fomos fazer as figuras tristes de há 4 anos (Iraque lembram-se?), pois os magos da bola não se qualificaram! Quem são os falhados aqui?”
Classificaram-se 4 equipas da Europa. Quantos judocas estavam em Pequim? Não comparemos o incomparável…
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As categorias do judo há várias. Mas o mesmo atleta nao pode variar o seu de peso para jogar em várias categorias no mesmo ano. eheh
Quem viu a competiçao de judo destes JO viu que os atletas deram o seu melhor. E o que eles disseram foi de coraçao porque quem assistiu também viu que foi dificil compreender certas decisoes, quanto mais eles. A mim nao me desiludiram nada. Podiam ter ganho as medalhas.
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Os semifinalistas do campeonato do mundo de futebol foi conseguido à canelada aos holandeses. Nunca o esquecerei. Que má onda.
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A Vanessa Fernandes devia emendar o que disse. Subiu-lhe a humildade à cabeça. Foi feiote. Mas enfim. A um bom atleta desculpa-se essas coisas meio parvas.
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O judo nao foi a unica modalidade de luta em que os europeus se sentiram mal e prejudicados. Na luta gr o medalha de bronze que era europeu de tao lixado ofereceu a medalha ao juiz que nao a queria para nada. eheh
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A Naide Gomes está perdoada.
O Comité Olímpico Internacional vai condecorá-la com a Medalha de Ouro, com Palma, pelo cu mais lindo dos Jogos Olímpicos.
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“Os semifinalistas do campeonato do mundo de futebol foi conseguido à canelada aos holandeses”
Como disse?
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O que me dá gozo è a carola do Socrates, que queria ficar no
meio dos olimpistas, numa fotografia e agora foge a sete pés,
mais o burro do secretario de estado da juventude : enviàmos a maior embaixada de atletas de sempre………….
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a Austrália correu em equipa, especialmente na prova de ciclismo.
Desculpe, não sabia que era uma prova por equipes.
De qualquer maneira ainda vai a tempo de ficar com os vinte e cinco mil euros e com eles formar equipa para Londres 2012 e ai arrancarem a medalha de ouro.
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Amigos,
Não sei se já tiveram oportunidade de verificar a seguinte página:
http://www.madeinmundo.com/2008/08/19/o-milagre-de-michael-phelps/
As imagens são verdadeiramente impressionantes. Este foi o momento decisivo para as 8 medalhas de ouro de Michael Phelps nos Jogos Olímpicos. São 0,01 segundos de diferença. Sim…com um fato Made in Portugal, mas com uma mentalidade bem diferente da nossa.
Obrigado
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Ao Fado: Não sabia que era prova de equipas…
Se calhar também pensa que competem pelo espírito olímpico.
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Manuel Vaz Diz:
19 Agosto, 2008 às 8:15 pm
Meu caro, estamos sempre a aprender.
Por acaso julgava e mais certo fiquei com a entrega dos euros pela medalhada, mas isto é como o Pai Natal, logo veio um desmancha prazeres da naútica a queixar-se que recebe pouco e que se vai embora.
E, não se acanhe, continue a ensinar-nos.
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“Fado Alexandrino Diz:
19 Agosto, 2008 às 5:30 pm
a Austrália correu em equipa, especialmente na prova de ciclismo.
Desculpe, não sabia que era uma prova por equipes.
(…)”
Fado, não me diga que não sabia que no ciclismo se trabalha em equipa.
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Concordo inteiramente.
Mas alguém deve explicar à Vanessa que uma medalha de bronze ou de prata não é quase a mesma coisa que uma de ouro. Hoje em dia é apenas um pouco melhor que o último lugar.
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Fado, não me diga que não sabia que no ciclismo se trabalha em equipa.
São treinadores como o senhor e o outro senhor que estão a fazer falta aos nossos atletas.
Corra a explicar a Emma Moffatt que fez uma belissíma prova de equipa.
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Bom, não queria fazer um quote gigante, mas não vou aceitar argumentos tão falaciosos.
“E não ganhamos? Vice-campeões da europa, semi-finalistas no campeonato do mundo e nos dois campeonatos da Europa anteriores, liga dos campeões e taça Uefa para o Porto, final da Taça Uefa para o Sporting, é excelente. São medalhas de ouro, prata e bronze”
Por favor não me traga clubes à baila, pois estou a falar de selecções. Ainda se podia safar com o Cristiano Ronaldo, não com Alenitchev, Deco e Carlos Alberto. Obviamente, não ganhámos nada com a selecção nacional de futebol.
“Ou será que quer comparar uma modalidade em que há 3 ou 4 troféus internacionais de clubes em disputa por ano mais uma grande competição internacional entre países de 2 em 2 anos às centenas de medalhas em disputa nos Jogos Olímpicos?”
Não é a única modalidade que tem competições internacionais por países de 2 em 2 anos…compare por modalidade e categorias que a conclusão é a mesma, pois no futebol nunca ganhámos nada, noutras modalidades já.
“Como? Já se esqueceu que tinhamos que ser campeões da Europa, do Mundo e do Universo? Mas haverá algum desporto em que a exigência de resultados se compare ao futebol?”
Mas viu alguém exigir-lhes o dinheiro de volta no dia a seguir? Ou a insultá-los do pior? O Ronaldo no dia em que foi eliminado só falou do seu futuro. O Nuno Gomes admitiu, e toda a gente vê, que em certos jogos “não metiam o pé”. No Mundial da Coreia houve p*tas e vinho verde, em Saltillo houve p*tas e vinho verde, nos Olímpicos os jogadores íam diariamente à praia…quem faz turismo afinal?? Essa exigência e pressão óbvia aplica-se muito mais aos clubes que à selecção, aí tudo estupidifica!
“Temos rankings bons porque ganhamos muitas vezes. caso contrário, os rankings eram maus. E uma final perdida, é uma medalha de prata, não é?”
Não, não é. O que vejo a dizer é que se deviam ter preparado para os olimpicos porque estes é que dão imortalidade. Já referi que temos campeões da europa e do mundo em várias modalidades que ninguém liga…por essa ordem de ideias só este ano já ganhámos uma data de ouros. Os rankings funcionam da mesma forma para as outras modalidades, tb são bons porque ganhamos.
“Não, não caímos todos em cima deles. Só alguns. E as críticas que tenho ouvido nem sequer se referem à performance dos atletas, mas a algumas declarações menos próprias”
Claro que as críticas aparecem porque as performances não apareceram. Tudo se esquece é de um passado bem recente.
“Mas mesmo assim, há 6 categorias no judo? No futebol só há uma. Os campeonatos são anuais. No futebol são de 4 em 4 anos. Há 24 vezes mais hipóteses de ganhar no judo que no futebol.”
Até parece que os atletas podem competir em mais que uma (não é nataçao…). No futebol as competições que falo são de 2 em 2 anos, se quiser fale dos trampolins cuja frequencia é a mesma, e os títulos já vieram.
“Classificaram-se 4 equipas da Europa. Quantos judocas estavam em Pequim? Não comparemos o incomparável…”
5 atletas…mas EM PESOS DIFERENTES!! Em muitos pesos não conseguimos meter lá ninguém.
Ana Hormigo (-48 kg), Telma Monteiro (-52 kgs), Pedro Dias (-66 kg) João Pina (-73 kg), João Neto (-81 kg)
Eu nem sou judoca, mas obrigou-me a ir procurar mais informação…ora veja a lista do peso do João Pina, que se qualificou claro:
Argentina Mariano Daniel Bertolotti
Brazil Leandro Guilheiro
United Arab Emirates Saeed Rashed Al Qubaisi
South Africa Marlon August
South Korea Kichun Wang
Kazakhstan Rinat Ibragimov
Czech Republic Jaromir Jezek
Uzbekistan Shokir Muminov
China Rijigawa Si
Venezuela Richard Leon Vizcaya
Australia Dennis Iverson
Turkey Sezer Huysuz
Ukraine Gennadii Bilodid
Russia Salamu Mezhidov
Tajikistan Rasul Boqiev
DR Congo Eric Kibanza Lundoloki
Azerbaijan Elnur Mammadli
Belgium Dirk van Tichelt
Algeria Amar Meridja
Belarus Konstantin Semenov
Cuba Ronald Girones
North Korea Chol Su Kim
Georgia David Kevkhishvili
Moldova Sergiu Toma
United States Ryan Reser
Mongolia Dashdavaa Gantumur
Poland Krzysztof Wilkomirski
Latvia Vsevolods Zelonijs
Japan Yusuke Kanamaru
Iran Ali Malomat
Canada Nicholas Tritton
Portugal Joao Pina
Já viu quantos são?? 32 ATLETAS…conhece um nr igual para alguma competição de futebol? Exacto, o Mundial!
Claro que estamos a comparar modalidades individuais com colectivas, mas este quadro até dá para comparar melhor do que estava à espera. Tem aí o seu campeonato do mundo, e já ganhámos medalhas e títulos nele, e no futebol?
Curioso que quem normalmente critica nunca foi atleta de alta competição, ou de nível razoável, de coisa nenhuma…são os famosos olímpicos do sofá, de gente que nada percebe de desporto e que se torna grande especialista de esgrima ou de tiro de 4 em 4 anos. Não me tome como anti-futebol, pois é um desporto que adoro e que mais tempo perco a ver, mas choca-me como um país deposita tudo nele e depois exige é dos outros, já disse, os que verdadeiramente se sacrificam e quem têm que lidar com limitações da pior espécie fruto do seu amadorismo (relembro que na selecção de futebol o roupeiro é profissional, na de triatlo o treinador da selecção não!!)
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Fado Alexandrino, para dissipar dúvidas:
Excerto da entrevista de Joaquim Gomes (conhece?):
“(…) O ciclismo é cada vez mais uma componente colectiva muito importante. Uma componente que permite aos companheiros de equipa unirem-se em torno de um líder e fazer com que chegue à vitória. Obviamente que há momentos cruciais em que esse líder está bem e por si só consegue chegar à vitória. Todas as equipas têm um líder, uns que ganham e outros que não ganham, e todas as equipas trabalharam para esses líderes (…)”
Pode ler esta entrevista, na íntegra em: http://www.expressofelgueiras.com/v2/noticia.asp?cod=390
CHEGA?
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O que a Vanessa não diz é que ela só treina, porque é paga para isso, ao contrário do seu colega da marcha que teve de tirar férias para recuperar de uma lesão. A prata em Vanessa não é nada. Com as condições que teve o ouro era a única medalha. Falhou! A campeã olímpica não foi a todas as provas que a Vanessa foi, para se poupar para os Jogos Olímpicos, apesar de se ganhar muito mais dinheiro do que aqui. A Vanessa preferiu o dinheiro, por isso foi um fracasso. Esforço de alta competição também inclui resistir à tentação!
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CHEGA?
Claro que chega, como é que eu posso discutir com tantos e excelentes treinadores de ciclismo.
Acontece o seguinte.
O triatlo é composto de três disciplinas.
Na natação todos vimos a equipa da austrália a empurrar a vencedora.
No ciclismo que eu por acaso vi em directo, Vanessa esteve quase sempre na frente.
O pior foi no atletismo onde a terceira classificada andou sempre a correr na frente para desbastar o vento e só se afastou no metros finais para deixar as outras duas ganharam na sua frente.
Muito obrigsado pelos vossos esclarecimentos.
Easpero que em 2012 a equipa portuguesa ganhe o primeiro lugar, com a vossa ajuda.
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