Criminalidade IX
27 Agosto, 2008
Cavaco Silva pede “estratégia adequada” para combater criminalidade violenta
Cavaco Silva falou em criminalidade violenta. Deve saber do que fala. Deve ter dados. Mandou 10 assessores analisar estatísticas do crime durante as férias. Nope. Nada disso. Cavaco baseou a sua intervenção de hoje na sua própria percepção subjectiva das notícias. Ele que nem lia jornais. Foi uma intervenção ao nível da conversa de café.
90 comentários
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Ele que nem lia jornais. Foi uma intervenção ao nível da conversa de café.
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Nem é o Comandante em Chefe.
O garante da segurança externa e interna dos cidadãos portugueses.
Este Prof., é o maior calhau que nos podia tocar.
Eu posso dar umas lições, ele que se matricule.
Mal vai Portugal.
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Na semana passada ardeu um monte aqui na minha zona. Um incêndio bem grande, refira-se. Pois nem um único meio de comunicação social o noticiou. Se fosse noutros anos, em que os incêndios estavam na moda, até directos fariam.
O meu prognóstico é que, lá para meados de Setembro, este assunto agora muito em voga da criminalidade, passe para os roda-pés.
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Também concordo que há muito sensacionalismo jornalístico em torno desta questão.
Mas uma coisa é certa, se associarmos isto:
“(…) O número está a aumentar já que, só neste período, o número de assaltos (50) foi metade do total registado nos primeiros seis meses do ano (100). Segundo dados do Relatório de Segurança Interna, este ano já houve 150 assaltos a banco, o que ultrapassa os 136 registados em 2007 (…)”
(Portugaldiaario, 27/08/08: http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-banco-crime-psp-encapuzados-sintra/985076-4071.html)
Com isto:
Roubo banco/estab de crédito:
1998: 130
1999: 105
2000: 64
2001: 72
2002: 155
2003: 173
2004: 100
2005: 153
2006: 139
(http://www.dgpj.mj.pt/sections/estatisticas-da-justica/informacao-estatistica/estatisticas-policiais-e/anexos6389/sections/estatisticas-da-justica/informacao-estatistica/estatisticas-policiais-e/anexos6389/crimes-registados-1998/downloadFile/file/CrimesRegistados_PJ-PSP-GNR_1998_2006.pdf?nocache=1208772877.9)
Podemos constatar que o pior ano havia sido 2003 com 0.474 assaltos por dia e neste momento já temos uma média de 0.631 assaltos por dia.
E se relacionarmos a primeira notícia com estas:
“(…) Cento e quinze presos preventivos foram hoje libertados e sujeitos a medidas de coacção alternativas, disse à Lusa fonte da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP)(…)”
(Portugaldiario, 15/09/2007: http://diario.iol.pt/noticia.html?id=854562&div_id=4071)
“(…) De 16 de Setembro a Março de 2008 foram libertados um total de 315 presos preventivos (…)”
(DN, 09/04/2008: http://dn.sapo.pt/2008/04/09/sociedade/315_presos_libertados_seis_meses_nov.html)
Podemos tirar ilações dos números (já não são meras induções), embora possam haver outros factores que nos estejam a passar ao lado.
ISTO JÁ NÃO SÃO MERAS NOTÍCIAS. SÃO NÚMEROS CONCRETOS.
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A resposta veio tarde e más horas…a resposta tem pelo menos 2 anos de atraso.
Espero, que não me tenha respondido a mensagem que lhe enviei de manha.
Não toco neste nos tempos mais proximos.
Um Director tambem faz formaçao, náo sei porque o Economista empossado em PR, nãO FAZ RECICLAGEM.
Ja cansa, de constactar crimes de sangue
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E O João Miranda tem estatísticas? Ou ficamos também pela conversa de café?
Provavelmente fica-se pela conversa de café por uma razão muito básica : o governo não publica as estatísticas sobre criminalidade. Pode ver-se a entrevista do senhor ministro à SIC no site do MAI, mas estatísticas sobre criminalidade nem vê-las.
Para um governo que gosta tanto de anunciar resultados, esta omissão diz tudo.
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««E O João Miranda tem estatísticas? »»
Seria uma pergunta pertinente se eu tivesse afirmado que existe um aumento da criminalidade. Como não afirmei, não vejo porque me pede estatísticas. Já agora, o ónus da prova cabe a quem afirma que existe um aumento da criminalidade.
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Cavaco diz que “Não há dias sem assaltos.”
Diria mesmo que não há noites sem assaltos.
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««Podemos constatar que o pior ano havia sido 2003 com 0.474 assaltos por dia e neste momento já temos uma média de 0.631 assaltos por dia.»»
Acha que o número de assaltos por dia é constante ao longo do ano? Se não acha, como é que chegou ao valor de 0.631?
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O João faz lembrar aquele ministro iraquiano a dizer para as câmaras de televisão que estava tudo sob controlo ao mesmo tempo que os tanques americanos entravam no centro de Bagadade…
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É claro que não faço a mínima ideia se a criminalidade está a aumentar ou não. Uma coisa eu sei: algumas noticias agora muito badaladas, no próximo mês nem nos roda-pés terão lugar. Estou a pensar por exemplo naquelas notícias fabulosas que relatam as tentativas frustradas de arrombar caixas MB.
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««O João faz lembrar aquele ministro iraquiano a dizer para as câmaras de televisão que estava tudo sob controlo ao mesmo tempo que os tanques americanos entravam no centro de Bagadade…»»
Curioso, porque eu limito-me a dizer que o Presidente da República devia fundamentar as suas intervenções em dados concretos e não em notícias de silly season.
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O amigo JM não gostou do aviso à navegação do PR. Mas torna-se cada vez mais difícil defender o indefensável. E então com esta justificação tipo puro “escárnio e mal dizer” facilmente audível na taberna mais próxima…
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Cavaco Silva argumenta que existe aumento da criminalidade porque o número de noticias correlativas também aumentou. É uma argumentação muito pobre. Até aqui no Blasfémias já vi muito melhor.
Cavaco Silva poderia basear a sua argumentação no sentimento de insegurança generalizada, que é um facto. Não seria lá grande coisa, mas sempre seria melhor.
Desiluda-se quem pense que os nossos governantes tem informação privilegiada a este respeito, e que não a querem partilhar por razões de segurança.
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E no futuro estes crimes continuarão até se tornar um hábito. E haverá mais civis a morrerem, mas as pessoas também se habituarão a isso. Assim como também as pessoas aprenderão a ser mais vigilantes, as bombas de gasolina mais protegidas, mais grades em janelas, etc. A única coisa que a polícia pode fazer agora é tentar evitar a escalada de violência, mas voltar atrás é que nunca conseguiremos.
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JM a Presidente já,mas da estupidez!
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O Público deve estar a preparar uma cerejada para a rentrée.
Do género de ter encontrado um filho de Sócrates na China, nascido de um encontro fortuito com uma geisha no hotel em que ficou hospedado, em princípios de Fevereiro do ano passado, aquando da visita à China.
O jornalista terá descoberto a coisa por acaso, durante os Jogos Olímpicos. Viu uma criança com uma bandeira portuguesa na mão e uma chupeta do PS.
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Nuspirit:
O JM não é escriba num jornal?porque não deu notícia desse fogo?Vc está a dizer mal do JM?Os amigos entraram em contradição?Ás vezes o bloco tem destas coisas!!!!!
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continua com a táctica “fode mansinho”.
1 cm de cada vez
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Mr. João Miranda,
Vc. anda aparvalhado com a crescente, diversificada e metódica criminalidade ?
Ou quer fazer dos outros parvos ?
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Hoje disse-se que em média é assaltado um banco por dia. Será isto normal? Acredito que haja países piores que nós como o governo costuma dizer. Mas será isso um motivo de consolo? Será que não se farta de nivelar por baixo?
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Estou com o João Miranda.
Há aumento da criminalidade ou há um vazio noticioso provocado pela falta de incêndios?
Aumento de sofisticação dos meios usados nos crimes e aumento da utilização de armas de fogo até parece haver. Seja como for não se consegue ter uma ideia real com a comunicação social a noticiar em prime time roubos de 100 euros que antes nunca chegavam aos jornais.
Independentemente disso, o PR fala tão pouco de de tão pouca coisa que era bom que quando falasse se ficasse com a sensação que sabe do que está a falar. Afinal, parece que só lê jornais. Eu até começo a perceber porque é que o PR fala tão pouco. E até começo a agradecern por isso…
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JM,
Se os números não representassem um aumento de facto, quantitativo e qualitativo, o governo estaria calado, aparecendo só para anunciar 1200 postos de trabalho na PT e a partida de desportistas para a China, como hoje? Enviaria Sócrates o Vitalino Canas para falar a atrasados mentais?
O JM acredita nisso? O JM faz ideia do que se está a passar nos subúrbios de Porto e Lisboa? Fale com gente da PSP, sem ser daqueles no topo da hierarquia. Pergunte-lhes se sabiam há alguns anos o que eram assantos com os moradores dentro de casa e se notam alguma coisa depois do novo CPP. Pergunte-lhes porque é que agora para apanhar um qualquer assaltante saem logo de arma de cano longo e cheios de cuidados. Pergunte-lhes porque é que há dez anos não sacavam sequer da pistola ou se nessa altura andavam todos com a arma carregada. Aproveite e pergunte se o proprietário do equipamento informático usado nas esquadras é o Estado ou são os próprios guardas, e se há estatísticas disso, e das viagens feitas de carro para ir imprimir a casa e à esquadra da freguesia ao lado, e voltar.
Já agora, os cafés onde se discutem os problemas democráticos da Madeira, não são os mesmos onde se discutem os problemas dos Açores, pois não?
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tina, MJRB, sam, the kid, Assur,
Leiam este post e depois expliquem-me porque é que em 2007 Cavaco Silva não fez nenhuma intervenção sobre criminalidade. Expliquem-me também qual é o fundamento do tal “aumento de criminalidade” tendo em conta que o Correio da Manhã publicou 97 notícias sobre assaltos em Agosto de 2007.
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««Se os números não representassem um aumento de facto, quantitativo e qualitativo, o governo estaria calado, »»
O governo não responde a dados de criminalidade. Tenta aplacar a populaça excitada pelos jornais.
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O número de agências bancárias também tem aumentado, o que constitui quase uma provocação, ou mesmo uma tentação.
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««O JM faz ideia do que se está a passar nos subúrbios de Porto e Lisboa? »»
Passa-se o que se passava há 1 ano, há 2, há 3 etc. Não há prova nenhuma que esteja a ocorrer algo de novo.
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Estou farta de ouvir dizer que tudo isto se deve ao novo CPP. O que ainda ninguém me conseguiu explicar é qual é que é a tal ligação tão denunciada entre o suposto aumento dos crimes e o novo CPP.
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Lololinhazinha:
É melhor acordar para a vida ou então é do PS.
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A mim também me parece que o número de assaltos não variou assim tanto, a comunicação social é que à falta de melhor assunto descobriu um novo filão… Se há uma diferença entre os dias de hoje e há dez anos atrás, claro que sim, mas, se a sociedade muda, é natural que a criminalidade, sendo um espelho desta, mude também.
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JMiranda!
Jaime Magalhães na SIC Notícias, muito fora do habitual e pouco ortodoxo, reconheceu ter números indicativos de tendencia de aumento da criminalidade!
Não falou em números exactos mas o seu ar pesado indiciou alguma frustração fora da “normalidade”!
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Note-se que Jaime Magalhães chegou quase a um ponto de conflicto com as Magistraturas!!
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“Deve ter dados. Mandou 10 assessores analisar estatísticas do crime durante as férias.”
Evidentemente!!
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Mr. João Miranda,
sobre o seu comt. 23: estamos em Agosto de 2008 e não em 2007.
As recentes ocorrências são mais e outras, do que as de 2007.
Uma das funções do Estado é proteger os cidadãos.
Cavaco Silva não podia continuar silencioso.
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“Acha que o número de assaltos por dia é constante ao longo do ano? Se não acha, como é que chegou ao valor de 0.631?”
Não digo que a minha estatística “ad hoc” esteja correcta. Pode haver meses tendencialmente com mais assaltos e outros com menos. Oxalá eu esteja incorrecto.
Mas também não sabemos se o PR tem acesso a outro tipo de estatísticas e relatórios (acredito que tenha) que o alarmaram.
Agora que há um sensacionalismo jornalístico, não duvido de forma alguma. Agosto era, tradicionalmente, o mês para “malhar” no Ministro da Administração Interna (assim como os meses escolares são propícios a “malhar” nos Ministros da Educação), mas por outras razões – incêndios. Eventualmente, os órgãos de comunicação social não querem alterar de hábitos.
A TVI, por exemplo, perde os primeiros 30 minutos a relatar, minuciosmente, todos os assaltos ocorridos no país durante o dia: desde assaltos a bancos até à senhora do 5º Esq. que pousou a carteira no balcão do café e lha furtaram.
Há notícias e notícias e há notícias que apresentam dados oficiais e esses dados podem ser preocupantes (ou não).
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O 0.631 foi calculado a partir da divisão do número de assaltos (150) pelo número de dias desde 1 de Janeiro até à presente data (data da notícia).
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E há outro dado que não podemos contornar: em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html)
Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.
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««O 0.631 foi calculado a partir da divisão do número de assaltos (150) pelo número de dias desde 1 de Janeiro até à presente data (data da notícia).»»
Pois. Isso pressupõe que a criminalidade não é sazonal.
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««Uma das funções do Estado é proteger os cidadãos.
Cavaco Silva não podia continuar silencioso.»»
Mas então porque é que não falou logo em 2007? Não estava na moda?
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««Mas também não sabemos se o PR tem acesso a outro tipo de estatísticas e relatórios (acredito que tenha) que o alarmaram.»»
É óbvio que não tem. Se tivesse não tinha dito o que disse. Não tinha falado na ocorrência de “um crime por dia” como um facto grave. Em Agosto do ano passado também houve mais de um crime por dia e na altura ninguém achou grave.
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««Jaime Magalhães na SIC Notícias, muito fora do habitual e pouco ortodoxo, reconheceu ter números indicativos de tendencia de aumento da criminalidade!»»
Mesmo que a criminalidade tenha aumentado 10%, isso não torna a criminalidade de 2008 muito mais grave que a de 2007. Essa variação nem sequer é perceptível ao cidadão comum, e no entanto o cidadão comum anda muito convencido de um enorme aumento da criminalidade. O que aconteceu este ano foi a tabloidização da opinião pública por falta de assunto de Verão. Dentro de 1 mês já ninguém se lembra da criminalidade.
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JM!
Já ouvi o Ministro e o Secretário de Estado, de modo incomum, demonstrarem preocupação pelos números e qualidade dos ilícitos!!
O Senhor PR é pessoa responsável e, regra geral, muitíssimo bem informada!
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JM!
O ar angustiado do Magalhães revelava uma intranquilidade muito incomum no personagem!!
Não sou adivinho nem tenho os elementos que o MAI deverá, provisoriamente, ter, mas se o agravamento da criminalidade(quantitativa e qualitativamente) não for substancial creio que o Governo fica muito mal na fotografia ao dar caução ao ar de agravo!
Estou em crer que o Rui Pereira não se presta ao papel de “actor” e apenas por esse facto consigo vislumbrar números de variação perceptíveis ao cidadão comum e que ultrapassam a mera tabloidização!
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Será que isto tem a ver com a “greve” que a policia estava a pensar fazer em outubro e tal? Se houver muito crime a policia se fizer greve vai ter a populaço contra. Nao me parece normal tal exagero nos média.. mas que sei eu. Tá tudo é doido.
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“Cento e quinze presos preventivos foram hoje libertados e sujeitos a medidas de coacção alternativas” Pinto
E Pinto esses que foram libertos por excesso de prisao preventiva se nao fosse o codigo penal ia ser libertados quantos meses depois? 1 ou 3? Isso nao disseram
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Pergunta de soslaio:
Será que interessa mais se a criminalidade está a aumentar, ou se a criminalidade é alta?
A criminiladidade nem pode estar a aumentar (n.º de crimes) , ou nem a gravidade da criminalidade, mas acham que assim está bem? não se faz nada? sentem-se bem só de saber que a criminalidade não está a subir, não estará já suficientemente alta, sem precisar de subir mais?
ou não se passa nada neste país e ficamos todos felizes?
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“Expliquem-me também qual é o fundamento do tal “aumento de criminalidade” tendo em conta que o Correio da Manhã publicou 97 notícias sobre assaltos em Agosto de 2007.”
E ainda não leram “o Crime”, será que essa fonte não conta? Será que só o CM é uma fonte credível?
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Pedido de esclarecimento:
O Presidente da República disse que baseia na avaliação subjectiva das notícias sobre assaltos a afirmação de que há um aumento da criminalidade ou limitou-se a não dizer em que é que a baseia e o João Miranda concluiu pela primeira?
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««O Presidente da República disse que baseia na avaliação subjectiva das notícias sobre assaltos a afirmação de que há um aumento da criminalidade ou limitou-se a não dizer em que é que a baseia e o João Miranda concluiu pela primeira?»»
Para se perceber em que é que o Presidente se baseia não basta ouvir o que ele disse. É necessário usar algum raciocínio para lá chegar.
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««E ainda não leram “o Crime”, será que essa fonte não conta? Será que só o CM é uma fonte credível?»»
Isto é divertido. O tal sentimento de “onda de criminalidade” baseia-se na tabloidização de todos os órgãos de comunicação. Mas há quem tenha a lata de por em causa a credibilidade do Correio da Manhã.
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Porque será que quase a totalidade da comunicação social abafou a noticia sobre o assalto a um escritório de advogados, que por acaso, é só de uma proeminente figura do PS:
VITALINO CANAS
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A todo o otariado desportivo e vegetantes anexos:
O governo tem a partir de hoje autorização para meter o chip nas matrículas. Está em curso uma campanha para aumentar substancialmente o número de senhores guardas. Mais concretamente para transformar cada marreco num polícia — primeiro dos outros e depois de si mesmo. E nós sabemos como todo o mundo está corcovado.
O século XXI começa como o XX e pela terceira vez em 100 anos a berlaitada tem início nos balcãs.
Post Scrotum: Não se percebe porque é que os senhores que se queixavam dos bancos, e lhes chamavam ladrões quando foram revelados os lucros dos ditos, não rejubilam agora com a vaga de assaltos a essas instituições. As taxas de juro estão muito altas e os particulares financiam-se através de esquemas que implicam taxas mais reduzidas. É só isso. Não carece entrar em histerismos.
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O assalto ao escritório do ilustre advogado PS não é para aqui chamado. Só iria falsear as estatísticas. Cheira-me que deve ter sido alguém que se tinha lá esquecido de algum papel ou precisava de um contacto e não queria incomodar a secretária. Essas coisas acontecem. Papeis que desaparecem, dados que se roubam … até nos tribunais.
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Assaltaram o escritório do Vitalino?
Para quê? Aquilo está tudo em chinês…
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JoãoMiranda Diz:
“O tal sentimento de “onda de criminalidade” baseia-se na tabloidização de todos os órgãos de comunicação.”
A melhor solução para resolver a questão da “alegada onda” é regionalizar. Dividindo por 5 os números vão melhorar imenso. Está bem assim? 🙂
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“É óbvio que não tem. Se tivesse não tinha dito o que disse. Não tinha falado na ocorrência de “um crime por dia” como um facto grave.”
O PR falava num assalto a banco por dia, como, segundo as estatísticas do Relatório de Segurança Interna apontaram no último trimestre.
Eventualemnte nunca teria havido um trimestre com mais que um assalto a bancos por dia (médoa trimestral) e isso preocupou o PR.
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Caro Pinto,
O que Cavaco disse foi “não há dias sem assaltos”. Está no texto lincado. Ora, não há nada de extraordinário nisso. Há anos que se pode dizer o mesmo.
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“Para se perceber em que é que o Presidente se baseia não basta ouvir o que ele disse. É necessário usar algum raciocínio para lá chegar.”
Eu, para adivinhar o que se passa na casa da minha vizinha (mesmo sem ter a mínima noção do que lá se passa) uso o raciocínio.
ó JM isso não é raciocínio; é 6º sentido ou poderes de adivinho.
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Pronto, pronto. Eventualmente o PR não foi preciso nas palavras. Deixe lá isso.
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Para mais, vou repetir o meu comentário:
E há outro dado que não podemos contornar: em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html)
Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.
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««Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.»»
São preocupantes porquê? Sabe qual é o valor médio roubado nestes assaltos? 4500 euros.
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««Pronto, pronto. Eventualmente o PR não foi preciso nas palavras. Deixe lá isso.»»
Realmente. Porque é que alguém se haveria de preocupar com a precisão quando há gente interessada em estimular a histeria colectiva?
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Caros JM e Pinto! O PR utilizou um Eufemismo!!
Não ponho em dúvida que o PR e o Governo quando se referem a “onda de criminalidade” têm dados que o indiciem!
Não é conveniente o JM especular acerca da boa ou má fé eventual destas afirmações…os dados serão a seu tempo revelados!
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««Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.»»
Caro Pinto,
Se Cavaco baseasse as suas intervenções em estatística faria intervenções quando toma conhecimento dos números. Não foi isso que ele fez. Ele fez as declarações na sequência da silly season por motivos de oportunidade política.
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««Caros JM e Pinto! O PR utilizou um Eufemismo!!
Não ponho em dúvida que o PR e o Governo quando se referem a “onda de criminalidade” têm dados que o indiciem!»»
Curiosamente, os dados que são conhecidos não servem para justificar a expressão “onda de criminalidade”. O que se sabe é que houve um aumento de 10% em relação a 2007 no primeiro semestre (como é que encaixa aqui o conceito de onda?). Sabe-se ainda que em 2007 o crime diminuiu, pelo que a variação ocorrida não é muito diferente da variabilidade devida ao acaso (para perceber esta frase é necessário perceber um bocadinho mais de estatística que os assessores do presidente). Logo, não há nenhum fundamento para a intervenção, excepto a percepção de “onda de criminalidade” causada pelas notícias. Para mais, a intervenção do PR encaixa nas preocupações relativas ao que aconteceu e foi noticiado no mês de Agosto. Ora, para o mês de Agosto não há estatísticas nenhumas.
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“São preocupantes porquê? Sabe qual é o valor médio roubado nestes assaltos? 4500 euros.”
Mas não é o valor que está em causa; é o crime em si: ROUBO. Este crime implica violência(física ou psicológica).
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Pronto, se calhar esqueceu-se de dizer “a bancos”. É um inferno.
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««Mas não é o valor que está em causa; é o crime em si: ROUBO. Este crime implica violência(física ou psicológica).»»
Como muitos outros.
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~”(…) Não foi isso que ele fez. Ele fez as declarações na sequência da silly season por motivos de oportunidade política.”
Ele fez a intervenção quando achou mais oportuno faze-la.
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JM! O que está a querer dizer é que tanto o PR como o Governo alimentam artificialmente a “histeria” colectiva!!
Teoria da conspiração!?
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“Como muitos outros.”
Mas, pelos vistos, este está a aumentar.
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««Ele fez a intervenção quando achou mais oportuno faze-la.»»
Claro. Tinha os números de aumento de criminalidade no bolso, esperou pela silly season, esperou que morressem várias pessoas e só então é que achou oportuno intervir.
Já agora, explique lá como é que os números do primeiro semestre comprovam a histeria de Agosto. E explique porque é que a histeria de Agosto não ocorreu am Junho. Já agora, explique qual é o seu critério para concluir que um aumento de 10% no crime é um “onda de criminalidade”.
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««JM! O que está a querer dizer é que tanto o PR como o Governo alimentam artificialmente a “histeria” colectiva!!»»
O que eu estou a dizer é que pessoas como o Justiniano não são minimamente objectivas. Os políticos limitam-se a reflectir as características do eleitorado que os elege.
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Não me lembro do PR dizer “estou preocupado com o mês de Agosto”. Disse que estava preocupado com o número de assaltos. E se foi agora que o PR recebeu um relatório relativo aos últimos meses? Não sabemos.
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Se o PR andasse obcecado com o eleitorado não vetava a lei do divórcio. Afinal de contas foi contra a maioria da esquerda predominante.
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JM!
Objectivamente!
Dois membros do Governo e o Senhor Presidente da República vêm publicamente demonstrar intranquilidade com a actividade delituosa em Portugal!
Algo inédito na nossa história recente!
Resposta do JM! Embuste, histeria, eleitoralismo, tabloidização e falta de objectividade!
Eventualmente estaremos a assistir a um conluio entre o Governo e o PR que precede uma intentona securitária!
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JM!
Bill Hicks!
– You believe in Dinossaurs!?
– Seems plausible, there are fossils everywhere!
– You Idiot! You fell into God´s easyest tricks!
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ehehe
Isto é non sense porque se misturam crimes perfeitamente malucos e inóquos com os que são mesmo graves.
E ainda é mais maluco porque não se percebe a finalidade da irritação com a suposta cabala.
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ahahahahaha
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Conclusão: as pessoas completamente objectivas não têm opinião, não querem saber e têm raiva a quem se preocupa com o que é nocivo para todos.
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E não há governo nem presidente para estas pessoas completamente objectivas que também votam.
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“A onda de assaltos e crimes violentos é uma coisa muito séria” [Cavaco Silva]
1. Com o maior dos despautérios, muito bem alapado no sofá de Belém, o dr. Cavaco, decerto ainda a refulgir da doce cooperação institucional com o medíocre governo de Sócrates, comunicou ao país a sua preocupação com a onda de assaltos e crimes que acontece por todo o lado, o que, de facto, qualquer cidadão já tinha entendido. Imediatamente um curioso grupo de jornalistas e analistas da paróquia se curvou no espectáculo presidencial e professou as apreciações elogiosas do costume. Com as orelhas a arder pelos ditames dessas criaturas inteligentes, o eng. Sócrates, esta madrugada, utilizando a poeira do costume, respondeu e mandou de imediato e com grande aparato a polícia cercar a Quinta da Fonte e a Quinta do Mocho. Decerto os “assaltos e crimes violentos” que percorrem todo o país, segundo a douta opinião do nobre primeiro-ministro e do sr. Rui Pereira, têm lá os seus mentores e a sua sede, o que não deixa de ser espantoso pelo atrevimento.
2. As palavras de Cavaco Silva sobre a “onda de assaltos”, logo seguidas pelo pedido de “estratégias adequadas para combater a criminalidade violenta”, são de enorme hipocrisia. São grotescas e de mau gosto. Não será preciso recuar aos tempos de inefável Laborinho Lúcio e do pitoresco descalabro das medidas então tomadas. Basta saber que a esfíngica figura que hoje brama por tais medidas de combate à criminalidade foi a mesma que assinou de cruz, braço no braço com o eng. Sócrates, as alterações ao novo Código de Processo Penal, o mesmíssimo que recomendou o Código Penal como feliz conquista conta o crime e aquele que considera que a nova Lei de Segurança Interna é um instrumento importante e, por isso, não encontra “razões para [a] não promulgar”. E é o mesmo senhor que não nada diz sobre o estado comatoso da polícia e da GNR, sem meios humanos, materiais e jurídicos e perante a total degradação e paralisia da sua autoridade. Eis o nosso homem! Maior atrevimento não é possível.
3. Com a lista de mazelas denunciadas pelo dr. Cavaco, na mão e no ouvido, acorrem sempre à acção mediática os rapazes do costume. Os despeitados do PSD e a garotagem do CDS desataram num alarido artificial e cómico, sem que nunca se ouvisse uma única palavra de crítica ou simples lamentação sobre a posição do senhor presidente da República no apoio dado ao construído jurídico arquitectado pelo governo e que, fora outras razões substanciais, são importantes em toda esta questão. E mesmo que, por puro exercício que fosse, se aceite estar presente uma sustentada estratégia política de desgaste e cerco ao governo, levado a cabo pelo dr. Cavaco e seus anões – enquanto a D. Ferreira Leite espera em silêncio no recesso do lar – tal experimentalismo insano e provocador, com evidentes reflexos na vida dos portugueses e no país, não o permite aceitar. Não estamos num vale tudo. Haja decoro!
A.P.
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««Objectivamente!
Dois membros do Governo e o Senhor Presidente da República vêm publicamente demonstrar intranquilidade com a actividade delituosa em Portugal!
Algo inédito na nossa história recente!»»
Começo a perceber porque é que políticos aldrabões continuam a ser eleitos. Há sempre quem acredite piamente no vlor facial das respectivas posições públicas. Dou-lhe duas semanas para ninguém falar em criminalidade.
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««Conclusão: as pessoas completamente objectivas não têm opinião, não querem saber e têm raiva a quem se preocupa com o que é nocivo para todos.»»
Pessoas minimamente objectivas começam por perceber que a histeria tende a agravar os problemas. Viu alguma reflexão válida sobre as causas da suposta onda de criminalidade? Nope. Já sabemos qual vai ser o resultado disto tudo:
– muda-se a lei no sentido contrário à última histeria ( uma das últimas foi o grave problema da prisão preventiva em excesso, agora parece que há pouca prisão preventiva)
– atira-se com dinheiro para o ministério das polícias (o ministro agradece)
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JM!
Não devemos confundir o problema com a agenda mediática! O problema existe, pre-existe e sucede à agenda mediática!
Muito menos devemos confundir o saturado e rigoroso estudo acerca do problema, causa e concausas e sua solução, com a mera discussão recognitiva do problema!
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Quem sabe de criminalidade violenta é o JM, embora ela não exista, é claro.
Está mesmo a pedir que lhe calhe pela porta, não?
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Meus Senhores! Decoro! Não há uma onda de criminalidade. O que aconteceu foi apenas um erro de paralaxe. Que custou 6 milhões ao Guimarães. Caso único. Ponto final. Tudo o resto somado são amendoins. Nem valia a pena incomodarem um homem que nem parece estar no pleno uso das suas faculdades e obrigarem-no a tomar uma posição. Ainda se o obrigassem a tomar chá.
Há que apelar aos profissionais do crime para que actuem de forma convincente. Das duas uma: ou aumentam a actividade em pelo menos 50 porcento ou deixam-se de arrufos. Assim como estamos ninguém sabe se há-de andar borrado de medo como se estivesse nalguma capital civilizada.
E já agora: para quando a militarização das cidades à maneira Berlusconiana?
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É capaz de ter uma boa dose de razão, João Miranda. Simplesmente isto por cá é assim com tudo. Se não há barulho acerca dos problemas, os problemas não existem.
Também não iam resolver de outra forma se não houvesse barulho mediático.
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Agora no que estou em absoluto acordo consigo é no caso de usos de snipers ´por dá cá aquela palha.
E idem para programas televisivos onde se explora a boçalidade das pessoas.
Até o Dirty Harry e o Clint de que sempre fui fã me pareceu deslocado nesta altura.
Mas sempre fui fã sem precisar de defender barbaridades de justiças populares.
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O Justiniano já tinha dito antes de mim, o que importava. É isso mesmo. O problema existe, a agenda mediática não o inventou. Mais fácil e mais razões existem para se esconder que admitir.
Até porque as questões de fundo que levam a ele são da responsabilidade dos políticos.
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O raciocínio do autor deste post (e outros do mesmo tema) é claramente CORRECTO!
Acho inacreditável como os leitores parecem não o compreender. Mais ainda; cometem o mesmo erro de todos os ‘treinadores da bancada’: julgar a realidade “a olho”.
Claramente não há novidade nenhuma relativamente aos últimos anos. E mesmo que exista um aumento de criminalidade é uma flutuação estatística: as fronteiras não foram abertas somente em 2008! O que pode ter mudado na sociedade portuguesa, ou na Europa, que justifique uma onda de criminalidade? Emissão extraordinária de passaportes para bandidos assaltarem gasolineiras? Don’t seem so.
Num País com tanta aliteracia, o mês oficial de férias torna-se deprimente…
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