Criacionismo nas escolas
12 Setembro, 2008
Joaquim Sá Couto defende que as escolas devem ensinar criacionismo, a par com o evolucionismo. O assunto está minado pela irracionalidade importada de alguns activistas americanos anti-criacionismo. Há 20 ou 30 anos atrás, o assunto seria pacífico. Por exemplo, o famoso “Cosmos” de Carl Sagan (Sagan tem um estatuto de semi-deus entre esses activistas) começa com a descrição de um mito da criação Assírio.

Criacionismo é assunto de capoeira.
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eu defendo que as escolas devem ensinar o machismo… cada um defende o que quer…
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And that’s a new low for Mr. Miranda! Congratulations…
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É ir ler…Criacionismo nas escolas? Tenham pudor.
“A fé que não tem coragem de se mostrar
O processo contra o “desígnio inteligente”
Jerry Coyne
Universidade de Chicago
Exactamente oitenta anos após o processo de Dayton, Tennessee, que ficou conhecido como o John Scopes “monkey trial”, a história está prestes a repetir-se. Numa sala de audiências em Harrisburg, Pennsylvania, desde fins de Setembro cientistas e criacionistas travam uma luta para saber se e como os estudantes do liceu, em Dover, irão aprender a respeito da evolução biológica. Poder-se-ia presumir que estas batalhas tinham acabado mas isso seria subestimar o furor (e a ingenuidade) dos criacionistas escarnecidos.
O julgamento Scopes dos dias de hoje — Kitzmiller e outros contra Distrito Escolar da Zona de Dover e outros — começou de forma inócua. Na primavera de 2004, a comissão de revisão do manual escolar do distrito recomendou que um novo manual escolar comercial substituísse o obsoleto manual de biologia. Na reunião do conselho de instrução, em Junho, o presidente da comissão curricular, William Buckingham, queixou-se de que o livro proposto para revisão estava “estreitamente ligado ao Darwinismo”. Depois de desafiar a audiência para que recuasse nas suas origens até ao macaco sugeriu que um manual mais apropriado deveria incluir a teoria bíblica da criação. Quando foi questionado sobre se isso poderia ofender aqueles que professassem outras crenças, Buckingham retorquiu: “Este país não foi fundado sobre as crenças muçulmanas ou sobre a evolução. Este país foi fundado a partir da Cristandade e os nossos estudantes devem ser ensinados como tal”. Uma semana mais tarde, defendendo o seu ponto de vista, Buckingham alegadamente argumentou: “Há dois mil anos alguém morreu numa cruz. Será que ninguém pode defendê-lo?”. E acrescentou: “Em lado algum a Constituição exige a separação entre a igreja e o estado”.
Depois de um verão de discussões acaloradas mas inconclusivas, em 18 de Outubro de 2004 o conselho de instrução de Dover aprovou, por seis votos a favor e três contra, uma resolução que diz: “Os estudantes serão postos ao corrente dos problemas/lacunas existentes na teoria de Darwin bem como de outras teorias da evolução incluindo, mas não só, o desígnio inteligente. Nota: A Origem da Vida não é ensinada”. Decorrido um mês, o distrito escolar de Dover emitiu uma nota de imprensa divulgando a forma como a alternativa do “desígnio inteligente” devia ser exposta. Antes de começar a ensinar a evolução, os professores de biologia teriam de ler aos seus alunos do nono ano uma declaração que incluísse as seguintes palavras:
Os Padrões Académicos da Pennsylvania exigem que os estudantes aprendam a Teoria da Evolução de Darwin e que, em tempo oportuno, se submetam a um teste estandardizado do qual a evolução faz parte.
Porque a Teoria de Darwin é uma teoria, continua a ser testada à medida que são descobertas novas evidências. A Teoria não é um facto. Na Teoria existem lacunas para as quais não há provas… O desígnio inteligente é uma explicação sobre a origem da vida que difere da perspectiva de Darwin. A obra de consulta, Of Pandas and People, é útil para que os estudantes vejam se gostariam de explorar esta perspectiva num esforço para alcançar uma compreensão do que implica, de facto, o desígnio inteligente. Tal como acontece com qualquer teoria, os estudantes são encorajados a manter o espírito aberto.
Embora previsíveis, os resultados foram dramáticos. Dois membros do conselho de instrução demitiram-se. Os oito professores de ciências do Liceu de Dover enviaram uma carta ao inspector escolar salientando que “o desígnio inteligente não é ciência. Não é biologia. Não é uma teoria científica aceite”.(…)
“(…)A aplicação prática e a justificação dos princípios da Primeira Emenda não são determinadas por inquéritos à opinião pública ou por um voto maioritário. Se os proponentes do Act 590 constituem a maioria ou a minoria é perfeitamente irrelevante num sistema de governo constitucional. Nenhum grupo, não importa quão grande ou pequeno, pode utilizar os órgãos do governo, dos quais as escolas públicas são o mais proeminente e influente, para impingir aos outros as suas crenças religiosas.(…).
Qualquer pessoa que se dê ao trabalho de estudar o DI e o seu progressivo desenvolvimento a partir das formas de criacionismo primitivas e mais manifestamente religiosas irá considerá-lo uma teoria anti-científica, baseada na fé e apoiando-se, afinal de contas, nas doutrinas da cristandade fundamentalista. A sua introdução nas escolas viola, portanto, não só a Constituição mas também os princípios da verdadeira educação.”
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A diferença está no facto de o evolucionismo ser uma teoria científica e o criacionismo uma crença religiosa. Penso que isto diz tudo.
abraço,
TMR
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O JM ainda hoje nao sabe apreciar a diferencia entre ler o “Cosmos” de Carl Sagan no metro ou no bus caminho da escola e ler este mesmo livro na mesma escola explicado a turma pelo professor de religiao? Pois nao.
Entraria este mesmo livro no listado dos censurados da Palin?
Com certeça se a temática leitora desta senhora a deixase ir mais além de ” como prospecionar petróleo com garantias de seguridade e eficiencia em lugares inaccesiveis pela dificuldade das varias capas completamente geladas em 30 días”.
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Eu cá acho que as escolas devem ensinar criacionismo, a par com os mitos da criação Assírios.
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Pronto. O JM volta às irrelevâncias – criacionismo vs evolucionismo. Subiu-lhe à cabeça ter ultrapassado o Abrupto:
😉
Publicado 11 Setembro 2008 16:23
Abrupto ultrapassado
O Abrupto de José Pacheco Pereira foi ultrapassado pelo Blasfémias de João Miranda, Helena Matos e Gabriel Silva entre outros no topo das audiências dos blogues políticos portugueses. Esta pode ser a notícia da rentrée na blogosfera nacional, a confirmar-se a tendência até agora registada.
Jornal de Negócios Online
Aquilo que até poderia ser um assunto interessante para o De Rerum Natura (por exemplo) aqui mais não é do que um fait divers. Interessante se pudesse ser discutido sem a carga de fanatismo que aportam os criacionistas. Ando, aliás, há muito tempo a querer escrever um texto bem fundamentado sobre o assunto, mas será preciso um tempo de serenidade e reflexão de que (ainda…) não consegui dispôr – a fazer, tem que ser muito bem fundamentado, muito bem apresentado (com powerpoint e tudo), a exemplo de um que já fiz sobre a Cosmogénese e que mudou o paradigme de muito fundamentalista que o viu.
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A Breve História do Tempo,de Stephem Hawking, também termina, salvo erro, com uma referência a Deus.
Acha que é por o autor defender o ensino do criacionismo? Think again.
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Hum, por muito que os anti-creacionistas sejam irracionais as teorias creacionistas também o são… E a não admissão deste facto é que estende uma discussão que já deveria ter acabado há muito tempo.
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paradigme=paradigma
Acho que estou a ficar com o mesmo defeito na dicção que os lacobriguenses. Eh, eh, eh.
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Deus. Há os que acreditam e os que o negam. Será que cada vez que se discuta um assunto, como o dos manuais escolares referidos, tenha que haver um referendo?
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Eu acho excelente a ideia de ensinar criacionismo a par com o evolucionismo. Ou a astrologia juntamente com a astronomia, por exemplo. É uma lufada de ar fresco e de diversidade no ensino, lá isso é verdade. Eu não sabia é que estas ideias pós-modernas já tinham contaminado o João Miranda.
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O Estado tem a mão na educação. Esse é que é o problema.
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Só tenho uma dúvida: o facto de o Carl Sagan, eventualmente, ter referido o Professor Bamba num dos seus livros, habilitaria esse cientista alternativo com banca na rua dos fanqueiros a dar aulas de astrofísica em Cornell?
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Porque insistem no confronto criacionismo vs ciência?
Pessoalmente, nada me move contra o ensino do criacionismo enquanto explicação filosófica, simbólica, o que quiserem, do universo.
O que não aceito e me parece totalmente inadequado é confrontar teorias científicas com crenças religiosas, ontologicamente adversas à comprovoção científica.
É o confronto entre duas áreas que deveriam permanecer estanques que me parece inadequado e redutor. Cada um no seu lugar. Pretender, através de uma capa de pseudo-ciência (Inteligent Design) equiparar-se a uma teoria efectivamente sujeita ao crivo científico é não apenas disparatado como contraproducnte.
Ensinem o criacionismo e tudo o mais que estiver de acordo com as respectivas crenças religiosas mas, por amor de Deus, não o façam na aula de ciências.
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Se as escolas devem ou não ensinar o criacionismo não sei. Não se deve é ter medo do confronto, qual é o problema de confrontar os argumentos dos criacionistas?
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hipóteses são o fruto da imaginação dos seus autores.
o evolucionismo foi há muito ultrapassado pela genética.
Eça diria “tiveste lá? viste?”
então barda merda
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Nas minhas aulas de Biologia sempre foi mencionado o criacionismo. Não vejo mal nenhum nisso; pelo contrário. Não faz sentido ensinar a evolução das espécies sem referir o criacionismo, as teorias de Lamarck, etc. Ensinar uma teoria sem mencionar as teorias concorrentes e/ou anteriores é anticientífico.
É irónico que muito cientista ferrenho esteja a ter um comportamento anticientífico ao (pretender) defender a ciência.
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Também nao seria má ideia ensinar feitiçaria nas escolas e magia negra. Para compensar. As coisas do diabo nao podem ser assim discriinadas.
Esse assunto só mesmo no gozo. Talvez pudessem focar o assunto nas aulas da literatura, com o estudo dos imensos mitos da criaçao do mundo das várias culturas. E sem esquecer as do povo apache.
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Uma Universidade para Vilar de Perdizes, já !
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Não posso concordar mais com o Nuno Albuquerque.
Creacionismo NÃO É ciência (nem intelligent design, nem por aí fora), é crença religiosa.
Não deve ser ensinado a par da teoria da evolução – aliás, é sintomático que se fale da TEORIA da evolução, mas NUNCA da teoria do creacionimo / projecto inteligente. Caso a questão seja levantada por um aluno, também não se deve “saltar” para o outro lado da barricada e dizer que aquilo está tudo errado e por aí fora. Deve-se antes destrinçar as duas coisa (uma científica, outra religiosa) e deixar a coisa por aí.
Existe, para ainda mais, uma grande confusão. As duas crenças não são incompatíveis. Não é incompatível acreditar-se na evolução e ao mesmo tempo que o homem evoluiu por designio divino. Basta aceitar que a evolução é um reflexo da vontade divina. O problema é que a maioria das pessoas tem dificuldade em pensar em termos complexos e “encaixam” melhor a ideia de que um ser divino “estalou” os dedos e as coisas foram criadas.
Pessoalmente, e como crente, acho mais insultuoso para Deus a crença do “estalo de dedos” do que acreditar que Deus é omnipotente e capaz de criar de tal forma “natural” que a sua presença estjea, de facto, velada a contestação (ou confirmação) por parte do Homem.
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««A Breve História do Tempo,de Stephem Hawking, também termina, salvo erro, com uma referência a Deus.
Acha que é por o autor defender o ensino do criacionismo? Think again.»»
Mas então fazer referências a Deus num livro de divulgação não é ensinar criacionismo?
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«habilitaria esse cientista alternativo com banca na rua dos fanqueiros a dar aulas de astrofísica em Cornell?»
Ninguém anda a defender que os padres (não habilitados em Biologia) vão ensinar Biologia.
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««O que não aceito e me parece totalmente inadequado é confrontar teorias científicas com crenças religiosas, ontologicamente adversas à comprovoção científica.»»
Assim se vê o declínio do pensamento científico. Desde quando é que a ciência teme o confronto com o que quer que seja?
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Eu acho óptimo isto tudo. E os putos deixam de ter de se levantar cedo ao Domingo de manhã para ir à catequese.
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É sim senhor. Isso é que é uma boa ideia. Mais: proponho também que se leccione vários criacionismos: se o criacionismo cristão é para dar nas escolas, então tb quero aprender sobre o criacionismo islâmico, judaico, indu, da tribo chiahua da américa do sul, dos pernetas da micronésia.
As escolas, a bem do liberalismo e do escolhe quem quer, até podiam dar a escolher, como opção, o criacionismo que mais gostarem.
P.S. – A teoria criacionista já faz parte do programa de Ciências naturais do 3º ciclo e de Biologia e Geologia do ensino secundário; tb ´faz parte dos programas da disciplina de Físico-química.
P.S. (2)- O evolucionismo é uma teoria cientifica com evidências à la carte; o criacionismo é uma crença, uma espécie de “fezada”. Quais são os fundamentos científicos do criacionismo e da sua teoria anexa “Designe inteligente”?
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««Creacionismo NÃO É ciência (nem intelligent design, nem por aí fora), é crença religiosa.»»
E desde quando é que nas aulas de ciência só se ensina ciência? Aliás, eu nem percebo como é que se pode ensinar ciência sem primeiro ensinar teorias metafísicas (que por definição não são científicas). E, obviamente, não percebo como é que se pode compreender a teoria da evolução e as suas implicações culturais sem perceber o contexto histórico em que ela apareceu e o contexto histórico em que ela actualmente existe. Qualquer bom livro sobre teoria da evolução tem páginas e páginas sobre criacionismo. Recomendo o que considero ser o melhor nessa matéria: “A ideia perigosa de Darwin”.
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««Eu acho óptimo isto tudo. E os putos deixam de ter de se levantar cedo ao Domingo de manhã para ir à catequese.»»
Um dos problemas do Caramelo nesta matéria é que confunde ensinar com doutrinar. Por acaso ensinar teoria da evolução ou criacionismo implica algum tipo de doutrinação? Não é suposto o ensino estimular o pensamento crítico em relação a todas as teorias ensinadas?
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A mim ensinaram-me criacionismo na escola e na devida disciplina, “Religião e Moral”. A teoria do evolucionismo foi leccionada em “Biologia”, como é óbvio.
Afinal, o que é que o JM e o Joaquim pretendem?
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««É sim senhor. Isso é que é uma boa ideia. Mais: proponho também que se leccione vários criacionismos: se o criacionismo cristão é para dar nas escolas, então tb quero aprender sobre o criacionismo islâmico, judaico, indu, da tribo chiahua da américa do sul, dos pernetas da micronésia.»»
Desde quando é que ensinar o criacionismo implica sequer ensinar o criacionismo cristão? O criacionismo é uma teoria sem religião.
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“Mas então fazer referências a Deus num livro de divulgação não é ensinar criacionismo?”
Não, não é.
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««A mim ensinaram-me criacionismo na escola e na devida disciplina, “Religião e Moral”. A teoria do evolucionismo foi leccionada em “Biologia”, como é óbvio.»»
Provavelmente teve um mau professor de Biologia. O meu professor de Biologia falou longamente sobre as teorias criacionistas, que por acaso até estão no manual escolar que se usava na época. Provavelmente também encontrará uma secção no seu manual escolar que fala de criacionismo (na parte em que se fala do fixismo).
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O deus cientifico é diferente do deu religioso. O deus de Carl Sagan é humano. Está nos neuronios e sinapses do homem. O deus religioso está na mesmo sitio, só que nao o sabem, nem querem. Foi o homem que criou deus e nao o contrário. Vao ensinar creacionismo? Nao há problema nenhum, a nao ser a perda de tempo para outras coisas. É o mesmo que ensinar a comunicaçao com os mortos ou com o além e estudar o paranormal .. eheh
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««“Mas então fazer referências a Deus num livro de divulgação não é ensinar criacionismo?”
Não, não é.»»
Então é o quê? Se eu discuto a possibilidade de Deus existir e de ter alguma relação com o universo em que vivemos, estou a ensinar o quê, para alem de criacionismo?
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Concordo com o Piscoiso – tudo bem desde que se convidem o resto das teses análogas e os seus principais defensores que costumam fazer as suas orações de sapiência em Vilar de Perdizes.
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Nas escolas quando ensina a teoria da evoluçao, fala-se normalmente de outras ideias como o religioso. Assim o criacinismo pode-se dizer como assim que já é ensinado. É muito barulho para nada.
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João Miranda, uma coisa é história das cosmogonias – que é o que faz o Sagan quando se refere seja aos mitos assirios ou apaches ou cristãos da criação – outra coisa, bem diferente, é ensino da ciência. O Carl Sagan, que é um cientista à moda antiga, nunca confunde as duas coisas e sobretudo, nunca lhe passaria pela cabeça achar que as mitologias são “concorrentes” da ciência, como faz o LPMachado.
Querem abrir um espaço dentro das aulas de ciência para dizer que há quem pense que a terra está assente no dorso de um elefante, como os hindús? Tudo bem. Mas não confundam as coisas e dêm um pouco mais de espaço à ciência propriamente dita, se não for pedir muito.
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O homem criou deus como criou o diabo, como criou a barbie e o ken, como cria os fantasmas, o unicornio, o dragao, o touro minos, o che guevara e o dom sebastiao. A imaginaçao é poderosa. Até pode matar.
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«O meu professor de Biologia falou longamente sobre as teorias criacionistas, que por acaso até estão no manual escolar que se usava na época.»
O meu também. E não fiz Biologia há assim tanto tempo…
«Concordo com o Piscoiso»
Está a expor-se ao ridículo, CAA.
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Não tinha visto o comentário 29 do João Miranda. Ó João Miranda a religião não tem “teorias”… é exactamente aí que está a questão.
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Outro caso de paixão assolapada pela bela Sarah. Ah! O amor é tão lindo! As baboseiras que escrevemos por causa dele…
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Acho muito bem que se fale do creacionismo nas aulas de Biologia. Tal como se fala da teoria da geração espontânea, etc. Isso é ensinar o que não está correcto. Não tenho problema nenhum com isso. O que é questionável é se se deve ensinar tudo o que está cientificamente incorrecto nas aulas de Biologia. Teriam que ser longas as aulas. Mas ao menos dariam para rir.
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«Provavelmente também encontrará uma secção no seu manual escolar que fala de criacionismo (na parte em que se fala do fixismo).»
Tem razão, nas aulas de Biologia falámos do criacionismo, fixismo, geração espontânea,etc. Como História da ciência e do pensamento na introdução à teoria da evolução.
Mas continuo sem saber o que pretende.
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«««Tem razão, nas aulas de Biologia falámos do criacionismo, fixismo, geração espontânea,etc. Como História da ciência e do pensamento na introdução à teoria da evolução.»»
E isso não é ensinar o criacionismo nas aulas de biologia?
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«nunca lhe passaria pela cabeça achar que as mitologias são “concorrentes” da ciência, como faz o LPMachado.»
Eu escrevi “concorrentes e/ou anteriores”. Para mim, a distinção entre concorrentes e anteriores nem é relevante. Só se pode aferir o valor duma ideia se se confrontar com as alternativas. A teoria de Darwin foi confrontada com o criacionismo quando surgiu, o que é normal. Não percebo qual é o medo de confrontar uma ideia com os argumentos detractores. E qual o problema de dizer que uma mitologia concorre com a ciência? Não percebi.
Mais uma vez, repito: evitar mostrar e discutir teorias minoritárias é anticientífico.
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“Então é o quê? Se eu discuto a possibilidade de Deus existir e de ter alguma relação com o universo em que vivemos, estou a ensinar o quê, para alem de criacionismo?”
Ensinar criacionismo é explicitar a doutrina subjacente, mostrando em que pontos Deus se enquadra no assunto do livro (partindo do principio que será um livro cientifico). Fazer uma referência a Deus pode ser qq outra coisa.
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A maioria das pessoas até aos 5 ou 8 anos de idade ou até mais tarde acredita no pai natal. Ele é real e anda de trenó. Deus é a mesma coisa. Ele existe, é absolutamente real. Ele está dentro e no meio de nós. Gosto do pai Natal e de Deus.
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JM diz:
“O criacionismo é uma teoria sem religião”.
Tem razão. É a própria religião.
Parabéns JM, vê-se que vc tem uma missão e que a leva a sério. Haja alguém!
Mas do que eu gosto mesmo é da fingida defesa do criacionismo fundamentalista bíblico que se disfarça de ecuménico…
Giro seria o criacionismo egípcio. Sempre daria para mandar embalsamar cá uns artistas…
MFerrer
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O JM anda a confundir a queda da ciência com a queda do liberalismo económico.
Onde é que o pensamento cientifico está em declínio, caro JM? Vê-se bem que tudo o desenvolvimento tecnológicop que vai grassando pelo mundo é devido a algum fenómeno sobrenatural ou religioso.´
“O criacionismo é uma teoria sem religião” – Então escolha lá um para leccionar aos seus concidadãos. Qual é que acha mais útil?
Vai dizer que não é o Deus cristão, é um ser omnipresente e potente. Caso o JM seja crente, já vi que abandona o seu Deus por outrop qualquer, mas mais moderno (já não é um tipo de barbas, não é) – passou a ser um tipo inteligente e com estilo (capaz de fazer design de alta qualidade).
Ninguém sabe como começou o universo. Que eu saiba a ciência não excluiu ainda a possibilidade da existência ou não de uma entidade criadora, apenas diz que não encontra evidências de tal ter sucedido.
P.S. – a sua estratégia de argumentação é, no meu entender, pouco honesta. E porquê? Porque o senhor não argumenta aquilo que afirma. Limita-se a afirmar. ´Veja-se o 31 – então se o criacionismo é uma teoria que não se relaciona com a religião, então é o quê – uma teoria cientifica?
è só para criar polémica e aumentar o número de visitas, enfim a chico-espertice do costume.
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Se ensinarem o criacionismo nas escolas vao ter que ensinar o óbvio. Vao ter que ngar a existencia de Deus. E isso é mau. Porque é tao mau como se ensinassem nas escolas que o pai natal nao existe. Um puto ia para a escola aos anos e a professora logo lhe dizia que o pai natal nao existe. Estava mal. Também nos liceus nao me parece adequado que tenham que ensinar que deus nao existe.
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«Vao ter que ngar a existencia de Deus.»
Porquê? Já provaram que Deus não existe? Em que revista saiu? Perdi esse artigo!!!
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««João Miranda, uma coisa é história das cosmogonias – que é o que faz o Sagan quando se refere seja aos mitos assirios ou apaches ou cristãos da criação – outra coisa, bem diferente, é ensino da ciência.»»
Não percebi. Onde está a diferença? Está a izer que o ensino dos mitos é crítico e o ensino da ciência é acrítico? Ou vice-versa?
«« O Carl Sagan, que é um cientista à moda antiga, nunca confunde as duas coisas»»
O Caramelo acha que ensinar A e B é confundir A com B? Sai-se com cada uma.
«« e sobretudo, nunca lhe passaria pela cabeça achar que as mitologias são “concorrentes” da ciência, como faz o LPMachado.»«
É óbvio que as mitologias são concorrentes da ciência. Se não fossem não haveria discussão.
««Querem abrir um espaço dentro das aulas de ciência para dizer que há quem pense que a terra está assente no dorso de um elefante, como os hindús? Tudo bem. Mas não confundam as coisas e dêm um pouco mais de espaço à ciência propriamente dita, se não for pedir muito.»»
O Caramelo não percebeu. Todo o ensino deve ser crítico. Por ser crítico, até podia ensinar a sua teoria dos elefantes. A função do ensino dessa teoria é o mesmo que qualquer outra. Serve para perceber como é que sem aplicam os métodos universais de investigação, de raciocínio e de teste empírico. Ao contrário do que pensa o Caramelo, as aulas de ciência não servem para a tranmissão acrítica de conteúdos científico. Servem para o estudo crítico das teorias científicas e mesmo não científicas. De outra forma como é que os alunos aprenderiam a lidar com teorias não científicas?
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Oh JM,
Já pensou em começar a postar sobre a próxima guerra à Rússia que a madame Palin em tão boa hora nos anuncia?
Vão atacar de que lado?
Vai ser a pé ou de carro?
Com Bíblias ou algo mais duro?
Então prepara-se uma guerra dessa dimensão e vc vem discutir o criacionismo? Eu, se tivesse metade dos seus talentos, descutiria para já a teoria do destruicionismo…
Seria uma pena essa guerra começar sem os seus avisados conselhos e opiniões.
Sim, senhor!
MFerrer
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Caro João Miranda,
Como disse o Caramelo, e bem, a religião não tem teorias, lida com absolutos, EXACTAMENTE o oposta da ciência, que não tem absolutos.
Como disse, e repito, não vejo necessidade de se ensinar creacionismo – pois trata-se de uma crença religiosa – nas aulas de biologia ou similar. De igual modo, não vejo nenhum problema em DISCUTIR o assunto caso este surja.O que DEVE ser incentivada é a curiosidade de quem aprende e os alunos sentirem-se livres para interrogar o que está a ser ensinado caso isto choque com as suas convicções.
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««Onde é que o pensamento cientifico está em declínio, caro JM? Vê-se bem que tudo o desenvolvimento tecnológicop que vai grassando pelo mundo é devido a algum fenómeno sobrenatural ou religioso»»
Está a confundir desenvolvimento tecnológico, feito essencialmente por uma pequena minoria especializada e muitas vezes acrítica, com a prevalência do pensamento científico na população. Com a divisão do tabalho que existe actualmente pode haver desenvolvimento tecnológico ao mesmo tempo que ocorre a decadência do pensamento científico.
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Eu aqui tendo a achar que o post do JM tem o mérito de lançar o velho repto “quem não deve, não teme”. Ensine-se antes de mais a saber tudo o que existe, a conhecer as diversas abordagens; as mentes críticas escolherão sabiamente, quanto às acríticas pelo menos não minam as outras.
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Juro por tudo que usei os termos crítica e acrítica sem ter lido o comment do JM de há minutos. Transmissão de cérebro, como diria um crianço que me é próximo 🙂
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Sinceramente, estou espantado com a quantidade de gente que pretende defender aqui a Ciência com argumentos anticientíficos, até antirracionais.
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Mas estas pessoas que estão aqui não aprenderam criacionismo em Biologia, o programa mudou, ou simplesmente nunca tiveram aulas de Biologia, ou o professor era mesmo uma merda/socialista estúpido (riscar o que não interessa)?
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««Como disse o Caramelo, e bem, a religião não tem teorias, lida com absolutos, EXACTAMENTE o oposta da ciência, que não tem absolutos.»»
E desde quando é que eu, para estudar ou ensinar o criacionismo, preciso de ver o criacionismo como um absoluto? É assim tão dificil tratar o criacionismo como uma teoria metafísica (que de facto é)?
««Como disse, e repito, não vejo necessidade de se ensinar creacionismo – pois trata-se de uma crença religiosa – nas aulas de biologia ou similar.»»
Como é que explica aos alunos que a teoria de Darwin é original e revolucionária se não lhes ensinar que o criacionismo é a alternativa principal? Como é que explica aos alunos o feito intelectual que é o darwinismo sem lhes explicar o argumento do desígnio (que obviamente implica ensinar o criacionismo)?
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A maior parte das pessoas acredita bovinamente na evolução das espécies e em tudo o que “aprenderam” nas aulas de ciências. O darwinismo é uma *teoria* científica — por sinal a melhor conhecida — , não é lei (científica). Tem de se argumentar, não basta dizer que é assim.
Já agora, uma pergunta que ando para fazer ao João Miranda há uns bons tempos: O darwinismo é refutável? Se sim, como?
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Não há razões para ter medo deste debate, Darwinismo versus Criacionismo. Dele resultará, com toda a certeza, o fracasso do criacionismo como teoria científica.
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Se o criacionismo não faz sentido quem tem medo dele? Logo quando as escolas pouco ensinam e o que ensinam é mal…por mim, venham as duas ou três. Sem problemas.
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A afirmação “os seres vivos estão sujeitos às regras da selecção natural” é falsificável.
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A sério, estou transido. O JM cambia da parvoíce pro-meliantesca à defesa, genial diga-se, da liberdade de pensamento como motor do progresso. Seria absurdo se não fosse, milhas antes, hilariante.
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«Dele resultará, com toda a certeza, o fracasso do criacionismo como teoria científica.»
Mas quem é que disse que o criacionismo é uma teoria científica? Nas aulas de ciência não se pode falar de ideias fora do âmbito da ciência?
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«A afirmação “os seres vivos estão sujeitos às regras da selecção natural” é falsificável.»
Como?
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«É assim tão dificil tratar o criacionismo como uma teoria metafísica (que de facto é)?»
A teoria de que a Terra tem 6000 anos é metafísica?
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Pedro Machado,
tudo é ciência. A metafísica tem sob pena de nulidade de conformar-se à ciência, tem de ser retrocompatível.
Logo nada está fora do âmbito da ciência, pode é falar-se de ciências com pressupostos diferentes entre si.
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Para mim é mais que evidente que se se vai ensinar creacionismo nas escolas é o fim da religiao. Se começarem a discutir existencia de deus ou nao nas escolas e respectiva criaçao do mundo, lá se vai a historieta para o maneta.
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Deixem a fé em paz, porque ela faz falta. É util nos momentos dificeis de cada pessoa. Nao matem o pai natal segunda vez.
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È um profundo erro querer aniquilar a metafísica. É que a negação da metafísica também é uma teoria metafísica.
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LPedroMachado,
O princípio da selecção natural (a selecção natural é um mecanismo possível da evolução) não é refutável porque é uma necessidade lógica.
A teoria da evolução com base na selecção natural (a vida na terra evoluiu por selecção natural) é uma teoria histórica. Como todas as teorias históricas não pode ser testada experimentalmente nem pode ser avaliada por observação directa. A história tem que ser avaliada com base numa amostra pequena de vestígios que sobreviveu até ao presente. Este aspecto da teoria poderia ser refutado se se encontrassem vestígios incompatíveis com a teoria, mas as teorias históricas são difíceis de refutar.
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“Aquilo em que eu acredito, embora não possa ainda prová-lo, é que a crença é um processo independente do conteúdo. Ou seja, as crenças sobre Deus – até ao ponto em que são, de facto, genuínas – são iguais às crenças sobre números, pinguins, tofu ou outra coisa qualquer”.(Sam Harris, filósofo e escritor norte-americano)
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«««É assim tão dificil tratar o criacionismo como uma teoria metafísica (que de facto é)?»
A teoria de que a Terra tem 6000 anos é metafísica?»»
A teoria de que Deus criou a Terra há 6000 anos de forma a parecer mais antiga é uma teoria metafísica. Não há dado empírico que a consiga refutar.
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Sobre o 53
“Não percebi. Onde está a diferença? Está a dizer que o ensino dos mitos é crítico e o ensino da ciência é acrítico? Ou vice-versa?”
Eu acho que percebeu, JM. E o que deve ser acritico é o ensino dos mitos, parece-me óbvio. Os mitos relatam-se, não se debatem ou criticam. Eu, pelo menos, não estou interessado em discutir com um católico os milagres de Jesus Cristo, por exemplo. Nem nenhum católico estará interessado nisso. E não estou a ver, por exemplo, porque é que um professor de agronomia ou bioquímica iria discutir com um seu estudante as probabilidades de Jesus poder transformar a água em vinho, ou porque é que um professor de medicina iria dar-se ao trabalho de dizer a um seu aluno que o Lázaro realmente não se levantou do túmulo. Mas admito que possa estar enganado.
Agora vou almoçar e depois falo nos outros pontos do seu post, JM. Téjá.
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Estar a ensinar o creacionismo como alternativa à evoluçao das espécies é o mesmo que dizer que se nao foi assim olhem foi magia. Sea teoria da evolujçao nao está certa, de certeza que nao é o criacionismo que fica como alternativa..lol Por isso nao é o criacionismo que se tem de ensinar em contraposiçao à teoria da evolçao da espécies. Nao podem dizer que foi magia, para explicar o que nao se sabe..lol
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“Acredito que o universo não é acidental, mas não posso prová-lo”.
(Paul J. Steinhardt, físico norte-americano)
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O facto de o darwinismo não poder ser refutável — ou só muito dificilmente — é muito conveniente, tem de admitir… 🙂 Ou então temos de abandonar o “dogma” da falsicabilidade na ciência…
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«A teoria de que Deus criou a Terra há 6000 anos de forma a parecer mais antiga é uma teoria metafísica. Não há dado empírico que a consiga refutar»
Bom, mas isso é o criacionismo refinado. O criacionismo puro e duro que eu conheço (Jónatas Machado, p. exemplo) afirma que a Terra tem 6000 anos e que as evidências apoiam essa conclusão. Não anda a fugir com o rabo à seringa 😉
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É a mesma que um tipo estar a bater a bota e o médico que nao consegue descobrir o que ele tem . dizer que “olhe, é Deus que quer assim” para explicar o que se passa. O creacionismo é uma teoria de recurso, para quem tem de arranjar uma explicaçao fácil.
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A questão de o criacionismo ser verdadeiro ou falso é independente da questão de dever ser ensinado ou não.
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Ensinar uma coisa não é o mesmo que dizer que ela é verdadeira. É assim tão difícil de perceber?
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O criacionismo não é uma verdade religiosa insusceptível de debate. Os dogmas religiosos são de facto insusceptíveis de discussão racional ( e que podem constituir um perigo para o conhecimento, refira-se). Mas o cricionismo pretende ser uma teoria cientifica e, portanto, que se sujeita à discussão pública de ideias. Qual é o problema?
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Cito aqui um trecho do livro “Isto é Biologia”, de Ernst Mayr: : “O falseamento não é uma questão simples. Não é como provar que 2+2 não é igual a 5. Ele é especialmente inadequado para o teste de teorias probabilísticas, classe que inclui a maioria das teorias biológicas. A ocorrência de exceções a uma teoria probabilística não constitui necessariamente seu falseamento. E, em campos como a biologia evolutiva, nos quais é preciso construir narrativas históricas para explicar certas observações, é muitas vezes bastante difícil, se não impossível, falsear de maneira decisiva uma teoria inválida. O enunciado categórico de que um único falseamento requer o abandono de uma teoria pode ser verdadeiro para teorias baseadas nas leis universais das ciências físicas, mas geralmente não é verdade para as teorias da biologia evolutiva”.
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««Bom, mas isso é o criacionismo refinado. O criacionismo puro e duro que eu conheço (Jónatas Machado, p. exemplo) afirma que a Terra tem 6000 anos e que as evidências apoiam essa conclusão. Não anda a fugir com o rabo à seringa ;)»»
Eu defendo o ensino do criacionismo nas escolas, não defendo o ensino das teses dos Jónatas Machado. Defendo a tradição intelecutual do ocidente que parte de uma abordagem criacionista para chegar ao darwinismo. Se não se ensina a hipótese criacionista não se percebe o que é o darwinismo.
Se não ensinarmos criacionismo nas escolas como deve ser (isto é, ensinando todas as possibilidades e versões da teoria) o resultado é uma população que não sabe de onde veio nem onde está em termos intelectuais. A ciência pressupõe ela própria uma teoria metafísica: a veracidade da realidade observável. A ideia de que essa realidade foi criada por Deus é outra teoria metafísica. Não é possível ensinar o problema das origens (da vida e do universo) sem abordas essas teorias metafísicas.
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Podem ensinar criacionismo mas nao a podem relacionar isso com Deus, pois o criacionismo pode nao ser divino. As falhas da teroia de evoluçao podem estar apenas relacionadas com o criacionismo que entretanto apareceu. A explicaçao mais lógica é a de que o homem doo futuro conseguiu mesmo voltar ao passado carregado de genes e desatou a criar espécies e entretanto morreu e deixou o seu legado. Deus nao faz parte desta história.
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Nao podem ensinar criacionismo como se ele fosse divino. Se for divino nao é ciencia. Se ensinarem criacionismo como humano, já é uma teoria. Nao coloquem Deus na história.
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««Ou então temos de abandonar o “dogma” da falsicabilidade na ciência…»»
Esse dogma só se aplica às ciências empíricas não históricas. Grande parte do que se faz em ciência não é ciência empírica. Veja-se por exemplo todos os ramos teóricos e todos os ramos da ciência baseados em simulações computacionais a priori.
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Mas está certo. É mais uma para o facilitismo nas escolas. É correcto. A teoria das espécies nao encaixa. Qual é a dificuldade? Vamos dizer que foi Deus. lolol
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«A ciência pressupõe ela própria uma teoria metafísica: a veracidade da realidade observável. A ideia de que essa realidade foi criada por Deus é outra teoria metafísica. Não é possível ensinar o problema das origens (da vida e do universo) sem abordas essas teorias metafísicas.»
Há até quem diga que essa hipótese epistemológica (metafísica) de que o universo é passível de compreensão racional é originada, ou pelo menos, motivada, pelo cristianismo. Tal ideia é defendida por Dinesh D’Souza neste excelente debate com Hitchens:
http://video.google.com/videoplay?docid=-471219088532317812
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João e Marco, tendes razão.
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«Mas então fazer referências a Deus num livro de divulgação não é ensinar criacionismo?»
Não. É aceitar uma realidade cultural ancestral e, acima de tudo, perceber que a ciência (ainda) não explica tudo. Poderá ou não vir a fazê-lo, mas nunca o fará com recurso ou por confronto com teorias metafísicas.
Não tenho nada contra falar-se do criacionismo em aulas de ciências. Parece-me, ainda assim, bizarro, pois está a confrontar-se uma teoria científica com uma qualquer outra coisa que não tem, nunca teve e não pretende ter(com execepção de alguns fanáticos, v.g. Intelligent Design)comprovação científica.
A teoria da evolução deve ser confrontada com outras hipóteses científicas.
A confrontação da metafísica criacionista com a ciêncioa evolucionista é, mutatis mutandis, o mesmo que confrontar astrologia e astronomia.
A metafísica deve ser ensinada em aulas outras que não as de ciências. Contra isso, nada. Cada um acredita no que quer. Ensinar criacionismo por confronto com uma teoria científica tem o efeito preverso, ainda que infrutífero, de elevar o primeiro a uma categoria que não tem. E que julgo e espero não pretender alcançar.
Permita-me que lhe pergunte o seguinte: Com que teorias metafísicas costuma confrontar o seu trabalho de investigação em biotecnologia? E aceitaria que o fizessem? No mesmo plano em que desenvolve o seu trabalho?
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Faz todo o sentido começar um curso de Astronomia por referir a Astrologia. Aliás, a Astronomia nasceu da Astrologia.
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«Assim se vê o declínio do pensamento científico. Desde quando é que a ciência teme o confronto com o que quer que seja?»
A ciência não teme o confronto com a ciência. Com crenças religiosas deve, pura e simplesmente, ignorar.
Como é bom de ver, são “campeonatos” diferentes. Sendo certo, repito, que nada tenho contra a hipótese de ensinar, no sentido de divulgar, a existência da tese do criacionismo. É um exercício de liberdade.
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Em filosofia, por exemplo, ensina-se, por exemplo, Descartes e contrapõe-se a teoria com Hume. Um defende que o conhecimento vem de Deus. Outro defende que o conhecimento não existe. É um caso semelhante ao do ensino do criacionismo e do evolucionismo. A grande diferença é que a religião e a justificação de Deus fazem parte do pensamento filosófico, mas não do científico. A ciência não tem medo de se contrapor ao criacionismo (se tivesse, o evolucionismo não teria surgido), a questão é que ao contrapor uma e outra estão-se a misturar alhos com bugalhos. Uma é uma teoria científica, assente no método científico, a outra é uma crença religiosa cujo único método científico é a leitura da Bíblia.
Independentemente de existir Deus ou não, o ensino do criacionismo em aulas de ciências é tão absurdo como o ensino de astrologia em aulas de física.
E já agora, eu gostaria de lembrar que no texto do Joaquim Sá Couto, o ênfase não está no ensino de “teorias” diversas, está no facto de a teoria do Big Bang deixar um vazio que, segundo ele, só a “teoria” criacionista preenche.
João Miranda, a Sarah Palin pode estar errada de vez em quando…
abraço,
TMR
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«Faz todo o sentido começar um curso de Astronomia por referir a Astrologia. Aliás, a Astronomia nasceu da Astrologia.»
Claro que sim. Antes da abordagem científica convém sempre desmistificar as crenças. Por essa via talvez seja boa ideia ensinar o criacionismo.
Aliás, faz todo o sentido que, segundo diz, a Astronomia tenha nascido da Astrologia. Ao princípio nada se sabia e, naturalmente, toca de inventar e criar mitos e crenças. Uma vez adquirido o conhecimento científico (ongoing) já podemos abandonar as “cartomâncias”.
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««Sendo certo, repito, que nada tenho contra a hipótese de ensinar, no sentido de divulgar, a existência da tese do criacionismo.»»
Mas qual seria o outro sentido da palavra “ensinar”? Por exemplo, quando alguém defende que o darwinismo deve ser ensinado nas escolas não está a defender “ensinar, no sentido de divulgar, a existência da tese do darwinismo”? Qual é a diferença?
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««Independentemente de existir Deus ou não, o ensino do criacionismo em aulas de ciências é tão absurdo como o ensino de astrologia em aulas de física.»»
Nesta altura da discussão o Tiago poderia responder aos argumentos que entretanto já foram apresentados. Por exemplo, explique-me como é que se compreende a importância intelectual do darwinismo sem estudar o criacionismo e sobretudo o argumento do desígnio.
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««Big Bang »»
A teoria do Big Bang é mais uma cuja importância e consequências não se compreendem sem um estudo e uma confrontação com o criacionismo.
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«Mas qual seria o outro sentido da palavra “ensinar”? Por exemplo, quando alguém defende que o darwinismo deve ser ensinado nas escolas não está a defender “ensinar, no sentido de divulgar, a existência da tese do darwinismo”? Qual é a diferença?»
A única diferença deve ser a de deixar bem claro que num caso se está a ensinar uma teoria científica e noutro se está a ensinar uma teoria metafísica. E de que uma e outra não devem ser confrontadas, desiganadmente no sentido de escolher entre uma e outra.
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«Por exemplo, explique-me como é que se compreende a importância intelectual do darwinismo sem estudar o criacionismo e sobretudo o argumento do desígnio.»
É por isso mesmo que digo nada ter contra o ensino do criacionismo. Outra coisa, que é o que pretendem os arautos do ID, é ensinar o criacionismo enquanto opção ao evolucionismo. Parecem-me coisas bastante diferentes e que exigem distinção.
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E a cientologia? também podiam ensinar a cientologia!
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As aulas de biologia não são aulas de filosofia. Para perceber a evolução do homem não é necessário ensinar qualquer teoria criacionista. Factos!! Limitemo-nos aos factos!
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“explique-me como é que se compreende a importância intelectual do darwinismo sem estudar o criacionismo e sobretudo o argumento do desígnio.”
Não se compreende. Mas esse tipo de ensino já é feito nas aulas de Ciências e Biologia. E o JM sabe disso. Mas continua a argumentar just for the sake of it. E não há problema nenhum com isso. No entanto, esquece-se de ressalvar que tudo isto começou na América onde há quem queira ensinar o criacionismo como teoria científica, via Intelligent Design. Ou seja, tudo o que se disse nos comentários não passa do JM a tentar dar uma aula. Esta discussão devem ser os americanos a tê-la.
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««A única diferença deve ser a de deixar bem claro que num caso se está a ensinar uma teoria científica e noutro se está a ensinar uma teoria metafísica.»»
Desde que também fique claro que todas as teorias científicas assentam em pressupostos metafísicos.
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««As aulas de biologia não são aulas de filosofia. Para perceber a evolução do homem não é necessário ensinar qualquer teoria criacionista. Factos!! Limitemo-nos aos factos!»»
Qual é a vantagem em ensinar biologia sem ensinar os pressupostos filosóficos? A Lololinhazinha defende o corte radical entre disciplinas? Por exemplo, a matemática não deve ter lugar nas aulas de física?
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A teoria do Big Bang é mais uma cuja importância e consequências não se compreendem sem um estudo e uma confrontação com o criacionismo.
Porque? Não entendo.
Eu sempre pensei que para compreender o Big Bang era necessãrio saber fisica de particulas e fisica de altas energias e cosmologia… Agora, vem-me dizer que tambem é necessário ler a Biblia.
Ainda bem que para entender o criaccionismo não é preciso saber nada dessas tretas. Basta ler a Biblia e estar apaixonado pela Sarah Palin.
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O cachet do Tom Cruise rebentava com o orçamento do ME, Lololinhazinha. O JM fá-lo gratuitamente. O único objectivo é ultrapassar o Abrupto.
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JM,
Permita-me que lhe pergunte o seguinte: Com que teorias metafísicas costuma confrontar o seu trabalho de investigação em biotecnologia? E aceitaria que o fizessem? No mesmo plano em que desenvolve o seu trabalho?
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JM,
«Eu defendo o ensino do criacionismo nas escolas, não defendo o ensino das teses dos Jónatas Machado. Defendo a tradição intelecutual do ocidente que parte de uma abordagem criacionista para chegar ao darwinismo. Se não se ensina a hipótese criacionista não se percebe o que é o darwinismo.»
Mas não é isso que se faz agora? Eu, pelo menos, aprendi as teorias criacionistas em biologia. E tenho 22 anos, olhe que não foi há muito tempo.
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«« Com que teorias metafísicas costuma confrontar»»
Compreender as teorias metafísicas permite-me compreender onde estou e o que faço. Permite-me ainda estruturar e enquadrar muito melhor os meus métodos de investigação. Por exemplo, não é possível perceber completamente o papel da biologia computacional sem perceber o básico de filosofia da ciência e não é posível perceber filosofia da ciência sem perceber metafísica.
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««Mas não é isso que se faz agora? Eu, pelo menos, aprendi as teorias criacionistas em biologia. E tenho 22 anos, olhe que não foi há muito tempo.»»
Admito que sim. Espero que sim.
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«Compreender as teorias metafísicas…»
A escolha das palavras é acertada. Compreender. E não, confrontar. Não, escolher.
Que é o que está em causa.
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««A teoria do Big Bang é mais uma cuja importância e consequências não se compreendem sem um estudo e uma confrontação com o criacionismo.
Porque? Não entendo.
Eu sempre pensei que para compreender o Big Bang era necessãrio saber fisica de particulas e fisica de altas energias e cosmologia… »»
Como é que se compreende a cosmologia sem estudar as várias cosmologias criadas pelas várias culturas? Como é que se compreende a importância de uma teoria que aponta para uma origem no tempo do universo sem explorar a hipótese criacionista.
««Agora, vem-me dizer que tambem é necessário ler a Biblia.»»
Não mencionei uma única vez a palavra “Bíblia”.
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«Faz todo o sentido começar um curso de Astronomia por referir a Astrologia. Aliás, a Astronomia nasceu da Astrologia.»
Ó LPM, uma coisa é, como muito bem diz, “referir” a astrologia como antepassada remota da astronomia. É uma forma de introduzir a disciplina, dando-lhe um contexto histórico. Outra coisa é explicar a influência de Marte com ascendente de Vénus nos humores da Laurinha do 5º B. Aí, eu acho mais razoável o professor explicar delicadamente que a Laurinha está num daqueles dias do mês…
O Nuno Albuquerque está a colocar muito bem a questão.
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A metafísica a par da epistemologia têm apenas como intenção desempenhar um papel construtivo na ciência. E a metafísica é incontornável nas discussões sobre a origem do universo. De acordo com a teoria do big-bang, o universo foi criado num momento de temperatura e densidade infinitas, entre dez e quinze bilhões de anos atrás. Mas a ideia de um de um começo é absurda; tem que haver um momento anterior qualquer que seja o momento do início do big-bang.
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zedeportugal (8),
Mas “A Educação do Meu Umbigo” de Paulo Guinote estava sempre á frente deste blogue nessa estatística
http://www.educar.wordpress.com/
Isso quer dizer que este blogue tem as melhores audiências da blogosfera. Boa malha, doutor Paulo Guinote!
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Não sei do que se trata propriamente.
Terá algo a ver com as sociobiologias e afin?
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«Mas a ideia de um de um começo é absurda; tem que haver um momento anterior qualquer que seja o momento do início do big-bang.»
A mera existência de frases como esta e da sua óbvia pertinência chega para mostrar que é impossível discutir e aprender a teoria do Big Bang sem um mínimo de estudo metafísico. Parece-me sumamente estúpido aprender Cosmologia sem discutir metafísica. O Nuspirit acha a ideia dum começo absurda; mas a ideia de um não-começo também não é intuitiva. A resposta standard à questão do Nuspirit é fazer notar que se o Big Bang é o início do espaço-tempo é absurda a referência a um antes. Podemos fazer a analogia para menos uma dimensão espacial: A superfície da Terra é finita e no entanto não tem fim. Isto poderia parecer absurdo a um ser que só conhecesse duas dimensões espaciais. Tal como a superfície terrestre é finita e sem princípio nem fim, também o espaço-tempo é finito e sem fronteiras… Pelo menos assim se pensa…
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“Desde quando é que ensinar o criacionismo implica sequer ensinar o criacionismo cristão? O criacionismo é uma teoria sem religião.”
Esta presente em varias crenças religiosas, nao invente.
Mas qual seria o outro sentido da palavra “ensinar”? Por exemplo, quando alguém defende que o darwinismo deve ser ensinado nas escolas não está a defender “ensinar, no sentido de divulgar, a existência da tese do darwinismo”? Qual é a diferença?
“…quando alguém defende…” Este quando alguem refere se a quem? Palin? A teoria do ID (como agora chamam as costelas de Adão) esta profundamente enraizada no protestantismo norte-americano (o que diz muito da sua condição de crença religiosa).
Quanto a discussao que anda por aqui, é interessante, mas irrelevante para a realidade nacional.
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O criacionismo é um “acto de fé”. Não é para ser ensinado na escola. Se não, qualquer dia, estamos a discutir as “mezinhas” de Vilar de Perdizes.
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“explique-me como é que se compreende a importância intelectual do darwinismo sem estudar o criacionismo”
esse raciocínio é errado. como é que se compreendia, antes do darwinismo, a importância intelectual do criacionismo? como é que se compreende a importância intelectual da gravidade? (antes não havia nenhuma…) a importância intelectual está na própria teoria. se acha que a importância intelectual do darwinismo está simplesmente no facto de ter vindo “destronar” o criacionismo… é consigo…
abraço
TMR
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Eu gosto de acreditar no acidente, no acaso (fluke).
Até porque não gosto de pensar em seres omnipotentes que gostam de gozar comigo.
“Let me give you a little inside information about God. God likes to watch. He’s a prankster. Think about it. He gives man instincts. He gives you this extraordinary gift, and then what does He do, I swear for His own amusement, his own private, cosmic gag reel, He sets the rules in opposition. It’s the goof of all time. Look but don’t touch. Touch, but don’t taste. Taste, don’t swallow. Ahaha. And while you’re jumpin’ from one foot to the next, what is he doing? He’s laughin’ His sick, fuckin’ ass off! He’s a tight-ass! He’s a SADIST! He’s an absentee landlord! Worship that? NEVER!”
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««esse raciocínio é errado. como é que se compreendia, antes do darwinismo, a importância intelectual do criacionismo? como é que se compreende a importância intelectual da gravidade? (antes não havia nenhuma…) a importância intelectual está na própria teoria. se acha que a importância intelectual do darwinismo está simplesmente no facto de ter vindo “destronar” o criacionismo… é consigo…»»
Há bons livros sobre o assunto por aí:
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“explique-me como é que se compreende a importância intelectual do darwinismo sem estudar o criacionismo”
Não se compreende, claro. Vou mais longe: não se compreende a importância intelectual do pensamento científico, sem se estudar as formas históricas de obscurantismo e de resistência à ciência. Deve haver sempre lugar no ensino para isso, numa cadeira introdutória de história da ciência, por exemplo. Não é nenhuma novidade. Mas acho que não é exactamente esse tipo de abordagem que pretendem os criacionistas, pois não?
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«« Mas acho que não é exactamente esse tipo de abordagem que pretendem os criacionistas, pois não?»»
Mas porque é que o ensino do criacionismo nas escolas haveria de seguir a abordagem defendida pelos criacionistas? Qualquer matéria deve ser ensinada seguindo as mesmas regras de rigor, espírito crítico e imparcialidade. Tanto faz ser criacionismo ou ponto-de-cruz.
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Faz pouco sentido ensinar uma teoria sem ensinar aquela que esta veio contestar. Não é precisa uma disciplina de História da Ciência.
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Ok JM, fique lá com o livrito… a verdade é que não me apresentou um argumento contrário ao meu…
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“Mas porque é que o ensino do criacionismo nas escolas haveria de seguir a abordagem defendida pelos criacionistas? Qualquer matéria deve ser ensinada seguindo as mesmas regras de rigor, espírito crítico e imparcialidade. Tanto faz ser criacionismo ou ponto-de-cruz.”
Bom, JM, rigor no ponto cruz, ainda vá, agora “espirito critico” e “imparcialidade”, nessa linda arte artesanal, já é levar a coisa longe de mais… ;). O mesmo vale tanto para o criacionismo, como para as histórias de fadas… demasiado “espírito crítico e imparcialidade”, só estragam.
Quanto ao resto, eu só disse que os criacionistas
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Tiago,
A referência ao livro é uma resposta a este seu comentário:
««se acha que a importância intelectual do darwinismo está simplesmente no facto de ter vindo “destronar” o criacionismo… é consigo…»»
Se reparar o seu comentário não contém qualquer argumento. A referência ao livro serve para lhe explicar que a importância intelectual do darwinismo dá para encher muitas páginas e tem obviamente muito a ver com o criacionismo.
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Mas por que há-de ser o poder político a decidir o que vão os nossos filhos «aprender» nas escolas?
Eu, enquanto pai, não entendo porque não hei-de poder optar por uma escola que não ensine patetices às minhas filhas.
Liberdade de escolha para todos, JÁ!
Para que serve o ministério da educação? Para formatar as minhas filhas?!
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João Miranda:
Então vc acha que a religão pode condicionar o ensino da ciência?
E que tal passarmos também a ensinar o geocentrismo? E de caminho quando se ensinasse a história de Portugal, poderiamos dizer às crianças que o Adamastor foi uma personagem real…
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««Então vc acha que a religão pode condicionar o ensino da ciência?»»
Desde quando é que ensinar criacionismo implica ser condicionado pela religião?
««E que tal passarmos também a ensinar o geocentrismo?»»
O geocentrismo já está a ser ensinado.
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Se reparar o meu comentário tem um argumento sim, vou tentar expô-lo melhor porque se tratou de um erro de comunicação.
O João Miranda disse que não era possível compreender a importância intelectual do darwinismo sem conhecer a crença criacionista. Eu disse que o raciocínio era errado porque existem imensas teorias científicas que nasceram de raiz, isto é, não tiveram antecessoras (como a da gravidade) e às quais ninguém nega importância intelectual.
Mas já que tive de escrever este comentário, coloco a discussão num ponto um pouco mais prático. Como seria ensinado o criacionismo? Como teoria ultrapassada pelo evolucionismo? Como teoria possível?
A primeira é impossível por duas razões: em primeiro lugar o evolucionismo não é uma verdade absoluta, logo não se pode dizer que é certo, logo não se pode dizer que a teoria que este veio “destronar” é errada, em segundo lugar, por se basear na fé, dizer que o criacionismo foi “destronado” ou “ultrapassado” iria contra o pensamento religioso de muitos jovens estudantes. A segunda é tambem impossível pois o criacionismo não se trata de uma teoria científica, dado não ter sido formulado através de qualquer método científico.
abraço,
TMR
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««O João Miranda disse que não era possível compreender a importância intelectual do darwinismo sem conhecer a crença criacionista. Eu disse que o raciocínio era errado porque existem imensas teorias científicas que nasceram de raiz, isto é, não tiveram antecessoras (como a da gravidade) e às quais ninguém nega importância intelectual.»»
Pois, mas não é o caso do darwinismo. Não se pode ensinar a importância intelectual do darwinismo como se o darwinismo tivesse aparecido do vácuo.
««Mas já que tive de escrever este comentário, coloco a discussão num ponto um pouco mais prático. Como seria ensinado o criacionismo? Como teoria ultrapassada pelo evolucionismo? Como teoria possível?»»
Como todas as teorias: apresentando a teoria, os factos a favor e os factos contra. O ensino não é uma forma de doutrinação.
««A primeira é impossível por duas razões: em primeiro lugar o evolucionismo não é uma verdade absoluta, logo não se pode dizer que é certo, logo não se pode dizer que a teoria que este veio “destronar” é errada,»»
A função do ensino não é mostrar que X é errado ou certo. É mostrar o que é X e quais são os argumentos a favor e contra X.
«« em segundo lugar, por se basear na fé, dizer que o criacionismo foi “destronado” ou “ultrapassado” iria contra o pensamento religioso de muitos jovens estudantes.»»
O que interessa saber é se o criacionismo foi ultrapassado ou não. E aí terá que ensinar a verdade. Se foi, ensina que foi. Se não foi, ensina que não foi. Se não se sabe, ensina que não se sabe. As convicções dos alunos são irrelevantes para o que deve ser ensinado.
««A segunda é tambem impossível pois o criacionismo não se trata de uma teoria científica, dado não ter sido formulado através de qualquer método científico.»»
Se o criacionismo não é uma teoria científica, então deve ensinar quais são as características das teorias científicas, quais são as características do criacionismo e depois comparar uma coisa com a outra e concluir da cientificidade do criacionismo.
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«Se o criacionismo não é uma teoria científica, então deve ensinar quais são as características das teorias científicas, quais são as características do criacionismo e depois comparar uma coisa com a outra e concluir da cientificidade do criacionismo.»
E pelo caminho fazemos o mesmo com a astrologia, o tarot, as medicinas “quânticas” e quejandos.
isto sem prejuíso de concordar com a contextualização histórica e cultural da questão. O que não invalida que me continue a parecer bizarro ensinar criacionismo numa aula de ciências. História da ciência, obviamente. Senão como introduzir Galileu? Confrontar para escolher, não.
Eu se fosse criacionista rejeitaria liminarmente qualquer comparação ou confrontação com a ciência.
A fé, segundo sei, não carece de comprovação científica. É esse o seu Santo Graal.
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“z”
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“o famoso “Cosmos” de Carl Sagan (Sagan tem um estatuto de semi-deus entre esses activistas) começa com a descrição de um mito da criação Assírio”.
Isto é um argumento?
Quando o circo chegar à distinção entre criacionismo (até da versão desenho inteligente) e ciência, avisa, João.
Podes até repescar posts com 2 ou até mais anos. Uma das vantagem dos casmurros é poderem ser preguiçosos.
Sugiro porém que escrevas um único post sobre o assunto e que expliques qual é a tua posição, em vez de usares as pessoas com quem discutes como cobaias para exemplificar as tuas posições, It’s kind os annoying… Ou então continua nesse teu papel de animador de grupo.
Há um efeito curioso no Blasfémias. Sempre que discutes com múltiplas pessoas, em múltiplas caixas de comentários, parece que ganhas. Mas quando discutes mano a mano, ganhas menos vezes. Não creio que isso se deva à qualidade dos opositores, deve-se sobretudo às condições que impões à discussão. Enfim, seguramente já pensaste nisso.
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desculpas pelas gralhas… “kind of annoying”
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«Como todas as teorias: apresentando a teoria, os factos a favor e os factos contra. O ensino não é uma forma de doutrinação.»
Existem “factos” a favor do criacionismo?
«A função do ensino não é mostrar que X é errado ou certo. É mostrar o que é X e quais são os argumentos a favor e contra X.»
Errado, é precisamente essa a função do ensino, senão para que serviria? Ensinar consiste em transmitir conhecimento.
«O que interessa saber é se o criacionismo foi ultrapassado ou não. E aí terá que ensinar a verdade. Se foi, ensina que foi. Se não foi, ensina que não foi. Se não se sabe, ensina que não se sabe. As convicções dos alunos são irrelevantes para o que deve ser ensinado.»
Dado ser pseudo-ciência, é impossível dizer que o criacionismo é errado, ou seja, é impossivel dizer que foi ultrapassado. No entanto, é absurdo dizer que continua vivo.
Quando ao último ponto, o Nuno Albuquerque já disse tudo…
abraço,
TMR
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««Existem “factos” a favor do criacionismo?»»
O que é que isso interessa para a discussão?
««Errado, é precisamente essa a função do ensino, senão para que serviria? Ensinar consiste em transmitir conhecimento.»»
Talvez para transmitir informação e métodos de trabalho. O que não é a mesma coisa que transmitir conclusões que devem ser retiradas pelos próprios alunos.
««Dado ser pseudo-ciência, é impossível dizer que o criacionismo é errado, ou seja, é impossivel dizer que foi ultrapassado.»»
E? O que é que impede as escolas de ensinarem isso mesmo?
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Ó João está a enterrar-se, desculpe a expressão
A existência de factos ou não é importantíssima, porque senão o que é que os professores vão ensinar? “Deus transmitiu a Palavra, que foi escrita e chegou a nós através da Bíblia. Lá está escrito que Ele criou tudo o que existe. Isto, meninos, é a teoria científica que se opõe ao evolucionismo”
«Talvez para transmitir informação e métodos de trabalho. O que não é a mesma coisa que transmitir conclusões que devem ser retiradas pelos próprios alunos.»
Não percebo o que quer dizer com isto… A que tipo de conclusões se refere? Conclusões do tipo “Evolucionismo ultrapassou criacionismo”? Se for isso, então nas escolas não se daria nada como crto, dar-se-iam os métodos e os alunos que se desenvencilhassem.
Por fim, como é que quer que numa aula de ciência se ensine pseudo-ciência? Era a mesma coisa que nas aulas de História se ensinasse que o primeiro homem nasceu há seis mil anos ou lá o que foi e se chamava Adão.
abraço,
TMR
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O João quer introduzir o criacionismo numa disciplina de história das religiões, de filosofia, de “princípios de teologia”, de “debates contemporâneos”, etc, e não nas aulas de biologia ou de outras ciências, É isso? Comece por simplificar as suas propostas…
“Talvez para transmitir informação e métodos de trabalho. O que não é a mesma coisa que transmitir conclusões que devem ser retiradas pelos próprios alunos.” JM
Mas isto abre as portas dos currículos a qualquer disparate. Vamos colocar o “O Tal Canal do Herman” nos currículos? Tem alguma legitimação história e um professor com imaginação encontraria imensas possiblidades naquele material para desenvolver métodos de trabalho.
O João acha que o criacionismo complementa a teoria da evolução?
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“legitimação histórica”.
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««A existência de factos ou não é importantíssima, porque senão o que é que os professores vão ensinar? “Deus transmitiu a Palavra, que foi escrita e chegou a nós através da Bíblia. Lá está escrito que Ele criou tudo o que existe. Isto, meninos, é a teoria científica que se opõe ao evolucionismo”»»
Creio que esta observação do Tiago demonstra a necessidade de se ensinar criacionismo nas escolas. Se o Tiago acha que o relevante para ensinar é o que vem na Bíblia devia estudar o criacionismo. Leia o livro que citei lá em cima. Verá que não se arrepende.
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Vasco,
Acho que já respondi a isso ao longo da discussão.
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A Wikipédia até tem um bom artigo sobre criacionismo:
http://en.wikipedia.org/wiki/Creationism
Este também é interessante:
http://en.wikipedia.org/wiki/Theistic_evolution
Há uma geração ou duas, a maior parte dos cientistas cabiam numa versão ou outra da theistic evolution.
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OK, como introdução à epistemologia, ou ao método científico.
Não discordo da ideia. Só não percebo por que motivo a escolha deve cair sobre o criacionismo, se há variadíssimos outros exemplos de interpretação de fenómenos que ajudariam a explicar o que te parece tão importante. Por outras palavras, tens de explicar:
1. o que torna o criacionismo mais importante que qualquer outro mito da criação.
2. Um material pedagógico mais rico que teorias passadas, como o “flogismo”.
Nada disso fazes, limitas-te a lançar provocações e generalidades. Ora, as circunstâncias fazem com que o ónus da prova esteja de que quer enfiar o criacionismo nas escolas. Mas tu és muito pouco rigoroso. Dizes:
“Não se pode ensinar a importância intelectual do darwinismo como se o darwinismo tivesse aparecido do vácuo.”
Mas ninguém o faz, escreves pura ficção. É sempre apresentado o contexto histórico (que mais não fosse para justificar o tempo que Darwin demorou a publicar o trabalho ou qualquer outro aspecto). Por outras palavras, o criacionismo é sempre aflorado nas escolas. Não é isso que se discute. Queres dar-lhe importância idêntica ao darwinismo? Ora, see for o caso, já que escreves
“apresentando a teoria, os factos a favor e os factos contra”
Quais são os factos a favor do criacionismo e os factos contra o “darwinismo” (ou a moderna teoria da evolução). Podes apresentá-los sucintamente?
Enfim, não sei o que te move exactamente nesta discussão, mas a impressão que fica é que queres fazer disto um cavalo de tróia, meter o criacionismo na escola a toda à força, isto é, vais contra a ideia de que “O ensino não é uma forma de doutrinação”. Ora, se não troquei nomes nesta longa lista de comentários, esta última citação é da tua autoria.
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mais desculpas pelas gralhas e trapalhices, estou em multitasking
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««1. o que torna o criacionismo mais importante que qualquer outro mito da criação.»»
Os mitos da criação não são uma forma de criacionismo?
««Queres dar-lhe importância idêntica ao darwinismo?»»
Agora a discussão é sobre se se deve muita ou pouca importância?
««meter o criacionismo na escola a toda à força, isto é, vais contra a ideia de que “O ensino não é uma forma de doutrinação”.»»
Porquê? O criacionismo só pode ser ensinado através da doutrinação? O que é que o criacionismo tem de especial que o darwinismo, o marxismo, o ambientalismo ou o feminismo não têm?
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««Quais são os factos a favor do criacionismo e os factos contra o “darwinismo” (ou a moderna teoria da evolução).»»
Essa era uma parte da discussão puramente hipotética. Se existem esses factos, eles devem ser apresentados.
A minha opinião é que devem ser apresentaos os argumentos clássicos a favor do criacionismo (basicamente o argumento do designio) e os respectivos contra-argumentos. Em relação ao evolucionismo, deve ficar claro que o princípio da selecção natural é uma verdade necessária e que, a teoria da evolução, enquanto teoria histórica é dificil de refutar ou demonstrar. Finalmente deve ser claro que, sendo verdade que o evolucionismo é uma teoria metafísica, também é verdade que toda a ciência assenta em pressupostos metafísicos.
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««Os mitos da criação não são uma forma de criacionismo?»»
ok, poderão existir mitos das origens em que não há intervenção de um criador.
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Os mitos da criação não são uma forma de criacionismo?
JUSTAMENTE. Não devo ter sido claro. Reformulo: o que distingue o criacionismo das centenas de mitos da criação que não são ensinados nas escolas, para que o ensinemos?
««Queres dar-lhe importância idêntica ao darwinismo?»»
Agora a discussão é sobre se se deve muita ou pouca importância?
COMO É ÓBVIO. O tempo é um recurso finito, logo é preciso fazer opções. Só podemos fazer opções informadas se tivermos uma hierarquia.
««meter o criacionismo na escola a toda à força, isto é, vais contra a ideia de que “O ensino não é uma forma de doutrinação”.»»
Porquê? O criacionismo só pode ser ensinado através da doutrinação? O que é que o criacionismo tem de especial que o darwinismo, o marxismo, o ambientalismo ou o feminismo não têm?
O DARWINIMO (a teoria da evolução, se não te importares) é uma interpretação da natureza e não tem uma mensagem ideológica associada. A instrumentalização política do “darwinismo” – que aconteceu – é-lhe exterior, mas não foi isso que lhe deu valor. O darwinismo é importante porque nos ajuda a entender a natureza. Todos os outros teus exemplos, incluindo o criacionismo, estão associados a uma doutrina moral e foram as consequências dessa doutrina moral que lhes deram o valor que têm ou tiveram, não a sua simples formulação ou poder interpretativo. Por outras palavras, há uma inversão dos termos e isso é relevante. Sim, claro que podemos ensinar o criacionismo e o nazismo sem doutrinar e até para doutrinar no sentido oposto, segundo uma perspectiva histórica. Mas o criacionismo (no sentido de teoria alternativa à da evolução) não tem a importância histórica do nazismo, é um fenómeno muito localizado. E não tem a importância intrínseca do darwinsmo.
««Quais são os factos a favor do criacionismo e os factos contra o “darwinismo” (ou a moderna teoria da evolução).»»
Essa era uma parte da discussão puramente hipotética. Se existem esses factos, eles devem ser apresentados.
OS FACTOS SÃO FACULTIVOS? Se não existem factos, o que se apresenta para fundamentar a teoria? Um contexto histórico? Isso já é feito, João…
A minha opinião é que devem ser apresentados os argumentos clássicos a favor do criacionismo (basicamente o argumento do designio) e os respectivos contra-argumentos.
QUEM TE GARANTE QUE ISTO NÃO É JÁ FEITO no contexto de uma apresentação histórica do evolucionismo? O livro de Paley costuma ser um bom ponto de partida. Estás a inventar uma censura do criacionismo que simplesmente não existe nas escolas portuguesas.
Em relação ao evolucionismo, deve ficar claro que o princípio da selecção natural é uma verdade necessária e que, a teoria da evolução, enquanto teoria histórica é dificil de refutar ou demonstrar.
NADA CONTRA a ideia de aflorar o que é uma teoria histórica, embora a teoria de evolução seja um pouco mais do que uma teoria histórica (como a velha cosmologia). Já te dei exemplos em tempos de experiências que testam previsões da evolução e que cumprem todos os requisitos do método experimental (posso relembrar-te a experiência, se for o caso, deu até um prémio Nobel de medicina). Se me respondes com a impossiblidade de testar a macroevolução, isto é, de fazer evoluir no laboratório espécies de, digamos, filos diferentes, ou de reproduzir a diminuição filética dos dedos nos cavalos, o grau de exigência parece-me excessivo – seria um pouco como desprezar toda a mecânica quântica até ao aparecimento dos aceleradores de partículas.
Em relação ao evolucionismo, deve ficar claro que o princípio da selecção natural é uma verdade necessária e que, a teoria da evolução, enquanto teoria histórica é dificil de refutar ou demonstrar.
NÃO VOU RECICLAR EM DETALHE UMA DISCUSSÃO QUE TIVE JÁ CONTIGO. As certezas que tu tens quanto à tautologia que é a selecção natural queimam resmas de artigos (algo datados) sobre o assunto. Grande parte dos conceitos de análise que usam são popperianos, e o próprio Popper modificou a sua visão sobre a selecção natural, que é a que tu tens ainda – trata-se de um argumento de autoridade, é verdade, mas com um peso particular ou, em todo o caso, divertido. Enfim, a falha maior não é essa, mas sim estares agarrado apenas ao conceito de selecção natural, quando o pensamento de Darwin pode ser decomposto em pelo menos 5 princípios gerais e não deve ser reduzido a um slogan. O que as escolas DEVEM ensinar, se me permites, não é apenas o darwinismo – ou melhor, o teu darwinismo – mas a teoria moderna da evolução, que respeita no essencial Darwin mas acrescenta.
Finalmente deve ser claro que, sendo verdade que o evolucionismo é uma teoria metafísica, também é verdade que toda a ciência assenta em pressupostos metafísicos.
DEVE FICAR CLARO? Não é consensual que o evolucionismo seja uma teoria metafísica, para começar. Essa discussão aplicava-se sobretudo à selecção natural e tu insistes em evolucionismo=selecção natural. Aliás, é um dado seguro que o evolucionismo difere do marxismo, da astrologia e da psicanálise, mesmo que não o queiras equiparar à física. O evolucionismo pode, em larga medida, ser testado experimentalmente. E o Evolucionismo, tal como o entendemos, colapsaria se fosse encontrada um fossil de hominídeo no Jurássico, por isso cumpre perfeitamente o critério da “falsificabilidade”. Que mais queres?
Finalmente deve ser claro que, sendo verdade que o evolucionismo é uma teoria metafísica, também é verdade que toda a ciência assenta em pressupostos metafísicos.
Ah, por outras palavras, tu queres usar o criacionismo para dar uma grande panorâmica do que é a ciência. Parece-me desnecessário. Se o criacionismo não tem um interesse intrínseco podemos fazer tudo isso com a astrologia, que tem um “valor doutrinário” mais neutro e evita que estejamos a perder tanto tempo com uma discussão inútil.
Não percebo realmente a tua cruzada.
Boa noite.
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Vasco,
Muito, muito bom, o seu último post.
Parabéns.
Cumprimentos.
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Ó João, a frase entre aspas era só uma forma algo humorística de representar a situação.
Vasco, numa palavra, excelente.
abraço,
TMR
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Curiosamente, aqui está um assunto, em que o JMiranda tem credenciais mas ninguém fala nisso.
Quando o assunto é economia, muita gente fala dos Estudos de JMiranda.
Quando o assunto é biologia, ninguém fala.
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Vasoc Diz ” JUSTAMENTE. Reformulo: o que distingue o criacionismo das centenas de mitos da criação que não são ensinados nas escolas, para que o ensinemos? ”
vasco Diz: ” Estás a inventar uma censura do criacionismo que simplesmente não existe nas escolas portuguesas. ”
Está a perguntar quais as razões porque se deve ensinar o criacionismo nas escolas. O que quer dizer que não é ensinado.
Mais à frente, diz que não existe censura ao criacionismo.
Tais frases são contraditórias, mais a mais para quem se diz cientista.
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vasco Diz ” JUSTAMENTE. Não devo ter sido claro. Reformulo: o que distingue o criacionismo das centenas de mitos da criação que não são ensinados nas escolas, para que o ensinemos? ”
As vezes penso o mesmo. O mito da Teoria da revolução por exemplo.
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As frases não são contraditórias, porque há uma diferença de grau. A primeira frase refere-se ao ensino do criacionismo à maneira do João Miranda, isto é, pergunta por que motivo devemos dar ao criacionsmo um papel tão central. A segunda frase refere que o criacionismo já é tangencialmente aflorado nas escolas, só que não com a intensidade que o JM pretende. Espero ter sido mais claro.
Não sei onde me viu a puxar o galões de cientista nesta discussão, limitei-me a discutir o problema e o único argumento de autoridade que mencionei foi o de Popper, por motivos muito particulares. Mas é verdade que tenho alguma curiosidade e se me quiser esclarecer sobre o “mito da teoria da revolução”, estou muito interessado. Refere-se à “teoria da revolução permanente”?
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Muito estranho é como evolucionistas tendem a criticar o dogmatismo criacionista e se esquecem de que o evolucionismo é cercado de dogmatismo e mitos.Pois crê em evolução sem ter evidências sólidas na paleontologia, a única coisa que poderia salvar a teoria de Darwin,é semelhante ao que crê no conto do Gênesis.
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Acho bem interessante o ensino do criacionismo em escolas públicas, afinal de contas evolucionismo não está com essa bola toda.Ambas as teorias tentam dá uma interpretação para origem da vida.Ao meu vê ambas estão mescladas com as paixões e subjetivismo humano.Por isso não vejo mal nenhum se ensinar criacionismo nas escolas publicas.Quando vivia fora do âmbito da ciência imaginava que um cientista entrava neutro em um laboratório, hoje faço pesquisa e vejo que isso não é verdade tanto por experiência própria com por exemplos ao meu redor.
Sidcley Pereira Gomes
Gradudo em Ciências Física pela Universidade Estadual do Maranhão e Mestrando em Engenharia da Eletricidade pela Universidade Federal do Maranhão(Área:Processamento da Informação Biológica)
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Para quem acredita no criacionismo, este é uma certeza. Para quem acredita no evolucionismo, o criacionismo é uma loucura. Para um cientista o evolucionismo é uma teoria. Uma teoria significa algo que não está provado. Se não está provado não passa de uma crença.
Aqueles que tentam usar a ciência para explicar o criacionismo são acusados de não fazer ciência e de apenas cobrir uma crença religiosa com um ar cientifico. E isto acontece mesmo sendo usado o método cientifico. O que aconteceu no nosso mundo é que se aceitou uma teoria como verdade absoluta, e se fez ciência tendo-la como base, rejeitando tudo o que não esteja de acordo com a teoria. Foi dogmatizada uma teoria. Sendo assim torna-se ciência tanto o criacionismo como a evolução, ou se preferem, torna-se um conto ambos. O facto de ser necessário fé para acreditar no criacionismo não lhe tira o mérito, visto que não é necessário menos fé para o evolucionismo. Se colocas o evolucionismo no seu ponto de origem e te perguntas de onde começou? ficas sem respostas e tens apenas de acreditar. Se é aceitável ensinar o evolucionismo na classe de ciências não vejo razão nenhuma para que não se ensine o criacionismo.
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DEUS NAO EXISTE. Mas ta tudo maluco??
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Acho que o importante aqui é perceber o que despoletou tanta conversa. O que despoletou tudo isto foi basicamente o fanatismo. Os crentes não conseguem viver descansados enquanto na escola se ensina que as crenças deles não passam de crenças. Mas como são fanáticos a crença para eles não é uma crença, é a Verdade.
A luta que se tem vindo a desenvolver entre os criacionistas e os evolucionistas deve-se á luta pela verdade, verdade esta que custa a engolir aos criacionistas devido á sua fé. O grande problema de fundo que se devia discutir é o do fanatismo religioso, e quais as suas influencias nas nossas sociedades.
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