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Lehman Brothers

15 Setembro, 2008

Lehman Brothers will file bankruptcy.

Merril Linch, não, in extremis….. tal como já tinha sucedido com o Bear Stearns.

Apesar dos títulos dramáticos (vg. one of the most dramatic days in Wall Street history…) e antecipando, já, quem aproveitará estas falências para dizer que o sistema capitalista, tal como Marx tinha previsto (esta parte, por decoro, deverá será omitida, mas não deixará de ser pensada!), está a ruir e que a culpa é das políticas ultra-neo-liberais, não creio que estejamos perante algo de anormal*, nem sequer indiciador de alguma falha de mercado !  Antes pelo contrário: na lógica do normal funcionamento do mercado, sem falhas, desde Junho do corrente ano que tal era um cenário perfeitamente previsível, nomeadamente, face à projecção de prejuízos anunciada pelo Banco…

* ….(apesar das perdas mais ou menos individualmente dramáticas – como é natural – dos respectivos accionistas e investidores)

29 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Lusitana Antiga Liberdade permalink
    15 Setembro, 2008 10:12

    Os cenários económicos são sempre “perfeitamente previsíveis”… Depois de acontecerem!

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  2. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    15 Setembro, 2008 10:15

    Aquele sheik que comprou o Man City não quererá comprar o Lehman Brothers ?
    Os primos já têm o Citycorp … era mais um .

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2008 10:28

    A culpa disso é do rato mickey

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  4. EUROLIBERAL's avatar
    EUROLIBERAL permalink
    15 Setembro, 2008 10:33

    O bushismo neoconeiro em todo o seu esplendor…O grande Satã parece estar com sêrios problemas financeiros…além dos militares, que esses…

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  5. pica dura's avatar
    pica dura permalink
    15 Setembro, 2008 10:36

    segundo o ps a culpa é sempre dos outros

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  6. Piscoiso's avatar
    15 Setembro, 2008 11:20

    Mesmo sem ser marxista, prefiro os Marx Brothers.

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  7. António Carlos's avatar
    António Carlos permalink
    15 Setembro, 2008 11:35

    “….(apesar das perdas mais ou menos individualmente dramáticas – como é natural – dos respectivos accionistas e investidores)”
    Quer isto dizer que não sendo eu accionista ou investidor Lehman Brothers posso estar descansado porque não vou ser afectado, por exemplo, com a subida das taxas de juro?
    Por favor fundamente a sua resposta “na lógica do normal funcionamento do mercado”.
    Obrigado.

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  8. Desconhecida's avatar
    15 Setembro, 2008 11:40

    Quem não se lembra da crise dos mercados Russos? e dos mercados asiáticos? e do Long Term Capital Management? E da falência da Pan America ou da TWA? Quem não se lembra ainda da grande crise dos Saving and Loans, do início dos anos 90, na época de Bush (pai)?

    Business as usual! Só há uma diferença entre abordagens: 1) os que querem a solução pura e dura, de falências sem assistência das autoridades; 2) os que querem que o mercado seja ajudado pelo contribuinte.

    W. Bush, com Hank Paulson, preferiu a solução 2). Isto é, devolveu impostos, nacionalizou a Fannie Mae e a Freddy Mac e possibilitou a fusão do JPMorgan com a Bear Sterns.

    Mas, como tudo tem limites, e dado que os accionistas queriam que o bolso do contribuinte fossse fundo, Hank Paulson disse NÃO a mais ajudas dos contribuintes, e aí a Lehman vai para o “chapter 11”, e a Merril foi engolida pelo Bank of America.

    Daqui por 2 anos, já isto tudo foi esquecido, e a ganância dos lucros estará de novo no dia-a-dia!

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  9. Desconhecida's avatar
    15 Setembro, 2008 11:57

    António Carlos diz (supra, 7):
    “Quer isto dizer que não sendo eu accionista ou investidor Lehman Brothers posso estar descansado porque não vou ser afectado, por exemplo, com a subida das taxas de juro?”

    Claro que poderá (ou não) ser afectado, por decorrencia do impacto do caso no mercado. Como é natural. O que já não saberemos dizer, com rigor e de forma absoluta e prévia (porque não dispomos de toda a informação e porque a imprevisibilidade faz parte das regras do jogo – vg. senão, não seria preciso o mercado e a formação dos preços em mercado e em resultado da oferta e da procura), é como é que tal o mercado reagirá em função de tal impacto.

    Agora, o facto de poder (repito, ou não) ser afectado individualmente mesmo sem ser accionista ou investidor, não significa que tal não seja natural, tão natural como a própria falência. Dito de outro modo, é uma consequência do funcionamento do mercado e não uma sua falha! Pode nem sempre ser agradável, mas é assim.

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  10. António Carlos's avatar
    António Carlos permalink
    15 Setembro, 2008 12:11

    “O que já não saberemos dizer, com rigor e de forma absoluta e prévia … é como é que tal o mercado reagirá em função de tal impacto.”
    Peço-lhe desculpa mas esta sua frase parece ser contraditória com o que disse no post:
    “… desde Junho do corrente ano que tal era um cenário perfeitamente previsível …”

    Quanto ao cerne do seu comentário anterior.
    “Dito de outro modo, é uma consequência do funcionamento do mercado e não uma sua falha!”
    Claro que não é uma falha. É intrínseco ao funcionamento do mercado (deste mercado), concordo plenamente consigo. Precisamente por isso é que podemos (devemos?) questionar se faz sentido uma sofisticação e complexidade dos mercados financeiros em tal grau que alguém que tem um simples empréstimo à habitação é afectado de forma extrema por decisões (da gestão do Lehman Brothers e seguintes na cadeia complexa de relações entre entidades financeiras) com as quais nada teve a ver. Em cima disto tudo ainda gostava de saber qual o bónus que a gestão do Lehman Brothers vai receber como indemnização (o paraquedas de ouro) pela falência!

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  11. Desconhecida's avatar
    15 Setembro, 2008 13:31

    “É intrínseco ao funcionamento do mercado (deste mercado), concordo plenamente consigo. Precisamente por isso é que podemos (devemos?) questionar se faz sentido uma sofisticação e complexidade dos mercados financeiros em tal grau que alguém que tem um simples empréstimo à habitação é afectado de forma extrema por decisões (da gestão do Lehman Brothers e seguintes na cadeia complexa de relações entre entidades financeiras) com as quais nada teve a ver” (supra, com. 10 – António Carlos)

    1 ) Não sei… já passamos para outro plano: o das medidas políticas (logo, parciais, fundadas numa determinada valoração dos factos que dificilmente será consensual e cujos resultados poderão ser nefastos, por distorsores dos equilíbrios regeneradores – actuais ou potenciais – do mercado). No fundo, estará em causa a medida da liberdade económica que se quereria restringir e quais os seus efeitos.
    A sofisticação e a complexidade dos mercados financeiros resultou da sua própria evolução no sentido da maximização dos seus lucros e da sua adaptação às necessidades dos consumidores. Inovação e desenvolvimento que, por exemplo, terá permitido, também, a massificação/”democratização” do acesso ao crédito. Pelo menos, o seu facilitar…comparativamente com o que sucedia há alguns anos atrás.

    2) Assim, se pode parecer penoso “alguém que tem um simples empréstimo à habitação é (ser) afectado de forma extrema por decisões (da gestão do Lehman Brothers e seguintes na cadeia complexa de relações entre entidades financeiras) com as quais nada teve a ver”, o facto é que se tal grau de sofisticação (desenvolvimento?) não tivesse existido, isso teria significado que os produtos existentes também não teriam existido e, por consequência, esse consumidor nunca teria tido acesso ao seu crédito, ou tê-lo-ía tido em condições muito mais difíceis.

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  12. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    15 Setembro, 2008 13:41

    Porque todos ficam acusando os peixes pequenos, o grande que possui uma fortuna de trilhões
    de dollares fica sempre oculto manipulando e mandando em tudo sem sequer ser mencionado.
    O ROTCHILDS DONOS DE Bears, donos no Banco da inglaterra, associados majoritários do JP Morgam, Chase Manhatam bank, Anglo Gold, do FEB e de uma grande quantidade e emissoras de televisão onde podem controlar a media,são associados do Murdok da Fox emissora conservadoria a favor de apavorar a todos com seus alertas nojentos e mentirosos, Abram os olhos pois os covardes controlam o mundo de forma sorrateira, e não sou conspiraionista uma que acho isso ridículo e sim acompanho e pesquiso mais a fundo quem é quem e não acredito nas manchetes pois as grandes verdades estão sempre nas letras pequenas num rodapé de algum jornal.
    Esses bancos que estão quebrando é tudo bem planejado para eles de forma inteligente eles movimentam o mercado de forma que semrpe lhes deem mais lucros e “poder”.
    Abram os seus olhossss.

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  13. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    15 Setembro, 2008 14:23

    “Quer isto dizer que não sendo eu accionista ou investidor Lehman Brothers posso estar descansado porque não vou ser afectado, por exemplo, com a subida das taxas de juro?”

    Você gostou de ter juros baixos e crédito fácil não foi? e se não foi você directamente foi o vizinho do lado que assim pode comprar mais coisas á sua loja ou á empresa onde trabalha ou negócios que em outras circunstâncias não se poderiam fazer.

    A economia livre tenta sempre esticar a corda porque é essa procura constante de eficiência que permite que as coisas se tornem cada vez mais baratas, isto é gastando menos recursos.
    É evidente que assim existem falhanços porque as tentativas têm riscos porque arriscar é o que permite um desenvolvimento mais rápido. No entanto no caso do subprime foi o próprio Regulador a fazer de Investidor baixando os juros o mais possível para que houvesse o mais possível de investimento. Se isto fez um pouco de sentido após o 911 onde foi necessário manter a confiança dos mercados baixando as taxas de juro, infelizmente Greenspan ficou viciado na coisa e não arrefeceu mantendo os juros baixos (que beneficiaram todos) demasiado tempo . Note-se que os problemas da Fannie Mae/Freddie Mac já vinham de trás.

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  14. António Carlos's avatar
    António Carlos permalink
    15 Setembro, 2008 14:52

    “… o facto é que se tal grau de sofisticação (desenvolvimento?) não tivesse existido … esse consumidor nunca teria tido acesso ao seu crédito, ou tê-lo-ía tido em condições muito mais difíceis.” Seria mesmo assim?
    Será que para oferecer ao consumidor comum as melhores taxas e produtos é necessário este grau de sofisticação e opacidade dos mercados financeiros?

    “Você gostou de ter juros baixos e crédito fácil não foi?”
    Será que eu, enquanto simples consumidor, deveria ter previsto que ao contratar um empréstimo em condições que instituições idóneas como os bancos me estavam a oferecer, estava a contribuir para o descalabro futuro dos mercados financeiros a nível mundial? Se soubesse, teria contratado na mesma?
    O problema é que não poderia nunca ter essa consciência porque enquanto simples consumidor não compreendo a complexidade dos mercados financeiros, e a relação entre o meu empréstimo e a crise do sub-prime americano “não me passaria pela cabeça”.
    O que me leva a outras perguntas.
    Sou eu o responsável pelo desemprego de milhares de trabalhadores da Lehman Brothers?
    Que outras acções estou eu hoje a empreender que podem conduzir a outra futura crise?
    Devo desconfiar dos preços baixos dos texteis importados e esperar que os preços subam antes de comprar roupa porque daqui a alguns meses …?

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  15. Desconhecida's avatar
    15 Setembro, 2008 16:39

    ” (…) O problema é que não poderia nunca ter essa consciência porque enquanto simples consumidor não compreendo a complexidade dos mercados financeiros, e a relação entre o meu empréstimo e a crise do sub-prime americano “não me passaria pela cabeça”.- António Carlos, supra, com. nº 14.

    Pois, nunca poderia ter, nem teria que a ter: apenas teria ou poderia (melhor dito) conformar o seu comportamento individual àquilo que eram os seus interesses, em função do que tinha ao seu dispor…. naturalmente, sopesando, em primeiro lugar, para si, os riscos eventuais, em função das suas circunstâncias.

    Agora, apesar de tudo, há também um fundo de verdade/razoabilidade no que diz. Por isso é que tanto se tem insistido na política de informação dos consumidores, como factor chave da eficácia da política tendente à sua protecção.

    Lá está, quanto mais esclarecido e informado for o mercado…

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  16. PR's avatar
    15 Setembro, 2008 16:42

    Yuppiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  17. António Carlos's avatar
    António Carlos permalink
    15 Setembro, 2008 17:19

    Caro PMF,
    “Por isso é que tanto se tem insistido na política de informação dos consumidores, como factor chave da eficácia da política tendente à sua protecção.”
    Não há política de informação aos consumidores que os alerte para as complexidades do mercado financeiro internacional. Só a um nível agregado (entidades reguladoras, bancos centrais, entidades financeiras, …) e com conhecimentos financeiros profundos é que é possível compreender a miríade de instrumentos financeiros e relações complexas que compõem o sistema financeiro global actual. E mesmos esses …
    Repare que o comentário de lucklucky dizia o seguinte:
    “Você gostou de ter juros baixos e crédito fácil não foi?”
    Claro que gostei e na minha simulação de crédito preparei-me para flutuações nas prestações a pagar. Ou seja, ao meu nível tentei precaver-me. Mas o que a pergunta insinua é que a culpa do descalabro do sistema financeiro mundial e as consequêncis do mesmo na chamada economia real é minha! (e dos outros milhoes de clientes bancários)
    Segundo lucklucky eu fui ganancioso e agora arco com as consequências (não estou obviamente a falar só do aumento da prestação)!
    Individualmente as minhas opções não permitiam antever qualquer descalabro do sistema. Só quem possuía informação agregada e conhecimentos adequados poderia prever (limitar?) as consequências das opções de milhões de clientes do sistema.
    Repare que eu nem sou accionista ou investidor no Lehman Brothers: com esses, ao contrário do que diz, não me preocupo eu. Quem investe na bolsa sabe (ou deve saber) um princípio básico (muito simples): as empresas podem falir.
    O que me preocupa são os que nem sabem o que é o Lehman Brothers e no entanto, por exemplo, perdem o emprego devido à sua falência.

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  18. A. R's avatar
    A. R permalink
    15 Setembro, 2008 19:28

    A esquerda nunca entenderá as leis do Mercado. Para eles há sempre um banqueiro, um patrão, um empresário a manobrar, a explorar e tentar meter o mundo no bolso. Mas a esquerda nunca matou a fome a ninguém (antes matou quem a tinha), não inventou a lâmpada incandescente, a válvula electrónica, a televisão, o transístor, o circuito integrado, o software, as telecomunicações em geral (industrias e serviços que dão trabalho a centenas de milhões de pessoas) e até os direitos dos trabalhadores herdaram e não respeitam. Nunca criou e exportou nada de jeito a não ser AK-47, Vodka e o conseguem tirar do chão (e mal). Com as contribuições para a humanidade que eles deram não teríamos saído da Idade Média. Andaríamos de burro ou seja com eles às costas.

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  19. Ruben's avatar
    Ruben permalink
    15 Setembro, 2008 21:04

    Washovia

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  20. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    15 Setembro, 2008 22:20

    Todos só se preocupam com as turbulências causadas por problemas recentes e se preocupam com ,o que o sistema financeiro quer que vcs se preocupem (bovinos) abram os olhos para esses caras
    não tem esquerda nem direita ,são somente a ferramenta que eles usam para manipuliar colocar uns contra os outros e na verdade a esquerda e a direnta são que nem dois recipientes onde eles
    atraves da valvula de controle fazem o que querem com as economias mundiais, não pesem pequenos , pois eles pensam de um forma geral e detalhada e atraves das manchetes nos influenciam a prestar a atenção nos que eles querem e assim vão manipulando a riqueza e a miséria do mundo.

    O ABSURDO QUE É ESCRITO HOJE É A GRANDE VERDADE DE AMANHÃ.

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  21. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    15 Setembro, 2008 22:26

    “…não creio que estejamos perante algo de anormal*, nem sequer indiciador de alguma falha de mercado !…

    Está louco? Trata-se da maior falência de um banco americano em toda a história daquele país! Isso logo depois do governo ter assumido Fannie Mae e Fredie Mac, gerando aumento absurdo do défice público ( perto de 6 mil bilhões. E o Senhor diz que não é algo anormal? nem falha de mercado? Ou o senhor é louco, ou apenas mais um idiota. Que pensa fazer? Comprar ações da AIG, que também está a ponto de falir? Alguém aí falou em Pan American, etc, mas não tem nada a ver. Em nenhum momento anterior as perdas chegaram, como agora, aos milhares de bilhões, ou trilhões de dólares, como se diz aqui no Brasil. Não se iludam, a coisa é grave, anormal, não se tratade uma pequena crise passageira como as outras. Cuidado, especialmete quem possui ações.

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  22. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2008 22:35

    O capitalismo vai ruir por causa das pessoas , tal e qual como o comunismo ruiu por causa das pessoas. É quem quem merca não são anjos , são indivíduos que tentam maximizar o seu capital e estão-se lixando para as teorias e regras de ideal funcionamento de mercado. Igualzinho ao comunismo : também eram humanos , não anjos , a teoria era perfeita , mas para anjos.
    Uma chatice isso dos modelos ideais , não há maneira de formatar os humanos a elas , e lá acabam distorcidos e a ruir.

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  23. Desconhecida's avatar
    16 Setembro, 2008 00:07

    Paulo (supra, 21):

    Não, não estou louco. Não disse que a situação não terá consequências graves (muito, pouco, ou nada graves); não faço nenhuma análise valorativa. Apenas verifico o óbvio: foi o funcionamento do mercado que gerou esta situação, é o mercado a funcionar (coisa que, apesar de tudo e relativamente quer à Merril Linch, quer à Fanie Mae e Freddie Mac e às soluções encontradas, já não s epoderá dizer desta forma!). De resto, se prestar atenção a todas as frases do texto compreenderá a afirmação quando se diz “(…) Antes pelo contrário: na lógica do normal funcionamento do mercado, sem falhas, desde Junho do corrente ano que tal era um cenário perfeitamente previsível, nomeadamente, face à projecção de prejuízos anunciada pelo Banco”…

    O que está em causa é o conceito de falha ou insuficiência do mercado que, por exemplo, para muitos autores, não existe neste tipo de situação ou, melhor dito, não se aplica a este tipo de situação: uma falência é sempre uma regeneração do equilíbrio no funcionamento do sistema (de mercado)- isto quando se consegue mantê-lo fora de intervenções distorsora e desiquilibrantes. De resto, toda a teoria da “Public Choice” ajuda a compreender esta perspectiva. Daí que seja legítima (diría, natural) que as autoridades norete-americanas tenham actuado como actuaram, ou seja, não intervindo (e repito, já não se poderá dizer o mesmo da situação encontrada para a Merril Linch e para os caso da Fannie Mae).

    Agora, que isso possa ser doloroso (ou não), para muitos agentes económicos e/ou para o sistema global, é outra questão e, de todo o modo,logo veremos! Também, apesar de tudo, não compreendo o espanto de alguns: quem tem acompanhado a crise do sub-prime pode, com p+ropriedade, prever este (e outros) cenário! Tal como se conduzzir sem travões, tenho, pelo menos, que hipotetizar como possível (e provável) a impossibilidade de parar o carro e de bater (é da natureza das coisas!)

    Ah1, já agora, quanto á hipótese de ser idiota…enfim, talvez seja. De si apenas acho que talvez leia mais com a emoção do que com a razão (ou munido de toda informação necessária). Ou, pura e simplesmente, não compreenda bem o significado de normal e de bom (ou mau)! É que ambos não são antagónicos!!

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  24. Desconhecida's avatar
    16 Setembro, 2008 00:16

    Paulo (comentário supra, 21)

    (repito agora a resposta, corrigida das gralhas que poderão dificultar a leitura):

    Não, não estou louco.

    Não disse que a situação não terá consequências graves (muito, pouco, ou nada graves); não faço nenhuma análise valorativa. Apenas verifico o óbvio: foi o funcionamento do mercado que gerou esta situação, é o mercado a funcionar (coisa que, apesar de tudo e relativamente quer à Merril Linch, quer à Fanie Mae e Freddie Mac e às soluções encontradas, já não se poderá dizer desta forma!). De resto, se prestar atenção a todas as frases do texto compreenderá a afirmação quando se diz “(…) Antes pelo contrário: na lógica do normal funcionamento do mercado, sem falhas, desde Junho do corrente ano que tal era um cenário perfeitamente previsível, nomeadamente, face à projecção de prejuízos anunciada pelo Banco”…

    O que está em causa é o conceito de “falha” ou “insuficiência de mercado” que, por exemplo, para muitos autores, não existe ou, melhor dito, não se aplica a este tipo de situação: uma falência é sempre uma regeneração do equilíbrio no funcionamento do sistema (de mercado)- isto quando se consegue mantê-lo fora de intervenções distorsora e desiquilibrantes. De resto, toda a teoria da “Public Choice” ajuda a compreender esta perspectiva. Daí que seja legítima (diría, natural) que as autoridades norte-americanas tenham actuado como actuaram, ou seja, não intervindo (e repito, já não se poderá dizer o mesmo da situação encontrada para a Merril Linch e para os caso da Fannie Mae). De resto – acrescento agora – não tinham alternativa depois da intervenção antecedente e do dito déficite provocado…

    Agora, que isso possa ser doloroso (ou não), para muitos agentes económicos e/ou para o sistema global, é outra questão e, de todo o modo, a seu tempo veremos! Também, apesar de tudo, não compreendo o espanto de alguns: quem tem acompanhado a crise do “sub-prime” pôde, com propriedade, equacionar ou mesmo prever este (e outros) cenário! Tal como se conduzir sem travões, temos, pelo menos, que hipotetizar como possível (e muito provável) a impossibilidade de parar o carro e de bater (é da natureza das coisas!). E, claro está, isso também será mau, mas é assim mesmo que as coisas funcionam!

    Ah1, já agora, quanto á hipótese de ser idiota…..enfim, talvez seja. De si apenas acho que talvez leia mais com a emoção do que com a razão (ou melhor, desprovido de toda informação necessária). Ou, pura e simplesmente, não compreenda bem o significado de normal e de bom (ou mau)! É que ambos não são antagónicos!! Uma coisa normal, pode ser má!

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  25. Ruben's avatar
    Ruben permalink
    16 Setembro, 2008 03:09

    .
    Não, o Capitalismo não vai ruir. Há várias variantes de capitalismos desde o Escandinavo, ao Francês, ao Inglês, ao Americano, ao Chinês, ao Japonês, ao Alemão, até ao Arabe, Ugandês e Angolano erc. Há de facto uma variante do Capitalismo que está a acabar. A queda do Muro de Berlim abriu o conflito entre as várias variantes do capitalismo ao perderem o “inimigo comum, comunismo”.
    .
    O Lehman não é muito …. são só mais de 3 vezes o PIB Português em bancarrota. E seguem outros. O resto é literatura e nalguns casos falsa exibição de “ciência e sabedoria” á posteriori. Não faz mal, por vezes até é bem, mas de facto não resolve nada.
    .
    Nisto o essencial é garantir dos depósitos dos clientes que nada tiveram a ver com as engenharias financeiras, magias e ‘grandes visões empresariais’ de ‘famosas liderança'” com o dinheiro dos outros que não foram tidos nem achados.
    .
    Por cá façam favor de “meter trancas à porta” e deixarem-se de “psicos de confiança etc”: toca a criar IMEDIATAMENTE a contribuição obrigatória de 0,2%-1% de cada juros cobrados pela Banca para REFORÇAR o FUNDO DE GARANTIA NO BANCO DE PORTUGAL.
    .
    Os Depositantes Portugueses têm de estar 100% seguros. E também não estão dispostos a pagar dos seus Impostos as irresponsabilidades e aventuras de quem tem obrigação de guardar BEM os seus depósitos bancários, o dinheiro e poupança de cada Cidadão.
    .
    As novas regulações e regras bancárias que andam para aí a tentar discutir são o 2º momento da cena. O 1º é garantir o dinheiro do Povo que está confiado e à guarda das entidades bancárias estabelecidas em Portugal.

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  26. Alaor's avatar
    Alaor permalink
    16 Setembro, 2008 03:39

    Vejamos a logica, o Lehman quebra, o outro vizinho seu daí alguns dias quebra tambem ///E aí??? Vejamos o que acontecerá depois, as economias em franca ascensão param de receber investimentos, os dolares voltam as suas origens, ou seja para os títulos públicos do governo americano, pois la estarão mais seguros. Ora, os preços dos commodities caem, e ai os EUA, levam o mundo inteiro para crise.Assim as economias emergentes param de crescer e logicamente, os americanos saem ganhando, pois os paises pobres continuam pobres e não se desenvolvem, enquanto isso, o capital do mundo inteiro volta para mão dos americanos e eles financiam o seu crescimento novamente assim que a crise terminar e nós, os pobres ficamos aguardando a crise passar para voltar a crescer!!! Enquanto isso nosso tão esperado crescimento economico volta a mingua; e os americanos que tanto cresceram nos ultimos anos, perdem talvez menos que nós!!!

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  27. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    16 Setembro, 2008 04:33

    Concordo com o que diz, Alaor,
    Porém, é preciso lembrar que o governo americano também tem seu limite de segurança. O défice público americano estava em 12 trilhões antes da insolvência da Fannie Mae e Fredie Mac, com o governo assumindo estas duas empresas, o buraco cresce para uns 20 trilhões. A pergunta é: Até que ponto o governo pode endividar-se e ainda assim manter algum equilíbrio financeiro? Não sei dizer, mas creio que 20 trilhões já é um valor acima do crítico.
    Sim, eles vão tentar alastrar a crise pelo mundo, como sempre fizeram, especialmente as economias emergentes, mas o mundo agora tem características bem diferentes, a primeira delas, a existência do Euro e o fato de que eles já não são mais a maior economia do mundo, a Europa é, e o dólar está deixando de ser moeda de referência nas transações internacionais. Para mim, o desfecho destes incidentes internos na economia americana será completamente diferentes dos anteriores, vamos ver o que acontece.

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  28. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    17 Setembro, 2008 17:17

    O nosso Lheman resolveu-se até agora com a Caixa Geral Depositos, até quando?

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  29. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    18 Setembro, 2008 20:47

    Agora mesmo, os mesmos Estados Unidos são protagonistas da maior nacionalização na história da humanidade. Pela nacionalização da Fannie Mae e da Freddie Mac (uma espécie de Caixas Gerais de Depósitos lá do sítio que foram privatizadas) os EUA injectaram dos seus próprios fundos públicos perto de 6 Triliões de dólares, o que significa que aumentaram o défice público/endividamento do Estado por outros 6 Triliões.
    Com esta operação os Estados Unidos também se tornaram eles próprios o maior governo proprietário de “hedge funds” do mundo: pela injecção de capital (notas impressas pelo FED), qualquer coisa como 200 bilhões de dólares no capital social da Fannie e Freddie, e tomando quase 6 triliões de compromissos (de GSE,s), os EUA responsabilizaram-se também pela maior e mais elevada OPA da treta (“Leveraged Buy-Out”) na história do homem sobre a face da terra – porquanto o débito em relação à equidade do “racio” é de 1 para 30 – (6.000 biliões investidos contra 200 biliões que é o valor do capital social das 2 empresas adquiridas)” – uma boa aposta, que vai ser paga pela inflação global generalizada.

    o “Público”, sob o título “os mercados (essa extraordinária entidade concreta) aprovam”, depois de manipular os números, comunica que “os investidores gostaram da medida” – como não haveriam de gostar?, qual o investidor que não arrisca o seu capital para ganhar somas fabulosas especulando, se depois quando perde, sabe de antemão que as entidades que decidem no Estado virão em seu socorro “socializando” os prejuízos? – aliás, só há uma explicação para esta espécie de compadrio: é que as personagens que tomaram e beneficiaram com as privatizações (tal e qual como a Máfia Russa no desmantelamento do sector público do Estado na URSS) são os mesmos pilha-galinhas que dominam e gerem as decisões do Estado.

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