Sarah Palin quer entrar em guerra com a Rússia
Pelo menos é o que dizem os jornalistas portugueses que ainda não leram o artigo 5 do Tratato do Atlântico Norte.
Artigo 5
As Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas, e, consequentemente, concordam em que, se um tal ataque armado se verificar, cada uma, no exercício do direito de legítima defesa, individual ou colectiva, reconhecido pelo artigo 51.° da Carta dias Nações Unidas, prestará assistência à Parte ou Partes assim atacadas, praticando sem demora, individualmente e de acordo com as restantes Partes, a acção que considerar necessária, inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança na região do Atlântico Norte. […]
Sarah Palin limitou-se a dizer que, caso a Rússia invadisse um país da NATO (a situação hipotética da pergunta era um cenário de entrada da Georgia na NATO), os EUA teriam que respeitar o tratado.

Entrevista “hipotética”:
Entrevistador: “Sarah, se por acaso o seu pai fosse possuído por uma entidade extra-terrestre com o propósito de destruir o planeta, e você tivesse a possibilidade de o matar, seria capaz disso?”
Sara: “Perante tal terrível possibilidade, teria que ser responsável e matar essa entidade que possuíse o meu pai. Alias, já não era mais o meu pai.”
Na Europa …
“Sarah Palin seria capaz de matar o pai!!”
[No Público teria algo: Caixa alta com texto a acompanhar, claro]
🙂
Mas a Europa não vota na América… Podem agitar aqui a opinião pública quanto quiserem, que eles lá não querem saber o que pensam, e o mais certo é que nem sequer saibam o que se pensa por aqui.
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Caro JoaoMiranda,
independentemente do formalismo do Tratado, convenhamos foi inapropriado e sobre tudo intempestiva a sua declaração.
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««independentemente do formalismo do Tratado, convenhamos foi inapropriado e sobre tudo intempestiva a sua declaração.»»
Mas o que é que queria que ela respondesse? Se respondesse que não entraria em guerra com a Rússia em caso de invasão de um país da NATO não lhe parece que isso seria uma estupidez? Acha que um candidato a vice-presidente dos EUA pode ter alguma dúvida nessa matéria? Se tivesse e fosse eleito, a NATO acabava no dia seguinte.
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Por vezes nem se compreende como é que se esganiçam tanto contra uma pessoa que nem conhecem e que só é candidata a vice-presidente. Xiça, a senhora é 30 vezes melhor que o actual, o Cheney. Assim mesmo que ganhem os republicanos, nao se perde tudo.
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Respeitar acordos ou promessas é algo que a esquerda não sabe o que é… basta ver o respeito que o pinto de sousa tem pelas suas promessas eleitorais…
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João,
Qualquer politico, por mais inexperiente que seja, sabe dizer que é prematuro antecipar cenários…que aguarda pelo cumprimento do acordo…que acredita que a Rússia honrará os seus compromissos, etc…
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O que lhe faltou foi diplomacia para convidar o jornalista a ler o Artigo 5 do tratado.
Enfim, os portugueses têm os alentejanos e os americanos têm os alaskeses.
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Imaginem que McCain tinha convidado para candidata a vice, uma governadora com a “imagem” duma Odete Santos (*).
Essa OSantos, chegada à mega-política norte-americana e vinda do Alaska com a mesma “obra” de Palin, tinha dito, até hoje, precisamente o mesmo que S.Palin.
– Os estrategas de imagem de McCain teriam obtido o mesmo sucesso ?
– Os norte-americanos subitamente enamorados por SP seriam assim tantos ?
– Noutros países, como Portugal, estaríamos igualmente “seduzidos” pela cara, sorriso, porte e beleza duma OSantos vice de McCain ?
Repito o que sempre concluí: Palin é um produto de marketing !
(*) Odete Santos, por certo não levará a mal a comparação.
——————
Parte do discurso de McCain tem incidido no seu passado como militar, no Vietnam, etc, etc.
Nada tranquilizador se vencer as eleições — até porque terá de corresponder a compromissos já assumidos…
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A Geórgia não faz parte da NATO, não fica no Atlântico Norte, não tem qualquer tipo de relações históricas com grande parte dos países da NATO.
Porque carga de água (ou petróleo, ou gás) querem a Geórgia na NATO?
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Os jornalistas portugueses nunca leram o artigo 5 nem qualquer outro.
Era só o que faltava, não?
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“Bruno – Planetas Diz:
15 Setembro, 2008 às 6:34 pm
Qualquer politico, por mais inexperiente que seja, sabe dizer que é prematuro antecipar cenários…que aguarda pelo cumprimento do acordo…que acredita que a Rússia honrará os seus compromissos, etc…”
À portuguesa, claro.
E se fosses…?
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Equívocos vários:
Admitir que a Rússia algum dia tome a iniciativa de invadir um país membro da NATO;
Uma campanha eleitoral virada para a geração do Vietname, da que sobreviveu sem nunca ter percebido o logro em que andou;
Uma campanha eleitoral efectuada à base de marketing – miss Sarah. Embora dê resultado, já é dos livros.
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O CAA apagou o post sobre as injustiças sofridas pelo FCP?
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É a diferença entre um autarca e um político.
O autarca vai ao livro e cita o decreto.
O político é diferente…
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Complicado não é?
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No momento politico actual, não acredito que as filas para o balcão de recrutamento dêem a volta á esquina…
Se os Americanos se metem em mais uma guerra, vão ter de reintroduzir o serviço militar obrigatório, o que não é nada popular, já para não mencionar que a grande sofisticação dos meios que usam não é muito compatível com um exercito não profissional.
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A senhora, para começar, não deveria ter defendido tão depressa a entrada da Georgia na Nato, sobetudo depois de tudo o que se passou…a senhora de jornais só deve ler as locais da Gazeta de Valhala, ou lá o que é. O problema começou aí. É ingenuidade, claro. Um ponto a favor dos que acham que ela não tem nada a ver com os cinicose elitistas de washington. É
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Ora aqui está porque a Geórgia não deve entrar na OTAN: prque levar a um estado de guerra dos países europeus (entre os quais Portugal) com a Rússia. Não se trata de negar a defesa da Geórgia, mas sim porque aquela zona é instável, o Cáucaso é uma confusão de povos, todos eles querendo a independência, todos com ressentimentos mútuos e a Rússia aproveita-se disso (até em sua defesa – imaginem o Quebeque a declarar a independência e a pedir a assistência militar da Rússia).
Eu, pelo menos, não quero ver o meu filho a lutar numa guerra por causa da Geórgia.
Convém lembrar como começou a Primeira Guerra Mundial: um assassínio algures numa obscura província austríaca, perpretado por um fanático doutro país obscuro e perdido nas montanhas!
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Está aqui parte do texto da entrevista integral que como esperado foi manipulada pela ABC para parecer outra coisa:
http://marklevinshow.com/gibson-interview/
Uma das muitas partes cortadas:
“PALIN:…I think it was unfortunate. That manifestation that we saw with that invasion of Georgia shows us some steps backwards that Russia has recently taken away from the race toward a more democratic nation with democratic ideals. That’s why we have to keep an eye on Russia.
And, Charlie, you’re in Alaska. We have that very narrow maritime border between the United States, and the 49th state, Alaska, and Russia. They are our next door neighbors.We need to have a good relationship with them. They’re very, very important to us and they are our next door neighbor…”
Outra parte cortada:
“PALIN: Well, I’m giving you that perspective of how small our world is and how important it is that we work with our allies to keep good relation with all of these countries, especially Russia. We will not repeat a Cold War. We must have good relationship with our allies, pressuring, also, helping us to remind Russia that it’s in their benefit, also, a mutually beneficial relationship for us all to be getting along.”
Muito mais no link.
E como a ABC manipulou a posição da Camera de Video. (Atenção ás próximas eleições cá no burgo se a marosca ou outra parecida da Camera da RTP se repetir)
Comparação com imagens de entrevistas com Obama e Hillary Clinton, com o mesmo Gibson
http://hollywoodtrenches.vox.com/library/post/make-smaller-telephoto.html
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João Miranda, Já comprou o camuflado?
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lukiluki, então a senhora não quer outra cold war e vai defender a entrada de paises limitrofes da Russia na Nato? É de génio.
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Mas isso não é muito grave.
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Mas isso não é muito grave. Não passa de uma inetrpretação estapafúrdia de uma jornalista. Pior é quando as ideias tendenciosas e aberrantes (que mais parecem conversas de adolescentes em Maio de 68) passam para os livros escolares.
Quando um livro escolar compara McCarthy a Estaline ou diz que Fidel não é ditador, mas antes uma vítima dos EUA, a coisa é muitíssimo grave.
“Se, na URSS, a acção de Estaline provocou milhares de mortos e a deportação de milhões de pessoas para campos de trabalho forçado na Sibéria, nos EUA a perseguição aos suspeitos de simpatizarem com o comunismo e de promoverem actividades antiamericanas transformou-se numa verdadeira “caça às bruxas” que ficou conhecida por maccarthismo” (Novo História 9, Texto Editora).
“A princípio tratava-se de uma revolução democrática e nacional. A opção socialista só foi tomada após o bloqueio económico imposto pelos EUA a Cuba. Fidel Castro aproximou-se então, estrategicamente, da URSS e do modelo socialista soviético. Osocialismo cubano apostou, sobretudo, no desenvolvimento agrícola e nos domínios da saúde e do ensino, sectores onde atingiu bons resultados. Actualmente, Fidel Castro continua a ser o dirigente de Cuba. O país atravessa sérias dificuldades devido à continuação do bloqueio e tenta ultrapassá-lo através da aproximação à Europa.” (Novo Clube de História 9, parte II, Porto Editora)
Estes são dois excertos do que os alunos vão ler este ano lectivo. Mas há mais. Vem na Revista Sábado desta semana.
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No Brasil a mesma coisa: Palin é despreparada!! Sim, preparado é o senador junior Obama. Deve ter tido muito treino como “animador social” (como chamam aqui em Portugal o tal do community organizer – que eu achava era uma espécie de pasta para guardar e catalogar comunidades – no Brasil “animador social” seria “algo” como João Kleber)para saber como tratar a questão da Georgia. “Georgia on my mind” perhaps…
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Entrar em guerra com a Rússia ? Com que soldados ? Com que dinheiro ? para fazer o quê ? Se eles nem conseguem fazer frente a uns maltrapilhos de sandálias e AK no Afeganistão… Essa senhora nem as pensa…E quem seriam os europeus da Nato que quereriam morrer pela reconquista da Ossétia do Sul ? Dariam para um pelotão ao menos ?
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Contra Palin, Obama tem o “change” que diz tudo e nada, assunto que nunca vi discutir aqui. Quanto à Geórgia é por lá que passa grande parte dos 40 por cento da energia que a Europa importa. Estrategicamente, para a Europa, a Geórgia é mais que sensível; e se não tem força, ou coragem para tomar uma posição forte que aagradeça, ao menos, à senhora Palin a sua frontalidade.
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“Quanto à Geórgia é por lá que passa grande parte dos 40 por cento da energia que a Europa importa. ” Pedro C.
Errado. O oleoducto Baku-Tiblissi-Ceyhan tinha uma capacidade muito reduzida (menos de um milhão de barris/dia), representava uma gota de água para as necessidades europeias. Representava, porque hoje já é um elefante branco. O Azerbeijão já decidiu mandar todo o seu petróleo por um oleduto russo mais a norte. Além disso, O sonho de integrar a Géórgia na NATO morreu. Os geogianos em breve acertarão as contas com o aventureiro e criminoso de guerra Shakahvili (1600 ossetas foram mortos pelos bombardeamentos selvagens dos invasores antes de serem escorraçados pelo exército russo) e o futuro governo manterá boas relações com a Rússia (sim à UE, não à Nato). Além de que a maioria dos países europeus recusará a entrada de uma Geórgia em conflito com a Rússia, com quem quer manter boas relações. O mesmo se diga em relação à Ucrânia, cujo presidente pró-Nato está em vias de perder o poder através de uma aliança entre a PM Timoschemko (que era do mesmo partido) e a oposição. A razão é a mesma: sem boas relações com a Rússia, a Ucrânia dividir-se-ia (a parte oriental e a Crimeia adeririam à Russia). A entrada na NATO é a linha vermelha a não ultrapassar. A própria NATO, tal como existe, está condenada. Os EUA unilateralistas e imperiais terão se sair o ser expulsos e a organização passar a ser exclusivamente europeia (UE) e ao serviço da visão europeia do mundo (multilateral, respeitadora do direito internacional, pacífica, kantiana, etc.).
Por todas essas razões a esquimó ignorante Palin (saberá apontar no mapa a Geórgia ?) é um perigo para a paz mundial e para os próprios EUA, que já não têm os meios militares e financeiros para uma política imperial. O mundo mudou. Só que a esquimó pistoleira ainda não percebeu…
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caramelo Diz:
15 Setembro, 2008 às 8:51 pm
lukiluki, então a senhora não quer outra cold war e vai defender a entrada de paises limitrofes da Russia na Nato? É de génio.
…………..
TODOS OS CANDIDATOS, incluindo o Obama, defendem a entrada da Georgia e da Ucrânia na NATO.
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Mas a NATO não é só americana e os europeus não querem e vetarão a entrada desses países na NATO, se entretanto os governos desses dois países não mudarem radicalmente de política e não retirarem a candidaturas, o que é quase certo que acontecerá. Logo, o que os candidatos US querem ou não a este respeito é irrelevante. Para os distraidos: a Europa pós-1945 é MUITO DIFERENTE da Europa de 1914 em que o jogo automático das alianças estabelecidas em tratados lançou milhões de homens na hecatombe sem saberem porquê… Os EUA ainda vivem nesse mundo, mesmo quando as suas forças escasseiam e estão à beira da impotência…Problema deles, não nosso, europeu…
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Sarah Palin fez muito bem em reafirmar o propósito da NATO.
Quanto mais o fizer mais fica claro o ridículo de mais uma guerra mundial por causa da teoria das alianças, ainda por cima expandidas para estados que sempre foram e sempre serão instáveis.
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João Miranda, a resposta à pergunta segue-se à defesa de que a Geórgia deve entrar na NATO e que os EUA devem ter a Rússia debaixo de olho. A resposta, mesmo perante uma situação hipotética, diga o que disser o tratado, é absurda. Porque uma guerra com a Rússia é uma impossibilidade. Ou seja, se a Geórgia, mesmo com um problema fronteiriço, entrasse na NATO e a Rússia voltasse a intervir, os EUA não entrariam em guerra com a Rússia independentemente do que estivesse escrito. E só uma destrambelhada ou um destrambelhado poderiam pôr essa possibilidade. Mais: fosse estra entrevista dada na qualidade de vice-presidente eleita e estaríamos perante um gravíssimo problema diplomático.
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Quanto ao que ela deveria responder, aqui já foi dito. E não, não é à portuguesa, é à diplomata, coisa que quem quer ser vice da maior potência do Mundo tem de saber fazer.
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Daniel Oliveira,
No dia em que um Vice-Presidente dos EUA não reafirmar que cumprirá sempre o artigo 5 a NATO acaba. Alías, o dever do Vice-Presidente é o de dizer que cumprirá sempre o artigo 5, aconteça o que acontecer. Qualquer hesitação nessa matéria reduz o poder dissuasor desse mesmo artigo.
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Lamento, Daniel, mas isto não é um problema de diplomacia. É um problema de credibilidade da dissuasão.
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E o Busch quando atacou sòzinho o Iraque tambem foi por pertencer á NATO!
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Os jornalistas americanos e ate assessores da campanha de McCain tambem parece que nao entenderam bem o que a senhora disse.
Alguns jornalistas (do herald tribune) tambem nao entendem como e que a governadora do Alaska contratou uma serie de amigas para o seu governo. Como uma que foi contratada para a pasta da agricultura porque, sendo promotora imobiliaria, gostava de vacas.
http://www.iht.com/articles/2008/09/14/america/palin.php
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Ordralfabeletix,
Se a moda pega ainda vamos dar relevância àquele caixa que foi contratado para administrador de um banco público.
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Neste momento, o perigo iminente não se gera pelo conflito entre a Georgia e a Rússia; mais problemático é o sistema de defesa de mísseis que está a ser contruído na Polónia e que compromete gravemente a segurança da Rússia, a qual a mesma já ameaçou ser pretexto para bombear a Polónia se chegar a esse ponto. E com razão. Típico dos norte-americanos. Arranjar desculpas para dissuadir o velho compatriota.
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“Alías, o dever do Vice-Presidente é o de dizer que cumprirá sempre o artigo 5, aconteça o que acontecer. Qualquer hesitação nessa matéria reduz o poder dissuasor desse mesmo artigo.” – JM
Efeito dissuasor ? Já não existe. Os estados europeus só entrariam em guerra com a Rússia se (hipotese absurda) esta os atacasse, isto é, em legítima defesa, única situação em que a entrada em guerra é legítima e não crime de guerra, segundo o direito internacional. É essa a norma que de facto está em vigor e que de facto já revogou o tal artigo 5º. Até porque a sua razão de ser, a guerra fria, já acabou e a Rússia já não é comunista.
Dissuasão ? Mas desde que os terroristas cruzados ficaramn atolados no Iraque e Afeganistão, overstreched e sem reservas, e o Hezbollah foi ao focinho de iSSrael e os russos deram uma lição memorável ao aventureiro pró-Nato Shakashivili, ainda se poderá falar de dissuasão da NATO ? Só se for para fazer sorrir o mundo…
Esta só tem que se dissolver ou se transformar em organização militar da UE, expulsando estados párias e agressores compulsivos que não respeitam o direito internacional, if you see what I mean… NATO is dead. A esquimó pistoleira pode esbracejar à vontade… Que pegue na carabina dela é vá para a Geórgia e que leve o Bush…
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João Miranda, o artigo 5º não é um dos mandamentos da Biblia.
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João Miranda, seria interessante que respondesse ao cenário colocado pelo Daniel: se a Geórgia já estivesse na Nato, os Estados Unidos deveriam atacar a Rússia se esta interviesse na Geórgia? Por causa de um artigo? Quanto ao efeito dissuasor do artigo, parece-me uma coisa muito relativa.
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Não. Aquilo que Sarah Palin disse, foi que a NATO deveria admitir como parceiro um país que tem um contencioso territorial sério com a Rússia e que, como tal, pode ser invadido por esta.
O que seria, obviamente, uma decisão profundamente errada por parte da NATO, precisamente pelas consequências (referidas neste post) que traria.
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“Ukraine government falls apart
Ukraine’s ruling pro-Western coalition collapses, plunging the country into a new political crisis.” – BBC, hoje
Catrapum, o arranjinho americano na Ucrânia já deu o berro…”É só derrotas, porca de vida” diz neste momento o primata Bush batendo com a cabeça nas paredes da Sala Oval… Força, Bush !
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««João Miranda, seria interessante que respondesse ao cenário colocado pelo Daniel: se a Geórgia já estivesse na Nato, os Estados Unidos deveriam atacar a Rússia se esta interviesse na Geórgia? Por causa de um artigo?»»
Mas afinal o tratado é para cumprir ou não é para cumprir?
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JM: Não, esse Tratado está morto e não é para se cumprir. Pode deixar. O preço aliás seriam muitos milhões de homens mortos e se 4.150 no Iraque já são um problema…
Repare que o Tratado é do Atlântico Norte e a Geórgia e o Afeganistão não são propriamente para esses lados…além de que se destinava a fazer face aos perigos da guerra fria, que já terminou há 20 anos… Caducou, portanto.
Que alguns queiram reconvertê-lo subrepticiamente em aliança de ladrões de petróleo a operar em todo o mundo, é problema deles, mas só é pato quem quer… E depois quem não tem dinheiro não tem vícios… e os EUA estão de tanga…graças a Bush…
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O que seria, obviamente, uma decisão profundamente errada por parte da NATO, precisamente pelas consequências (referidas neste post) que traria.
Quando um país se sente ameaçado deve procurar uma aliança com quem o possa ajudar.
É o caso.
Claro que nunca a Geórgia iria pedir ajuda a Portugal, pois haveria logo um Luís Lavoura que consideraria que é melhor ficar sentado a assistir.
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e a Geórgia e o Afeganistão não são propriamente para esses lados…
Claro e a Turquia faz fronteira com o Alabama.
A ignorância tende a ocupar todo o espaço vazio.
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João Miranda, tire os olhos do papel e olhe à sua volta. A politica felizmente, é mais feita por politicos do que por burocratas. Portanto, se a Geórgia fossse membro da Nato, os Estados Unidos deviam ou não atacar a Rússia?
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Ó Fado, agora é preciso um tratado pera um país ajudar outro? Afinal, os Estados Unidos não são “amigos” da Geórgia? O que é que impede que os Estados Unidos ajudem a Geórgia amiga, atacando a Russia com os seus missweis nucleares e os seus marines? Precisam primeiro que a Geórgia assine um papel? Amigos da onça e cobardolas, é o que é.
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««João Miranda, tire os olhos do papel e olhe à sua volta. A politica felizmente, é mais feita por politicos do que por burocratas. Portanto, se a Geórgia fossse membro da Nato, os Estados Unidos deviam ou não atacar a Rússia?»»
Sim. E já expliquei porquê.
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Caramelo,
Coloque a pergunta de outra forma: se a Rússia atacar Portugal, deve a NATO entrar em guerra com a Rússia?
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João Miranda, não adianta entrar em sentimentalismos, invocando o santo nome da pátria. Apelar ao sentimento pátrio, ou a qualquer outro, não ajuda nada ao debate intelectual. Se me perguntar, por exemplo, se sou contra a pena de morte, eu digo-lhe que sou contra com toda a convicção, mas não hesitaria em matar em certas circunstãncias extremas, não necessariamente de legítima defesa.
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O que é que impede que os Estados Unidos ajudem a Geórgia amiga, atacando a Russia com os seus missweis nucleares e os seus marines?
O não ter o Caramelo como Comandante-Chefe.
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De nada serve falar grosso para disfarçar quando não há tomates… Shakashvili foi salvo por Sarkosy (pelo acordo que este negociou) quando os tanques russos estavam a 40 km de Tiblissi, com o exército georgiano nos quarteis com ordens para não opôr resistência e o Micha, todo borrado, fechado à chave numa das cagadeiras do palácio presidencial. A Marinha foi toda metida a pique no porto de Poti, o mesmo acontecendo à Aviação modernizada pelos israelitas e ao oleoduto na origem da cobiça ocidental. Sem a UE, o aventureiro Micha teria sido capturado e julgado em Moscovo por crimes de guerra. Mas a todo o momento isso poderá acontecer se tornar a mijar fora do testo. E a NATO ? Qual Nato ? Os georgianos não a viram nem nunca verão. A pistoleira esquimó é mais uma guerreira de sofá irresponsáve que só fala da boca para fora…
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Fado, eu não sou comandante de nada nem quero ser. Eu perguntava-lhe o que é que impede que os Estados Unidos ajudem a Geórgia amiga, atacando a Russia com os seus missweis nucleares e os seus marines. Não quer responder?
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Fado: NATO = North Atlantic Treaty Organization. Right ?
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Não quer responder?
Imagine a seguinte pergunta.
O que é que impede o senhor Jorge Sousa de marcar um penalty contra o Benfica quando o jogo está no intervalo?
Resposta:
O não ser completamente estúpido.
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EUROLIBERAL Diz:
16 Setembro, 2008 às 11:51 am
Sim, e depois?
Onde é que está a Turquia?
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Pooooois claro! Fado, vê como é esperto?
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Fado Alexandrino
16 Setembro, 2008 às 12:05 pm
Onde fica a Turquia ? No Atlântico Norte ? Não me diga…
Então, o Iraque e a Síria também têm que entrar para a Nato…é isso ? Também têm fronteiras com a Turquia, tal como a Geórgia… e teremos depois que ir defender a Síria de ataques de iSSrael ? O passo parece-me maior que a perna…sobretudo para velhos chéchés (como os EUA) que já não dão uma… Já reparou que o mundo está a mudar rapidamente e que há 3 ou 4 potências a ultrapassar os EUA ? Um pouco de noção de ridículo ajuda em política…
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Nos States nem todos são estúpidos e pistoleiros irresponsáveis como a esquimó apocalíptica. Há gente responsável que pensa que quando não há força mais vale negociar…
” Former U.S. secretaries of state say they support talks with Iran
At forum, Kissinger, Powell, Albright, Christopher, and Baker say U.S. shouldn’t stonewall Iran” – in Haaretz
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Já reparou que o mundo está a mudar rapidamente e que há 3 ou 4 potências a ultrapassar os EUA ?
A ultrapassar?
Em quê?
Já ouviu falar do Corvette Z6?
Meu caro senhor acorde para a realidade. De momento, e este momento parece-me bem grande, em poderio militar só a ex-URSS pode acalentar algum sonho de passar do segundo round.
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Com um exército de apenas 400.000 GI’s operacionais ? No kidding… Só o Irão pode pôr em pé de guerra cerca de 10 milhões. Então a India e a China…Tecnologia actualizadíssima e o principal, espírito combativo (que não se fabrica nem compra) a rodos…
Já agora ainda a Turquia: o governo islâmico está muito interessado na UE, mas muito pouco na NATO. Não deixou os americanos atacarem o Iraque pelo Norte e agora aliou-se à Russia contra a Geórgia…Está em curso uma aliança de ambos e dos países do Cáucaso para manter a segurança na região, incluindo a do petróleo, sem a NATO… Got it ? Todo o mundo detesta os americanos e quer é que “vayanse ao carajo yankees de mierda” ! Efeito boomerang do unilateralismo neoconeiro…
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Mas o que é que queria que ela respondesse? Se respondesse que não entraria em guerra com a Rússia em caso de invasão de um país da NATO não lhe parece que isso seria uma estupidez? Acha que um candidato a vice-presidente dos EUA pode ter alguma dúvida nessa matéria? Se tivesse e fosse eleito, a NATO acabava no dia seguinte.
Isso escreveu nosso amigo João Miranda
Pois te digo uma cois caro João se a NATO acabar é um bem para a Humanidade, pois eles só estão ai para gerar medo e se dizer sendo os protetores da libertada que é algo que nunca comungaram na prática Ja esta na hora da Humanidade acabar com essas discórdias patrocinadas pelo sistema financeiro, que patrocina os dois lados colocando irmãos contra irmãos com essa história de direita e esquerda que na verdade não existe nos corações de pessoas de bem.
Temos é que nos unir e para de formentar o ódio contra quem nunca nos fez mal algum , pois numa guerra que fica no front são pessoas de bem assim com todos nos que postamos nossas opiniões aqui nesse site. Pois quem financia a guerra a NATO a MIséria Estão la em Londres contabilizando os lucros que a guerra vai lhes proporcionar, sim em Londres la no BOE, te tem uns paus mandados que vivem em New York que ficam por lá manipulando os mercados da América e usam o dinheiro do impostos dos americanos que se acham os donos do mundo mais que na verdade ainda são uma colonia dos ‘Britanicos’ .
Vamos Abrir os olhos contra esses infelizes que geram guerras e a miséria financeira e moral, essa candidata Paulin vou convidada a ser vice presidente somente para chamar a atenção para que partido Republicano conservadorista e doente pudesse ressurgir das cinzas, tudo desvio de atenção, temos é de prestar atenção em quem efetivamente manipula tudo para ter lucro e eles estão la na THE CITY lá esta a fonte de todo o mal da humanidade.
Ofereço isso que escrevi para a Família Amesh.
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No kidding… Só o Irão pode pôr em pé de guerra cerca de 10 milhões.
Claro.
Devem ser iguais aos dez milhões que desfilavam em passo de ganso em frente ao Saddam, jurando que iam lutar até à morte, e ao segundo tiro dos marines esfumaram-se.
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Pois, por que será que todos os generais do Pentágono se recusam a atacar o Irão, mesmo quando Cheney e Bush estavam para aí virados ? Porque sabem que os misseis iranianos afundariam toda a 5ª Esquadra em menos de meia hora e que os 150.000 GI’s no Iraque seriam feitos em carne picada em poucas semanas pelos pasdaran iranianos e os chiitas iraquianos de Al Sadr (fora os milhares de mujahedin vindos de todo o mundo para molharem a sopa…). O petróleo chegaria aos 500 dólares em poucos dias, porque do Golfo (40% das exportações mundiais) não sairia uma gota de petróleo. Além de mísseis de última geração (afundaram no Líbano a mais moderna fragata israelita…) há milhares de lanchas rápidas e centenas de mini-subamarinos com misseis. A guerra no Iraque parou porque o poder já está na mão dos iranianos e aliados chiitas (que deram ordem de despejo aos americanos). Basta aguardar qiue o poder mude em Washington em breve… Se não mudar, a guerra estalará de novo com uma violência nunca vista pelos terroristas cruzados. Agora será sobretudo com os chiitas (60% da população). O pateta Bush julga que foi a “surge”, eh, eh, eh, deixem-no pousar… Quanto a Israel, os misseis de alta precisão iranianos pouco deixariam de pé…e só o Hezboilah no Líbano tem misseis que deixariam todo o território da entidade nazi-sionista (fora Eilat) sob fogo ininterrupto (não seriam só os 20Km a seguir à fronteira, como em 2006…). Por isso, e só por isso, é que as amélias americanas e sionistas NÃO vão atacar o Irão. PORQUE SERIAM ESMAGADOS.
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Euroliberal Diz:
16 Setembro, 2008 às 8:21 pm
Olhe uma coisa, o senhor ainda se lembra daquele general iraquiano que falava lá do alto de uma mesquita a dizer que estavam a empurrar os marines para o mar?
Pelo menos o seu discurso parece igual.
Parabéns!
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