Saltar para o conteúdo

A fatalidade do grande centrão

17 Setembro, 2008
by

Não é necessária qualquer coligação formal para que o bloco central de interesses funcione, como aqui explica Paulo Morais. Ele “rola” na perfeição com os “elitistas e urbanos”, mas não bloquearia com os “basistas e populistas” – o pacto para as obras públicas que Menezes propôs quando na liderança, mais não era que uma via de acesso para os gabinetes dos poderes fácticos, onde é definida a “política de distribuição” da grande fatia do orçamento que cabe aos mega-projectos.

Mesmo assim, a sede de poder por parte do PSD (qualquer deles) é tanta, que dificilmente resistirá a uma 2ª versão do Bloco Central. O “tsunami financeiro” que por aí vagueia e do qual não escaparemos, será o argumento decisivo para justificar o próximo “governo de perdição nacional”, muito embora nos prometam o contrário.

11 comentários leave one →
  1. maria sousa's avatar
    maria sousa permalink
    17 Setembro, 2008 09:39

    Esta análise do LR está muito realista. A crise vai justificar um governo de “salvação nacional” e o Presdiente da República vai apadrinhar a solução, que é a que melhor garante a sua reeleição. Vão cozinhar isto tudo lá em Lisboa e nós, aqui no Norte, é que continuaremos esquecidos.

    Gostar

  2. Desconhecida's avatar
    17 Setembro, 2008 10:07

    PM: António Costa.
    Vice PM: Manuela.

    E a seguir, os portugueses livres só têm que formar um Partido Limpo. Limpo das Felgueiras, dos Loureiros, dos Isaltinos, dos Lellos, dos Varas, dos Dias Loureiros, dos Júdices.

    Há muita gente limpa em Portugal, por enquanto.

    Gostar

  3. Zé Preto's avatar
    17 Setembro, 2008 10:11

    Mais um Aniversário

    A Morte do Sousa dos Frangos

    Transcrição dos Registos Áudio da Comissão de Inquérito sobre os Incidentes em Matosinhos

    Gostar

  4. zé do telhado's avatar
    zé do telhado permalink
    17 Setembro, 2008 10:16

    Ao ler o artigo do Paulo Morais e o post do LR, sou levdo a pensar que este PSD já não tem emenda. E a democracia portuguesa actual terá regeneração possível?

    Gostar

  5. José Matos's avatar
    José Matos permalink
    17 Setembro, 2008 10:54

    Excelente o artigo do Paulo Morais no JN. Directo, corajoso, bem informado e descomprometido, como não há mais ninguém dentro da política. E não o expulsam do partido? Porque não o desmentem? Porque não o calam? Porque é que as sucessivas direcções do partido não conseguem contar com ele? Não querem? Não podem? Não estão autorizados pelos constructores civis? Até hoje ainda não foi explicado porque é que o melhor e mais visivel vereador da Câmara Municipal do Porto foi dispensado! E Rui Rio não acha que é preciso? Os eleitores não lhe merecem essa consideração?

    Em Itália, alguns analistas políticos defendem abertamente que o fim do crime organizado e da corrupção será o fim do estado organizado, tal é a força da máfia e da camorra nas principais instituições do país. Cá estamos na mesma? Pelo menos digam-nos alguma coisa!

    Gostar

  6. José Silva's avatar
    17 Setembro, 2008 10:59

    Caro LR,

    Você também é culpado:

    A vitória de MFLeite representa um profundo revés para o Norte em geral e Porto em particular.

    Actualmente Portugal é sujeito a uma crise global de grande dimensão. O Norte em particular, já de si em recessão há muitos anos, vítima do governo mais centralista que há memória, sofrerá ainda mais. A governação PS, neo-liberal «mafiosa» sabe que não ganhará com maioria absoluta as próximas eleições. O Norte não votará PS e o sul votará na frente de esquerda em nascimento. Obviamente que em 2009 com um PS com 40%, PSD com 30% e PCP+BE com 25%, a coligação governativa nunca será com a esquerda mas sim à direita. A vitória de MFLeite é o melhor seguro de vida dos interesses oligarquicos e centralistas. É a garantia de mais 5 anos de status quo.

    Desengane-se quem julga q MFLeite terá preocupações sociais. Paulo Gorjão demonstrou aqui que isto é falso. Também eu já tinha detectado essa mesma manobra demagógica de JPPereira aqui. E também não descerá impostos permitindo que estes sejam usados na «social democracia» dos grandes interesses, PPP, Scuts, Alcochetes, TGVs, Estado Central exagerado e concentrado em Lisboa, material de defesa em permanente reparação, etc. Os impostos altos e crédito caro incidirão sobre as PMEs (sobretudo onde elas abundam, a Norte) e classe média e não sobre os grandes projectos com patrocínio estatal. Nem o QREN as salvará, dado que todo o dinheiro está já cativo destes projectos e investimentos de grandes empresas.

    MFLeite poderia ser útil se tivesse coragem para acabar com estas grandes obras, como em tempos escreveu. Mas não. Nota-se desde já o Bloco Central de interesses, as «máfias» a actuar: Ela própria já disse no 1º debate televisivo que Alcochete, TGV e TTT são para continuar. Conclusão: mais do mesmo. Estamos no PeakOil e vamos criar alegremente elefantes brancos para pagar pelas gerações futuras.

    O Norte será novamente drenado quer em recursos humanos, quer pela criação artificial de centralidades aeroportuárias e ferroviárias, quer por mais keynesianismo de betão.

    Mais grave de tudo é que isto foi mais um erro imperdoável do Norte. Deixou-se enganar em 1995, na Regionalização em 1998, em 2005 e no sábado passado. Parece que o que motivou o não apoio da distrital do Porto a PSLopes foi um ajuste de contas relativo a «tachos» de deputados na AR, como ouvi ontem na RTPN. Inspirada pelos liberais portuenses teóricos e imaginativos, que já produziram o frankenstein Rio e que agora o combatem, a distrital portuense decidiu apoiar PPCoelho que dizia «Nim» à Regionalização em vez do Sim de quem disse que «Portugal não era Lisboa». Esses votos teriam dado a vitória a PSLopes e o cenário mudaria, Agora, ridiculamente, Marco António Costa, nome inversamente proporcional à inteligência política, disse que iria exigir a Regionalização à candidata vencedora, que é, como sabemos, frontalmente contra. Pagaremos caro este aventureirismo irresponsável do PSD Porto. Já agora alguém acredita que o PS apresentará a Regionalização no seu menifesto eleitoral em 2009, no pico da crise ?

    Francamente fiquei desiludido com o resultado. Os dois principais partidos são agora profundamente centralistas, depois de LFMenezes ter representado alguma esperança. Este Norte não aprende, a não ser que o tema seja futebol. A nossa vocação é ser periferia, dependente, pobre, atávico, emigrarem os mais capazes e ficarem por cá os outros. Damos um passo à frente e outro atrás.

    http://norteamos.blogspot.com/2008/06/arre.html

    Gostar

  7. José Silva's avatar
    17 Setembro, 2008 11:01

    «liberais portuenses teóricos e imaginativos»

    Siga o link no Norteamos.

    Gostar

  8. Desconhecida's avatar
    Rex Noster Liber Est permalink
    17 Setembro, 2008 12:11

    José Silva:

    Já imaginou um Bloco Central regionalizado? Seria um regabofe sem fim de tachos e mais tachos! Uma ideia assim, só mesmo vindo da cabeça dos tontos «liberais portuenses teóricos e imaginativos» que quase sempre erram nas previsões políticas que fazem. Espera-se que assim continuem por muito tempo.

    Gostar

  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Setembro, 2008 12:44

    Este comentário das 10h.59 m assinado por José Silva demonstra como algumas pessoas vivem permanentemente e obsessivamente centradas na dicotomia Norte /Sul, a defesa de Menezes é patética as sondagens demonstram-no. Tantas criticas á gestão feita no País mais concretamente a sul com que autoridade ? afinal os gestores do Norte nas obras do Metro do Porto ou na Casa da Música não deram grande exemplo de rigor ao país (em relação ao orçamentado ou a prazos).
    Quanto ao post. pura e simplesmente carece de fundamento MFL já disse que não faz aliança com o PS.

    Gostar

  10. maria sousa's avatar
    maria sousa permalink
    17 Setembro, 2008 12:58

    Não concordo em nada com este anónimo. MFL diz que não faz coligação eleitoral. Mas fará de certeza um bloco central no dia seguinte ás eleições. O artigo do PMorais explica isso muito bem.

    Gostar

  11. Desconhecida's avatar
    Tolstoi permalink
    17 Setembro, 2008 13:51

    O anónimo fui eu (por lapso)
    Será que faz?
    Será que o artigo explica mesmo? penso que é uma perspectiva respeitável seguramente, mas nada mais que isso, existe sim um bloco central de interesses , mas esse terá menos influencia politica em MFL e JPP do que por exemplo em Menezes.
    A questão das alianças é de facto o tema em debate, uma vez que não se vislumbra uma maioria, a direita não vai ter alternativa se não votar em MFL, (Paulo Portas vai transformar o CDS no partido do Smart ) e esta sabe que não pode trair este eleitorado, sob pena de comprometer definitivamente o seu próprio partido, também não está na sua forma de pensar essa aliança para si tão contra-natura.

    Gostar

Deixe uma resposta para Zé Preto Cancelar resposta