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Relação entre regras concretas e capacidade de resposta a inovações

17 Setembro, 2008

Por pouco até pensei que João Galamba iria argumentar que as normas regulatórias dos mercados financeiros podem ser tão abstractas como as normas de combate ao crime. Nada disso. Em vez de ir ao cerne do problema colocado, João Galamba manda-me ler Hegel. Ora, não é preciso ler Hegel para perceber que as normas de regulação dos mercados financeiros que o João Galamba deseja têm que ser mais concretas que as normas de combate ao crime. E também não é preciso ler Hegel para concluir que os sistemas regulatórios mais concretos são também os têm menor capacidade e resposta a inovações.

4 comentários leave one →
  1. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    17 Setembro, 2008 16:06

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    João tem toda a Razão e Realismo.
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    Mais regulações “é chover no molhado”. Mas enfim manda a Democracia todos serem ouvidos. Mesmo teóricos ou sonhadores.
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    Se a tinta da esferográfica em papeis reguladores não fôr corrompida, intelectual ou monetàriamente, então haveria ALGUMA Regulação. Ainda que sempre Imperfeita mas com alguma
    capacidade de convencimento emocional sobre o comum dos mortais.
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    Senão, mais vale deixar tudo como está. Imperfeiçaõ é sempre imperfeição, antes ou depois, e apostar forte no aperfeiçoar do que é IMPERFEITO tem a vantagem de pelo menos já se conhecer os “buracos”.
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    E, com a palavra da moda, “sistemicamente” não passam de MERA POPULAÇA a fazer-se passar por ELITE ou LIDERES os que afrouxam por “Sexo, Dinheiro ou Honrarias (medalhas, palco ou condecorações)”. Não inventei nada, isto é do Maquiavel escrito bolorento de Seculos. E isto é do mais SIMPLES que há para fazer. O resto é que é bem dificil e só a ELITE e os autênticos LIDERES que, infelizmente para os Povos, ao não pactuarem preferem ficar longe até algum dia ….
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    No caso vertente, Banca, as regras são os do mercado, “DINHEIRO PAGO ou GARANTE DINHEIRO”, reforço Financeiro do FUNDO DE GARANTIAS BANCARIOS no BANCO DE PORTUGAL, faliu o dinheiro dos Depositantes está garantido, até porque os Depositantes não são os investidores ou accionistas. E por tal não podem perder nada.

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  2. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    17 Setembro, 2008 17:14

    O Mercado Roque Santeiro funciona bem porque não é regulado pelo Estado. Ali a regulação é feita pelos consumidores, como mandam as cartilhas do neo-liberalismo (Mises,Schumpeter, Hayek,…).
    Já na Feira do Relógio é o que se sabe, a ASAE aparece por lá e estraga tudo…

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  3. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    17 Setembro, 2008 21:27

    “Adenda 2: João Miranda, o universal concreto não é o mesmo que uma regra mais detalhada. É antes— simplificando—algo que tenta pensar a relação entre universal e particular sem impôr uma dicotomia entre os dois. Isto depende de uma certa relação dialéctica que rejeita qualquer oposição estrita entre ‘falsos’ opostos. Uma das implicações disto é que a práctica do juízo interpretativo e uma certa flexibilidade ideológica se tornam necessários. Ou seja, tudo aquilo que o João Miranda exclui à partida.” João Galamba

    João Galamba é muito bom e escreve muito bem. Se bem o percebi ( não é fácil, confesso), Galamba diz que o João Miranda é um dogmático. Uma coisa é certa: o João Miranda flexivel não é. Mas, confesso, que não sei como interpretar isso.

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