O declínio do dólar
2 Outubro, 2008
Os Estados Unidos iam deixar de ser uma potencia mundial. O dólar ia deixar de ser moeda de referência. Os fundos em dólares detidos pelos bancos chineses e japoneses não valiam nada. Os chineses vão substituir as reservas em dólares por reservas em euros. Os países exportadores de petróleo vão deixar de aceitar dólares. Este era o mantra que se ouvia há menos de 3 meses.
43 comentários
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Ya men, os estados unidos são mesmo fabulosos. Podem lixar o resto do mundo que existem sempre no resto do mundo paspalhoes para os enaltecer.
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Espelho meu, espelho meu, haverá melhor panegirico que o meu?
Só o Miranda para me fazer rir.
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Esse receio/desejo/aspiração tem muito mais de três meses,
mas ainda vamos a tempo, não lhe parece ?
Para já, os países exportadores de petróleo estão entretidos a comprar a América em saldo
e os Russos e os Chineses estão a trocar dólares por ouro.
O João vai continuar a admirar a finança americana se se tornar propriedade Saudita ?
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Caro JM, o problema de o dólar deixar de ser moeda de referência não se prende com o valor dele: o dólar podia muito bem valor 0.005 eur e mesmo assim ser moeda de referência. O problema é a instabilidade da moeda. Ora desce muito, ora sobe muito.
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Caro LGP,
Como explica então o gráfico?
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««Caro JM, o problema de o dólar deixar de ser moeda de referência não se prende com o valor dele: o dólar podia muito bem valor 0.005 eur e mesmo assim ser moeda de referência. O problema é a instabilidade da moeda. Ora desce muito, ora sobe muito.»»
Dado que a instabilidade das moedas é um conceito relativo, o mesmo se pode dizer de qualquer outra moeda. Aquele gráfico é o preço do dólar em euros. O preço do euro em dólares tem as mesmas variações.
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Caro JM,
«Dado que a instabilidade das moedas é um conceito relativo, o mesmo se pode dizer de qualquer outra moeda. Aquele gráfico é o preço do dólar em euros. O preço do euro em dólares tem as mesmas variações.»
E o gráfico do preço do petróleo (ou outra coisa qualquer) em dólares e em euros. Qual das duas moedas é mais instável?
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Caro João Miranda,
Não me admirava que esta subida do dólar fosse uma flutuação momentânea,
não me parece que num momento destes se possa concluir grande coisa deste gráfico.
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Caro JM,
Aprenda economia antes de exibir as suas artes florais.
Pode começar por aqui:
Euro cai quase 2% após Trichet indiciar redução nos juros
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=333852
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Que é feito do Euroliberal?
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“Para já, os países exportadores de petróleo estão entretidos a comprar a América em saldo”
Resultados, só no fim.
Nos idos de 80, os Japoneses desatarm a comprar porções da América, dos estúdios Universal e Columbia, ao Rockfeller Center e até à Chrisler.
10 ou 15 anos depois, muitos desses investidores sairam em venda, com menor valor do que investiram.
Aliás, os Árabes, Singapura e Coreanos já investiram biliões no Citibank, Merril Lynch e Morgan Stanley, e já nem têm metade do que investiram….
Isto do “mercado”, é uma porra!
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««Euro cai quase 2% após Trichet indiciar redução nos juros»»
E? Em que é que isso reforça a tese do declínio do dólar?
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««Não me admirava que esta subida do dólar fosse uma flutuação momentânea,»»
Essa é uma tese tão boa como a que defendia há 3 meses o declínio irreversível do dólar.
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“Essa é uma tese tão boa como a que defendia há 3 meses o declínio irreversível do dólar”.
Curiosamente, Buffett e Soros, que investiram biliões em euros, nos últimos 3/4 anos, não falam agora do assunto. Porque será?
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Claro JM, boas teses são só as suas. O seu argumento é tão bom como este.
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Olhando para os números na coluna da esquerda, constata-se que estas oscilações são de facto de amplitude muito pequena. O dólar continua a valer apenas uma fração do euro.
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Ainda bem que o bio-Miranda (cuidado: não inverter as vogais!) descarta a desvalorização histórica do dólar vs euro desde a sua criação com base na tendência das últimas semanas! O que fazer em relação a isto? O melhor é dar-lhe uma festinha na cabeça e dizer “sim, tu é que percebes tudo sobre tudo” (no sentido figurado claro eheh).
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Luís Lavoura,
«O dólar continua a valer apenas uma fracção do euro.»
Apenas uma fracção elevada. Mas como já se disse, isso de pouco interessa.
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É incrível a capacidade que a economia norte-americana tem de se auto-regenerar…
Com as eleições presidenciais, com uma política externa menos reactiva e a implementação de políticas internas que entrem em rota de colisão com as actuais, assistiremos novamente ao ponto de viragem da economia dos EU, começando pela revitalização do dólar, factor essencial capaz de garantir de novo a confiança nos mercados financeiros.
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Nada como um saltinho do dolar – e é melhor usar já este saltinho para cima antes que venham outros para baixo – para dar uma alegria ao liberais que ultimamente andam um bocado desorientados porque a realidade teima em frustrar-lhes os desejos.
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Não apresentei tese nenhuma,JM.
Apenas disse que este gráfico não permite tirar conclusões nenhumas
quanto á evolução futura do dólar.
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A economia de casino é assim mesmo.Imprimem-se dolares e quem não os aceitar como muito bons lixa-se.Até o Constâncio há pouco tempo vendeu ouro para DIVERSIFICAR em DIVISAS(devem ter sido dolares) as suas reservas…deveria ter sido,só por isso, castigado com a retirada da sua futura pensão dourada…
A globalização é controlada por quem?A nossa classe política também não se abocanha com o melhor?
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««Apenas disse que este gráfico não permite tirar conclusões nenhumas
quanto á evolução futura do dólar.»»
O gráfico permite rejeitar a tese do declínio irreversível do dólar tal como apresentada há uns meses.
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“O gráfico permite rejeitar a tese do declínio irreversível do dólar tal como apresentada há uns meses.”
Essa tese tem sido defendida desde há vários anos a esta parte
por numerosos economistas, não foi inventada há três meses.
O gráfico mostra uma pequena subida do dólar,JM, só isso.
Se amanhã voltar a descer, acha que a tendência se alterou ?
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««Essa tese tem sido defendida desde há vários anos a esta parte
por numerosos economistas, não foi inventada há três meses.
O gráfico mostra uma pequena subida do dólar,JM, só isso.»»
Uma pequena descida de 12%. O ponto é que descidas da mesma ordem de grandeza eram relevadas há uns tempos como indicando o declínio do dólar. O mesmo acontecia com a tendência decrescente da cotação do dólar. Agora a cotação inverteu.
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Talvez se tenham descoberto buracos maiores do lado de cá do que do lado de lá. Um exemplo, não sei se representativo:
http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/ambroseevans_pritchard/3118994/Financial-Crisis-So-much-for-tirades-against-American-greed.html
“We now know that it was French finance minister Christine Lagarde who begged Mr Paulson to save the US insurer AIG last week. AIG had written $300 billion in credit protection for European banks, admitting that it was for “regulatory capital relief rather than risk mitigation”. In other words, it was underpinning a disguised extension of credit leverage. Its collapse would have set off a lending crunch across Europe as banking capital sank below water level.”
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Faz parte da etiqueta de apresentar gráficos que estes vão do zero até aos valores, para não se ser acusado de manipular.
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“O gráfico permite rejeitar a tese do declínio irreversível do dólar tal como apresentada há uns meses.”
Então só tem de explicar porque é que 3 meses podem definir a inversão de uma tendência de muito maior duração. Neste caso particular, é-lhe útil que nunca tenha ouvido falar de cálculo integral.
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««Então só tem de explicar porque é que 3 meses podem definir a inversão de uma tendência de muito maior duração.»»
Repare que eu não tenho que explicar nada. Quem defende a tese de que o dólar está em declínio é que tem que provar que a tendência anterior era relevante e esta não. Eu limito-me a questionar tal tese e não a afirmar a tese contrária.
««Neste caso particular, é-lhe útil que nunca tenha ouvido falar de cálculo integral.»»
Quer que lhe envie o meu curriculum?
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Não fique nervoso. Há duas teses em confronto, quer queira, quer não queira. Se está a questionar a tese de que o dólar está em declínio é porque acha que não está — facto que é compatível com a generalidade das suas posições — ou, pelo menos e como alternativa, que não está nem deixa de estar, senão o objectivo final da sua argumentação é o vácuo. Ao atirar a responsabilidade da prova para a outra está a mostrar que não consegue provar sozinho que os outros estão errados. Está a jogar ao toca e foge. Esta sua posição é quase como sustentar que são os socialistas a ter de provar que o socialismo funciona, já que você é incapaz de demonstrar o contrário. Se o seu objectivo era apenas colocar uma questão retórica, não percebo o porquê de não o ter dito desde já, evitando uma pequena exaltação.
Neste momento não estou a recrutar. O que não implica que desdenhe da sua eventual competência. Se não tivesse exposto esse seu “momento TPM” teria evitado mostrar que não percebeu que eu não quis afirmar que não sabe o que é cálculo integral, mas sim dizer que (!) supondo (!) que nunca ouviu falar do assunto teria uma atenuante para justificar a sua dificuldade em demonstrar o peso de uma tendência de tão curta duração sobre uma muito mais longa. Enfim… não é necessário ser o Leibniz para lá chegar.
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««Se está a questionar a tese de que o dólar está em declínio é porque acha que não está »»
Nope. É porque acho que não está provada e que quem a defende não tem qualquer sustentação para o que defende.
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««Ao atirar a responsabilidade da prova para a outra está a mostrar que não consegue provar sozinho que os outros estão errados.»»
Desde quando é que quem não defende tese nenhuma tem que mostrar que quem tem uma tese está errado? O ónus da prova está do lado de quem defende uma tese.
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Nope. Se acha que quem a defende não tem qualquer sustentação para tal deverá conseguir justificá-lo. Se consegue é porque acha que o dólar não está em declínio. A menos que tenha uma justificação alternativa para o declínio do dólar, mas tendo em conta que tem a audácia suficiente para desafiar todos as diferentes abordagens que pretendem demonstrar esse declínio, suponho que não seja esse o caso.
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“Desde quando é que quem não defende tese nenhuma tem que mostrar que quem tem uma tese está errado? O ónus da prova está do lado de quem defende uma tese.”
O João Miranda teoriza sobre tudo o que mexe. Neste caso não pretendia teorizar sobre coisa nenhuma. Foi um post inerte no meio de mil, é isso? Espera-se então um post a questionar aqueles que dizem que o dólar não está em declínio.
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O Plano Paulson Para Salvar os Bancos:
1 SEC. 116. CERTAIN INCOME AND GAINS RELATING TO
2 INDUSTRIAL SOURCE CARBON DIOXIDE TREATED
3 AS QUALIFYING INCOME FOR PUBLICLY
4 TRADED PARTNERSHIPS.
5 (a) IN GENERAL.—Subparagraph (E) of section
6 7704(d)(1) (defining qualifying income) is amended by in7
serting ‘‘or industrial source carbon dioxide’’ after ‘‘tim8
ber)’’.
9 (b) EFFECTIVE DATE.—The amendment made by
10 this section shall take effect on the date of the enactment
11 of this Act, in taxable years ending after such date.
12 SEC. 117. CARBON AUDIT OF THE TAX CODE.
13 (a) STUDY.—The Secretary of the Treasury shall
14 enter into an agreement with the National Academy of
15 Sciences to undertake a comprehensive review of the Inter16
nal Revenue Code of 1986 to identify the types of and
17 specific tax provisions that have the largest effects on car18
bon and other greenhouse gas emissions and to estimate
19 the magnitude of those effects.
20 (b) REPORT.—Not later than 2 years after the date
21 of enactment of this Act, the National Academy of
22 Sciences shall submit to Congress a report containing the
23 results of study authorized under this section.
24 (c) AUTHORIZATION OF APPROPRIATIONS.—There is
25 authorized to be appropriated to carry out this section
26 $1,500,000 for the period of fiscal years 2009 and 2010.
etc etc…
Página 180 http://banking.senate.gov/public/_files/latestversionAYO08C32_xml.pdf
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Yup. Estes críticos devem estar a esquecer-se de quando o euro foi lanaçado, a 1.2 USD por 1EUR. Passados uns meses estava a 0.7 USD por 1 EUR. Tem tudo que ver com as taxas de juro. Europa: ~4.5%, USA: ~2%…
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Também devia ser um declínio irreversível.
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O JM tem razão.
Vide gráfico.
http://finance.yahoo.com/echarts?s=USDEUR=X#chart3:symbol=usdeur=x;range=20001030,20081002;indicator=volume;charttype=line;crosshair=on;ohlcvalues=0;logscale=on
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Ó João!
O gráfico é o canto do cisne!
Espere só até entrarem em acção os 700MM!
O mais extraordinário é que esse declínio é essencial para os EUA reaprenderem a viver equilibradamente!
Chegou a hora da passagem de testemunho e por muito que não queiram muitos Europeus, assim será!
Não vejo vantagens, excepto para aqueles que vivem eternamente em déficits recorrentes.
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“Nope. É porque acho que não está provada e que quem a defende não tem qualquer sustentação para o que defende.”
E o que sustenta a sua tese é a tendência de curto prazo das últimas semanas! Brilhante Miranda este, que só vê o argueiro no olho do outro…
Nota: eu apenas acho> que a tese de JM não está provada e não tem qualquer sustentação para defender o que defende.
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Seria interessante também falar em nomes. Entre os que prevêem o colapso do dólar como moeda-reserva do sistema mundial incluem-se Ron Paul, Peter Schiff, Jim Rogers, Marc Faber, Lew Rockwell (este deveria conhecê-lo), etc…Que raio, até no Mises Institute há gente que percebe de economia (não tanto como o Mirandoso claro) a defender essa posição insustentável! E já o fazem há bastantes anos, e não escassas semanas!
O Mirandoso deveria explicar-lhes, do alto da sua competência económica mundialmente reconhecida, que afinal tudo vai bem no reino do dólar, e meter-lhes algum juízo naquelas cabeças tontas.
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O periodo de tempo é algo arbitrário e o eixo vertical não começa no zero. É bem conhecido que estas técnicas se prova o que se quiser.
Josém Simões
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Tudo boas conversas, mas alguém me consegue dar uma previsão se esta subida do dólar se irá manter, ou pelo contrário é uma situação pontual, devido à lufada de ar fresco que se vive na economia Americana?
Será que daqui a um mês 1 Euro= a 1 Dólar?
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