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Sucessos do intervencionismo

6 Outubro, 2008

Alguém ainda se lembra das virtudes do plano Paulson? E das virtudes do intervencionismo estatal?

8 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    6 Outubro, 2008 10:10

    Se não fossem as intervenções de Bernanke e de Paulson, as bolsas já tinham corrigido mais rápidamente.

    Assim, vão corrigindo lenta e compassadamente.

    Hoje, a bolsa de Moscovo já esteve a corrigir 10%. Vai mais um copo de Vodka?

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  2. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Outubro, 2008 10:25

    Os agentes além de terem de contar com o mal parado nos bancos passam a ter de contar com a fotocopiadora de notas dos Estados ou com o saque ao bolso dos contribuintes, é só olhar para aquele monstro. Ao fazer de paliativos, que custarão a toda a economia, o centro da acção em vez de começar a colocar a casa em ordem o plano Paulson são aumenta a desconfiança.

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  3. tonibler's avatar
    6 Outubro, 2008 12:11

    Economia não é bolsa, Miranda.

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  4. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    6 Outubro, 2008 12:22

    Caro JM,

    NENHUM governante na posse das suas capacidades mentais – excepto se for um ditador com “mão” nas forças armadas – vai “sacrificar” a população para corrigir mais depressa a economia. Ia enfiar-se numa guerra civil em dois tempos.

    O que vão tentar fazer é arranjar um caminho intermédio, que procure uma recuperação de médio prazo, garantindo no entanto o amortecimento do choque social. Sim, é uma medida “socialista”, mas nos tempos que correm é capaz de não ser o pior.

    Posso estar enganado, mas no futuro próximo vamos assistir a algumas medidas “interessantes”, tal como o retorno da indústria à Europa e EUA e “abandono” da China (a India é um caso à parte)

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  5. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    6 Outubro, 2008 12:29

    ««O que vão tentar fazer é arranjar um caminho intermédio, que procure uma recuperação de médio prazo, garantindo no entanto o amortecimento do choque social. Sim, é uma medida “socialista”, mas nos tempos que correm é capaz de não ser o pior.»»

    Não era mais fácil apoiar directamente as pessoas em vez de apoiar os banqueiros?

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  6. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    6 Outubro, 2008 13:00

    Caro JM,

    Como? Garantindo os depósitos a 100%?

    A “teoria” subjacente ao plano Paulson é que os bancos são capazes de, por um lado, sairem da crise e por outro, de valorizarem os títulos, isto a médio prazo. Se são capazes ou não, não sei. Tenho sérias dúvidas, no entanto, que o cidadão comum fosse capaz e “en masse” de gerir bem o dinheiro…

    Há certas medidas – socialistas, talvez – que acharia prudenciais, como proibir a concessão de credito acima de “x” % de endividamento (devidamente escalonado de acordo com a finalidade do mesmo, bem entendido) a particulares. Como obrigar a menores razões de alavancagem nos bancos. E por ai fora…

    Acima de tudo, estamos a assistir à mudança de paradigma (isto para usar chavões 😉 ), de uma sociedade “financeira” (logo não produtiva) para uma sociedade (novamente) industrial. Algo de MUITO errado se passava quando grandes empresas industriais (petroquímicas, metalurgicas, etc) estavam mais preocupadades em ganhar dinheiro no mercado de futuros e nas bolsas do que na produção. Em que eram geridas não por gestores industrias mas antes por gestores financeiros.

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    6 Outubro, 2008 13:06

    Carlos Duarte,

    O que eu digo é que se é para tomar medidas socialistas, o melhor é apoiar o subsídio de desemprego e dar créditos fiscais a quem tem que pagar a prestação da casa. Quanto aos depósitos, eles já são garantidos até um certo montante. A partir desse montante acho correcto que o risco fique do lado do depositante.

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  8. Carlos Duarte's avatar
    Carlos Duarte permalink
    6 Outubro, 2008 13:56

    Caro JM (suponho que Vc. seja o anónimo),

    É preferível “apoiar” o emprego do que o subsídio, principalmente numa sociedade como a nossa em que a mobilidade laboral é quase nula. Ou seja, para o mesmo “montante” de investimento, é preferível investir para que não haja falências em vez de investir para compensar as pessoas afectadas por essas falências.

    Quanto aos créditos fiscais nos empréstimos das casas, é mais complicado, uma vez que se iria (mais uma vez!) favorecer o mercado imobiliário. O nosso mercado NÃO devia ser de habitações próprias, mas sim ser um mercado (basicamente) de aluguer. Estaria mais a favor de incentivos fiscais ao arrendamento (como, por exemplo, isenção de tributação em sede de IRS até um certo montante ou facilidade na constituição de sociedades / cooperativas de arrendamento, com um regime de IRC favorável que permitisse, entre outras, entrar com o IMI como despesa).

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