O furto cirúrgico e o assalto vulgar dum computador
O assalto a casa da procuradora Helena Fazenda é uma espécie de história contada a várias vozes:
Segundo o «Correio da Manhã» a PJ suspeita de furto cirúrgico: Dos três computadores que a procuradora Helena Fazenda tinha em casa, o PC de secretária e dois portáteis, só um foi levado na quinta-feira pelos assaltantes, confirmam ao CM fontes policiais. E além de bens pessoais, escolheram precisamente o portátil de trabalho da magistrada – o que leva a PJ a testar a hipótese de um ataque cirúrgico só para aceder a dados secretos.»
Segundo o DN o assalto nada tem de extraordinário: «Assalto vulgar não compromete ‘Noite Branca’ : O computador roubado à procuradora responsável pela investigação do processo “Noite Branca” não continha informações cobertas pelo segredo de justiça. Fonte da Procuradoria-Geral da República garantiu ao DN que o assalto à casa de Helena Fazenda em Lisboa não compromete a investigação. »
Segundo o PÚBLICO «A Polícia Judiciária (PJ) já está a investigar este assalto a casa da procuradora, em Lisboa, na quinta-feira à noite, precisamente na véspera de Helena Fazenda ter deduzido a primeira acusação no âmbito do processo, acusando Hugo Rocha, José Santos e Vasco Cardoso do homicídio de Nuno Gaiato, segurança da discoteca El Sonero. Ao PÚBLICO fonte da PJ garantiu que o assalto nada teve que ver com a investigação ou com a actividade profissional da procuradora. “Tudo indica que o assaltante não fazia ideia de quem era a casa que estava a assaltar”, disse. Ao que o PÚBLICO apurou junto de outra fonte, o computador conteria apenas a acusação que foi tornada pública. »
A Procuradora, ela mesma, aproveitou a oportunidade para dizer à comunicação social sobre o que deve e não deve escrever: “Este acto contra a propriedade não é mais do que um dos que infelizmente atingem diariamente muitos cidadãos no nosso país, não podendo nem devendo merecer da parte da comunicação social tratamento diferente daquele que é dedicado a outro qualquer cidadão, vítima de factos idênticos”

Eu tenho estado à espera dum comunicado de um desses sindicatos de procuradores e de juizes a culpar o Governo pela insegurança das casas deles.
Para além do subsídio de renda de casa, isento de iRS, também precisam de um polícia em permanência, que as pessoas têm de sair de casa nem que seja para comprar tabaco.
Fica a sugestão, a ideia.
MFerrer
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Entretanto a senhora procuradora ora assaltada, vem impor a lei da rolha à imprensa e dizer sobre o que é que devem escrever e falar.
Interessante como compara o que lhe aconteceu, dizendo que afinal é igual ao que acontece, infelizmente, a muitos cidadãos neste País.
Certo.
O que não está certo, e ela não se dá conta, é do ridículo de nunca a termos ouvido queixar-se do alarido mediático quando são os postos de gasolina os assaltados…
Devo ser eu que ando distraído ou então a senhora tem o que se chama de dualidade de critérios: Uma imprensa amordaçada para ela, e um desparrame de reportagens em directo da onda de assaltos.
MFerrer
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O problema é da comunicação. Eu explico. Brincadeira. É assim: Oss coitados dos ladrões assaltaram a casa e nem sabia que assaltaram a casa da justiça. Logo a pj e os jornais toca a ajudar os ladrões. Assim esperam que eles leiam jornais para saberem que robaram um pc valioso e que se não conseguirem aceder aos dados vendam… nem que seja aos jornais…. lolol
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Acreditam nos jornais? Então observem esta pouca vergonha.
Olhem para o título e leiam a notícia. Acham isto normal?
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=112948
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Sabe-se agora que o pc escolhido era o único que tinha o Windows Vista, já que os outros ainda tinha o XP.
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… uma pessoa le um titulo num jornal até se assusta.. depois vai ver o que está escrito e afinal era engano. Pouca vergonha. Os jornais são uns alarmistas. Escrevem sempre para o alarme pior.
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“Olhem para o título e leiam a notícia. Acham isto normal?”
Depende da proximidade do 25/4.
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Mas o carro suspeito era uma ameaça a Belmiro de Azevedo? Como é que sabem? Não podiam pelo menos explicar melhor a notícia? Bolas.
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Foi só uma incursão a brincar à casa da sra. procuradora. Não há-de ser nada, como de costume. O povo é sereno e muito parvo.
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Óbvio: se fôr verdade que o computador tem elementos que possam comprometer a investigação, a PGRepública não viria indiciar, publicamente, que o caso, a investigação, estava em causa.
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culpem lá isto não ter a ver com a posta mas não queria deixar passar despercebida a minha grande preocupação com uns rendimentos de umas certas pessoas que li ali para baixo na caixa de comentários da posta dos 20 mil milhões.
É assim:
Aqueles rendimentos e muitos outras grandes senhores preocupam-me porque não sei o que devo fazer em relação aos rendimentos da minha Mãe!
É assim:
A minha Mãe de 93 anos de idade recebe uma Pensão (incluindo já o complemento solidário para os idosos) de 354,76 euros. Exacto: trezentos e cinquenta e quatro euros e setenta e seis cêntimos.
Ora bem:
Desses 355 euros (arredondando) ela dispende com a renda, a água, a luz, o gás, a farmácia e o telefone, cerca de 175 (arredondando: 55 renda, 15 água, 30 luz, 20 gás, 35 farmácia e 20 telefone) pelo que fica com um saldo de 180 euros para o restante, ou seja, para sobreviver, para comer, ou seja, uma média de 6 euros dia!… Só que como a alimentação está baratíssima, os 6 euros quase que só chegam para o pão, o leite, o chá, a batata, o acúcar, o arroz e o esparguetti; resta um bocadinho para uma carne picada e um franguito de vez em quando.
Como vêem, ela é uma pessoa feliz!!!!!!!!!!!!
O grande problema dela é não saber o que fazer ao subsídio de férias e ao de natal!!!!!!!!
Haverá algum dos Amigos por aqui que possam explicar à minha Mãe onde e como pode ela aplicar esse remanescente???????????????
Por outro lado, como tudo isto sendo verdade quase se torna surreal, a única constatação possível é que se eu não a ajudasse a minha Mãe já estaria morta de fome.
Daí que, pergunto:
Se os Bancos podem pedir dinheiro ao Estado, não poderá a minha Mãe, também em estado de falência absoluta e total, pedir financiamento desses tais 20 mil milhões???????
Só um cadinho que fosse, não pode, é?????
E, depois, o grande problema da aplicação financeira do subsidio de férias e do natal.
Alguém a poderá aconselhar?????????
Grande País este!
Grandes Economistas que não sabem gerir as Empresas a não ser em seu proveito próprio.
A minha Mãe, sim, essa com 93 anos de idade é que é uma grande Gestora: com 355 euros mensais ela consegue gerir a sua vida, a sua empresa que é o seu corpo franzino, as suas finanças que são os seus parcos euros mensais e as a economia de um lar onde um dia destes ela morrerrá com a grande satisfação de ter podido sobreviver à crise dos grandes Senhores.
Estes, os grandes Senhores, irão levar as suas Empresas à falência (não, claro que não porque o Estado lhes injectará milhões); a minha Mãe não precisa de injecções de capital: precisa de ter cara para não sentir vergonha daqueles que não sabem o que andam a fazer; perguntem â minha Mãe como se consegue sobreviver com 355 euros mensais e ela ainda vos ajudará a perceber o q~uao feliz ela é e a vergonha que ela sente por não poder ensinar quem não sabe.
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o texto começa com “culpem”… claro que é: “Desculpem”
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11 –
pois… as luminárias esquecem-se que Portugal há gente que vive a pão e água.
e até há quem receba menos que a sua mãe… enquanto outros têm 3 pensões do Estado mais o salário de um cargo público. E não é só um caso.
o melhor será juntar-nos à Espanha, na Ibéria que o Saramago propôe, onde pelo menos as “élites” são melhores, melhores sem qualquer comparação, que as portuguesas (não é difícil, é verdade, mas é a diferença entre um país com vida e um país deprimido, corrompido e triste).
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“Eu tenho estado à espera dum comunicado de um desses sindicatos de procuradores e de juizes a culpar o Governo pela insegurança das casas deles.”
Já cá faltava esta, a reacção anti-corporativa e em favor da maior corporação que temos em Portugal: o Executivo e os seus apaniguados, dele dependentes.
Então, cá vai:
Há muitas pessoas em Portugal que por desempenharem ou terem desempenhado cargos públicos, têm efectivamente guarda à porta.
Um deles, é um ex-presidente da República cujo nome nem cito porque me custa e que o Correio da Manhã de ontem, veio revelar que é rico, para os standards portugueses.
Outro que não faz mal a uma mosca e que ninguém conhece, é Moura Ramos. Tem direito a polícia permanente no prédio onde habita. 24 horas.
Outros exemplos, poderia apontar.
O caso de Helena Fazenda é o de uma procuradora nomeada pelo PGR para uma equipa especial, para investigação de uma série de crimes, dos mais graves alguma vez cometidos no nosso país. De uma violência inaudita e por um modus operandi, de desfaçatez impressionante.
Pois bem. Para os apaniguados do costume, esta procuradora, que se amanhe com a segurança que não tem.
É esta nossa pobreza de raciocínio que nos leva a cometer erros sucessivos de julgamento- e de voto.
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ACho que se tivesse segurança tinham roubado na mesma o computador. Ou iam ficar a guardar a casa em vez da procuradora?
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14 – pois aí está uma excelente pergunta: esta procuradora não deveria ter seguranças? A sua questão parece-me muito acertada do as tentativas de fazer de conta que é normalíssimo que se assaltem as casas dos procuradores
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15. Se o que interessa é o que a procuradora anda a fazer e onde guarda o que anda a fazer, é óbvio que devia ter polícia à porta.
Tanto ela como outras pessoas da investigação criminal de processos delicados. Mas ela principalmente, porque toda a gente sabe que é ela quem anda nesse processo.
A Cândida Almeida do DCIAP, é outra, embora neste caso saibamos que há outras pessoas com responsabilidades e por isso pode diluir-se esse perigo.
O PGR, naturalmente, porque este já deu indicações que anda a par de certos processos, embore duvide que o mesmo tenha computador portátil com informações preciosas…ahahah!
É por isso que os tais que mencionei a têm? ( Moura Ramos é presidente do T.Constitucional e não se vê qual o interesse em manter polícia à porta, em permanência. É apenas um luxo totalmente desnecessário, para o país que temos. O prédio onde mora fica a dois passos do TC e não é em casa que ele guarda as preciosidades que são aqueles acórdãos).
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É verdade: o que o caso ingóbil do envelope nove veio revelar de notável, foi uma coisa com que ninguém se preocupou: os telefones das casas de certas pessoas, como é o caso do tal ex-presidente rico, são pagos por nós. E o dele até foi dos mais utilizados e com contas maiores, naturalmente.
É justo que isto suceda e que seja o povo a pagar os telefonemas de sua excelência e lhe ponha polícia à porta, permanente?
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ACho que se tivesse segurança tinham roubado na mesma o computador. Ou iam ficar a guardar a casa em vez da procuradora?
Então mas o prédio da Avenida Malhoa não estava cheio de segurança e o larápio não entrou e roubou dois pessegos.
Foi levantado um rigoroso inquérito.
Já sabem as conclusões?
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“Então mas o prédio da Avenida Malhoa não estava cheio de segurança.”
Tinha segurança zero. Em modo especial, claro. Tinha a segurança de qualquer apartamento. Tal como a maioria dos tribunais, ou eventualmente dos DIAPS ou DCIAPS.
Haverá polícia nesses locais, em permanência de 24 horas? Duvido. Não duvido, tenho a certeza que não há.
Polícia 24 horas só na residência de ex-presidentes tipo aquele que não me apetece dizer o nome.
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Estas questões não merecem a relevância dos casamentos gay…
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14 e 16,
Pois afinal sempre eu tinha razão e lá vem a ladainha do polícia à porta de cada magistrado.
Só que, azar dos azares, mais uma vez atiram ao lado. Na água. A verdade é que compete ao poder judicial, às magistraturas definir o nível de segurança de que precisam. Mais uma vez não é o poder executivo, vulgo Governo, que tem de andar a saber, de capela em capela, quem é que precisa de dormir com um polícia no corredor…Aliás esta é uma prerrogativa dos Srs. Magistrados!
Quanto aos estatutos dos ex-presidentes, o que é que isso está aqui a fazer?
Querem discutir as pensões escandalosas dos políticos-deputados-advogados-pensionistas-reformados-de-vários-empregos-e no-activo de-outros-tantos?
Apetece-vos cortar na quantidade de “empregos” que algumas pessoas têm num País de desempregado? Contem comigo , sff.
Não gostam de saber que há por aí quem receba ordenado de 20 e de 30 “empregos”? Eu detesto isso!
Pois bem, é fácil.
Comecem a apoiar este Governo que foi o ÚNICO desde o 25A que retirou mordomias às corporações e mandou trabalhar algumas delas. Não estão satisfeitos? Queriam mais? Concordo. Voltem a votar no PS que foi o ÚNICO Partido que conseguiu que não fossem acumuláveis todas as pensões com todos os salários de cargos públicos.
Querem mudar a Constituição e atacar Direitos Adquiridos? Isso é um bocado mais complicado.
Nesse caso é preciso ter maioria classificada de 67% para tal. É experimentar . Talvez assim as vossas almas tenham um momento de alegria. Mais socialismo!
Por mim, façam o favor!
MFerrer
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“Não gostam de saber que há por aí quem receba ordenado de 20 e de 30 “empregos”?”
eheh isso é verdade
por vezes vejo listas de empresas em que certas pessoas possuem cargos e nem consigo entender como tal superhomem tem tempo e capacidade para tanta coisa! Depois não há empregos. Claro, as mesmas pessoas fazem tudo em todo o lado.
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Há magistrados que têm segurança, incluindo do Ministério Público. Não direi quais para segurança dos mesmos. Sem ironia…
Se foi assalto cirúrgico, como diz o piedoso Correio da Manha, então é óbvio que o assalto não foi por causa da noite branca. Talvez a Magistrada em questão tenha sob a sua responsabilidade outros inquéritos, não de noites brancas mas de dias quentes.
Se foi um daqueles assaltos em que a ocasião faz o ladrão, o melhor é não perder mais tempo com o assunto.
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Cirúrgico ou não, se a segurança existisse em relação à residência, como podia e devia, não havia agora esta questão.
E nem todos os magistrados precisam, querem, ou acham adequado ou útil, uma segurança destas extensível a todos. Antes, pelo contrário, quase todos, para não dizer todos, prescindem dessa regalia de reizinhos. Quem não deve prescindir é a segurança de todos, porque afinal é disso que se trata.
E nesses casos contados, deveria ser obrigatória essa segurança, sempre que necessária, ou seja, sempre que em determinado local exista algo apetecível para ladrões de casaca ou de mãozinhas no ar.
É certo que os visados, responsáveis em primeiro lugar por essa segurança, não devem deixar ao deus-dará, as coisas que importa resguardar. Mas por outro lado, quem lhes apetece sentir o cheiro, não adivinha isso e tenta a sua oportunidade. Logo, o melhor é prevenir do que agora andar a remediar.
Parece do mais elementar bom senso. Se não houver agentes suficientes, destaquem-se os que andam a guardar as casas dos tais que não me apetece dizer o nome.
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Haverá polícia nesses locais, em permanência de 24 horas?
Experimente o senhor estacionar do outro lado da rua e vai ver o que lhe acontece!
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Na DCCB havia?
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Se as instalações policiais são atacadas, assaltadas e, pasme-se onde até se morre, onde queriam que a Srª guardasse o portátil?Só se o Banco de Portugal lhe cedesse um cofre, ou estarão todos ocupados com os ordenados dos administradores.
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Logo agora que os portáteis estão ao preço da chuva … (não falo de “magalhães”, mas sim de máquinas a sério) é que andam para aí a furtar portáteis à PJ, aos MP’s … deixa adivinhar :
o próximo é o da juíza do processo Casa Pia !
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