Garantias
16 Outubro, 2008
“O estado vai exigir garantias que garantam as garantias dos bancos.” Garantiu o ministro das Finanças, em entrevista a Judite de Sousa. Trocando por miúdos, sempre que um banco necessitar da garantia do estado, tem que garantir a garantia apresentando uma contra-garantia. Isto é estranho, porque se o banco pode garantir a garantia que o estado lhe garante, também pode garantir com os mesmos activos os eventuais empréstimos que vai contrair e que o estado diz que garante. Logo, a garantia do estado não serve para nada. A não ser que a contra-garantia que o estado vai exigir aos bancos garanta um valor muito inferior à garantia que o estado lhes vai garantir. E nesse caso, o ministro só nos garantiu meia-verdade.
21 comentários
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ahahahaah
Boa.
Garantidamente bem observado.
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Dado que o dinheiro que o Estado garante é dos Contribuintes, espero que, caso seja accionada alguma garantia, qualquer Contribuinte, com a situação regularizada, possa ter assento, com plenos poderes, nas Assembleias Gerais desse Banco(?), e restantes orgãos, enquanto a Garantia durar.
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Não tenho a certeza, mas não se pode dar o caso das garantias que o governo diz que vai requerer aos bancos serem menos exigentes que as dos mercados internacionais? Segundo o DE de ontem, apenas seis bancos nacionais têm rácios exigiveís para recorrer aos fundos disponibilizados pelo BCE (e o Totta apenas tem por estar inserido no grupo Santander). É uma pergunta, não estou a afirmar nada, até porque o mínimo que se pode dizer do documento hoje aprovado é que é vago e omisso sobre os seus pormenores.
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Acho que está garantido que ninguém garante nada: nem mesmo o siso do ministro tem garantia.
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As melhores garantias são ocultar informação: “o povo” não deve saber da crise!
Táctica Putin.
http://www.msnbc.msn.com/id/27215763/
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Com um baixo vencimento e apesar de nada perceber do assunto ofereco-me para certificar garantias.Se os especialistas falharam em caso de erro pessoal quem poderá levar a mal?
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o conde drácula do fisco e a sua
«conversa para boi (e vaca) dormir»
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Visitem este blogue. Obrigado.
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Gar(g)ant(i)a do Estado que temos…
P.S.: senhor dobradinha sexual, nao ouse confundir o nome de tao distinto cavalheiro com o desse vampiro financeiro…
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Tá bem, jcd, ao tempo que cá não vinhas, meu deus, que nem compreendes o caso que o estado garante os bancos ante o pobo que o tem por garante dos bancos que não garantem por si.
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Como funciona o mercado de acções
Estava-se no Outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe índio da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.
Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:
“O próximo Inverno vai ser frio?”
“Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio” respondeu o meteorologista de serviço.
O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:
“Vai ser um Inverno muito frio?”
“Sim,” responderam novamente do outro lado, “O Inverno vai ser mesmo muito frio”.
Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:
“Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?”
“Absolutamente” respondeu o homem “Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre.”
“Como podem ter tanto a certeza?” perguntou o Chefe.
O meteorologista respondeu:
“Os índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos.”
É assim que funciona o mercado de acções.
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Ao ministro das finanças só faltou dizer que o famoso fundo imobiliário que irá aliviar as famílias que não podem cumprir o pagamento das casa e que será suportado pela Caixa Geral de Depósitos é o coelho que ninguém viu na cartola.
Será que a CGD será a nossa Fannie Mae & Freddie Mac?
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No orçamento de estado não está contemplado o euromilhões a distribuir pelas várias rotundas deste país.
Penso que isso já virá contemplado na próxima pen (ou no próximo orçamento rectificativo)
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título do Público online:
“Garantias de 20 mil milhões de euros aos bancos aprovadas pela direita e PS”
O Público anda a fazer frases com … pleonasmos!
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Don’t Blame Capitalism
By Peter Schiff
Thursday, October 16, 2008
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/10/15/AR2008101503166.html
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Também a hipótese, remota claro, de o ministro ser burro.
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há!
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Será que a CGD será a nossa Fannie Mae & Freddie Mac?
Aparentemente sim. E estas histórias das garantias do Estado são as nossas agências de rating. Não sei se percebem o objectivo disto tudo. O objectivo é afundar o país e culpar o “ultraliberalismo”.
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O Expresso está a divulgar o Video sob o titulo “Uma paródia à crise mundial” que ALGUEM já havia publicado aqui no Blasfemias. Parabens ao Blog. Afinal os blogs não são só lixo. Surge muita alta qualidade.
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off topic
Rui Pereira sobre as pomadas de Carla Bruni
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O video da Paródia à Crise é este:
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http://www.youtube.com/watch?v=SwRFoxgEcHc&feature=related
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Divirtam-se porque está tudo bem explicadinho com humor
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