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Não se esqueçam *

19 Outubro, 2008
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As crises económicas tendem a ser pérfidas para a liberdade. Muitas pessoas, guiadas pelos políticos profissionais, acabam por crer que a sua liberdade é um luxo, como um adereço, bonito mas supérfluo.
Mas a liberdade tem o jeito de um músculo: se exercitada, torna-se ágil, quase fácil; mas se a deixamos desamparada e não nos treinamos na sua alma, a liberdade perde o ânimo, esquece-se de si mesma e de nós também. E fica difícil de encontrar.
Até porque a maior ilusão que a liberdade costuma dar aos que dela andam esquecidos é fazer-se fácil e sossegada. Mas não o é.
Os que não se importam que o Estado vasculhe as contas bancárias de qualquer um com pretextos frágeis e vagos mais cedo do que tarde perceberão que a crise não é a que julgam.

* CM, 17.X.2008

19 comentários leave one →
  1. bis coitus interruptus's avatar
    bis coitus interruptus permalink
    19 Outubro, 2008 17:48

    o socialismo do largo dos ratos e mais voraz que a marabunta
    zé chavez de magalhães o inverso do flaustita de Hamelin: trouxe a praga dos ratos para a cidade

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  2. fado alexandrino's avatar
    19 Outubro, 2008 17:52

    Nao devo nada a ninguém, tenho os impostos em dia, os meus rendimentos são de trabalho por conta de outrém, o Estado pode vasculhar as minhas contas bancárias à vontade.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    19 Outubro, 2008 17:58

    Bancos, estradas, ofertas do papá, vestidos de noiva, blogs, etc. Tudo bem controladinho.

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    19 Outubro, 2008 17:58

    Isso já vasculham nos estados unidos há muitos anos e continuam a dizer que lá o estado não se mete na vida das pessoas. Mas acho mal. Só deviam vasculhar em caso de julgamentos em tribunais.

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  5. CAA's avatar
    19 Outubro, 2008 18:01

    «Nao devo nada a ninguém…»

    Esta ‘asserção’ costuma ser a resposta néscia à máxima preferida dos totalitarismos : “Quem não deve não teme”.

    Mil vezes desmentida pela história que ensina que quem nada tem de dever é melhor que faça porque o Estado costuma revelar uma apetência pelos interesses do homem comum e não por quem costuma prevaricar.
    Mas não importa – existirão sempre ingénuos, ou pior, sempre prontos a colocarem-se em posição idónea a receberem a bofetada convencidos que esta não virá porque não a merecem…

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  6. Pedro C.'s avatar
    19 Outubro, 2008 18:05

    Nem mais. Isto está a ficar tão nivelado por baixo que quem mão mostrar sinais de pobreza está sujeito a ver as suas contas vasculhadas. Tantos anos depois de Abril a liberdade está a ficar um conceito vago e bovinamente consentido.

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  7. zedeportugal's avatar
    19 Outubro, 2008 18:31

    Subscrevo inteiramente.

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  8. Piscoiso's avatar
    19 Outubro, 2008 19:03

    A ilegalidade está cada vez mais difícil.
    Qualquer dia nem o carro se pode estacionar em cima do passeio. Haverá sempre uma câmara que o filme.

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  9. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    19 Outubro, 2008 19:21

    Caro CAA

    Este post é um bom exemplo daquilo que eu chamo o liberalismo populista. Vá de meter medo ao povo simples com o vasculhar das contas bancárias. Julgo que a maioria do povo simples não se importará que lhe vasculhem as contas e que as insuflem com uns trocos.

    Ser liberal deixou de estar na moda. Pelo menos durante o tempo em que o povo se lembrar das trapalhadas financeiras americanas. Julgo até que este blogue devia mudar o nome para “os últimos liberais” assim à laia do “último moicano”, uma grande série da minha adolescência.

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  10. fado alexandrino's avatar
    19 Outubro, 2008 20:12

    CAA Diz:
    19 Outubro, 2008 às 6:01 pm

    O senhor para insultar é muito lampeiro, deve ser por contágio com alguma das claques do seu querido FCP.
    Se o senhor tem medo que lhe vejam as contas bancárias ou a declaração do IRS é problema seu.

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  11. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    19 Outubro, 2008 20:36

    Agora é que percebeu ?

    Tanta REGULAÇÃO nos ultimos anos , video-vigilâncias e quejandos , inversão do onús da prova fiscal … fichados por tudo e por nada , charruas e dren , cartazes no centro de saúde , e( há não há ) “telefonemas a jornalistas “…

    bom remédio .

    nas próximas eleições , se quer viver em Liberdade não vote PS/Socrates

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  12. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    19 Outubro, 2008 20:37

    povo simples … o tal que votou no NSDAP ??? ou na ANP ???

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  13. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    19 Outubro, 2008 20:41

    ou no PS … ora amigo , ainda voçê estará a fazer estrume antes do liberalismo acabar . o politico e o economico .
    a Liberdade vai a par com o Liberalismo .O Socialimo vai a par com que ??? o Jorge Coelho e a Mota Engil ???

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  14. zedeportugal's avatar
    19 Outubro, 2008 23:36

    Fado Alexandrino Diz:
    19 Outubro, 2008 às 5:52 pm
    Nao devo nada a ninguém, tenho os impostos em dia, os meus rendimentos são de trabalho por conta de outrém, o Estado pode vasculhar as minhas contas bancárias à vontade.

    Tem a certeza? E que tal os cidadãos também poderem vasculhar as contas bancárias dos políticos e dos seus “satélites” (motas-engis, etc) à vontade?
    E depois de vasculhar as suas contas bancárias à vontade, que pode mais o Estado querer vasculhar na sua vida?
    Por exemplo: será que você cumpre com os seus deveres conjugais como deve ser? Oubebe demasiado em determinadas ocasiões? Ou gasta dinheiro em jogo? Ou come muitos doces e tende a ficar obeso?

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  15. zedeportugal's avatar
    19 Outubro, 2008 23:56

    Fado Alexandrino Diz:
    19 Outubro, 2008 às 8:12 pm

    Se o senhor tem medo que lhe vejam as contas bancárias ou a declaração do IRS é problema seu.

    O meu pai nunca vasculhou as minhas contas bancárias, mesmo quando eu era económicamente dependente dele – nem eu lho permitiria. Eu nunca vasculhei as contas bancárias das minhas filhas – nem seria capaz de tal coisa. Porque razão é que deve ser permitido ao Estado arrogar-se o direito de vasculhar as contas bancárias dos cidadãos por mera “suspeita”. As suspeitas de crime têm sede própria para sererm tratados e procedimentos próprios para cumprir. Se alguém suspeita de outrém apresenta uma queixa para que seja levantado um auto e por aí adiante até se chegar, eventualmente, a julgamento. Então o Estado pode julgar, condenar e executar os cidadãos sem recorrer aos procedimentos judiciais, sem cumprir as próprias leis que faz, sem admitir a presunção de inocência até prova de culpa?

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  16. MP's avatar
  17. fado alexandrino's avatar
    20 Outubro, 2008 01:01

    zedeportugal Diz:
    19 Outubro, 2008 às 11:36 pm

    O senhor sabe perfeitamente que o estado está-se marimbando para a minha conta bancária e para as contas bancárias dos Zés Ninguém como eu.

    Agora, por exemplo, era interessantíssimo ir verificar a declaração de IRS de alguns advogados e compará-la com as causas que patrocinaram.
    Ou por exemplo um restaurante aqui da zona que está sempre à pinha e só aceita dinheiro como pagamento. Quanto é que eles declararão de receitas ao fisco?
    Muito eu gostava de saber.

    E exemplos destes há aos milhares.
    Aposto que até o senhor já teve que recorrer a, sei lá, um explicador para as suas filhas a quem pagou e do qual recibo viu népia.

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  18. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Outubro, 2008 07:23

    Este texto está bem escrito. Muitas “crises” são necessárias para isso mesmo! O mundo está pequeno para tanta gente e há que por “ordem” no planeta…

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Outubro, 2008 08:32

    CAA Diz:
    “Esta ‘asserção’ costuma ser a resposta néscia à máxima preferida dos totalitarismos : “Quem não deve não teme”.”

    Não foi isto que disseram no consulado do Guterres quando inventaram a Lei da Escutas? A tal que depois se transformou em cabala quando o PS saiu da cadeira e lá caíram que nem tordos? Que deu direito a escutar até as chamadas do Sr Presidente para a Telepizza?

    Isto, no papel, é sempre tudo muito bonito mas quando passa à pratica traz sempre sarilhos exactamente para os “que como não devem não temem”…
    Porque os que “devem” sabem perfeitamente como evitar os escolhos para “não temerem”. E quem se lixa são sempre os que se fiam na “bondade dos senhores”.

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