Não se esqueçam *
19 Outubro, 2008
As crises económicas tendem a ser pérfidas para a liberdade. Muitas pessoas, guiadas pelos políticos profissionais, acabam por crer que a sua liberdade é um luxo, como um adereço, bonito mas supérfluo.
Mas a liberdade tem o jeito de um músculo: se exercitada, torna-se ágil, quase fácil; mas se a deixamos desamparada e não nos treinamos na sua alma, a liberdade perde o ânimo, esquece-se de si mesma e de nós também. E fica difícil de encontrar.
Até porque a maior ilusão que a liberdade costuma dar aos que dela andam esquecidos é fazer-se fácil e sossegada. Mas não o é.
Os que não se importam que o Estado vasculhe as contas bancárias de qualquer um com pretextos frágeis e vagos mais cedo do que tarde perceberão que a crise não é a que julgam.
19 comentários
leave one →

o socialismo do largo dos ratos e mais voraz que a marabunta
zé chavez de magalhães o inverso do flaustita de Hamelin: trouxe a praga dos ratos para a cidade
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Nao devo nada a ninguém, tenho os impostos em dia, os meus rendimentos são de trabalho por conta de outrém, o Estado pode vasculhar as minhas contas bancárias à vontade.
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Bancos, estradas, ofertas do papá, vestidos de noiva, blogs, etc. Tudo bem controladinho.
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Isso já vasculham nos estados unidos há muitos anos e continuam a dizer que lá o estado não se mete na vida das pessoas. Mas acho mal. Só deviam vasculhar em caso de julgamentos em tribunais.
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«Nao devo nada a ninguém…»
Esta ‘asserção’ costuma ser a resposta néscia à máxima preferida dos totalitarismos : “Quem não deve não teme”.
Mil vezes desmentida pela história que ensina que quem nada tem de dever é melhor que faça porque o Estado costuma revelar uma apetência pelos interesses do homem comum e não por quem costuma prevaricar.
Mas não importa – existirão sempre ingénuos, ou pior, sempre prontos a colocarem-se em posição idónea a receberem a bofetada convencidos que esta não virá porque não a merecem…
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Nem mais. Isto está a ficar tão nivelado por baixo que quem mão mostrar sinais de pobreza está sujeito a ver as suas contas vasculhadas. Tantos anos depois de Abril a liberdade está a ficar um conceito vago e bovinamente consentido.
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Subscrevo inteiramente.
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A ilegalidade está cada vez mais difícil.
Qualquer dia nem o carro se pode estacionar em cima do passeio. Haverá sempre uma câmara que o filme.
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Caro CAA
Este post é um bom exemplo daquilo que eu chamo o liberalismo populista. Vá de meter medo ao povo simples com o vasculhar das contas bancárias. Julgo que a maioria do povo simples não se importará que lhe vasculhem as contas e que as insuflem com uns trocos.
Ser liberal deixou de estar na moda. Pelo menos durante o tempo em que o povo se lembrar das trapalhadas financeiras americanas. Julgo até que este blogue devia mudar o nome para “os últimos liberais” assim à laia do “último moicano”, uma grande série da minha adolescência.
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CAA Diz:
19 Outubro, 2008 às 6:01 pm
O senhor para insultar é muito lampeiro, deve ser por contágio com alguma das claques do seu querido FCP.
Se o senhor tem medo que lhe vejam as contas bancárias ou a declaração do IRS é problema seu.
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Agora é que percebeu ?
Tanta REGULAÇÃO nos ultimos anos , video-vigilâncias e quejandos , inversão do onús da prova fiscal … fichados por tudo e por nada , charruas e dren , cartazes no centro de saúde , e( há não há ) “telefonemas a jornalistas “…
bom remédio .
nas próximas eleições , se quer viver em Liberdade não vote PS/Socrates
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povo simples … o tal que votou no NSDAP ??? ou na ANP ???
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ou no PS … ora amigo , ainda voçê estará a fazer estrume antes do liberalismo acabar . o politico e o economico .
a Liberdade vai a par com o Liberalismo .O Socialimo vai a par com que ??? o Jorge Coelho e a Mota Engil ???
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Fado Alexandrino Diz:
19 Outubro, 2008 às 5:52 pm
Nao devo nada a ninguém, tenho os impostos em dia, os meus rendimentos são de trabalho por conta de outrém, o Estado pode vasculhar as minhas contas bancárias à vontade.
Tem a certeza? E que tal os cidadãos também poderem vasculhar as contas bancárias dos políticos e dos seus “satélites” (motas-engis, etc) à vontade?
E depois de vasculhar as suas contas bancárias à vontade, que pode mais o Estado querer vasculhar na sua vida?
Por exemplo: será que você cumpre com os seus deveres conjugais como deve ser? Oubebe demasiado em determinadas ocasiões? Ou gasta dinheiro em jogo? Ou come muitos doces e tende a ficar obeso?
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Fado Alexandrino Diz:
19 Outubro, 2008 às 8:12 pm
…
Se o senhor tem medo que lhe vejam as contas bancárias ou a declaração do IRS é problema seu.
O meu pai nunca vasculhou as minhas contas bancárias, mesmo quando eu era económicamente dependente dele – nem eu lho permitiria. Eu nunca vasculhei as contas bancárias das minhas filhas – nem seria capaz de tal coisa. Porque razão é que deve ser permitido ao Estado arrogar-se o direito de vasculhar as contas bancárias dos cidadãos por mera “suspeita”. As suspeitas de crime têm sede própria para sererm tratados e procedimentos próprios para cumprir. Se alguém suspeita de outrém apresenta uma queixa para que seja levantado um auto e por aí adiante até se chegar, eventualmente, a julgamento. Então o Estado pode julgar, condenar e executar os cidadãos sem recorrer aos procedimentos judiciais, sem cumprir as próprias leis que faz, sem admitir a presunção de inocência até prova de culpa?
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Tens aqui:
– mais uma “teoriazinha da conspiração para o arquivo”
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zedeportugal Diz:
19 Outubro, 2008 às 11:36 pm
O senhor sabe perfeitamente que o estado está-se marimbando para a minha conta bancária e para as contas bancárias dos Zés Ninguém como eu.
Agora, por exemplo, era interessantíssimo ir verificar a declaração de IRS de alguns advogados e compará-la com as causas que patrocinaram.
Ou por exemplo um restaurante aqui da zona que está sempre à pinha e só aceita dinheiro como pagamento. Quanto é que eles declararão de receitas ao fisco?
Muito eu gostava de saber.
E exemplos destes há aos milhares.
Aposto que até o senhor já teve que recorrer a, sei lá, um explicador para as suas filhas a quem pagou e do qual recibo viu népia.
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Este texto está bem escrito. Muitas “crises” são necessárias para isso mesmo! O mundo está pequeno para tanta gente e há que por “ordem” no planeta…
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CAA Diz:
“Esta ‘asserção’ costuma ser a resposta néscia à máxima preferida dos totalitarismos : “Quem não deve não teme”.”
Não foi isto que disseram no consulado do Guterres quando inventaram a Lei da Escutas? A tal que depois se transformou em cabala quando o PS saiu da cadeira e lá caíram que nem tordos? Que deu direito a escutar até as chamadas do Sr Presidente para a Telepizza?
Isto, no papel, é sempre tudo muito bonito mas quando passa à pratica traz sempre sarilhos exactamente para os “que como não devem não temem”…
Porque os que “devem” sabem perfeitamente como evitar os escolhos para “não temerem”. E quem se lixa são sempre os que se fiam na “bondade dos senhores”.
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