Leitura recomendada
Tavares Moreira no Quarta República:
Garantia do Estado a bancos: mas que formosura!…
[…]
2. Acontece que alguns dos bancos em questão emitiram o comunicado em termos que suscitam as maiores dúvidas quanto às suas reais intenções.
3. Um deles, por exemplo, disse que admitia recorrer à esbelta garantia mas não por agora uma vez que as suas necessidades de liquidez estavam resolvidas pelo menos até final de 2009…
4. Outro, disse que tinha essa intenção mas ressalvou que nada estava decidido uma vez que a sua situação de liquidez estava por ora confortável…
5. Outro ainda, que nem tem sede em Portugal – pelo que eventuais problemas deste tipo serão, como é obvio, equacionados no plano do País em que se situa a respectiva sede e num nível consolidado – foi absolutamente lacónico…
[…]

O nojo!
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1347560&idCanal=57
No âmbito de auditoria que teve o aval de Teixeira dos Santos
Inspecção das Finanças leu e-mails de funcionários para tentar detectar fugas de informação
26.10.2008 – 18h58
Por Vítor Costa
Ricardo Brito
Processo foi aberto no DIAP e teve origem numa queixa feita à PJ pelo anterior director-geral dos Impostos, em 2005
A Inspecção-geral de Finanças (IGF) analisou milhares de mensagens de e-mail de centenas de funcionários dos impostos e leu o conteúdo de muitas dessas mensagens, designadamente as enviadas para órgãos de comunicação social com o objectivo de identificar fugas de informação. A consulta, feita sem conhecimento dos autores, foi realizada no âmbito de uma auditoria da IGF prevista no seu plano de actividades para 2006, que mereceu a concordância do ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, em Novembro de 2005.
Estes dados fazem parte de um processo aberto no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa que o PÚBLICO consultou e que teve origem numa queixa feita à Polícia Judiciária pelo anterior director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, em Outubro de 2005. O anterior responsável da máquina fiscal denunciou um conjunto de situações que, segundo ele, indiciavam fugas de informação por parte dos funcionários que, dessa forma, violavam o dever de sigilo a que estão sujeitos.
No âmbito das investigações, foram ainda detectadas várias situações anómalas dentro da Direcção-geral dos Impostos (DGCI), como o desaparecimento de documentos ou a existência de programas para decifrar as password dos funcionários. O DIAP tentou ainda saber quem é o autor, ou os autores, do Jumento, um blogue que se dedica, essencialmente, a escrever sobre situações passadas na DGCI.
Na queixa à PJ, Paulo Macedo, actualmente administrador do Banco Comercial Português, disse que desde que assumiu o cargo de director-geral se apercebeu das várias fugas de informação. E deu exemplos, entre os quais o facto de a sua situação fiscal referente ao período anterior à sua nomeação para director-geral ter aparecido nos jornais já depois de ter assumido o cargo.
Apesar das denúncias e das diligências efectuadas o processo acabou por ser arquivado em meados de 2006, mas voltou a ser reaberto com base no relatório da IGF e, já este ano, voltou a ser arquivado por não terem sido detectadas por parte dos funcionários fugas de informação que colocassem em causa a sua obrigação de guardar sigilo.
O PÚBLICO perguntou ao Ministério das Finanças se o ministro, Fernando Teixeira dos Santos, tinha conhecimento da auditoria da IGF e se tinham sido abertos processos contra funcionários dos impostos. O Ministério respondeu apenas que “o Plano de Actividades em causa reporta-se a uma auditoria que foi feita, no passado, à segurança informática de várias entidades, incluindo a DGITA. Em concreto, a DGITA foi auditada tendo em conta que há informação protegida pelo sigilo fiscal e que necessita de verificação periódica pelos serviços da IGF. A IGF agiu no exercício das suas funções e deu conhecimento do andamento das diligências a todas as entidades envolvidas”.
O PÚBLICO também perguntou ao anterior director-geral dos Impostos, através dos serviços de acessória à imprensa do Banco Comercial Português, qual o motivo que o levou a colocar a queixa e pediu-lhe para comentar o desfecho da mesma, mas até ao momento não obteve resposta.
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“The market took careful note on Friday that Portugal’s biggest banks, Millenium, BPI, and Banco Espirito Santo are preparing to take up the state’s emergency credit guarantees.”
Se é verdade a citação os Bancos fizeram uma bela asneira aumentando precisamente a instablidade e desconfiança. E o Ministro ficou satisfeito lembram-se? Se calhar foi mesmo o Ministro que pediu aquela notícia…
http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/ambroseevans_pritchard/3260052/Europe-on-the-brink-of-currency-crisis-meltdown.html
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De facto, a Banca está a merecer uma falência generalizada.
Esse sector consegue atingir todos os níveis de sem vergonhice nacional. Hipócrita. Cínico. Destituído de credibilidade.
Haveria de me rir, se há uma corrida aos depósitos. Seria melhor do que um Western do Sergio Leone.
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DIZ ” O NOJO”!
Isso mesmo , um nojo algumas das coisas que se fazem no Ministério das Finanças!
Um exemplo: Uma dívida fiscal, lançada nas contas de uma empresa de capitais públicos, durante anos, sem que tenha sido paga, desaparece das mesmas no ano de 2006, considerando-se INEXISTENTE com atestado da Repartição de Finanças ( a mesma não foi paga, nem contemplada em qualquer plano de liquidações)
Solicitei a informação/explicação/justificação sobre o assunto, ao Ministro das Finanças, através do PORTAL DO GOVERNO.
Não tive resposta, mas vi posteriormente, na mão da Administradora da dita empresa, o e-mail enviado do meu computador pessoal, na minha residência num Domingo à noite, e devidamente identificado!!!
Simplesmente o GOVERNO não gostou daquelas questões que foram ” Houve um perdão fiscal ou uma prescrição de dívida”? Ordenou à “funcionária” da PARPÚBLICA (presumo) que aplicasse o merecido castigo pela ousadia das perguntas. ( O que até tentou, mas não conseguiu)..
Mas como pode o Portal do Governo, que até inclui uma cláusula de confidencialidade, ser o primeiro a violar a correspondência -entregando-a a terceiros que não são destinatários??- é disso que se trata -, ainda por cima com objectivos pouco claros??
O que podemos chamar a um procedimento destes??Um nojo, exactamente isso: UM NOJO!
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Pois, e é isso que não querem que se saiba.
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Rosa Maria,
A nossa terra é mafiosa.
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E os que fazem o “Magalhães” não são arguidos num caso de fuga de IVA, e não são fornecedores do Estado? Ainda por cima, sem terem concorrido a um concuro público…..
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Isso também não se pode saber…
É o Triunfo dos Porcos!
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Os poderes instalados.Sempre governaram o país e vão continuar.Vejam os investimentos em curso.Mais do mesmo.Sempre as obras públicas,sempre as mesmas empresas.Pertencem a 5/6 grupos económicos para onde vão os governantes após a função.Ninguem acredita nestes investimentos.Mesmo em tempos normais haveria muitas dúvidas sobre a rentabilidade destes investimentos.Nas actuais circunstâncias estamos a lançar a pobreza das próximas décadas.E, no entanto, as PME representam 80% do emprego.60% do PIB.São as PME que exportam, que inovam,que desenvolvem novas tecnologias.Os investimentos actuais vão exigir empréstimos externos para pagar a maior parte dos materiais e equipamentos que vão ser usados,tambem ao exterior.Ao fim dos próximos dez anos estaremos mais pobres.Como estamos hoje, após vinte anos de obras públicas.Temos o maior número de autoestradas por habitante.Mais autoestradas? mais pontes? Então a Vasco da Gama não resolveu os problemas da 25 de Abril, como nos prometeram? E os milhões nos pendulares? Agora o TGV? Mas quando investiram nos pendulares já existia o TGV!Viu-o há vinte anos no Paris/Marselha!Porquê este desbaratar dinheiro dos contribuintes a bem de meia dúzia de empresas?
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É o sistema . Essa malta dos poderes instalados precisa de novas casas , e carros de alta cilindrada , do spa, dos fatos italianos , das férias num qualquer resort polinésio .
Isso só lá vai com as novas obras públicas . Logo paga voçê e eu e os outros camelos , atravês da máquina fiscal … o racket ao serviço dos poderes instalados.
Os gostos são os mesmos, do Governo aos grandes conglomerados .
Estado de Direito ? Pagas a protecção dada pelas policias , um sistema de saude mais ou menos gratuito e férias pagas … e pagas bem .Compensa ? Tudo um jogo.
Pensamos ter importância em Democracia , mas de facto , temos pouca e só de 4 em 4 anos quanto se decide quem vai a par com os poderes instalados .
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7
é como a nova zona á expo de LX … concursos nem vê-los.
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