Cada vez menos empresas a praticar salário mínimo
29 Outubro, 2008
Este aumento do salário foi definido no final de 2006 por todos os parceiros sociais (patronato, sindicatos, governo), não é recente. Não deveriam sequer existir ainda empresas a praticar salários mínimos. Isto é que é vergonhoso. (via Insurgente)
Falências aumentaram 47% até Setembro
O sector da hotelaria foi um dos que apresentou um maior incremento no número de falências, com uma subida de 97%[…]
151 comentários
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Não percebo. O que está a tentar fazer é colar os aumentos salariais na ordem dos €20 por ano ao aumento de empresas em situação de insolvência? Ha! Ha! Ha!
Isto, realmente. Num momento falam-nos num contexto económico análogo ao de 1929; no outro, não se passa nada – e, se há empresas insolventes, é porque o Estado (déspota) e obriga os empresários a pagar (miseravelmente) aos trabalhadores.
Como alguém dizia ontem, não vejo como é que um liberal defende a escravatura…
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Sofia,
Já sabemos que considera que o aumento de custos não leva as empresas à falência.
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Se o salário mínimo aumentasse ainda mais, era provavelmente bom porque só apressava o encerramento de empresas que se arrastam penosamente e cuja falência é inevitável. Esta história dos perigos de um salário mínimo “elevado” (como se fosse!) está muito mal contada.
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Conte-me lá quanto ganha JM… não é o tal (muy justo por sinal…) salário mínimo pois não? Os outros que paguem a crise. E como diz a Sofia Ventura se é este aumento que vai desequilibrar as contas todas eu vou ali e já venho.
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Uma empresa para a qual este aumento seja significativo é uma empresa que deve fechar. Se está a praticar salários desta ordem de grandeza, não traz grande valor acrescentado à economia e provavelmente está a impedir que “empresas a sério”, mais eficientes e com salários decentes, possam vingar.
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««Se o salário mínimo aumentasse ainda mais, era provavelmente bom porque só apressava o encerramento de empresas que se arrastam penosamente e cuja falência é inevitável.»»
O salário mínimo não afecta apenas as empresas que estão em risco de falência. Afecta também a criação de empresas.
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JoaoMiranda Diz:
29 Outubro, 2008 às 3:30 pm
JM,
Presumo que seja insuspeito:http://atlantico.blogs.sapo.pt/2175893.html#comentarios
Fico a aguardar confirmação de que o JM acredita, mesmo, que são os aumentos salariais miseráveis que estão a levar as empresas à falência.
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««Uma empresa para a qual este aumento seja significativo é uma empresa que deve fechar.»»
Isso é o mesmo que dizer que uma pessoa que não produza acima 400 euros/mês deve ficar no desemprego.
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««Fico a aguardar confirmação de que o JM acredita, mesmo, que são os aumentos salariais miseráveis que estão a levar as empresas à falência.»»
O que eu anoto é que a Sofia defende que os aumentos de custos não causam falências.
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«Isso é o mesmo que dizer que uma pessoa que não produza acima 400 euros/mês deve ficar no desemprego.»
O problema é que o trabalhador até pode produzir acima dos € 400, mas não ganha mais por isso – aumenta é a margem de lucro do patrão.
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“O salário mínimo não afecta apenas as empresas que estão em risco de falência. Afecta também a criação de empresas.”
Ah bom, o que nos interessa mesmo são empresas a pagar salários mínimos!
Começa bem uma empresa que aposta em salários mínimos logo à partida!… Trabalhadores qualificados, com boas perspectivas de carreira, enfim, boa gestão…
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“Isso é o mesmo que dizer que uma pessoa que não produza acima 400 euros/mês deve ficar no desemprego.”
Uma pessoa que só produza isso está na empresa errada. Com 99,99% de probabilidade é a empresa que está mal, não ela.
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JoaoMiranda Diz:
29 Outubro, 2008 às 3:36 pm
Se eu lhe confirmar que não acredito que o aumento de custos na ordem de grandeza dos nossos aumentos salariais conduzam nenhuma emporesa à falência, já consigo pòr o JM a assumir que acha que os nossos aumentos salariais é que levaram a um aumento na ordem dos 47% das insolvências.
E, já agora, JM, tenha em atenção que os aumentos projectados de €25 só entram em vigor em Janeiro, pelo que, a sua indignação só pode respeitar aos (qualquer coisa como) € 20 do ano passado.
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O Tiago tem um pensamento engraçado ; advoga então que haja muitas falências , em catadupa , porquê claro quem não consegue suportar os custos de todas as cenas impingidas á hotelaria ,e não só , mais agora os tais de aumentos , com clientes a diminuir , não deve tentar sobreviver encolhendo e diminuindo os custos ; dir-me-á então onde tenciona empregar os milhares de desempregados pouco ou nada qualificados desses sectores? Se calhar prefere tê-los em casa a pastar caracois e a ganhar subsidio de desemprego ou rendimento minímo?
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««Ah bom, o que nos interessa mesmo são empresas a pagar salários mínimos!»»
Dado que existem pessoas que pelas suas características não conseguem produzir mais de 400 euros/mês, parece-me óbvio que essas pessoas só têm a perder se as empresas que lhes poderiam dar emprego não forem criadas. Mas, admito estar errado. O que é que o Tiago acha? Acha que todos os portugueses são empregáveis acima dos 400 euros/mês? E se são, porque é que não apareceram já as empresas para os empregar? É que já estamos com a actual taxa de desemprego há 7 ou 8 anos.
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Bom, tenho que ir trabalhar senão nem os 400 euros produzo, e o meu patrão sou eu… 🙂
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Se eu lhe confirmar que não acredito que o aumento de custos na ordem de grandeza dos nossos aumentos salariais conduzam nenhuma empresa à falência, já consigo pôr o JM a assumir que acha que os nossos aumentos salariais é que levaram a um aumento na ordem dos 47% das insolvências?
(Assim é que é.)
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Telegraficamente, o que acho é que precisamente a existência de “empresas que pagam 400 euros” impede o nascimento e desenvolvimento de “empresas a sério”. Falo por experiência própria. É dumping. Espero bem que vão à falência, porque adiar a falência é prolongar a agonia e impedir a recuperação.
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«Dado que existem pessoas que pelas suas características não conseguem produzir mais de 400 euros/mês»
Diz isto com base em quê? No facto dos empregadores só lhes pagarem € 400?
Já agora, dois trabalhadores fazem exactamente a mesma coisa e têm as mesmas responsabilidades, mas, um, trabalha numa empresa bem estabelecida no mercado e, outro, numa PME fraquita.
Qual é que só produz € 400? Porque o outro, na sua lógica está a explorar o patrão!
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««Uma pessoa que só produza isso está na empresa errada. Com 99,99% de probabilidade é a empresa que está mal, não ela.»»
Acha que as empresas que poderiam tornar pessoas pouco qualificadas produtivas estão interessadas em contratar pessoas pouco qualificadas? Óbvio que não. As empresas com capital suficiente para tornar os funcionários produtivos preferem pessoas mais qualificadas.
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De acordo com o raciocinio blasfemo se as pessoas passarem a trabalhar sem receber salário deixará de haver desemprego e até pode haver necessidade de mais mão-de-obra, gratuita é claro. No esclavagismo o desemprego é um fenómeno desconhecido.
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««Telegraficamente, o que acho é que precisamente a existência de “empresas que pagam 400 euros” impede o nascimento e desenvolvimento de “empresas a sério”.»»
Acho essa alegação do Tiago estranha. Com o desemprego a 8% e faências em catadupa, as boas empresas não se podem queixar de falta de oportunidades.
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Vê-se mesmo que nunca ninguém aqui teve que criar uma empresa, pagar despesas e salários. Devem viver bem encostados ao Estado, a entrar às 9.30 e a sair às 17.30.
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Salário Minímo: Associação das PME vai pedir aos associados para não renovarem contratos a termo
Lisboa, 29 Out (Lusa) – O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPMES) disse hoje que se o primeiro-ministro “insistir” no aumento do salário mínimo, a associação determinará junto dos seus associados a não renovação dos contratos a termo.
“A associação não se vai manifestar, mas vai determinar junto dos associados que não renovem os contratos. O que significa que o primeiro-ministro vai ter um aumento do desemprego”, disse Augusto Morais.
O dirigente da associação salientou que o “aumento do desemprego vai levar os trabalhadores a recorrerem ao fundo de desemprego, obrigando o Governo a fazer um orçamento rectificativo”, recordando que há em Portugal 43.720 contratos a termo.
A posição desta Associação envergonha-me enquanto Gerente de uma pequena empresa, esta chantagem é inaceitável, estamos a falar de um aumento que ronda os 25.00€!
Qual é afinal o tipo de empresa que esta Associação representa?
Já sei, devem ser aquelas que pagam uma miséria aos seus empregados com contractos precários, jogando desta maneira com o medo e o silencio dos seus colaboradores, Portugal dispensa este tipo de mentalidade empresarial.
Na pagina da Associação Nacional de das PME’s pode-se ler o seguinte:
(…)
Reconhecendo o papel das PME´s no tecido empresarial português, quer pelo seu contributo para o crescimento e valorização das economias em que estão envolvidas, quer pela sua capacidade de criação de emprego, mas também as suas debilidades e carências, a ANPME assume uma postura de apoio permanente a estes empresários, assumindo-se assim como um Parceiro de negócios.
A sua actuação pauta-se por princípios de ética e integridade, igualdade de oportunidades e respeito pela diferença e procura imprimir ao trabalho executado Flexibilidade, Qualidade, Criatividade, Inovação e Rigor.
(…)
Não me vejo de alguma forma representado por esta Associação, quais são os princípios de ética e integridade que dizem defender, tenham vergonha na cara!
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Mas gosto deste espírito democrático. Aposto que se alguns estivessem no Governo, para além de salários, andariam a fechar empresas por decreto. Seria a mão invisível Estatal.
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O que se vê aqui é que nenhum dos blasfemos tem rendimentos pessoais tão baixos como aqueles que eles julgam suficientes para os outros… falar de estomago cheio de sacrificios para bem da economia está para além de ser feio, é hipócrita.
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26.
Não presuma, nem fale sem saber.
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««O que se vê aqui é que nenhum dos blasfemos tem rendimentos pessoais tão baixos como aqueles que eles julgam suficientes para os outros… »»
O Pedro está confuso. Isto não é um debate sobre se o salário mínimo é suficiente para viver. É um debate sobre se o salário mínimo causa ou não causa desemprego.
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Pizarro,
Não recebo lições de moral, e muito menos ordens, de anónimos. Vão viver com 400 euros e depois venham cá falar sobre a saúde da economia. Condenar os outros a uma vida de miséria é fácil.
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JM,
Eu não estou confuso… emprego que não suprime pobreza não é positivo, é uma semi-escravidão.
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“O sector da hotelaria foi um dos que apresentou um maior incremento no número de falências, com uma subida de 97%[…]”
Foi. E porquê? Várias razões:
– exigências da ASAE incomportáveis
– a crise força o pessoal a ir menos vezes ao restaurante
– o aumento dos bens alimentares que se reflectem no preço das refeições
só para citar estas três.
Já agora, qual o restaurante que consegue ter sucesso pagando a um cozinheiro 400 e tal euros?
Das duas uma, ou o cozinheiro não presta e logo a clientela foge, ou o cozinheiro é bom e vai para outro lado onde lhe paguem decentemente.
Esta história do salário mínimo ser a causa da desgraça da economia é chão que já deu uvas.
Paguem bem e exijam qualidade. Quem consegue gostar do seu trabalho se no fim mês a paga é uma miséria?
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E porque não a escravatura para defender o “direito” ao trabalho e na passada as empresas?
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As empresas vão a falência porque não tem clientes ? Estranho.
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««emprego que não suprime pobreza não é positivo, é uma semi-escravidão.»»
Portanto, o desemprego é preferível, certo?
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Portanto o sistema económico que não consegue garantir esse mínimo não merece ser preservado. Ultrapssou a sua utilidade pública.
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Ligar a falencia de uma empresa ou o desemprego ao aumento do ordenado minimo para 450 euros só pode resultar ou de má fé ou de pura ignorancia sobre o assunto!
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Estranho, é o PCP e o BE, não defender o acordo que foi assinado entre as partes que constitui o salario minimo
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««Portanto o sistema económico que não consegue garantir esse mínimo não merece ser preservado. Ultrapssou a sua utilidade pública.»»
Não percebi. Qual é exactamente a alternativa? Tem duas alternativas:
– salário mínimo elevado e desemprego
– salário mínimo baixo e emprego
Qual é que prefere?
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««Ligar a falencia de uma empresa ou o desemprego ao aumento do ordenado minimo para 450 euros só pode resultar ou de má fé ou de pura ignorancia sobre o assunto!»»
Vejo que também acredita que as falências nada têm a ver com o aumento de custos.
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Pedro Fontela,
Não tenho qualquer interesse em dar-lhe lições de moral muito menos mandar em quem quer que seja. Quem parece que gostaria de mandar era o Pedro, fechando tudo o que não pudesse pagar o salário mínimo. Para mais, o eu ser anónimo ou não não me impede de falar ou dar opinião, criticar ou construir uma qualquer apreciação. A única coisa que lhe posso dizer é que o Pedro fala do que não sabe. Eu trabalho todos os dias das 8.00 às 21.30. Faço-o porque preciso e garanto-lhe que quem trabalha para mim ganha mais do que eu. E garanto-lhe que recebo menos do que o salário mínimo. Por isso, o Pedro é que não sabe simplesmente do que fala.
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Claro que as falencias tambem têm a ver com o aumento de custos e com a má gestão da empresa, agora virem dizer que este aumento do ordenado minimo vai ser desastroso para as PME’s é falço, sei o que digo enquanto gerente de uma PME e enquanto eis presidente de uma Associação Empresarial Concelhia com mais de 1600 associados, acreditem os problemas das empresas não passam pelos ordenados de “luxo” que pagam aos trabalhadores.
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JM,
A sério que percebo que para ganhar as discussões tenha que recorrer a uma lógica hermética em que se aplicam exclusivamente “príncipios de mercado tradicionais” (seja lá isso o que for) mas eu não vou nisso. O sistema económico, seja ele qual for, visa criar bem estar e se não é capaz de o fazer então tem que se adaptar o sistema à realidade nacional – o que funciona para outros não funciona necessariamente para nós. Neste caso há mais que duas escolhas.
Para começar não estou seguro que o aumento de salários na quantia que falamos seja uma variável relevante na permanência de uma empresa em qualquer negócio. Depois nada nos obriga a manter a distribuição de riqueza neste esquema de impostos e só para dar mais uma exemplo, a partir do momento que não há ganhos com a propriedade privada pura não vejo porque não misturar um elemento político de responsabilidade social – e se isto tive como consequência um certo proteccionismo problema dos outros, a nossa balança comercial está tão desequilibrada que só temos a ganhar.
O essencial da questão é precisamente não cair na “esparrela” de aceitar a limitação às duas escolhas que o JM apresenta.
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JoaoMiranda Diz:
29 Outubro, 2008 às 4:12 pm
Homem, você é um desiludido pior do que eu. Então não há alternativa? Espere… você não quer a alternativa, mesmo quando a alternativa não é alternativa nenhuma (€25). Esqueça. Continue lá com o seu fadinho.
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o elo mais fraco do sector privado
está quase a fechar
com ele acaba este tipo de ordenado
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Pizarro,
OK eu vivo do ar e não sei para que dão 400 euros… renda, alimentação, prestações, gasolina, roupa, etc, etc. Você é como o ex-presidente do Benfinca (o Damásio) que ganha o salário minimo mas consegue ter helicoptero privado. Se a empresa não dá lucro feche, se quer esperar está no seu direito já que a empresa é sua agora não pode é forçar os outros a trabalhar pela quantia que lhe dá jeito pagar.
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«Vejo que também acredita que as falências nada têm a ver com o aumento de custos.»
Você vira o disco, e toca o mesmo. Explique lá se sustenta que toda e qualquer despesa – independentemente da sua ordem de grandeza – implica, necessariamente, que a empresa fique numa situação de insolvência.
Porque, se sim, eu acho que os patrões almoçam demasiadas vezes fora e, por isso, levam as empresas à falência.
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Se um empresa não consegue fazer frente ao aumento dos custos, então, não é uma empresa, mas sim uma chafarica e como tal vai pedir subsídios ao Estado para continuar a “laborar”… Logo teremos nós todos de ser sócios duma ” chafarica ” falida… Então, que feche para bem de todos nós !!
Para esmolas, já dou na missa dominical !!
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Se não houver dinheiro nos bolsos para comprar os proutos que as empresas produzem, também as levará à falência, ou não?
Será que uma operadora de caixa de hipermercado em espanha, frança, alemanha, etc “produz” mais que uma portuguesa? Ou será que que terá mais capacidade de consumo (o que será mais relevante para a economia?)?
O conceito mão de obra barata, é para Portugal, um conceito económico errado, dado que para tal existem outros países. As empresas não evoluem com mão de obra barata, evoluem com mão de obra qualificada.
Um aumento de poder de compra, não iria beneficiar as empresas?
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“OK eu vivo do ar e não sei para que dão 400 euros… renda, alimentação, prestações, gasolina, roupa, etc, etc. Você é como o ex-presidente do Benfinca (o Damásio) que ganha o salário minimo mas consegue ter helicoptero privado. Se a empresa não dá lucro feche, se quer esperar está no seu direito já que a empresa é sua agora não pode é forçar os outros a trabalhar pela quantia que lhe dá jeito pagar.”
Está a ver, é o Pedro que mais uma vez presumo que eu sou como ex-presidente do Benfica. E ao dizer que se ” a empresa não dá lucro, feche” é sinal que desconhece totalmente o que é ter uma empresa e não ter a mínima noção sobre o que é a economia. Mas não vou ser arrogante ao ponto de lhe dizer para ir tirar o curso.
“Não pode é forçar os outros a trabalhar pela quantia que lhe dá jeito pagar”. Pois não, o Estado é que pode decidir o salário que eu tenho que lhe pagar, não é? Independentemente do Estado não assumir qualquer responsabilidade na cobertura dos meus custos. Essa é boa.
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E eu a pensar que o que interessava á empresa era vender o seu produto, e garantir que seja o melhor produto do mercado , ou então o produto com a melhor relação preço /qualidade…
afinal não, pelo que leio a solvencia de uma empresa mede-se pela quantoida de de salários baixos que paga… (exceptuando a parte do dono/admnistrador).
para essas empresas, tenho uma solução, transfiram-se todas para o Ruanda, ou Burkina-Faso.
vejam as condições das empresas em que é melhor trabalhar (há uma lista na visão, ou focus), e tentem dar as mesmas condições. Julgo que estas não vão à falencia por darem condições de trabalho e salários a condizer aos trabalhadores….
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««Você vira o disco, e toca o mesmo. Explique lá se sustenta que toda e qualquer despesa – independentemente da sua ordem de grandeza – implica, necessariamente, que a empresa fique numa situação de insolvência.»»
Vejo que a Sofia anda a discutir isto desde ontem e ainda não percebeu o argumento. O argumento é estatístico. Vou explicar outra vez: se existem milhares de empresas, existe de certeza um contínuo de situações. Segue-se que, qualquer que seja a ordem de grandeza da variação de custos, um aumento de custos coloca necessariamente algumas empresas em situação de falência. O mesmo argumento pode ser usado para as empresas que em vez de falirem despedem pessoal ou para as empresas que substituem mão de obra por maquinaria.
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Pizarro,
Voltamos aos seus complexos de messias e de superioridade? A minha formação é em ciências económicas por isso guarde as tretas para quem as engulir, se você não sabe o que diz eu sei – se não é o que quer ouvir isso é outra conversa. Quanto ao salário, sim é o estado que tem o dever moral de zelar pela sua população (e não só pelos empresários!) e definir um minimo abaixo do qual se entende que não é possivel ter uma vida digna. Se não percebe um conceito tão básico pode ir estudar história social da revolução industrial para perceber o que são preocupações humanas.
com a devida adulação ao grande génio da finança o divino Pizarro,
PF
ps: brinco claro… divino só mesmo o mercado…
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««Se um empresa não consegue fazer frente ao aumento dos custos, então, não é uma empresa, mas sim uma chafarica»»
No mínimo, 10% da população portuguesa está empregada em chafaricas. A alternativa à chafarica é o desemprego.
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«Vou explicar outra vez: se existem milhares de empresas, existe de certeza um contínuo de situações.»
O porblema pode ser comigo, mas não sei, mesmo, o que é que isto quer dizer.
«Segue-se que, qualquer que seja a ordem de grandeza da variação de custos, um aumento de custos coloca necessariamente algumas empresas em situação de falência.»
Isto, não só não é crível (poupem nos almoços e gasolina, ó malandros!); como, a ser verdade, respeitaria a empresas absolutamente inviáveis e que não devem ter lugar no mercado.
Quem diria, heim… O JM muito indigando com o funcionamento do mercado!
Quando um fornecedor de meios de produção (vamos pensar na GALP, por exemplo) aumenta astronomicamente o preço dos seus bens, o JM, não sei porquê – not!!! -, já não se indigna. E, se quizer fazer as contas, tenho para mim , que os aumentos dos combustíveis tiveram um repercussão na economia das empresas muito superior aos € 25 mensais. Ou estou enganada?
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Pedro Fontela
Tenha calma, isto é só um blog. Olhe o João Miranda, qualquer coisa que escreve tem logo aqui dezenas de críticas e nem por isso fica fora de si.
Quanto ao seu conselho de fechar a empresa, até o podia fazer, mas depois o que aconteceria aos meus trabalhadores? Estaria a contribuir para mais desemprego, coisa que ao que parece se defende aqui que não aconteceria. Lá se ia a minha função social.
Não é por não concordar com a sua opinião que me torno um génio do que quer que seja. Ou será que o Pedro se considera a si um génio, por ter uma opinião diferente da minha. Ciências económicas? Boa!
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««O porblema pode ser comigo, mas não sei, mesmo, o que é que isto quer dizer.»»
««Isto, não só não é crível (poupem nos almoços e gasolina, ó malandros!); »»
Se a Sofia não percebeu esta frase “se existem milhares de empresas, existe de certeza um contínuo de situações”, dificilmente poderá concordar com as seguintes.
A Sofia, ao não perceber que existe um contínuo de situações, continua a ver todas as empresas como empresas médias e todos os empresários como esbanjadores em almoços e gasolina. Não percebe que numa economia existem sempre empresários que estão no limiar da falência (que há muito não têm dinheiro para almoços e gasolina) e que são esses que vão à falência ou são forçados a despedir pessoal.
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JoaoMiranda Diz:
29 Outubro, 2008 às 5:08 pm
Não dá para fazer uma sondagem.
Percebe o conteúdo e alcance da afirmação do JM: “se existem milhares de empresas, existe de certeza um contínuo de situações”
a) Não.
b) Sim.
c) Acho que sim, mas não tenha certeza.
d) Nunca percebo nada do que o JM diz, pelo que, não tendo lido o comentário, respondo que não.
«Não percebe que numa economia existem sempre empresários que estão no limiar da falência (que há muito não têm dinheiro para almoços e gasolina) e que são esses que vão à falência ou são forçados a despedir pessoal.»
Estas empresas são tecido morto – é amputar!
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Pizarro,
Não estou fora de mim, mas admito gostar de sarcasmo 🙂
Veja lá bem quem insinua que é o detentor de toda a verdade… quem diz que os outros estão a leste do paraíso…
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“Não dá para fazer uma sondagem.”
Era uma pergunta. Enganei-me na pontuação.
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“Isto, não só não é crível (poupem nos almoços e gasolina, ó malandros!); como, a ser verdade, respeitaria a empresas absolutamente inviáveis e que não devem ter lugar no mercado.
Quem diria, heim… O JM muito indigando com o funcionamento do mercado!
Quando um fornecedor de meios de produção (vamos pensar na GALP, por exemplo) aumenta astronomicamente o preço dos seus bens, o JM, não sei porquê – not!!! -, já não se indigna. E, se quizer fazer as contas, tenho para mim , que os aumentos dos combustíveis tiveram um repercussão na economia das empresas muito superior aos € 25 mensais. Ou estou enganada?”
Sofia Ventura,
A inviabilidade da empresa acontece porque existe uma imposição externa, o de um aumento dos salários. Os aumentos do preço da gasolina tem a ver com a própria estrutura de custos da empresa e ela deve ser livre de aumentar ou diminuir o preço do seu output. Não é propriamente alguém que impoe a essa empresa um determinado nível de preços.
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Pedro Fontela,
Não disse que era o dono da verdade. Só disse que falo com conhecimento de causa e que alguns não, limitando-se a dizer quais deveriam ser os bons valores de uma sociedade, independentemente da sua aplicação prática.
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“existe de certeza um contínuo de situações”
O JM quer provavelmente dizer que existe uma função f(x) contínua e crescente tal que para qualquer aumento x de custo corresponde um número y=f(x) de falências. 🙂
E o JM continua a não perceber que em economia de mercado há empresas que devem fechar e trabalhadores que devem ser despedidos, e que novas empresas nascem e contratam gente. E quem nem sempre os despedidos são contratados a seguir, e por isso é que existe a obrigação de o Estado dar apoio a essas pessoas. E que quanto mais tempo demorarem as más empresas a fechar (porque o fecho é mesmo inevitável), mais caro isto nos vai custar a todos.
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««Estas empresas são tecido morto – é amputar!»»
Percebe que isso implica o esemprego dos respectivos trabalhadores, ou não percebe? Está a dizer que os empregos em causa também são para amputar?
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««E o JM continua a não perceber que em economia de mercado há empresas que devem fechar e trabalhadores que devem ser despedidos,»»
Que os trabalhadores irão para o desemprego é um facto.
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“JoaoMiranda Diz:
29 Outubro, 2008 às 5:20 pm
««Estas empresas são tecido morto – é amputar!»»
Percebe que isso implica o esemprego dos respectivos trabalhadores, ou não percebe? Está a dizer que os empregos em causa também são para amputar?”
É realmente a prova que o referido aumento pode aumentar o desemprego.
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E, além disso, que empresas para quem 25 euros são relevantes são empresas inviáveis.
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Pizarro,
Tem noção que nos últimos 150 anos sempre houve preocupações sociais? Isso é a realidade. A aplicação prática da falta de imposição de condições minimas pelo estado resulta na miséria do trabalhador porque há um nivelamento ao nivel da sobrevivência na precaridade e miséria. Isto é realidade. As empresas se não conseguem funcionar nesses termos (e olhe que estes minimos que existem são bem generosos) devem fechar portas.
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TAF,
“E, além disso, que empresas para quem 25 euros são relevantes são empresas inviáveis.”
Como diz é realmente algo bastante simples de perceber não percebo a discussão à volta disto sem ser como tentativa de levantar uma falsa polémica.
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«Percebe que isso implica o esemprego dos respectivos trabalhadores, ou não percebe?«
Claro que percebo.
Tenho é consciência de que uma empresa que não consegue suportar € 25 de aumentos salariais não pode empregar muita gente. Logo, não há grande drama. Com sorte até que aplica ao trabalhador despedido o aforismo “há males que vêm por bem” e consegue empregar-se num sítio que lhe possa pagar condignamente.
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«A inviabilidade da empresa acontece porque existe uma imposição externa, o de um aumento dos salários. Os aumentos do preço da gasolina tem a ver com a própria estrutura de custos da empresa e ela deve ser livre de aumentar ou diminuir o preço do seu output.»
Os custos de produção são, por natureza (excepto casos de concentração), hetero-condicionados. Não é a sua empresa que decide quanto é que vai ter de gastar em transporte (falávamos do gasóleo). Nisso, não há diferença alguma em relação à condicionante SMN. Já a GALP faz-se pagar bem e o SMN é uma miséria.
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««E, além disso, que empresas para quem 25 euros são relevantes são empresas inviáveis.»»
O que as empresas que hoje em dia são viáveis fizeram foi antecipar a subida do salário mínimo despedindo trabalhadores e automatizando a produção. Veja-se o que aconteceu às empresas que empregam pessoas com baixas qualificações. Por exemplo, suipermercados, Brisa, gasolineiras. Todas elas substituiram trabalhadores por métodos automáticos e centralizados de cobrança. O que é que aconteceu aos despedidos? Estão no desemprego. Não têm nem qualificações nem idade para arranjar outro emprego. Foram ajudados pelas leis do salário mínimo.
Já agora, esta ideia de extinguir empresas para melhorar o sistema empresarial começaria por ter efeitos onde? Nos locais onde a produtividade é menor: vale do Cávado, vale do Ave, vale do Sousa, interior.
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Pedro Fontela,
Então admite que tal aumento pode levar a um aumento do desemprego, ou não? Na medida em que diz que essas empresas devem fechar portas…
Para além disso, pq é que diz que a falta de imposição de condições mínimas por parte do Estado leva à miséria do trabalhador? Dê um exemplo, se não se importar. É que consigo dar vários exactamente no sentido contrário.
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««Tenho é consciência de que uma empresa que não consegue suportar € 25 de aumentos salariais não pode empregar muita gente. Logo, não há grande drama.»»
Para a Sofia tenho a certeza que não será grande drama.
««Com sorte até que aplica ao trabalhador despedido o aforismo “há males que vêm por bem” e consegue empregar-se num sítio que lhe possa pagar condignamente.»»
Como sabemos, o que não faltam são empresas a querer empregar pessoas com mais de 50 anos e sem qualificações.
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JM, 5:31 – E então? Há alternativa? Adiar o problema adianta alguma coisa? Não acaba por ficar mais caro a todos nós, sem resolver a questão da viabilidade económica?
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«Que os trabalhadores irão para o desemprego é um facto.»
Ser-se socialmente responsável não é o mesmo que ser-se economicamente irresponsável. Eu, por exemplo, não tenho qualquer problema em que alguém que é despedido numa situação de insolvência da empresa em que trabalhava receba subsídio de desemprego até que encontre uma alternativa.
Conheço tanta gente que “acumula funções” com o subsídio de desemprego, porque é que um trabalhador nestas circunstâncias não há de ter direito.
Mais. Há dias, a propósito da lei das rendas diziam: então os senhorios é que são a santa casa? Eu pergunto, alguém acredita, mesmo, que os empregadores queiram ser eles a santa casa dos trabalhadores? É um bocadinho ingénuo não?
Ou ainda. Vive-se um período que qualquer gato pingado acha que para ser alguém tem de ir para a faculdade (e ser dr.). Pois eu digo: há gente que não tem perfil para fazer um curso universitário – e pode ser apenas porque tem um tipo de inteligência mais práticam, não há nada de depreciativo nisto. Pois bem, também, nem toda a gente nasceu para ser empresário. Lamento.
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O ponto é: quanto mais cedo se atacar o problema de frente, fechando o que tem que fechar, menos desemprego se cria, menos danos causa. Adiar só piora o drama.
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Numa altura em que andamos numa taxa de desemprego entre os 7 e 8% de média (visto que se for para o Norte, a % será seguramente maior), como pode aceitar que mais empresas fechem, levando mais trabalhadores para o desemprego? Se há desemprego, é pq não há capacidade de absorção por da oferta. Onde está afinal a preocupação social, as condições mínimas?
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«JoaoMiranda Diz:
29 Outubro, 2008 às 5:33 pm
««Tenho é consciência de que uma empresa que não consegue suportar € 25 de aumentos salariais não pode empregar muita gente. Logo, não há grande drama.»»
Para a Sofia tenho a certeza que não será grande drama.»
Acho que já lhe respondi: «Ser-se socialmente responsável não é o mesmo que ser-se economicamente irresponsável. Eu, por exemplo, não tenho qualquer problema em que alguém que é despedido numa situação de insolvência da empresa em que trabalhava receba subsídio de desemprego até que encontre uma alternativa.
Conheço tanta gente que “acumula funções” com o subsídio de desemprego, porque é que um trabalhador nestas circunstâncias não há de ter direito?»
Mas tem a sua piada ver o JM a defender os pobres e oprimidos. Hi!
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Tiago Fernandes,
Então por que não aumentar ainda mais os encargos às empresas? Eliminariamos as que “supostamente” deveriam fechar, e o Estado ainda arrecadava mais dinheiro.
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E volto ao mesmo, pagar salário mínimo (este salário mínimo) é dumping social! Assim não há maneira de a concorrência “leal” ganhar mercado e ter sucesso, de forma saudável honesta.
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Acho que a Sofia peca por defeito.
Em vez dos almoços serão mais aqueles acessórios que vêm de Maranello, para o Ferrari ficar mais chic.
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«E volto ao mesmo, pagar salário mínimo (este salário mínimo) é dumping social! Assim não há maneira de a concorrência “leal” ganhar mercado e ter sucesso, de forma saudável honesta.»
Por outras palavras, é uma forma de baixar o nível dos salários.
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“o Estado ainda arrecadava mais dinheiro.”
Precisamente por causa disto. O Estado estoura dinheiro, sem qualquer utilidade, melhor de que ninguém. 😉
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Pizarro,
A legislação faz sentido dependendo do nivel a que nos colocamos. Se eu falar de cargos de gestão eu tenho a certeza que não precisam de regulação do estado porque ganham naturalmente acima da média agora como exemplo oposto posso dar-lhe a situação de miséria em qualquer cidade europeia de séc. XIX – sem regulação de horas, salário, idade, etc e isto só mudou por legislação progressista e não por vontade patronal.
O que eu não quero ver é uma regressão social colossal a esses niveis ou algo lá perto.
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“é uma forma de baixar o nível dos salários”
Precisamente. E dessa forma contribuir para nos afastarmos cada vez mais da média europeia. É um ciclo vicioso.
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Pizarro,
“Os aumentos do preço da gasolina tem a ver com a própria estrutura de custos da empresa e ela deve ser livre de aumentar ou diminuir o preço do seu output. Não é propriamente alguém que impoe a essa empresa um determinado nível de preços.”
Acho que o impacto para o tecido empresarial português do aumento dos combustíveis foi bastante maior que o impacto de um aumento de 25€ no salário mínimo nacional.
Se há empresas que baseiam a sua competitividade e mesmo existência no pagamento de salários indignos, então é justo que declarem falência e que a rede de protecção social entre em acção.
Mas claro, uma rede social de protecção também não serve, claro.
O que é bom é haver uma “classe” social de pessoas pouco instruídas e pouco educadas predispostas a trabalhar em condições miseráveis e sem sequer terem acesso a cuidados de saúde e educação.
Porque não se assume isso de uma vez por todas ao invés de recorrer a argumentos circulares e comparações sem sentido?
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Zé 86.
Não digo que tenha ou não mais influência. A única coisa que digo é que isso teve a ver com uma alteração de mercado e não imposta pelo Estado, como é o caso do salário mínimo. A diferença está aí.so
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«A única coisa que digo é que isso teve a ver com uma alteração de mercado e não imposta pelo Estado, como é o caso do salário mínimo.»
Porquê?
Se o que o mercado o que faz é ter gente a trabalhar por uma retribuição que não lhe assegura o mínimo, porque razão não há-de o Estado de intervir?
Por exemplo, roubar não é feio? E não há muita gente que o faz na mesma? E, então, não intevém o Estado?
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Sofia Ventura,
A comparação parece-me descabida. São situações totalmente diferentes.
De qualquer das maneiras, se a solução que se apresenta para as empresas que não conseguem suportar essa imposição salarial é fechar, então seguindo essa lógica o que lhe posso dizer é que um trabalhador que tem um retribuição que não lhe assegura o mínimo, tem sempre a liberdade de procurar outro emprego, como acho que muita gente já teve de fazer.
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«então seguindo essa lógica o que lhe posso dizer é que um trabalhador que tem um retribuição que não lhe assegura o mínimo, tem sempre a liberdade de procurar outro emprego, como acho que muita gente já teve de fazer.»
Remeto para o meu comentário #82 e para o comentário do TAF #85.
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O que interessa são os quasi 70% que o Estado saca (lucra) com o Posto de Trabalho dos 400€ e do Empregado que ganha os 400€, ou mais= 34,5% SS + 20% IVA no que consome + Impostos ocultos (ISP, multas, taxas etc) + parte de todos os Impostos embutida no preço desde o Produtor ao Distribuidor Final.
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O resto são cantigas e lobbies de defesa dos interesses de que vivem. E o mal é das Empresas ? Pois, pois
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A Sofia, o Tiago e outros comentadores aqui na mesma linha dizem que se uma empresa não aguenta sequer o aumento de 25 euros no salário mínimo a pagar aos seus trabalhadores deve mesmo é fechar.
O João Miranda diz que o SMN aumenta o desemprego.
Estão portanto todos de acordo com o JM.
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Gabriel Silva Diz:
29 Outubro, 2008 às 6:08 pm
Não, Gabriel. Mas teve piada, sim Senhor.
O que diz o JM é:
a) há correspectividade entre o SMN e o aumento de 47% das insolvências. O que nem se compreende, salvo se se estiver a reportar ao aumento de €20 do ano passado (já que o aumento de €25 só se aplica a partir de Janeiro).
(o que é uma decorrência deste pressuposto – suponho:)
b) o aumento de € 25 é inviável para muitas empresas.
Ora se vir bem o que está escrito desde o início desta discussão, o que se disse foi: i) não é crível que aumentos nesta ordem de grandeza levem nenhuma empresa à falência; ii) pode acontecer é que uma empresa seja absolutamente inviável (o que não tem nada a ver com aumentos salariais) e, essas, devem apresentar-se à insolvência e desaparecer. São um cancro.
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“Sofia Ventura Diz:
29 Outubro, 2008 às 5:28 pm
«Percebe que isso implica o esemprego dos respectivos trabalhadores, ou não percebe?«
Claro que percebo.
Tenho é consciência de que uma empresa que não consegue suportar € 25 de aumentos salariais não pode empregar muita gente. Logo, não há grande drama.”
Sofia, vive tão longe da realidade. Imagine esta empresa, real, que tem quase 600 trabalhadores, muitos a prazo, quase todos a ganhar entre 450 e 480 euros, com salários indexados ao salário mínimo. Os contratos de prestação de serviços, feitos maioritariamente com o estado, estão indexados à inflação. Quando começaram, ainda sobrava algum, mas nos últimos 2 anos, tiveram prejuízos. Este ano vai ter um prejuízo ainda maior. Como os donos são pessoas simples sem capacidade de subsidiar o estado, já decidiram fechar portas. Vão incumprir contratualmente e os bens da empresa (que são poucos) vão ser arrestados.
Entretanto, os organismos públicos que usaram esta empresa vão contratar uma outra, a preços bem mais elevados, temporariamente, até ao concurso público. Esta nova empresa vai aparecer com muito menor recurso a mão-de-obra. Provavelmente será uma empresa espanhola, muito forte no mercado e que recorre muito a este tipo de equipamentos de limpeza de pavimantos.
Depois virá o concurso público. Os valores pedidos pelos novos concorrentes já serão numa base de salários futuros – 500? 550? e muito equipamento em vez de mão-de-obra.
Quem se tramou?
1. Um casal de empresários de pequena dimensão que nunca mais se metem noutra.
2. 600 senhoras, na maior parte analfabetas, que não sabem fazer outra coisa que não limpezas.
3. Os contribuintes portugueses que vão pagar os subsídios de desemprego e o aumento dos custos da estrutura do estado.
Brilhante.
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“i) não é crível que aumentos nesta ordem de grandeza levem nenhuma empresa à falência;”
Nessa altura, portque não exigir um aumento maior do SMN? Sugiro mais 25 euros. Não é crível que aumento de mais 25 euros leve uma qualquer empresa à falência. Mas se assim é, porque não aumentar 50 euros? Se 25 euros não levam nenhuma empresa à falência, mais 25 também não. Qual é o valor a partir do qual a Sofia acha que já há empresas a ir à falência? 73 euros? 34,7? 112, 35? Deve haver por aí um valor, não? Ou será que isto é… sei lá… contínuo?
“ii) pode acontecer é que uma empresa seja absolutamente inviável (o que não tem nada a ver com aumentos salariais) e, essas, devem apresentar-se à insolvência e desaparecer. São um cancro.”
Boa. Acabemos com as empresas que empregam as pessoas que não conseguem arranjar nenhum emprego em que lhes paguem melhor.
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“nos últimos 2 anos, tiveram prejuízos. Este ano vai ter um prejuízo ainda maior.”
Não percebo: então devia continuar, para acumular ainda mais prejuízos? Sem os 25 euros ainda aguentava mais um anito ou dois, sempre a acumular dívidas?
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“Precisamente. E dessa forma contribuir para nos afastarmos cada vez mais da média europeia. É um ciclo vicioso.”
Não é por isso que nos afastámos da média europeia. Os salários baixos são consequência do baixo nível de investimento e de haver poucas empresas de sucesso a serem criadas, ao memso tempo que destruímos as empresas mais frágeis. Não podemos esperar grande sucesso.
Para os salários subiram, precisamos de investimentos com sucesso, que aumentem a riqueza. Investimentos destruídores de riqueza já temos muitos e ainda queremos fazer mais. Para crescermos, temos que ter um estado que não bloqueie os investimentos, uma menor pressão fiscal e com impostos menos cegos e leis do trabalho que mitiguem o risco em vez de amplificá-lo. Temos que criar uma cultura de favorecimento à iniciativa empresarial e não uma cultura de esmifrar todo aquele que se atreve a ter iniciativa. Somos particularmente maus na promoção da iniciativa individual. A nossa cultura é francesa: os empresários são tipos de quem se deve falar mal.
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“Não percebo: então devia continuar, para acumular ainda mais prejuízos? Sem os 25 euros ainda aguentava mais um anito ou dois, sempre a acumular dívidas?”
Provavelmente. Resultado negativo, cash-flow ligeiramente acima do zero.
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O Pizarro, lembra-me a anedota dos pescadores. Enquanto o primeiro se vangloria de ter apanhado um carapau de 30 metros, o outro diz-lhe logo que também ele pescou um candeeiro aceso.
Por isso ó Pizarro para quem trabalha das 7 da matina às 11 da noite, reduza lá o seu carapau para 20 centímetros, que eu apago a luz do meu candeeiro. Olhe nunca se sabe se eu não sou um mandrião que trabalha para si e estou aqui a ajudá-lo a queimar a produtividade da sua empresa.
João Miranda, aceite duma vez por todas, que mesmo numa economia de mercado, o estado por menos interventor que queira ser, tem todo o direito a intervir e contribuir para os custos duma empresa como qualquer outra empresa ou empresas, que detenham a capacidade de influenciar o preço de qualquer matéria-prima. Se não quiser aceitar isto, está no seu direito, tem porém bom remédio: candidate-se a viver na estação espacial europeia, oferecendo-se como rato de laboratório.
A empresa que não consegue num ano (12 meses), aumentar o valor acrescentado do seu produto ou serviço em cerca de 20 euros (porque é esse o valor a partir do qual o aumento de 24 euros tem um impacto neutro) por trabalhador, tem um problema. Esse problema não se chama Estado, e também não se chama trabalhador, esse problema chama-se gestor.
Acredite por que sei do que falo, aproveito também para lhe a fazer justiça de lhe dizer que não acredito – como muitos dos comentadores – que você apercebe a sociedade com cotonetes nos ouvidos e, que não tem a consciência de que o salário mínimo é um factor de probreza crónica para as famílias que dele dependem. Por regra os seus argumentos fazem sentido, com duas excepções: ou quando os leva longe demais ou, quando fala do impacto da taxa “Robin dos Bosques” nas contas da Galp; porque é evidente que ainda não entendeu o funcionamento da mesma.
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DP, confesso que não percebi a analogia. E de qualquer forma, tenho a certeza que não trabalha para mim. A única certeza que posso ter é que não é gestor de qualquer empresa, pela opinião emitida. E agrada-me saber que há pessoas que conhecem bem as empresas de todos os sectores, de todas as dimensões, que conhecem a fundo a sua estrutura de custos e os seus problemas.
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E já agora, explique lá como é que fez essas contas. Gosto de números.Por isso costumo vir aqui.
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«Tenho é consciência de que uma empresa que não consegue suportar € 25 de aumentos salariais não pode empregar muita gente. Logo, não há grande drama. Com sorte até que aplica ao trabalhador despedido o aforismo “há males que vêm por bem” e consegue empregar-se num sítio que lhe possa pagar condignamente»
A realidade encarrega-se de desmentir esta afirmação. Basta ver o que se passa no Vale do Ave onde as empresas pagavam na generalidade o salário mínimo até falirem e não tinha as gritantes carências socias como tem hoje.
Ou seja: o desaparecimento das tais empresas «inviáveis» e que se deveriam «amputar» provocou uma situação de fome e outras carências socias que se conhecem, não foram criadas empresas alternativas onde se pague condignamente e não se vê ninguém a dizer que há males que vêm por bem.
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jcd Diz:
29 Outubro, 2008 às 6:17 pm
Percebo que a sua ideia era que ficassemos solidários com o casal empresário, mas, sinceramente, não percebo a quem é que imputa a culpa pelo descalabro da empresa. Aos trabalhadores não será, com certeza, porque – ao que explica
«esta empresa, real, que tem quase 600 trabalhadores, muitos a prazo, quase todos a ganhar entre 450 e 480 euros, com salários indexados ao salário mínimo.»
– são explorados até à 5.ª casa. Intuo do seu comentário que seja ao Estado, eu, suspeito que o caso possa ter a ver com incapacidade do gestor (que tem, obviamente, de se adaptar ao mercado).
O exemplo que relata demonstra que a fragilidade de muitas empresas não tem nada que ver com os salários praticados. Não cabe, no entanto, no exemplo (teorico) de uma empresa que vai falir à conta do aumento de € 25 do SMN. Ao que conta, a empresa já está numa situação de insolvência, apesar de “pouparem” muito em mão de obra.
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«Nessa altura, portque não exigir um aumento maior do SMN? Sugiro mais 25 euros. Não é crível que aumento de mais 25 euros leve uma qualquer empresa à falência.(…)»
Não sei. Imagino porque o limite da sustentabilidade esteja dependente de juízos económicos mais rigorosos que a nossa intuição. Agora, o que é certo é que há números que, de tão descabidos, até intuitivamente chegamos lá (é ocaso dos €25).
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«Para os salários subiram, precisamos de investimentos com sucesso, que aumentem a riqueza.»
Agora é que estamos todos de acordo. Remeto, mais uma vez, para o comentário # 85 do TAF.
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“Provavelmente. Resultado negativo, cash-flow ligeiramente acima do zero”
Então se bem percebi estamos de acordo que é bom que feche já, certo? Os 25 euros terão tido um efeito positivo de apressar a renovação.
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Mas admito que, num laivo de optimismo (profundamente atípico), não admiti que pudessem houver tantas grandes empresas – critério quantitativo de mão de obra empregada – a particar salários tão miseráveis.
(Isto sou eu a dar o braço a torcer. Au!).
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Pizarro,
Se gosta de números, não é aqui que deve vir. E também não é aqui que aumenta a produtividade da sua empresa. Quanto ao resto acertou em tudo como é seu costume. O que não falta neste país são amanuenses armados em empresários ou gestores, cheios de certezas de coisas nenhumas.
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Já percebi que não tem números, como é habitual neste país. De qualquer maneira está enganado.Neste blog são sempre apresentados dados e números como prova de algo. Muitos comentadores vêm contrapor com supostos valores morais. Eu não sei se tenho certeza de coisa alguma, mas parece que o senhor tem. Fico contente por si. Quanto à produtividade da minha empresa não se preocupe, isso é comigo, bem como os salários que pago. E na sua, as coisas correm-lhe bem?
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Sofia Ventura 104.
Não percebo como é que através da intuição consegue chegar a um valor sobre o salário mínimo.
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Pizarro Diz:
29 Outubro, 2008 às 7:29 pm
O que eu quis dizer foi que há aumentos que, de tão baixos, até intuitivamente concluimos, que não podem levar nenhuma empresa à falência.
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Mas o ministro da economia não dizia há dias que o turismo estava surpreendido com os bons resultados no meio da crise?
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o salário minímo não só aumenta o desemprego como impede os mais produtivos de ganhar mais. Por exemplo , ele há 20 trabalhadores a salário minímo numa empresa , 8 são maravilhosos , tipo máquina , 6 são do tipo preguiçoso , e os outros 6 assim pro regular. O patrão dispõe de um tanto para salários , e gostaria de pagar mais a quem merece , mas como tem de pagar à mesma os 497 euros /mês ( 426×14 )aos preguiçosos , tem muita pena , mas não o pode fazer. E dá uma gorja por fora , ou então arrisca a que vire tudo preguiçoso. Essa coisa da contratação colectiva só interessa a quem não consegue tornar-se indispensável à empresa. As empresas têm todo o interesse em manter os bons trabalhadores .
E não são 25 euros , são 25 euros x14 , mais 23.75% para o estado.
E já agora , porque o patrão é obrigado a pagar 2 meses em que a produção é 0?
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Anónimo 113: os 14 meses é uma convenção como outra qualquer, o que interessa é o total que se paga ao fim do ano.
Uma empresa que estruturalmente (e não conjunturalmente) não possa pagar mais do que o salário mínimo é seguramente uma empresa que, das duas uma:
1) ou tem uma gestão capaz mas está a ser vítima do dumping social de outras, como eu referi atrás (refiro-me a dumping local, não ao ligado à globalização);
2) ou está a ser mal gerida e não tem grande futuro no contexto europeu, estando ela própria a fazer dumping social.
A ideia de que as empresas são eternas é um erro. Grande parte das oportunidades de negócio tem o seu tempo: princípio, meio e fim. Uma gestão saudável, percebendo que o tempo está a acabar, fecha a empresa antes de ir à falência e ficar a dever dinheiro a toda a gente. Há casos desses (de bons exemplos) aqui no Norte.
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A grande contradição:
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Então se é assim tudo tão simples porque é que o MAIS PODEROSO CAPITALISTA EM PORTUGAL COM LUCROS LIQUIDOS DE 40 e TAL POR CENTO DE TUDO O QUE FACTURA EM PORTUGAL, o Estado “tão preocupado” com a Pobreza (Fisco ou a S Social) não devolve mensalmente esses miseràveis 25€ por mês a quem tem a salario minimo actual ??? Com o dinheiro dos outros é que bom ….
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Outro problema que foi aqui referido é o da falta de investimento motivado (digo eu) pela ausência, na prática, de capital para esse efeito. Em especial capital de risco, como expliquei aqui. Mesmo quando não se trata de capital de risco, falta escala aos projectos. Em geral é tudo muito pequenino, para o mercado local, sem qualquer ambição nem potencial de crescimento.
A teoria de que faltam empreendedores e bons projectos é uma treta. No caso do capital de risco, o que falta é empreendedorismo por parte dos business angels, isso sim (além de não existirem business angels com capacidade financeira adequada, além disso). Nos outros casos, faltam capitalistas com liquidez suficiente para projectos de dimensão relevante e/ou vontade de estabelecer parcerias com empreendedores.
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Mas Tiago , ele há carradas de empresas que estruturalmente podiam pagar salários assim e assado , mas devido à conjuntura actual só podem assado. isso não obsta a que melhorando a conjuntura , como esperam que melhore , não o possam voltar a fazer. mas neste momento precisam que lhes deêm uma folga. E não lhes aumentem os custos. e nem sequer há a hipótese de que alguma empresa do genéro a venha substituir por ser melhor gerida ou ter um melhor produto , a questão é que a procura , por falta de pilim generalizada , diminuiu (não acabou) bastante. Ele até há carradas de grandes multinacionais , como a indústria automóvel há rasquinha ; e profissionais liberais , tipo médicos , que viram a clientela descer por aí abaixo. E a quem o salário da recepcionista começou a pesar.
Vamos lá ver se percebe : um tipo pediu um empréstimo para habitação ; ele tinha seguro que podia pagar ; mas a conjuntura virou adversa , a mulher ficou desempregada , os juros subiram tanto que a prestação lhe é incomportável ; prestes a ir á falência , lá lhe dão a hipótese de ficar arrendatário e quando a conjuntura melhorar , de a poder recomprar. A estrutura do senhor não mudou , ele é o mesmo , mas a conjuntura lixou-o. Pode ser que nunca a consiga recomprar , é claro , mas ao menos não fica na rua. nem os filhos.
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Se para as tais empresas que o Tiago e a Sofia conhecem deverá ser assim tão indiferente um aumento salarial de cerca 4%, ou se pagam o SMN apenas por dumping ou ineficencia,
para quê então fixar o SMN?
Pois ou 1) tais empresas serão imunes á sua variação pelo que este não terá real significado, ou 2)acabarão por, mais tarde ou mais cedo, e independentemente do SMN, falir.
Porque o SMN não é então duplicado? Ou , prontos, aumentado em 50%? Gostava de perceber.
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” presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPMES) disse hoje que se o primeiro-ministro “insistir” no aumento do salário mínimo, a associação determinará junto dos seus associados a não renovação dos contratos a termo.
“A associação não se vai manifestar, mas vai determinar junto dos associados que não renovem os contratos. O que significa que o primeiro-ministro vai ter um aumento do desemprego”, disse Augusto Morais.
no publico online
Quem é este Augusto Morais que faz ameaças e chantagem com desemprego?!? Nunca pensei ser possível uma coisa destas.
É de algum partido?
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Caro anónimo 117: eu não estou nada seguro de que essas empresas todas tenham problemas só conjunturais, em muitas que em tempos tiveram sucesso, há agora efectivamente um fim de ciclo. Mas eu referia-me àquelas que nunca pagaram salários decentes. Em qualquer caso, se o problema sempre foi estrutural ou se passou a ser, quanto mais rapidamente as empresas fecharem, menores vão ser os custos totais e mais rapidamente se recupera.
Gabriel, não percebi o ponto. Um aumento de 4% não é igual a um aumento de 50 ou 100%, mesmo sabendo que a base é baixa! A Sofia já explicou isso antes (ver #111, por exemplo). O SMN não é fixado por causa das empresas, mas sim dos trabalhadores, e para protecção destes.
#119 – Essas declarações da tal ANPMEs são apenas uma palhaçada para esquecer rapidamente…
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Após os “incidentes” do post acima, esta vai para o CAA:
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www[dot]youtube[dot]com/watch?v=llI5TnjGJNA
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««emprego que não suprime pobreza não é positivo, é uma semi-escravidão.»»
Portanto, o desemprego é preferível, certo?
inacreditável como ainda ninguém se chocou com esta frase…pelos visto, só eu. se o desemprego não é preferível à escravidão (olha eu armada em jm), a escravidão é preferível ao desemprego. se assim é, vamos acabar com as condições de trabalho e implementar medidas esclavagistas. a começar pelos que menos descontam. que tal? fica logo tudo resolvidinho!
quanto ao resto: não percebo como é que uma empresa que paga 400 € a uma pessoa que trabalha 40 horas por semana (normalmente a fazer trabalhos pesados e bastante lucrativos) vai falir por aumentar 50 euros que seja a esse valor. é asqueroso ver os srs. a passearem de porche com as empresas a falir, mas não faz mal: abre-se outra empresa em nome do filhote, pede-se mais mama ao estado, e vamos embora!
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Nos States na década de 90 alguns economistas advertiram para a brutal queda do emprego que se seguiria ao aumento do salário mínimo de 4 para 5 dolar por hora em determinados Estados . Num trabalho econométrico rigoroso mediu-se o referido impacto: o aumento de salário mínimo não teve qualquer efeito sobre o emprego.
Uma coisa é certa: num monopsónio o salário mínimo aumenta o emprego.
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Pois Nuspirit , e na década de 90 ele havia crise , á maneira se 1929 ,que parece , dizem eles , ir conduzir a uma recessão mundial? Ou havia condições para se aumentarem os salários , tipo ciclo de prosperidade?
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Mas se é por causa da recessão que não se aumenta o salário dos trabalhadores, porque não reduzir o salário dos gestores?
De todas as maneiras os gestores portugueses são uma bela merda, por isso não se perderá grande coisa se se forem embora…
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Pois , mas isso não resolve nada ás PME , empresas que teêm entre 11 e 50 trabalhadores e que, quase de certeza , nem podiam pagar a meio gestor quanto mais um inteiro.
O que eu propunha era uma descida de 100 euros em todos os salários da função e administração públicas acima , sei lá , dos 3000 euros , uma descida de 150 euros nos acima de 4000 euros e que essa massinha fosse distribuída pelos trabalhadores de smn .
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Toda a discussão parte do princípio de que os salários são só custos. É um ponto de vista.
“Mas é a realidade”, dirão muitos.
Os da caverna de Platão (vocês sabem do que é que eu estou a falar) também pensavam o mesmo. A realidade é feita de muitas realidades.
Pronto, mas isso agora não interessa para nada. O pessoal quer é coisas mais práticas, do género “relatório de contas trimestral”.
Então, se bem percebi, há gente que acha que o ponto alto da civilização humana, o “achivement” do Homem do sec. XXI, no que concerne à economia, é ter conseguido criar, ao fim de 5000 anos de civilização um sistema que define retribuições mínimas para o trabalho, mas não define as retribuições máximas.
O sistema é tão bom que é necessário que se estabeleçam valores mínimos, porque senão haveria quem fosse da opinião que remunerações na ordem dos 5 euros mensais é que permitem a viabilidade da empresa – claro, tudo devidamente fundamentado em relatórios anuais e pluri-anuais e estudos de mercado com, a respectiva apresentação em powerpoint.
Isto devia ser um ponto de reflexão para aqueles que acreditam nas “coisas” desreguladas. As coisas desreguladas é assim que ficam… desreguladas.
Antes de regulamentar o mercado de trabalho que agora aqui se discute com tanto empenho e afinco, ia-se a um continente, apanhava-se um monte de mão de obra e levava-se para outro continente numas embarcações à vela e depois a vapor (modernices)… e pagava-se em géneros para o estômago. Tudo natural… com papeis e tudo.
Depois regulamentou-se. Definição de horas máximas de trabalho (e mínimas, também), hora para almoço, períodos de descanso, enfim, só aborrecimentos e dores de cabeça.
Aumentar 25 euros ao salário mínimo nacional deve trazer consequências tão graves para a economia nacional com teve o fim da escravatura.
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Francamente, surge demagogia atacar com argumentos “falência”, “falidas”, “incapacidade de gestão”, “gestores”, “altas cilindradas” etc contra as Empresas Economicas. E não é o mesmo nas Instituiçoes Financeiras e nas Finanças Publicas ou falam como a “avestruz com a cabeça debaixo da areia” ?
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Não acirrem irresponsavelmente a bancarrota por via do divisionismo nacional e do “bota-abaixo” porque aí abrange TODOS, publicos e privados, pequenos e grandes. É preciso RESOLVER e não tretas de “bodes-expiatórios”
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«O sector da hotelaria foi um dos que apresentou um maior incremento no número de falências, com uma subida de 97%[…]»
Contribuiu mais e foi muito mais significante para este nº de falências, a Lei n.º 37/2007 , do que os aumentos do SMN!
Eu sei que aqui, é tudo gente muito importante, e vivem na Administração de Grandes Empresas (nada contra, atenção!!).
Contudo neste sector, o que mais impera é os “desvios” nos fechos, e salários declarados inferiores aos reais.
Tudo o resto que aqui se passou, são mais conflitos de ideologias, dificuldades passadas por empresários de pequenas e micro empresas, sobretudo nos anos iniciais da actividade, e visões de quem nunca se lançou na sua própria iniciativa.
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Atenção aos rancores primários e vingançazinhas …. porque aí a conversa
é outra. Recuar é inteligente…
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A associação de pequenas e médias empresas recusa-se a aceitar o aumento e vão aconselhar à não renovação de contratos a prazo. Mais uma via pela qual o aumento no salário mínimo causa desemprego.
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“A associação de pequenas e médias empresas recusa-se a aceitar o aumento e vão aconselhar à não renovação de contratos a prazo. Mais uma via pela qual o aumento no salário mínimo causa desemprego.”
Será que se as PME que conseguem sobreviver diminuindo a mão de obra, não estarão acima de tudo mal dimensionadas? Ou seja, os trabalhadores que ficam terão que fazer o trabalho dos outros que saem? não será afinal, acima de tudo uma má gestão das mesmas, dado que não ameaçou com perca de produtividade ou de competitividade?
Será que o custo associado ao aumento dos salários não poderá ser diluido na cadeia de produção, ou revertidopara o consumidor final (o mais habitual).
é porque normalmente quando há redimensionamento do número de trabalhadores é quando há alterações na procura do produto produzido.
No fim de tudo não deixam de ser ameaças de mais um “gestor” made in Portugal (de má qualidade, portanto)
fazendo contas: 25×14=350; 350*1.23=430
no maximo 50 trabalhdores = 21500 euros de aumento de despesa ao final do ano.
21500/14=1535,, agora alguem me diz qual é a percentagem de 1535 euros em relação ao vencimento de um gestor de PME? Será que estas empresas, com 50 trabalhadores, só geram 1500 euros de lucro por mes?
O JM que prescinda do seu salário e que ajude uma PME a não despedir os seus trabalhadores.
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“fazendo contas: 25×14=350; 350*1.23=430
no maximo 50 trabalhdores = 21500 euros de aumento de despesa ao final do ano.”
Pois, todos, mas todos os comentadores que acham que estes custos sao insignificantes pensam assim. Não são empresários, não fazem a mínima ideia de quanto mais a empresa precisa de fazer por cada 25 euros que tem de dar ao trabalhador. São 50 ou 100 euros? Imagine se forem 100 euros. Nessa altura uma empresa de 50 trabalhadores precisa de começar a fazer de um dia para o outro mais 5000 euros por mês. Se fosse assim tão fácil aumentar repentinamente as suas vendas, nunca seria uma pequena ou média empresa, nem sequer haveria pequenas ou médias empresas! Seriam todas empresas grandes e ricas e nunca barafustariam tanto por uns meros 25 euros de aumento no salário do trabalhador.
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“não fazem a mínima ideia de quanto mais a empresa precisa de fazer por cada 25 euros que tem de dar ao trabalhador. São 50 ou 100 euros?”
precisa de fazer mais ou menos 30 euros por cada trabalhador (25×1.23). Contas simples de mercearia, que qq gestor deveria saber fazer. Assim se vêem os gestores que temos. Estou a ver que a diferença do que realmente se precisa para o que os gestores pensam que precisam iria dar para pagar a mensalidade de mais um ferrari.
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Explique lá então senão se importa.
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Explique lá então senão se importa.
Explique lá é como um aumento de 25 euros necessita que a empresa necessite de fazer 50 a 100 euros por trabalhador. Com contas, sff.pela pergunta que fez, também não sabe.
também não sabe que o aumento salarial pode reverter no aumento do valor do produto, ou ser absorvido pela inovação ou melhor gestão do processo de fabrico ou serviço prestado (ou seja, “cortar nas azeitonas” – sabia que tirar uma azeitona em cada prato de “catering” servido nos aviões leva á popança de vários milhões de euros por ano?).
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Manuel Carvalho, O que vale o salário mínimo, editorial do Público, hoje.
«Há uns meses, muitos portugueses terão ficado surpreendidos com o facto de 35 por cento dos pobres identificados num estudo de Alfredo Bruto da Costa viverem dos rendimentos do seu trabalho. A conclusão contrariou a ideia corrente que a pobreza está associada, em diferentes graus de intensidade, à exclusão social ou ao desemprego crónico. Pelo contrário, muitos dos pobres do país trabalham e não custa advinhar que a maioria faz parte dessa legião de assalariados que recebem 426 euros de salário mínimo. Agora que se discute a decisão do Governo em avançar com o acordo assumido na Concertação Social em 2006, e que aponta para um ordenado mínimo de 500 euros em 2011, valia a pena ter esta realidade em consideração. Mas de imediato se ouviram críticas de empresários ou uma reacção dúbia de Manuela Ferreira Leite, que lamentou a oportunidade do anúncio por “roçar a irresponsabilidade”, embora tenha dito que no lugar de José Sócrates se esforçaria pela sua execução.
No país com o mais elevado índice de desigualdade social da Europa, garantir a quem trabalha um mínimo de dignidade é um imperativo moral. Mas a concretização desse imperativo exige condições económicas, dirão muitos. É verdade, mas custa a acreditar que uma empresa média que tem, por exemplo, 100 trabalhadores com o salário mínimo entre em dificuldades por ver a sua factura salarial agravar-se em 2400 euros mensais. Como custa a acreditar que um patrão se sinta obrigado a despedir um trabalhador apenas porque terá de lhe pagar mais 24 euros por mês. Exceptuando situações extremas, que hão-de existir, este cenário só acontecerá se os empresários seguirem a inqualificável sugestão do presidente da associação das PME, Augusto Morais, que numa declaração pública decidiu recomendar aos seus associados “que não renovem os contratos” dos trabalhadores com salário mínimo. Para que as empresas possam manter os actuais níveis de competitividade? Não, para promover o aumento do desemprego e, dessa forma, penalizar o primeiro-ministro.
Para algumas empresas e patrões, o salário mínimo não passa de um artifício destinado a esconder os seus problemas estruturais e a sua incapacidade de sobreviver numa economia moderna. É a continuação por outros meios da desvalorização competitiva de outros tempos, agora não através do valor da moeda mas por via do custo do trabalho. Em casos ainda mais raros, é ainda um meio de gerir recursos humanos numa conjuntura em que a procura de trabalho suplanta largamente a oferta. Em qualquer dos casos, está em causa um modelo que amarra o país ao passado com o argumento de que é melhor haver empregos assim do que não haver empregos nenhuns. Ora aceitar esta premissa é aceitar todo o tipo de atavismos e manipulações. Quando se fala de salário mínimo, está-se a mencionar a situação difícil em que vivem 200 mil trabalhadores. A sua melhoria salarial custará às empresas qualquer coisa como 4,4 milhões de euros por mês. Uma irrelevância que tem como contrapartida o reforço da “dignidade humana” de milhares de portugueses, como muito bem assinalou Bagão Félix.
Exceptuando a ala mais retrógrada do empresariado, é difícil encontrar quem não perceba a intenção do Governo em manter os termos do acordo. Com o limiar da pobreza na União Europeia fixado em torno dos 400 euros por mês, é importante garantir que quem trabalha tenha direito a uma vida decente. Isto é importante para mitigar os danos da pobreza, mas também para valorizar socialmente o trabalho. É certo que, hoje, é muito difícil viver com 426 euros por mês e não será com mais 24 euros que o problema se resolve. Mas, ao menos, dá-se um sinal de que há vontade de melhorar a situação. E esta exigência é não apenas uma obrigação do Estado, porque, como lembrava Bruto da Costa, um dos problemas maiores da pobreza em Portugal é a “conivência” com que a sociedade a encara.»
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Goodfeeling,
Aqui vai um comentário de quem sabe:
“Um aumento de 25 € por trabalhador representa para a empresa, grosso modo, um aumento de 60 € / mês por trabalhador (contabilizado já 13º mês e subsídio de férias). Numa empresa com 400 funcionários (as tais “exploradoras” dos pobres) isso representam 2400 € / mês de encargos adicionais, ou seja, a empresa tem de lucrar MAIS 2400 € /mês para assegurar os salários. Partindo do príncipio que a empresa não é deficitária (i.e., paga impostos), são 3200 € / mês de lucros antes de impostos adicionais. Em empresas que trabalham com margens de 5% (não, não estou a inventar), isso implica um aumento de facturação mensal de 64.000 €….
Ou seja, para pagar 5 contos a cada funcionário, a empresa tem de vender mais quase 13.000 contos por mês…
É como dizia o outro, é só fazer as contas…” – Carlos Duarte
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Tina, uma empresa que aumente 5 contos os seus funcionários significa que esses 400 funcionários vão ter mais 5 contos para gastar noutras empresas.
Os funcionários dessas outras empresas vão ter dinheiro para gastar na empresa dos tais quatrocentos empregados. São boas noticias para as empresas.
Menos para as que vivem de subsidios evidente. Estas preferem pagar pouco e receber muita subsidio do seu bolso. Que não querem clientes com bons aumentos e dinheiro no bolso. Quem é subsidios.
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O sector da hotelaria é dos que paga mais mal e por isso é dos que gera menos poder de compra. É raro um empregado de um hotel ter dinheiro para ir para férias. Não admira irem para a falencia. Nem os próprios funcionários podem ir para os locais onde trabalham.
Já os antigos locais de pequeno e médio tamanho, as pessoas trabalhavam por conta própria e mesmo os empregados ganhavam mais. Hoje ganha-se muito mal em muito do sector de hotelaria. Os empregados numca serão clientes daí muitos irem a falencia.
Com mais gente a ganhar abaixo do salário minimo, nem a acampar haverá dinheiro, quanto mais para hoteis.
Só ceguinhos não vêem isto.
Mas é custume em Portugal ver-se os trabalhadores como empecilhos e não como futuros clientes, muito menos como cidadãos ou gente.
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Mas o racicocínio continua-se a aplicar na mesma. São 25 euros em valor de vendas que depois de impostos e custos representa uma valor infímo dos 25 euros que o empresário tem de dar líquidos ao empregado.
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“Numa empresa com 400 funcionários (as tais “exploradoras” dos pobres) isso representam 2400 € / mês de encargos adicionais, ou seja, a empresa tem de lucrar MAIS 2400 € /mês para assegurar os salários. Partindo do príncipio que a empresa não é deficitária (i.e., paga impostos), são 3200 € / mês de lucros antes de impostos adicionais.”
Uma empresa com 400 trabalhadores que não tenha mais de 3200€ de lucro por mês estará muito mal economicamente. ou seja cada trabalhador dará 8€ de lucro à empresa (tirando impostos). realmente merecem ser despedidos. ou o gestor dessa empresa. Será que o aumento de 0,01€ no produto final não iria cobrir essa despesa? como o “mal” do aumento salarial é igual para todas as empresas nacionais, de certeza que não haveria alterações em termos de concorrência. Ou será que só querem concorrer com os chineses?
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“Uma empresa com 400 trabalhadores que não tenha mais de 3200€ de lucro por mês estará muito mal economicamente. ou seja cada trabalhador dará 8€ de lucro à empresa”
Porque é que não lê o que está escrito e pára de inventar? Estes 3200 por mês são de lucro adicional!…. Que implica no caso desta empresa 64 000 euros de vendas extra!… Acha que se pode conseguir isso de um dia para o outro?
Qualquer empresa que esteja em situação preclitante, vai acabar mesmo por fechar porque nunca conseguirá atingir este objectivo. É assim que este aumento de salário, em princípio insignificante, pode contribuir para o aumento de desemprego.
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“Qualquer empresa que esteja em situação preclitante, vai acabar mesmo por fechar porque nunca conseguirá atingir este objectivo. É assim que este aumento de salário, em princípio insignificante, pode contribuir para o aumento de desemprego.”
vai é aumentar o preço final do produto/serviço , de odo a compensar as perdas relacionadas com o aumento do valor de mão de obra.
ou será que os patrões da Suécia, Noruega, e a maior parte dos paises civilizados, queixam-se de por ter de pagar mais de 750€ como salário mínimo?
Infelizmente, a mão de obra não pode ser gratuita.
Infelizmente o nosso tecido empresarial apostou sempre em mão de obra barata (erro de principio) e não em mão de obra qualificada (por que esses são caros).
não consta que Henry Ford tenha ido á falência por em 1914 pargar o exorbitante valor de 5 dólares/dia aos seus trabalhadores.
tirado da wikipédia:
“Ford maravilhou o mundo em 1914, oferecendo o pagamento de 5,00 dólares por dia, o que mais do que duplicou o salário da maioria dos seus trabalhadores. O movimento foi extremamente rentável; no lugar da constante rotatividade de empregados, os melhores mecânicos de Detroit afluíram para a Ford, trazendo seu capital humano e sua habilidade, aumentando a produtividade e reduzindo os custos de treinamento. Ford chamou isso de “salário de motivação” (“wage motive”). O uso da integração vertical pela empresa também provou ser bem sucedido quando Ford construiu uma fábrica gigantesca, onde entravam matérias primas e de onde saiam automóveis acabados.”
“Salário de motivação” – será que os trabalhadores portugueses andam suficientemente “motivados”? depois queixam-se da baixa produtividade.
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Qual será a diferença entre o nível de vida entre os países Nórdicos , em que as diferenças salariais são das menores da Europa e o nosso país em que as diferenças salariais são das maiores?
Será que isso não interessa?
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Possivelmente pagam relativamente menos impostos, rendas mais baratas, electricidade mais barata, água mais barata… pelo menos é essa a sorte dos nosso vizinhos espanhóis em alguns destes aspectos. E é por isso que se fala tanto em baixar o IRC, para promover a economia, porque assim como está mal dá para os gastos quanto mais para aumentos.
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Ainda há pouco a indústria hoteleira espanhola estava a pedir uma redução no IVA para se tornarem mais competitivos. E eles já têm um IVA a 16%!… Como é que nós podemos competir com um IVA a 20%? Não admira que a hotelaria portuguesa esteja a entrar em falência como noticiado recentemente. E no meio disto tudo, ainda vamos aumentar mais os salários!… Tal como o João diz, há cada vez menos empresas a pagar salário mínimo… ou qualquer outro tipo de salário.
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Por isso, essa dos patrões ganharem muito e não deixarem nada para os empregados, até pode ser verdade em alguns casos mas se fosse essa a regra geral de certeza que não haveria tantas companhias a fecharem e a nossa economia não estaria tão debilitada.
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E não se esqueça que há também uma grande disparidade de salários na administração pública entre os chefes e os funcionários, basta ver o Banco de Portugal, a Galp, a EDP, etc e isso deve contribuir muito para essas estatísticas.
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Pode a medida ter sido tomada com objectivos eleitoralistas e, ainda, por não comportar encargos públicos, mas em política o que parece é e o aumento do SMN é mais do que justo, sabendo-se que é dos mais baixos da Europa.
E não me parece que por esse aumento venha mal ao Mundo ou à economia nacional. Nesta, não há lugar a bordoada. Deixei o pau atrás da porta!….
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