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As criaturas a quem entregamos os nossos filhos

12 Novembro, 2008

«Cerca de três centenas de manifestantes, entre alunos e professores, obrigaram esta tarde a Ministra da Educação a abandonar a cidade de Fafe, sem cumprir o evento que tinha programado. Com palavras de ordem e ovos, os protestantes nem deixaram a ministra pôr o pé fora do carro.» JN

A escola pública transformou-se numa performance em que neste momento combatem os estatismos de Maria de Lurdes Rodrigues e Mário Nogueira. Isto custa-nos rios de dinheiro. Mas não só. Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra são a versão rua da directora regional Margarida Moreira: para eles tudo é possível na defesa dos seus interesses. Creio que chegou o momento das famílias portuguesas defenderem que os seus filhos não podem continuar entregues a gente desta. Em primeiro lugar não aprendem nada e em segundo ficam mal formados enquanto cidadãos. Cada aluno custa em média 5 mil euros aos contribuintes. Entreguem-se os 5 mil euros à escola escolhida pelas famílias. Em algumas escolas, por falta de alunos, os professores ficariam a atirar ovos uns aos outros ou chamavam os funcionários do ministério e faziam equipas para jogar ao mata com ovos. Ou chamavam o Alberto João que lhes dava Bom a todos.

237 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    João Ramiro permalink
    12 Novembro, 2008 08:51

    Subscrevo por baixo. Como encarregado de Educação fico preocupado om tais professores. Pensam apenas nos seus interesses. Portugal precisa de uma Escola Pública melhor!

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  2. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 08:52

    So foi pena os ovos não estarem podres e lhe terem acertado.

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  3. Piscoiso's avatar
    12 Novembro, 2008 08:53

    O direito à indignação com ovos não me parece boa receita.
    Nem mesmo com arroz.

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  4. Piscoiso's avatar
    12 Novembro, 2008 08:56

    Por outro lado, também não concordo que se “entreguem” os filhos nas escolas. Entreguem pizzas ou flores, mas não um pimpolho.

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  5. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 09:02

    No vídeo do comentário #23 do seu anterior post:
    «alguns alunos programaram esta manifestação e depois avisaram o resto da escola»

    e o seu comentário
    «Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra»

    Terá a Helena tem uma mente retorcida?

    Note-se, não apoio nem acho bem a violência que aconteceu. Estavam lá professores mas daí a responsabiliza-los pelas acções de alguns alunos vai uma enorme distância.

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  6. Piscoiso's avatar
    12 Novembro, 2008 09:08

    No próximo post vai dizer que os ovos eram dos pais.

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  7. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 09:10

    «Em primeiro lugar não aprendem nada e em segundo ficam mal formados enquanto cidadãos.»

    Já reparou que um critério principal na actual avaliação incide no cumprimento de objectivos, o que inclui o número de alunos passados? Note bem: passados, não incide no que eles aprenderam.

    Recordo-lhe as recentes afirmações da ministra e de Valter de Lemos sobre o possível sucesso 100% no horizonte próximo. Do 1º ciclo até ao 12º ano.

    O presente não nos cai em cima. É preciso perceber como se chegou até ele.

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  8. Rm's avatar
    12 Novembro, 2008 09:10

    300 alunos e a maioria dos professores da escola de fafe… juntam-se na festa do lançamento de ovos…

    ver o instante 1m07s do vídeo…

    http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=372368&tema=27&pagina=0&palavra=&ver=1

    depois querem querem ser levados a sério.. alunos e professores…
    recorrem ao insulto fácil… agressão cobarde..

    enfim

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  9. João Ramiro's avatar
    João Ramiro permalink
    12 Novembro, 2008 09:15

    Os blogues são alimentados, na sua maioria, por professores. Sinal que t~em tempo de sobre e que a avaliação não lhes consome assim tanto tempo.
    Como encarregado de Educação não aceito que perturbem a normalidade do funcionamento da Escola! Se tal acontecer os país , também, são capazes de os colocar nos eixos.

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  10. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 09:18

    Rm #9:

    no vídeo:
    «acho que estão cá todos os alunos da escola visto que também cá estão todos os professores da escola»

    Ó Rm, dou-lhe toda a razão. Os professores deviam ter ficado nas suas vazias salas de aula. Olhe depois o possível título do Correio da Manhã: “Professores deixam alunos abandonados numa manifestação à frente da escola”.

    «Enfim»

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  11. maria henriques's avatar
    12 Novembro, 2008 09:19

    Ate que enfim que alguem escreve algo com inteligencia.
    Subscrevo, concordo e assino por baixo.
    Estas cenas sao do mais lamentavel que ja vi e as escolas nao estao de parabens neste momento.Quando os que tem a responsabilidade de ensinar se portam de tal modo que conduzem a tais actos, alguma coisa esta de facto muito mal.

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  12. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 09:21

    Que giro, este João Ramiro já se chamou Carlos Fernandes. Agora só faltam os restantes comentários “socializantes”.

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  13. Rm's avatar
    12 Novembro, 2008 09:28

    @Jorge

    é uma questão de causa efeito..

    a aluna diz.. estão cá todos os alunos… visto q estão cá quase todos os professores

    não disse… estão cá quase todos os professores… visto q estão cá todos os alunos..

    realmente acho q é boa ideia, já que não tinham alunos para dar dar aulas… ir supervisioná-los na festa do atiramento dos ovos.. e do insulto fácil… e agressão cobarde…

    talvez esta notícia dos ovos se relacione com a capa do 24 horas de ontem..

    gostei da parte em que os sindicatos acusam a ministra de ser a responsável até pelos sms a convocar o caos…

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  14. josé silva's avatar
    josé silva permalink
    12 Novembro, 2008 09:42

    Não haverá um ovo para o João Miranda?

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 09:46

    Não se terão inspirado, estes alunos, nos exemplos de boas-vindas que os actuais governantes davam, na época, como alunos, ao Américo Tomás?

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  16. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 09:47

    Ó Rm, toma por certas as declarações duma miúda de 14 anos (?) que começa por dizer “acho que”. Conhece a piada da compatibilidade mental? lol (sem ofensa, vale?)

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  17. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 09:49

    «talvez esta notícia dos ovos se relacione com a capa do 24 horas de ontem..»

    leu o texto do Guinote sobre isto?

    A Quem Interessa Isto?

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  18. RM's avatar
    12 Novembro, 2008 09:55

    por acaso não é o governo q tem por habito convocar arrudadas por sms…

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  19. monárquico's avatar
    monárquico permalink
    12 Novembro, 2008 10:01

    pois…. incendeiam o ambiente e depois choram a morte do rei e do principe!não é necessário ser grande pitonisa para adivinhar o que virá.
    Cada vez o ar deste “sítio”chamado Portugal se torma mais nauseabundo.

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  20. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 10:09

    «por acaso não é o governo q tem por habito convocar arrudadas por sms…»

    Tem razão, o governo é mais sofisticado.

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  21. RM's avatar
    12 Novembro, 2008 10:11

    jorge, foram contratados pela empresa q comercializava o sistema.. para fazer a demonstração..

    por acaso telenovelas tb contratam figurantes.. e concursos de tv tb..

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  22. Desconhecida's avatar
    Olp permalink
    12 Novembro, 2008 10:17

    Vinte e tal anos de “reformas” em que lhes retiraram até a autoridade do conhecimento.
    Nem 10.000 fizeram uma manifestaçao.
    Vinte e tal anos em que a indisciplina e violencia foram crescendo.
    Nem 5.000 fizeram manifestação.
    O mesmo tempo com a diminuiçao sucessiva da falta de exigencia nos critérios de avaliaçao dos alunos.
    Nem 1000 fizeram manifestação.
    Assumiram-se silenciosamente como se supostamente pudessem ser s pais que se demitiram da função.
    Nem 500 fizeram manifestação.
    Manifestações sim de muitos e de diferentes quadrantes ideológicos mas se lhes tocarem nas “auto-avaliações” de “120.000 muito bons”
    Independentemente desta ser boa ou má possivelmente trapalhona, não interessa…estava tudo bem era na situação anterior…ou…….pelo menos não havia …manifestações.
    Desvaloriza-se as declarações de uma aluna de 14 anos mas valoriza-se a “revolta justa” dos alunos (devem ser mais velhos e mais conscientes suponho).”Justas” porque as faltas vão contar e o direito a faltar é um “direito”que não implica em nada com “aproveitamento”.
    A “candura” de uma senhora (recuso-me a identificar como prof pelo exemplo dado) que integrada na turba dos ovos que “não fez nada” que foi…pasme-se….. “empurrada”.
    Ovos não são violencia mesmo que atirados á cabeça daquela senhora, possivelmente os alunos poderiam atirar a ela própria e mal de um auxiliar ou quem quer que seja que, em sua defesa tivesse o desplante de empurrar seja quem for.
    Lamentavel.

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  23. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:25

    Conselho a todos os que criticam os professores:

    Passem uma semana na esola pública e depois digam qualquer coisa.
    Comam em cantinas barulhentas. Trabalhem com quem não que colaborar, em gabinetes como os que(não) existem nas escolas, sejam promovidos(prof. titular) e fiquem só com o trabalho…

    É claro que há profissões piores, trabalhar nas obras no iverno, viajar de carrinha 600km para o posto de trabalho.
    Segunto algums anormais, temos 100 ou 120 mil burros e só 1 inteligente( A Sr.A ministra e os seus cães de guarda).

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  24. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:26

    Em vez de ovos deviam atirar bolas de bilhar….

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  25. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 10:29

    RM,

    no link:

    “fonte não oficial da empresa considerou ao jornal ser «normal» a contratação dos menores «porque as escolas estão fechadas e eles tinham de arranjar crianças»”

    crianças no CCB (que não é uma escola) e em tempo de escolas fechas e ninguém fica surpreendido (antes da notícia). cerrrrrrrto.

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  26. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:30

    Convido a helena a passar uma semana na esola leonardo coimbra no porto, espero que aceite o convite…

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  27. maria henriques's avatar
    12 Novembro, 2008 10:33

    Para falar com franqueza acho que nao admira muito que as cantinas das escolas sejam barulhentas, afinal estao por ali os tais adolescentes que algum dia alguem achou que deviam ser postos de ovos na mao. Rir nas cantinas e brincar com os colegas,seria muito melhor ocupaçao, isso e estudar e claro, mas parece que nao e essa a opiniao dos docentes que aplaudem rebelioes , desde que nao lhes toquem e claro.
    Para esses o que e bom e por alunos nas ruas armados em galifoes.

    E sim, ele ha mesmo empregos muito piores.

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  28. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:35

    E vão ser os professores que vão educar os filhos dos outros ?

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  29. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:37

    é de um intelegência menor associar o protesto dos alunos com os professores..

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  30. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 10:37

    Os alunos são adolescentes. Estão vivos!
    Graças a Deus.

    Temos que dizer (nós, professores) que não podem fazer aquilo e tal.

    No fundo (sem eles repararem NUNCA) rimo-nos baixinho e damos-lhe razão. (gostava de ser eu a fazê-lo mas não possso)
    Mais. Sentimos um sentimento de dever cumprido – Os nossos adolescentes estão vivos. Têm já alguma capacidade de discernimento.
    É bom. Ainda não são adultos. Nem estudantes universitários. Esses seria mais pedrada. Como sempre aconteceu.
    Nas idades destes meninos, “ovos” estão “adequados”.

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  31. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:37

    Eu gosto de ser professor é no Colégio do Rosário, onde os mal educados ne se quer entram..

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  32. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:38

    quer entram…

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  33. maria henriques's avatar
    12 Novembro, 2008 10:45

    Boa.
    Os adolescentes estao vivos porque andam de ovos na mao.
    Bem, se so os que estao vivos sao esses , e se esses eram cerca de 300, isto nao anda nada bem para os adolescentes.
    Estarao todos os outros mortos?….

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  34. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 10:50

    Oh Helena,

    Há um velho ditado que diz “quem com ferros mata, com ferros morre”. Ou seja, a Benavente, o Carneiro, a MFL, o SottoMayor Cardia, o Santos Silva e mais uns quantos Ministros do EDUQUÊS fizeram a Escola que existe, com os Professores que existem e agora a Helena quer o quê?

    Foi retirado o poder aos Professores há muito tempo. A Benavente e o partido Socialista criaram a “Escola Democrática, e o outro irmão do Centrão, também bateu palmas.

    Agora, vem a Helena largar uma posta em que afirma que os Professores também colaboram e instigam a Arruaça?

    Então e o Durão Barroso que andou atrás da Polícia? Então, o Vara andou a afrontar a Polícia no Buzinão. Querem melhores exemplos para os alunos dos ovos podres ou frescos?

    Helena,

    Quem com ferros mata, com ferros morre.

    Ou se quiser, junte-se ao “bom exemplo” que é a controleira Margarida Moreira, e comece à chapada aos “meninos” da Escola Democrática. E vai ver que lhe aparece o Poeta Alegre a açoitá-la!

    Limpem as mãos à parede!

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  35. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 10:55

    Boa J,

    O Salazar tinha tiques de autoritarismo ? julgo que não, mas que eu saiba não metia a mão como estes senhores e senhoras.

    Entre Salazar e Sócrates e os seus amigos a diferença é muita, é que agora o roubo ao povo é à descarada..

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  36. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 11:01

    anabela Diz:
    12 Novembro, 2008 às 10:27 am
    O FETICHE DA AVALIAÇÃO

    Como se avalia um juiz? Pelo número de sentenças que profere durante um ano? E se elas forem injustas? Pela percentagens de sentenças justas? E quem determina a justiça dessas sentenças? Repetem-se todos os julgamentos?

    Como se avalia um médico? Pelo número de consultas que dá? E se o doente sai de lá pior do que entrou? Pela percentagem de curas? E o que é uma cura? Pelo número de altas? Mas em que estado está o doente quando tem alta?

    Como se avalia um advogado? Pela percentagem de vencimentos de causa que obtém? E como sabemos se ele escolheu ou não litigar essas causas de acordo com a sua viabilidade à partida?

    Como se avalia um arquitecto: Pelos prémios que obteve? Pelas críticas nas revistas especializadas? pelo grau de satisfação dos utilizadores do edifício ao fim de dez anos? E como se determina esse grau de satisfação?

    Como se avalia um professor: pelas notas que dá? Mas como sabemos se essas notas correspondem ou não ao que o aluno sabe? Pelo que o aluno sabe no fim do ciclo? Mas isto como é que se determina? Pela diferença entre o que o aluno sabe no fim do ciclo e o que ele sabia no princípio? Quem determina isto, e como?

    O fetiche da avaliação veio do mundo empresarial (onde, de resto, já está a ser posto em causa). Aqui é fácil avaliar. Se o que é preciso fabricar muitos sabonetes, quem fabrica muitos é bom e quem fabrica poucos é mau. Se é preciso vendê-los, bom é quem vende muitos. Se é preciso controlar a sua qualidade, quem consegue a menor percentagem de defeitos é bom profissional, quem não a consegue é mau.

    Mas para o juiz, para o médico, para o advogado, para o arquitecto, para o professor, o paradigma da avaliação não funciona: o que funciona é o paradigma da auto-regulação. É por isso que estas profissões, excepto duas, têm Ordens: os juízes porque não precisam: a sua auto-regulação é feita por outros mecanismos; os professores porque os sucessivos governos e os sindicatos nunca o permitiram – aqueles com medo de terem que enfrentar mais uma «corporação» (leia-se: uma sociedade civil mais forte). Estes, com medo da concorrência.

    A falta duma Ordem dos Professores é uma tragédia que hoje estamos todos a pagar: professores, alunos, pais, empresas e até, desde há pouco, os próprios sindicatos que se opuseram a ela. O País inteiro. O próprio Governo começará, em breve, a sofrer os seus efeitos. Mas dado o tempo decorrido entre a causa e a consequência, poucos políticos se darão conta da origem dos seus males.
    José Luiz Sarmento
    http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/10/o-fetiche-da-avaliao.html

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  37. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 11:05

    As criaturas a quem entregamos os nossos filhos
    Publicado por helenafmatos em 12 Novembro, 2008

    Deduzo que esteve entrega durante muito anos a “criaturas”. Deu-se mal com as “criaturas”. Outra com recalcamentos.

    Ó Freud!!!!

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  38. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 11:14

    «O fetiche da avaliação veio do mundo empresarial (onde, de resto, já está a ser posto em causa). »

    ora eis uma boa confissão do que vai na cabeça de alguns professores. Avaliação agora é fetiche e até se junta uma mentirinha para justificar a coisa.

    Veja-se esta questão que não sabe responder (mas qualquer aluno lhe pode explicar):
    «Pelo que o aluno sabe no fim do ciclo? Mas isto como é que se determina?»

    Exames, já ouviu falar?

    Isto é de rir.

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  39. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    12 Novembro, 2008 11:16

    Admitindo que não tenho razão alguma nas crítica que faço aos professores e ao ministério pergunto se vamos continuar a impedir as famílias de escolherem a escola que querem.Admito q

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  40. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    12 Novembro, 2008 11:19

    Admitindo que não tenho razão alguma nas crítica que faço aos professores e ao ministério pergunto se vamos continuar a impedir as famílias de escolherem a escola que querem? Admito que muita gente achará bem que os seus filhos estudem nas escolas de Fafe donde vieram estes professores e estes alunos mas temos de aceitar que os mesmos 5 mil euros que custa anualmente cada um destes meninos aos portugueses podem ser entregues a outra escola pública ou privada.

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  41. Luís Marvão's avatar
    12 Novembro, 2008 11:20

    Mas que dados tem a Helena para sustentar que esta coisa dos ovos foi engendrada pelos professores? Claro que, à boleia da Helena, logo aparecem os comentadores do costume a instigar o ódio à classe dos professores.
    Em matéria de conspiração/orquestração, uma cena “à Marinha Grande” vinha mesmo a calhar à ministra. Não é assim, Helena?

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  42. SG's avatar
    12 Novembro, 2008 11:21

    Por vezes as coisas não são como parecem. Quem lá está e vive é que sabe mais alguma coisa..

    “Os professores não estiveram envolvidos. o que aconteceu foi que à hora do toque se dirigiram para as salas e não tinham alunos. Foram saber deles e viram-nos à entrada. procuraram persuadi-los a entrar e dissuadi-los (eu sei que ninguém vai acreditar, mas foi o que foi!).
    Foi à hora de almoço, muitos professores entravam ou saiam da escola. Ficaram a proteger os alunos da carga da polícia e a tentar serenar os ânimos. Eis a verdade.

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  43. Desconhecida's avatar
    José permalink
    12 Novembro, 2008 11:33

    “Como se avalia um juiz? Pelo número de sentenças que profere durante um ano? E se elas forem injustas? Pela percentagens de sentenças justas? E quem determina a justiça dessas sentenças? Repetem-se todos os julgamentos?” – Anabela.

    Um juiz avalia-se por inspecções regulares ( de três em três anos, em princípio), em que o seu trabalho concreto é escrutinado processo a processo e a sua assiduidade e comportamento idem. É aí que são analisadas as razões de atrasos dos processos e modo de dominar as matérias e assuntos.

    Há porém, uma coisa que os inspectores não avaliam, porque não podem legalmente: a decisão em si mesma. Para isso, há os recursos. E os juízes são independentes e não podem estar sujeitos a críticas sobre a decisão concreta, a não ser em tribunal de recurso.

    Os avaliadores são inspectores do CSM e que são designados entre juízes mais velhos e experientes e com provas dadas de conhecimento.

    Os magistrados do MP é igualzinho, porque o modelo funciona assim há décadas.
    Funciona bem,m no sentido de justo e objectivo? Nem por isso.

    Pelo simples motivo de que os “colegas” inspectores acabam por ser muito condescendentes e o respectivo Conselho idem. Quase todos os juízes têm nota para progredir e muitos deles, não merecem.

    O problema é assim, o da avaliação ser interna e por pares. Mas não há outro modo, parece-me. Uma solução seria mudar os inspectores de três em três anos. Mas não há gente para isso e as ajudas de custo, pagas desde Lisboa, para todo o país, sabem muito bem aos inspectores…

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  44. Pedro's avatar
    Pedro permalink
    12 Novembro, 2008 11:43

    Ao comentador do post 26:

    Fui aluno no Leonardo Coimbra há já 24 anos (tinha então 11 anos) e já naquela altura era uma escola muito problemática que figurava na “lista negra” das escolas do Porto. E depois? que é que isso tem a ver com o post que Helena colocou?
    As diferenças entre o antes (em 1984-85) e o agora são:
    – aos “paizinhos” que iam para a escola ameaçar e agredir professores e até outros alunos, chamava-se a polícia e pronto não repetiam a gracinha…hoje em dia, os professores escondem-se de vergonha (e para mim são vitimas porque se colocam nessa situação)
    – aluno que faltasse chumbava sem apelo e sem agravo…agora que se tenta corrigir essa situação é ver professores ao lado de alunos a atirar ovos à Ministra…
    – aluno que não tivesse aproveitamento chumbava, agora é amparado até pelos próprios professores para cumprir as estatísticas que se querem cumprir a todo o custo e criadas por políticas que estes mesmos professores nunca se deram ao trabalho de contestar seriamente.
    Não deixa de ser curioso que as maiores manifestações levadas a cabo pelos professores sejam motivadas por questões, na minha opinião, laterais e que nunca se tenham manifestado da mesma forma quando sucessivas politicas foram enfraquecendo a sua posição na escola…porquê? É um enfado tão grande que só quando os obrigam a trabalho extra é que se mobilizam desta forma? E porque razão nunca se mobilizaram para resolver os problemas de fundo da Educação?
    Toda a minha vida de estudante foi feita no ensino público, desde a Primária à Universidade, e mesmo tendo frequentado uma escola como o Leonardo Coimbra no meu preparatório (e vi muita coisa má naquela altura), as bases e a formação que recebi ao longo desse período foram de boa qualidade. Hoje em dia, infelizmente, e sendo pai de 2 meninas, não pondero colocá-las no ensino Público porque se antes existiam problemas e os Professores eram parte da solução, actualmente são também parte do problema.

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  45. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    12 Novembro, 2008 11:49

    A Helena está a aconselhar as “familas portuguesas” a não entregar os seus filhos nas mãos dos professores de Fafe que atiraram ovos à ministra? Não vê aqui nada de ridiculo?

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  46. Desconhecida's avatar
    cão-tribuinte permalink
    12 Novembro, 2008 11:51

    sobre a “justiça de Fafe”
    nas feiras vendiam um prato com a inscrição
    «com Fafe ninguém funfa»
    sociedade machista com viagra de contrafação

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  47. Desconhecida's avatar
    Olp permalink
    12 Novembro, 2008 11:51

    Aiiiiii tadinhos…belo convite…passar uma semana na escola.
    Pois eu não passo, desisti de passar quando descobri (muito antes de ter “descobrido” o barulho nas cantinas) que me arrastaria por lá anos a fio com uma boa parte de colegas que fazendo ou não fazendo, se interesssando ou não, se empenhando ou não, teriam exactamente o mesmo que teria qualquer outro.
    Pelo contrário, eu pelo menos não acho que dos 120.000 poucos serão burros como lhe chama.Tão inteligentes o foram que deixaram os sucessivos ministérios e politicas de “educação” arrastarem-nos para um atoleiro e nunca se importaram muito, ou pelos menos não fizeram manif nenhuma que se visse. Inteligentes suficiente para, enquanto não lhes tocassem nos seus interesses tudo valia, ou quase.
    Só não vale agora.
    E digo-lhe mais….. caso este ministério tivesse feito todas estas “reformas” mas nao tivesse tocado nas carreiras o céu da qualidade do ensino seria o limite e estaria tudo bem.

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  48. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 11:58

    Foi uma pena nenhum aluno ter filmado aquele professor a tombar desmaiado com a agressão do pai que entrou pela sala dentro. Se assim não fosse, estaríamos aqui a discutir realidades muito mais chocantes da vida quotidiana das escolas. Daqui para a frente, qualquer governo que não queira discutir assuntos de qualquer ministério tem apenas de fazer uma coisa: inventar um processo de avaliação que anestesie o país.

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  49. zedeportugal's avatar
    12 Novembro, 2008 11:59

    Creio que chegou o momento das famílias portuguesas defenderem que os seus filhos não podem continuar entregues a gente desta.

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  50. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 12:02

    Pode deduzir-se que as centenas de pessoas que estão na 5 de Outubro e os pais dos meninos intregram um mundo à parte.

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  51. Desconhecida's avatar
    José Manuel permalink
    12 Novembro, 2008 12:08

    Só por má-fé é que se pode dizer que foram os professores que atiraram ou incitaram a atirar ovos à Ministra.

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  52. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 12:10

    “as centenas de pessoas que estão na 5 de Outubro”

    Ora, aqui estão os CANCROS dfa Educação em Portugal.

    Não são os alunos, ou os Professores que são muito maus. Os alunos e os Professores são o reflexo da miséria que são os Pais (porque não exigem mais e aceitam a mediocridade) e a MISÉRIA que é a 5 de Outubro, verdadeiro Império do Eduquês e da “Escola Democrática”!

    Não vale a pena chorar. Aguentem, que a descida ainda nem vai a meio….

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  53. Fernando's avatar
    Fernando permalink
    12 Novembro, 2008 12:11

    No Rádio Clube, hoje de manhã, mais um jornalista (?) com graça, sobre as manifestações em Barcelona contra a Nissan: Não é só em Portugal que os manifestantes atiram ovos. É uma comparação lamentável. O que está em jogo na Catalunha é o desemprego. O que se joga em Portugal é a mediocridade. O ensino público bateu no fundo e a maior quota de responsabilidade é dos professores. Tenho pena de o dizer já que sei que estou a ser injusto para alguns.

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  54. Pedro Tomás's avatar
    12 Novembro, 2008 12:24

    Espero que alguns responsáveis Sindicais e Professores tenham bem a noção do exemplo que estão a dar, ouvi ontem um Professor a saudar esta atitude e pela Blogosfera não faltam saudações e aplausos aos ovos arremessados, cuidado com o que se pode estar a passar no interior das nossas Escolas, que esta luta não transporte para os Alunos as frustrações de alguns!

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  55. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 12:27

    “Só por má-fé é que se pode dizer que foram os professores que atiraram ou incitaram a atirar ovos à Ministra.”

    Tem razão, mas isso deve-se ao facto de já estar muito coçada a frase “eu conheço-os bem e são todos comunistas”.

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  56. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 12:28

    Pedro Tomás,

    A questão é a razão pela qual antes não se atiravam ovos e agora se atiram.

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  57. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    12 Novembro, 2008 12:37

    Por princípio não concordo que se atirem ovos o que quer que seja como forma de protesto. Muito menos contra pessoas. E realmente caso possa escolher os professores dos meus filhos não escolho nenhum daqueles professores que naquela manifestação atiraram ovos à ministra ou não protestaram quando os seus alunos o fizeram.

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  58. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 12:45

    «pergunto se vamos continuar a impedir as famílias de escolherem a escola que querem»

    Este sim é um argumento. O resto que escreveu constitui material opinativo moldado em forma de factos.

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  59. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 12:49

    «daqueles professores que naquela manifestação atiraram ovos à ministra ou não protestaram quando os seus alunos o fizeram»

    esclareça-me:
    1. houve professores a atirar ovos?
    2. algum jornalista procurou recolher a opinião dos professores presentes relativamente ao incidente?

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  60. Piscoiso's avatar
    12 Novembro, 2008 12:53

    ihihih
    Ainda não repararam que HM é feminista.
    Se em vez de ministra fosse um ministro, o post aplaudia professores, alunos e vendedores de ovos.

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  61. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 13:01

    # 57

    Patético o que acaba de escrever. Como jornalista já se informou sobre o que se passou?

    Os jornalistas não são obrigados a relatar FACTOS?
    Não têm uma carta deontológica?

    É grave o que disse no seu comentário. Muito grave. É jornalista, não é?

    Deveriam pugnar por uma Ordem Profissional.

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  62. Francisco's avatar
    12 Novembro, 2008 13:02

    Não se terão inspirado, estes alunos, nos exemplos de boas-vindas que os actuais governantes davam, na época, como alunos, ao Américo Tomás?

    Bom observador o autor do comentário acima transcrito!

    De qualquer modo, não se podem apoiar ou alimentar nos “catraios” formas de protesto quase a roçar a violência.
    A manif dos professores foi pacífica.Não se lhes impute mau exemplo.
    E a ministra que esbata a arrogância. E ela e Sócrates a teimosia!

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  63. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 13:08

    # 59

    Já se sabe o que aconteceu.
    Os professores tiveram que ir à rua defender os alunos. A polícia resolveu “cair” sobre os alunos. “Carga policial” sobre jovens?!
    Os professores interpuseram-se. Não o permitiram!

    Se tocam num aluno, um professor defende e se for necessário ATACA.

    Se tocassem num aluno meu, eu cegava. Entendido?

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  64. salvaterra's avatar
    salvaterra permalink
    12 Novembro, 2008 13:09

    Tem toda a razão Helena.
    Ainda que possa haver muitas razões para criticar as políticas do ministério da educação, não vejo é ninguém a criticar o facilitismo em tudo o que respeita ao ensino, nem sindicatos nem alunos, estas coisas nós bem sabemos como acontecem. Aqui há tempos, algures em Trás-os-Montes, quando um bando de adultos insultou um ministro, identificados como professores, também nos vai dizer aqui o comentador Jorge, que eram alunos. Com aquele tamanho só se fossem das novas oportunidades.
    E fui só eu que vi agora em Fafe um professor a solidarizar-se com o protesto dos alunos?
    Há quanto tempo está em vigor o actual regime de faltas dos alunos? E a garotada só agora descobriu que aquilo era “um código penal”? Um código penal? Um regime facilitista, que tanto faz irem às aulas ou não e no fim até há um Conselho Nacional da Educação a propor que não haja chumbos até ao 9º ano e dizem que isto é um código penal?
    Aparentemente têm é mais trabalhos marcados, mas façam-nos ou não, é ver os resultados finais, dum momento para o outro, as retenções caíram a pique e as notas dos exames foi o que se sabe. Um autêntico milagre em Portugal. O facilitismo nunca preocupou sindicatos e uma grande maioria dos alunos. E agora preocupa-se o Mário Nogueira que ainda haja uma incidência de 6,5% no peso da avaliação dos professores sobre os resultados apresentados pelos alunos e que o ministério ande a trabalhar para a estatística. Mas há quanto tempo é que a nível do ensino se anda a trabalhar apenas para a estatística? E nisso os sindicatos são coniventes. Queixarem-se agora é mero oportunismo político. O mesmo facilitismo querem para a avaliação dos professores. A proposta da Fenprof que em nada difere do que já existia até agora, é bem elucidativa da exigência que pretendem. Nenhuma. O mero preenchimento duma ficha de auto-avaliação que leva a que todos, competentes e incompetentes, dedicados e baldas cheguem todos ao topo da carreira.

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  65. salvaterra's avatar
    salvaterra permalink
    12 Novembro, 2008 13:20

    A prova de que há mero oportunismo político, veja-se a notícia que está no Público, que só não meto o link porque desfigura aqui um pouco o blog e que já vale tudo. Nem eles já se entendem.

    “Luís Lobo, dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) e membro do secretariado nacional da Fenprof, admitiu hoje que “não correspondem à verdade” as acusações feitas pelo dirigente daquela federação, Mário Nogueira, à Direcção Regional de Educação do Centro, segundo as quais esta teria dado instruções aos conselhos executivos das escolas para não cederem instalações para reuniões gerais de professores.”

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  66. RM's avatar
    12 Novembro, 2008 13:32

    os anjos (Mário Nogueira) tb mentem…. 🙂

    “SPRC admite que acusação da Fenprof à DREC não corresponde à verdade”
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349753&idCanal=58

    e logo assim desmentido por um camarada…

    🙂

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  67. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 13:33

    «Deveriam pugnar por uma Ordem Profissional.»

    e toda a dissidência será calada

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  68. RM's avatar
    12 Novembro, 2008 13:37

    pergunto-me ainda pq é que as escolas são obrigadas a deixar realizar-se no seu interior reuniões de sindicatos!
    têm dinheiro para autocarros e bandeirinhas e não têm para alugar uma sala de vez enquando?

    não percebo..

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  69. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 13:53

    Penso que a solução passará mesmo pela privatização do ensino, se tivermos em conta a fatia do orçamento de Estado destinada à educação e os resultados práticos obtidos com a classificação final dos alunos.

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  70. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 13:57

    Não houve ninguém que tivesse aconselhado o PM a não se meter na boca do lobo?

    Os professores trabalham com jovens e crianças e neste momento SABEM de realidade vivida nas escolas que os estão/vão prejudicar. Aos seus alunos.

    Os professores entraram em COMBATE. Tocaram-lhes nos SEUS ALUNOS E NO ÃMAGO DA RAZÃO DA ESCOLA – PROFESSORES E ALUNOS.

    Tornaram-se “galos/galinhas” de combate. Ninguém os segura mais.
    Ninguém.

    Os professores JÁ estão em combate!

    Saltaram das “trincheiras” onde estavam meio “escondidos”.
    Ninguém os detem.

    Quanto mais tocam nos seus alunos, mais eles combatem.

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  71. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 14:00

    “pergunto-me ainda pq é que as escolas são obrigadas a deixar realizar-se no seu interior reuniões de sindicatos!
    têm dinheiro para autocarros e bandeirinhas e não têm para alugar uma sala de vez enquando?”

    No dia em que acabarem os Sindicatos, acaba-se o salário mínimo, o horário laboral, os fins de semana, etc.

    PS Não me identifico com a generalidade dos sindicalistas, mas são necessários a uma sociedade livre.

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  72. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 14:03

    que coisa ridícula: «Tocaram-lhes nos SEUS ALUNOS E NO ÃMAGO DA RAZÃO DA ESCOLA – PROFESSORES E ALUNOS.»

    não, no que lhe tocaram foi no bem bom em que viveram tantos anos, com progressão de carreira e vencimentos sem avaliação, sem competição, sem distinção entre quem se esforça e quem mandria, tudo numa imensa carneirada acéfala.
    Era mesmo só o que faltava vierem agora os professores dizerem que lutam por causa dos seus alunos. Sejam crescidos e reconheçam ao menos que lutam pelos seus direitos e interesses.

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  73. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 14:03

    «Aqui há tempos, algures em Trás-os-Montes, quando um bando de adultos insultou um ministro, identificados como professores, também nos vai dizer aqui o comentador Jorge, que eram alunos.»

    Salvaterra, você em vez de comentar o que aqui escrevi lança processos de intenções. Fica-lhe mal. Não vou por aí.

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  74. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 14:04

    Aqui está uma treta que não me agradou.

    Pelo que sei os miúdos vieram para a rua porque não lhes agrada o tal estatuto do aluno. O principal motivo prende-se com as faltas (dá ideia que eles exageraram porque agora nem com justificação contam e são obrigados a fazer exames quando regressam às aula, mesmo tendo estado doentes). Mas o resto do que diz o estatuto ainda é pior- porque impede que sejam mandados para a rua, tal é a burocracia inventada.

    Por isso, aquela manif nunca devia ter por lá profs à mistura.

    Se os alunos saíram das aulas, a eles restava-lhes voltar para casa. Porque nenhum professor é responsável pelo que se passa na rua.

    No máximo tinham informado os pais e eles que fossem para lá, ou atirar ovos, ou responder pelos filhos.

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  75. roídodefundo's avatar
    roídodefundo permalink
    12 Novembro, 2008 14:06

    Jorge Diz:
    12 Novembro, 2008 às 9:47 am
    Ó Rm, toma por certas as declarações duma miúda de 14 anos (?) que começa por dizer “acho que”. Conhece a piada da compatibilidade mental? lol (sem ofensa, vale?)

    Eu por acaso tenho uma filha de 14 anos que me contou á algum tempo, que no passado ano lectivo tinha uma professora que aproveitava as aulas para convencer os alunos das más intenções da Ministra da Educação, agora, depois de ler o seu comentário, já fiquei com dúvidas se ela me estaria a mentir.

    gauss Diz:
    12 Novembro, 2008 às 10:26 am
    Em vez de ovos deviam atirar bolas de bilhar….

    Oxalá nenhum aluno se inspire nas suas palavras, quando por exemplo algum professor lhe quiser tirar o telemóvel.

    Penso que o comentário 22 de Olp resume a questão muito bem.

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  76. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 14:07

    Gabriel,

    «e toda a dissidência será calada»

    eventualmente… mas também haveria eleições para corpos gerentes e as propostas que se apresentassem ao ME não sairiam dos interesses políticos dos sindicatos mas sim das votações dos professores.

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  77. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 14:09

    roídodefundo, não mistifique. O que escrevi refere-se a uma situação concreta e que todos nós podemos observar.

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  78. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 14:13

    Zazie (73)

    Conheço o estatuto do aluno por causa dos meus filhos. E parece-me coerente.
    As faltas podem ser justificadas ou injustificadas nos moldes habituais.

    Mas quando atingem certo número ou seja, quando o aluno faltou X dias ás aulas de uma disciplina, terá de fazer uma prova de recuperação. É lógico. Se faltou à matéria terá de estudar, tentando recuperar o tempo perdido. Caso contrário, seria um aluno a mais na sala sem conseguir acompanhar a matéria. Se porventura falhar no teste, terá acompanhamento especifico, com aulas extra. Também me parece bem, tentando-se que o aluno recupere aquilo que é sua obrigação de aprender.
    Sinceramente, não vejo o que tal esquema possa ter de errado e julgo bem melhor do que o modelo anterior.

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  79. A. R's avatar
    A. R permalink
    12 Novembro, 2008 14:13

    De acordo aparte o Alberto João que ainda vai tendo umas ideias e fez uma avaliação sem papelada e com os mesmos resultados da avaliação que iríamos ter com papelada.
    Quanto aos ovos … também não me parece muito mal. Ajuda a revitalizar as capoeiras e no fundo partiram de uma mole que vai sendo tratada como frango de aviário e gosta: o pior vai ser quando forem colocados de cabeça para baixo no funil do mercado de emprego.

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  80. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    12 Novembro, 2008 14:21

    “Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra ”

    Helena Matos, foi isto mesmo que se passou?

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  81. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 14:30

    FAFE 5/ MINISTRA ZERO OU “Ó PERNAS PARA QUE TE QUERO”

    “Alunos expulsam ministra de Fafe”

    Notícia IOL

    A “coisa” está a ficar feia… Só falta vir dizer que foram os professores que instruíram os alunos nessa dos ovos… MAS: FOI UM CASO ISOLADO!!

    http://www.sinistraministra.blogspot.com/2008/11/fafe-5-ministra-zero-ou-pernas-para-que.html

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  82. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 14:33

    os alunos são, também, um reflexo dos seus professores

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  83. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 14:33

    # 79

    Se algum professor tivesse dito uma coisa dessas arriscar-se-ia a eles (jovens) puderem vir a fazer o mesmo na escola!!!

    Imagine o problema que iriam arranjar para eles próprios, professores!

    As pessoas não enxergam que trabalhamos com JOVENSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!

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  84. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 14:36

    Quando se manifestou chocado com os ovos, o PM desta nação poderia ter-se pronunciado sobre a recepção na CML a um jornalista a propósito dos contentores. Ele e muitos outros democratas, que se dedicam a dançar a música que o PS está a dar a Portugal enquanto se afunda.

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  85. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 14:37

    # 82

    OS ALUNOS SÃO ADOLESCENTES.

    Ainda bem que são adolescentes.

    Será que NUNCA foi ADOLESCENTE?

    Mas os alunos são sobretudo fruto da educação dos pais e das Tv/s, etc.
    Muito fazem os professores para tentar dar-lhes algo mais…muitos pais não têm para dar.

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  86. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 14:39

    Chutar para canto: se os professores não influenciam os alunos, o que estão eles lá a fazer?

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  87. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 14:45

    “As criaturas a quem entregamos os nossos filhos”

    Apetecia-me mandar-lhe com qualquer coisa á cabeça.

    Tenho esse direito, não é verdade?
    Está-me a faltar AO RESPEITO.

    PERCEBE?

    ENXERGA?

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  88. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Novembro, 2008 14:47

    62 – Foi com o curriculo de atirarem ovos e tomates ao Tomás que alguns chegaream a ministros.
    Quem sabe se alguns destes alunos daqui por uns anos também lá chagarão

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  89. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    12 Novembro, 2008 14:47

    Fui fazer uma pesquisa rápida pelos media, sobre essa coisa terrivel, apocalíptica, que aconteceu em Fafe e que está assustar a Nação e as “Familias Portuguesas” em particular, e que motivou o post “As criaturas a quem entregamos os nossos filhos”. E continuo à espera que a Helena Matos, que é jornalista, nos indique as fontes que lhe permitem dizer isto: “Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra ”

    Aqui vão alguns links.

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349665&idCanal=58

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=ed40e6c1-ff04-4fb3-a203-5b4be438007e&contentid=0EB23BCD-B39C-4453-BEBA-1AD1437EB7D0

    http://professores-teachers.blogspot.com/2008/11/maria-de-lurdes-rodrigues-recebida-em.html

    http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=372368&tema=27

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1042449

    Gabriel Silva, já agora, quanto a “se os professores não influenciam os alunos, o que estão eles lá a fazer?”, faz-me pensar que para si os professores devem susbtituir a familia. Muito me conta… E também estou interessado em saber a sua opinião sobre o que se passou.

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  90. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 14:51

    # 86

    Os Professores INFLUENCIAM OS SEUS ALUNOS (todos andámos na escola, não é verdade? TODOS)
    Também andou na escola, certo? Foi “influenciado”.

    Uma influência, claramente dos professores. Um exemplo de um nossa ex-aluna, além do seu exemplo, claro.

    “Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

    Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
    Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
    O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
    De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
    Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
    Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
    Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
    Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
    Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
    Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
    Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
    Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
    Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
    Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
    Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
    Nisto a porta abriu-se repentinamente.
    Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
    Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
    Que loucura, meu Deus!
    Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
    Só que, as condições eram estas:
    Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
    O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

    Fernanda Braga da Cruz

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  91. Piscoiso's avatar
    12 Novembro, 2008 14:53

    Até os ovos são classificados.
    Em categorias A e B.
    Os A ainda podem ser:
    XL
    L
    M
    S
    como as peúgas.

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  92. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 14:53

    desconversa.

    é sempre a mesma coisa: fala-se em termos gerais e vai-se buscar um caso particular qualquer.

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  93. Desconhecida's avatar
    José Manuel permalink
    12 Novembro, 2008 14:57

    “Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra ”

    “Helena Matos, foi isto mesmo que se passou?”

    Ainda não perceberam que a Helena Matos é daquelas que atira a pedra (ou o ovo) e esconde a mão? Lança uma insinuaação (insinuar que os profs atiraram oos ovos)que sabe que não é verdadeira nem sequer foi testemunhada por ninguém, muito menos pela colega do Publico, para fazer passar a sua mensagem subliminar.
    Helena: Isso não é jornalismo, é intriguice!

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  94. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    12 Novembro, 2008 14:58

    Fui fazer uma pesquisa rápida sobre esta coisa terrível, que meteu ovos e se passou em Fafe, que abalou Portugal e particularmente as “Famílias Portuguesas”, motivando um post apocalíptico da Helena Matos sobre as “Criaturas a quem entregamos os nossos filhos”. São só uns linkezitos feitos por um amador. A Helena Matos, que é jornalista, deverá ter dados melhores do que os meus para dizer “Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra…” Não quero crer que entregamos a nossa Informação a… pessoas irresponsáveis. E a Helena não é obviamente irresponsável e portanto irá revelar as suas fontes seguras.

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349665&idCanal=58

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=ed40e6c1-ff04-4fb3-a203-5b4be438007e&contentid=0EB23BCD-B39C-4453-BEBA-1AD1437EB7D0

    http://professores-teachers.blogspot.com/2008/11/maria-de-lurdes-rodrigues-recebida-em.html

    http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=372368&tema=27

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1042449

    Há por aqui de tudo, mas há elementos comuns que se podem aproveitar. A palavra à Helena Matos, que é a profissional disto.

    Gabriel Silva, sobre isto: “se os professores não influenciam os alunos, o que estão eles lá a fazer”? Quer então dizer que o papel dos professores é substituírem-se à família no ensino de boas maneiras aos putos. Muito me conta….

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  95. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 15:02

    As criaturas a quem entregamos os nossos filhos

    Entreguei os meus cinco filhos a “essas criaturas” e nunca me arrependi de o fazer. Estou-lhes grato por me terem ajudado a preparar-lhes o futuro e a fazerem deles pessoas dignas e com sentido de vida.

    Bem melhor diria HFM se intitulasse o mote:
    As criaturas a quem os portugueses estão entregues.

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  96. zedeportugal's avatar
    12 Novembro, 2008 15:02

    Alguém pode libertar os meus comentários de há 2 horas atrás, que devem ter ficado retidos por causa de terem 1 link todos eles?
    Prometo que todos eles são muito a propósito, divertidos, incisivos e até pedagógicos.

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  97. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 15:03

    As criaturas a quem os portugueses estão entregues

    As criaturas e seus acólitos, entenda-se.

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  98. Piscoiso's avatar
    12 Novembro, 2008 15:03

    Não desconverse, porque em termos gerais os ovos são uma realidade.

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  99. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 15:11

    Estou a ver que em democracia não seria possível um maio de 68.
    Que democracia é esta?

    Qual é o mal de arremessar ovos?

    Cada um tem o que mereçe e esta ministra mostrou uma falta de nível encrivel ao vir falar em cima da manif.

    Os alunos não tÊm a comunicação social para serem mal educados e pouco democráticos, por isso recorrem aos meios que podem….deixem-se de balelas..

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  100. zedeportugal's avatar
    12 Novembro, 2008 15:12

    Insurjo-me contra a prisão preventiva dos meus comentários, só porque tinham um linquinho. Nem sequer tiveram oportunidade para ser julgados… I

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  101. h5n1's avatar
    h5n1 permalink
    12 Novembro, 2008 15:12

    Discutem-se os ovos, debatem-se as capoeiras, mas não se interroga o que levou à transformação da educação numa prática de avicultura industrial: a ideologia terapêutica da escola-monopolista de Estado.

    O eduquês, filho predilecto daquela ideologia, é a causa básica dos males que afectam o processo educativo, ao deformar toda a relação pedagógica e ao remeter o docente para um papel subsidiário, de mero funcionário do Estado, enquanto difusor e agente das instruções dos organismos transnacionais (nomeadamente da “Estratégia de Lisboa”, lembram-se?)

    E nesta perspectiva, todos os partidos com representação na AR perfilharam e alimentaram o tumor que tomou conta e colonizou a educação em Portugal.

    Os docentes foram atrás do som da música do eduquês, conduzido pelos especialistas, terapeutas e sindicatos, e todos colaboraram, mais ou menos alegremente, em todo o processo da “escola inclusiva e igualitária”.

    Não vale a pena iludir a realidade: a maioria alinhou e só uma minoria resistiu e criticou o processo de desvalorização e centrifugação do docente na escola.

    Muitos ainda acreditam que os malandros estão todos neste governo…

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  102. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 15:14

    zedeportugal

    sorry, terá de escrever outra vez, pois não estão lá.

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  103. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 15:16

    Gauss,

    «Estou a ver que em democracia não seria possível um maio de 68»

    se se refere ao maio de 68 da República Checa, esse de facto não ocorreu numa democracia, mas tentavam instalar uma.

    se porventura se se refere a paris maio de 68, os eventos foram de forma geral tudo menos democráticos.

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  104. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 15:18

    #44

    A Escola Leonardo Coimbra já passou por melhores dias, agora não se ensina passa-se o tempo o melhor possível.

    insisto passem uma semana numa escola destas, e sintam quantas vezes são insultados…

    a degradação é completa e ai de quem tocar nos meninos, leva porrada do gang… ou o carro aprecece um pouco amolgado vá…

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  105. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 15:23

    Baralhando e voltando a dar cartas:

    Como alguém já disse por aqui: SE SÓCRATES E OS SEUS PONTAS DE LANÇA DA NET DISSEREM QUE OS CAVALOS VOAM, AMANHÃ HÁ MUITO INGÉNUO DE NARIZ NO AR”

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  106. Desconhecida's avatar
    gauss permalink
    12 Novembro, 2008 15:25

    boa Almeida. o magalhães é porreiro pá…outro mito

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  107. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 15:28

    Caramelo (94)

    «Quer então dizer que o papel dos professores é substituírem-se à família no ensino de boas maneiras aos putos. Muito me conta….»

    saberá, certamente melhor do que eu, a diferença do significado entre «influenciar» e «substituírem-se à família».
    Que a primeira ocorre, parece-me óbvio quando se passam 4, 6 ou mais horas x 5 dias por semana, sem no entanto que isso implique, nem de perto nem de longe, a aceitação da segunda.

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  108. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    12 Novembro, 2008 15:33

    Tenho aí em cima dois comentários quase iguais, no 89 e no 94. Como o primeiro não entrou, fiz outro e tal. O segundo comentário esclarece um pouco melhor o que pretendo da Helena e do Gabriel, se me quiserem dar a honra de uma resposta.

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  109. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    12 Novembro, 2008 15:37

    Olha, o Gabriel já me respondeu. Gabriel, você é muito subtil. Para mim, que sou mais grosseiro, a diferença entre influenciar e educar não é assim tanta como isso. De qualquer forma, será que noto aí um pequeno desvio à teoria de que os professores se devem limitar a ensinar o programa, deixando a moral e os comportamentos sociais para a Familia?

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  110. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 15:38

    Bem o Caramelo pode esperar sentado. Respondiam às questões que levantou em 94 e ficavam com o “balão” rebentado?

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  111. anabela's avatar
    12 Novembro, 2008 16:04

    Só título deste post já É UMA TOTAL FALTA DE PRINCÍPIOS!!! E de Educação. Quanto mais “jornalista” ou “cronista” …!!!

    AS CRIATURAS A QUEM ESTÁ ENTREGUE A INFORMAÇÃO DESTE PAÍS.
    Incompetente. Como jornalista.
    Deveria ser o título adequado, não considera?

    Se fosse avaliada, diga lá, que CLASSIFICAÇÃO MERECIA? Ir para a rua.

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  112. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 16:11

    Outros comentários:

    «eu estava la e foi lindo!
    em relçao a policia basta dizer lamentavel fomos agredidos e ainda nos tiraram o nosso megafone!
    com gente de fafe ninguem se mete
    em relaçao aos ovos….obrigado pingo doce por estarem tao baratos»

    «pa proxima serao ovos leite e farinha caro amigo!
    os ovos eram pa ministra eles metem se levam com eles
    o megafone mandaram me ir buscalo a esquadra de guimaraes!»

    «eu nao la vou x)
    alem de ser maior de idade ja tive naquela esquadra»

    «a policia nao tem o direito de nos tirar o megafone
    nós nao estavamos a insultar ninguem
    cada vez que voavam ovos levavam u mrapaz qualquer nós nao deixamvamos e puxavamos os rapazes ai a policia comecou a dar pontapes e a bater uma amiga minha puseram na a deitar sangue pela cabeça isso não se faz! eles vieram trazer a insegurança»

    Fonte:http://www.indiscutivel.com/noticia?id=141492/0003cc8a0003cc940003cc9f0003cca2

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  113. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:17

    Gsbriel:

    Estou muito a leste destas coisas e o que sei é apenas pelo que me contam amigos meus que são profs.

    Em relação às faltas fui informada ontem.
    O que depreendi é que se torna disparatado um sistema de faltas que não permite o chumbo.

    As percentagens pareceram-me exageradas. Na prática, basta uma semana doente para ultrapassar o nº permitido e tanto conta falta por indisciplina como doença.

    A dita recuperação não sei. Contaram-me que eram aulas especiais e testes.

    Se isto é assim, seja com justificação, seja sem ela- incluindo por punição de mau-comportamento, então as faltas ainda beneficiam, quem falta.
    ………..
    De resto, o que é mesmo caricato são estas propostas do ministério que querem tudo e o seu contrário.

    Quem dar doces aos alunos facilitando-lhes tudo- incluindo a inexistência de punições ou exigência de aprendizagem; querem beneficiar os profs inventando falsas avaliações para beneficiarem as estatísticas de falsos “sucessos” dos alunos, e pouparem dinheiro, com o afunilamento da carreira.

    Em relação a este último ponto não sei. Nunca achei que, por comparação com os outros países os profs fossem mal pagos.

    Mas sei que isto não tem absolutamente nada a ver com o menor pensamento sobre o ensino, por parte de quem anda a brincar com estes truques manhosos e desbocados.

    São jogos de faz-de-conta, é a única conclusão que se pode retirar. Só que um deles é governamental e logo por aí fica tudo alterado, em matéria de responsabilidades.

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  114. goodfeeling's avatar
    goodfeeling permalink
    12 Novembro, 2008 16:17

    Gabriel Silva, sobre isto: “se os professores não influenciam os alunos, o que estão eles lá a fazer”? Quer então dizer que o papel dos professores é substituírem-se à família no ensino de boas maneiras aos putos. Muito me conta….

    O papel dos pais é só o transportar as crianças de casa para escola e de escola para casa, dar-lhes tudo o que querem e chatearem-se pouco…

    A escola que trate dos putos que os pais não estão para isso.

    “Creio que chegou o momento das famílias portuguesas defenderem que os seus filhos não podem continuar entregues a gente desta.”

    ó Lena, mas os pais querem é que os filhos estejam na escola. iam lá tirá-los de lá. assim pelo menos não os chateiam durante parte do dia, e à noite lá t~em televisão ou computador.

    “Em primeiro lugar não aprendem nada”, a escola é apra aprender? com as passagens obrigatrias até ao9º/12º ano, será mesmo para aprender? ou será mais um jardim de inf~encia para uns putos mais crescidos?
    “em segundo ficam mal formados enquanto cidadãos.”
    A última geração de portugueses bem formados que existe deve hoje rondar os 50/60 anos… por baixo. Eu pessoalmente tenho a sensação que já finou toda.

    Portanto, ó lena, queixa-se propriamente de quê? Dos professores ou da sua incapacidade para educar filhos?

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  115. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 16:20

    Gabriel Silva Diz:
    12 Novembro, 2008 às 4:11 pm

    Não concordo com a forma como os “catraios” protestaram. Roçaram quase a violência e isso não pode ser aplaudido. Mas, Gabriel Silva, sabe bem o que é ser jovem, de sangue na guelra, generoso e, muitas vezes, imaturo nos seus actos.
    Lembre-se dos anos 60 e dos, por vezes, igualmente exagerados protestos estudantis.
    Não valorize os “desabafos” infantis que aqui acabou de transcrever. Nada acrescentam ao que por aqui se discutiu.

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  116. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:20

    Ah, mas verdadeiro massacre é o nº de horas que os miúdos passam na escola- Esse horário das 8 da manhã às 6 da tarde, apenas com intervalo para almoço e os outros de poucos minutos entre as aulas é criminoso.

    E nem sei como é que os pais aceitam. Eu estava mesmo a leste que estas coisas já tivessem atingido este descalabre.

    10 horas diárias na escola com média de 16 disciplinas para, na volta, não aprenderem nada?

    Está tudo louco?

    Isto é admissível?

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  117. Luís Cardoso's avatar
    12 Novembro, 2008 16:22

    As criaturas a quem entregamos os nossos filhos?

    muito bom título…

    de que CRIATURA acéfala terám partido estas palavras???

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  118. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:24

    Mas isto serve para dizer que acredito perfeitamente que a manif tenha sido inventada por eles.

    E os meus amigos profs também têm essa ideia porque os miúdos também foram enganados.

    Ou seja- vive tudo num sistema de facilitismo e, de um dia para outro, por absoluta estupidez, pretende-se atirar poeira para os olhos, inventando medidas disparatas que só servem para empatar.

    Deixar faltar, não se chumbar por nenhuma razão; deixar que os profs continuem a fazer aquelas imbecilidades de “acções de formação” agora até à custa da suposta pedagogia escolar, ficar tudo a fingir que se avalia uns aos outros e, na volta, darem-lhes ainda mais trabalho com a finalidade de lhes cortarem ordenados- está visto que é coisa imbecil e quem a inventou é que devia ser chumbado.

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  119. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 16:26

    O que eu considero bem mais grave, sei lá se mais imatura que as frases da pequenada, foi o título que HFM entendeu encabeçar esta discussão:

    AS CRIATURAS A QUEM ENTREGAMOS OS NOSSOS FILHOS

    Esta frase não é séria ou tem objectivos concretos que eu me dispenso de qualificar.
    E garanto-lhe que não sou nem nunca fui professor.

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  120. Luís Cardoso's avatar
    12 Novembro, 2008 16:26

    não foi com erro foi propositado:
    terám…

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  121. Vítor's avatar
    Vítor permalink
    12 Novembro, 2008 16:27

    Depois de ver os comentários da Anabela e demais professores passei a ser um apoiante do cheque-ensino.

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  122. Desconhecida's avatar
    Almeida permalink
    12 Novembro, 2008 16:28

    Antes que leve nota negativa, corrijo para:

    O que eu considero bem mais grave, sei lá se mais imaturo que as frases da pequenada, foi o título com que HFM entendeu encabeçar esta discussão:

    AS CRIATURAS A QUEM ENTREGAMOS OS NOSSOS FILHOS

    Esta frase não é séria ou tem objectivos concretos que eu me dispenso de qualificar.
    E garanto-lhe que não sou nem nunca fui professor.

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  123. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:28

    A manif tenha sido inventada por eles (alunos) parece que até já tinham feito algo idêntico no ano passado.

    O que torna a questão bem mais perigosa. Porque não se viu por ali entrevistas a encarregados de educação. Foram centenas de miudos que passaram um dia inteiro na rua. Prepararam aquilo com antecedência- dos cartazes aos ovos (eehhe) esteve lá a polícia o tempo todo e, não me venham dizer que numa terra pequena os pais nem sabiam.

    Estranho é porque motivo a HM e outros jornalistas não se lembraram de fazer inquérito a eles- aos próprios pais.

    È que, pelo que sei, estes também não estão nada contentes com o tal estatuto do aluno. Não me perguntei os motivos- já que o estatuto dá para tudo- para facilitar e fazer deles os auto-avaliadores impunes- assim como disfarçarem essa impunidade com mais burocracia e perda de tempo, idêntica à que é atirada para cima dos profs.

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  124. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:31

    É verdade, essa frase foi infeliz mas também me contaram ontem outra coisa que foi novidade:

    Há jovens de 14 e 15 anos, com mãe e pai (não são órfãos) que se descaem e tratam as professoras por “mãe”.

    Esta minha amiga ficou parva a primeira vez que isso aconteceu e diz que começa a ser recorrente- de há cerca de 2 anos a esta parte, acontece-lhe ter alunas a tratarem-na por mãe. E não são criancinhsa- são meninas de 15 anos.

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  125. DA's avatar
    12 Novembro, 2008 16:33

    Atenção Helena, na maioria das escolas os professores não teriam aquela reacção. E naquela escola muito provavelmente foram uma minoria os professores que se juntaram aos alunos.

    E cada aluno não custa 5000 euros. Mas sim 4300 euros. Com este governo, que diminuiu o n.º de professores em exercício, o valor tem baixado.

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  126. DA's avatar
    12 Novembro, 2008 16:34

    E sobre esta palhaçada toda, deixo aqui o mesmo comentário que escrevi noutro blog:

    Quanto à ME (mais uma que se queima) é vitima das politicas centralistas que desenvolveu. Devia ter percebido logo em 2005 que para fazer alguma coisa de jeito na educação é preciso reduzir, substancialmente, o centralismo. Do concurso de professores à avaliação de desempenho, passando pelas medidas disciplinares. Isto são tarefas para início de mandato. É o centralismo que gera estes movimentos que já roçam a paranóia.

    Venha um ME com juízo!

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  127. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:37

    Outra coisa, ainda a propósito da “entrega” dos filhos aos professores:

    Esta minha amiga também já teve de dar as tais aulas de substituição. inclusive de educação física, sendo ela professora de Filosofia. Eu até aproveitei para lhe perguntar se ainda tinham aproveitado para umas cabalhotas conjuntas.

    Mas ela explicou-me que as aulas de educação física também são teóricas- com testes de regras de jogos.

    E outra coisa que me contou é que chegou a ter alunos a dormir nessas aulas de substituição- os tais que estão 10 horas na escolas e depois ainda levam mais uma até chegarem a casa.

    E o sono com que andam pareceu-lhe a ela demasiado que falou com uma mãe de um desses miúdos. A explicação foi simples e, parece que se generalizou- nem a mãe nem o pai fazem a menor ideia a que horas os filhos apagam a luz. Porque eles têm tv e consolas no quarto.

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  128. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 16:50

    Mas repito- foi incorrecto os professores daquela escola terem ido para rua entrando na palhaçada.

    Juízo que vale o que vale. Não serve para aferir nada em relação à recusa dos professores ou em relação às palhaçadas que o ministério anda a fazer há mais de um ano.

    Digamos até que, se estivessem lá apenas os miudos, tinham sido uma reacção bem de acordo com o circo- atiraram ovos aos palhaços sem graça.

    Fora isso, a única treta que deveria dar direito a entrevista eram os pais. Aquilo não é uma escola de órfãos. Os pais sabiam. Interessaria saber o que pensam.

    Porque o motivo não é a luta dos profs mas o tal estatuto do aluno.

    E isto altera tudo.

    Mas já não há jornalistas- deu tudo em comentador à distância, ou ministro sombra com napoleónicas alternativas.

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  129. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 16:52

    Os nossos filhos

    Ó Helena, os nosos filhos começaram a nobre acção de já atitirar ovos, coisa mole, embora, que traduz discernimento, querer, pensar, ter opinião, de quem não é o mero reflexo dos computadorzinhos. E a mim admira-me esta deserção inesperada da Helena pràs catacumbas da personalidade, da afirmação cívica.

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  130. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 16:54

    Zazie,

    Chegou e arrasa. Boa!

    Os “papás” querem ter meninos, mas querem que os “vóvós” e os “stors” tomem conta deles!

    Pois.

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  131. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 16:57

    Não, eu sei, em democracia, depois daquele tal de Reagan, os trabalhadores, sindicatos, a malta obedece, mete o rabinho e deixa que lhe chovam despotismos. O=h, nrem Manuel Alegre aceita, ele e mais quem não despe a pele de cidadão livre. Os mais lá façam o que entendem, quem sabe, à sombra do tacho.

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  132. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 16:59

    Gabriel Silva, tenho-o em consideração, daí que esclareça-me lá:

    «Outros comentários:» #112

    Você cita comentários em boletin boards como sendo “fontes”?! Ajuda pouco à credibilidade da sua argumentação.

    no site do Indiscutível:
    «O que é o Indiscutível
    O Indiscutível é um sítio onde cada um pode comentar as notícias que entender, deixando à comunidade a sua perspectiva acerca do assunto visado pela notícia.»

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  133. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:02

    Zazie,

    «O que depreendi é que se torna disparatado um sistema de faltas que não permite o chumbo.»

    não sei como era anteriormente, mas no actual Estatuto do Aluno, se quem faltar não recuperar a matéria pode (devia) ficar «retido». Julgo que os que protestam não gostam da coisa.

    «As percentagens pareceram-me exageradas. Na prática, basta uma semana doente para ultrapassar o nº permitido e tanto conta falta por indisciplina como doença.»

    Agora assim de cor não sei, mas julgo serem duas semanas se justificadas e menos se injustificadas.

    E sim, tem lógica que tanto sejam justificadas ou não. Repare-se: durante esse período de tempo o aluno não teve aulas. Como tal, não teve oportunidade de acompanhar a matéria. Se se entender a escola como local de ensino e aprendizagem (eu sei que nem todos pensam assim…) nada de mais natural que a escola tente que o aluno recupere a matéria perdida. Como? Fazendo um teste, por forma a o aluno ter oportunidade de estudar e recuperar o atraso. Se não for suficiente tem aulas extra e acompanhamento. Caramba, não é castigo nenhum: o aluno deve aprender e esforçar-se por recuperar a matéria perdida, fosse porque esteve em casa com uma doença, seja por simples mandriagem. Sinceramente, parece-me bem.

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  134. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 17:02

    esteve lá a polícia o tempo todo e, não me venham dizer que numa terra pequena os pais nem sabiam.

    Ai, aquela vírgula expressiva?, tanto a mais como a dita ministra…

    E ora então crianças o dia todo na rua, na escola, não cansa, se não se cria uma acção, iniciativa? A ministra é cúmplice do acto, caras senhoras.

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  135. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 17:06

    Tá mal esborracharem-se assim ovos contra um mercedes preto, aliás, dois, pra mais da tão já debilitada função pública!

    E quem assim anda de mercedes preto público não se molha nem apanha cos ovos, meus senhores.

    Ui, não tenham medo!

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  136. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:08

    Esta anormal desta comuna Alice até mete nojo. A estúpida deve passar o dia inteiro a fazer uma redação com corrector do word para depois vir para a blogosfera catar virgulas a quem despacha esta treta em fracções de segundo.

    Ó palerma, porque é que não vai lá para o seu grupinho tratar do casório gay e crimes transgénicos e desampara a beira?

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  137. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:08

    Jorge,
    obviamente não «argumentei», mostrei algumas reacções de um participante na manif..

    E se o «O Indiscutível é um sítio onde cada um pode comentar as notícias que entender, deixando à comunidade a sua perspectiva acerca do assunto visado pela notícia.»

    esta caixa de comentários não é muito diferente (com a diferença que nem precisa de se registar…)

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  138. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 17:09

    Esta Helena queria os nossos filhos cegos, surdos, mudos, parvos, pa não ligarem às diabruras da ministra, ahaha, ai, Lenita, tão retorcida e pura!

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  139. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:09

    Alice (134)

    «A ministra é cúmplice do actos»

    podia ter dito: «a ministra é a galinha que pôs os ovos».

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  140. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:10

    Bom vou indo.

    Quando aparecem as sindicalistas Anabelas mais as Alices transgénicas isto torna-se uma jugular insuportável.

    E eles bem têm para aí blogue de esquerda a quem chatear.
    Olha, vão chatear o Valupi no Aspirina B. Esse é de esquerda e, segundo contou, até é licenciado em “Educação”.

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  141. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 17:10

    Ai, essa parva
    da zá quando cá
    volta dá vassourada!

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  142. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:11

    Alice (129)

    «os nosos filhos começaram a nobre acção de já atitirar ovos, coisa mole, embora, que traduz discernimento, querer, pensar, ter opinião, de quem não é o mero reflexo dos computadorzinhos. »

    chiça, espero que não seja professora.

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  143. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:11

    ehehehe

    E tinha tido mais piada- a ministra chocou o ovo, lá isso chocou. Mas foi a meias com o Valter e a aveztruz que o forneceu é inginheiro.

    “:OP

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  144. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:12

    avestruz, com s, antes que a transgénica das vírgulas apareça a chatear e invente mais um crime de ódio.

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  145. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:14

    Esta Alice é homem. É aquele idiota que também usa nick a imitar o italiano e tem sempre a mania de fazer poesia concreta quando escreve.

    É semi-homem. Mas Alice mulher é que não é.

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  146. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 17:14

    Gabriel,

    «mostrei algumas reacções de um participante na manif»

    Nas a questão é exactamente essa. Não pode concluir que foi alguém que participou na manif. Tal como nesta caixa de comentários não pode concluir que eu não sou o Mário Nogueira lol

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  147. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:16

    É o dacci. O maluquinho comuna que tem a mania que é poeta. Deve andar a ressacar por falta de temas transgénicos e agora faz-se passar pela D. Alice, professora da Merdaleja.

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  148. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 17:24

    As criaturas a quem entregamos os nossos filhos, ai, Helena, ó criature!

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  149. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:25

    Jorge,

    «Não pode concluir que foi alguém que participou na manif.»

    certo, obviamente que não posso afirmar a pé juntos, (embora possa assegurar que Jorge não é o Mário Nogueira….) , mas sabe, eu parto do principio que as pessoas normalmente falam verdade e apenas em certas circunstancias especificas o não fazem. Não era nada prático vivermos com o principio inverso. Não ser ingénuo, estar atento a discrepancias, certo.

    (nota: mas confesso, a frase do rapaz megafone é igualzinha à de um rapaz que falou numa reportagem da tv…..pelo que até posso «adivinhar» a cara do dito mitch…..)

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  150. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 17:29

    Sábado vai estar bom tempo, vou à manife.

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  151. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:32

    Gabriel:

    Eu não estou a par de todos os detalhes em relação às faltas mas acredito que o Gabriel esteja, uma vez que, como disse, tem filhos em escola pública.

    Mas o que eu disse não foi apenas isso- foi o facto do estatuto do aluno ter muito mais cláusulas que fazem deles os verdadeiros “mandões” da escola.

    Não podem chumbar por motivo algum, seja falta seja não saberem nada do que foi ensinado; não podem ser mandados para a rua, porque, na prática, isso implica tamanhas justificações que ´nem a aula poderia continuar para o resto da turma, apenas para se justificar burocraticamente essa expulsão.

    Ora aqui é que está a contradição idêntica à que é atirada para os professores- é tudo feito para inglês ver.

    Com a burocracia e falsas “directivas” conseguem as maiores contradições.

    Chateiam onde deviam simplificar e não exigem onde deviam exigir.

    E estamos apenas a falar de um detalhe mínimo do que é o dito ensino.

    Agora o que importava para o caso e´que a HM se adiantou com um processo de intenção que pode estar errado- quando diz que os miudos foram arregimentados pelos profs para a sua luta.

    E eu nem acreditava por uma simples razão- os putos estavam-se nas tintas para os profs se a questão não lhes tocasse.

    E é claro que naquela idade só pode tocar por “lhes dar mais trabalho” E seria estúpido pensar-se que iriam fazer manisfestações a exigirem que os chumbem ou que os expulsem das aulas por indisciplina ou que sejam penalizados por faltarem às aulas, seja pelo motivo que for.

    Daí que o que mais interessava, em termos de informação pública, era saber a opinião do pais daquela malta toda.

    Os profs já sabemos- reagiram de forma bimba, como se calhar também era de esperar, porque povo tuga reage assim, e ainda mais, quando o chateiam com tretas vindas de Ministérios lá da capital.

    Mas isso não serve para nada. Com isso não se faz a menor análise do problema nem se formula um único pensamento com tradução política.

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  152. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:34

    Alice (150)

    que não lhe calhem ovos em cima

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  153. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 17:35

    “Entregar” filhos?!?!? Mas os filhos entregam-se ou vão pura e simplesmente à escola..??
    Pessoalmente, só entrego os meus filhos aos avós e tios.. mas adiante que isto diz muito dos pais que temos ( sim, nos meios socio-culturais mais favorecidos, mais informados, com profissões exigentes e tal)mas o busílis da questão não está ( agora) nos pais.
    Portanto:
    Helena, a senhora também já foi uma das criaturas, não já?
    E diga-me uma coisa, como é que saltou do submundo da escola pública (ou privada?) para o jornalismo? Faltava-lhe a vocação para a miudagem?
    E no jornalismo, avaliam-na à peça? Dos artigos que escreve ou nos soundbytes que gosta de emitir sobre educação, das notícias que dá, quantas e de que forma contribuem as mesmas para o sucesso do país?
    É avaliada e paga à peça de “boa notícia”? Imagine que é excelente se só der boas notícias mas se der notícias assim assim ou más notícias, já não pode ser muito boa ou boa no que faz. Repare que com isto não estou a dizer que a considero muito boa jornalista.. quem a avalia e quem lhe paga é que sabe. Pessoalmente, eu não a queria no meu jornal nem dada.
    Lembro-me de um Expresso da Meia Noite, salvo erro, em que participou e a ideia com a qual fiquei de si é a de que é mal educada. Há quem confunda isso com personalidade forte ou tenacidade e tretas do género.
    Mas não, trata-se sim e apenas de simples e rasteira má educação ( ou formação?).

    Ainda bem que as criaturas nas escolas se livraram de uma criatura assim.
    Eu sou professora do ensino público e os meus filhos frequentam escolas públicas.
    Entregues, só em casa. 🙂

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  154. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:35

    Mas também lhe digo. Eu nem sei o que é ser obrigado a passar 10 horas diárias fechado numa escola, apenas com intervalos de 10 minutos e hora de almoço.

    Mas, se ainda me obrigassem a mais palhaçada de “apoio” quando um prof falta, eu tenho a certeza que em miuda teria feito pior do que eles.

    É que nem se pode pedir outra coisa a quem não esteja já robotizado na adolescência.

    Ainda bem que ainda há jovens irreverentes em Portugal. Nos países ´nórdicos já não há. Por isso depois limitam-se a fazer o bullying ou mobbing em cima dos desgraçados dos colegas imigrantes ou mandar tiros a todos.

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  155. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:36

    Zazie (151)

    «foi o facto do estatuto do aluno ter muito mais cláusulas que fazem deles os verdadeiros “mandões” da escola.»

    olhe que não, olhe que não.
    Precisamente, vem alterar esse estado de coisas para melhor, o que alguns ditos «mandãos» não apreciam.

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  156. A. R's avatar
    A. R permalink
    12 Novembro, 2008 17:40

    h5n1 Diz:
    12 Novembro, 2008 às 3:12 pm

    De acordo consigo.
    Toda a gente cacareja e depois são duques e cenas tristes. A verdade é que o organigrama da avaliação de professores parece um labirinto e percebemos que foi feito com bitaite (cacarejadela) daqui e bitaite (cacarejadela) dali para satisfazer todos os bípedes. Com ovos destes nenhum vai chegar a galinha (ou galo).
    Antigamente a “Raposa” metia medo e ninguém a queria levar para casa (a não ser à volta do pescoço) .. agora nem isso.

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  157. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:40

    O que a HM devia pensar era nisto.

    Como é possível que existam crianças e adolescentes com carga horária superior ao qualquer emprego.

    E o que pode explicar que até já haja jovens adolescentes a chamarem mães às professoras.

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  158. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:43

    Gabriel>

    Sou sincera, nao estou a par. Quer colocar online o tal estatuto do aluno

    Depois explicava/se o que ele tem de bom

    *tenho o teclado marado.

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  159. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:46

    Estava a querer dizer que valia a pena colocar-se o tal estatuto do aluno online para se perceber porque motive é melhor.

    Porque então há uma gigantesca contradição- os profs são contra o estatuto pela eterna razão que assim ainda são mais desautorizados. Sempre foi este o argumento e é mais que legítimo. Ser-se obrigado a passar toda a gente, comprometer-se a níveis de 80% de passagens no inicio do ano, e isso reverter para a sua avaliação, a par da impunidade em que os alunos vivem, parece-me legítimo.

    Mas, se é o oposto, como o Gabriel está a dizer- que o estatuto vem tirar regalias aos alunos, então é que não faz o menor sentido dizer-se que eles foram arregimentados pelos profs para atirarem os ovos.

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  160. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:48

    Os ditos mandaos que diz que nao apreciam sao os mesmos que atiraram ovos. Onde e que entram os profs no interesse em precisarem de arregimentarem mandoes para isso

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  161. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 17:50

    Zazie, como mãe e professora, digo-lhe que o tempo que os miúdos passam na escola, principalmente os do 1º ciclo, nas tais AEC´s é absolutamente absurdo.
    A carrada de discipinas nos outros ciclos é também uma demencia.
    Esta coisa da escola a tempo inteiro é absolutamente desgastante para os miúdos.

    A escola pode e deve acolher as crianças após as aulas, mas tudo o que se afaste de tempo para os tpc, jogar à bola e brincar é de uma estupidez sem limites.
    Para isso, é preciso fazer obras e construir salas para os miúdos estarem.
    Para isso é preciso dotar as escolas de recursos humanos verdadeiramente envolvidos e empenhados, com formação adequada e não com miudagem paga à hora, mal e porcamente.
    Os ATL´s que dantes estavam instituídos funcionavam. A expensas dos pais, leia-se. Mas antes um atl pago por mim em que os meus filhos brinquem à hora em que devem brincar do que esta palermice das AEC´s.

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  162. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 17:52

    Zazie,

    by your command….

    http://www.min-edu.pt/np3/1571.html

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  163. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:53

    De toda a forma isto acaba por ter a sua piada.

    Na blogosfera liberais e socialistas são grandes defensores do Ministério da Educação e, em particular desta ministra mais o ajudante Valter.

    E preferiam que o governo comprasse outros professores no estrangeiro.

    Ok. Não há dúvida que o nosso espírito imperial é que nos safa. Quando não é inveja de camisa lavada a um pobre, é projecto utópico que ultrapassa toda a Europa, EUA e continentes circundantes.

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  164. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:56

    Thanks, Gabriel. Foi simpatia sua.

    Acabei por ficar curiosa. Não porque isto altere o que penso do ministério. Mas porque também tenho muitas dúvidas acerca de tanta mobilização.

    E esta cena dos alunos não foi arregimentada por profs. Disso tenho a certeza. Aqueles profs é que aproveitaram a coisa para também os apoiarem. E terem o gozo de assistir a uma boa corrida à ministra.

    E isso parece-me legítimo- não pelos interesses deles., mas pelo chumbo e corrida que a própria ministra merece e é de todos nós.

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  165. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 17:56

    E sim , já me chamaram mãe na sala de aula.
    A última vez foi para aí há 15 dias..

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  166. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:58

    Também?

    E que idade tinha o/a miúdo. Esta minha amiga contou-me que já houve miudas com 16 anos a chamarem-lhe mãe. E isto é fenómeno que ela garante que nunca tinha acontecido antes.

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  167. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 17:59

    Eu não imagino como possa acontecer uma coisa tão grave. Tão grave em relação ao que se andará a passar com as famílias. Para já se chamar mãe às professoras de 10 ou 11 ano.

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  168. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 18:00

    «a blogosfera liberais e socialistas são grandes defensores do Ministério da Educação e, em particular desta ministra mais o ajudante Valter.»

    Não creio que assim seja.
    Não vejo ninguém em especial nos liberais a defender as medidas concretas da ministra, mas tão só a reagir às reacções retrogadas das corporações, pois que os argumentos destas não colam. Nada impede que as medidas não possam ser de per si imperfeitas, mas a alternativa que se oferece no espaço público é manifestamente inaceitável (deixar na mesma, voltar atrás, conservadorismo puro e duro). Na minha visão, os principios da reforma educativa parecem apontar para bons principios reformistas, ou pelo menos, melhores do que o status quo existente. O que nos tempos que correm não é mau de todo, sem que tal seja liberal ou bom.

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  169. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:01

    5ºs e 6ºs anos. 10, 11 anos.
    Acontece. Sai-lhes.
    no secundario é a primeira vez que ouço tal coisa.
    Sinais dos tempos:) Tristes sinais.

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  170. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:01

    Exacto, A minha amiga também diz que um dos males foi terem acabado com os ATL.

    Não admira que depois apareçam jornalistas e se descaiam com esta de “entrega de filhos a estes indivíduos”.

    E nem será por pensar que a HM faria o mesmo- entregaria, mas porque não considera nem respeita um professor.

    * Declaração de interesses- esta treta não tem nada a ver com o que eu que faço e não me afeta minimamente.

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  171. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    12 Novembro, 2008 18:02

    antes «mãe» do que o que no meu tempo se lhes chamava…..

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  172. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:03

    Tristes sinais- pior do que isso. E ainda não entrou em vigor a família alternativa. Quando entrar é bem possível que ainda acabem a chamar pai e mãe a professores e até avô e avó, já agora.

    Porque, se há coisa que merecia um post é esta. Jovens a tratarem as professoras por mãe.

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  173. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:08

    Ok,Gabriel. Assim muito por alto e de raspão, concordaria que dificulta em vez de facilitar.

    Mas falta o tal regulamento interno que não vem lá.

    Não sei. Se é assim, se quer os pais quer os alunos passam a estar mais vigiados no que diz à irresponsabilidade reinante, então é que acredito mesmo que tenham sido os próprios papás a comprarem-lhes os ovos.

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  174. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:09

    Ó Gabriel,
    A Helena que entregue o que quiser a quem quiser.
    A ela pagam-lhe para opinar. A si não sei. A mim não (mas tenho pena, nunca mais fazia outra coisa).
    Como a Helena vive em LX, suponho, ´também não me é difícil supor que, a menos que viva no Restelo ou nas proximidades de outra zona bem qualquer, a Helena entregue os pacotes num colégio privado. O que até é legítimo. Se eu vivesse em Lx, também teria que tomar em conta se a LP era a língua dominante da escola dos meus filhos, se os colegas dele não seriam provenientes dos Palop´s e da musgueira, essas coisas. Compreendo.
    O admiravel mundo novo que nós queremos para os pacotes dos outros não é o nosso.

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  175. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:10

    O que é que lhes chamavam?

    ehehe

    Eu não sou do “seu tempo” e sempre fui muito enfant terrible mas nunca tratei por nenhum nome feio um único professor.

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  176. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:12

    E os putos dos ovos, olhem, foi para o que lhes deu.
    Como li em qualquer lado, em certas escolas, voavam cadeiras, mesas e dentes..

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  177. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:15

    a que criaturas é que os magnates da CS entregam as notícias e que criaturas andam para aí a opinionmakar? … ?

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  178. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:16

    Até posso aproveitar para contar um exemplo que também me foi relato. Uma mãe apareceu na escola para falar com a prof responsável porque tinha ganho uma viagem ao México num concurso qualquer. E queria que fosse o filho a aproveitar esse brinde faltando agora uma semana de aulas.

    E o problema dela era precisamente esse. Se ele faltasse uma semana de aulas para realizar o sonho da mãe- ir ao México à custa da Telepiza, ultrapassava o nº de faltas permitido.

    E a ideia era resolverem isso de acordo com os “interesses de ambos”.

    “;O)

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  179. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:19

    Quero com isto dizer que não existe qualquer controle do Ministério sobre as ditas faltas.

    Porque basta a tal hierarquia inter pares e um pedido com jeito, para nem haver falta, quanto mais aulas e testes de recuperação.

    Até porque a finalidade é sempre a mesma- eles vão ter de passar, dê lá por onde der- É obrigatório. E o prof que não passar a tal percentagem exigida pelo ministério é que se lixa na avaliação.

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  180. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:20

    já agora,
    era um casal, ambos investigadores numa universidade. Andavam ambos a fazer o Doutoramento.
    Viviam numa cidade. tinham um filho já muito autónomo, tiveram um outro.
    O pequenito nunca via pai nem mãe. Solução?
    O pequenito foi viver para uma outra cidade para casa de uns avós.Problema resolvido.

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  181. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    12 Novembro, 2008 18:28

    Os professores têm mesmo as costas largas!! Quando as criancinhas fazem alguma coisa de mal a culpa é dos professores que não os educam bem!! Deixo apenas uma questão no ar, afinal qual é o papel dos pais na educação dos filhos?

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  182. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:32

    Nuno, entrega-los. 🙂
    São todos filhos da escola mas eórfãos da casa.

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  183. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:32

    *órfãos

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  184. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:40

    «E os putos dos ovos, olhem, foi para o que lhes deu.
    Como li em qualquer lado, em certas escolas, voavam cadeiras, mesas e dentes..
    »

    Isso não está em causa. Agora o que está em causa, apenas a título de exemplo, é que aqueles professores nunca deveriam ter entrado nisso.

    E muito menos é legítima aquela justificação da professora que disse que veio ver e que estava ali ao lado dos seus alunos a enfrentar a polícia.

    Isto não pode ser feito por um prof. E eu nem acharia mal que houvesse qualquer processo.
    Porque a única obrigação que a Escola tinha era ter chamado os pais quando os alunos abandonaram as aulas e vieram para a rua.

    E houve confrontos, uma aluna estava com uns arranhõezitos e não se viu ali um único pai ou mãe a queixar-se frente à câmara- Adultos apenas estavam os polícias e os professores, como eles confirmaram.

    E, se eu estivesse no lugar da HM a primeira coisa que fazia era procurar entrevistar os pais daquela malta.

    Isso era a única coisa que importava.

    (agora se os mesmos profs tivessem feito manif e até houvesse confronto, mas bem longe da escola e sem que os alunos tivessem algo a ver com o caso, tudo bem. Era natural- é assim que acontece em todo o mundo quando há contendas e greves).

    O que não pode existir é professores que também são formadores dos seus alunos em pé de igualdade numa chicana de rua.

    Eu até digo que foram estúpidos, porque assim, perante aqueles alunos, colocaram-se na mesma posição da outra estúpida que também andou a disputar o telemóvel com a aluna.

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  185. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 18:45

    «em certas escolas, voavam cadeiras, mesas e dentes»

    Mas voavam a que propósito? contra o Ministério?

    Eu já nem digo nada. Como é que se pode comparar uma cena de rua com o comportamento numa aula e legitimar uma em função da outra?

    Ficou tudo marado?

    Será isto a consequência daquelas pedagógicas onde também se tinha de aprender “multiculturalismo” visionando cenas de ciganos à porrada?

    É que só pode… se isto não é produto das “pedagogias de irmandades” vou ali e já venho…

    Depois queixem-se- quando começar a ser a sério, com profs a serem mortos à paulada no pátio da escola, como já acontece em Inglaterra.

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  186. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 18:51

    Ih, god, que até nos States, fita, há dias, punha uma élève a chamar mom à teacher e, estranhando ela, ralhou-he outra aluna, então não vê que só lhe manifesta carinho, conivência?, aceitando logo a profa o óbvio. E admira a bronquite destes posts que adolescentes entregues à escola possam afeiçoar-se aos profs, às profas, mais que à ministra, sem prejuízo da mãe escrava do supermercado, todo o dia ausente.

    Dava um livro, uma novela de Sociologia.

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  187. Pato's avatar
    Pato permalink
    12 Novembro, 2008 18:54

    O discurso polido e maneirinho não lhe disfarça esse vociferar mais próprio de alcoice. Yahoo!

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  188. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 18:59

    Voavam porque há escolas que são de uma violência tal que só visto. Contado ninguém acredita.
    A violencia e agressão que atinge professores e funcionários é um grão de areia comparada com a violencia entre os próprios alunos.
    Eu tentaria a todo o custo desmobilizar os meus alunos.Não falaria à CS.

    Não estou a legitimar nada, nem quero saber do que aconteceu em Fafe. Vale o que vale. Só quem não conhece como os miúdos se comportam em grupo pode ficar espantado com as imagens de Fafe. Há uns anos eram uns cus virados à Manuela Ferreira Leite. Ninguem se lembra disso..?

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  189. MJP's avatar
    MJP permalink
    12 Novembro, 2008 19:03

    Não concordo com o comportamento dos alunos mas tenho que o viver diariamente, claro que não com tanto esplendor, com o beneplácito do ministério. Condeno o incitamento dos professores, caso tenha existido. Podem ter concidido na manifestação com práticas diferentes e sem que tenha havido incitamento. Lembro que na semana passada houve alunos a atirar tomates ao edifício da 5 de Outubro sem professores por detrás.
    Porque todas estas palavras não servem para rigorosamente nada e se vão repetindo, porque não se atreve a fazer uma caracterização sociológica da população, da classe docente e de outras classes profissionais? sem uma análise profunda, vamos continuar a condenar, a gastar tinta e nenhuma mudança de comportamentos se produzirá.
    Apontar o dedo a alguns e respirar de alívio porque “não somos assim”?

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  190. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 19:04

    ó Dona Alice,
    as mães nos supermercados? Também as há. E as mães no Holmes Place? Também as há. Há de tudo.
    E não é fantástico? Um país em que as mães estão a fazer tudo menos estarem com os filhos a partir de uma hora decente? é BESTIAL! É O MÁXIMO! O cúmulo da produtividade, da emancipação feminina, da mãe trabalhadora-ginasta-extenuada 🙂
    Pessoalmente, eu vejo a felicidade dos pais aqui do prédio que levam o puto para a escola às 7:15h da manhã, puto de 8 anos, com ele a dormir ao colo.. enterneço-me, emociono-me e penso: ah maravilhoso país!

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  191. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:16

    «Voavam porque há escolas que são de uma violência tal que só visto. Contado ninguém acredita.»

    (…)
    «Não estou a legitimar nada, nem quero saber do que aconteceu em Fafe. Vale o que vale. Só quem não conhece como os miúdos se comportam em grupo pode ficar espantado com as imagens de Fafe»

    V. não percebeu ou não quer perceber.

    Releia o que eu escrevi.

    Se há cadeiras a voar pelo ar, não pode haver!!! nenhum professor pode permitir isso.

    E quanto a Fafe não são os miúdos os que têm de ser criticados mas os professores que se colocaram ao lado deles.

    Foi isto que eu escrevi e não há volta a dar legitimando aquele exemplo onde uma escola não chamou os pais e ainda estiveram os professores ao lado dos alunos em confrontos de rua com a polícia.

    Foi isto. Se lhe estraga a imagem cor-de-rosa que quer fazer passar incluindo toda a trampa, então é problema seu.

    E acho até que qualquer professor devia condenar o exemplo dos desta escola de Fafe.

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  192. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:20

    E os cus não eram dos professores!

    Entendeu? ou não lhe consegue entrar na cabeça e tem dificuldades de leitura.

    Eu até disse que ainda bem que os nossos jovens não estão robotizados como os nórdicos que depois se vingam no mobbying entre colegas.

    Não falei dos alunos mas dos professores. Acreditando até que não foram os professores a precisar de manipular nada porque o tal estatuto do aluno também não agrada aos alunos.

    Mas vieram para a rua e estiveram ali, ao lado deles, nunca chicana em confronto com a polícia- E os miudos eram mesmo miudos, não eram esses famosos rabos da “geração rasca” que agora até alguns deles já são VIPs e deram em opinadores muito mediáticos.

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  193. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 19:21

    Pois não, não pode haver.
    Mas há.
    Em casa deles não sei se há.
    Deve haver.
    E deveria haver maneira da escola pública se livrar de quem faz voar as cadeiras e bate, rouba, agride e pratica extorsão.
    Mas não há.
    E agora?
    O que é que acha que eu não percebi?

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  194. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:22

    E é melhor não recordar os famosos rabiosques do “não pagamos, não pagamos!” porque ia jurar que até pode aparecer algum deles por aqui

    “:O))))

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  195. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 19:23

    Noto no seu tom alguma esquizofrenia.
    Não gosto do seu tom.
    Vou deixa-la, não discuto por discutir.

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  196. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    12 Novembro, 2008 19:24

    .
    A Alice. Li com a atenção os seus comentários. Pergunta “assassina”:
    .
    Defende que os filhos dos pobres continuem PROIBIDOS PELO ACTUAL SISTEMA ESCOLAR de frequentar Escolas Privadas ?

    É também para acabar com esta DESCRIMINAÇÃO DOS POBRES E REMEDIADOS que os “malditos” Liberais e Anti-Marxistas defendem o “Cheque-Escola” (5000€/10 (nº de mensalidades nas Escolas Privadas) = 500€ mes= Valor do “Cheque-Escola” igual para as Escolas Publicas e Privadas, a competirem entre si e entre elas. Os Encarregados de Educação escolhem onde querem ter os Filhos.
    .

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  197. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:26

    Não percebeu porque é que aceitam isso e depois compara com os ovos à ministra onde os profs se colocam em pé de igualdade com quem também atira cadeiras pelo ar nas aulas.

    Entendeu ou é preciso fazer desenho?

    E nem lhe vou perguntar como é que os profs admitiram que se chegasse a essa absoluta impunidade sem nunca terem feito greve porque eu tenho prioridades políticas e agora está á frente esta porcaria ministerial.

    Mas era uma boa pergunta- sempre comeram na focinheira e até defenderam todas essas imbecilidades em nome do “anti-autoritarismo.

    E agora torcem a orelha- todos. Mas isto começou com a mentalidade igualitária do PREC.

    A do mesmo género que pode achar natural professores virem para a rua enfrentar a policia ao lado dos seus alunos, para os verem a atirar uns ovos a uma ministra.

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  198. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 19:28

    Já agora, só por cabeças muito merdosas passa pela cabeça que os miudos em Fafe foram manietados.
    Pensei que isso fosse óbvio.

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  199. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 19:29

    E a zazie, cheira-me a esturro.
    é jornalista?
    armada em aranha, tecendo a teia..?
    lol

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  200. MP's avatar
    12 Novembro, 2008 19:30

    nÃO interessa porque é muito mal educada 😦

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  201. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:37

    Pois, não interessa nada e nem acertou em nada. Tirando o facto que eu lhe acertei em cheio.

    Porque v. é que legitimou as colegas de Fafe por mero corporativismo, dando como exemplo outras faltas de respeito ainda amis graves que os alunos também fazem aos professores.

    Pela sua lógica só se poderia depreender que se considera colega da canalha miúda.

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  202. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:39

    Eu tenho blogue, basta seguir o link para ter uma ideia do que sou.

    Já v. não sei, pode ser tudo e não me interessa. Mas não é ninguém que contribua para defender os professores contra o ministério.

    Antes pelo contrário- com esta comparação da porrada nas aulas contra profs e porrada de rua com profs ao lado, deu um bruto tiro no pé.

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  203. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:43

    Se é professora até podia ter feito o trabalho por mim, desmontando aquele texto do ministério acerca do Estatuto do Aluno.

    Porque isso é que não sei fazer. Até podem ter muita razão mas eu não estou a par. Defendi o que era para defender- que a impunidade se mantém, disfarçada em burocracia e com pitadas de “sucesso” para preencher estatísticas da UE.

    Mas isto é de raspão- v., sendo prof. há-de ter mais argumentos e podia tê-los utilizados quando o Gabriel defendeu a reforma em relação ao tal estatuto dos alunos.

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  204. zazie's avatar
    12 Novembro, 2008 19:48

    E ninguém disse que os miudos de Fafe foram manietados, muito menos eu. Porque não vi ninguem a prender-lhes as mãos.

    Mas também não disse que foram manipulados ou arregimentados. porque disse que nem precisavam disso.
    Vi foi profs a meterem-se à boleia da bagunça acriançada da miudagem.

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  205. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 19:55

    Dona Alice, à malta, aí, mais de vagar, que eu sou, ainda, graça a deus, uma menina.

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  206. Jorge's avatar
    12 Novembro, 2008 21:45

    205 comentários? mas tá tudo doido? (toparam a ironia? lol) só falta mesmo a Helena responder a uma ou outra coisita.

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  207. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    12 Novembro, 2008 21:47

    .
    Alice, creia com todos os cuidados merecidos por uma Menina, quiçã até Virgem, ofende-a responder a 196 ?

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  208. ordralfabetix's avatar
    12 Novembro, 2008 21:53

    “Apetecia-me mandar-lhe com qualquer coisa á cabeça.”

    Ovos?

    “Está-me a faltar AO RESPEITO”

    Quem quer ser respeitado deve dr-se ao respeito. Quem atira ovos não merece respeito.

    PS: Como é professora esclareça-me esta dúvida.Não será “está a faltar-me ao respeito”?

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  209. alice's avatar
    alice permalink
    12 Novembro, 2008 21:58

    Responder ao 196?, pôxa, não que diz minha mãe, não ligue nunca a anonymus.

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  210. Desconhecida's avatar
    12 Novembro, 2008 22:10

    “Por outro lado, também não concordo que se “entreguem” os filhos nas escolas. Entreguem pizzas ou flores, mas não um pimpolho”.

    Boa, Piscoiso!

    Há, realmente, gente que entrega os filhos à escola e despeja os pais em depósitos. Assim, fica com todo o tempo para escrever umas merdas para os jornais / blogues.

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  211. Desconhecida's avatar
    Amoninus permalink
    12 Novembro, 2008 22:28

    .
    Chamo-me João

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  212. Luís Marvão's avatar
    12 Novembro, 2008 22:33

    Este post é uma vergonha, ainda para mais sendo a Helena jornalista de profissão.
    A Helena fez uma acusação grave e nem ponta de fundamentação. Parece que à Helena apenas importa o fim, e não os meios, na sua cruzada pela liberdade dos pais escolherem a escola dos filhos. Por que não se retracta, Helena? Só lhe ficaria bem.

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  213. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    12 Novembro, 2008 22:36

    .
    Concerteza a uma menina desculpa-se tudo. Há tantas Alices que se fundem no anonimato das “Alices”.
    .
    Ofende-a ou conflitua-se responder à pergunta # 196 ?
    .
    Se preferir manter além do outro, também o “voto de silêncio” também aceito.

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  214. Desconhecida's avatar
    Maria permalink
    12 Novembro, 2008 22:45

    .
    Desculpe 212, não estamos em da Esparta. Mil anos depois os filhos e as crianças Portuguesas não são propriedade do Estado nem estão à disposição das Governanças. Atenção ao relambório.

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  215. José Chouriço's avatar
    José Chouriço permalink
    12 Novembro, 2008 23:18

    Em jeito de Helena Matos, que até hoje eu tinha como pessoa inteligente e com capacidade de análise, acho mesmo que foi a Sra Helena Matos que se deslocou a Fafe e incitou os alunos a mandar ovos à Sra Ministra, isto claro, disse-me um amigo de um amigo que ouvir dizer e que viu no Tububo uma sra igualzinha à sra Helena Matos a rondar os alunos na altura da omolete. E eu que só falo do que me dizem digo que vi e é verdade o que acabo de dizer.

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  216. Luís Marvão's avatar
    12 Novembro, 2008 23:54

    Maria,

    Onde é que eu disse (ou defendi) que os filhos eram propriedade do Estado? As coisas que esta gente lê, na ânsia de querer mostrar o quão liberal é. Não passa é de um liberalismo pífio.

    P.S. Já agora, tem assim em tão má conta os espartanos? Lembre-se das Termópilas 😉

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  217. Apache's avatar
    13 Novembro, 2008 03:26

    Ao que parece, esta táctica de escrever umas quantas aldrabices é boa para atrair visitantes e comentários.

    “Estes professores que arregimentam alunos para que estes atirem ovos à ministra (…)”
    Tem alguma prova do que afirma? Alguém viu ou ouviu algum professor participar ou incentivar esta arruaça? Ou trata-se apenas de a senhora exprimir publicamente um desejo?

    “Em primeiro lugar não aprendem nada e em segundo ficam mal formados enquanto cidadãos (…)
    É capaz de ser (também) por isto que tem visto tantos docentes na rua…

    “Cada aluno custa em média 5 mil euros aos contribuintes”
    Enganou-se nas contas, mas se continuar a tentar e a ter confiança em si, acabará por conseguir usar uma calculadora. O Orçamento de Estado, para 2009, para o ME, é de 6 666 milhões de euros, que divididos por 1 775 mil alunos, dá, por alunos e ano, 3 755 euros. Uma parte desta verba é “consumida” internamente nas direcções centrais e regionais, secretaria-geral, gabinetes da ministra e secretarias de estado.

    “Ou chamavam o Alberto João que lhes dava Bom a todos”.
    Acha que com o modelo da dona Lurdinhas haverá algum professor a ter classificação inferior a Bom? Não seja ingénua, ainda não se extinguiram os tribunais administrativos.
    A menos que esta frase ambígua seja uma crítica à ausência de classificações de Muito Bom e Excelente. Deixe lá, toda a gente sabe que o Alberto João é um “bicho” terrível, premiar o mérito vai continuar a ser um exclusivo da 5 de Outubro.

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  218. Desconhecida's avatar
    Maria permalink
    13 Novembro, 2008 05:32

    .
    A #216 sobre #214 e #212,
    .
    se não era assim pelo menos parece quando escreve:
    .
    “Parece que à ….. apenas importa o fim, e não os meios, na sua cruzada pela liberdade dos pais escolherem a escola dos filhos”.

    (retirei propositadamente a identidade da quem visou em #212 porque não sou amigo ou conhecido dela; o meu #214 é contra o modelos tipo “Ditadura Total de Esparta”, que no Sec XX teve fortes aproximações pelas mãos de Estaline, Hitler, Pol-Pot etc),
    .
    apenas.

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  219. Luís Marvão's avatar
    13 Novembro, 2008 11:15

    Maria,

    Por mais nobre que seja uma causa ou um fim, ela não justifica todos os meios (em particular, a acusação gratuita ou a mentira), foi apenas isto que eu quis dizer.
    É verdade que não acho que a cruzada da Helena pela liberdade de escolha dos pais seja uma causa assim tão nobre, o que não faz necessariamente de mim um admirador dos regimes que enunciou. Ou de todos os que levantam objecções a essa liberdade dos pais…
    E a Maria, ao comparar o que se passa em Portugal, no domínio da educação, com os regimes de Estaline, Hitler, etc., não se dá conta de que acaba a banalizar estes últimos?

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  220. Desconhecida's avatar
    Mia permalink
    13 Novembro, 2008 13:12

    O tempo que os miúdos passam na escola é realmente absurdo. O melhor era que passassem mais tempo com os pais mas estes também têm horários absurdos. A família é a “primeira sociedade” e enquanto os governos não virem a família como uma prioridade continuaremos a ver o “cada um por sí”. Os direitos da família obrigam a que sejam respeitados os direitos no trabalho e neste momento assistimos a um retrocesso destes em nome da produtividade. A escola é um lugar onde se deposita seres pequenos enquanto os país produzem e onde estes irão aprender as bases para depois produzir. E anda tudo convencido que a culpa é dos professores? Eu também não gosto de ver manifes de professores. Cheira-me a desordem, a sindicatos, a comunismo, a arruaceiros, a ovos podres. Mas se voam os ovos não é por culpa deles. É por culpa dos pais que não os educam. Ou melhor, dos governos que ainda não descobriram o quanto importante é que os míudos estejam com os país…Pois, se calhar a culpa é mesmo dos pais porque votaram neles.O que me parece óbvio é que não será dos professores. Não devem ser os professores a ser avaliados mas as prioridades desta sociedade. Se eles chumbam, nós chumbamos e não vale a pena aldrabar os resultados por que ele virá “cá para fora”. Neste momento “lá dentro” as guerras estão a ser ganhas pelos filhos do “rendimento mínimo garantido”. Muitos sequer são incentivados pelos pais a aprender. Estão lá só para que estes recebam os apois sociais. Não sei como isso poderá ser resolvido mas terá de ser ou continuaremos a ter selvas no lugar de escolas.
    É precisar olhar para todas as crianças como se fossem nossos filhos e sinceramente parece-me que os poucos que ainda tentam fazê-lo são os professores. Duvido que andem a incentivar o arremesso dos ovos.

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  221. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Novembro, 2008 14:40

    E se tivesse aontecido o que aconteceu em Roma, quando Nero mandou incendiar a cidade para culpar os cistãos?

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  222. MP's avatar
    13 Novembro, 2008 15:16

    Mia, essa postada que em boa hora aqui deixou é de uma lucidez e de uma inteligência raras.
    Obrigada por a ter escrito.

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  223. Francisco's avatar
    13 Novembro, 2008 16:52

    Valter Lemos e Jorge Pedreira foram corridos à tomatada pelos alunos da Escola D. Dinis, em Chelas.
    Tal como já havia feito no incidente da omoleta em Fafe, não deixo de lamentar estes excessos da pequenada.
    Sem deixar de lhes reconhecer todo o direito de se manifestarem de forma ordeira, urge lembrar-lhes, se é que já alguém lhes ensinou, do que são as liberdades com responsabilidade.
    E fica uma questão para HFM: continua convencida de que foram os professores da Escola de Chelas a incentivar os alunos para a salada matinal?
    Ou foram outras “criaturas”?

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  224. Francisco's avatar
    13 Novembro, 2008 17:29

    rectifico: o incidente da tomatada ocorreu já nesta tarde.

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  225. Desconhecida's avatar
    Ruben permalink
    13 Novembro, 2008 18:59

    .
    A # 219,
    “ao comparar o que se passa em Portugal, no domínio da educação, com os regimes de Estaline, Hitler, etc., não se dá conta de que acaba a banalizar estes últimos”
    .
    É de facto o modelo da educação Português. Tanto proibe a uns o direito de frequentarem as Escolas Privadas como proibe a outros os mesmos 5.000€/ano/aluno que os das Publicas “recebem. Descriminação total das Familias Portugesas. Desigualdade perante a Lei.
    .
    Apoio totalmente o “Cheque Educação”, liberdade de TODOS OS PAIS escolherem a escola dos filhos e a competição entre todas, Publicas e Privadas, pela livre escolha de cada Encarregado de Educação da que querem – ou tirá-los de lá – sempre com o “Cheque-Educação” sob a sua autoridade total dos Pais
    .
    Compreendo o receio de muitos Professores. Porém se confiam, como creio, na sua aptidão e qualidade para Ensinarem e Educarem (duas coisas diferentes,) a sua Escola teria em “Cheques-Educação” dos Pais de DOIS MILHÕES E QUINHENTOS MIL EUROS por cada 500 alunos e ano lectivo (500 alunos x 5.000€/ano lectivo/cada).
    .
    Com toda a gestão e condução sob a responsabilidade completa de cada Escola e do seu Qiadro Docente.. Com a vantagem competitiva à partida das Escolas Publicas já terem instalações. Equipamentos etc
    .
    E este Modelo simplifica e elimina esmgadoramente de UM QUARTO dos 25% dos 5.000€ gastos por aluno pelos Impostos de TODOS os Portugueses que “é ‘consumida’ internamente” pelos chamados Boys&Girls de todos os Partidos “nas direcções centrais e regionais, secretaria-geral, gabinetes da ministra e secretarias de estado” (dando como certos os dados de # 217). Para o Ministério sobejaria a regulamentação geral, racios minimos e maximos, por exemplo alunos por turma, definição os Programas e Conteudos das Disciplinas iguais para todos, fazer o exame nacional anual para todos as anos lectivos etc sempre a este nivel global

    .
    A #220
    aborda muito bem outro aspecto relevante do problema “Educação-Ensino” que acaba por desaguar na Ssegurança Social, Reformas e Pensões. Há muitos casos em que saía mais barato Pai ou Mãe ficarem em casa a tomar conta dos Filhos que trabalharem fóra. Era-lhes mais barato, o ordenado que ganham acaba quasi anulado por Passe Social, almoço fóra de casa, pagamento de infantários ou empregadas em casa etc. E também casos de “madames” para quem é uma “uma chatice” estarem metidas em casa a “aturar os filhos”. Mas em todos os casos o Estado penaliza com perca de contagem de tempo para a Idade de Reforma e no montante do seu valor.
    .
    Do programa politico que perfilho consta além doutras àreas, também a suspensão do IRS, IRC e IMI para aumentar o poder de compra de cada Cidadão na actual ‘Crise da Miséria’ contra “Lutas e Reinvidicações Salariais”, aumentos que rápidamente são comidos por novas Multas, aumentos de Impostos etc. E a seguir a eliminação do IRS, IRC e IMI fundidos num Imposto Único sobre o Consumo, IVA ligeiramente aumentado.
    .
    E a eliminação de todos os descontos para a Segurança Social, Fundos de Pensões, ADSE substiutuindo-os por uma Taxa Social sobre todas as Receitas das Empresas Economicas e Instituições Financeiras Portuguesas. É por aui que se resolve a actualização permanente do valor monetário a cada momento das Receitas da Segurança Social e similares. Não por aumentos da Idade de Reforma que roubam Emprego aos mais novos, ou por leques escandalosos do valor de Reformas, ou por recusar valores de Pensões que garantam a todos os Portugeses pelo menos Dignidade de Vida.
    .
    Cada Português exiga inadiavelmente mais dinheiro na carteira no fim do mês para cada um usar livremente como quizer para sairmos da miséria na PRODUÇÃO – POUPANÇA – PODER DE COMPRA – CONSUMO – POBREZA GENERALIZADA.

    NA ORIGEM É TUDO IDEOLOGIAS. Umas Marxistas, outras Não Marxistas, Modelos de Estado, de País e de Vida diferentes, velhos e novos, Dirigismo e Centralismo versus um “bocado daqui, outro dali para um tudo e nada” versus Democracia Ditatorial versus LIBERDADE E RESPONSABILIZAÇÃO a que chamo “LIBERALISMO AVANÇADO com DIREITOS SOCIAIS DOS CIDADÃOS”
    .

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  226. Desconhecida's avatar
    Ruben permalink
    13 Novembro, 2008 19:12

    .
    Peço desulpa dalgumas pequenas falhas a teclar, tenho a Vista cansada de já ter Visto tanta coiusa na Vida.

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  227. Desconhecida's avatar
    Ruben permalink
    13 Novembro, 2008 19:57

    .
    Completo
    para nos entendermos melhor do que falamos,
    .
    “EDUCAÇÃO” e “ENSINO”, SÂO COISAS DIFERENTES DENTRO DA ESCOLA e PARA O ALUNO:
    .
    EDUCAÇÃO, “processo que visa o desenvolvimento harmónico do ser humano nos seus aspectos intelectual, moral, comportamental e físico para a sua melhor inserção na sociedade Portuguesa independentemente do meio familiar e social donde provém”,

    ENSINO, “acto de ministrar conhecimentos de uma ciência, profissão, oficio ou arte para maximilizar o máximo do potencial pessoal do aluno de acordo com a sua vocação natural”.

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  228. RM's avatar
    13 Novembro, 2008 21:20

    professores

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349892&idCanal=58

    apoiam estas atitudes?

    http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=372790&tema=28

    http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=372780&tema=28

    diz uma professora que os secretários de estado foram cobardes ao sair por uma porta alternativa..

    não será maior o acto de cobardia… o insulto fácil.. e arremesso de ovos?

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  229. RM's avatar
    13 Novembro, 2008 22:35

    a ler

    http://www.min-edu.pt/np3/2830.html

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  230. Desconhecida's avatar
    Ruben permalink
    13 Novembro, 2008 23:06

    .
    Isso é histórico. O normal dos “jovens”. Ainda me lembro da Praça de Londres carregada de estudantes com a Policia de Choque e os cavalos da GNR em cima. A estes os caixotes de lixo de lata atirados pela rua fóra, espantavam-os. Aos outros era “dar á sola”. neste caso fui o ultimo a conseguir fugir pela “porta giratória” do Café Londres (o dos bilhares, onde a rapaziada se juntava a estudar á sério em grupo). O primeiro a não conseguir entrar levou um arraial de pingalim do “xorila”. desculpeme a linguagem mas é o era há cerca de 40 anos.
    .
    Portanto “ovos” ou “tomates” não interessam nada, só empertigam “virginais” e “queixosos dos seus ‘pergaminhos’ contestados. Mas aceito que protestem também. É a Vida. E se nada se alterar vai haver muito mais por outras razões mais sérias. O importante é capacidade para RESOLVER e ULTRAPASSAR. Não choraminguices.

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  231. Jaime Roriz's avatar
    Jaime Roriz permalink
    14 Novembro, 2008 00:49

    Eu cá acho bem que se atirem ovos aos ministros. É assim uma passagem para a idade da cidadania. Atirar ovos aos ministros é uma obrigação de qualquer jovem.

    Já os professores …. bem os professores …. quem são?

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  232. MrSinister's avatar
    MrSinister permalink
    14 Novembro, 2008 12:30

    A questão da avaliação de professores em Portugal tem sido no mínimo estimulante para leigos (como eu) nesta matéria mas que procuram um pouco mais de informação (além da imprensa nacional). Assim, recomendo uma leitura do estudo “Avaliação do Desempenho e Carreira Profissional Docente”, coordenado por Javier Murillo na UNESCO que consiste num trabalho de análise comparada entre 55 sistemas educativos da América e Europa, com foco na carreira dos docentes do Ensino Básico do sector público, editado em Junho de 2007 e que serviu alegadamente de base à elaboração do modelo de avaliação docente que está a ser implementado pelo Ministério da Educação, em Portugal.

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  233. Bruno's avatar
    Bruno permalink
    14 Novembro, 2008 17:21

    Falar do que não se sabe, acaba-se por passar por ridículo e até ignorante. Pesquise e informe-se antes de escrever estas verborreias.

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  234. Repórter Amador's avatar
    14 Novembro, 2008 18:22

    Esta foi uma pedrada no charco, não se viu os sindicatos ou professores a condenar o sucedido, assim a partir deste momento, se quem cala consente, e se já é permitido fazer aquilo aos ministros, não se poderá jamais condenar um aluno se este se lembrar levar um saco de ovos para a sala de aula para se divertir a atirá-los aos professores, sim, porque os alunos tiveram a colaboração dos seus professores.

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  235. Desconhecida's avatar
    Sou Professor permalink
    14 Novembro, 2008 18:32

    Eu quero que se fodam aqueles professores que não querem ser avaliados, estou de conciência tranquila. Venham as avaliações. aqueles que não as querem temem que fiquem estagnados sem que vejam os seus salários a aumentarem automáticamente e claro não querem mais trabalho.-
    Estão a fazer de tudo para deitar por terra uma lei que vai melhorar o ensino. porque é que não mudam de profissão.

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  236. Sandra Matias's avatar
    Sandra Matias permalink
    14 Novembro, 2008 21:20

    Não sei quem é a srª Helena Santos. Eu sou aluna do 12º ano, nem vou dizer a que escola pertenço para não dizerem que ando a dar graxa aos professores. Pertenço a uma família de baixos recursos e se vou entrar na universidade com boas notas devo-o em grande parte aos meus professores.
    A srª deve estar esquecida que foi aluna ( será que foi? ) e que os alunos têm capacidade para se reunir, apesar dos conselhos de prudência e legalidade que os professores (e os pais) nos tentam passar.
    Recuso-me a aceitar que toda a gente agora considere que nós somos marionetas bem mandadas nas mãos dos professores. Nós temos cabeça e vontade própria. Podemos decidir e agir. A srª aconselharia alguém a fazer o que fizeram os alunos de Fafe? Calculo que diga que não! Então porque presume que os professores o tenham feito?
    Acho que muita gente que usa os blogues , os jornais e a televisão não conhece as escolas nem os professores. Parece que têm uma necessidade de vingança qualquer – será que foram maltratados quando eram alunos?
    Os professores que eu conheço, ao contrário do que se diz, são responsáveis , tolerantes e procuram que sejamos bons cidadãos. Ao contrário de muitos pais que «entregam» os filhos de manhã nas escolas e os vão buscar ao fim do dia, ao contrário de muitos pais que (como os pais dos meus colegas) não aparecem à reuniões, não fazem parte das associações de pais e nem ocupam os lugares nos órgãos da escola, os professores estão disponíveis para nos apoiar no estudo, e em muitos aspectos da nossa vida, muitas vezes já fora do horário de trabalho
    A educação devia ser responsabilidade de todos e os meus pais e professores têm cumprido a sua parte. E a srª e esses comentadores que aqui têm deixado testemunhos tão afastados da realidade deviam falar primeiro com os alunos e com os professores. Espero entrar em comunicação social e por isso fico indignada quando se procura manipular a opinião pública sem bases e sem pesquisa. Informem-se melhor antes de publicar estas opiniões, que não passam disso mesmo!

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