É de Portugal *
O Banco de Portugal faz jus ao seu nome: tem 1700 funcionários mas somente 60 deles estão adstritos à sua missão mais relevante que é a supervisão das entidades financeiras (são 324).
As restantes 1640 pessoas são consultores, assessores, adjuntos e, sobretudo, dirigentes de dirigentes de dirigentes.
Em que outro lugar no mundo civilizado poderia existir uma coisa assim?
Por sua vez, Vítor Constâncio, o aparentemente vitalício director deste lindo produto, foi ao Parlamento, pela noitinha, em jeito de ‘rave’, exibir alguns dos piores traços de todos nós: ele e o BdP não cometeram qualquer erro e nem pensar em demitir-se. E, pontapeando a coerência, pediu mais meios para que desgraças como as do BCP e do BPN não voltem a suceder.
Confesso que já estou farto.

60 pessoas para supervisionar 324 entidades até é demais.
É preciso é saber em que se ocupam os restantes. lol
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Assisti a essa noite no parlamento. Não pude deixar de comparar com as sessões de esclarecimento que tenho assistido do Bernanke e de outros nos states por causa da crise. é uma diferença abismal. Ali ninguém quiz saber do que Vitor Constancio diz ou deixa de dizer. O senhor falou falou explicou e explicou, blá blá. No fim de explicar, cada grupo no parlamento faz o seu número de circo, que em vez de perguntas tem mais comentários e show e acusações nem querendo saber das explicações. Depois as perguntas que realmente interessam e são algumas e importantes não insistem nelas. Ou seja a sessão de esclarecimento não serve para nada, excepto para fazer politica e o show maravilhoso.
No fim mesmo depois de todas as explicações ficaram todos na mesma.
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Um homem destes num cargo destes dá cá uma confiança ao país!
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“Um homem destes num cargo destes dá cá uma confiança ao país!”
E qual o motivo do anónimo 3 dizer isto??
O que é que que dizer com um “homem destes?”
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Olha, dirigentes de dirigentes de dirigentes, que uma ministra concebeu também para os professores, que se quer iguais na “boa consciência”. E eles é que não compreendem, toldados por hábitos antigos.
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324 entidades para supervisionar, necessitariam, pelo menos, de 972 funcionários do BdP
Se assim fosse, pelo menos 3 por entidade, talvez deixasse de ser muita chato saber-se que somente 60 o fazem e que os restantes 1640 funcionários devem passar o dia a transpirarem de tanto trabalho. Coitados dos 1640. Dos 60 supervisionantes eu não tenho pena alguma pois demonstraram nada terem feito.
Quando ao seu Presidente VC nada a dizer da sua excelente chefia que, apesar de já ter indícios há muito tempo, nada fez para (no mínimo) minimizar os danos.
Assim, ficam todos a ganhar juizo, nomeadamente todos nós Portugueses que, como chatos que somos, chateamos toda a gente mas nada fazemos para alterar o estado das coisas.
Deixar andar.
Ainda estamos à espera de D. Sebastião.
Pois, eu sei que é chato, é.
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O problema reside numa questão muito simples:
– Ninguém quer saber nem interessa saber o porquê… e assim vamaos andando cantando e rindo!
No mínimo e por uma questão de coerência conviria dar o exemplo, e não nacionalizar à custa de todos nós! Não é com injecções de capital que lá vamos, mas sim com BOA GESTÃO!
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Os Srs tiveram a discutir o orçamento, teve que ser á noitinha, não vejo mal nenhum. foi bom para todos e mau para o estado, horas extras foi um um pavor, a começar pela policia e acabar pelos motoristas de Sua Excelencias.
Todos ganharem e menos eu.
Um antico Min. das Finanças do PPD/PSD deu razão ao Vitinha, foi “Brua” naquela São Caetano…agora começo a descortinar a razão do Tavares se ter mudado para a Lapa….Hum, é o cheiro a CHARUTO
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as armas as armas, cambada de chulos, tudo tem roubado, e continuam, eu sou lutar
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Caro CAA,
Em grande forma. Nota 19 valores.
Constâncio não tem vergonha. Mas, quem a tem na política portuguesa? Ninguém. Diz o roto ao nu!
Então, o Vítor depois das barracadas imensas dos off-shores do Gonçalves, vem com novas barracadas sobre os off-shores do Oliveira, e não acontece nada!
Meios? O BdP, depois da centralização do controlo da massa monetária e da inflação passarem para Frankfurt, não faz mais do que “Relatórios”.
Ahhhh, o Vítor também faz fretes aos amigos do avental! Pois, 6,81% de déficit. Agora, são muito menos do que 6,81%. Quando o “Zé” se for embora, veremos qual o real valor do déficit!
Ontem, na Saúde, viu-se a derrapagem, e mais haverá, delicadamente escondidas. Até vir o próximo Governo, que vai descobrir as “ossadas” no armário.
CAA,
Quando é que os Blasfemos estão dispostos a concretizar a sua alternativa ao “estou farto”.
Quando é que se cria uma alternativa de poder? Há Académicos. Há empresários. Há sociedade civil. Há economistas. Há juristas.
O que falta para a preparação de uma alternativa? Deixar o “Centrão” desconjutar-se? Não acredito que o “Polvo” maçónico tolere o desconjuntamento….
A pressão da sociedade civil tem que aumentar.
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Eu que sou asno e ignrante do que ouvi cheguei à conclusão que não houve erros ou falhas de supervisão. O que me parece que é discutível são as opções que o banco de Portugal escolheu para lidar com o assunto. Por exemplo para mim que sou leigo no mesmo dia que descobriram da mentira sobre o banco insular a mim parece-me que deviam ter tirado a licença ao banco, participado à policia e fechado o banco.
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A pressão da sociedade civil tem que aumentar.
(diz o Amigo 10)
Pode ser chato mas concordo!
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O J é especialista em que assunto?
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“O que é que que dizer com um “homem destes?””
Refiro-me à espécie dos irresponsabilizáveis de protectorado na óptica da tonalidade partidária (cores diversas), que parecem ter uma forte preponderância na política nacional, que sabem tudo, não vêem nada nem lêem a Exame.
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CAA a 100%. Esta pouca vergonha tem de acabar! Pelo fim do rotativismo de há 32 anos do PSD/PS.
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“Quando é que se cria uma alternativa de poder? Há Académicos. Há empresários. Há sociedade civil. Há economistas. Há juristas.”
Está na hora certa.
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“não vêem nada nem lêem a Exame”
Mas os problemas descritos na exame dessa epoca foram resolvidos por ordem do banco de Portugal. Nessa altura não falavam em vigarices e lavagens de dinheiro? Falavam em erros de gestao.
Pelo que entendi esse assunto é uma coisa totalmente diversa mas parece que ninguém quer perceber.
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Olha quem vai ali, dirigente do BNP, diz o Constâncio, Bom dia, Sr. Dirigente, desculpe lá aquilo do meu titubeio meu, aquela dúvida e falta de apoio inteiro à vossa obra superior, mas muito me admira de vê-lo por cá, de férias?, então como vai?
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Eu tenho defendido que o BP na actual conjuntura so tem razão de existir e há sempre razão com a(s) seguinte perspectiva(s), dado que já não banco e emissor, emite para terceiros.
O Banco de Portugal é banco concorrente, empresta dinheiro e negocio comercial, que já o fez, para quem não saiba.
Ou então, desfaz-se das riqueza imobiliaria, dos mil e tantos funcionarios e das reformas super luxuosas. 60 pessoas chegavam para as encomendas – fazer os report trimestrais e anuais e acompanha a moeda e manter contacto com com o BCE.
A Supervisão deixava isso a quem de direito e a especialistas e a investigação, mas 50 pessoas chegavam.
Resolvia-se um problema que tem 3 decadas, 3 decadas de brincadeiras e de vendas de toneladas de ouro, que alimentaram quem nunca produziu e levou o dinheiro.
Era boa altura para ridemencionar o BP e com actuais funções e só o Socrates pode fazê-lo, o PPD/PSD é para deixar tudo como dantes e distribuir mais benesses, e eles estão… com uma fominha, cuidado
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“Homens destes”?????
Quer saber mesmo?
São homens que ganham quase o dobro do que exerce a mesma funçao na maior economia fassista imperialista e neoliberal.
São homens que caladinhos deixam passar orçamentos que sancionados por Bruxelas em tres meses fazem contas e sobem para mais do dobro.
São homens que quando chamados á atençao para aquilo a que eles deveriam estar atentos …no caso BPN, se preocupam em processar dos poucos jornalistas independentes e correctos deste país nesta área, pedindo milhões por suposta difamação, e felizmente, ficar a chuchar no dedo.
Percebeu como homens destes tem prioridades e prioridades?
Será que homens destes também não podem fazer reestruturações internas no organismo que preside afectando mais e melhores recursos humanos para as tarefas agora mais importantes? Será que ele só reparou agora em algumas dificuldades de legislação?
No entanto quanto aos previlégios próprios, nomeadamente ter a reforma por inteiro ao final de seis anos reparou não é?
São homens destes…..
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Talvez façam mais falta “sessões de esclarecimento” como aquelas que o senador McCarthy presidiu nos anos 50.
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Ainda não entenderam, ou não querem entender!!!
“O REI VAI NU”
E nós, “os inteligentes”, a assistir ao desfile……..
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E nesses funcionários estarão contabilizados os caseiros da “datcha” do BdP lá para os lados de Colares?
Uma bela de uma quinta para usufruto dos “quadros” da casa!
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Isto já não é claustrofobia democrática. É mais paranóia colectiva: o regime político está esgotado há muito tempo. Só não vê quem não quer.
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Amigo CAA,claro que foi uma rave,o ambiente foi de alucinar e toda a malta que lá estava curtiu bué…
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60 gajos a supervisionarem 324 coisas, dá 0,185 de um gajo por cada coisa.
De 1700 gajos, só 60 se ocupam das coisas, donde 1640 gajos se ocupam doutras coisas.
Podia apresentar um gráfico de barras figurado e animado, mas está na hora do café.
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BdeP?, o governador?, oh, podia ser comendatore, à PS como à PSD, em Portugal, à italiana.
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Entretanto Pacheco procura no espaço uma fonte de Leite.
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Na primeira frase do texto, porque é que “jus” está em itálico?
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“Accountability”. Acho que é um conceito que em Portugal tarda em pegar. Caso contrário o homem já estava demitido.
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Se não tinha meios para exercer as funções que lhe estão cometidas, exigia-as. Se concluísse pela impossibilidade de desempenhar a função, demitia-se. Por muitos menos, já alguns ministros bateram com a porta… por muito menos do VC fez, por omissão, já gente honesta, como ele será, foi convidado a ir em busca de lugarzinho numa empresa….
http://vouguinha.blogspot.com/2008/11/o-banco-de-portugal.html
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«Na primeira frase do texto, porque é que “jus” está em itálico?»
Porque é uma expressão que deriva directamente do latim ‘IUS’ embora o português a tenha assimilado como ‘jus’.
Para saber mais acerca da questão – já vi que bem precisa – ver SEBASTIÃO CRUZ, Direito romano (Ius romanum), I, 4.ª ed., Coimbra, 1984, pp. 16-24.
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estão a confundir a supervisão bancária com o banco de portugal com esse argumento dos 1700 funcionários. a supervisão não é a única função do banco. e o argumento de ser a principal é discutivel.
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“Porque é uma expressão que deriva directamente do latim ‘IUS’ embora o português a tenha assimilado como ‘jus’.
Para saber mais acerca da questão – já vi que bem precisa – ver SEBASTIÃO CRUZ, Direito romano (Ius romanum), I, 4.ª ed., Coimbra, 1984, pp. 16-24.”
Es um cromo do caracas amigo!
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“Em que outro lugar no mundo civilizado poderia existir uma coisa assim?” dirigentes de dirigentes… há empresas com 6 níveis (por vezes mais) de “dirigência”. Cá e lá “fora”, pena, mas dizem que assim se funciona bem, que se controla melhor!
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“estão a confundir a supervisão bancária com o banco de portugal com esse argumento dos 1700 funcionários. a supervisão não é a única função do banco. e o argumento de ser a principal é discutivel.”
Ainda é mais grave porque então estão 1640 a tratar de análises e previsões económicas e não faziam a mínima ideia que o défice do país era de quase 7%.
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“Quando é que se cria uma alternativa de poder? Há Académicos. Há empresários. Há sociedade civil. Há economistas. Há juristas.”.
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Exacto e depressa.
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A incoerencia do Banco de Portugal, do governador, da estrutura da organização,devia envergonhar, qualquer primero ministro,
nets caso Socrates, que mantem uma organização deste tipo fossalizada em processos de trabalho, sem coerencia! e o ministro das finanças, que dizer deste profeta de maravilhas, que passa a vida a enganar-se nas previsões? Rua……….
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Mas se os 1640 (raio de data em recuperámos funestamente a independência !) ganham tão bem sem trabalhar porque haveriam de ir embora e deixar os 60 trouxas trabalhar à vontade?
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Existe alguma dúvida de que é necessário um comportamento mais pró activo na governação do Banco De Portugal na defesa da transparência do mercado? Se o presidente do Banco de Portugal fosse alguém conhecido por ter posições mais à direita não faltariam criticas por parte dos socialistas de que a passividade existira para protecção de pessoas ligadas ao PSD que passaram pelo BPN.
Um assunto colateral mas que merece reflexão é o momento em que o anuncio da nacionalização do BPN ocorreu , num domingo, como se a reunião do conselho de ministros não pudesse ocorrer na segunda feira. O assunto da figura do primeiro ministro na cimeira Ibero -Americana foi completamente abandonado.
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